Noticias

Presos coronel comandante e PMs acusados de integrar milicia em Bangu

593ckl9ronvnhsadnnwi99pac

A operação realizada na manhã desta segunda-feira, que culminou com a prisão de diversos policiais militares, entre eles o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, terceiro na hierarquia da corporação e atual comandante do Comando de Operações Especiais (COE), foi deflagrada após investigação que começou em 2012. Foram cumpridos 25 mandados de prisão, sendo 24 PMs do 14ºBPM (Bangu), e parte desses policiais era egressa do 41ºBPM (Irajá).

Além do coronel Alexandre Fontenelle, foram presos os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Fábio Galvão, subsecretario de inteligencia da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), explicou como atuava a quadrilha.

“A tática era endurecer a fiscalização, justamente para que os trabalhadores fossem obrigados a pagar propina. Todos responderão por formação armada de quadrilha e na Justiça Militar pelo crime de concussão e propina”, garante.

Na casa do major Edson, foram apreendidos R$ 287 mil, além de documentos. O subsecretario aponta o oficial como o responsável pela parte financeira da quadrilha. “Na casa do major Edson foram apreendidos R$ 287 mil. Ele era o articulador do dinheiro da quadrilha”.

Já o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cláudio Caio Souza, comparou a atuação dos PMs com a dos milicianos, que atuam em diversas comunidades da Zona Oeste. “A milícia é um grupo paramilitar. Eles não. Eles agiam fardados e na área de atuação do batalhão”, diz o promotor, afirmando, no entanto, não haver nenhuma comprovação de homicídio por parte da quadrilha.

Na investigação, foi comprovado que havia trocas de propinas entre o 14ºBPM e o 41ºBPM. E segundo o promotor, a movimentação dos policiais em fazerem parte do esquema de corrupção no batalhão de Bangu era enorme. “Ao contrário de outros batalhões que existem muitas pessoas honestas querendo não fazer parte do esquema, no 14º foi constado uma competitividade muito grande para fazer parte do esquema”, afirma.

O Ministério Público vai pedir reparação de danos morais à quadrilha por dano à imagem da Polícia Militar.