
Chega a 11 o número de casos de microcefalia registrados no estado do Rio de Janeiro em 2015, de acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde. No ano passado foram 10 casos e, em 2013, foram identificadas 19 crianças com a doença.
A possível relação da doença com o vírus Zika é estudada pela secretaria, porque o Ministério da Saúde informou que existe coincidência entre a circulação do vírus e a ocorrência de casos de microcefalia em alguns estados do Nordeste. Dois casos são avaliados em São Paulo.
O governo declarou estado de emergência em Pernambuco, onde foram anotados quase 500 casos de microcefalia, sendo a maioria em Recife. O aumento de casos da doença foi classificado pela Organização Mundial da Saúde como situação inusitada em termos de saúde.
A microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e do mesmo sexo. Neste caso, os bebês com a malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que 33 centímetros.
Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo. Microcefalia normalmente é diagnosticada no começo da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Crianças com microcefalia tem problemas de desenvolvimento. Não há tratamentos para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.
Microcefalia é o resultado de um crescimento anormal do cérebro que pode ocorrer no útero ou na infância. Microcefalia pode ser genética. Algumas outras causas são:
- Malformações do sistema nervoso central
- Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê
- Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez
- Desnutrição grave na gestação
- Fenilcetonúria materna
- Rubéola congênita na gravidez
- Toxoplasmose congênita na gravidez
- Infecção congênita por citomegalovírus.
(Fonte Agência Brasil)