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Barack Obama quer retirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu hoje (14) retirar Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. A medida foi oficializada nesta terça, mas havia sido anunciada durante a visita de Obama ao Panamá, no último fim de semana, quando participou da Cúpula das Américas e reuniu-se com o presidente cubano Raúl Castro.

A retirada de Cuba da lista é uma das reivindicações do governo cubano para a continuidade da retomada das relações entre os dois países iniciada em dezembro, rompidas desde 1961.

De acordo com a Casa Branca, Obama informou o Congresso do país sobre a sua intenção de retirar Cuba da relação. A manutenção do nome do país na lista de patrocinadores do terrorismo tem sido sido um dos principais obstáculos ao estabelecimento de embaixadas em Washington e Havana.

Os congressistas têm 45 dias para tomar uma decisão, que pode ser a de oposição à decisão presidencial. “O governo de Cuba não deu qualquer apoio ao terrorismo internacional nos últimos seis meses”, escreveu Obama, em sua notificação, baseado em uma avaliação do departamento de Estado.

Se a decisão de Obama for aprovada pelo Congresso, Cuba vai voltar a ter acesso ao sistema bancário dos EUA, autorizar a abertura de uma embaixada e facilitar a intensificação do comércio entre os dois países, que foram inimigos durante a Guerra Fria.

Os republicanos, que dominam as duas câmaras do Congresso, já exprimiram a sua oposição ao desanuviamento com o regime nominalmente comunista da ilha. Cuba foi colocada na lista, que inclui Síria, Sudão e Irã, em 1982, por acolher militantes separatistas bascos da E.T.A. (sigla basca para Pátria Basca e Liberdade) e guerrilheiros colombianos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Casa Branca adiantou que as agências governamentais, incluindo os serviços de informações, concluíram que Cuba deveria ser retirada da lista. “As circunstâncias mudaram desde 1982. O nosso hemisfério, e o mundo, está muito diferente do que há 33 anos”, declarou o secretário de Estado, John Kerry, em comunicado.

 

Fonte:Agência Brasil

Juiz diz que desvios em contratos de publicidade podem ser maiores

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, disse hoje (14) que a dimensão dos crimes envolvendo contratos de publicidade do governo são maiores do que a cogitada inicialmente pelos investigadores.  A conclusão consta na decisão em que Moro justifica a manutenção da prisão de Ricardo Hoffmann, diretor da agência de publicidade Borghi/Lowe, para evitar novos crimes.

Moro diz que durante as buscas e apreensões feitas na casa do ex-deputado André Vargas, preso na semana passada na décima primeira fase da Lava Jato, a Polícia Federal (PF) encontrou uma planilha na qual consta que uma das empresas de Vargas recebeu pagamentos de R$ 3,7 milhões “por parte de duas centenas” de empresas ligadas ao ramo publicitário.

A PF suspeita que a agência Borghi/Lowe, que presta serviços ao Ministério da Saúde e à Caixa Econômica Federal, contratou as agências E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu e orientou que pagamentos de bônus de volume (comissões pela veiculação) fossem feitos às empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e seus irmãos. De acordo com o juiz, foram identificados pela Receita Federal  “pagamentos vultosos” sem a comprovação dos serviços.

Na decisão proferida hoje, Moro diz que, em depoimento à PF, Hoffmann confirmou que houve uma determinação para que os pagamentos de bônus de volume fossem feitos em troca da indicação de clientes privados”.

“Esses créditos foram cedidos a LSI e Limiar [empresas de Vargas], tendo como contrapartida a perspectiva de se conseguir clientes privados no estado do Paraná; que essa foi a promessa dada pelo ex-deputado André Vargas; que essa perspectiva não foi atendida, não conseguindo o ex-deputado angariar cliente algum para a Borghi/ Lowe; que a decisão de ceder os créditos dos fornecedores às empresas LSI e Limiar foi de José Borghi, presidente de Borghi/Lowe”, Hoffmann.

Segundo Moro, a confirmação dos pagamentos revela, a princípio, que o dinheiro era oriundo da Administração Pública”. A falta, em princípio, de consistência do depoimento reforça o quadro probatório no sentido de que os valores pagos pela Borghi/Lowe, por intermédio dos prestadores de serviço, a André Vargas, consistiram em propina paga pela agência de publicidade a André Vargas por contratos com a Administração Pública Federal”.

O juiz mandou soltar hoje Ivan Vernon, ex-assessor do PP, Elia Santos da Hora, ex-secretária de Luiz Argôlo, e Leon Vargas, irmão de André Vargas. Todos foram presos na semana passada pela Polícia Federal.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Favelas do complexo da Maré vão ganhar Clínica da Família

Os moradores das comunidades que formam o Complexo da Maré, na zona norte do Rio, vão ganhar mais uma Clínica da Família. As obras de construção começaram hoje (8) e serão concluídas em dezembro, segundo o prefeito Eduardo Paes. Com uma população de 130 mil pessoas, a Maré conta atualmente com oito unidades de atenção primária, entre elas, uma Clínica da Família, dois centros de Saúde e cinco postos de apoio em saúde.

“Aqui não é o Leblon [bairro nobre da zonal sul da cidade], mas a gente não vai transformar o Rio de Janeiro todo no Leblon. O que todo mundo quer é condições dignas de vida e opções adequadas”, disse Paes ao anunciar o inicio das obras.

Representante da Associação de Moradores da Vila dos Pinheiros, uma das comunidades da Maré, Eunice Cunha, destacou que os moradores esperam pela clínica desde 1996, quando as equipes de Saúde da Família começaram a atuar na região. “Quem mora aqui está precisando dessa ajuda. As clínicas do entorno não atendem a todo mundo, tem muita demanda. Isso [a nova clínica da família] é uma conquista”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a nova unidade terá dez equipes de Saúde da Família e quatro de Saúde Bucal. A clínica vai contemplar as comunidades de Vila do Pinheiro, Conjunto Pinheiro e Salsa e Merengue. Segundo o secretário de Saúde, Daniel Soranz, a clínica também será equipada com raio X e ultrassom. “Vai fazer muita diferença, porque as mães vão conseguir fazer todo o pré-natal dentro da unidade. Hoje, o procedimento não é simples, muitas vezes tem que marcar em um lugar fora da Maré”, explicou.

 

 

Texto da terceirização e alterado e não atinge concursos públicos

A regulamentação da terceirização voltou à pauta de discussão do Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14). A Câmara aprovou, com 360 votos favoráveis, 47 contrários e 4 abstenções, excluir as empresas públicas e sociedades de economia mista das regras previstas no projeto que regulamenta os contratos de terceirização. Dessa forma, fica afastada a ameaça aos concursos públicos, já que fica impossibilitada a substituição dos concursos públicos pela contratação de terceirizados.

O relator do projeto, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA), concordou em retirar do texto a permissão de que a regra valha também para empresas públicas e sociedades de economia mista, como Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil, entre outras. O deputado disse que incluiu as empresas públicas no texto a pedido do governo. “Se o PT, que tem mais compromisso com o governo, encaminha contra a medida, mudo de posição”, afirmou. Ele disse que o governo alegou, ao pedir a inclusão da medida, que as empresas seriam mais competitivas com a terceirização.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar a sugestão de alguns líderes e adiou a votação dos destaques restantes para esta quarta-feira (14), às 14h, para que os deputados possam analisar melhor os destaques apresentados. Cunha afirmou que o curto prazo entre a apresentação dos destaques e a votação em plenário causou “confusão” em alguns deputados. Ao todo, os parlamentares terão que votar 27 destaques para concluir a aprovação na Câmara. Após, o texto será encaminhado ao Senado Federal, mas já reduziu as preocupaçõeslevantadas nas últimas semanas entre aqueles que almejam aprovação em um concurso público.

O texto votado na última semana, além de garantir a possibilidade de a terceirização ser usada para as atividades-fim da empresa contratante, trazia em seu primeiro artigo a disposição de que a lei, caso aprovada, se aplicaria “às empresas privadas, às empresas públicas, às sociedades de economia mista e a suas subsidiárias”, tanto na União, quanto nos Estados, no Distrito Federal e nos municípios. Estariam excluídas da regra apenas a “administração pública direta, autárquica e fundacional”.

Com a decisão desta terça-feira (14), a possibilidade de terceirização de atividades fim na amdinistração pública indireta em regime privado passa a ser excluída. O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que o destaque busca “valorizar o concurso público como forma de ingresso no serviço público e impedir que empresas públicas realizem terceirização em todas suas áreas”.

Um outro destaque, desta vez do PR, que ameaçava a realização de concursos públicos foi retirado pelo partido. O destaque pedia a aprovação de emenda do deputado Andre Moura (PSC-SE) para incluir a administração direta, os fundos especiais, as autarquias e as fundações públicas entre os órgãos que poderão usar as regras de terceirização.

Terceirização x concursos públicos

O debate entre especialistas girou em torno da possibilidade das empresas públicas e sociedades de economia mista, que hoje preenchem seu quadro de atividades fins com trabalhadores concursados, passarem a ocupar as vagas com terceirizados. Seria o caso de entidades como o Banco do Brasil, os Correios e a Petrobras. Especialistas lembram que o artigo 37, da Constituição Federal, determina que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão de livre nomeação e exoneração”.

Para o professor de Direito Constitucional, Beto Fernandes, a aprovação da lei, conforme original, geraria questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF)  para que, especificamente a parte do texto voltado às empresas públicas, fosse declarado inconstitucional. “Não tenho dúvidas de que o texto original, nesse ponto, fere a Constituição”, pondera.

A opinião é compartilhada pelo presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos Públicos (Anpac), Marco Antônio Araújo, “a lei original descumpria um dispositivo constitucional e poderia gerar prejuízos graves para concursando e para a sociedade, criando uma falsa sensação de empregabilidade”, pontua.

O também professor de Direito, Henrique Savonitti, por sua vez, discorda que o texto original da lei, da forma como estava na semana passada, pudesse ser questionado por ferir a Constituição. “Não vejo inconstitucionalidade na lei, o artigo 37 não seria desrespeitado, pois ainda haveria concurso público para ingressar na Administração Direta. A terceirização das áreas meio e fim só ocorreriam nas empresas públicas e sociedade de economia mista nos limites que a lei permitir. Os contratos seriam, como os que temos hoje, de uma empresa de prestadores de serviço, isso não contraria a Constituição”, avalia. “A lei foi feita pensando nas necessidades da iniciativa privada, é uma pauta que empresas privadas querem que seja aprovada há anos”, complementa.

 

(Fonte:Portal EBC)

PT segurou denúncia de suborno até término das eleições

José-Cruz-Agência-Brasil

A Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu entre agosto e outubro a denúncia de que a SBM Offshore teria pago propina para fechar contratos com a Petrobras, mas esperou até novembro, quando as eleições já haviam terminado, para abrir um processo contra a companhia holandesa. A informação foi publicada nesta terça-feira (14) pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’.

Para o ex-diretor da SBM e delator do esquema, Jonathan David Taylor, com a demora, a CGU procurou evitar o impacto negativo das acusações na campanha do PT e de Dilma Rousseff.

A CGU afirmou a publicação que demorou para abrir o processo contra a empresa porque apenas em novembro teria sido possível reunir materiais suficientes para efetivar a denúncia.

A companhia holandesa confessou ter pago US$ 139 bilhões de propinas à Petrobras. A empresa tenta atualmente fechar um acordo de leniência com a Controladoria para colaborar com as investigações em troca de se livrar das punições e continuar realizando negócios no país.

A SBM disse ao jornal que Taylor tentou chantagear a empresa pedindo 3,5 milhões de euros para silenciar as denúncias, às quais teve acesso em 2012 após participar de uma investigação interna.

Segundo o chefe jurídico da companhia, o ex-diretor teria deixado a empresa após divergências com o responsável pela auditoria.

 

 

 

Aprovado reajuste de tarifas de energia para cinco distribuidoras

Energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (14) os índices de reajustes tarifários anuais de cinco distribuidoras de energia. Em fevereiro deste ano, a Aneel já havia aprovado uma revisão tarifária extraordinária para essas distribuidoras.

Para os clientes residenciais da empresa AES Sul Distribuidora, o reajuste será de 4,35%. A indústria terá um aumento de 4,36%. Os novos valores serão aplicados a partir de domingo (19) para 1,3 milhão de unidades consumidoras localizadas em 118 municípios do Rio Grande do Sul. A revisão extraordinária de 39,5% para a distribuidora vale desde o mês passado e foi a mais alta aprovada pela Aneel.

Também a partir de domingo haverá um aumento de 2,9% para os consumidores residenciais atendidos pela Usina Hidroelétrica Nova Palma. Para as indústrias, o reajuste será de 7,52%.

Os novos valores serão aplicados para 15 mil unidades consumidoras dos municípios gaúchos de Faxinal do Soturno, Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine, Restinga Seca e parte dos municípios de Santa Maria e Júlio de Castilhos.

Os consumidores residenciais atendidos pela  Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) pagarão 10,35% pela energia a partir da próxima quarta-feira (22). O aumento para as indústrias será de 13,34%. A Coelba atende 5,5 milhões de unidades consumidoras em 415 municípios da Bahia.

O reajuste tarifário da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) será de 7,18% para consumidores residenciais e 14,41% para industriais. Os novos valores também serão aplicados a partir de quarta-feira (22) para 1,3 milhão de unidades consumidoras de 167 municípios do Rio Grande do Norte.

Também a partir de quarta-feira, os consumidores residenciais atendidos pela Energisa Sergipe pagarão 10,74% a mais pela energia elétrica. Para as indústrias, o aumento será de 17,46%. A distribuidora atende 713 mil unidades consumidoras localizadas em 63 municípios de Sergipe.

O reajuste tarifário anual das distribuidoras é calculado com base na variação de gastos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, e outros como energia comprada, encargos de transmissão e setoriais.

Já a revisão extraordinária das tarifas, que está valendo desde o mês passado, foi aplicada por causa do custo extra que as distribuidoras tiveram pela falta de chuvas e o uso maior de usinas hidrelétricas. Os índices da revisão extraordinária para essas distribuidoras foram: 39,5% (AES Sul), 36,8% (Nova Palma), 5,4% (Coelba), 2,8% (Cosern) e 8% (Energisa Sergipe).
 

(Fonte:Agência Brasil)

Deputado Jair Bolsonaro é condenado a pagar R$ 150 mil por declarações contra homosexualismo

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A Justiça do Rio de Janeiro condenou o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ) a pagar uma indenização de R$ 150 mil por declarações contra os homossexuais feitas no programa CQC, da TV Bandeirantes, exibido em março de 2011. Bolsonaro disse, durante o programa, que nunca passou pela sua cabeça ter um filho gay porque seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente. “Então, não corro esse risco”.

Em outro momento, no qual respondeu a perguntas de espectadores, Bolsonaro disse que não participaria de um desfile gay porque não promoveria “maus costumes” e porque acredita em Deus e na preservação da família.

A juíza Luciana Santos Teixeira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Madureira, condenou o parlamentar, com base em uma ação civil pública ajuizada pelos grupos Diversidade Niterói, Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Arco-Íris de Conscientização. O dinheiro será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do Ministério da Justiça.

Segundo a magistrada, o deputado não pode deliberadamente “agredir e humilhar”, ignorando os princípios da igualdade e isonomia. A juíza considera que Bolsonaro infringiu o Artigo 187 do Código Civil, ao abusar de seu direito de liberdade de expressão para cometer um ilícito civil.

A Justiça informou ainda que Bolsonaro alegou ter imunidade parlamentar, mas a defesa não foi aceita porque o deputado falou como “cidadão” e não como “parlamentar”. Ainda cabe recurso à decisão. O gabinete do deputado em Brasília, informou que ele deve se pronunciar ainda hoje.

 

(Fonte Agência Brasil)

Auditoria do CGU em pagamento de servidores federais gera economia de R$ 1,2 bilhão

A Controladoria-Geral da União (CGU) conseguiu gerar uma economia de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos com a suspensão ou correção de pagamentos indevidos feitos pela União. Uma auditoria na folha de pagamentos de servidores civis ativos da União, aposentados e beneficiários de pensão verificou a existência de mais de 330 mil inconsistências, entre os anos de 2010 e 2014.

A despesa com pagamento de pessoal é o segundo maior gasto do governo federal, atrás da Previdência Social, e corresponde a cerca de R$ 129 bilhões anuais.

Foram auditados 259 órgãos que constam no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), responsável pelo lançamento no sistema, e no Ministério do Planejamento, responsável pela manutenção dos dados. Do total, 243 órgãos apresentaram inconsistências.

Segundo a CGU, 102 órgãos apresentaram justificativas e correções para todas as pendências, 129 ainda estão com 5% ou menos de inconsistências pendentes de manifestação e 12 órgãos têm mais de 5% de irregularidades sem atendimento. “O Instituto Nacional do Seguro Social foi o destaque positivo, com mais de 8 mil providências adotadas e R$ 16 milhões de devoluções ao Erário”, informou a CGU.

No Relatório de Avaliação por Área de Gestão nº2, o órgão recomenda a necessidade de ações de controle contínuas para acompanhamento das inconsistências com pagamento de servidores. “Algumas providências de regularização e aprimoramento dos mecanismos de controle já foram adotadas ou estão em curso, como a aplicação de rotinas de inteligência, criação de novo sistema de gestão de pessoas mais seguro, cruzamentos com outras bases de dados, assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com a Receita Federal, criação do Módulo Afastamento do Siape, entre outros.”

O secretário nacional de Controle Interno, Francisco Bessa, explica que o conjunto de inconsistências encontrado resulta da aplicação do que é chamado pela CGU de trilhas de auditoria, que são hipóteses testadas nas folhas de pagamento em relação a uma rubrica de pagamento que em tese não deveria ser paga. Como exemplo, ele cita uma servidora solteira, com cargo público permanente, que também recebe a pensão deixada pelo pai. “O pagamento dessa pensão não seria mais devido, então quando rodamos essa trilha de auditoria, temos como resultado esse caso”, explicou.

Bessa conta que para realizar esse trabalho, foram rodadas nos sistemas 72 trilhas diferentes, ou seja, 72 hipóteses diferentes de pagamentos potencialmente indevidos.

O secretário explicou ainda que parte do que foi indevidamente pago chegou a ser devolvido (R$ 32 milhões), mas como boa parte dos casos os servidores receberam de boa fé, não se tratou de fraude, o entendimento da legislação é de que eles não são passíveis de tomada de conta. “Por isso a conta que fizemos foi a da economia da data de identificação da inconsistência até a cessão do pagamento”.

A natureza preventiva e continuada desse trabalho é destacada por Bessa. Segundo ele, o objetivo é a prevenção. “Não é um trabalho que pretendia identificar fraudes, mas fazer correções. E continuamos aplicando as trilhas, hoje de forma mais eficaz, em um sistema em tempo real, acessado diretamente pela unidade pagadora para promover a correção ou justificar à controladoria o motivo do pagamento”.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Governo não consegue acordo sobre contribuição previdenciária de terceirização

O governo ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre o recolhimento da contribuição previdenciária de empresas de terceirização, pendente de votação pela Câmara dos Deputados.

No texto-base do projeto que amplia a terceirização no país, aprovado na semana passada, ficou definida a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 11% sobre o faturamento para as empresas especializadas em fornecer mão de obra e de 20% sobre a folha de pagamento para as demais, como transportadoras de valores e montadoras, por exemplo.

No entanto, o governo quer que as empresas que não são especializadas em fornecer mão de obra terceirizada passem a recolher como INSS uma fatia de 5,5% do faturamento total.

Para o relator do projeto, Arthur Maia (SD-BA), a mudança sugerida pelo governo aumentará a tributação sobre as empresas.

Não estou convencido de que isso não represente um aumento de tributos, por isso me recusei a colocar no meu parecer”, avaliou, após reunião para fechar um acordo sobre o texto. “O governo vai tentar fazer essa mudança por meio de um destaque, que vai ser apresentado e o plenário vai decidir. Tenho dificuldade de avançar em uma alternativa que não estou certo de que não representa aumento de impostos”, destacou o relator.

Maia citou o exemplo de uma empresa transportadora – não especializada em fornecimento de mão de obra – que arrecada R$ 1 milhão e atualmente recolhe 20% sobre a folha de pagamento e paga R$ 40 mil de INSS. Se a regra mudar de acordo com o que quer o governo, passará a pagar 5,5% do faturamento, ou seja, R$ 55 mil.

No café da manhã, no Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente), Michel Temer reuniu-se com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, além dos líderes do governo na Congresso, José Guimarães (PT-CE), e do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). O objetivo foi tentar um acordo para a votação dos destaques, prevista para hoje.

Sem acordo, a forma de arrecadação previdenciária não será incluída na emenda aglutinativa do relator e terá que ser votada na forma de destaque.

Apesar do impasse sobre o recolhimento do INSS, Maia disse que a reunião também teve avanços, como a inclusão no texto da definição exata de empresa, como quer o PT. Com a definição, o governo quer evitar, por exemplo, que instituições beneficentes possam atuar como terceirizadoras.

Também houve acordo sobre a responsabilidade das empresas na garantia de direitos e fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista dos funcionários terceirizados. Maia disse que concorda em incluir no texto a responsabilidade solidária, como quer o governo, e não subsidiária. Na solidária, o terceirizado pode cobrar o pagamento de direitos trabalhistas tanto da empresa que terceiriza quanto da contratante dos serviços.

 

(Fonte Agência Brasil)

Casos de dengue no Brasil aumentam 240% até março

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O número de casos de dengue no país este ano, até o dia 28 de março, aumentou 240,1% em relação ao mesmo período do ano passado, com um total de 460,5 mil, contra 135,3 mil registrados no primeiro trimestre de 2014, conforme balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde.

O balanço aponta que, até 28 de março, 132 pessoas morreram em decorrência da doença, número 29% maior que em 2014, quando foram 102 as mortes, no mesmo período. Os casos graves também aumentaram: foram registrados 235 este ano, o que representa um aumento 39,1% na comparação de 2014, quando foram registrados 169, também até 28 de março.

Segundo os dados da pasta, a região Centro-Oeste apresenta maior incidência, com 393,3 por 100 mil habitantes (59.855 casos), nos primeiros três meses do ano. Em seguida vem a Região Sudeste com 357,5 por 100 mil habitantes (304.251 casos), a Norte com 112,4 por 100 mil habitantes (19.402 casos) e a Nordeste com 91,2 por 100 mil habitantes (51.521 casos). A Região Sul com 88,8 por 100 mil habitantes (25.773 casos), é tradicionalmente a que tem menor incidência da dengue.

São João do Caiuá, no Paraná, com 16.760 casos de dengue por 100 mil habitantes, foi o município com maior número de doentes por habitante, no primeiro trimestre de 2015. Em seguida vieram quatro municípios do estado de São Paulo: Trabiju, com 14.303 por 100 mil habitantes; Paraguaçu Paulista, com 13.738 por 100 mil habitantes; Estrela D’Oeste, com 11.513 por 100 mil habitantes e Florínia, com 9.039 por 100 mil habitantes.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)