
Veículos oficiais de imprensa de Cuba publicaram nesta segunda-feira (28) o artigo “Irmão Obama”, escrito pelo ex-presidente da ilha, Fidel Castro, critica o discurso proferido pelo mandatário norte-americano no Grande Teatro de Havana, na última terça-feira.Neste artigo, escrito em 27 de março, mas só publicado esta segunda-feira, Fidel Castro, escreve “os nossos esforços serão legais e pacíficos, porque o nosso compromisso é com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem no planeta”.
Na visita a Havana, há uma semana, o presidente dos Estados Unidos afirmou que é hora de esquecer o passado e olhar para o futuro.
Fidel Castro diz que estas não passam de “palavras melosas” e que os cubanos “correram risco de enfarte” ao ouvir Obama falar de cubanos e norte-americanos como “amigos, família e vizinhos”, citando uma lista de divergências entre os dois países.
Acrescenta ainda: “que ninguém se iluda, o povo deste país nobre e desinteressado não renunciará à glória, aos direitos e à riqueza espiritual que conquistou com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura”.
Fidel criticou ainda as palavras de Barack Obama sobre “enterrar os últimos vestígios da Guerra Fria”. “Após um bloqueio impiedoso que durou quase 60 anos e diante dos que morreram nos ataques mercenários a embarcações e portos cubanos, além de invasões mercenárias, múltiplos atos de violência e de força?”, pergunta Fidel, em trecho reproduzido . O ex-presidente, que deixou o governo em 2006, escreveu também que Cuba não necessita de presentes do “império”Defende que o presidente dos Estados Unidos deve refletir sobre o que classifica como “uma modesta sugestão”, e evitar fazer teorias sobre a política cubana.