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Técnica de enfermagem é indiciada por aplicar ‘vacina de vento

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, instaurou nesta sexta-feira (19), um Inquérito Civil para apurar fatos decorrentes da aplicação irregular de doses da vacina contra a COVID-19 em Niterói. O objetivo é verificar se uma técnica de enfermagem do município cometeu ato de improbidade administrativa ao simular, durante a campanha de vacinação, a aplicação da vacina em um idoso.

Profissionais que aplicaram vacina de vento são investigados por desvio e prestarão depoimento nesta semana

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II alega que chegou ao seu conhecimento que, no posto drive-thru instalado no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), bairro Gragoatá, um idoso foi ao local na companhia de familiares para ser vacinado e, segundo notícias veiculadas na imprensa, um parente teria filmado a ação e notado que a técnica de enfermagem não aplicou a dose da vacina.

O texto ainda relata que, após o ocorrido, o senhor foi procurado pelas autoridades de saúde do município e devidamente imunizado. O Conselho Regional de Enfermagem do Rio também recebeu a denúncia contra a profissional e abriu procedimento para averiguar se houve conduta irregular.
Polícia indicia técnica de enfermagem que aplicou ‘vacina de vento’: ‘Estava consciente do que estava fazendo’, contou.
O delegado ressalta que é “fundamental” observar o momento da vacinação e analisar se a dose está sendo aplicada de forma correta. “Se possível filmar, tem sido muito útil para descobrir essas irregularidades”.
Além da polícia, o Ministério Público e o Conselho Regional de Enfermagem do Estado (Coren-RJ) abriram investigações sobre profissionais de saúde suspeitos de desvios de doses de vacina contra o coronavírus. Eles, aparentemente, aplicaram doses da vacina de vento, em que as seringas estavam sem imunizante, em idosos que foram a locais de vacinação para serem imunizados. De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), os técnicos de enfermagem de Niterói e Petrópolis foram afastados das funções.
Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) protocolaram, nesta quarta-feira (17), dois projetos de lei para garantir aos cidadãos transparência da aplicação da vacina contra covid-19 e o direito a registrar as etapas da aplicação.

De autoria dos deputados Anderson Moraes (PSL) e Sérgio Fernandes (PDT), os projetos determinam que os profissionais de saúde mostrem ao vacinado e ao acompanhante todas as etapas da aplicação, desde a aspiração do líquido na ampola até a completa injeção na pessoa a ser protegida do coronavírus, com comprovação de que a seringa está vazia. Além disso, o agente de saúde não pode impedir o registro de imagens do procedimento.

Traficante é preso em flagrante em Cabo Frio

Um homem foi preso em flagrante, nesta sexta-feira, por tráfico de entorpecente em Cabo Frio, Região dos Lagos. Anderson da Costa Torres, 39 anos, conhecido como Rap Maré, estava levando drogas do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, para vender em Cabo Frio, São Pedro D’Aldeia e Armação de Buzios, na Região dos Lagos.
No momento da prisão, o suspeito foi encontrado com um tablete de maconha de aproximadamente um quilo. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o carro em que Anderson estava apresentava possíveis adulterações no número do motor e chassi. O veículo foi apreendido pelos agentes e será encaminhado à perícia.

PGR pede inquérito contra deputado antidemocrático por desacatar policial civil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de inquérito contra o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) para apurar possíveis crimes de desacato e infração de medida sanitária no episódio em que o parlamentar discutiu com uma policial civil ao se recusar a usar máscara no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Silveira foi preso na terça, 16, horas após publicar vídeo com ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apologia ao AI-5, o ato mais duro da ditadura militar.

O episódio ocorreu na quarta, 17, quando Silveira se dirigiu ao IML para prestar exames após a prisão. Ao chegar no local, uma policial civil percebeu que o deputado estava sem a máscara, obrigatória em locais públicos do Rio de Janeiro desde junho, e avisou: ‘Para a nossa proteção e para a sua também, aqui dentro tem que usar máscara’.

Silveira se recusou a cumprir a orientação e respondeu: ‘A senhora não manda em mim não. Está achando que está falando com vagabundo? Meu irmão, a pior coisa é militante petista’. Diante da insistência, o deputado subiu o tom: ‘E se eu não quiser botar? Se a senhora falar mais uma vez eu não boto. Se falar mais uma vez eu tiro. A senhora é policial civil, eu também sou polícia, e aí? E sou deputado federal, e aí? A senhora não conhece a porra da lei, não?’.

A discussão foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais por um assessor do deputado.

A PGR quer apurar se Silveira cometeu os crimes de desacato ao desobedecer a policial civil e infração de medida sanitária por deixar de usar máscara em local público. A investigação foi solicitada ao STF pelo vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros após ofício enviado à PGR pelo ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão em flagrante de Silveira na investigação que mira ‘fake news’ e ameaças contra a Corte.

Medeiros afirma que, apesar das imagens terem sido registradas em vídeo, ainda há necessidade de diligências para apurar o episódio no IML, incluindo a realização de depoimentos com os agentes públicos envolvidos no episódio e o próprio deputado.

Daniel Silveira foi preso na terça, 16, horas após divulgar vídeo com ameaças a ministros do Supremo e apologia ao AI-5, o mais violento ato da ditadura militar no Brasil. A prisão em flagrante foi validada por unanimidade pelo plenário da Corte, que mandou recado sobre a intolerância com ataques antidemocráticos ao Judiciário.

“As manifestações revelam-se gravíssimas não apenas do ponto de vista pessoal, como também do ponto de vista institucional e do Estado Democrático de Direito. Essas manifestações se revestiram de claro intuito, visando impedir o exercício livre da Judicatura, o exercício independente do Poder Judiciário e a manifestação do Estado Democrático de Direito”, disse Alexandre de Moraes, na sessão de quarta.

Pouco depois do julgamento, a PGR apresentou uma denúncia contra o parlamentar no inquérito dos atos antidemocráticos. A Procuradoria listou três vídeos recentes em que o parlamentar praticou agressões verbais e graves ameaças contra ministros do Supremo.

Segundo Humberto Jacques de Medeiros, desde que entrou na mira de inquéritos do Supremo, Daniel Silveira usou a estratégia de praticar agressões verbais e graves ameaças contra os integrantes da Corte para tentar intimidá-los.

“Neste último vídeo, não só há uma escalada em relação ao número de insultos, ameaças e impropérios dirigidos aos ministros do Supremo, mas também uma incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o Tribunal, quando o denunciado, fazendo alusão às nefastas consequências que advieram do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, entre as quais cita expressamente a cassação de ministros do Supremo, instiga os membros da Corte a prenderem o general Eduardo Villas Bôas, de modo a provocar uma ruptura institucional”, aponta Medeiros.

A Câmara dos Deputados manteve a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Por 364 votos a 130, a Casa manteve a decisão do Judiciário, que mandou prender o deputado após a publicação de um vídeo com ataques aos ministros da corte e defesa ao AI-5 (Ato Institucional nº 5), que deu início ao período mais autoritário da ditadura. Foram registradas três abstenções.

O placar superou em 107 votos o mínimo exigido para a aprovação do parecer da relatora, deputada Magda Mofatto (PP-GO), que recomendou manter preso o parlamentar — eram necessários pelo menos 257 votos (maioria absoluta; metade mais um) dos 513 deputados.

O placar na Câmara nesta sexta ocorre após Silveira ter ficado isolado, sem apoio de Bolsonaro nem de membros do governo. Sem publicar nada nas redes sociais, o presidente evitou manifestações públicas nos últimos dias em defesa do aliado.

 

 

 

 

Ministro do Meio Ambiente testa positivo para a covid-19


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi diagnosticado nesta terça-feira (16) com covid-19, informou a pasta em nota.

Segundo o Ministério, Salles apresentou “leve febre, mas passa bem”. A pasta diz que o ministro seguirá a orientação médica de se manter em isolamento.

Salles foi o 15º ministro do governo Jair Bolsonaro a testar positivo para o novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, 65% dos 23 ministros de Bolsonaro contraíram a doença, além do próprio presidente e de seu vice, Hamilton Mourão.

O último ministro infectado pelo novo coronavírus foi Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, em novembro.

Os primeiros casos no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios surgiram em março de 2020, após o retorno da comitiva presidencial de uma viagem a Miami, nos Estados Unidos

Salles é um dos ministros bem vistos por apoiadores da ala ideológica do governo. Por outro lado, sofre pressão interna e externa por sua substituição, por causa do aumento do desmatamento e incêndios florestais desde o início do mandato.

Durante a reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alertou os ministros sobre o que considerava ser uma oportunidade trazida pela pandemia da Covid-19: para ele, o governo deveria aproveitar o momento em que o foco da sociedade e da mídia está voltada para o novo coronavírus para mudar regras que podem ser questionadas na Justiça, conforme vídeo divulgado nesta sexta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.
Segundo ele, seria hora de fazer uma “baciada” de mudanças nas regras ligadas à proteção ambiental e à área de agricultura e evitar críticas e processos na Justiça. “Tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm papel regulatório aqui, para simplificar. Não precisamos de Congresso”, disse o ministro do Meio Ambiente.

Bolsonaro, porém, tem dado sinais de que pretende fortalecê-lo. No fim do ano passado, indicou que Salles chefiará a delegação brasileira a ser enviada em novembro à Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-26), em Glasgow, no Reino Unido.

Veja os ministros que já se infectaram com a covid-19:

Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno;

– Minas e Energia, Bento Albuquerque;

– da Cidadania, Onyx Lorenzoni;

– da Educação, Milton Ribeiro;

– da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes;

– da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

– da Casa Civil, Walter Braga Neto

– da Secretaria-geral da Presidência, Jorge Oliveira

– Marcelo Álvaro Antônio, turismo

– Luiz Eduardo Ramos – secretaria de governo

– Fábio Faria – comunicações

– Eduardo Pazuello – Saúde

– Andre Mendonça – Justiça

– Tarcísio de Freitas- Infraestrutura

– Ricardo Salles – Meio Ambiente

Tiroteio deixa duas pessoas mortas e sete feridos em São João de Meriti

Um intenso tiroteio entre bandidos, na madrugada desta terça-feira (16), às 2h, próximo a região do Condomínio Trio de Ouro (conhecido popularmente como Predinhos) em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, deixou duas pessoas mortas. Sete pessoas deram entrada no Hospital Municipal Abdon Gonçalves com perfurações por arma de fogo. Entre os dois feridos que não resistiram está um jovem de 15 anos. Nenhuma das vítimas teve a identidade revelada.
O tiroteio foi provocado pela tentativa de invasão da comunidade dos Predinhos por uma facção rival. Segundo a Polícia Militar, uma equipe do 21° BPM (São João de Meriti), foi acionada e seguiu até a rua Rosa Muller, na comunidade. Os policiais encontraram grupos de homens armados, que fugiram após a chegada dos militares.
Nove pessoas baleadas foram localizadas pela polícia e duas delas não resistiram. Os feridos foram socorridos no Hospital Abdon Gonçalves e, em seguida, transferidos para as unidades de Saracuruna e Souza Aguiar. A ocorrência está em andamento e a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHFB) foi acionada para investigar o caso.
Uma moradora que mora próximo da comunidade e preferiu não se identificar disse que ouviu barulho de tiros de fuzil e explosões de granadas durante a madrugada, por volta de 2h.

Nas redes sociais, moradores do local registraram a ação dos traficantes durante o confronto. “Foi horrível, muito tiro e bomba”, disse um residente próximo da região. “Quem invadiu não sabemos, mas aconteceu sim, e só mataram inocentes que estavam bebendo em um bar, muito triste”, afirmou outra moradora.

Em nota, a prefeitura de São João de Meriti afirmou que sete pessoas foram levadas ao Hospital Municipal de São João de Meriti, todas vítimas de perfuração por arma de fogo. Destas, duas foram suturadas e liberadas, uma jovem de 15 anos não resistiu, vindo a falecer na unidade e outras quatro foram transferidas para o Hospital Adão Pereira Nunes (Saracuruna), com vida.
A DHBF fez uma perícia no local e faz buscas para identificar os criminosos envolvidos no tiroteio.

Fiscalização no Rio continua a registrar aglomerações


Os desfiles de blocos de rua e das escolas de samba foram suspensos este ano pela Prefeitura do Rio para evitar aglomerações e a disseminação da covid-19 na cidade. Apesar disso, um bloco improvisado insistiu em aglomerar cerca de 200 pessoas na Rua Mem de Sá, na Lapa, região central do Rio.

A concentração, no entanto, foi dispersada por policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar e do Programa Lapa Presente, com participação também de agentes do Grupamento Tático Móvel (GTM) da Guarda Municipal.

Equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), da Guarda Municipal e do Instituto de Vigilância Sanitária, com apoio da Polícia Militar fazem fiscalizações na cidade.

Entre a noite de domingo (14) e a madrugada desta segunda-feira (15), além da Lapa, atuaram no Leblon, na zona sul, onde têm sido registradas grandes aglomerações de pessoas nas ruas, inclusive sem o uso de máscaras.

Os fiscais da Vigilância Sanitária e da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Seop fizeram 14 vistorias, que resultaram em cinco interdições, três no Leblon e duas no Centro e aplicaram 13 multas por irregularidades como aglomeração, excesso de mesas e cadeiras, e falta de licenciamento.

O Bar Leviano recebeu interdição cautelar até as 7h desta segunda-feira por aglomeração, foi multado e teve o equipamento de som apreendido. Outro multado foi o Bar Botecário, por descumprir as medidas de proteção à vida e combate à pandemia. Já o Bar Beco do Rato foi interditado por falta de licença.

Toda a extensão da Rua Dias Ferreira e da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, foi fiscalizada e por causa de aglomeração o supermercado Zona Sul, o restaurante Galeto Leblon, e uma banca de jornal que comercializava bebidas alcoólicas para consumo no local, receberam interdição cautelar. Outros dois bares foram multados por infrações sanitárias.
Festas

As festas que também estão proibidas se espalham pela cidade. Ontem a fiscalização impediu quatro eventos na zona oeste.

O Bailão de 2, na escolinha de futebol do Vasco da Gama, e a festa Tropa da Mega, na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, foram interrompidos. O mesmo ocorreu com uma rave em casa de eventos na Estrada dos Bandeirantes e a festa na Mansão do Japonês, na Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca.

Lá a casa foi interditada por falta de alvará e licenciamento sanitário. As equipes também atuaram na orla e em outros locais após denúncias de eventos irregulares feitas pela população em Ipanema, na zona sul; no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste; e no Méier, na zona norte da capital.

Em várias comunidades, como o conjunto de favelas da Maré, na zona norte, e a Cidade de Deus, na zona oeste, hoje pela manhã ainda era possível ver festas promovendo aglomerações, que começaram ontem à noite.
De acordo com a Seop, desde o início das ações na sexta-feira (12), para combater aglomerações no período que seria do carnaval, foram realizadas 55 inspeções sanitárias, com 40 autos de infração e 22 interdições, além de nove apreensões, sendo oito de equipamentos de som e uma de bebidas.
Com os ambulantes, a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) da Seop, na última ação noturna, fiscalizou 15 deles na Lapa, e apreendeu, no Arpoador, na zona sul, 132 bebidas em garrafas de vidro, o que é proibido. Ao todo, ao longo do domingo, foram fiscalizados mais de 60 ambulantes no Recreio dos Bandeirantes, Ipanema, Méier e Lapa, com isso houve a apreensão de 472 itens, a maioria bebidas. Três ambulantes foram multados, e vendedores não autorizados foram orientados a desocupar o espaço público.

A Coordenadoria Especial de Transporte Complementar (CETC) realizou ontem 39 abordagens a vans e kombis, autuou 53 e removeu uma van pirata. Já a Coordenação de Fiscalização de Estacionamentos e Reboques (Cfer) removeu, das 7h às 19h, 141 veículos por estacionamento irregular. Esses órgãos integram a estrutura da Seop.

Desde a sexta-feira a CETC fez 90 abordagens, com 84 autuações e duas remoções de vans piratas, enquanto a Cfer removeu 474 veículos por estacionamento irregular. Nos pontos de bloqueio de acessos à cidade para impedir a entrada de visitantes em veículos fretados sem comprovação de hospedagem na cidade, segundo a Seop não houve necessidade de barrar nenhum ônibus de fretamento.

Marinha e PF apreendem veleiro catamarã com cocaína em Pernambuco


Um veleiro catamarã com grande quantidade de cocaína foi apreendido pela Marinha e pela Polícia Federal na costa de Pernambuco. O barco, que ia em direção à Europa, foi interceptado a 270 quilômetros da costa do Recife.

Cinco tripulantes que estavam no interior da embarcação foram presos. Eles estão sendo conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco e serão investigados pela Polícia Judiciária.
A quantidade de droga apreendida só será informada após a divulgação dos dados finais da operação. A ação foi coordenada com agentes de Portugal, dos Estados Unidos e do Reino Unido, que repassaram dados de inteligência às autoridades brasileiras.

O veleiro foi apreendido pelo Navio-Patrulha Oceânico Araguari, que carregava militares da Marinha e policiais federais do Grupo de Pronta Intervenção, que participaram desde o início das ações. O navio-patrulha está conduzindo a embarcação de volta à costa brasileira.

Os órgãos estrangeiros que colaboraram com o governo brasileiro são o Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcótico (MAOC-N), de Portugal; o Drug Enforcement Administration, dos Estados Unidos; e o National Crime Agency, de Reino Unido. Segundo a Marinha brasileira, a mútua cooperação e a troca de informações entre os países têm como objetivo identificar grandes organizações criminosas que atuam no Brasil.

FonteAgência Brasil –

Nigeriana é primeira mulher a liderar OMC


A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, ex-ministra das Finanças do país africano, foi nomeada hoje (15) para chefiar a Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela tornou-se a primeira mulher e africana a liderar a organização.

“Os membros da OMC acabam de aceitar nomear Ngozi Okonjo-Iweala como próxima diretora-geral da OMC. A decisão foi tomada por consenso durante uma reunião especial do Conselho Geral realizada hoje”, indicou a organização poucos minutos após o início do encontro.

Okonjo-Iweala assume suas funções no dia 1º de março e o seu mandato, que pode ser renovado, expira em 31 de agosto de 2025.

Ela substituirá o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, que renunciou ao cargo em setembro do ano passado. O posto de diretor-geral da OMC estava vago desde a ocasião, porque a administração de Donald Trump apoiava a ministra do Comércio da Coreia do Sul, Yoo Myung-hee, o que obstruía a indicação por consenso.

Dias após tomar posse, o presidente norte-americano Joe Biden mudou a orientação do país e passou a apoiar a indicação da nigeriana. A candidata sul-coreana desistiu da disputa no início de fevereiro, abrindo caminho para a escolha de Okonjo-Iweala.
Desafios

Autodenominada “realizadora” e conhecida por enfrentar problemas aparentemente insolúveis, Okonjo-Iweala terá muito com que se ocupar na entidade comercial mesmo sem Donald Trump, que ameaçou retirar os Estados Unidos da OMC.

Como diretora-geral, uma posição que concede poder formal limitado, Okonjo-Iweala, de 66 anos, precisará intermediar tratativas comerciais internacionais perante um conflito persistente entre os Estados Unidos e a China, reagir à pressão pela reforma das regras comerciais e se contrapor ao protecionismo acentuado pela pandemia de covid-19.

No discurso feito na OMC após a vitória, ela disse que fechar um acordo comercial na próxima grande reunião ministerial será uma “das maiores prioridades”, e também exortou os membros a rejeitarem o nacionalismo da vacina, de acordo com um delegado presente à reunião fechada, que foi realizada virtualmente.

No mesmo discurso, ela descreveu os desafios que a entidade enfrenta como “numerosos e traiçoeiros, mas não insuperáveis”.

O comissário de Comércio da União Europeia, Valdis Dombrovskis, disse que espera trabalhar estreitamente com ela para impulsionar uma “reforma muito necessária da instituição”.
Perfil

Veterana de 25 anos do Banco Mundial, onde supervisionou um portfólio de US$ 81 bilhões, Okonjo-Iweala enfrentou sete outros candidatos defendendo a crença na capacidade do comércio de tirar as pessoas da pobreza.

Ela estudou economia do desenvolvimento em Harvard depois de testemunhar uma guerra civil na Nigéria na adolescência. Em 2003, ela voltou ao país para servir como ministra das Finanças, e apoiadores ressaltam sua postura rígida nas negociações, que ajudou a selar um acordo de cancelamento de bilhões de dólares de dívida nigeriana com as nações credoras do Clube de Paris em 2005.

OMS encontra indícios que Wuhan sofreu surto de coronavírus em dezembro de 2019


Uma reportagem exclusiva da rede norte-americana CNN revelou que a missão da OMS (Organização Mundial da Saúde) que está em Wuhan, na China, para investigar o início da pandemia do coronavírus encontrou indícios de que a doença já havia começado a se espalhar em dezembro de 2019, pouco antes de o país começar a reportar os primeiros casos de Covid-19.

Os investigadores apontam que o surto em dezembro de 2019 já era muito maior do que o reportado e agora buscam acesso a milhares de amostras de sangue na cidade chinesa – que ainda não foram liberados pelo governo da China para serem analisados.

O líder da investigação da OMS, Peter Ben Embarek, afirmou à CNN que a missão achou diversos sinais de que o surto já era grande em 2019, estabelecendo pela primeira vez que havia cerca de uma dúzia de mutações do vírus circulando em Wuhan, epicentro do início da pandemia, no fim do ano.

O grupo também falou com o primeiro paciente que o governo chinês afirmou ter sido infectado, um homem de 40 anos, sem histórico de viagens e que foi diagnosticado com a covid-19 em 8 de dezembro.

Cabo do Exército sofre represálias após denunciar sargento por assédio sexual

Um suposto crime de assédio sexual envolvendo um cabo e um sargento dentro de um prédio onde moram generais, na Urca, Zona Sul do Rio, é investigado pelo Primeiro Batalhão de Polícia no Exército do estado fluminense. A denúncia envolvendo os militares foi exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (14).

Na investigação, o Exército indiciou não apenas o sargento, mas também o cabo pelo suposto crime militar. Agora, o Ministério Público Militar vai definir quem será denunciado e por qual tipo de crime. Para a sindicância, há indícios de que os dois cometeram crime sexual. O sargento teria praticado ato libidinoso, e o cabo teria permitido.

O denunciante se diz prejudicado duas vezes, primeiro, por ter sofrido assédio e segundo, por ter passado de vítima a investigado. Em um depoimento que faz parte do processo, outro militar reforça as acusações do cabo contra o sargento.

À TV Globo, outros três militares disseram que também foram vítimas de assédio por parte do sargento. A instituição disse à emissora que foram adotadas as medidas cabíveis, e que não iria comentar o andamento das investigações.

Segundo testemunhas, o sargento tinha fama de realizar “investidas” durante o expediente. Em uma delas, um cabo, que não teve a identidade revelada, gravou o acontecimento com um celular e depois denunciou o suposto crime. Ele se apresentou à Justiça Militar com o registro feito pelo aparelho.

Ricardo Godoi era o responsável pela administração do prédio localizado em uma área militar, onde o cabo que denunciou o suposto crime fazia parte da segurança local.

Durante a ação, o cabo afirmou que o sargento tinha o chamado para fazer uma verificação de uma alteração em um apartamento que estava vazio. “Ele fecha a porta, quando ele me pede para sentar no sofá da sala, começa a fazer elogios do meu porte físico, né, e começa a acariciar as minhas pernas. Ele queria fazer sexo oral”, contou ao Fantástico o militar.

De acordo com a denúncia, obtida com exclusividade pelo Fantástico, o sargento teria prometido recompensas em troca de favores sexuais.

De acordo com a denúncia, o sargento também teria oferecido dinheiro para o cabo. A vítima disse que em troca das “investidas” ele ofereceu cerca de R$ 200 a R$ 300. “R$ 200 só pra botar a mão nele”, teria dito o sargento, de acordo com a gravação. O cabo então teria questionado: “Não dá pra melhorar essa parada aí?”, e Godoi respondeu: “Vem cá, vem cá. Se você for legal comigo, eu vou te ajudar”.

A vítima disse que sentiu medo, mas que precisou agir com frieza para acabar com o mal que já acontecia a muito tempo. De acordo com o cabo, foram duas investidas em um intervalo de 5 dias.

Após negar as acusações em um primeiro momento, o sargento admitiu a relação. Godoi disse que os dois encontros teriam ocorrido com o cabo no quarto andar do prédio. No primeiro, ele teria colocado a mão sobre as pernas do colega, que teria retrucado, dizendo que nada era de graça. Em seguida ele reconheceu que abriu o zíper da calça do seu subordinado e colocou a mão nas partes íntimas dele na segunda reunião.