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Polícia prende assassinos de diretora de colégio em São Gonçalo

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) prendeu, na manhã desta quarta-feira, Francisco Angelo Sabóia e Erica Veiga Sabóia, apontados como mandantes da execução de Rosemary de Souza, de 52 anos, morta na porta de um colégio infantil do qual era diretora e dona em São Gonçalo, em janeiro de 2017. Ari dos Santos Júnior, apontado como o suspeito do assassinato, também foi preso.

Os três foram presos na operação “Prova Concreta’. De acordo com a polícia, Francisco, que era ex-marido de Rosemary, mandou matar a vítima por causa de uma disputa  judicial pelo colégio. Ari foi preso em flagrante e com ele foram encontradas duas armas.

 Rosemary foi morta em janeiro do ano passado no bairro Marambaia, em São Gonçalo.
A Polícia Civil contou que a dupla foi encontrada em Itaboraí, num imóvel usado pelo ex-companheiro de Rosemary. As investigações apontam que o crime foi motivado por uma briga judicial travada pela vítima e o ex-marido para administrar o colégio.

As investigações demonstraram que a arma usada no assassinato pertencia ao ex-marido. Estojos de munição foram encontrados em uma viga de concreto no colégio da vítima, local onde Francisco treinava com a arma. Ambos tiveram mandado de prisão temporária por homicídio, expedido pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.”Érica é suspeita porque há registros de ameaças contra a vítima, e ela teria se beneficiado da morte. Testemunhas dizem que ela era amante de Francisco quando ele ainda era casado com a vítima”, disse o delegado Allan Duarte. Na residência do casal foi encontrado um cofre com R$ 11 mil.

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Erica recentemente publicou fotos no Facebook de uma viagem do casal pela Europa e Bahia, em março deste ano. De acordo com registro dela na rede social, eles voltaram ao país no domingo, dia 8 de abril.

Foi cumprido ainda um mandado de busca e apreensão na casa um suspeito de envolvimento do crime. Ele foi preso em flagrante após a polícia encontrar um revólver e uma pistola em sua casa, mas ele nega coautoria no crime. Aos agentes ele afirmou ser técnico em refrigeração. Ele não tem passagens pela polícia.

Na época do crime, uma das hipóteses de motivação pelo crime investigadas era que é que Rosemary tivesse sido assassinada a mando de traficantes por impedir a atuação dos bandidos perto do colégio, no bairro Marambaia. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto sabiam o nome da vítima e deixaram outras duas mulheres que estavam com ela irem embora, antes de matá-la.

Uma das funcionárias que viu a cena e não quis se identificar, contou o que aconteceu: “Os homens armados mandaram as funcionárias entrarem na escola. Depois perguntaram onde estava a dona da escola, que eles tinham um envelope para entregar para ela. A Rosemary respondeu que a dona não estava ali. Bandidos disseram: ‘Tá sim porque é você’. E atiraram nela”, contou.

Mas a linha de investigação que apurava um processo de litígio na família também não tinha sido descartada pela especializada. “Estamos apurando todas as hipóteses. Mas vamos ouvir algumas pessoas para entender também essa disputa judicial. Temos que identificar os criminosos que estavam na moto”, ressaltou o delegado Fábio Barucke, titular da DHNSGI, momentos após o crime.