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Fábrica de sardinhas Rubi é interditada em São Gonçalo

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Equipes de fiscalização da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) interditaram, a fábrica de sardinhas em conserva Rubi S.A,, localizada às margens da rodovia Niterói-Manilha, no bairro do Gradim, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A ação aconteceu na quinta-feira (06).

O chefe da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, Cicca, coronel José Maurício Padrone, afirmou que a empresa recebeu no mês passado uma multa no valor de R$ 90 mil, por danos ambientais, que foi encaminhado para a Dívida Ativa e será cobrado por via judicial.

Segundo a Secretaria do Ambiente, a fábrica descumpriu 21 itens exigidos pelo Inea, entre eles, o de não acabar com a emissão de fumaça negra proveniente das caldeiras e com as deficiências no tratamento dos efluentes líquidos industriais.

A equipe de fiscalização encontrou inúmeros problemas ambientais na empresa:

•Sua estação de tratamento de efluentes industriais (ETDI) não funcionava adequadamente, com seus efluentes sendo lançados fora dos padrões na Baía de Guanabara;

•Nem todos os pontos de geração de efluentes estavam direcionados para a ETDI, sendo lançados diretamente na baía;

• A fábrica de farinha, o pior ponto de emissão de odores, possuía sistema inadequado para o controle de odores;

•Vísceras dos peixes eram lançadas diretamente na baía;

•A empresa já havia sido interditada no passado, e não se adequou;

•O Inea já havia emitido quatro autos de constatação, devido ao lançamento de efluentes fora dos padrões e os incômodos a terceiros.

Como a empresa possuía muitas sardinhas estocadas nos frigoríficos no momento da interdição, foi permitida a continuidade de sua linha de produção por mais dois dias, até o final do estoque. No entanto, a partir desta quinta (6)  , foi proibida a entrada de qualquer tipo de material para a sua linha de produção.

“A interdição da empresa é a maior punição imposta. Tivemos que chegar a essa penalidade porque ela não cumpriu nenhuma das exigências ambientais feitas pelo Inea. A interdição será um bem muito grande que faremos a nossa Baía de Guanabara”, ressaltou Padrone.

A ação contou com apoio de técnicos da Coordenadoria de Fiscalização e da Superintendência da Baía de Guanabara do Inea e de policiais do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA).