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Polícia volta ao bairro San Martin para desvendar quem matou o Mc Daleste

 

A Polícia Civil vai elaborar um desenho do local onde a vítima foi baleada durante o show no bairro San Martin, em Campinas (SP), para desvendar quem matou o funkeiro MC Daleste. O delegado que preside o inquérito, Rui Pegolo, afirmou que o objetivo da volta ao local do crime é saber qual a trajetória dos disparos feitos no último dia 6.

Existe a suspeita de que o assassino não estava entre os fãs, mas em um local a 20 ou 30 metros. “É um desenho. Voltaremos lá com a perícia para cruzar as informações sobre a localização dos objetos atingidos pelos disparos e o espaço do show. Com isso, devemos chegar a uma conclusão de onde os tiros partiram”, explicou o delegado.

A polícia já recebeu pelo menos 100 denúncias feitas por meio de vídeos ou mensagens. Embora o número seja expressivo, Pegolo disse que elas ainda não apontaram para um suspeito. Com as análises feitas até o momento, ele acredita que o atirador não estava entre os fãs, tenha estudado o local do show e feito o disparo em diagonal, a 20 ou 30 metros do palco. “Houve um crime complexo. Precisamos desvendar”, disse o policial.
Peritos do Instituto de Crimanilística (IC) seguem analisando as imagens gravadas por fãs que estavam na apresentação. Fotos ou vídeos podem ser encaminhados para o email da polícia, enquanto informações podem ser fornecidas pelo pelo Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo é assegurado.

Até o momento 15 testemunhas entre parentes da vítima, representantes da associação do bairro e um organizador da festa foram ouvidos no Setor de Homicídios. A série foi interrompida na sexta-feira (12/07), por causa de diligências feitas pelos investigadores no bairro onde o funkeiro foi baleado. A previsão é de que os trabalhos sejam retomados na tarde desta segunda-feira (15/07), com os depoimentos de pelo menos duas pessoas: o responsável pela montagem de tendas para a festa e uma funcionária dele.