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Polícia do Rio descobre fabrica de chope falsificado da milícia

A polícia descobriu fabrica de chope falsificado outra fonte de renda da milícia. Os barris adulterados eram distribuídos principalmente na Zona Oeste do Rio, de acordo as investigações, que duraram três meses.

Agentes disfarçados filmaram a ação dos criminosos. Em uma imagem ,um homem aparece revendendo chope falsificado. Ele vai a bares da Zona Oeste, principalmente Barra da Tijuca, e, sem saber, ele conversa com um policial e revela parte do esquema lucrativo.

“Cara, vou te falar… Dá pra arrumar aí, por semana,dois mil e quinhentos… Se souber trabalhar! Já conheci gente que vendeu quitinete pra comprar tudo de chopeira pra botar em barzinho, pra alugar. Dá muito dinheiro”, diz o revendedor.

Um laudo obtido pela polícia atesta que o material coletado nos barris avaliados não é o chope anunciado para a venda. Em outro laudo, o material até era chope, mas estava vencido.

Os policiais também flagraram a quadrilha entregando a bebida em bares e depósitos e, nesta sexta-feira (9), chegaram a uma fábrica clandestina na entrada da comunidade da Asa Branca, em Curicica, Jacarepaguá.

A Delegacia de Combate a Pirataria surpreendeu a quadrilha que estava no local. Aos policiais, dois homens contaram que enchiam o barril de chope com cerveja. Eles foram presos e levados para a delegacia.

Os agentes também visitaram alguns dos restaurantes suspeitos de comprar o chope falsificado. Eles recolheram barris e uma nota fiscal para amostras. A polícia quer saber se bares participavam do esquema ou eram obrigados a vender a bebida dos milicianos.

Um revendedor contou que não quis fazer parte do esquema, foi ameaçado de morte e teve que mudar de estado.

“Me falaram que eu não sabia aonde eu estava me metendo e que eu iria acabar morrendo. Duas noites depois, eu levantei e vi meu carro pegando fogo na garagem”, revelou.