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Bíblia Sagrada é queimada durante encontro de ateus no Acre

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Durante o 4° Encontro Nacional de Ateus, realizado no dia 30 de abril no Coliseu da Universidade Federal do Acre (Ufac), um exemplar da Bíblia Sagrada foi queimado. O jovem Felipe Zanon, militante do PT que organizou o encontro, explicou que o ato servia para repudiar “o mal causado pela igreja no que diz respeito aos massacres ocorridos ao longo da história do cristianismo”. Segundo o site AC24Horas não foi Zanon que queimou o livro sagrado, mas ele confessou que autorizou o ato. Formado em História, o militante atualmente cursa o 3º período do curso de Direito na universidade. Ainda de acordo com o site, quem queimou a Bíblia foi o estudante do curso de filosofia e vocalista da banda Violação Anal, Roberto Oliveira, que não foi encontrado para comentar o ato. Ao que parece o Livro Sagrado foi queimado durante a apresentação da banda. Zanon sabia o que ia acontecer e confirmou que apoiou dizendo que um artista não pode ser censurado. “Quando um integrante de uma banda chegou para mim e disse: ‘Felipe, vou fazer X e Y’. Eu virei para ele com toda sinceridade e respondi que no dia em que um artista fosse censurado no palco, seu lugar de direito, era melhor acabar de vez com toda cultura e toda arte”, disse ele ao site Giro Acreano. No mesmo depoimento o petista afirmou que recebeu apoio de integrantes do partido. “Recebemos auxílio de alguns membros do PT e por isso fiz questão de colocar o logo do governo, pois sei que este governo é um governo preocupado com minorias, como somos nós”. Por conta dos atos de vandalismos praticados no dia do evento, a Ufac suspendeu os eventos em suas dependências e sobre o caso da Bíblia, o reitor Minoru Kimpara, lamentou o ato e disse ter ficado triste com a informação. “É lamentável agredir a crença das pessoas, eu fiquei triste porque as pessoas têm o direito de crer ou não, de defender suas posições políticas, suas convicções, mas para tudo isso é importante o respeito. A Ufac é um espaço plural, lugar de cristãos e das pessoas de diferentes religiões, dos que creem e dos ateus também.”

OAB/RJ abre debate público sobre aumento de autos de resistência no Rio

O último balanço do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), divulgado em março,  revelou aumento no número de pessoas mortas durante ações policiais no estado, pelo terceiro mês consecutivo, em relação ao mesmo período do ano passado. Para discutir a questão, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio (OAB/RJ), fez manifestação hoje (8) pela apuração dos casos de homicídios decorrentes de intervenção policial, conhecidos como autos de resistência.

De acordo com o ISP, foram 201 mortes no primeiro trimestre deste ano, ante 152 em igual período de 2014. O mês de março manteve a tendência de aumento, observada nos meses anteriores, com relação aos casos classificados como morte em confronto com a polícia. Fevereiro deste ano teve o maio registro de mortes em ações policiais. Foram 83 casos – um aumento de 52%, comparado aos 56 óbitos em fevereiro do ano passado.

Para o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, as execuções que envolvem policiais militares devem ser investigadas por outras instituições, e não pela própria Polícia Militar (PM). Já existe, segundo ele, por parte da própria polícia, uma abertura para o diálogo, embora ainda falte muito para avançar nesse sentido. “O auto de resistência era simplesmente tratado como morte em confronto com a polícia, e agora já se tem noção que não é bem assim. Um avanço pequeno, mas acho que em nível das consciências essa questão avançou”, no seu modo de ver.

Damous considerou que as práticas de autos de resistência estão muito longe do que se espera de um processo civilizatório. Ele acrescentou que “se promove uma execução sumária com nome de ‘auto de resistência’ de um trabalhador; as pessoas falam que era trabalhador, não era ligado ao crime, mas se uma outra pessoa [faz] a imputação de que ele fazia parte do tráfico de drogas, que era bandido, vadio, legitima-se [o auto de resistência]. Isso tem que acabar. A constituição não faz distinção nesse sentido e nós temos que banir do processo civilizatório todo tipo de peconceito que transforma as pessoas em ‘matáveis’ e ‘não matáveis'”.

A Câmara dos Deputados tem um projeto de lei pronto para ser votado, que torna as investigações dos autos de resistência mais rigorosas. De acordo com o autor do projeto, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), existe uma prática criminosa de remoção dos corpos, com o pretexto de socorrer as vítimas, que em muitos casos morrem ainda no local das ações policiais.

“Nesses casos, a cena do suposto confronto é alterada, e as investigações ficam prejudicadas. Normalmente, dizem que prestam socorro e quando chegam ao hospital as pessoas estão mortas. É a prática. Por isso que o Rio de Janeiro demonstrou o número de execuções praticadas. Às vezes, a pessoa está dentro da viatura, dominada, e aí é praticado o crime”, explicou Teixeira.

O deputado disse ainda que a organização não governamental Justiça Global fez uma pesquisa no Rio de Janeiro e observou o número de 12 mil autos de resistência, dos quais 60% foram execuções, quando as vítimas receberam tiros na nuca ou na cabeça, demonstrando que não houve qualquer resistência. Segundo ele, há um fenômeno no país – de morte de jovens pobres, negros e de periferia, vítimas de homicídios – que não pode continuar impune, e precisa ser combatido pelo governo.

 

“Então, esses autos de resistência estão encobrindo uma polícia bandida. É um instrumento que protege a ação criminosa de uma parte da polícia. Precisamos combater aquela parte da polícia que está na ilegalidade”, ressaltou Teixeira.

 

 (Fonte Agência Brasil)

Cesta básica fica mais cara em 17 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese

A cesta básica ficou mais cara em abril em 17 das 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Campo Grande (6,05%), no Rio de Janeiro (4,51%), em Natal (3,98%) e em João Pessoa (3,98%). Apenas Manaus (-1,73%) apresentou retração no custo da cesta.

Nos últimos 12 meses – de maio de 2014 a abril deste ano –, todas as cidades acumularam altas no preço. Aracaju (18,3%), Salvador (14,60%), Goiânia (11,74%) e João Pessoa (11,01%) tiveram as maiores elevações. Os menores aumentos ocorreram em Belo Horizonte (1,71%) e Porto Alegre (2,67%).

 

Os paulistanos continuam pagando o maior valor do país por itens básicos de consumo: R$ 387,05. Em seguida, estão Vitória (R$ 376,46) e o Rio de Janeiro (R$ 374,85). As capitais com registros de cestas com menores valores médios são Aracaju (R$ 281,61), João Pessoa (R$ 299,90) e Natal (R$ 300,73).

Produtos como tomate, pão francês, carne bovina, óleo de soja e leite tiveram predominância de alta nas capitais. O tomate aumentou em 17 cidades, com taxas que oscilaram entre 2,05% e 45,98%. Apenas Manaus teve decréscimo (-4,67%).

Em 12 meses, o movimento de elevação se repetiu em 16 cidades. Na avaliação do Dieese, a crise hídrica do início do ano prejudicou a colheita do tomate. Além disso, o ainda baixo volume dos reservatórios pode impactar na irrigação durante o inverno.

Destaque entre os produtos que tiveram retração em abril, a batata teve preço reduzido em nove das dez cidades do Centro-Sul onde o item foi pesquisado. As taxas oscilaram entre -24,43%, em Belo Horizonte, e -5,90%, em Vitória. Nos últimos 12 meses, todas as cidades apresentaram queda no preço, com destaque para as taxas de Belo Horizonte (-44,81%) e Vitória (-31,49%).

Com base na Constituição, que determina que o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, o Dieese calcula que o mínimo ideal, em abril, deveria ser R$ 3.251,61. O valor corresponde a 4,13 vezes o mínimo oficial (R$ 788).

 

Em março, o salário mínimo necessário correspondeu a R$ 3.186,92. Em abril do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família era R$ 3.019,07 ou 4,17 vezes o mínimo em vigor à época (R$ 724). Esses cálculos consideram o valor da cesta mais cara (de São Paulo) para uma família de quatro pessoas.

 

(Fonte Agência Brasil)

Câmara aprova projeto de lei que dá prioridade especial às pessoas com mais de 80 anos

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje (7), em caráter conclusivo, projeto de lei que garante prioridade especial às pessoas com mais de 80 anos. O projeto determina expressamente que essas pessoas terão prioridade nos atendimentos de saúde, exceto nos casos de emergência, e também em processos judiciais.

Se não houver recurso para apreciação no plenário da Câmara, o projeto será encaminhado diretamente à discussão e votação no Senado. De autoria do deputado Simão Sessim (PP-RJ), a proposta altera o Estatuto do Idoso, que estabelece que as pessoas com idade superior a 60 anos têm direito a tratamento prioritário.

De acordo com o parlamentar, o Estatuto do Idoso deixou uma lacuna ao não estabelecer prioridade especial para pessoas com mais de 80 anos. Segundo ele, com o aumento da expectativa de vida no Brasil, hoje já são mais de 3 milhões de brasileiros com mais de 80 anos.

Para Simão Sessim, a medida é justa socialmente e amparada na melhor lógica, “devendo ter a pessoa de quarta idade prioridade total nos serviços de saúde, tramitação de processos e em todos os direitos”.

Na justificativa do projeto, o deputado informou que a legislação de 2003, que contemplou os direitos dos idosos, maiores de 60 anos, não atentou para o fato de que a diferença de capacidade, mobilidade e dificuldades dos que chegam à chamada quarta idade é muito maior que das pessoas que ainda estão na faixa dos 60 anos.

 

“Logo, nossa legislação contém uma lacuna, que exige correção. É preciso distinguir os maiores de 80 anos, a fim de dar a eles ainda mais prioridade do que se dá aos outros idosos”, acrescentou Simão Sessim.

 

 

 

(Fonte  Agência Brasil)

Exposição de fotos denuncia condições de moradores em ocupação na Mangueira

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A situação de quase 500 pessoas que moram em uma ocupação no Morro da Mangueira, dentro de um prédio em ruínas que já abrigou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está exposta em 15 imagens, em preto e branco, do fotógrafo Leonardo Carrato. Durante dois anos, ele buscou mostrar a rotina diária das famílias, incluindo cerca de 200 crianças, em meio a condições extremas, de falta de água, luz e saneamento. O resultado foi a exposição Artigo 6º – Não Queremos Virar Estatística, em alusão ao artigo da Constituição que trata dos direitos básicos do cidadão, entre eles, o direito a moradia.

“A exposição tem a intenção de sensibilizar a sociedade e as autoridades com a situação que essas famílias vivem no antigo prédio do IBGE. É tão marcante que decidimos que precisávamos documentar e mostrar para o maior número de pessoas essa realidade, que está tão na nossa cara e passa despercebida. Queremos dar visibilidade, sensibilizar e mobilizar para que todos se juntem e ajudem essas pessoas”, disse Leonardo, que desenvolve um trabalho social no local, por meio do coletivo Na Ladeira.

As imagens mostram o quotidiano dos moradores da ocupação, pessoas que não têm para onde ir e por isso se sujeitam a morar no prédio em ruínas. Crianças brincam em meio ao lixo acumulado, a ratos e insetos, correndo risco de contraírem doenças. Além disso, as condições sanitárias são precárias, pois não há rede de esgoto e os dejetos acabam caindo ao lado do prédio, por um sistema improvisado de canos.

Não há luz na ocupação e existe somente uma fonte de água, por meio de uma mangueira cedida por um vizinho, que serve também para o banho. Entre as cenas e os diálogos que mais o comoveram, Leonardo cita a declaraçãode uma moradora, quando perguntada qual era o seu maior sonho. “Ela disse que era um banho de chuveiro”, ressaltou. “Não era nem ganhar na Megasena nem um carro”, acrescentou Leonardo.

O coletivo também está finalizando um documentário sobre a ocupação, com a participação do jornalista Augusto Lima Faria. “Estamos produzindo um curta, no futuro será um longa, que a gente está chamando de Primeiro Ato. Estamos fazendo uma campanha de arrecadação de fundos para a finalização do trabalho”, explicou Augusto. Segundo ele, os moradores da ocupação estão na iminência de serem removidos pela prefeitura, mas estão lutando para permanecerem juntos e de preferência em um local próximo à comunidade da Mangueira.

A exposição foi inaugurada hoje (7), na Galeria 80, na Rua Rodolfo Dantas, 80, em Copacabana, permanecendo até 20 de maio. No local, podem ser feitas doações de alimentos para os moradores da ocupação. Outras informações podem ser obtidas no perfil do Na Ladeira no Facebook.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

PM e ex-PM são presos sob suspeita de participação na chacina da torcida Pavilhão Nove

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Um policial militar e um ex-PM foram presos na manhã desta quinta-feira (7) em Carapicuíba e Osasco, na Grande São Paulo, sob suspeita de participação na chacina de participação na chacina sede da torcida Pavilhão Nove, do Corinthians, na Zona Norte da capital paulista. Oito pessoas foram assassinadas no último dia 18.

Segundo o DHPP, a chacina ocorreu por dívidas de drogas. Um dos oito assassinados devia dinheiro para o ex-PM Rodinei Silva, acusado de ser o mandante da chacina, que já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas.

O segundo suspeito preso é o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva Júnior, que trabalha no batalhão de Carapicuíba. Ele chegou ao Departamento de Homicídios em um carro comum, escoltado pela Polícia Civil. A polícia procura o terceiro homem que participou da chacina e suspeita que ele também seja policial militar.

“O policial militar que realiza qualquer crime – esse é um crime mais grave porque  é uma chacina – ele é bandido, ele não é policial militar. E assim será tratado”, disse o secretário da segurança pública, Alexandre de Moraes. Segundo ele, nos últimos cinco anos, 858 PMs foram expulsos da corporação.

O PM e o ex-PM tiveram a prisão temporária decretada (15 dias, renováveis por mais 15). Há mais mandados de prisão contra outros suspeitos, inclusive policiais.

De acordo com o relato de dois dos cinco sobreviventes da chacina, os criminosos teriam se identificado como “polícia” no momento em que chegaram à quadra, por volta das 23h. Os criminosos estavam com o rosto descoberto. Em seguida, mandaram oito torcedores se ajoelhar e atiraram nas cabeças deles.

A Polícia chegou a informar que a ordem para executar os oito torcedores do Corinthians partiu de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

De janeiro a março de 2015, 33 policiais foram expulsos da Polícia Militar por vários motivos, não apenas por crimes, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta, durante visitas a obras da LInha 5-Lilás, que o PM vai ser punido exemplarmente.

“A SSP vai falar, mas eu quero destacar a importância do trabalho de investigação e da corregedoria. Um já foi expulso da PM, o outro vai ser punido exemplarmente”, afirmou.

O Ministério Público (MP) de São Paulo acompanha a investigação policial sobre a chacina. No último dia 22, o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, determinou que os promotores do 5º Tribunal do Júri acompanhem os trabalhos da Polícia Civil para esclarecer o crime ocorrido no sábado (18).

A Promotoria poderá ter acesso ao inquérito do DHPP. Mas somente após sua conclusão do crime por parte da polícia é que um dos promotores será designado para apurar o caso na esfera judicial.

Mortos
Foram assassinados: Ricardo Junior Leonel do Prado, de 34 anos, André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos, Mateus Fonseca de Oliveira, de 19 anos, Fabio Neves Domingos, de 34 anos, Jhonatan Fernando Garzillo, de 21 anos, Marco Antônio Corassa Junior, de 19 anos, Mydras Schmidt, de 38 anos, e Jonathan Rodrigues do Nascimento, de 21 anos.

Os corintianos mortos preparavam bandeiras que seriam levadas para o jogo contra o Palmeiras, no domingo (19), na Arena Corinthians, em Itaquera, Zona Leste. Câmeras de segurança de um posto de combustível, que fica ao lado da quadra da torcida, gravaram outras pessoas fugindo, escapando dos assassinos.

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Para a polícia, o alvo dos bandidos era um só: Fabio Domingos, ex-presidente da torcida. Ele foi o único dos mortos a receber dois tiros. Os demais foram atingidos por um disparo.
Fábio era um dos 12 corintianos presos em Oruro, na Bolívia, em 2013. Estava entre os suspeitos de disparar um sinalizador que atingiu e matou o adolescente boliviano Kevin Espada, torcedor do San José, num jogo contra o Corinthians pela Libertadores.

Ainda de acordo com a investigação, depois de ser solto, Fábio se envolveu numa briga entre corintianos e vascaínos em Brasília.

Segundo os policiais, Fábio e mais três outras vítimas também já haviam sido condenados por tráfico de drogas, o que reforça a tese de que a chacina tenha relação com disputa ou dívidas de entorpecentes.

Sobrevivente
A mãe de um dos oito mortos contou  que um dos sobreviventes da chacina disse a ela ter se enrolado em uma bandeira do time e deixado vivo pelos criminosos. “Disseram para ele que ele tinha sorte que as balas tinham acabado e que ele ficou vivo para contar tudo”, disse a mulher, que pediu para não ser identificada por medo de represálias.

Segundo ela, outros quatro rapazes que estavam no local conseguiram arrombar uma porta e fugir.  A mulher esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer o reconhecimento do corpo do filho, e disse que as vítimas foram espancadas antes de morrer. “Deixaram o rosto e o braço dele todo machucado”, afirmou.

A torcida organizada Pavilhão Nove foi criada em homenagem aos presos mortos em um dos pavilhões da penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em outubro de 1992. Ela foi criada por um grupo de amigos que fazia trabalho social no presídio e promovia jogos de futebol contra o time “Corinthians do Pavilhão 9”.

 

Presidenta Dilma se solidariza com violência sofrida por deputada na Câmara

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A presidenta Dilma Rousseff elogiou a atitude da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que foi ameaçada e disse ter sido vítima de violência durante votação no plenário da Câmara nessa quarta-feira (6). Por meio do Twitter, a presidenta prestou solidariedade à deputada e disse que, ao expor suas ideias na noite de ontem, Jandira foi ameaçada.

No momento em que os parlamentares pediam intervenções para que discutissem a Medida Provisória 665, que aumenta o rigor para a concessão de benefícios como o seguro-desemprego, a deputada disse ter sido agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP). Logo depois, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) disse, em referência a Jandira: “Quem bate como homem deve apanhar como homem”.

“A política fica menor – com p minúsculo – quando é praticada com base no sexismo e no machismo”, opinou Dilma. Mencionando o perfil da deputada no Twitter, ela disse: “você só engrandece a luta das mulheres na política brasileira. Avante, com força e fé”. E utilizou uma hashtag, sinal utilizado para classificar expressões na rede social, para dizer: “#JandiraMeRepresenta”.

Após o ocorrido, a deputada se manifestou, pelo facebook, dizendo que irá acionar judicialmente Alberto Fraga pela “apologia inaceitável” à violência. “Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão”, escreveu a deputada.

Também posteriormente às discussões, Alberto Fraga disse que utilizou a expressão “apanhar no sentido político, no debate das ideias”. “Reafirmo uma postura que tem permeado minha vida pública e privada: não defendo e jamais defendi a violência contra a mulher ou contra qualquer pessoa”, explicou.

Roberto Freire, igualmente por meio do Facebook, disse que o contato físico ocorreu durante “ríspido embate verbal” e em meio ao seu pronunciamento. “A deputada Jandira Feghali tentou me impedir de continuar falando, colocando sua mão à frente do meu rosto. Segurei seu braço, para que meu direito de me expressar não fosse cerceado. Se o fiz com força acima do aceitável, pedi de imediato desculpas a ela, inclusive da Tribuna da Câmara”, disse.

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Veja as mudanças propostas pela PEC das Empregadas Domésticas

Índice

O Senado concluiu, no dia 6 de maio, a votação da regulamentação da Emenda à Constituição conhecida como PEC das Domésticas, que prevê benefícios trabalhistas para a categoria. Com a aprovação, o texto segue agora para sanção presidencial.

Tem direito aos benefícios previstos pela PEC qualquer trabalhador maior de 18 anos contratado para trabalhar para uma pessoa física ou família em um ambiente residencial e familiar.

O trabalhador terá o direito de receber ao menos um salário mínimo ao mês (inclusive quem recebe remuneração variável) e horas extras trabalhadas.

A lei também estabelece o pagamento de adicional noturno (aquele realizado entre as 22h e as 5h). A hora do trabalho noturno deve ser computada como de 52,5 minutos – ou seja, cada hora noturna sofre a redução de 7 minutos e 30 segundos ou ainda 12,5% sobre o valor da hora diurna. A remuneração do trabalho noturno deverá ter acréscimo de 20% sobre o valor da hora diurna.

O empregador também deverá recolher FGTS de 8% do salário do empregado e depositar, mensalmente, 3,2% do valor recolhido do benefício em uma espécie de poupança que deverá ser usada para o pagamento da multa dos 40% de FGTS que hoje o trabalhador tem direito quando é demitido sem justa causa. Se o trabalhador for demitido por justa causa, ele não tem direito a receber os recursos da multa e a poupança fica para o empregador.

Além desses, também foram definidos direitos a seguro-desemprego; salário-família; auxílio-creche e pré-escola; e seguro contra acidentes de trabalho.

A lei já garantia direito a pelo menos um salário mínimo ao mês; integração à Previdência Social (por meio do recolhimento do INSS); um dia de repouso remunerado (folga) por semana, preferencialmente aos domingos; férias anuais remuneradas; 13º salário; aposentadoria; irredutibilidade dos salários (eles não podem ter o salário reduzido, a não ser que isso seja acordado em convenções ou acordos coletivos); licença-gestante; licença-paternidade; e aviso prévio.

Militar morre e outro fica ferido dentro do 1º Batalhão de Engenharia de Combate

Um militar morreu e outro ficou ferido nesta quinta-feira (7) após um disparo acidental dentro do 1º Batalhão de Engenharia de Combate (Escola), em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. O Comando Militar do Leste (CML) lamentou o episódio que aconteceu às 11h40 desta quinta.
Ainda de acordo com o CML, ambos foram atendidos no local e encaminhados para o Hospital Pedro Segundo, também na Zona Oeste. Um dos militares não resistiu aos ferimentos e o segundo está estável e passa bem.

O Comando da Unidade Militar está prestando todo apoio à família das vítimas, e até que elas estejam informadas sobre o ocorrido os nomes não serão divulgados. A unidade militar informou ainda que já abriu Processo Investigativo, que irá apurar as circunstâncias do fato.

 

 

Incêndio no Saara atinge cinco lojas

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Incêndio iniciado na madrugada de hoje (7) atingiu cinco lojas da região do Saara, na Rua da Alfândega, no centro do Rio, causando transtornos nas ruas vizinhas e congestionamento no trânsito.

Bombeiros foram deslocados para a região para tentar conter as chamas. Informações dos próprios bombeiros indicam que o fogo começou em uma loja de roupas infantis. Outras três lojas foram atingidas: uma desabou, mas não há relato de feridos até o momento. Uma espessa nuvem de fumaça negra pode ser vista a distância.

A região do Saara, onde funciona o maior comércio popular da cidade, abriga dezenas de lojas, todas instaladas em sobrados antigos.

No início da tarde a energia foi restabelecida na região do Saara, após o incêndio.Duzentas lojas e sobrados das Ruas da Alfândega, Tomé de Souza, Senhor dos Passos e Regente Feijó, no Centro do Rio, ficaram fechadas por falta de energia elétrica, entretanto, um trecho da Rua da Alfândega seguia interditada por volta de 12h15. Técnicos da Defesa Civil preparavam a demolição de um dos imóveis atingidos.

De acordo com a assessoria da Saara, o comércio popular da região tem cerca de 1,2 mil lojas, incluindo sobrados, em 11 ruas do Centro. Ainda segundo a Saara, as outras lojas estão funcionando normalmente para atender o consumidor na segunda data mais importante do ano para o comércio, o Dia das Mães. A previsão é de que as lojas afetadas pela falta de energia elétrica voltem a funcionar nesta sexta (8).

O incêndio foi controlado por volta das 8h30 e os bombeiros já iniciaram o trabalho de rescaldo na região. As chamas começaram por volta das 5h em uma loja de roupas infantis na Rua da Alfândega e uma hora depois já atingiam outros dois imóveis. Às 7h, o fogo chegou em uma loja de festas na Rua Senhor dos Passos.

Além de apoio do quartel central, foram deslocados para a região bombeiros das áreas do Caju, de Vila Isabel e São Cristóvão.