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Divulgada lista dos filmes indicados ao Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, associação que reúne a indústria do cinema dos Estados Unidos, divulgou hoje (22) a lista dos indicados ao Oscar 2019. O prêmio é o mais conhecido da indústria cinematográfica mundial. As estatuetas serão entregues aos premiados no dia 24 de fevereiro.

O principal destaque foi o grande número de indicações do filme mexicano Roma, de Alfonso Cuarón. A película concorre em 10 categorias, incluindo as de melhor filme, melhor diretor e melhor atriz. Em geral,as principais indicações são direcionadas a obras produzidas no país de origem do prêmio. Outra novidade de Roma é o fato do longa ter sido produzido para a Netflix, e não para o circuito tradicional das grandes telas.

  • O mexicano “Roma” é o filme de língua não inglesa com mais indicações na história da premiação, empatado com o chinês “O Tigre e o Dragão” (2010).

Roma conta a história de uma família na Cidade do México, capital mexicana, nos anos 1970, dando ênfase às desigualdades de gênero vividas pela protagonista, a empregada doméstica Cleo. Outro destaque foi a indicação da longa Pantera Negra para a categoria de melhor filme. Foi a primeira vez que uma obra com a temática de super-heróis chegou à disputa. A obra mostra a história do herói do mesmo nome, do universo de quadrinhos da editora Marvel, na busca pela recuperação de riquezas roubadas do reino de Wakanda.

Na briga pela categoria de melhor filme, foram indicados também Bohemian Rhapsody, história da banda inglesa Queen; Infiltrado na Klan, que conta o caso de uma operação para tentar desbaratar o grupo racista norte-americano Ku Klux Klan; A Favorita, que aborda disputas por influência no reino da Rainha Ana, no século 18, na Inlgaterra. Integram também a lista Vice, uma leitura da participação do vice-presidente Dick Cheney na gestão de George W. Bush na Presidência dos Estados Unidos (2001-2009); Nasce uma Estrela, sobre a ascensão de uma cantora; e O Guia, acerca da turnê de um músico negro pelo Sul dos Estados Unidos e sua relação com o motorista contratado.

As principais categorias contemplaram em geral essas obras. Para melhor diretor, foram indicados Spike Lee (Infiltrado na Klan), Yorgos Lathimos (A Favorita), Alfonso Cuarón (Roma), Adam McKey (Vice) e Pawel Palikowski (Guerra Fria). Dois indicados foram responsáveis por obras não faladas em língua inglesa, Cuarón e Palikowski. A lista dos que concorrer nesta categoria não inclui nenhuma mulher.

(Fonte Agência Brasil)

Na disputa pela estatueta de melhor ator, foram indicados    

  • Christian Bale (“Vice”)
  • Bradley Cooper (“Nasce Uma Estrela”)
  • Willem Dafoe (“No Portal da Eternidade”)
  • Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”)
  • Viggo Mortensen (“Green Book”)

Concorrer ao Oscar de melhor atriz .

  • Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”)
  • Glenn Close (“A Esposa”)
  • Yalitza Aparicio (“Roma”)
  • Olivia Colman (“A Favorita”)
  • Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”)

Diretor

  • Spike Lee (“Infiltrado na Klan”)
  • Yorgos Lanthimos (“A Favorita”)
  • Alfonso Cuarón (“Roma”)
  • Adam McKay (“Vice”)
  • Pawel Pawlikowski (“Guerra fria”)

Atriz coadjuvante

  • Amy Adams – “Vice”
  • Regina King – “Se a rua Beale falasse”
  • Emma Stone – “A favorita”
  • Rachel Weisz – “A favorita”
  • Marina de Tavira – “Roma”

Trilha sonora original

  • “Pantera Negra”
  • “Se a rua Beale falasse”
  • “O retorno de Mary Poppins”
  • “Infiltrado na Klan
  • “Ilha dos cachorros”

Ator coadjuvante

  • Adam Driver – “Infiltrado na Klan”
  • Mahershala Ali – “Green Book – O guia”
  • Richard E. Grant – “Você pode me perdoar?”
  • Sam Elliott – “Nasce uma estrela”
  • Sam Rockwell – “Vice”

Roteiro adaptado

  • Infiltrado na Klan
  • A balada de Buster Scruggs
  • Poderia me perdoar?
  • Se a rua Beale falasse
  • Nasce uma estrela

Roteiro original

  • “A favorita”
  • “No coração da escuridão”
  • “Green Book – O guia”
  • “Roma”
  • “Vice”

Edição

  • “Infiltrado na Klan”
  • “Bohemian Rhapsody”
  • “A favorita”
  • “Green Book – o guia”
  • “Vice”

Fotografia

  • “Guerra fria”
  • “A favorita”
  • “Never Look Away”
  • “Roma”
  • “Nasce uma estrela”

Filme de língua estrangeira

  • “Cafarnaum”
  • “Guerra fria”
  • “Never Look Away”
  • “Roma”
  • “Assunto de família”

Melhor animação

  • Os Incríveis 2″
  • “Ilha dos Cachorros”
  • “Mirai”
  • “WiFi Ralph – Quebrando a Internet”
  • “Homem-Aranha no Aranhaverso”

Figurino

  • “A balada de Buster Scruggs”
  • “Pantera Negra”
  • “A favorita”
  • “O retorno de Mary Poppins”
  • “Duas rainhas”

Curta-metragem

  • “Detainment”
  • “Fauve”
  • “Marguerite”
  • “Mother”
  • “Skin”

Edição de som

  • “Pantera Negra”
  • “Bohemian Rhapsody”
  • “O primeiro homem”
  • “Um lugar silencioso”
  • “Roma”

Mixagem de som

  • “Pantera Negra”
  • “Bohemian Rhapsody”
  • “O primeiro homem”
  • “Roma”
  • “Nasce uma estrela”

Curta de animação

  • “Animal Behavior”
  • “Bao”
  • “Late Afternoon”
  • “One Small Step”
  • “Weekends”

Direção de arte

  • “Pantera Negra
  • “A favorita”
  • “O primeiro homem”
  • “O retorno de Mary Poppins”
  • “Roma”

Canção original

  • “All The Stars”, “Pantera Negra”
  • “I’ll Fight”, “RBG”
  • “The Place Where Lost Things Go”, “O retorno de Mary Poppins”
  • “Shallow”, “Nasce uma estrela”
  • “When A Cowboy Trades His Spurs for Wings”, “A balada de Buster Scruggs”

Efeitos visuais

  • “Vingadores: Guerra infinita”
  • “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível “
  • “O primeiro homem”
  • “Ready Player One”
  • “Solo: Uma história Star Wars”

Maquiagem e penteado

  • “Duas rainhas”
  • “Vice”
  • “Border”

Documentário

  • “Free Solo”
  • “Hale County”
  • “Minding the Gap”
  • “Of Fathers and Sons”
  • “RBG”

Documentário curta-metragem

  • “Black Sheep”
  • “End Game”
  • “Lifeboat”
  • “A Night at the Garden”
  • “Period. End Of Sentence”

 

Principais fatos ocorridos no mundo em 2018

Em 2018, a política internacional, as crises migratórias e as disputas comerciais ocuparam os noticiários.

As decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutiram em todo o mundo, assim como o histórico encontro dele com o líder da Coreia do Norte, Kim Jon-un. A construção de um muro na fronteira do México e a separação de crianças migrantes de seus pais foram dois assuntos polêmicos que rondaram a administração Trump.

O resgate das crianças presas em uma caverna na Tailândia e a Copa do Mundo na Rússia foram dois dos assuntos mais comentados no ano. A morte de um jornalista saudita, o Acordo de Paris e os protestos que tomaram conta de cidades francesas também chamaram a atenção dos veículos de imprensa.

Relembre os principais fatos ocorridos no mundo em 2018:

Encontro histórico

Um dos principais eventos diplomáticos do ano foi o encontro histórico entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jon-un, ocorrido em junho, em Cingapura. Trump disse que os dois países estão “preparados para começar um novo capítulo na história”.

Ele classificou as negociações de mais de quatro horas com Kim Jong-un como “honestas, diretas e produtivas”, depois de ter assinado um acordo histórico. A Coreia do Norte se comprometeu a desnuclearizar, enquanto os Estados Unidos ofereceram ao regime de Pyongyang “garantias de segurança”.

Apesar do encontro, recentemente, as autoridades da Coreia do Norte advertiram que as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao país pode levar ao “bloqueio das negociações para a desnuclearização da Península Coreana”.

Disputa comercial

A disputa comercial dos Estados Unidos com a China também marcou o ano de 2018. No início de dezembro, a China expressou sua confiança de que chegará a um acordo comercial com os EUA e ressaltou que a reunião entre o presidente chinês Xi Jinping e o chefe de Estado americano, em paralelo ao G20, em Buenos Aires, foi “muito bem-sucedida”.

Construção de muro

A construção de um muro na fronteira com o México também continuou na pauta da política norte-americana assim como a questão dos imigrantes que querem entrar nos EUA, como as caravanas de centro-americanos que tentaram chegar ao território norte-americano.

Atualmente, parte dos serviços do governo dos EUA está paralisado depois que o Senado norte-americano não chegou a um acordo que atendesse a exigências de Trump relacionadas à construção do muro.

Separação de crianças e pais imigrantes na fronteira

 

A política do presidente Trump de tolerância zero com a imigração ilegal levou à separação de mais de 2 mil crianças de suas famílias ao cruzarem ilegalmente a fronteira entre México e Estados Unidos.

À época, pelo menos 51 crianças brasileiras foram separadas dos pais na tentativa de chegar aos Estados Unidos.

Depois de muita pressão doméstica e internacional, Trump assinou um decreto executivo que pôs fim à separação das famílias. O decreto, no entanto, só se aplica a novos casos.

Facebook

Facebook

Em 2018, a principal rede social do mundo, o Facebook, se envolveu em muitas polêmicas. Em outubro, o órgão regulador de informação do Reino Unidos multou a empresa em £ 500.000 (R$ 2,3 milhões) pela violação da privacidade de usuários no escândalo do vazamento de dados para a empresa de marketing digital britânica Cambridge Analytica.

Em março, reportagens de jornais no Reino Unido e nos Estados Unidos revelaram um vazamento de dados de 87 milhões de pessoas coletados no Facebook por meio de um aplicativo de perguntas, que foram posteriormente repassados à Cambridge Analytica. Munida dessas informações, a empresa teve papel decisivo na eleição de Donald Trump e na saída do Reino Unido da União Europeia, no processo conhecido como Brexit.

A empresa também divulgou que 29 milhões de usuários da rede social foram afetados por uma invasão de hackers identificada no dia 25 de setembro, que resultou no acesso a dados e informações desses perfis. A vulnerabilidade explorada pelos invasores foi corrigida.

A mais recente polêmica foi divulgada no dia 19 de dezembro pelo jornal The New York Times que revelou que o Facebook deu acesso a dados pessoais dos usuários da plataforma a dezenas de empresas tecnológicas. O jornal norte-americano diz que a rede social permitiu o acesso a esses dados sem que as empresas tivessem que cumprir regras de privacidade. O Facebook afirmou que não permitiu o acesso à informação sem o consentimento das pessoas.

Brexit e casamento real

 

O acordo final do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) estabelecido com Bruxelas pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, não será submetido à votação no Parlamento britânico antes do recesso natalino.O Parlamento ficará fechado de 21 de dezembro até 6 de janeiro para as festas de Natal e Ano Novo, o que significa que o acordo só poderá ser analisado a partir de 7 de janeiro.

O governo se comprometeu a apresentar um texto para votação na Câmara dos Comuns antes de 21 de janeiro de 2019. O período de transição negociada para que o país saia do bloco europeu ocorrerá entre 29 de março de 2019 e o final de 2020.

Em 23 de junho, milhares de pessoas foram às ruas do centro de Londres para pedir um segundo referendo sobre a saída do Reino Unido da UE. A data marcou o segundo aniversário da consulta na qual britânicos decidiram deixar o bloco europeu.

 

Além do Brexit, os britânicos acompanharam o casamento do príncipe Harry, sexto na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, com a atriz americana Meghan Markle na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, nos arredores de Londres.

Resgate na Tailândia

Na Tailândia, em julho, o resgate de 13 adolescentes, de 11 a 16 anos, e do professor deles, de 26 anos, presos durante duas semanas em uma caverna emocionou todo o mundo.

Eles entraram nas galerias para tentar escapar da chuva, depois de um treino de futebol e foram surpreendidos com tempestade que inundou o local e impediu a saída.

Copa do Mundo

Um dos eventos mais aguardados do ano foi a Copa do Mundo da Rússia. A seleção brasileira comandada por Tite saiu da competição nas quartas de final quando foi derrotada pela Bélgica.

Um dos grandes destaques do campeonato foi a Croácia que chegou à final do Mundial contra a França – atual campeã do mundo após vencer a partida por 4 a 2.

Graças ao desempenho no torneio, o croata Luka Modric foi eleito o melhor jogador do mundo meses depois.

Essa também foi a Copa do VAR. Um dos destaques do Mundial, a tecnologia de arbitragem de vídeo estreou em Copas, reverteu decisões do árbitro em campo e veio para ficar. “Hoje é difícil pensar em Copa do Mundo sem VAR”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Morte de jornalista saudita

A morte do jornalista Jamal Khashoggi, visto pela última vez no início de outubro, ao entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar documentos, também chamou a atenção da imprensa. Khashoggi escrevia para o jornal The Washington Post e era forte crítico à monarquia saudita.

Depois de várias informações contraditórias, no dia 19 de outubro, a Justiça saudita admitiu que Khashoggi morreu em uma “briga” dentro do consulado, e ordenou a detenção de 18 suspeitos.

A Turquia pediu que a Arábia Saudita providenciasse a extradição dos 18 suspeitos do assassinato, para que fossem julgados pelos tribunais turcos.

Já o chanceler saudita, Adel al-Jubeir, classificou a repercussão internacional à morte do jornalista como histérica. “As pessoas estão culpando a Arábia Saudita antes de se completar a investigação”, disse Adel al-Jubeir. Ele reiterou que seu país deixou “muito claro” que investigará o caso, que compartilhará os resultados das investigações e punirá os responsáveis “para assegurar que isso não aconteça novamente”.

Novo presidente em Cuba

Miguel Díaz-Canel foi eleito presidente de Cuba pela Assembleia Nacional, em abril, em substituição ao general Raúl Castro, que se retirou do poder após 12 anos.

Essa foi a primeira vez em seis décadas que o comando de Cuba foi passado a um político que não carrega do sobrenome Castro.

Coletes amarelos

Manifestantes dos coletes amarelos bloqueiam o acesso a uma refinaria de petróleo em Frontignan (França).

Na França, uma onda de protestos tomou as ruas de Paris e de outras cidades por vários finais de semana. Convocada por redes sociais, a manifestação pedia inicialmente a suspensão do reajuste do imposto sobre combustíveis, mas rapidamente se tornou uma mobilização contra as políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron.

Os manifestantes ganharam o nome de “coletes amarelos” por usarem uma jaqueta fluorescente obrigatória nos carros da França para o caso de acidente. Depois do atentado de Estrasburgo, o governo francês pediu uma trégua ao movimento, mas não foi ouvido e os manifestantes ocuparam as ruas de cidades francesas pelo quinto sábado consecutivo.

Crises políticas nas Américas

A instabilidade política atingiu vários países das Américas, como a Nicarágua, a Venezuela e o Peru. As motivações giram em torno de políticas autoritárias e medidas antidemocráticas a denúncias de corrupção e desvio de conduta. Nas ruas, manifestantes saem em defesa da democracia.

Na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega usa do poder e da força para conter as manifestações nas ruas das principais cidades do país. Denúncias de violações são constantes além de assassinatos, torturas e desaparecimento de pessoas.

A estudante brasileira Rayneia Rocha foi morta no caminho entre o hospital e sua casa, em Manágua.

Na Venezuela, reeleito para mais seis anos de mandato, o presidente Nicolás Maduro busca controlar um país duramente atingido pelas crises econômica, social e política. Ele assiste milhares de venezuelanos deixarem para trás suas histórias por falta de perspectivas, alimentos, emprego e possibilidades de avanços.

No Peru, o então presidente Pedro Pablo Kuczynski renunciou, em março, para escapar do processo de impeachment em que era denunciado por suposta compra de votos de congressistas e recebimento de propina.

A Colômbia e o México elegeram novos presidentes. O ex-senador Iván Duque, candidato da direita, foi eleito na Colômbia.

No México, a esquerda chega ao poder na maior e mais violenta eleição da história do país. Andrés Manuel Lopez Obrador, conhecido como AMLO, foi eleito.

Crise migratória

Imigrantes fugindo da fome, perseguição política e falta de perspectivas viajaram por todos os continentes oriundos principalmente da Síria, do Sudão do Sul, República Centro Africana, Nigéria, Etiópia, Somália e Senegal. Além dos latino-americanos, como venezuelanos, hondurenhos, salvadorenhos, nicaraguenses e guatemaltecos.

Ao chegar nos lugares de destino, esbarram em políticas internas de restrições e muitas vezes em mortes, como a do menino, de 8 anos, que morreu no Novo México. Esse foi o segundo caso de morte de criança migrante sob a custódia dos Estados Unidos – o que obrigou as autoridades do país a reverem procedimentos na fronteira.

Na Europa, países como Holanda e Hungria adotam medidas restritivas. Na Alemanha, cresce a força ultranacionalista de extrema direita.

Acordo de Paris

Os principais líderes mundiais, que participaram da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), na Argentina, em dezembro, defenderam na declaração final a irreversibilidade do Acordo de Paris, firmado por várias nações com o compromisso de adoção de medidas para atenuar os impactos do aquecimento global. Os termos desse acordo enfrentam resistência de líderes de países como Estados Unidos, China e Índia.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) indicou que pretende propor, via Itamaraty, mudanças ao Acordo de Paris.

O presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou sua defesa à execução de medidas para minimizar os impactos do aquecimento global, previstas no Acordo de Paris, mas evitou atritos diretos com o presidente eleito do Brasil. A afirmação ocorreu depois de o francês condicionar as negociações de um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul ao cumprimento do Acordo de Paris.

“Não me compete me pronunciar aqui sobre as intenções de Bolsonaro. Sobre as intenções dele, compete ao presidente Bolsonaro, quando quiser esclarecer as coisas. O que eu disse de minha parte é que a França não apoiará acordo com quem não respeita o Acordo de Paris.”

Atentados

 

 2018 foi mais um ano sangrento e marcado por atentados terroristas.

No Afeganistão, em abril, quase 60 civis, a maioria xiitas, foram mortos e 119 ficaram feridos em um atentado suicida na capital Cabul.

Dias depois, um duplo atentado no centro de Cabul matou 25 pessoas, nove delas jornalistas, enquanto 49 ficaram feridas. Os dois ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

Em julho, pelo menos 15 pessoas morreram e 60 ficaram feridas em um atentado suicida perto do aeroporto internacional de Cabul, onde minutos antes havia aterrissado o avião no qual retornava do exílio na Turquia o vice-presidente afegão e antigo senhor da guerra, Abdul Rashid Dostum.

Ainda no Afeganistão, o grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um ataque contra uma escola em um bairro de maioria xiita de Cabul, que deixou em agosto pelo menos 34 mortos e 56 feridos.

Pelo menos 32 pessoas morreram e outras 128 ficaram feridas em setembro em um ataque suicida durante uma manifestação para pedir a demissão de um comandante da polícia na província de Nangarhar, no leste do país.

No oeste do Paquistão, pelo menos 128 pessoas morreram e 122 ficaram feridas em um atentado a bomba causado por um terrorista suicida durante um comício eleitoral na província do Baluchistão, em julho.

No mesmo mês, pelo menos 31 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um atentado suicida perto de um colégio eleitoral na cidade de Quetta, em ataque no dia de eleições gerais no Paquistão.

Um atentado no Irã deixou 25 mortos, além de 60 feridos, em setembro. O atentado contra um desfile militar na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, mas as autoridades iranianas responsabilizaram o movimento separatista árabe Alahvazie.

Em outubro, um estudante matou 19 pessoas e feriu outras 40 na cidade de Kerch, na península da Crimeia, em um ataque com bomba na escola técnica onde estudava. Ele se suicidou em seguida, segundo o Comitê de Instrução da Rússia. O ataque aconteceu no Instituto Politécnico de Kerch, um dos mais prestigiados da cidade. O autor do massacre, identificado como Vladislav Rosliakov, de 18 anos, chegou ao centro de ensino com duas mochilas e armado com uma escopeta.

No final de outubro, atentado ocorrido em uma sinagoga na Pensilvânia, nos Estados Unidos, deixou 11 mortos e seis feridos. O crime ocorreu por volta das 10h (11h em Brasília) quando Rob Bowers, que foi detido, entrou no templo da Congregação da Árvore da Vida em Pittsburgh e começou a atirar e a gritar: “Todos os judeus devem morrer!”.

Na França, em dezembro, um atentado a um mercado de Natal de Estrasburgo deixou três mortos. A polícia informou que matou o suspeito.

Os principais líderes mundiais, que participaram da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), na Argentina, em dezembro, defenderam na declaração final a irreversibilidade do Acordo de Paris, firmado por várias nações com o compromisso de adoção de medidas para atenuar os impactos do aquecimento global. Os termos desse acordo enfrentam resistência de líderes de países como Estados Unidos, China e Índia.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) indicou que pretende propor, via Itamaraty, mudanças ao Acordo de Paris.

O presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou sua defesa à execução de medidas para minimizar os impactos do aquecimento global, previstas no Acordo de Paris, mas evitou atritos diretos com o presidente eleito do Brasil. A afirmação ocorreu depois de o francês condicionar as negociações de um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul ao cumprimento do Acordo de Paris.

“Não me compete me pronunciar aqui sobre as intenções de Bolsonaro. Sobre as intenções dele, compete ao presidente Bolsonaro, quando quiser esclarecer as coisas. O que eu disse de minha parte é que a França não apoiará acordo com quem não respeita o Acordo de Paris.”

 Tragédias naturais

O ano de 2018 foi marcado por uma série de tragédias naturais, como incêndios, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, terremotos e tempestades de areia que deixaram mortos, feridos, desalojados e tristeza generalizada em todos os continentes. Os mais recentes foram registrados na Indonésia, um tsunami que matou mais de 400 pessoas, e o terremoto na Itália que desalojou 600 pessoas.

Na Califórnia, em novembro, o maior incêndio da história do estado mobilizou equipes de resgate e de combate ao fogo por dias. Pelo menos 76 pessoas morreram e foram devastados 59,9 mil hectares.

Nas Américas, o vulcão Fuego, na Guatemala, matou mais de cem pessoas e deixou vilas inteiras sob cinzas e lama vulcânica. Os paraísos turísticos da Grécia foram atingidos por incêndios que destruíram florestas e tiraram a vida de 79 pessoas. Houve ainda inundações no Japão, furacões na Carolina do Norte e Carolina do Sul, nos Estados Unidos, deixando um rastro de mortes e feridos.

(Fonte  Agência Brasil)

Fatos que marcaram o Brasil em 2018

Em 2018, os brasileiros presenciaram dois estados sofrerem uma intervenção federal por causa de problemas financeiros e na segurança. O ano teve também a morte da vereadora Marielle Franco, caso ainda em investigação, e o Museu Nacional do Rio ardendo em chamas. Na área da saúde, doenças consideradas superadas e controladas no país – sarampo e pólio – voltaram a assustar com surgimento de casos. E no fim do ano, centenas de mulheres denunciaram o médium João de Deus, conhecido nacionalmente e fora do país, por crimes sexuais.

Relembre fatos que marcaram o país no ano de 2018:

Intervenção na segurança do Rio

A crise financeira do Rio de Janeiro, que impactou diretamente nos indicadores de violência, levou o presidente Michel Temer a decretar aintervenção federal na segurança pública do estado, no dia 16 de fevereiro. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer nomeou como interventor o general de Exército Walter Souza Braga Netto. A intervenção se estenderá até o dia 31 de dezembro. Com a medida, o comando das polícias civil e militar, dos bombeiros e do sistema penitenciário foi unificado, e o governo federal investiu na estrutura do sistema de segurança do Rio de Janeiro, que estava sucateada. Em agosto, foram destinados R$ 1,2 bilhão. No último dia 27, o interventor federal disse que após dez meses de trabalho a intervenção atingiu os objetivos de recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e baixar os índices de criminalidade.

O socorro ao Rio de Janeiro paralisou a votação, na Câmara dos Deputados, da reforma da Previdência, uma das prioridades do governo federal. Conforme estabelece a Constituição, durante a intervenção federal fica proibida qualquer mudança no texto contitucional.

Morte de Marielle Franco

Ativista e defensora dos direitos humanos, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados a tiros, em 14 de março, no centro da capital fluminense, depois de um evento político. O crime gerou comoção nacional e internacional. A família de Marielle Franco foi recebida pelo papa Francisco. As investigações apuram o envolvimento de políticos, milicianos e adversários de Marielle. A pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Polícia Federal apura se uma organização criminosa estariatentando desviar e interferir nas investigações do crime. Até o momento, nenhum autor e mandante dos assassinato foram identificados e presos.

Sarampo e pólio

O ano de 2018 marcou oretorno do sarampo ao Brasil. O país que, em 2016, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus, fechou o ano com mais de 10 mil casos confirmados. A cepa de sarampo que circula no país é a mesma identificada na Venezuela. Em setembro, a Opas chegou a alertar que o Brasil pode perder o certificado de eliminação do vírus, se o surto se manter por um período superior a 12 meses. Os primeiros casos da doença foram identifcados, na Região Norte, no início do ano.

Outra doença que voltou  a assombraro país foi a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Em junho, a Sociedade Brasileira de Pediatria alertou para casos suspeitos de pólio na Venezuela e reforçou a necessidade de manutenção da taxa de cobertura vacinal acima de 95%. No mês seguinte, o Ministério da Saúde informou que 312 municípios tinham cobertura vacinal contra a pólio abaixo dos 50%. Em agosto, uma campanha de vacinação foi iniciada contra a pólio e o sarampo para todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos – inclusive as que já haviam recebido a dose. Com isso, a meta de vacinar 95% da população-alvo foi alcançada.

Venezuelanos no Brasil

A crise migratória desencadeada pela chegada contínua de venezuelanos no Brasil reuniu episódios de tensão, disputas políticas e judiciais, assim como de violência. As agências das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e para Migrações (OIM) estimam que 3 milhões de pessoas deixaram a Venezuela rumo a distintos destinos. Só para o Brasil, vieram 85 mil a maioria para Roraima.

O episódio mais marcante foi um ataque em agosto quando venezuelanos foram expulsos de barracas e abrigos. Os agressores atearam fogo em objetos. A agressão ocorreu após um assalto a um comerciante que foi espancado. Quatro venezuelanos foram apontados como suspeitos do assalto.

Diante do cenário, o governo de Roraima apelou para o fechamento da fronteira com a Venezuela. O presidente Michel Temer e o Supremo Tribunal Federal (STF) se opuseram. O governador eleito e interventor em Roraima, Antonio Denarium, efende rdestrições aos imigrantes. No esforço de buscar alternativas, o governo federal implemenou desde abril, junto com o Acnur, o processo de interiorização dos venezuelanos, transferindo-os para 29 cidades, como São Paulo, Manaus, Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro.

Escola sem Partido

Após diversas tentativas de votação em comissão especial na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL) conhecido como Escola sem Partido acabou sendo arquivado. Após as eleições, o relator, deputado Flavinho (PSC-SP) apresentou um substitutivo. Desde então, a comissão tentou aprovar o texto, sem sucesso. As sessões foram marcadas por tumultos e bate-bocas tanto entre parlamentares quanto entre manifestantes pró e contrários ao projeto. Para voltar a ser apreciado, o projeto precisa ser desarquivado e uma comissão deverá ser composta.

Reforma do Ensino Médio e Plano Nacional de Educação

O governo federal aprovou este ano mais normativas para colocar em prática as mudanças na oferta do ensino médio no país: a Base Nacional Comum Curricular e asDiretrizes Curriculares Nacionais. O novo modelo deverá chegar às salas de aula até 2021, e prevê que todos os estudantes do Brasil, de escolas públicas e particulares, passarão por uma formação comum e por uma formação específica, que poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

O MEC também entregou, este ano, ao Conselho Nacional de Educação a chamadaBase Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica e uma proposta para revisão da estrutura dos cursos de pedagogia.

Aprovada e sancionada em 2014, a lei do Plano Nacional de Educação (PNE) completou, em 2018, quatro anos de vigência. A lei prevê metas para serem cumpridas até 2024 para melhorar a qualidade da educação  infantil até a pós-graduação. Até o final da vigência, o PNE prevê metas intermediárias.

O relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas PNE, divulgado este ano, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostrou que o país tem ainda muitos desafios, entre eles, o acesso à educação. Segundo o Inep, o Brasil aumentou a porcentagem de crianças e adolescentes na escola, mas ainda precisa incluir pelo menos 1,95 milhão de pessoas entre 4 e 17 anos nos sistemas de ensino. Pelo PNE, até 2016, o país teria que universalizar a pré-escola e o ensino médio.

Incêndio do Museu Nacional do Rio

Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão

Em 2 de setembro, umincêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro. O acervo reunia cerca de 20 milhões de itens, como coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia – entre eles o crânio de Luzia, fóssil mais antigo encontrado no continente americano. Muitas peças foram destruídas, sendo que 1.500 peças e conjuntos foram recuperados – processo que permanece. O Ministério da Educação (MEC) repassou R$ 15 milhões para as obras emergenciais e elaboração do projeto executivo de recuperação, a cargo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Por meio de emendas parlamentares da bancada do Rio de Janeiro, serão repassados R$ 55 milhões, além de 190 mil euros doadospelo governo alemão.

Saída de Cuba do Mais Médicos

Em novembro, Cubaanunciou a saída de seus profissionais do Programa Mais Médicos. O país tomou a decisão após exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para a continuidade dos médicos no programa – como que fizessem o Revalida, exame de validação do diploma. A vinda dos médicos cubanos foi acertada por meio de convênio firmado entre os governos brasileiro e de Cuba, em 2013, por meio da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), e que dispensava a validação do diploma dos profissionais. Com a saída dos profissionais, o Ministério da Saúde lançou editais para substituição dos 8.517 cubanos, que atuavam em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Inicialmente, concorreram apenas médicos brasileiros com registro no país. Um novo edital, em andamento, seleciona também profissionais formados no exterior.

Moro deixa Lava Jato

No dia 1º de novembro, o juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o ministro da Justiça. O juiz deixou 22 anos de magistratura para se tornar um dos principais nomes do novo governo. A ida de Moro para o Executivo dividiu opiniões e chegou a ser alvo de questionamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Intervenção em Roraima

A 20 dias do encerramento do mandato da governadora Suely Campos (PP), o presidente Michel Temer determinou a intervenção federal em Roraima, devido à crise na segurança pública e no sistema penitenciário do estado, além do desequilíbrio nas finanças. Temer nomeou como interventor o governador eleito Antonio Denarium (PSL). A intervenção federal foi anunciada na noite do dia 7 de dezembro, após o presidente ter conversado com a governadora afastada do cargo. A decisão foi referendada pelo Conselho da República e pelo Conselho de Defesa Nacional e o decreto de intervenção passou pelo Congresso Nacional.

O Palácio do Planalto liberou R$ 225,7 milhões para pagamento dos salários dos servidores de Roraima. Em alguns setores, a folha de pagamento estava atrasada desde outubro, o que provocou paralisaçãoes e protestos, incluindo policiais civis e agentes penitenciários.

Segundo avaliação feita pelas autoridades estaduais, incluindo Denarium, a situação do estado se agravou com a chegada de migrantes que fugiam da recessão na Venezuela, impactando na oferta de serviços públicos, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

Acusações contra João de Deus

 

Conhecido nacionalmente e fora do país, o médium goiano João Teixeira de Faria, João de Deus, 76 anos, é acusado por centenas de mulheres de ter cometido abusos sexuais contra elas durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Promotores de Goiás contabilizavam 596 contatos feitos por supostas vítimas, vindos inclusive de outros estados e fora do país. João de Deus nega as acusações.

Uma semana após as denúncias se tornarem públicas, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou a prisão preventiva do médium, que se entregou quase três dias depois e está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, à espera de que o Supremo Tribunal Federal (STF) aprecie seu pedido de liberdade.

Além das acusações de crimes sexuais, policiais civis encontraram mais de R$ 1,6 milhão guardados em compartimentos falsos em endereços ligados ao médium, além de joias e armas. O porte ilegal das armas de fogo levou a Justiça estadual a decretar uma nova prisão do médium, que foi substituída por prisão domiciliar. Mesmo com a decisão, João de Deus permanece preso por causa das demais acusações. Ontem (28), a Justiça acatou denúncia contra o médium por violação sexual e estupro de vulnerável.

Battisti foragido

italiano Cesare Battisti

Em 13 de dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinou a prisão do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. No dia seguinte, o presidente Michel Temer assinou a extradição do italiano, medida que foi elogiado pelo governo da Itália. Battisti foi solto da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho 2011. Ele voltou a ser preso em outubro do ano passado na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, ao tentar sair do país ilegalmente com cerca de R$ 25 mil em moeda estrangeira. Desde a determinação de sua extradição, Battisti está foragido.

Novo presidente do STF e reajuste salarial

Em setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tomou posse no cargo de presidente da Corte, sucedendo Cármen Lúcia. Ele ficará no comando da Corte até 2020. Os ministros do STF e a procuradora-geral da República tiveram os salários reajustados, passando de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil. O aumento foi sancionado por Temer após acordo com a Suprema Corte para a revogação do auxílio-moradia a juízes de todo o país. Em dezembro, o CNJ aprovou nova resolução para regulamentar o pagamento de auxílio-moradia aos magistrados, no valor máximo de R$ 4.377,73.

(Fonte  Agência Brasil)

Furto em duto da Petrobras provoca vazamento de 60 mil litros de óleo na Baía de Guanabara

Um furto no oleoduto da Petrobras em Magé, na Baixada Fluminense, provocou o vazamento de 60 mil litros de óleo no rio Estrela, que deságua na Baía de Guanabara neste sábado (8). O manguezal de Magé e Duque de Caxias foi atingido.

Segundo o biólogo Mário Moscatelli, o vazamento pode afetar fauna e flora e afetar a reprodução dos caranguejos já que estamos no período de reprodução da espécie. O biólogo sobrevoou a região na tarde deste domingo.

” O óleo penetrou na floresta e poderá causar a morte das árvores e da fauna associada a esse importante ecossistema protegido pela lei”, disse

A Petrobras Transporte (Transpetro) informou, por meio de nota, que 45 mil litros de um total de 60 mil litros de óleo (75% do volume vazado) já foram recolhidos pelas equipes de emergência. O vazamento é decorrência do furto de petróleo ocorrido no último sábado (8) em oleoduto no município de Magé, no limite com o município de Duque de Caxias, ambos na Baixada Fluminense.

A empresa informou que que um sobrevoo de helicóptero realizado na manhã de hoje (10) na Baía de Guanabara constatou a presença de vestígios de óleo somente na foz e nas margens do Rio Estrela, A companhia continua trabalhando nas ações de limpeza e recuperação da área atingida e instalou uma unidade de socorro à fauna no local, com atuação de médica veterinária e especialistas em meio ambiente.

Foram mobilizados 413 profissionais, com uso de 24.600 metros de barreiras absorventes e de contenção, 19 caminhões, 22 embarcações de apoio, uma aeronave, três drones, dentre outros recursos. O duto foi reparado e voltou a operar normalmente.

A Transpetro esclarece que é vítima de ações criminosas de furto de óleo e derivados e colabora com as investigações das autoridades. A companhia pediu a colaboração dos moradores vizinhos aos dutos para minimizar o risco de acidentes gerado pelos furtos. Eles podem entrar em contato com a companhia por meio do telefone 168, caso identifiquem qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos e em terrenos próximos. A ligação é grátis e o atendimento funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Denúncias sobre atividades criminosas podem ser feitas para a companhia por meio do telefone 168 . A ligação é grátis e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

A Polícia Civil informou que está investigando o ocorrido e ainda não pode fornecer maiores informações para não atrapalhar as investigações. Ainda de acordo com a polícia, várias operações são realizadas para desarticular organizações criminosas. Eles citaram a operação Água Negra que aconteceu em agosto.

(Fonte  Agência Brasil)

 

Divulgado resultados do Encceja para o ensino médio

Estudantes que participaram do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) referentes ao Ensino Médio já podem acessar os resultados individuais pela internet com as informações de CPF e senha.  As notas foram disponibilizadas na tarde de hoje (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O exame foi aplicado no dia 5 de agosto e teve mais de 1,6 milhão de inscritos. Dos inscritos para o Ensino Médio, mais de 570 mil fizeram as provas e 36% obtiveram a certificação completa nas quatro áreas de conhecimento. Os estudantes que obtiveram a nota mínima exigida em todas as quatro áreas de conhecimento e na redação devem se dirigir às Secretarias Estaduais de Educação e aos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia  para solicitar a certificação. Aqueles que obtiveram a nota mínima apenas em algumas áreas podem solicitar a declaração parcial de proficiência.

Dos participantes que tentaram a certificação do Ensino Médio, 91% obtiveram a nota mínima em Ciências da Natureza e suas Tecnologias; 81,1 % em Ciências Humanas e suas Tecnologias; 67,3% em Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação; e 59,6 % em Matemática e suas Tecnologias.

Os resultados do Ensino Fundamental serão liberados a partir de 10 de dezembro. As notas das outras três aplicações – Encceja Nacional PPL, Encceja Exterior e Encceja Exterior PPL –, bem como de quem participou da reaplicação, serão divulgadas posteriormente.

 

(Fonte Agência Brasil)

Anulada questão repetida de matemática do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou hoje (12) que uma das questões da prova de Matemática e suas Tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi anulada por já ter sido usada em um vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2013, descumprindo os requisitos de ineditismo e sigilo do exame.

“A questão foi elaborada em 2012 para o Inep, por um professor que, à época, estava vinculado à UFPR. No entanto, posteriormente, em 2013, a questão foi utilizada no vestibular da própria Universidade, para ingresso em 2014, o que não deveria ter ocorrido”, informou o órgão por meio de comunicado à imprensa.

Segundo o Inep após constatar a repetição, o Ministério da Educação (MEC) instaurou uma sindicância para apurar responsabilidades, que pode resultar em processos administrativo, cível e até criminal.

O reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, colocou a Instituição à disposição para colaborar com a apuração. A Universidade tem um Acordo de Cooperação Técnica assinado com o Inep para integrar o processo de elaboração e revisão de itens do Banco Nacional de Itens (BNI).

A questão anulada tem número diferente a depender do caderno de prova do Enem 2018. Nos cadernos amarelo, laranja e verde, é a número 150. No caderno Azul, 163, no Cinza, 170 e no Rosa, 180.

 

(Fonte Agência Brasil)

Policia Federal prende mais sete deputados estaduais no Rio

Em ação conjunta realizada hoje (8), o Ministério Público Federal no estado e a Polícia Federal ampliaram as investigações sobre a atuação de parlamentares fluminenses e prenderam mais sete deputados, além de funcionários lotados do Palácio Guanabara e no Departamento de Trânsito (Detran) do estado, que tem o atual presidente Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinicius Faraj foragidos.

A Operação Furna da Onça é um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou à prisão duas das principais lideranças políticas do estado: os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani e Paulo Melo, que tiveram novamente pedidos de prisão expedidos. Outro que foi preso na Operação Cadeia Velha e recebeu nova ordem de prisão foi o deputado Edson Albertassi.

A ação foi desencadeada para investigar a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada, principalmente no Detran/RJ.

Objetivo

A operação de hoje teve como objetivo o cumprimento de 22 mandados de prisão (19 temporárias e três preventivas, referentes aos réus da Cadeia Velha) e 47 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) depois de decisão unânime de cinco desembargadores federais que compõem a 1ª Seção.

Os deputados são investigados por uso da Alerj a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que, em troca, pagava propina mensal (“mensalinho”) durante seu segundo mandato (2011-2014), que chegou a movimentar R$ 54,5 milhões.

Segundo as investigações do Ministério Público, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, tinham função de comando na organização investigada, os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, o primeiro em prisão domiciliar e o segundo atualmente recluso em Bangu em decorrência da Operação Cadeia Velha e que foram alvo de novos pedidos de prisão.

Propinolândia

O procurador regional da República Carlos Aguiar foi enfático ao ressaltar que o esquema funcionava desde a administração do ex-governador Sérgio Cabral, que cumpre prisão no Complexo Penitenciário de Bangu. Segundo ele, “a Alerj se tornou uma verdadeira propinolândia”.

“Esse modelo de fisiologismo, de loteamento de cargos, vem da época do ex-governador, vigora até hoje e se replicou nessas eleições. É inegável que alguns dos que foram reeleitos para a nova legislatura se valeram desse esquema”, afirmou.

Segundo Aguiar, “o que se percebe é que existe dentro do Rio de Janeiro um grupo que se apossou da Alerj, e as investigações demonstraram que esses personagens lotearam o estado do Rio para viabilizar a execução dos seus interesses políticos.

Um dos alvos da operação foi o secretário estadual de governo, Affonso Monnerat, apontado como o elo entre a Alerj e o Palácio Guanabara. O esquema, voltado para a compra de votos na Alerj, chegou a movimentar R$ 54,5 milhões entre 2011 e 2014, que eram destinados ao pagamento de ‘mensalinhos’ a deputados que votassem de acordo com os interesses do governo.

Lista de presos

Entre os dez deputados envolvidos nas investigações e que tiveram suas prisões decretadas está André Correa (DEM), reeleito para mais um mandato, ex-secretário do Meio Ambiente e que atualmente pleiteia a presidência da Assembleia Legislativa do estado.

Consta ainda da decisão, os nomes dos deputados Marcos Abrahão (Avante), Marcelo Simão (PP), Luiz Martins (PDT) e Marcos Vinícius Neskau (PTB), todos reeleitos e presos nesta quinta-feira, além de Chiquinho da Mangueira (PSC), também reeleito e que teria recebido R$ 3 milhões, parte dos quais teria sido usado para patrocinar o desfile da escola de samba Mangueira, em 2014, da qual é presidente. Outro preso foi o deputado Coronel Jairo, que não foi reeleito.

Segundo nota divulgada pelo MPF, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concordou com a argumentação de que as prisões e as buscas e apreensões se fizeram necessárias “para interromper condutas como a ocultação da origem ilícita dos valores pagos aos deputados estaduais”. Ainda segundo o texto, “outra justificativa dos mandados judiciais foi o alto poder e a capilaridade dos esquemas criminosos sob investigação, que envolvem a cúpula da Alerj com ramificações em vários órgãos estaduais”.

“As investigações contam uma história: a de como o ex-governador neutralizou, com propina e outras vantagens ilícitas, o controle que os deputados estaduais deveriam exercer sobre o Executivo, e, com isso, a organização criminosa se espalhou por vários órgãos e entidades do estado, provocando o sucateamento dos serviços prestados à população”, afirma o texto.

As investigações, que incluem relatos de colaboradores corroborados por provas independentes colhidas pelo MPF e pela PF, apontaram que o “mensalinho” e os “prêmios” eram pagos a deputados como contrapartida por votos em favor de projetos de lei de interesse da organização e por atuações contra o avanço de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre outros serviços.

Detran

Também são alvos da operação, o secretário de Governo, Affonso Monnerat; o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob; e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB. Eles são investigados pela distribuição de outro tipo de vantagem ilícita: cargos públicos e vagas de trabalho em empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada, principalmente para o Detran.

Segundo o MPF, os deputados repartiam os postos do Detran de acordo com suas áreas de influência política, para indicarem os nomeados. Essas indicações viabilizavam a ingerência desses políticos sobre o Detran local, possibilitando desenvolverem seus próprios esquemas criminosos. Monnerat foi alvo de prisão por ter aparecido em conversas telefônicas e em planilhas encontradas na Operação Cadeia Velha como intermediador de indicações políticas de mão de obra terceirizada.

As interceptações telefônicas revelaram que, por meio das indicações, tanto os deputados como seus assessores intermediavam, por exemplo, o reagendamento de provas de pessoas sem pontuação mínima para obterem a habilitação, além da liberação, em vistorias, de veículos em mau estado ou com pendências. Também foi descoberto o uso, nas últimas eleições, dessa mão de obra para promoção pessoal dos políticos que concorriam à reeleição ou seus familiares candidatos.

A operação conjunta foi denominada Furna da Onça por se tratar do nome de uma sala com localização estratégica na Alerj usada por deputados para rápidas reuniões durante as sessões. Na Assembleia, há uma versão de que o nome Furna (toca) da Onça remete ao uso da sala para as discussões parlamentares mais influentes, nos instantes finais antes das votações em plenário.

22 mandados cumpridos

PODER EXECUTIVO

  1. Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo, preso nesta quinta;
  2. Leonardo Jacob, presidente do Detran, preso nesta quinta;
  3. Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal, preso nesta quinta.

PODER LEGISLATIVO

  1. André Corrêa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente – preso nesta quinta;
  2. Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba – preso nesta quinta;
  3. Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito – preso nesta quinta;
  4. Edson Albertassi (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu;
  5. Jorge Picciani (MDB), deputado afastado – já em prisão domiciliar;
  6. Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito – preso nesta quinta;
  7. Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito – preso nesta quinta;
  8. Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito – preso nesta quinta;
  9. Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito – preso nesta quinta;
  10. Paulo Melo (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu;

ASSESSORES E AUXILIARES

  1. Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão – presa nesta quinta;
  2. Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, enteado e operador financeiro de Luiz Martins – preso nesta quinta;
  3. Jennifer Souza da Silva, empregada do Grupo Facility/Prol, vinculada a Paulo Melo – preso nesta quinta;
  4. Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo – preso nesta quinta;
  5. José Antonio Wermelinger Machado, ex-chefe de gabinete e principal operador financeiro de André Corrêa – preso nesta quinta;
  6. Leonardo Mendonça Andrade, assessor e operador financeiro de Marcos Abrahão – preso nesta quinta;
  7. Magno Cezar Motta, assessor e operador financeiro de Paulo Melo – preso nesta quinta;
  8. Shirlei Aparecida Martins Silva, ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi e subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social – preso nesta quinta.
  9. Carla Adriana Pereira, assessora de registros do Detran – presa nesta quinta.

(Fonte Agência Brasil)

Chuva causa alagamentos e deixa Rio de Janeiro em estágio de atenção

O município do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 21h15 de hoje (7) devido à atuação de áreas de instabilidade, com intensidade moderada a forte, na Bacia da Baía de Guanabara e se deslocaram em direção à cidade do Rio de Janeiro. A chuva forte provocou alagamentos em vários bairros do município e foi precedida de ventos fortes.

As áreas de instabilidade provocam pancadas de chuva com intensidade de moderada a forte, ocasionalmente muito forte, na zona norte da cidade. De acordo com o Sistema Alerta Rio, a previsão para as próximas horas é de chuva moderada na cidade do Rio de Janeiro, podendo ser forte em pontos isolados.

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.

A prefeitura do Rio faz um alerta à população para que tome algumas ações preventivas, como permanecer em locais seguros e evitar áreas sujeitas a alagamentos ou deslizamentos. Os moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199. 

A prefeitura também pede que não se coloque lixo para recolhimento nos pontos de coleta. A água da chuva pode levar o lixo e entupir bueiros e galerias de águas pluviais.

A meteorologista do Alerta Rio, Cristiane Nascimento, disse que o tempo para os próximos dias será influenciado pela passagem de uma frente fria pelo oceano, que causará instabilidade na região. “Após essa passagem ventos úmidos vindos do oceano vão entrar no continente, com ventos moderados a fortes, que poderão alcançar os 70 km/h”, disse.

De acordo com o Alerta de Cheias, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o rio que corta o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está em estágio de atenção. Os demais rios da região permanecem em estágio de vigilância.

A chuva também atingiu à região serrana. Os rios Bengala, Cônego e Córrego Dantas, em Nova Friburgo, estão em estágio de atenção e podem chegar aos rios das cidades de Teresópolis e Petrópolis, que ficam mais abaixo.

Veja trajetória do juiz Sérgio Moro

Apesar da forte oposição do PT e de setores do meio jurídico, o juiz federal Sérgio Moro tornou-se uma referência internacional no combate à corrupção e o mais popular homem público do país, figurando nos últimos aos como destaque nos protestos de rua e nas pesquisas de opinião. O magistrado começou a ser conhecido quando assumiu, há mais de quatro anos, a condução da Operação Lava Jato, apontada pelo Ministério Público Federal como o maior escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil.

Decisões do juiz levaram à prisão, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de empresários e diretores de grandes corporações brasileiras, como a Petrobras e a Odebrecht, políticos e parlamentares. Desde 2014 já decretou cerca de 180 prisões. Sua atuação rendeu homenagens no Brasil e no exterior.

Em maio deste ano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Notre Dame, “por ser um exemplo claro de alguém que vive os valores e que luta pela justiça sem medo ou favor”. Também recebeu oprêmio “Pessoa do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, entregue em Nova York, desde 1970, a uma personalidade brasileira e outra norte-americana.

Foi condecorado pelo Exército com a Ordem do Mérito Militar e com a Medalha do Pacificador, a maior honraria da Força concedida em reconhecimento aos serviços prestados à nação. A Justiça Militar, na comemoração de seus 209 anos, concedeu a Moro a comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar.

Desde 2016 surge nas listas de instituições como a Fortune, a Time e a Bloomberg como uma das principais lideranças do mundo. Moro foi agraciado ainda com a Medalha do Mérito Legislativo, mas recusou a honraria, alegando que vários parlamentares estavam envolvidos na Lava Jato.

Moro surpreendeu ao aceitar, nesta quinta-feira (1°), o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a partir de 1º de janeiro. Apesar da desenvoltura com que circulava nos diversos setores da sociedade brasileira, Moro disse mais de uma vez que não entraria na política.

Costumava repetir a seus interlocutores que sua vocação é para as leis e não para a política. Moro acabou atendendo ao chamado de Bolsonaro que prometeu lhe dar liberdade para combater a corrupção e o crime organizado no país. O alvo do futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública é maior: o Supremo Tribunal Federal.

O juiz federal já teve passagem pelo Supremo: auxiliou a ministra Rosa Weber nos processos do mensalão, escândalo do primeiro governo do ex-presidente Lula. Moro é natural de Maringá (PR), formou-se pela Universidade Estadual do Paraná, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná.

Para ingressar no governo Bolsonaro, Moro vai deixar para trás 22 anos de magistratura. Pela Constituição, um juiz federal só pode acumular cargo de professor. Para assumir um posto no governo federal, o magistrado tem de pedir aposentadoria, se preenchidos os requisitos legais, exoneração do cargo.

O juiz anunciou que deixará a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, mas não adiantou a data de sua saída. Disse porém que vai se afastar imediatamente das audiências na Justiça Federal em Curitiba. Ele irá tirar férias, mas voltará logo à ativa para participar do governo de transição.

 

(Fonte Agência Brasil)

Juiz Sergio Moro aceita convite para ser ministro da Justiça

O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o ministro da Justiça. O anúncio foi feito por Moro, em nota. “Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite”,afirmou.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou o nome de Moro no ministério. “Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”, escreveu o presidente eleito. Em suas redes sociais, Bolsonaro anunciou a fusão das pastas da Justiça e da Segurança Pública.

Sergio Moro ficou cerca de uma hora e meia com o presidente eleito. Ao sair da reunião, acenou para as pessoas que se aglomeravam em frente à casa, mas não deu entrevista.

O juiz lamentou abandonar 22 anos de magistratura. “No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Para ele, na prática o cargo significa “consolidar os avanços contra o crime e a corrupção e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”.

Segundo Moro, a Operação Lava Jato continuará em Curitiba. “Para evitar controvérsias desnecessárias, devo, desde logo, afastar-me de novas audiências, acrescentou.

Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros.

No julgamento do mensalão, Moro auxiliou a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja a íntegra da nota divulgada por Sergio Moro:

“Fui convidado pelo Sr. presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Apos reunião pessoal, na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”

(Fonte Agência Brasil)