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6,23 bilhões de lucro do FGTS serão rateados com trabalhadores

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Os investimentos feitos com recursos do FGTS resultaram em um lucro de R$ 12,46 bilhões em 2017. Metade deste valor (R$ 6,23 bilhões) será dividida proporcionalmente entre todos os trabalhadores que estavam com saldo positivo na conta vinculada em 31 de dezembro de 2017. O anúncio foi feito hoje (14) por representantes da Caixa.

A previsão é de que todos os 90 milhões de trabalhadores beneficiados tenham os valores depositados em suas contas até o dia 31 de agosto.

“A outra metade do lucro será incorporada ao patrimônio líquido do fundo, que é usado em aplicações como financiamentos de obras de saneamento, habitação e infraestrutura”, informou o secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Moura Neto.

(Fonte Agência Brasil)

 

Petrobras reajusta preço da gasolina em 1,3 é do diesel em 1,6%

A Petrobras anunciou hoje (14) um reajuste de 1,6% no preço do diesel e de 1,3% no preço da gasolina nas refinarias. Os novos valores vão vigorar a partir de amanhã (15).

De acordo com a política de preços adotada pela companhia, que entrou em vigor no dia 3 de julho, reajustes podem ser aplicados a qualquer momento, até diariamente. Dentro da nova metodologia, o preço do diesel acumula alta de 6,3% desde 1º de setembro e a gasolina, valorização de 5,7% no mesmo período.

 

(Fonte Agência Brasil)

Gasolina deve subir 8% em 2015 e energia 27,6%, estima Banco Central

A gasolina e a energia elétrica devem ter fortes altas este ano, segundo estimativa do Banco Central. Em ata da reunião que elevou a taxa Selic para 12,25%, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC estimou em 8% o aumento no preço da gasolina e em 27,6% o da energia elétrica este ano.

De acordo com o BC, a hipótese de elevação de 8% no preço da gasolina, estimada pelo BC, reflete, em grande parte, o aumento da tributação anunciada pelo governo na semana passada, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Já a estimativa de alta de 27,6% no preço da energia elétrica em 2015, ainda de acordo com o Banco Central, é reflexo do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, recentemente, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado. Especialistas avaliam que a alta de energia, neste ano, pode chegar a até 40%.

Custo de produção maior
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.

Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Gás de cozinha e telefonia fixa
O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 3% neste ano, enquanto que a telefonia fixa deve ter alta de 0,6% em 2015.

Preços administrados
Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 9,3% neste ano. Se confirmada, será a maior alta desde 2004 – quando houve aumento de 9,77%.

Rio de Janeiro foi o local com maior taxa de inflação: 7,6%

A região metropolitana do Rio de Janeiro foi o local pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com maior alta de preços em 2014. Segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 7,6% no ano, no Grande Rio.

Goiânia ficou em segundo lugar, no ranking de 13 regiões metropolitanas e cidades pesquisadas pelo IBGE, com uma taxa de 7,2%. Outras cidades com taxa acima da média nacional, de 6,41%, foram Campo Grande (6,77%), Porto Alegre (6,77%), Curitiba (6,66%) e Belém (6,59%).

A menor taxa de inflação foi observada em Salvador (5,76%). Os demais locais tiveram as seguintes taxas: Recife (6,32%), Brasília (6,29%), Vitória (6,17%), São Paulo (6,1%), Fortaleza (6,03%) e Belo Horizonte (5,83%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou o ano de 2014 com uma taxa de 6,41%. O índice está abaixo do teto da meta de inflação do governo federal, que é 6,5%.

Em 2013, a inflação oficial havia ficado em 5,91%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no mês de dezembro, os produtos e serviços tiveram uma alta de preços média de 0,78%.

O IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.

As pesquisas são feitas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

(Agência Brasil)

Presidente da República e autoridades federais terão remuneração reajustada em 14,6%

O Plenário do Senado aprovou ontem quatro projetos que aumentam os salários dos principais cargos dos três Poderes — presidente da República e vice, ministros de Estado, deputados federais, senadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e procurador-geral da República. O teto do serviço público passa a ser de
R$ 33.763.

As medidas haviam sido aprovadas pela Câmara dos Deputados poucas horas antes e seguiram imediatamente para confirmação no Senado. O subsídio dos cargos mais altos do Executivo passa de R$ 26.723,13 para R$ 30.934,70 — aumento de 15,8%. A remuneração dos parlamentares passará de R$ 26.723,13 para R$ 33.763 — salto de 26,3%. A dos ministros do STF e do procurador-geral sairá de R$ 29.462,25 para R$ 33.763 — acréscimo de 14,6%.

O aumento para os ministros do STF eleva o teto salarial do funcionalismo público, que, por lei, é fixado como idêntico ao subsídio dos ministros. As medidas têm reflexo também nas remunerações de outras autoridades (como deputados estaduais e distritais, vereadores, ministros de tribunais superiores e demais juízes, entre outros), cujo valor é constitucionalmente limitado pelos subsídios dos cargos federais correspondentes.

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) anteciparam que se absteriam da votação. Ambos classificaram as medidas de inoportunas, mas disseram que não tentariam obstruir o exame dos projetos.

— Projetos como esse têm um impacto grande nas contas públicas, em razão das vinculações constitucionais. Há muitas incertezas sobre a situação fiscal do Brasil — afirmou Aloysio.

— Estamos em recessão técnica desde agosto. Talvez fosse mais adequada uma proposta mais condizente com a inflação — ponderou Randolfe.

O PLC 131/2014 e o PLC 132/2014, que tratam dos subsídios dos ministros do STF e do procurador-geral da República, vão para a sanção presidencial. Os Projetos de Decreto Legislativo 200/2014 e 201/2014, que promovem os aumentos para o Executivo e o Legislativo, vão para a promulgação.

 

(Senado)

Indústria fecha primeiros cinco meses de 2014 com queda de 1,6%

A produção industrial brasileira fechou o mês de maio com queda de 0,6%, em relação ao mês de abril, na série livre de influências sazonais, registrando a terceira taxa negativa consecutiva nesta base de comparação e passando a acumular de janeiro a maio retração de 1,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Brasil, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa indica que na comparação com o mês de maio do ano passado, a retração da indústria do país é ainda maior: -3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses (taxa anualizada), a indústria apresenta o único resultado positivo: ligeira alta de 0,2%; com a média móvel trimestral fechando também negativa em 0,5%.

A queda de 0,6% de abril para maio reflete o predomínio de resultados negativos na indústria, com queda na produção de 15 dos 24 ramos pesquisados, de abril para maio e em três das quatro grandes categorias econômicas.

Segundo o IBGE, entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas pelos itens coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%). No primeiro caso, a retração elimina parte do avanço de 6,2% assinalado entre fevereiro e abril e, no segundo, verifica-se o terceiro recuo consecutivo, acumulando redução de 10,8% no período.

Outras contribuições negativas importantes vieram da menor fabricação de metalurgia (-4,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,1%), móveis (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,4%).

Entre os oito ramos que ampliaram a produção, os principais desempenhos ocorreram em indústrias extrativas (1,4%), produtos alimentícios (1,0%) e produtos do fumo (18,5%). Com exceção do primeiro setor, estável no mês anterior, os demais haviam apontado expansão na produção em abril: 2,5% e 10%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 3,6%, assinalou a queda mais acentuada em maio de 2014 e a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando no período perda de 9,5%.

O segmento de bens de capital (-2,6%), que também mostrou recuo mais intenso que o total da indústria (-0,6%), apontou o terceiro mês seguido de queda, com perda acumulada de 7,5% no período, enquanto o setor produtor de bens intermediários, com redução de 0,9%, acentuou o ritmo de queda na comparação com o resultado do mês anterior (-0,2%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) foi o único que registrou avanço na produção em maio e manteve o comportamento predominantemente positivo em 2014.

Quando comparado a maio do ano passado, o recuo de 3,2% registrado em maio deste ano mostra, segundo o IBGE, o predomínio de resultados negativos, com três das quatro grandes categorias econômicas e 18 dos 26 ramos apontaram recuo na produção.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,1%) exerceu a maior influência negativa, pressionada pela menor fabricação de automóveis, de caminhão-trator para reboques e semirreboques, de caminhões, de autopeças e de veículos para transporte de mercadorias.

Outras contribuições negativas vieram de metalurgia (-10,5%), produtos de metal (-9,5%), outros produtos químicos (-5,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,4%), máquinas e equipamentos (-3,1%), impressão e reprodução de gravações (-13,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-3,6%).

Já entre as oito atividades que aumentaram a produção, os principais impactos foram em indústrias extrativas (7,6%), produtos alimentícios (2,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,8%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,1%).

O setor de bens de capital, ao recuar 9,7% em maio de 2014, assinalou o terceiro mês seguido de resultado negativo nesse tipo de comparação. O segmento foi influenciado pelo recuo na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para a redução de 18,1% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado pela menor fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias.

O setor produtor de bens de consumo duráveis recuou 11,2% no índice mensal de maio de 2014 e apontou também o terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-21,1%). Também houve impactos negativos relevantes em móveis (-9,1%), outros eletrodomésticos (-8,1%) e motocicletas (-5,2%).

Já o segmento de bens intermediários, ao recuar 2,8%, registrou a segunda taxa negativa consecutiva no índice mensal, desempenho influenciado pelos recuos nos produtos associados às atividades de metalurgia (-10,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-15,1%), produtos de metal (-11,6%),  e outros produtos químicos (-5,7%).

Déficit no setor elétrico pode elevar conta de luz em 4,6%

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Um repasse informado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta terça-feira (11), pode elevar, em média, 4,6% as tarifas este ano. A alta proposta seria para cobrir um déficit bilionário na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia diversas ações como o programa Luz para Todos, subsídio à energia para famílias de baixa renda e em comunidades isoladas no norte do país e indenizações às geradoras e transmissoras que renovaram suas concessões dentro do plano de barateamento da energia adotado pelo governo em 2013. Segundo informou a Aneel, em 2014, as despesas assumidas pela CDE superam em R$ 5,6 bilhões as receitas previstas para o fundo. É justamente esta diferença que pode ser repassada aos consumidores por meio da conta de luz, o que deve levar a uma alta média de 4,6% na tarifa. A proposta da Aneel ainda vai passar por consulta pública, assim os números podem sofrer alterações até a sua definitiva aprovação pela agência, o que deve ocorrer após a segunda quinzena de março. Entretanto, a possível mudança não deve ser suficiente para evitar alterações nas despesas do consumidor, já que a conta de luz deve sofrer o impacto do uso mais intenso de energia termelétrica no país a partir do final de 2012 – a utilização ainda foi intensificada, este ano, devido à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas nos últimos meses.

Após Estatuto do Desarmamento venda de armas de fogo caiu 40,6%

 

  A venda de armas caiu 40,6% desde que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, em 2003. O número foi apresentado nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri. Ele também ocupa interinamente a função de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Fundamentados na Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os cálculos de Marcelo Neri mostram que, de 2003 para 2009, caiu de 57 mil para 37 mil o número de armas vendidas. A queda foi maior do que 30% no Sudeste, e superior a 50% no Norte e no Nordeste. Na Região Sul houve aumento nas vendas (21%).

Ao traçar o perfil do comprador de armas no Brasil, o presidente do Ipea apontou que os homens têm oito vezes mais chances de comprar uma arma de fogo do que as mulheres. Outra característica é a idade: homens e mulheres de 20 a 29 anos têm a proporção 172% maior de compra do que a população 20 anos mais velha.

Os analfabetos e os consumidores com até três anos de estudo compram duas vezes mais do que os passaram mais de 12 anos na escola. Pertencer à classe C é outro traço do perfil apontado pelo levantamento. A proporção de compra de armas supera em 7,5%  a dos enquadrados nas classe AB e em 103% os da classe E.

Fonte  Agência Brasil