Arquivo da tag: 3%

Produção do pré-sal cresce 3,3%

plataforma_arquivo

A produção dos campos brasileiros do pré-sal em julho totalizou 1,821 milhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), um aumento de 3,3% em relação a junho.

Os dados foram divulgados hoje (3), no Rio de Janeiro,  pela Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP).

Segundo a ANP, em julho os campos do pré-sal produziram 1,454 milhão de barris de petróleo por dia e 58 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, por meio de 87 poços.

Com o aumento da produção em junho, os campos do pré-sal passaram a responder por 55,1% de toda a produção nacional.

A produção total de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares do país em julho foi de aproximadamente 3,305 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A produção de petróleo atingiu 2,575 milhões de barris de petróleo por dia, uma queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, e de 1,8% em relação a julho do ano passado.

Já a produção de gás natural somou 116 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 0,9% em comparação ao mês anterior e de 0,8%, se comparada com o mesmo mês de 2017.

Gás natural

As informações fazem parte do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP e indicam ainda que o aproveitamento de gás natural no Brasil em julho alcançou 96,7% do volume total produzido.

Foram disponibilizados ao mercado 63 milhões de metros cúbicos por dia. Já a queima de gás totalizou 3,9 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 6,6% se comparada ao mês anterior e recuo de 8,2% em relação ao mesmo mês em 2017.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com uma média diária de 879 mil de petróleo e de 36,8 milhões de metros cúbicos dia de gás natural.

Os campos marítimos produziram 95,7% do petróleo e 77,6% do gás natural. A produção ocorreu em 7.483 poços, sendo 718 marítimos e 6.765 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,3% do petróleo e gás natural.

(Fonte Agência Brasil)

3,9 milhões de contribuintes ainda não enviaram IRPF

A um dia do fim do prazo, cerca de 3,9 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Fisco. Até as 16h de hoje (29), a Receita Federal recebeu 24.895.403 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O total equivale a 87% dos 28,8 milhões de documentos esperados para este ano.

Somente nas últimas 24 horas, 984,5 mil contribuintes enviaram o documento. O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2018, ano base 2017, está disponível no site da Receita Federal. O prazo para a entrega da declaração começou em 1º de março e vai até as 23h59 desta segunda-feira (30).

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50.

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações depois do envio da declaração.

Outra opção é mediante acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita, com uso de certificado digital.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas: residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Multa por atraso

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% por mês de atraso, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% sobre o imposto devido.

Deduções

As deduções por dependente estão limitadas a R$ 2.275,08. As despesas com educação têm limite individual anual de R$ 3.561,50. A dedução de gastos com empregadas dom ésticas é de R$ 1.171,84.

Novidades deste ano

O painel inicial do sistema tem informações das fichas que podem ser mais relevantes para o contribuinte durante o preenchimento da declaração.

Neste ano, será obrigatória a apresentação do CPF para dependentes a partir de 8 anos, completados até o dia 31 de dezembro de 2017.

Na declaração de bens, serão incluídos campos para informações complementares, como números e registros, localização e número do Registro Nacional de Veículo (Renavam).

Também será incluída a informação sobre a alíquota efetiva utilizada no cálculo da apuração do imposto.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto, inclusive as que estão em atraso.Agência Brasil

Roubo de celular no Rio aumenta 49,3%

celulares

Os roubos de celular no estado do Rio de Janeiro aumentaram 49,3% em agosto de 2015 quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Somente em agosto deste ano, 1.117 celulares foram roubados, enquanto no mesmo período de 2014 foram 748 roubos, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

De acordo com o instituto, a apreensão de drogas bateu recorde no mês de agosto, apresentando o maior número de apreensões de toda a série histórica para o mês, iniciada em 1991. Foram 2.461 apreensões no estado em agosto, um aumento de 1,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do aumento dos roubos de celulares, o roubo de rua – soma de roubo a pedestre, roubo em coletivo e roubo de aparelho celular – apresentou uma nova redução de 16,9% em agosto de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014. No acumulado de janeiro a agosto de 2015, foi registrado uma queda de 10,9% ou 6.981 roubos a menos que no mesmo período do ano anterior.

A secretária do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Centro e Lapa da 5ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), Maria João Gaio, disse que, mesmo com a redução dos roubos de rua, a sensação de insegurança permanece. Segundo ela, as reclamações são reincidentes, principalmente quando se trata desse tipo de delito cometido na rua. “A gente percebe que o policiamento não melhorou.

O contingente da Polícia Militar não é suficiente no morro nem no asfalto. Eles estão pegando todos os contingentes novos de policiais e mandando todos para as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora]. Não temos política de segurança pública, temos apenas projetos que vão custar caro ao governo.”

No acumulado de junho a agosto deste ano, 154 pessoas morreram em decorrência de intervenção policial, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo o sociólogo  José Augusto Rodrigues, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), especialista em segurança pública, essas mortes são, geralmente, decorrentes de ações improvisadas e não bem planejadas da polícia.

“Eu acho que isso ocorre em decorrência do fato da polícia estar sendo obrigada a improvisar no enfrentamento a esses grupos armados. Quando a polícia chega com um mandato, fazendo uma campanha depois de um cerco bem organizado e planejado, às vezes não se chega a disparar um único tiro. Mas, quando se improvisa uma intervenção, o risco de uma bala perdida encontrar um civil inocente aumenta.”

Para ele, é preciso ampliar o contingente de policiais, além de ter uma política sistemática de acompanhamento e investigação de organização dos grupos criminosos. Ele disse que é importante inibir o armamento do crime. De junho a agosto de 2015, 2.248 armas foram apreendidas, um aumento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2014. “Quanto mais os grupos conseguirem ter acesso a armamentos pesados, mais aumenta o risco de vítimas de bala perdida em incursões improvisadas da polícia em comunidades”.

Na terça-feira da semana passada (8), o menino Christian Andrade, de 13 anos, foi morto durante uma operação policial em Manguinhos, na zona norte do Rio. A morte causou a revolta de moradores, que fizeram um protesto para cobrar a investigação da morte pelas autoridades policiais.

 

(Fonte Agência Brasil)

3,4 milhões de Brasileiros não comem o suficiente

size_590_Prato_vazio

O Brasil tem 3,4 milhões de pessoas que não comem o suficiente diariamente, o que corresponde a 1,7% da população brasileira, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para ter uma vida ativa e saudável, a recomentação das Nações Unidas é que a pessoa, acima de 12 anos, coma pelo menos 2.200 calorias por dia.

O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil: Um retrato multidimensional, divulgado hoje (16), mostra que o Brasil cumpriu tanto a meta de diminuir pela metade a proporção de pessoas que sofrem com a fome – um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2000  – quanto a meta de diminuir pela metade o número absoluto de pessoas com fome, estipulada na Cúpula Mundial sobre Alimentação, em 1996.

Segundo a organização, no período 1990-1992, 14,8% dos brasileiros passavam fome. Para o período de 2012-2014, o índice brasileiro caiu para 1,7%. De acordo com o relatório, essa estatística coloca o país como um dos que superaram o problema da fome.

Para a representante regional adjunta da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley, a implementação de um conjunto de políticas públicas de forma articulada e integrada e de marcos legais e institucionais permitiu os avanços do país na superação da fome. “Nos últimos anos, o tema da segurança alimentar foi posto no centro da agenda política do Brasil”.

Na avaliação da consultora da FAO, Anne Kepple, o Brasil se destaca como exemplo devido a uma série de políticas públicas articuladas, como o Programa Bolsa Família, a geração de empregos formais, o fortalecimento da agricultura familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Segundo a representante da FAO, ainda há bolsões de pobreza nas regiões Norte e Nordeste. Incluir comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas nas políticas sociais também é desafio para o Brasil, acrescentou. “Garantir a proteção das populações mais vulneráveis e continuar as políticas que já existem de crescimento econômico e inclusão social devem ser a prioridade na próxima década. Podemos estar na última geração que conhece a fome no Brasil. Com a continuidade das políticas, é possível que, nos próximos anos, haja a erradicação completa”.

O estudo de caso sobre o Brasil faz parte do relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (Sofi 2014 na sigla em inglês), divulgado hoje, em Roma, na Itália. Cerca de 805 milhões de pessoas no mundo, o que representa uma em cada nove, ainda sofrem de fome crônica no mundo, segundo o estudo.

3,5 milhões de torcedores frequentaram estádios da Copa

155_maracana-com-geralA Copa do Mundo do Brasil levou 3.429.873 pessoas aos estádios das 12 cidades-sede durante o megaevento esportivo. Desse total, 1.432.463 eram estrangeiras, segundo balanço apresentado hoje (14) pelo governo. Nas Fan Fests, eventos organizados em parceria com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), o público chegou a 5,1 milhões de pessoas durante o Mundial.

No total, 1.015.035 de turistas estrangeiros vieram ao Brasil para assistir aos jogos do torneio, de acordo com o governo. O ministro-chefe da Casa Civil,  Aloizio Mercadante, comemorou a organização e os resultados do evento, apesar do quarto lugar da seleção brasileira na competição.

“Se a gente fizer uma análise mais sóbria, nós perdemos a taça, mas o Brasil ganhou a Copa, porque o mundo inteiro admirou. A razão mais profunda é porque o futebol está na alma do nosso povo. O Brasil soube ganhar, soube perder e soube festejar, com um clima altamente receptivo, que encantou o mundo”, avaliou.

O ministro citou como exemplo de resultado positivo da Copa, o aumento da capacidade aeroportuária do país em 52%, cerca de 67 milhões de passageiros por ano. Os investimentos realizados no setor chegaram a R$ 8,78 bilhões, superando a estimativa de R$ 6,28 bilhões.

A justificativa do governo é que houve antecipação de investimentos privados, advindos das concessões. “Imagina o que podemos fazer na Olimpíada depois do que já fizemos na Copa do Mundo”, comparou.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo,  que também participou da entrevista para apresentar a avaliação do governo sobre a Copa, rebateu as críticas feitas ao atraso da construção de estádios durante a preparação para Mundial. “Tínhamos um acompanhamento rigoroso da evolução das obras. No caso dos estádios, isso era feito a cada mês”, disse. Esse acompanhamento, segundo ele, dava segurança ao governo sobre a conclusão das obras em tempo hábil.

Rebelo lembrou e lamentou a morte de operários nas construções e de dois jornalistas estrangeiros durante a Copa, os argentinos Jorge Luiz López e María Soledad Fernández, vítimas de acidentes automobilísticos.

 

(Agência Brasil)

Seleção brasileira desvalorizou 4,3%

Brazil Soccer WCup Brazil GermanyA desvalorização já era esperada por companhias de marketing esportivo europeias .

Dos 23 convocados para disputar o mundial, apenas Neymar não teve desvalorização. O atacante, que não participou da derrota para a Alemanha por 7 a 1, mas teve uma boa atuação até a partida contra a Colômbia, apresentou até uma valorização de 2,9%, passando a valer 70,1 milhões de euros.

“ O impacto maior recai sobre aqueles jogadores com mais idade, já que passam a ter poucas condições de retornar à Seleção Brasileira, o que impacta diretamente em seu valor, [por causa] do que chamamos de ‘efeito vitrine’. Da mesma maneira, os mais jovens são mais poupados da desvalorização”, afirmou especialista do assunto.

Com uma atuação considerada irrelevante por comentaristas e torcedores, o centroavante Fred, de 30 anos, foi quem apresentou o pior desempenho em termos percentuais, com perda de 15,9% de valor de mercado, cotado a 5,3 milhões de euros.

O goleiro Júlio César, de 34 anos, não ficou distante: 15,6% de queda, cotado a 2,9 milhões de euros. Em termos nominais, o atacante Hulk, de 27 anos, foi quem mais perdeu com a campanha da seleção: 4,3 milhões de euros, para 36,9 milhões de euros de valor de mercado.

De acordo com o especialista , pela pouca importância, a disputa pelo terceiro lugar amanhã não terá impacto no valor dos jogadores e da seleção.

3,57 milhões de passageiros são esperados nos 63 aeroportos da Infraero durante feriado

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) estima movimentação de 3,57 milhões de passageiros nos 63 aeroportos administrados pela empresa durante o feriado prolongado, entre 16 e 22 de abril. Esse número é 9,84% maior que o registrado na Semana Santa de 2013, que chegou a 3,25 milhões de passageiros. Os números não incluem os terminais de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), concedidos à iniciativa privada.

Segundo balanço divulgado às 11h pela Infraero, dos 778 voos domésticos programados desde a meia-noite, 6,2% saíram atrasados, 1,9% estão atrasados no momento e 5,8% foram cancelados. A expectativa é que o movimento nos aeroportos aumente a partir das 17h.

Segundo a Infraero, para atender ao grande fluxo de passageiros, foi acionado plano de ação, com reforço nas equipes de segurança e operações, por meio de remanejamento das escalas de trabalho e acompanhamento de equipamentos essenciais, como esteiras e pontes de embarque. Essas medidas são regularmente adotadas em períodos de grande movimentação, como as festas de final de ano e feriados prolongados.

Também será reforçado o atendimento aos usuários durante o feriado. Nos saguões, funcionários vestidos com os coletes amarelos da ação “Posso Ajudar? May I Help You?” estarão à disposição para esclarecer dúvidas e orientar passageiros.

A Inframérica, concessionária do Aeroporto de Brasília, estima que aproximadamente 275 mil pessoas passem pelo local entre 18 e 21 de abril. O número representa aumento de 8% no movimento, em relação ao mesmo período de 2013. Em Brasília, dos 67 voos domésticos programados para hoje, 17,9% saíram atrasados, 9% estão atrasados no momento e 4,5% foram cancelados.

 

(Agência Brasil)

PIB brasileiro fechou 2013 com um crescimento de 2,3 %

 

O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2013 com um crescimento de 2,3 %. O PIB totalizou R$ 4,84 trilhões no ano, segundo dados divulgados hoje (27/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, a economia brasileira havia crescido 1%.

No quarto trimestre de 2013, o PIB cresceu 0,7% na comparação com o trimestre anterior e 1,9% na comparação com o mesmo período de 2012.

3,6 milhões de crianças e jovens estão fora da escola no Brasil

No Brasil, 3,6 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estão fora da escola. A maioria (2 milhões) tem entre 15 e 17 anos e deveria estar cursando o ensino médio. O déficit também é grande entre aqueles com idade entre 4 e 5 anos (1 milhão), que deveriam estar na educação infantil.

Os dados foram divulgados hoje (6) no relatório De Olho nas Metas, do movimento Todos pela Educação (TPE)*. A entidade estabelece que até 2022, 98% ou mais dos jovens e crianças entre 4 e 17 anos estejam matriculados e frequentando a escola.

Para que essa meta seja cumprida, seria necessário que em 2011, ano referente ao levantamento, 94,1% dos brasileiros dentro da faixa etária estivessem na escola. O número atual corresponde a 92%. Em relação aos que ficam de fora, em números absolutos, o estudo os compara a toda a população uruguaia (cerca de 3,4 milhões de pessoas).

De acordo com o relatório, houve melhora no índice, mas ele ainda é insuficiente. Alguns estados como Acre, Amazonas e Rondônia com índices pouco acima dos 70% em 2000, conseguiram espaço em uma década e tiveram as maiores taxas de crescimento de matrículas. Em 2011, o Acre apresenta 88,9% dos jovens e crianças matriculados, o Amazonas, 88,7% e Rondônia, 86,3%.

Esses estados e mais o Amapá, no entanto, ainda apresentam, em termos percentuais, os maiores índices de pessoas nessa faixa etária fora da escola, de 11% a 13% da população de 4 a 17 anos. Em números absolutos, o estado mais rico, São Paulo, é o onde existe o maior número de jovens e crianças fora das salas de aula: 575 mil alunos, o que corresponde a 6,6%. Minas vem em segundo lugar, com 367 mil alunos (8,3%).

As maiores defasagens encontram-se na “entrada”, na pré-escola, e na “saída”, no ensino médio, do sistema educacional. “A expansão na oferta de vagas na educação básica, ocorrida nos últimos anos do século 20 e início do 21, concentrou-se principalmente no ensino fundamental. Nas pontas, ou seja, na educação infantil e no ensino médio, houve pouco avanço”, diz o texto. Na pré-escola, “a cada cinco crianças brasileiras entre 4 e 5 anos de idade, uma não encontra vaga. O país precisaria criar 1.050.560 vagas para atender todas as crianças nessa faixa etária”.

“A educação infantil passará a ser obrigatória a partir de 2016 e será o desafio dos próximos gestores municipais. Os dados não chegam a ser alarmantes, mas são preocupantes, existe 1 milhão de crianças para ser incluído no sistema de ensino em quatro anos”, diz a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.

No ensino médio, a taxa de evasão de 2010 foi 10,3%, maior que as dos anos iniciais (1,8%) e finais (4,7%) do ensino fundamental. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), citados no relatório, 40,3% dos jovens evadidos deixam o sistema alegando falta de interesse. O mesmo estudo mostra que parte considerável dos jovens entre 15 e 17 anos ainda não chegou no ensino médio, 31,6% estão no ensino fundamental.

Segundo dados da Pesquisa Mensal de Empregos (PME), em artigo no relatório houve, de 2004 a 2012, um avanço de 169% na frequência de cursos de natureza profissionalizante por estudantes nessa faixa etária, o que leva a crer que alguns desses jovens deixam a escola para se inserir no mercado de trabalho.

*Fundado em 2006, o Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil brasileira que tem a missão de contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens o direito a educação básica de qualidade.

Fonte Agência Brasil.

 

Área cultivada no Brasil chega a 68 milhões de hectares registrando um crescimento de 4,3%

 
Alavancada principalmente pela expansão da soja, do milho e do algodão herbáceo, a área cultivada no Brasil, em 2011, foi 2,8 milhões de hectares maior do que a de 2010, registrando um crescimento de 4,3% e atingindo um total de 68,1 milhões de hectares.

Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), Culturas Temporárias e Permanentes, de 2011. Divulgada hoje (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa investiga 64 culturas em 5.565 municípios brasileiros.

Segundo o IBGE, entre os produtos pesquisados, 48 apresentaram variação positiva de produção e 36, variação da área positiva plantada – com dez dos produtos analisados registrando melhor produtividade, na comparação com 2010.

Os dados do levantamento indicam, ainda, que o valor da produção agrícola alcançou R$ 195,6 bilhões, um crescimento de 27,1% em relação ao ano anterior. O crescimento, segundo o IBGE, foi impulsionado, de maneira geral, pela elevação dos preços dos produtos agrícolas, que vêm registrando alta desde 2010 – seja em razão do aumento da demanda ou da redução da oferta, tanto nos mercados interno quanto externo.

Entre os produtos que mais se destacaram no aumento do valor da produção estão a soja (34,9%); a cana-de-açúcar (38,6%); e o milho (46,4%). Apesar de registrar uma redução na produção, segundo o IBGE, “devido à alternância de anos de alta e de baixa produtividade”, o café também se destacou ao obter uma valorização absoluta da produção, de 40,1%.

Estimulado pelos bons preços do produto na época do plantio, o algodão herbáceo se destacou com um aumento da produção de 76,2%, em decorrência da elevação do volume plantado.

A pesquisa da Produção Agrícola Municipal de 2011, segundo o IBGE, registrou também que a ocorrência de boas condições climáticas, principalmente do final de 2010 para o primeiro trimestre de 2011, como fator determinante para o bom desempenho de algumas culturas – o que fez com que, entre as 64 culturas pesquisadas, 23 apresentassem recordes de produtividade média nacional, com destaque para a soja, o arroz e o feijão, produtos que compõem a cesta básica da população.

Fonte  Agência Brasil