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Professores estaduais e municipais do Rio decidem manter greve

Os professores das redes estadual e municipal de ensino do Rio de Janeiro decidiram em assembleia unificada na tarde de hoje (5) continuar com a greve da categoria, iniciada em 12 de maio.

A assembleia marcada inicialmente para o auditório do prédio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), foi transferida para o pátio do Palácio Gustavo Capanema, que abriga os escritórios dos ministérios da Educação e da Cultura, um lugar aberto, com mais espaço, para que todos os docentes pudessem participar da votação.

Gritando a palavra de ordem “não tem arrego”, os professores decidiram manter a  paralisação até o dia 13, mas antes, na próxima segunda-feira (9), vão realizar um ato unificado marcado para as 10h, na Candelária.

De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Marta Moraes, a presidenta do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, se comprometeu a marcar com os professores do estado uma audiência conciliatória até o próximo dia 10.

O Diário Oficial desta quinta-feira traz a publicação da autorização para transformação de 5.650 cargos de professor docente 1  (16 horas) em 3 mil cargos de professor docente 1 (30 horas) do quadro permanente da Secretaria de Estado de Educação, devendo ser ocupados preferencialmente por candidatos já aprovados em concursos públicos que estejam dentro do prazo de validade previsto nos respectivos editais.

Para Marta Moraes, a medida deveria ser amplamente discutida com a categoria. “Achamos muito ruim [esse tipo de medida]. Isso não deveria acontecer no meio da greve e deveria ser discutido com a categoria”, disse.

Os professores das duas redes reivindicam 20% de reajuste salarial, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, além de um terço da carga horária para o planejamento de aula.

A Secretaria Estadual de Educação informou, em nota, que aguarda a nova audiência no Tribunal de Justiça, marcada para a próxima semana, e que, na última audiência com o sindicato, apresentou uma proposta de projeto de lei com um reajuste ainda a ser definido para ser votado na Assembleia Legislativa neste mês. Segundo a secretaria, os professores que estão em greve terão os dias descontados.

 

(Agência Brasil)

Professores estaduais e municipais do Rio decidem manter greve

Professores das redes estadual e municipal de ensino do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia na tarde de hoje (22), continuar a greve iniciada há dez dias. Após a deliberação – no Clube Hebraica Rio, em Laranjeiras – a categoria seguiu em passeata para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, com a finalidade de cobrar negociações com o governador Luiz Fernando Pezão e com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia.

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), 3 mil docentes participaram da assembleia e do ato. Já a Polícia Militar informou que 800 pessoas estavam na manifestação, que fechou parte da Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras. De acordo com a coordenadora do Sepe, Marta Moraes, durante o protesto, o subchefe de gabinete da Secretaria de Estado da Casa Civil, Cláudio Marques, recebeu uma comissão do sindicato e garantiu intervir para que uma audiência com o governador seja marcada.

“Até o momento, nada de oficial veio do governo para conceder uma audiência. Ele [governador] atendeu a categoria dos policiais civis com apenas um dia de paralisação, mas não atende uma categoria que trabalha com a formação dos filhos dos trabalhadores. Ele está negando aos nossos alunos o direito de uma resolução rápida desta greve. Isso é muito grave”, disse.

As duas redes de ensino reivindicam reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e um terço da carga horária para o planejamento de aula. Na rede municipal, os representantes da categoria têm uma audiência com a secretária municipal de Educação, Helena Bomeny, na próxima quarta-feira (28). O sindicato informa que no encontro com a representante do órgão, que ocorreu no último dia 9, ficou acordado que a secretaria intermediaria uma audiência com o prefeito Eduardo Paes.

“É importante negociar com a secretária. Esperamos que nessa audiência [dia 28], ela nos dê respostas e apresente uma data de agendamento com o prefeito. Estamos dispostos a conversar com ela, faz parte do processo de negociação”, declarou Marta Moares.

Amanhã (23), os profissionais da educação têm um ato marcado para as 10h, em frente à Câmara Municipal, na Cinelândia, centro da capital fluminense. Na próxima segunda-feira (26), haverá mobilização, às 10h, no Aeroporto Internacional do Galeão/ Tom Jobim, quando parte da seleção brasileira de futebol desembarcar. De lá, os professores pretendem seguir até Teresópolis, região serrana, onde os jogadores ficarão concentrados na Granja Comary, na fase de treinamentos para a Copa do Mundo.

A Secretaria Estadual de Educação informou, em nota, que apenas 246 de 75 mil professores faltaram hoje. Segundo a secretaria, o Sepe se recusou a negociar, “ausentando-se, inclusive, da audiência marcada pelo ministro Luiz Fux [do Supremo Tribunal Federal] e de outras reuniões do grupo de trabalho”.

A Secretaria Municipal de Educação também respondeu, em nota, que apenas 67 professores faltaram hoje, e ressaltou que todos os docentes que não apresentarem justificativa para a ausência terão os dias de falta descontados do salário.

Agência Brasil