A notícia da exclusão de metade das Unidades de Polícia Pacificadora do estado, anunciada na quinta-feira (26) , tem levantado alguns questionamentos sobre a segurança nas comunidades e também nas ruas no Rio de Janeiro.
A Secretaria de Estado de Segurança afirmou, em nota, que os programas sociais serão mantidos e que “o realinhamento visa fortalecer a segurança das comunidades, além da melhoria das condições de trabalho dos policiais”.
O efetivo que atuava nas UPPs excluídas será destinado para o aumento do policiamento ostensivo para coibir a criminalidade em áreas mais críticas do estado. A determinação foi do secretário de Estado de Segurança, General Richard Nunes.
O realinhamento das 38 Unidades de Polícia Pacificadora está sendo conduzido junto ao Gabinete de Intervenção Federal com base no diagnóstico iniciado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em 2017. De acordo com informações , reuniões semanais eram realizadas para discutir quais UPPs seriam extintas desde abril do ano passado.
O início da reestruturação foi com a transformação das UPP Batan e UPP Vila Kennedy em companhias destacadas do 14ºBPM (Bangu), batalhão responsável pela área onde estão localizadas estas comunidades. A UPP Mangueirinha, em Duque de Caxias, será a próxima a ser incluída na dinâmica operacional do 15ºBPM (Duque de Caxias).
As UPPs podem virar batalhões ou companhias destacadas da PM, conforme informou o gabinete da intervenção.
Lideranças comunitárias de regiões com UPPs comentaram as mudanças no projeto de pacificação.
Na manhã desta quinta-feira, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, criticou o andamento do programa de Polícia Pacificadora, ao comentar o corte pela metade no número de unidades. O ministro avaliou que expansão ‘além das possibilidades’ degradou UPPs.
Há um ano, diversos problemas enfrentados pelas UPPs foram discitidos em reuniões semanais com a cúpula da PM. A Seseg reforçou que o realinhamento das 38 Unidades de Polícia Pacificadora está sendo conduzido junto ao Gabinete de Intervenção Federal com base no diagnóstico iniciado pela Polícia Militar em 2017.
Entre os problemas avaliados nas reuniões estavam perda de armamento, falta de efetivo em UPPs críticas, condições ruins de trabalho e até mesmo agentes que ficavam ociosos em UPPs sem demanda. Denúncias de PMs envolvidos com traficantes também eram citadas nos encontros.