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STF suspende decreto sobre assentamento da comunidade indígena Tuxá

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu o decreto presidencial que determinou o assentamento de famílias indígenas da comunidade Tuxá de Rodelas. A norma foi publicada no dia 13 de março de 2014 e declarou propriedades rurais, localizadas em Rodelas (BA), como área indígena. A decisão vale até o julgamento do mérito.

Na decisão, Mendes diz que as terras em disputa não são tradicionalmente ocupadas por indígenas e ressaltou que os proprietários foram reassentados nas atuais terras, no fim da década de 1980, pela Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf), depois que foram removidos das propriedades originais, devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica. Além disso, o ministro entendeu que as propriedades são produtivas e não podem ser desapropriadas.

“Entendo que a desapropriação dos impetrantes para assentamento da comunidade indígena Tuxá de Rodelas antes do julgamento de mérito geraria evidente risco de nova desapropriação dos atuais proprietários das terras em disputa, também nelas assentados ao final da década de 1980”, diz o ministro.

 

Presidenta Dilma condena redução da maioridade penal

A presidenta Dilma Rousseff se manifestou hoje (13), pelas redes sociais, contra a redução da maioridade penal. A admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara no fim de março e uma comissão especial foi instalada para analisar o texto.

“Não podemos permitir a redução da maioridade penal. Lugar de meninos e meninas é na escola. Chega de impunidade para aqueles que aliciam crianças e adolescentes para o crime”, escreveu Dilma em seus perfis nas redes sociais Twitter e Facebook.

A presidenta disse que a redução da maioridade seria “um grande retrocesso” para o país e que não resolveria os problemas de jovens em conflito com a lei. Dilma defende que a punição nesses casos obedeça medidas já previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Reduzir a maioridade penal não vai resolver o problema da delinquência juvenil. Isso não significa dizer que eu seja favorável à impunidade. Menores que tenham cometido algum tipo de delito precisam se submeter a medidas socioeducativas, que nos casos mais graves já impõem privação da liberdade. Para isso, o país tem uma legislação avançada: o Estatuto da Criança e do Adolescente, que sempre pode ser aperfeiçoado”, avaliou.

Nos posts, Dilma disse que orientou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a iniciar uma “ampla discussão” para aprimoramento do ECA. “É uma grande oportunidade para ouvirmos em audiências públicas as vozes do nosso país durante a realização deste debate”. A presidenta também defendeu mudanças na legislação para endurecer a punição para adultos que aliciam jovens para o crime organizado.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Invasores temem violência policial na desocupação de prédio invadido no Flamengo

Na véspera da possível desocupação do edifício Hilton Santos, no Aterro do Flamengo, com vista para o Pão de Açúcar, o medo era facilmente percebido entre os cerca de 300 sem-teto que ocupam imóvel desde o dia 7 de abril. Formado em grande parte por mulheres, idosos e crianças, o grupo conta as horas para a ação da Polícia Militar, que deverá garantir a reintegração de posse determinada pelo juiz Leonardo Alves Barroso, da 36ª Vara Cível, e que deverá ser cumprida na manhã desta terça-feira (14).
“O medo é a polícia entrar e querer bater, nos machucar. Têm muitas crianças, muitos idosos, pessoas deficientes. Vai ficar difícil. Moro eu e meus quatro filhos aqui”, desabafou a ex-gari Verônica Francisca de Castro, que, depois de perder o emprego, passou a viver de faxinas e venda de produtos nos sinais de trânsito.
O imóvel foi arrendado do Clube de Regatas Flamengo pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, e deveria ter se transformado em um hotel, que ficaria pronto até as Olimpíadas. Mas com a derrocada econômica do grupo de Eike, o prédio ficou abandonado, até ser ocupada pelos sem-teto.

“Tá todo mundo com medo, porque da mesma forma que eles podem chegar aqui bem e conversar com a gente, eles também podem chegar já agredindo, como fizeram em outros lugares. Podem chegar batendo. Tem muita crianças e mulheres grávidas”, advertiu Adão Júnior, uma das lideranças do grupo. Ele criticou os casos de corrupção noticiados pela mídia e disse que os valores roubados poderiam financiar casas para uma grande parte dos sem-teto.

“Esses políticos desviando dinheiro, se fosse botar no papel, dava para fazer casas para todos os que estão aqui e os que estão nas ruas em outras ocupações”, disse Júnior, que é reciclador de materiais e mora há muitos anos nas ruas.
Parte do grupo estava em  outra ocupação, num prédio da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), que foi reintegrado em março passado. Alguns vêm de outras ocupações, como a da antiga sede do grupo Oi/Telerj, na zona norte do Rio, que foi desocupada com muita violência, em abril do ano passado.

A disposição dos ocupantes é não resistir à reintegração de posse, que deverá contar com um grande número de policiais, para garantir a segurança dos oficiais de Justiça.
“Temos muito medo deles entrarem aqui. Mas não vamos resistir. Se não, eles vão nos massacrar. Não temos armas para eles. Nossa arma é só a palavra. Se nós sairmos daqui, vamos novamente para a rua. Vamos para a Cinelândia. Lá vamos ficar no relento, aqui pelo menos temos um teto”, disse a ex-costureira Célia Regina Cezáreo.
Ela morava em um pequeno imóvel em uma favela, mas foi obrigada a sair por causa do aumento do aluguel: “Eu ganho um salário mínimo. O aluguel aumentou para R$ 350. Entreguei o kitinete onde morava e fiz um barraquinho lá na Cedae”.
Procurada para se pronunciar sobre o temor de violência policial durante o processo de desocupação, a PM respondeu, em nota, que “o 1º Comando de Policiamento de Área (CPA) já concluiu o planejamento da ação, mas por questões estratégicas as informações não estão sendo divulgadas”.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro também divulgou nota, no início da noite, dizendo que espera reverter, ainda na madrugada desta terça-feira (14), a decisão judicial que determina a saída das famílias que ocupam o prédio.

“Pelo menos 300 pessoas ocupam o prédio, dentre elas 63 crianças, de acordo com informações dos ocupantes. Em mutirão realizado no local na tarde de hoje (13), defensores constataram a presença de pelo menos três bebês e de 15 a 20 crianças menores de 10 anos. Para garantir a integridade física dos ocupantes, os defensores informam que vão acompanhar in loco uma eventual desocupação”, informou a defensoria na nota.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social esclareceu que as pessoas que ocupavam o prédio da Cedae preencheram uma ficha cadastral, sendo orientadas a comparecer ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Dodô da Portela, no Santo Cristo, para a inscrição no Cadastro Único. Das 128 pessoas que preencheram a ficha, 24 compareceram ao Cras, segundo a secretaria.

“Também foram oferecidos abrigos, capacitação para o mercado de trabalho e emprego. Apenas doze pessoas disseram que não tinham para onde ir e foram encaminhadas para Unidades de Reinserção Social do município.  Os dados repassados no Cras estão sendo verificados e, se as pessoas estiverem no perfil, serão inscritas no Bolsa Família e Cartão Família Carioca”, esclareceu a secretaria.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Policia Federal desarticula organização suspeita de fraudar R$ 28 milhões do DPVAT

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A Polícia Federal deflagrou, na madrugada de hoje (13), a Operação Tempo de Despertar*, e prendeu  servidores públicos, policiais civis e militares, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas e agenciadores de seguros suspeitos de fazerem parte de uma organização criminosa especializada em fraudar o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais (Dpvat). As fraudes no seguro pago às vítimas de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre podem chegar a R$ 28 milhões.

Estão sendo cumpridos 229 mandados judiciais – 41 de prisão, sete de condução coercitiva, 61 de busca e apreensão, 12 para afastamento de cargo público, 51 para sequestro de bens e 57 referentes à quebra de sigilos bancários. A ações da Operação Tempo de Despertar ocorrem em Goiás, Brasília, no Espírito Santo, na Bahia e em Minas Gerais.

As investigações – feitas em parceria entre a PF, o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais – constataram que o grupo criminoso usava vários métodos para fraudar o seguro Dpvat, entre eles, o  ajuizamento de ações judiciais por escritórios de advocacia sem conhecimento e autorização das vítimas. Segundo a PF, a quadrilha falsificava assinaturas em procurações e declarações de residência falsas.

A organização também ajuizava ações, de forma simultânea, em comarcas distintas, sem relação com o local do acidente e sem que as vítimas tivessem conhecimento do ajuizamento de ação. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades mineiras de Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Capelinha, Capitão Eneas, Coração de Jesus, Corinto, Cristália, Curvelo, Diamantina, Espinosa, Francisco Sá, Janaúba, Januária, Japonvar, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lontra, Manga, Minas Novas, Mirabela, Monte Azul, Paracatu, Pirapora, Porteirinha, Ribeirão das Neves, Salinas, São Francisco, São João da Ponte, Sete Lagoas, Taiobeiras, Turmalina, Várzea da Palma, além de Guanambi e Urandi, na Bahia, e municípios do Rio de

Os suspeitos poderão responder judicialmente pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsificação e uso de documentos públicos, corrupção ativa e passiva e facilitação ou permissão de senhas de acesso restrito a terceiros.

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Tempo de Despertar é resultado de uma série de outras ações desencadeadas pelas polícias estaduais, nos últimos anos, que apuraram suspeitas de fraude no Dpvat.

“Nos últimos anos, grande quantidade de operações foram deflagradas em todo o Brasil com o objetivo de coibir fraudes no seguro Dpvat. Elas já davam conta de que a atividade criminosa podia ser sustentada por um grupo organizado, com ramificações em diversas áreas da administração pública, envolvimento de policiais, empresários e empresas de seguro, além de número expressivo de advogados”, diz nota da PF.

Com as informações dessas operações, a Polícia Federal iniciou as investigações que resultaram na operação desencadeada para identificar os líderes do esquema que, segundo a PF, devem estar “no interior da seguradora responsável pela gestão do seguro Dpvat”.

Com o nome da operação, a PF pretende chamar a atenção da sociedade para o “despertar” contra fraudes e crimes cometidos à coletividade.

Em nota, a Seguradora Líder-Dpvat diz que apoia a operação da Polícia Federal. “As pessoas envolvidas não integram os quadros da seguradora e atuam fora, em hospitais e órgãos públicos, ou por meio de escritórios de intermediários. A seguradora sistematicamente apresenta denúncias às autoridades competentes nos casos que há suspeita de fraudes para que o Ministério Público e a polícia façam as investigações, com vistas a inibir a atuação dos fraudadores”, destaca o texto.

A Polícia Federal esclareceu que*O nome da operação corresponde a um clamor social, feito pela PF, para que a população acorde para as fraudes e crimes que são cometidos contra a coletividade. Uma sociedade consciente de seus direitos e que reivindica uma ação correta do homem público está apta a ajudar as autoridades a tornar o País um lugar melhor.

 

 

Polícia Civil investiga desvio de verbas da merenda escolar em São Gonçalo

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Policiais civis promoveram ações, hoje (13), para desarticular um esquema de desvio de verbas públicas destinadas à merenda escolar no município de São Gonçalo, no Grande Rio. A Polícia Civil investiga o desvio de recursos, destinados à alimentação de crianças matriculadas em creches conveniadas com a prefeitura local, por diretores de creches e empresas.

Em nota, a Polícia Civil estima que o esquema tenha desviado R$ 5,2 milhões, prejudicando a merenda escolar de mais de 700 crianças de creches de São Gonçalo.

A Justiça expediu 21 mandados de busca e apreensão de bens de pessoas investigadas pela  Delegacia Fazendária. Os suspeitos podem responder por crimes como fraude à licitação, falsidade de documento particular e público, falsidade ideológica, formação de quadrilha, peculato, crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Segundo nota divulgada Prefeitura de São Gonçalo, a Secretaria Municipal de Educação teria tomado conhecimento do esquema pela imprensa e “está reunida com a equipe do departamento jurídico e assim que tiver oficialmente ciência dos fatos tomará as medidas cabíveis.”

Policia Federal quer prazo maior para concluir inquérito contra políticos citados na Lava Jato

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A Polícia Federal (PF) pediu hoje (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo de novas diligências para a conclusão da investigação contra parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato. No dia 6 de março, os inquéritos foram abertos pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com base nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, principais delatores do esquema de desvios na estatal, são investigados no Supremo cerca de 50 políticos.

No Senado, foram autorizados inquéritos e diligências sobre Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ciro Noguera (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Valdir Raupp (PMDB-RO), Romero Jucá (PMDB-RR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Gladson Cameli (PP-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Este, presidente da Casa.

Entre os deputados constam na lista os nomes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Eduardo da Fonte (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Jerônimo Pizzolotto Goergen (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Sandes Júnior (PP-GO), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur de Lira (PP-AL), Vander Loubet (PT-MS), Simão Sessin (PP-RJ), José Mentor (PT-SP), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Renato Molling (PP-RS), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Lázaro Botelho (PP-TO) e Missionário José Olímpio (PP-SP).

 

 

 

Faltam 16 dias do fim do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física

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A 16 dias do fim do prazo de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), 10.119.682 declarações foram encaminhadas à Receita Federal pelos contribuintes até as 17h de hoje (13). O número representa 36,8% do total de 27,5 milhões de declarações que a Receita espera receber até 30 de abril, último dia de entrega.

Este ano, os contribuintes com certificação digital podem fazer a declaração pré-preenchida na página da Receita na internet, na área do e-CAC. Isso também poderá ser feito por um representante do contribuinte que tenha certificação digital e procuração eletrônica registrada no órgão.

No ano passado, 26.883.633 de contribuintes enviaram a declaração do IRPF até o fim do prazo. O número ficou aquém do esperado pela Receita na ocasião, 27 milhões de formulários. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, com os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade no recebimento pessoas com mais de 60 anos de idade, contribuintes com deficiência física ou mental e os que têm doença grave.

A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto da figura para obter mais detalhes. O prazo de entrega vai até 30 de abril.

No mês passado, a Receita Federal lançou uma série de 11 vídeos no site Youtube para tirar dúvidas sobre o preenchimento e a entrega do Imposto de Renda. Chamada de TV Receita Responde, a série tem como objetivo explicar de forma simples os principais assuntos relacionados à declaração do IRPF.

 

 

Fonte:Agência Brasil

Na Semana do Júri justiça do Rio julgará 80% dos processos de homicídios

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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) iniciou hoje (13) a Semana Nacional do Júri. A expectativa é que, no período, sejam julgados mais de 80% dos processos envolvendo crimes contra a vida (homicídios).

Durante a abertura do evento, na sede do TJ-RJ, centro da capital, o presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, explicou que a meta é ultrapassar até domingo (19) o índice alcançado ano passado, quando foram julgados 75,4% dos 92 processos em pauta.

“Este ano, já temos 151 plenários de júris confirmados. Esperamos realizar todos, embora seja difícil, pois normalmente falta uma testemunha ou o réu não é encontrado. Tentaremos o maior número possível, de modo a mostrar o empenho do Judiciário para uma sociedade que sofre maior influência desse tipo violência.”

De acordo com o desembargador, este é o segundo ano da ação. Ela faz parte de uma iniciativa conjunta lançada em 2010 pelo Ministério da Justiça e pelos conselhos Nacional do Ministério Público e Nacional de Justiça  (CNJ). Em todo o Brasil, quase 70% dos 2.442 processos foram concluídos em 2014

Conselheiro do CNJ, Guilherme Calmon avalia que a efetivação da solução dos casos de júri é uma das medidas mais importantes da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). “Temos um estoque ainda muito grande. São quase 60 mil ações incluídas na meta de julgamentos por parte do Tribunal do Júri”, esclareceu.

Para melhorar o empenho dos tribunais e reconhecer os que se esforçaram, o CNJ concedará selos de qualidade Enasp às unidades judiciais com maior volume de júris na Semana Nacional do Júri.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Chinês é preso por vender pastel de carne de cachorro em Parada de Lucas

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Uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) descobriu uma lanchonete em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, que vendia pastéis e outros salgados recheados com carne de cachorro. Os animais eram mortos nos fundos do estabelecimento a pauladas, desmembrados e congelados para uso posterior. O dono da lanchonete, um chinês, já está preso e cumprindo pena no Complexo do Gericinó. Em um primeiro momento, ele chegou a dizer que não sabia que o abate de cachorros era proibido no Brasil. Depois, confessou que tinha ciência de que era um crime. A investigação do MPT teve início em 2013, quando a lanchonete foi descoberta, mas só agora as informações foram divulgadas à imprensa. Ele disse também que recolhia os animais nas ruas da Zona Norte. Para tentar justificar a prática de colocar carne de cachorro nos salgados comercializados em sua lanchonete, o chinês alegou que a prática é muito comum em lanchonetes que pertencem à chineses em toda a capital fluminense. A ação do MPT tinha o objetivo de averiguar denúncias de trabalho escravo envolvendo jovens chineses. De fato, os investigadores constataram que vários estabelecimentos mantinham pessoas em regime de escravidão. Os jovens eram aliciados na China com promessa de salário de R$ 2.000,00 por mês com moradia e alimentação por conta do empregador. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, recebiam a notícia de que teriam que trabalhar sem receber nada por pelo menos três anos para pagar as despesas da viagem. Alguns deles trabalhavam das 5h30 às 23 horas e ainda recebiam agressões físicas e tinham queimaduras de cigarro pelo corpo.

Encontrar o esquema de abate de cães e ver o estado das vítimas que eram feitas de escravas chocou a equipe de fiscalização. A procuradora Guadalupe Louro Couto chegou a comparar a situação às que ela encontrou em investigações realizadas em fazendas de gado no Mato Grosso.

“Já vi muita coisa ruim, principalmente em trabalhos que realizei em fazendas do Mato Grosso. Mas o que encontrei naquela pastelaria foi o pior de tudo. Para começar, havia uma cela, como se fosse uma cadeia, com grades e cadeado, montada dentro da lanchonete, onde o trabalhador ficava encarcerado. Além disso, ele convivia com o cheiro dos cachorros mortos, que ficavam ao lado dele. Eu não aguentei. Quando senti o cheiro, comecei a passar mal e pedi para sair do estabelecimento. Ao abrimos as caixas de isopor, vimos os cachorros congelados. Ficamos perplexos. Foram vários os crimes cometidos ali.” – lamentou a procuradora.

Pastor Silas Malafaia participará de debate com Jean Wyllys

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O apresentador Pedro Bial convidou o deputado federal O pastor Silas,Jean Wyllys, e o apresentador Jô Soares e o pastor Silas Malafaia para participar de um debate na nova temporada do programa Na Moral, da Rede Globo. O programa debaterá temas ligados à família e será gravado no próximo dia 18. Não é a primeira vez que Malafaia participa do programa. Em 2013 o pastor evangélico esteve no programa falando sobre assuntos polêmicos e a emissora registrou um recorde de audiência. Pelo seu perfil polêmico sempre que aparece em um programa da TV aberta o pastor garante o sucesso da audiência. O líder evangélico já esteve no programa “De Frente com Gabi”, do SBT, que marcou recorde de audiência e no “Programa do Ratinho” que também foi sucesso. O ex-BBB Jean Wyllys tornou-se um dos principais opositores aos projetos cristãos na Câmara dos Deputados. Em janeiro, ao comentar os crimes contra homossexuais, o parlamentar chegou a dizer que os agressores recitam trechos da Bíblia enquanto espancam e matam as vítimas. Wyllys também é considerado por muitos como o deputado que mais trabalha para desconstruir a imagem tradicional da família e propôs, entre outros projetos, legalizar a prostituição no Brasil e obrigar os pais a consentir com a mudança de sexo em crianças pelo SUS. Já o apresentador Jô Soares tem um perfil liberal e comanda um dos programas com maior audiência na emissora. Jô já entrevistou diversas personalidades evangélicas e recentemente atacou o pastor evangélico Marco Feliciano.

Estatuto da Família: O assunto que será tema do debate ganhou força com a apresentação de um projeto apresentado na Câmara dos Deputados pelo deputado federal Anderson Ferreira (PR-PE) que reconhece como família núcleos sociais formados a partir da união entre um homem e uma mulher. Uma enquete promovida pelo site da Câmara dos Deputados atraiu mais de 5 milhões de internautas desde fevereiro de 2014 questionando se as pessoas concordam com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher.