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500 pessoas são presas fazendo boca de urnas no Rio

 

 

500 pessoas foram presas por distribuir material de campanha, informou há pouco o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (RJ), Luiz Zveiter.

Cerca de 40 cabos eleitorais do candidato a vereador Léo Comunidade, foram presos na Rocinha. Zveiter informou ainda que mais cinco candidatos a vereador foram detidos pelo mesmo crime. São eles: Paulo Cerri, do Rio de Janeiro, Helinho Anomal, de Campos
Roberto Rodrigues, Nova Friburgo, José Carlos, Nova Friburgo e Bil, de Itaboraí.

Em Magé, um homem foi preso ao entrar na cabine de votação com uma chave de carro que tinha câmera no chaveiro e filmava todos os votos. O objeto será periciado no TRE   Em Macaé, uma pessoa foi presa comprando votos. Com ela, foram encontrados cerca de R$ 10 mil.

“A população está atenta e quem fizer boca de urna será preso. Mas está tudo dentro da normalidade. O povo do Rio deu uma resposta que o tribunal esperava, participando, por meio do Disque Denúncia, passando de coadjuvante para ator principal”, disse o presidente.

Segundo Zveiter, houve um problema pontual em Botafogo, zona sul, onde uma urna queimou e 400 eleitores terão que votar manualmente.

Nenhum incidente foi registrado nas comunidades onde há a presença das Forças Armadas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), do total de prisões, pelo menos 170 foram feitas por policiais militares em todo o estado. Os detidos estão sendo levados para delegacias.

A assessoria da PM informou ainda que a maior parte das detenções, 52, foi feita na cidade de Petrópolis, na região serrana do estado. O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, aparece em segundo lugar, com 41 detidos.

De acordo com a PM, as outras prisões foram feitas  no Engenho Novo (19), em Teresópolis, na região serrana (13), em Macaé, no norte do estado (dez), em Nova Friburgo, na região serrana (sete), e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (três).

A Polícia Civil e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral também estão reprimindo a boca de urna. Até o meio-dia, os detidos estavam sendo levados para o Ginásio do Maracanãzinho (zona norte), que estava funcionando como um centro provisório de operação eleitoral. Mas o TRE decidiu encaminhar às delegacias da Polícia Civil as pessoas detidas por boca de urna na capital fluminense.

A boca de urna é crime eleitoral com pena prevista de seis meses a um ano, podendo também ser aplicada multa entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

FonteAgência Brasil