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Beneficiários do Rio Rural não irão pagar pela análise de solo em N. Friburgo

Um dos meios de garantir o bom desenvolvimento da lavoura e o aproveitamento da área de produção é a análise e correção de solo. Em Nova Friburgo, na Região Serrana, os agricultores que procuram esse serviço contam com o Laboratório Integrado de Análises Agro-Ambientais (LIAAM), criado há pouco mais de um ano e meio, com recursos da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Em média, são 25 amostras de solo recebidas a cada semana, ao custo simbólico de R$ 20 para o produtor. O valor garante a manutenção do espaço e a compra dos reagentes químicos usados nas análises. Beneficiários do Programa Rio Rural, da Secretaria estadual de Agricultura, e estudantes do Ibelga (para fins didáticos) ganham isenção da taxa.

O laboratório, localizado nas dependências do Instituto Bélgica – Nova Friburgo (Ibelga), na microbacia São Lourenço, funciona através de parceria entre a PUC-Rio, UFRJ, Unirio, Ibelga, Embrapa Solos e Pesagro-Rio, com o apoio da Prefeitura, Emater-Rio e Defesa Agropecuária. O LIAAM atende também agricultores de Teresópolis, Sumidouro e Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana.

Além de oferecer o serviço de análise química, o LIAAM viabiliza pesquisas nas áreas ambiental e agrícola e complementa as atividades de formação dos estudantes dos ensinos Fundamental e Médio do Centro Familiar de Formação por Alternância (Ceffa) Rei Alberto I, através de estágio, desenvolvimento de projetos, cursos e palestras.
De acordo com a bióloga e pesquisadora responsável pelo laboratório, Mônica Santana Vianna, a análise de solo é importante para garantir a qualidade do solo e o bom desenvolvimento das culturas.

– De um modo, ela garante o equilíbrio de um agroecossistema, na medida em que identifica o teor dos nutrientes no solo, orientando a aplicação racional de fertilizantes. É também um documento importante para acessar políticas públicas agrícolas dos governos estadual e federal – explicou.

A técnica agrícola e estudante de gestão ambiental, Thaís Schuenk da Silva, é estagiária do laboratório. Moradora de uma localidade vizinha, ela conta que conhecer os agricultores familiares da região facilita sua rotina de trabalho.

– Estudei no Ibelga e fiz estágio na Emater. Tudo isso me proporcionou um ritmo de trabalho e um contato direto com o produtor. Quando comecei, achei que não fosse conseguir, mas hoje tiro de letra – disse.

Para o engenheiro agrônomo da Pesagro-Rio, Rafael Torrão, a análise de solo é uma ferramenta de planejamento fundamental para alcançar a eficiência de um sistema agrícola de produção.

– Através da correta interpretação de seu resultado, é possível planejar as adubações de forma a evitar excessos ou falta de fertilizantes e corretivos, garantindo economia e melhor desenvolvimento das culturas. O manejo conservacionista do solo auxilia na manutenção da fertilidade, na redução da erosão laminar e ajuda no controle de algumas doenças de solo – afirmou.

As amostras de solo (mínimo entre 400g a 500g) podem ser entregues no próprio laboratório, nos escritórios locais da Emater-Rio, ou ainda no escritório urbano do Centro Estadual de Pesquisa em Horticultura da Pesagro-Rio, em Nova Friburgo. O resultado é fornecido em até 20 dias úteis.