

Os Correios concluíram a auditoria no fundo de pensão dos servidores da estatal – o Postalis – e encontraram nada menos que 57 deficiências na gestão de 2014. Uma delas é o fatídico investimento em títulos da dívida pública argentina. O rombo no Postalis é de quase R$ 6 bilhões.
Uma auditoria aponta que a gestão do presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, indicado pelo PT, contraria regras de mercado, omite documentos e facilita fraudes no fundo de pensão da estatal. Segundo os auditores, a bagunça administrativa no Postalis provocou, , prejuízo de R$ 6 bilhões nas contas do fundo.
A auditoria, é mais uma tentativa de explicar o desastre no Postalis. Os governos Lula e Dilma entregaram o comando do fundo a apadrinhados do PT e do PMDB. Esse consórcio fez miséria com o dinheiro da aposentadoria dos carteiros. Há provas de crimes em investigações no Brasil e até nos Estados Unidos. Diretores do Postalis tinham até conta secreta em paraíso fiscal.

Investigações indicam que um empresário português ligado a Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula, foi beneficiado com dinheiro do Postalis, a previdência dos funcionários dos Correios. Mais de R$ 200 milhões foram usados para a compra de cédulas de crédito imobiliário. Uma dessas CCIs foi emitida pela Riviera Empreendimentos, de Emidio Mendes e Carlos Vespoli. Vavá atuou como lobista de Mendes no primeiro mandato de Lula, inclusive na busca de negócios com a Petrobras. Outra CCI podre está em nome da J2HA, de Alberto Fuzari Neto, sócio do ex-presidente do Banif Antonio Julio Rodrigues.
Vespoli e Fuzari estão envolvidos numa mega-fraude no banco português. Segundo processo judicial, o grupo de dirigentes do banco, inclusive seu presidente, aprovou uma série de empréstimos irregulares para empresas ligadas aos próprios administradores. Suspeita-se que os certificados de dívida comprados pelo Postalis tenham lastro nesses contratos fajutos.