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Wilson Witzel anuncia dois secretários

O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), anunciou secretários durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (9).

O primeiro anunciado foi Otávio Leite, para a pasta de turismo. Depois, Witzel anunciou Gutemberg Fonseca para secretário de Governo. Funcionário do Tribunal de Justiça, Cássio Coelho será o diretor do Procon.

Perguntado sobre o novo secretário de Fazenda e Planejamento, Witzel disse que ainda não há um nome e que está avaliando currículos para a cadeira.

Witzel falou que vai anunciar o procurador-geral do estado na próxima semana e analisar com ele medidas sobre possíveis ressarcimentos ao estado de prejuízos de esquemas revelados em operações como a Furna da Onça.

Vistoria do Detran na rua e governança

O governador eleito afirmou que pretende mudar as vistorias de veículos no Detran. Ele disse que estuda que elas sejam feitas na rua, com veículos sendo escolhidos de forma aleatória e até junto com as Operações Lei Seca.

Perguntado sobre os 134 voos de helicóptero feitos por Pezão entre a capital e Piraí em 4 anos, Witzel afirmou que pretende criar uma Secretaria de Governança e Compliance, para submeter todos os bens do estado.

“Sobre essa situação do governador, é um assunto que cabe à Controladoria do Estado. Na nossa gestão, pretendemos criar uma Secretaria de Governança e Compliance. Esse órgão vai determinar regras de segurança e uso de todos os bens e serviços do Estado”.

Durante a coletiva, o governador eleito voltou a defender a utilização de snipers – atiradores de elite – para abater bandidos armados com fuzis.

“O programa de segurança não se resume à utilização de atiradores de elite para enfrentar quem estiver de fuzil – essa é apenas uma parte. E a base legal para isso existe desde 1940, que é o artigo 25 do Código Penal. Sabemos que há páginas e páginas sobre o que pode ser considerado como legítima defesa, mas o que não pode haver é dúvida entre proteger o policial ou permitir que o bandido mate policiais e pessoas inocentes”.

Witzel também comentou a prisão do deputado Chiquinho da Mangueira, preso nesta quinta-feira (8) em mais um desdobramento da Operação Lava-Jato. Ele pediu dinheiro de propina da organização criminosa comandada por Sérgio Cabral (MDB) para realizar o desfile da verde e rosa, da qual é presidente. As informações constam no pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

O deputado e o governador são do mesmo partido: PSC.

“O Partido Social Cristão já emitiu nota na qual afirma que tomará as medidas pertinentes sobre o deputado Chiquinho da Mangueira, que foi preso. Estou no aguardo de uma nota oficial da executiva municipal do partido, a quem cabe tomar as primeiras providências, para que eu possa me manifestar. Não sou integrante da executival municipal, mas como filiado, aguardo que o partido tome uma providência, o que deve ser anunciado em breve”.