
Preso acusado do sequestro e assassinato da menina Thifany Nascimento de Almeida, de 11 anos,na favela de Acari, na Zona Norte do Rio, em janeiro, Sandro Luiz Alves Portilho, de 42, é suspeito de ter cometido outro homicídio contra uma adolescente, em Lambari, no Sul de Minas Gerais. No último dia 1º de fevereiro, o juiz da Vara Única de Lambari, Márcio Augusto Oliveira Bueno, decretou a prisão preventiva de Sandro pelo homicídio de Rhanah Priscila Pereira da Silva, de 17 anos, em janeiro de 2011. Na ocasião, o corpo da adolescente foi encontrado carbonizado num chalé.
A investigação da Polícia Civil mineira concluiu, com base em depoimentos de testemunhas, que um homem chamado Sandro foi a última pessoa a encontrar Rhanah com vida. De acordo com depoimentos prestados na Delegacia de Lambari, Sandro teria ido até a casa de Rhanah e oferecido maconha à adolescente na véspera do dia do crime. Na época, segundo as testemunhas, Sandro Luiz Alves Portilho morava em Lambari. Um delegado de Lambari vem ao Rio até o fim de março ouvir o depoimento de Sandro, preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
Para a Polícia Civil mineira, Sandro praticou uma série de crimes sexuais contra mulheres desde 2003. Em janeiro deste ano, ele foi condenado a 11 anos de prisão pelo estupro de outra adolescente, de 16 anos. Em 2004, o homem já havia sido condenado a uma pena de 14 anos de reclusão pelo homicídio de Maria Helena Marçola Alves, 37 anos. A investigação comprovou que Sandro era cliente da vítima, uma garota de programa. Ambos os crimes foram cometidos em Juiz de Fora, também em Minas.
Ao decretar a nova prisão contra Sandro, o juiz responsável pela decisão afirmou que o modo de agir do criminoso de Lambari é idêntico ao do crime de Acari: “(O criminoso apresentou) mesmo modus operandis do estupro e morte de uma menor no Rio de Janeiro; exercer atividade de adestrador de cachorro, ter residido em Lambari à época dos fatos, sendo mencionado por várias testemunhas e foragir-se logo após o crime”, escreveu o juiz.Segundo as investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Sandro atraiu Thifany depois de afirmar a ela que daria um filhote de cachorro. O corpo de Thifany foi encontrado dentro de uma mala na favela de Acari .
Quando foi preso, em janeiro, Sandro foi capturado por moradores de Acari e chegou a ser espancado. Na DDPA, para onde foi levado, ele confessou apenas o sequestro da menina, alegando que liberou a criança pouco depois. Na noite de terça-feira, ao saber que a polícia havia localizado o corpo de Thifany, o homem tentou fugir da delegacia: ele tentou pegar a arma de um policial e saiu correndo da unidade, após quebrar uma porta lateral. Houve perseguição, e Sandro acabou baleado nas costas, virilha e perna.