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Condição dos negros no mercado de trabalho piora na pandemia

A população negra da região metropolitana de São Paulo foi fortemente impactada no mercado de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus. Isso é o que mostrou um estudo divulgado hoje (29) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

A pesquisa Trajetórias Ocupacionais mostrou que a pandemia fez com que as desigualdades estruturais se acentuassem em um curto período, sendo mais desfavorável para o negro. Nesse período, foi ele quem mais sofreu com o desemprego, o trabalho informal e a menor renda.

No primeiro ano da pandemia, os negros foram fortemente afetados pela crise, com maior dependência de mecanismos de transferência de renda, maior desalento e menor isolamento social devido à necessidade de trabalho presencial.

O estudo demonstrou que apenas 17% dos negros ocupados em 2020 passaram para o regime de trabalho remoto, o que representou metade da parcela de não negros (34%). Essa menor possibilidade de manter o isolamento por meio do trabalho remoto se deve ao fato de, entre os negros, ser maior a parcela em ocupações não protegidas e em atividades consideradas essenciais durante a pandemia.

Entre os mecanismos de proteção à renda do trabalho, o maior diferencial observado foi no recebimento do auxílio emergencial. Entre os negros, 33% receberam o auxílio, percentual superior ao de não negros (27%).

Segundo o estudo, a cada 100 negros que estavam ocupados em 2019, 24 ficaram sem trabalho no ano passado. Metade desses foi para o desemprego e, a outra metade, para a inatividade (o que significa que não está trabalhando e nem procurando emprego). Entre os não negros, a mesma porcentagem (24%) ficou sem trabalho em 2020, mas a proporção de inativos foi maior: 15%. Mas os motivos dos inativos negros para não procurarem trabalho se distinguem aos dos não negros pela maior relevância da dificuldade em conseguir trabalho (28%) e a problemas de saúde (18%). Entre os não negros, esses números foram de 18% e 12%, respectivamente.

 

Fonte Agência Brasil

Caixa Seguridade inicia negociação de ações na bolsa de valores


A Caixa Seguridade, subsidiária da Caixa Econômica Federal que atua nos ramos de seguros e previdência, iniciou hoje (29) a negociação de suas ações listadas na bolsa de valores B3. Com o preço inicial por ação fixado em R$ 9,67, a empresa conseguiu levantar R$ 5 bilhões com a operação. O preço por ação havia sido inicialmente estimado entre R$ 9,33 e R$ 12,67.

Foram disponibilizadas 517,5 milhões de ações, pouco mais de 17% do total de ações ordinárias da Caixa Seguridade, considerando o lote inicial e lotes suplementares. Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a oferta atraiu inicialmente 150 mil investidores, sendo cerca de 50 mil aposentados, pensionistas e trabalhadores do próprio banco.

Em 2020, a Caixa Seguridade registrou um faturamento de R$ 39,1 bilhões. Segundo o balanço divulgado pela empresa, a seguradora tem 13,5% de participação do mercado do setor, sendo o terceiro maior grupo segurador do país. O lucro líquido no ano passado ficou em R$ 1,8 bilhão.

Fonte Agência Brasil

Companhia aérea chinesa proibi passageiros do Brasil

A companhia aérea chinesa China Southern Airlines deixou de transportar passageiros do Brasil com destino à China, “de acordo com as necessidades de prevenção e controle da pandemia” de covid-19. Considerando que não existe atualmente qualquer ligação direta entre o Brasil e a China, a decisão fecha mais uma das poucas alternativas para viajar entre os dois países.

Em comunicado, a empresa diz que a suspensão “temporária” abrange todos os passageiros, incluindo cidadãos chineses, que pretendem viajar do Brasil para a China por meio de outro país.

Vinte e cinco países já constam da lista de proibições da companhia aérea sediada em Guangzhou, incluindo Moçambique.

A China Southern Airlines opera voos regulares entre a capital francesa, Paris, e Guangzhou, capital de Guangdong, província no sul da China próxima a Macau.

A companhia aérea de bandeira chinesa Air China já tinha suspendido, em setembro passado, as operações na rota que ligava a cidade brasileira de São Paulo à capital chinesa, Pequim, por meio da capital espanhola, Madri.

A suspensão esteve inicialmente em vigor até o final de março, mas foi prolongada pelo menos até 30 de junho.

A retomada dos voos depende da situação da pandemia no Brasil, disse a Air China.
Chinês infectado

A cidade de Xangai, no leste da China, registrou um caso importado de covid-19 de um cidadão chinês procedente do Brasil, anunciou nessa quarta-feira (28) a Comissão da Saúde de Xangai.

Segundo comunicado, o homem viajou, passando pela Suíça, e desembarcou em Xangai na segunda-feira (26), tem sido colocado em isolamento por um período obrigatório de quarentena.

O chinês desenvolveu sintomas de covid-19 e acabou por ter resultado positivo no teste para o novo coronavírus, estando atualmente em tratamento num hospital de Xangai.

Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro tem queda de 16% nos homicídios dolosos

O estado do Rio de Janeiro registrou em março deste ano 313 homicídios dolosos. O número representa uma queda de 16% na comparação com março de 2020 e é o menor para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1991. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

O primeiro trimestre do ano registrou queda de 13% no indicador, na comparação com 2020, com um total de 920 vítimas, também o menor da série histórica. Para os crimes violentos letais intencionais, que reúne os homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, a queda registrada em março foi de 15%, num total de 326, e diminuiu 12% no primeiro trimestre, com 964 vítimas.
Segundo o ISP, a pandemia de covid-19 e as medidas de distanciamento social podem contribuir para essa queda, mas, por outro lado, o instituto aponta que uma maior exposição a fatores estressantes e uma menor vigilância policial podem facilitar a violência interpessoal.

As morte por intervenção de agente do Estado somaram 453 no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 4%, e 157 em março, 37% a mais do que o mesmo mês de 2020.
Apreensões

Em março, as forças de segurança do estado apreenderam 638 armas, sendo 43 fuzis, o que representa um aumento de 13% e de 19,4% nos fuzis na comparação com o mesmo mês de 2020. Nos primeiro trimestre de 2021, as apreensões somam 1.910 armas, sendo 136 fuzis.

Nos crimes contra o patrimônio, os roubos de veículos diminuíram 20% no primeiro trimestre do ano, com 6.871 casos, e queda de 3% em março, num total de 2.367 registros. Em roubo de carga foram 397 casos em março, um aumento de 9% na comparação com o mesmo mês de 2020, e 1.111 no trimestre, com queda de 18%.

Os roubos de rua, que incluem roubo a transeunte, de aparelho celular e em coletivo, somaram 19.068 casos no primeiro trimestre de 2021 e 6.350 em março. Na comparação com o ano passado, houve redução de 25% no acumulado do ano e de 8% em relação a março.

Fonte Agência Brasil

UFRJ promove Seminário que discute mundo depois da covid-19


Começou hoje (29) a conferência online Amanhãs Desejáveis, promovida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que pretende debater respostas aos desafios atuais em um contexto de pandemia de covid-19. O evento se estende pelo mês de maio e termina dia 7 de junho.

No painel desta quinta-feira, a economista indiana Jayati Ghosh, professora na Universidade de Massachusetts Amherstand, destacou o aprofundamento da desigualdade na pandemia, uma vez que os países em desenvolvimento não puderam prover medidas de proteção social a exemplo das nações mais ricas.

Ela defendeu o alívio da dívida externa dos países pobres para que possam adotar programas de transferência de renda para os mais vulneráveis.

A conferência pretende discutir questões fundamentais, distribuídas por cinco painéis e uma sessão de encerramento:

Painel I – O Mundo Pós-Covid: Tendências e Desafios

Painel II – A Urgência da Mudança Social: Construção de um Futuro Sustentável e Equitativo

Painel III – Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Governança Ambiental, Desafio Global e suas Implicações

Painel IV – Inteligência Artificial e seu Impacto na Sociedade; Painel V: Fronteiras em Biotecnologia e Medicina

Painel V – Transição Energética – Um Desafio do Século XXI

Painel de Encerramento – Daqui para Onde? Geopolítica, Política, Tecnologia e Economia para um Mundo Pós-Covid

Para saber mais, a programação está no site. Os painéis podem ser vistos no canal do Fórum de Ciência e Cultura no YouTube.

Fonte Agência Brasil

UFMG receberá R$ 30 milhões para testar vacina

A vacina Spintec, que está sendo desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para combate à covid-19, já tem assegurados recursos para os primeiros experimentos clínicos com seres humanos. A prefeitura de Belo Horizonte repassará, ao todo, R$ 30 milhões para as fases 1 e 2 dos testes. A primeira parcela, estimada em R$ 6 milhões, deve ser liberada já no mês de maio, e as demais, até dezembro.

Segundo nota divulgada hoje (29) pela UFMG, um termo de cooperação deverá ser assinado com o município nos próximos dias. A realização dos testes já tinha R$ 3 milhões garantidos por meio de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “O suporte financeiro oferecido pela prefeitura da capital mineira vai assegurar a continuidade das pesquisas”, diz o texto. De acordo com a UFMG, o acordo traz alívio, pois o orçamento da instituição não permitiria levar a pesquisa adiante e esta poderia ser interrompida.

Os cientistas envolvidos estabeleceram um projeto em busca de uma vacina que seja efetiva contra novas variantes. “A plataforma tecnológica usada consiste na combinação de diferentes proteínas para formar uma única, artificial. Esse composto, chamado de ‘quimera’, é injetado no organismo em duas doses e induz à resposta imune. Por não usar exclusivamente a proteína S, na qual se dá a maioria das mutações, as chances de sucesso desse imunizante no combate às novas variantes são bastante elevadas”, destaca a nota da UFMG.
Testes pré-clinicos

Nos testes pré-clínicos, com animais, os resultados têm se mostrado promissores. Quando inoculada em camundongos, foi observada uma resposta adequada: a formulação induziu 100% de proteção. Agora estão sendo realizados ensaios de tolerabilidade e imunogenicidade em primatas não humanos. Esses experimentos buscam detectar possíveis efeitos colaterais e confirmar a geração de anticorpos.

O início das fases 1 e 2, quando são realizados os primeiros testes com grupos reduzidos de adultos saudáveis, depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes de conceder o aval, a Anvisa avalia os resultados da etapa pré-clínica.

Os recursos disponibilizados pela prefeitura serão usados para concluir os experimentos com os animais, comprar reagentes, produzir lotes de teste para análise da Anvisa, preparar documentação e realizar os primeiros testes com adultos saudáveis. Nas fases 1 e 2, são analisadas, entre outras questões, a segurança da vacina e sua capacidade de gerar resposta imune em seres humanos.

Caso os resultados sejam positivos, pode-se requerer à Anvisa o início da Fase 3, na qual a eficácia será avaliada com milhares de voluntários. Se todas as etapas correrem conforme a expectativa dos cientistas, a vacina pode estar disponível para uso em massa em meados de 2022. A evolução das pesquisas, no entanto, demandará novos aportes financeiros para a Fase 3, a mais complexa. Segundo a UFMG, deputados estaduais já manifestaram compromisso em ajudar a garantir a verba necessária.

Existe a possibilidade de se direcionar para os experimentos uma fatia do montante previsto no acordo firmado entre o governo mineiro e a mineradora Vale para reparação dos danos da tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019 com o rompimento de uma barragem de rejeitos no município. A empresa comprometeu-se a destinar R$ 37,6 bilhões para diversas medidas, algumas das quais de caráter compensatório e voltadas para melhoria da saúde, saneamento e mobilidade no estado. Os deputados estaduais mineiros têm que aprovar a aplicação de parte dos recursos do acordo.
Produção brasileira

A Spintec está sendo desenvolvida no CT-Vacinas, um centro de biotecnologia instalado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec). O espaço é resultado de uma parceria entre a UFMG e o Instituto René Rachou, unidade regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde.

A Fiocruz já produz, em sua sede no Rio de Janeiro, a vacina Covishield, que está em uso no Brasil e foi desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica inglesa Astrazeneca, instituições com as quais foi firmado um acordo de transferência de tecnologia. Por enquanto, o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), um dos componentes do imunizante, ainda está sendo importado, mas a Fiocruz já se prepara para produzi-lo no país, tornando a fabricação da Covishield 100% nacionalizada.

Outra vacina que está sendo aplicada no país, a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, também tem o envolvimento de pesquisadores brasileiros. O centro de pesquisa biomédica vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo firmou um acordo com a Sinovac, laborátório chinês que desenvolveu o imunizante. O IFA dessa vacina também precisa ser importado.

Há outros imunizantes contra covid-19 em desenvolvimento no Brasil com a participação de instituições de ensino superior, tais como as universidades de São Paulo (USP) e a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de autorizar o avanço de cada fase dos estudos clínicos, cabe à Anvisa dar a palavra final sobre a aplicação em massa do imunizante na população – a agência pode conceder a autorização para uso emergencial ou o registro definitivo.

Até o momento, quatro imunizantes estão liberados para o combate à pandemia no Brasil, e dois são totalmente produzidos no exterior. Uma das vacinas foi desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNtech, e o primeiro lote destinado ao Brasil deve desembaracar na noite desta quinta-feira (29) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo. A outra é da Janssen, braço farmacêutico da multinacional Johnson & Johnson, e deve começar a ser entregue ao país apenas em agosto.

A microbiologista Ana Paula Fernandes, uma das envolvidas no desenvolvimento da Spintec, considera importante o investimento em produtos brasileiros, mesmo que já existam no mundo diversas opções de vacinas para o combate à covid-19. “Não sabemos a duração da imunidade, é preciso atestar a segurança de algumas vacinas e talvez precisemos obter produtos específicos para faixas etárias distintas”, disse Ana Paula, que destacou ainda as dificuldades para importar e produzir insumos no Brasil. “Além disso, estamos descobrindo variantes que devem exigir outros tipos de vacinas.”

Fonte Agência Brasil

1 milhão de doses da vacina da Pfizer chegam ao Brasil


A aeronave carregada com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech comprada pelo Brasil pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), às 19h22 desta quinta-feira (29). O desembarque e entrega do primeiro lote de um contrato para 100 milhões de doses feito pelo governo federal foi acompanhado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A cerimônia para entrega do imunizante que foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal ocorre no dia em que o Brasil atingiu 400 mil vidas perdidas para a Covid.

O voo que trouxe 1 milhão de doses saiu da Bélgica, fez escala em Miami, nos Estados Unidos, e chegou a Viracopos com um atraso de 22 minutos da previsão inicial. O esquema montado para realizar o desembarque envolve pelo menos 120 profissionais e forte esquema de segurança da Polícia Federal.

O desembarque do lote teve início às 19h44. De Campinas as doses serão encaminhadas para o centro de distribuição do governo federal em Guarulhos (SP), onde serão armazenadas em câmaras frias a uma temperatura de -70ºC.

Por conta do curto espaço de tempo e das exigências de armazenamento, o Ministério da Saúde informou que irá distribuir a vacina entre as 27 capitais do país de maneira proporcional e igualitária entre sexta-feira (30) e sábado (1º).

As doses da Pfizer precisam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias. Ainda no ano passado, a empresa disse ter desenvolvido uma embalagem especial com temperatura controlada que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada.

Ao chegarem às salas de vacinação, as doses serão mantidas a uma temperatura que varia entre 2°C e 8°C, e precisam ser aplicadas na população em um período de até cinco dias.

Histórico
A vacina da Pfizer/BioNTech foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal. Ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.

Também em dezembro, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas.

A vacina foi a primeira a obter registro sanitário definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em fevereiro deste ano.

A atual remessa faz parte do acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica em 19 de março. A previsão é que as 100 milhões de doses de vacinas sejam recebidas até o final do terceiro trimestre de 2021.

O imunizante pode ser aplicado em pessoas a partir de 16 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas.

Gilmar Mendes vota para anular ações da Operação que apurou desvios na Fecomércio-RJ no Sesc e no Senac


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir, hoje (27), sobre a competência da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas, para julgar as ações da Operação Esquema S, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

A operação apurou supostos desvios na Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ) e nas seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço de Aprendizagem Comercial (Senac). As irregularidades foram descobertas a partir dos depoimentos de delação premiada do ex-presidente da Fercomércio Orlando Diniz.

Na sessão desta tarde, o relator ministro Gilmar Mendes votou para anular os atos processuais praticados por Bretas. Em seguida, o ministro Nunes Marques pediu vista. Não há data para retomada do julgamento.

Mendes entendeu que as decisões praticadas por Bretas devem ser anuladas e os processos encaminhados para a Justiça estadual do Rio.

Para o ministro do STF, não cabe à esfera federal julgar os supostos desvios nos órgãos do Sistema S, pelo fato de os recursos não integrarem o patrimônio da União. Dessa forma, Bretas não tinha competência legal para julgar as acusações de desvios, que também envolvem advogados e escritórios de advocacia.

“Observa-se flagrante ilegalidade na decretação de medidas de busca e apreensão genéricas e não delimitadas contra dezenas de escritórios e advogados, inclusive contra causídico que exerce as funções de desembargador eleitoral e deveria estar sendo investigado e processado com a supervisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, disse.

O advogado Nabor Bulhões, que atuou como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse que foram proferidas durante a operação “decisões abusivas e inconstitucionais”.

“O que há de comum é um modus operandi que começa com a manipulação de regras de competência e de violações do juiz natural, passando pela quadra do princípio da imparcialidade e descambando o desrespeito ao sistema de garantias instituído pela Constituição de 88, gerando uma tentativa de instituição de um sistema paralelo de supressão de direitos e garantias fundamentais”, afirmou.

O Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19, informou hoje (27) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato.

Em audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, a coordenadora disse que a medida foi tomada em razão da situação preocupante da pandemia no Brasil e visto que grávidas e puérperas têm risco maior de hospitalização por covid-19.  “A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou.

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada ontem (26) aos secretários estaduais de Saúde, com as novas orientações.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS [Organização Mundial de Saúde] que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou.

Apesar da mudança, de acordo com a pasta, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. De acordo com a coordenadora, serão usados as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Neste caso, o primeiro lote de entregas do imunizante deve chegar na próxima quinta-feira (29) e 1,3 milhão de doses serão distribuídos para utilização nas capitais.

Franciele disse que a medida foi tomada devido a necessidade de armazenagem das vacinas. Para manter a estabilidade do material, a vacina precisa ficar armazenada em temperaturas de -90° a -60°, por até seis meses.

No caso das capitais, as doses serão encaminhados aos centros que podem manter o imunizante em temperaturas de -20° pelo período de sete dias.

“Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, afirmou.

Grávidas são incluídas no grupo prioritário de vacinação


O Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19, informou hoje (27) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato.

Em audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, a coordenadora disse que a medida foi tomada em razão da situação preocupante da pandemia no Brasil e visto que grávidas e puérperas têm risco maior de hospitalização por covid-19.  “A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou.

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada ontem (26) aos secretários estaduais de Saúde, com as novas orientações.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS [Organização Mundial de Saúde] que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou.

Apesar da mudança, de acordo com a pasta, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. De acordo com a coordenadora, serão usados as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Neste caso, o primeiro lote de entregas do imunizante deve chegar na próxima quinta-feira (29) e 1,3 milhão de doses serão distribuídos para utilização nas capitais.

Franciele disse que a medida foi tomada devido a necessidade de armazenagem das vacinas. Para manter a estabilidade do material, a vacina precisa ficar armazenada em temperaturas de -90° a -60°, por até seis meses.

No caso das capitais, as doses serão encaminhados aos centros que podem manter o imunizante em temperaturas de -20° pelo período de sete dias.

“Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, afirmou.

Fonte Agência Brasil

,Paulo Guedes diz que “chinês inventou o vírus do coronavírus”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça (27, em reunião do Conselho de Saúde Suplementar, que “o chinês inventou o vírus [coronavírus]”, mas tem uma vacina menos eficiente do que a desenvolvida por empresas americanas.

A frase sobre as vacinas da China e do EUA foi dita num contexto em que ele defendia a maior eficiência de empresas privadas sobre o setor público. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo.

Guedes aparentava desconhecer que a reunião estava sendo transmitida pelas redes sociais do Ministério da Saúde. Ao ser informado que a reunião estava sendo gravada, ele pediu ela não fosse veiculada.
“Só não manda para o ar por favor”, disse.

Participam da reunião no Palácio do Planalto os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil e Marcelo Queiroga da Saúde.