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1,4 mil mortes por covid-19 foram em favelas do Rio de Janeiro

Levantamento feito no último dia 11 e divulgado hoje (13) pelo Painel Unificador Covid-19 nas Favelas mostra que, no mínimo, 1.402 mortes pela doença são de moradores de favelas. De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa elaborados com informações da Secretaria de Saúde (SES), 14.080 óbitos foram registrados no estado do Rio de Janeiro desde a chegada do novo coronavírus no Brasil, dos quais 8.612 ocorreram na capital.

“A subnotificação já é explícita (nas comunidades)”, disse à Agência Brasil a representante do coletivo Redes da Maré, que atua em 16 favelas do Complexo da Maré, na zona norte da capital, Daniele Moura. Ela lembrou que o Painel Unificador Covid-19 nas Favelas é alimentado por informações dos próprios moradores, repassadas pelos líderes comunitários. “O Estado não chega à favela”, ressaltou Daniele. A Redes da Maré não consegue ir de porta em porta. São 140 mil moradores no Complexo da Maré, em 47 mil domicílios. A negligência do Estado provoca, segundo Daniele, subnotificações de covid-19.

Em coletiva virtual promovida hoje pela organização não governamental (ONG) Comunidades Catalisadoras (ComCat), Daniele Moura anunciou uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras organizações, para ultrapassar a questão do receptivo das informações. O coletivo está lançando a proposta Conexão Saúde, que consiste em um aplicativo divulgado nas 16 favelas locais para que os moradores tenham teleatendimento com médicos generalistas e psicólogos e as pessoas infectadas por covid-19 ou com suspeita da doença sejam indicadas para testagem pela Fiocruz.
Estimativa

Dados coletados na Maré como base estimada para favelas de modo geral, por exemplo, estimam um total de 15 mil moradores infectados por coronavírus em favelas da capital fluminense, o que pode ser um número mais próximo da realidade, disse Theresa Williamson, da ComCat. Esse número corresponderia a 20% dos casos de covid-19 no município do Rio de Janeiro. Theresa sublinhou que desde o lançamento do painel, em julho passado, houve significativa evolução, tanto do número de casos confirmados como de óbitos por covid-19, que eram, naquele momento, de 4.046 e 639, respectivamente. Afirmou também que as 1.402 mortes apontadas pelo painel ultrapassa os números de seis estados brasileiros (Mato Grosso do Sul com 509 óbitos, Amapá com 602, Tocantins com 547, Roraima com 547 e Acre com 561 mortos por covid-19”.

O painel foi criado para coletar e divulgar dados sobre o alcance da covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro, face à percepção das entidades envolvidas de que havia insuficiência de testes e dados públicos adequados. O instrumento tem como fontes uma rede de mobilizadores, organizações e comunicadores de favela, além de dados públicos. Os dados são atualizados semanalmente. Hoje, por exemplo, o maior número de casos confirmados foi identificado no painel no Complexo da Maré (1.486), mas o maior número de óbitos (189) foi registrado na Comunidade Sem Terra em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O objetivo do painel é contribuir para o processo de prevenção e mitigação da doença nas favelas do Rio de Janeiro. Até agora, o painel acompanha 41 favelas e complexos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que somam 154 comunidades individuais. Theresa Williamson lembrou, entretanto, que como os complexos são conjuntos de favelas, pode-se dizer que o Rio de Janeiro tem cerca de mil comunidades.
Fiocruz

A pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fiocruz, Renata Gracie, ressaltou, com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que dois terços dos aglomerados estão a menos de dois quilômetros de hospitais e que 20% dos lares de favelas se concentram nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. Renata destacou a dificuldade de acesso dos moradores de comunidades ao atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ausência de Código de Endereçamento Postal (CEP) que inviabiliza a localização dessas moradias, impactando também, de modo negativo, no atendimento à saúde.

A pesquisadora disse que a Fiocruz pretende incluir em suas estatísticas dados das unidades de família que atendem comunidades para “refinar os dados coletados”. Na avaliação de Renata Gracie, o painel é importante porque está reunindo informações que o “poder público não captura”. Ela acredita que essa visibilidade dada pelo painel pode ajudar a população das favelas a ter mais direitos na cidade.

Theresa Williamson, da ComCat, enumerou alguns obstáculos levantados até agora nas comunidades, ligados à covid-19. Entre eles, acentuou a falta de prevenção, com o não uso de equipamentos de segurança individual (EPIs), como máscaras; dificuldade de acesso a unidades de saúde; diminuição das doações; falta de testes.
Depoimentos

Diante da falta de informações das mortes pelo novo coronavírus em favelas nos boletins públicos, vários coletivos passaram a fazer essa contagem por iniciativa própria. É o caso da Associação de Mulheres de Itaguaí – Guerreiras e Articuladoras Sociais (A.M.I.G.A.S.). Anna Paula Salles, líder comunitária em Itaguai há 15 anos, vem realizando, junto com mais seis mulheres, um levantamento nas comunidades daquele município da região metropolitana do Rio de Janeiro, para ter uma visão mais objetiva do impacto da doença nessas localidades. As cinco favelas da região (Engenho, Sem Terra, Morro do Carvão, Chaperó e Brisamar) registram um total de 2.671 casos e 560 mortes pela covid-19.

O mesmo ocorreu em Rio das Pedras, favela situada em Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense. Douglas Heliodoro, do Coletivo Conexões Periféricas, abordou a dificuldade de se levantar a situação da covid-19 na comunidade, formada por mais de 100 mil habitantes, papel que deveria ser do Estado, segundo ele. No primeiro momento, o questionário distribuído teve grande adesão mas, a partir da divulgação de notícias que atribuíam o epicentro de contaminação da doença a uma determinada rua da favela, os moradores sofreram preconceito em seus trabalhos e não quiseram mais fornecer dados. Heliodoro informou que muitos moradores são trabalhadores autônomos e informais ou da área de serviços, que só começou a retornar à atividade recentemente, e foram objeto de discriminação.

Em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a líder comunitária Nill Santos relata que além da covid-19, a população das comunidades enfrenta falta de água encanada e de esgotamento sanitário. Nill salientou que os líderes comunitários têm de mostrar aos moradores de favelas que eles têm de cuidar de si próprios, indicando a importância do uso da máscara e do álcool gel.

Seimour Souza, do coletivo LabJaca, da comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, disse que por meio de uma webserie, que já se encontra no quarto episódio, o grupo fala dos efeitos da covid e da necessidade de prevenção. Analisou que o isolamento social é necessário e teve seus melhores resultados naquela comunidade no mês de abril mas agora, é grande o número de trabalhadores informais que têm de sair para trabalhar e poder manter suas famílias. “As políticas públicas não chegam ao espaço”, comentou.
Futuro

Após o primeiro momento da pandemia do novo coronavírus, traduzido em ações humanitárias, a maioria dos líderes comunitários indicou que o trabalho na fase pós-pandemia vai focar na economia solidária para diminuir os impactos da doença que provocaram alto nível de desemprego. A implantação de cooperativas de coleta seletiva, costura e alimentos está dentro desse contexto, disse Anna Paula Salles, da A.M.I.G.A.S. Um esforço está sendo feito também para divulgação do trabalho de mulheres artesãs e confeiteiras para fora das comunidades, em Duque de Caxias, visando a geração de renda, revelou Nill Santos.

Para Anna Paula, o maior desafio é conscientizar a população das favelas de que o normal como se conhecia antes não vai voltar mais. “A nossa palavra de ordem tem que ser informação, conscientização, sensibilização e mobilização social, porque a gente precisa esclarecer a população sobre a realidade”, manifestou.

A reportagem procurou a prefeitura do Rio de Janeiro pedindo um posicionamento sobre as declarações, porém não teve retorno até a publicação da matéria.
Prefeitura

Procurada pela reportagem, a prefeitura do Rio de Janeiro disse que no Painel Rio Covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde informa os casos confirmados para covid-19, com a distribuição dos casos por bairros oficiais. “São os dados oficiais do Sistema de Vigilância em Saúde, após as devidas confirmações técnicas necessárias, conforme protocolos do Ministério da Saúde”, disse em nota.

A nota diz que os dados dos territórios reunidos por ONGs ou instituições não oficiais não utilizam necessariamente essa metodologia, considerando, por exemplo, casos autodeclarados, sem confirmação laboratorial. “Os casos de óbitos também seguem o mesmo padrão e aqueles com confirmação para covid-19 são divulgados no Painel Rio Covid-19, por bairros oficiais, incluindo em cada um deles os dados das favelas, porém divulgados de acordo com os bairros oficiais dos quais fazem parte”.

Segundo a prefeitura, os casos também são disponibilizados por CEP, podendo ser mapeados de forma mais específica, e serem comparados com a base de favelas do município.” Portanto, não procede que tenha havido mudanças no recorte territorial da divulgação dos dados”.

Fonte Agência Brasil

Petrobras reduz preço da gasolina em 1,5% e do diesel em 4,1%

 

A Petrobras confirmou hoje (23) que vai reduzir em 1,5% o preço da gasolina e em 4,1% o preço do litro do diesel para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (24). O último reajuste promovido pela empresa havia sido uma redução de 3% nos valores dos dois combustíveis no dia 14 deste mês.

Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que os dos importadores, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos, entre os quais a volatilidade do câmbio e dos preços.

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos ofertados nos postos de combustíveis. São os combustíveis tipo “A”, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel e também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo “A” misturados a biocombustíveis.

O preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros.

(Fonte Agência Brasil)

Freixo citar “Isaías,1,17; Fazei justiça aos órfãos e cuidai das causas das viúvas “

Durante a análise de destaque à Reforma da Previdência que trata da pensão por morte, na Câmara dos Deputados, Marcelo Freixo (Psol-RJ) elogiou a postura da bancada evangélica, que, apesar de ser base do governo, está defendendo mudança nesse trecho do texto. A sessão ocorre ao longo desta quinta-feira no plenário da Casa.
Os parlamentares estão defendendo que não haja redução no valor da pensão. E, principalmente, que o benefício não seja inferior ao salário mínimo no país — hoje, de R$ 998,00.
“Queria aqui elogiar a postura da bancada evangélica. Acho fundamental nesse momento esse diálogo republicano e democrático. Tenho certeza que a bancada evangélica sabe que não vai haver diferença entre o que se prega e o que se vota. Eles sabem disso e estão de parabéns, porque eles sabem da importância das viúvas no pensamento religioso, nas suas pregações e no voto”, discursou o psolista, logo após a fala do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ).
Freixo complementou sua fala, dizendo que “eles sabem que são muitos os cristãos na esquerda também”: “É inadmissível pensar uma viúva ganhando menos que um salário mínimo. Isso é inconstitucional, é anticristão, e isso nos unifica nesse momento. O diabo não pertence à esquerda nem à direita, nisso somos democráticos”.
Ele terminou seu discurso com um texto bíblico: “Fazei justiça aos órfãos e cuidai das causas das viúvas; Isaías, Capítulo 1, versículo 17”.

1,2 mil venezuelanos saíram do Brasil após violência

BRA05. PACARAIMA (BRASIL), 18/08/2018.- Ciudadanos brasileños se manifiestan contra la presencia de inmigrantes venezolanos hoy, sábado 18 de agosto de 2018, en la localidad fronteriza de Pacaraima (Brasil). Un grupo de brasileños se manifestó hoy en la localidad de Pacaraima, fronteriza con Venezuela, contra la presencia de inmigrantes venezolanos, a los que les quemaron sus objetos personales y las tiendas de campaña en las que dormían, informaron fuentes oficiales. EFE/Geraldo Maia/MEJOR CALIDAD DISPONIBLE

De acordo com as autoridades locais, não há registro de feridos entre os imigrantes.

O comerciante brasileiro que sofreu uma tentativa de assalto, supostamente por um grupo de venezuelanos, permanece internado em Boa Vista, e seu estado de saúde é estável.

A rodovia BR-174 chegou a ser bloqueada por algumas horas ao longo dia. A informação foi confirmada hoje (19) pelo Exército, que integra a Operação Acolhida, uma força-tarefa logística e humanitária para tratar da crise migratória na Venezuela.

As famílias venezuelanas que decidiram retornar ao país natal conseguiram atravessar a fronteira em segurança e com a integridade física garantida, informou o Exército.

O posto de identificação e recepção da Polícia Federal na fronteira, que chegou a ficar fechado ontem por questões de segurança, funciona normalmente neste domingo.

Prevenção e combate a ilícitos

“As Forças Armadas vão continuar cumprindo sua missão na área de fronteira com a Operação Acolhida e a Operação Controle, tanto em ação humanitária quanto em prevenção e combate a ilícitos transfronteiriços. Trabalham em prol da sociedade brasileira e repudiam atos de vandalismo e violência contra qualquer cidadão, independentemente de sua nacionalidade”, afirmou o Exército, em nota.

A chancelaria da Venezuela se pronunciou sobre os incidentes e pediu que o governo brasileiro garanta a segurança de seus cidadãos.

Em Brasília, o presidente Michel Temer comanda – no Palácio da Alvorada – uma reunião de emergência com ministros para avaliar a situação na fronteira.

Até o fechamento desta matéria, a reunião ainda estava em andamento. O Ministério da Segurança Pública já havia confirmado ontem o envio de um efetivo extra de 60 homens da Força Nacional para Pacaraima. A previsão é que o reforço chegue amanhã (20) a Roraima.

(Fonte Agência Brasil)

Petrobras sobe preço do diesel em 9,5% e da gasolina em 8,1%

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A Petrobras decidiu elevar o preço nas refinarias do diesel, em 9,5%, e da gasolina, em 8,1%. A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira (5) em nota distribuída pela companhia. Segundo a Petrobras, o impacto nas bombas deverá ser de 5,5% para o diesel, ou mais R$ 0,17 por litro, e de 3,4% para a gasolina, mais R$ 0,12 por litro.

Segundo a nota, os aumentos passam a valer a partir de amanhã (6) e estão de acordo com a política de preços anunciada pela Petrobras em outubro. “As principais variáveis que explicam a decisão do Grupo Executivo [de Mercado e Preços] são o aumento observado nos preços do petróleo e derivados e desvalorização da taxa de câmbio no período recente. Por outro lado, a participação da Petrobras no mercado interno de diesel registrou pequenos sinais de recuperação”, informa a nota.

A Petrobras diz que a medida faz parte de sua política de fazer revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que “lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis cuja volatilidade vem aumentando recentemente”. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis.”

 

(Fonte Agência Brasil)

1,3 mil bandidos com tornozeleiras não são monitorados no RJ

Cerca de 1,3 mil presos que deixaram as cadeias do Rio de Janeiro com tornozeleira eletrônica estão nas ruas sem monitoramento. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o serviço foi interrompido em razão das dívidas do governo com a empresa responsável pelos equipamentos. Um dos presos nesta condição é suspeito de ter assassinado a ex-mulher a facadas.

Além das tornozeleiras estarem inoperantes, mais de 1,2 mil presos passaram a cumprir prisão domiciliar sem o equipamento por determinação da Justiça. Novas tornozeleiras deixaram de ser entregues ao estado também por falta de pagamento à empresa fornecedora.

A Seap afirmou que “vem se esforçando para cumprir o seu compromisso junto aos fornecedores e restabelecer o mais rapidamente possível o serviço prestado”, mas não há um prazo para que o serviço seja restabelecido.

 

1,38 milhão de trabalhadores têm 3 dias para sacar abono salarial

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Cerca de 1,38 milhão de trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial do PIS/Pasep têm até esta quinta-feira (30) pra buscar o benefício, alertou nesta segunda (27) o Ministério do Trabalho. Segundo o último balanço do governo, feito na sexta-feira, foram pagos R$ 18,4 bilhões para mais de 22,2 milhões de trabalhadores, 94,14% do total.

Para ter direito ao abono salarial de 2015, o trabalhador precisa:

  1. – estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
  2. – ter recebido remuneração mensal média de até 2 salários mínimos em 2014;
  3. – ter exercido trabalho remunerado por pelo menos 30 dias em 2014
  4. – ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais

Como sacar o PIS/Pasep

  1. – Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta. Caso contrário, deve comparecer com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada nos terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, o beneficiado pode receber o abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de um documento de identificação.
  2. – Já os participantes do Pasep (Banco do Brasil), após verificar se houve depósito na conta, devem procurar uma agência e apresentar um documento de identificação.
  3. – As informações sobre o direito ao saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho – 158; pelo 0800-7260207, da Caixa; e pelo 0800-7290001, do Banco do Brasil.
  4. O valor equivale a um salário mínimo vigente na data de pagamento, atualmente em R$ 880. Os recursos que não forem sacados retornam para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

PIS e Pasep: O governo lembrou que o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) são contribuições sociais de natureza tributária, devidas pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o pagamento do Seguro-Desemprego e Abono Salarial. De acordo com o Ministério do Trabalho, o PIS é destinado aos funcionários de empresas privadas regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o Pasep é devido aos servidores públicos. Segundo os números oficiais, em todo o Brasil foram identificados 23,6 milhões de trabalhadores com direito a receber o abono salarial de 2015.

Vendas do comércio varejista do Rio caem 6,1%

As vendas do comércio varejista do Rio de Janeiro caíram 6,1% em março deste ano, comparativamente a março de 2015, segundo o Termômetro de Vendas divulgado hoje (26) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas – CDLRio. É o pior resultado desde março de 2006 quando a queda chegou a 10,6%.

Com o resultado de março, as vendas do comércio varejista do Rio fecharam os primeiros três meses do ano (janeiro a março) com queda acumulada de 9% frente ao mesmo período do ano passado, também o pior resultado para o mês desde 2006.

Para o presidente da CDLRio, Aldo Gonçalves, a pesquisa, que ouviu cerca de 500 estabelecimentos varejistas, reflete a crise econômica que vem afetando a atividade produtiva.

“O desempenho foi fraco, mesmo considerando que o fato de que março não costuma ser um mês de grandes vendas. Vem depois das férias e do carnaval, quando as pessoas investem muito em lazer, explicou.

Causas

Gonçalves avaliou, ainda, que a elevação dos juros, o desemprego e a inflação em patamar elevado podem ser considerados como os principais fatores para os resultados negativos do primeiro semestre e do mês de março.

“Além disso, outro fator que influenciou no resultado do mês foi a desaceleração nas vendas das lojas do centro da cidade [em obras de modernização e urbanização]. Por tudo isso, o comércio está se empenhando com ações para melhorar o desempenho das vendas para o dia das mães, a segunda data mais importante depois do natal, com o lançamento de promoções, descontos, sistemas de crédito diferenciados e diversificação de produtos, esperando um crescimento das vendas de 2%”, ressaltou.

A queda de 6,1% em março, frente a março de 2015, reflete resultados negativos em todos os setores do ramo mole (bens não duráveis) e do ramo duro (bens duráveis): confecções caíram 4,1%; tecidos (-7,7%); calçados (-7,3%); óticas (-12,3%); móveis (-7,9%); jóias (-6,9%); e eletrodomésticos (-6,5%).

Outra constatação da pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio é de que, mesmo tendo caído 7,4% frente a março de 2015, as vendas à vista foram as preferidas pelos consumidores.

Volume do Sistema Cantareira cai para 5,1%

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O volume de água do Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento de água de São Paulo, atingiu hoje o menor nível da história,  passando de 5,3% para 5,1%, segundo o monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).  Há um ano, o nível do sistema era 39,8%. O índice pluviométrico no mês no Sistema Cantareira é 0,4 milímetros (mm). A média histórica de chuva para outubro, segundo a Sabesp, é 130,8 mm.

A Sabesp  entregou hoje para a Agência Nacional de Águas (ANA) o plano para a exploração da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira. Segundo a ANA, o plano e as regras de funcionamento dos equipamentos de bombeamento já instalados no sistema, e também os previstos para serem implantados, são imprescindíveis para a análise e a autorização dos volumes adicionais do segundo volume morto. “A análise dos documentos será feita pela ANA o mais rápido possível”, disse a agência em nota.

Mais cedo, a Justiça determinou, por meio de liminar, que a ANA e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) revejam as vazões de retiradas do Sistema Cantareira pela Sabesp. O objetivo é garantir que o consumo da primeira parte da reserva técnica não se esgote antes de 30 de novembro e que não haja prejuízos às vazões para a bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

 

(Agência Brasil)

1,4 mil soldados serão enviados pelo Estados Unidos para combater ebola na África

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Após a confirmação do primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos, o governo do país informou que enviará mais 1,4 mil soldados para a Libéria, com o objetivo de ajudar no combate ao vírus no Oeste africano. O anuncio foi feito pelo Pentágono, na noite dessa terça-feira (30), horas depois de o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) ter divulgado a informação sobre o caso de um paciente em tratamento em um hospital de Dallas, no estado do Texas.

Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, os militares serão enviados nas próximas semanas. Cerca de 700 soldados, além de engenheiros e militares, devem ser deslocados para a capital da Libéria, Monrovia, até a segunda quinzena de outubro.

Eles irão se juntar aos 200 homens que já estão na região e depois serão enviados mais reforços, até que se complete o contingente total de 3 mil militares que o governo dos Estados Unidos prometeu para ajudar em obras de infraestrutura e instalações hospitalares e sanitárias.

Em setembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou o projeto de enviar os soldados à Libéria para fornecer apoio logístico na luta contra a epidemia, considerada a mais grave desde o aparecimento do vírus em 1976.

O número de mortos já ultrapassou 3 mil, cerca de metade dos 6.5 mil casos registrados pela Organização Mundial da Saúde.

Os 700 soldados já enviados, que fazem parte da 101ª Divisão Aerotransportada, vão instalar um quartel-general na Libéria, dirigido pelo general Gary Volesky, que vai substituir, no fim de outubro, o atual chefe da missão, o major-general Darryl Williams.

Kirby adiantou que os militares estavam na Libéria para apoiar as outras agências civis dos Estados Unidos que participam da luta contra a epidemia. O Pentágono reforçou que seus soldados não vão ter contato direto com pessoas infectadas pelo vírus.

O paciente americano – que não teve a identidade revelada – contraiu o vírus durante viagem a Libéria. Ele regressou no dia 20 de setembro e assim que apareceram os sintomas procurou um hospital. O ebola só é transmissível a partir da fase infecciosa, quando os sintomas se manifestam.

 

(Agência Brasil/EBC)