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Presa quadrilha que roubava cargas nas rodovias de São Paulo

38270381_1768830519899314_9140070471838990336_nA quadrilha que roubava cargas nas principais rodovias de São Paulo faturava até R$ 10 milhões por mês com a venda dos produtos levados dos caminhões. Nesta terça-feira (31), a Polícia Civil fez uma operação para tentar cumprir 25 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão contra os criminosos especializados no esquema. No total, 13 pessoas foram presas, entre elas um empresário do interior do estado.

Segundo a investigação, a quadrilha era uma das maiores em roubo de cargas e agia em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Empresários acabavam comprando o material roubado usando notas frias.

Até esta manhã, dez pessoas (nove homens e uma mulher) tinham sido presas, entre elas o número dois do bando. Todas foram levadas à delegacia em Santo André, ABC Paulista. Outros oito suspeitos que já estavam detidos tiveram mandados de prisão cumpridos contra eles.

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A quadrilha atuava desde 2016. Segundo as investigações, o valor arrecadado variava entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões por mês.

Aproximadamente 50 empresas teriam comprado as cargas roubadas. O principal comprador é um empresário de Cabreúva, na região de Sorocaba, que já está preso. Gravações feitas com autorização da Justiça revela a conversa entre um dos procurados, que negocia uma nota fiscal para entregar ao comprador uma carga roubada.

O grupo mantinha galpões preparados com empilhadeiras para transferir a carga roubada e bloqueadores para impedir o funcionamento de rastreadores dos caminhões. Câmeras alertavam sobre a chegada da polícia.

Intitulada Ouro Branco, a operação envolveu cerca de 120 policiais em cidades do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado (Sorocaba e Cabreúva). As polícias civis de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul auxiliavam buscando os receptadores naqueles estados. Os nomes das cidades mineiras e gaúchas onde a ação ocorre não foram informados.

O nome da operação se deve ao material que a quadrilha buscava: polietileno, que é um material branco, derivado do petróleo, usado na fabricação de artigos de plástico e combustíveis. A quadrilha também roubava bobinas de aço e de cobre (cargas caras, avaliadas entre R$ 500 mil e R$ 800mil).

Nos últimos seis meses, a quadrilha atacou caminhões nas seguintes rodovias paulistas: Castello Branco, que liga a capital ao interior; no Sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso ao Porto de Santos; e no Rodoanel, que interliga nove estradas.

Cerca de 30 pessoas integravam a quadrilha. Os ladrões contavam com logística financeira e auxílio para esconder e transportar as cargas roubadas.

As cargas roubadas desapareciam rapidamente. Durante a investigação, a polícia chegou a dois galpões em Mauá, no ABC, que os bandidos usavam para esconder as mercadorias.

Encontrou até empilhadeiras, usadas para transferir os produtos roubados para veículos da quadrilha. Enquanto isso era feito, nenhum celular funcionava nas redondezas. Aparelhos clandestinos, chamados de “capetinha”, bloqueiam o sinal dos telefones e também de rastreadores.

Pelas câmeras instaladas nos armazéns, os ladrões viram que a polícia estava chegando e conseguiram fugir por uma saída nos fundos. No galpão também foram encontrados fios e cabos de

Interceptações gravadas pela polícia mostram que dois outros criminosos orientavam os ladrões de dentro do Centro de Detenções Provisórias (CDP) de Mauá. Numa das conversas, um preso diz: “Toma cuidado aí, pô…vai devagar, entendeu? E…só tenho a agradecer pelo que vocês fizeram aí, tudo tá sendo visto! “

Para roubar a carga, a quadrilha mantinha os motoristas como reféns em cativeiros.

Em outra conversa gravada, um criminoso preso pede para o comparsa libertar um motorista. “Dispensa a vítima aí que nós tomou cana aqui. Entendeu? Tomou cana, tio. Dispensa a vítima aí. Onde cê tá, onde cê tá? Deixa só vítima. Entendeu?”

Outros motoristas são suspeitos de participar do esquema criminoso, entregando as cargas aos bandidos.

“O que diferenciou essa quadrilha das demais que nós já investigamos é que a estruturação. Ela tinha realmente uma estrutura de empresa”, disse o delegado André Santos Legnaioli.

cobre e carga de leite em pó importado.