Itapemirim Transportes Aéreos suspende operações

A Ita Transportes Aéreos, do Grupo Itapemirim, anunciou na noite desta sexta-feira (17) que suspendeu “temporariamente” todas as operações. No aeroporto do Galeão, passageiros relataram que só souberam da paralisação do serviço no aeroporto, pouco antes de embarcarem.

Em Guarulhos, sem conseguir embarcar, passageiros protestaram.

A companhia aérea alega que a situação está ligada a uma “reestruturação interna”.

A empresa tinha 513 voos programados entre esta sexta-feira e 31 de dezembro, segundo pesquisa no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os voos partiriam dos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), Recife (PE), Salvador (BA), entre outros.
“Informamos, por iniciativa própria, que suspendemos temporariamente todas as operações da companhia aérea, a ITA, no início da noite desta sexta-feira (17) para uma reestruturação interna.”

Também na nota, a empresa afirmou que a decisão foi tomada por “necessidade de ajustes operacionais”, e acrescenta que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)foi informada da decisão.

Enquanto isso, passageiros com bilhetes companhia da aérea foram pegos de surpresa quando estavam prestes a embarcar em voos da ITA (Itapemirim).

“O meu voo era oito horas da noite, para São Paulo. Chegaram a despachar malas de pessoas desse voo. E, simplesmente, não tem ninguém da empresa dentro do aeroporto, e a empresa comunicou ao Galeão que encerrou as atividades”, contou a advogada Érica Olivieri.
Outro passageiro contou que tinha um compromisso em São Paulo e chegou a pagar mais caro por uma passagem da Itapemirim, comprada em cima da hora.
“Simplesmente ninguém informa nada. O que se informa no aeroporto é que a empresa encerrou as atividades e a gente teve que ficar na mão. Vou ter que gastar mais dinheiro para poder ir de ônibus porque as passagens (aéreas) estão absurdas”, relatou.

Na nota, a ITA afirmou que “lamenta os transtornos causados” e disse que irá prestar assistência aos passageiros prejudicados.

No comunicado da ITA à imprensa é orientado que passageiros com viagens programadas para os próximos dias que entrem em contato pelo e-mail falecomaita@voeita.com.br.

Fundada em 2020, a ITA, do Grupo Itapemirim, começou a operar no dia 29 de junho deste ano. A princípio, a empresa informou que voaria para oito cidades brasileiras.

Em anúncio da própria companhia, o objetivo era, até junho de 2022, estar presente em 35 destinos no Brasil, com 50 aviões na frota.

Comunicado da Itapemirim anunciando suspensão de operações — Foto: Reprodução

Em nota, a Anac informou que ITA (Itapemirim) “deve comunicar a todos os passageiros sobre cancelamento de voos, reacomodações e garantir atendimento integral” dos clientes.

O texto afirma que a agência foi comunicada por volta de 18h pela Itapemirim sobre a suspensão temporária das operações no Brasil.

A agência acrescentou ter determinado que a empresa aérea preste “imediatamente” atendimento a todos os passageiros, inclusive comunicando, individualmente, sobre o cancelamento de voos e reacomodações.

A Anac também informou que os passageiros devem receber o reembolso das passagens aéreas comercializadas.

Outra orientação da agência é para que passageiros com voos previstos, a partir deste sábado (18), não compareçam aos aeroportos antes de falar com a empresa aérea.

Além do contato pelo e-mail falecomaita@voeita.com.br, a Anac indicou que os passageiros também recorram à plataforma consumidor.gov.br.

Para passageiros que tinham e ainda têm voos marcados pela companhia do grupo Itapemerim, o Procon-SP informa os segundos direitos:

Empresa deve oferecer alternativa de reacomodação em outra empresa aérea, reembolso da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte. A escolha deverá ser do passageiro.
Se o reembolso for a escolha do cliente, ele deverá ser feito em até 12 meses, a partir da data de cancelamento do voo, e com atualização da inflação pelo INPC.
O cancelamento também pode ser transformado em crédito para ser utilizado na própria empresa aérea em nome próprio ou de terceiros em até 18 meses.
Procurada, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade em que a ITA é associada, informou que não vai comentar o caso.

Renan Bolsonaro falta a depoimento na Polícia Federal

Filho mais jovem do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro não compareceu ao depoimento à Polícia Federal que havia sido agendado para esta sexta-feira (17). A PF apura se Jair Renan cometeu os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

O inquérito foi aberto em março a pedido do Ministério Público Federal, com base em denúncia apresentada por parlamentares de oposição ao governo. O depoimento deve ser remarcado para a próxima semana .

O advogado Frederick Wassef, que defende Jair Renan, disse que o filho mais novo do presidente “está de cama e tomando antibiótico entre outros medicamentos” e, por isso, faltou ao depoimento.

“[Ele] foi vítima desta nova virose que se espalhou pelo Rio de Janeiro e São Paulo”, afirmou Wassef.

De acordo com o advogado, o inquérito faz parte de “atos coordenados para atingir o presidente Bolsonaro” e que Jair Renan não recebeu vantagens indevidas.

A PF investiga se Jair Renan atuou a favor da empresa dele junto ao governo federal.

A Bolsonaro Jr Eventos e Mídia foi criada no final do ano passado. A festa de inauguração do escritório teve cobertura de fotos e vídeos feita de graça por uma produtora que prestava serviços para o governo federal.

Nas redes sociais da empresa do filho do presidente havia, à época da abertura das investigações, fotos de duas peças de mármore que decoram o escritório.

A empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, foi marcada nessa publicação. Um dos sócios da Gramazini foi à festa de inauguração da empresa.

Um parceiro comercial do filho do presidente, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, disse que ganhou um carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada a esse mesmo grupo empresarial, como revelou o jornal “O Globo”.

Em um vídeo, Allan Lucena aparece saindo do carro que, segundo ele, foi doado pelas empresas “Gramazine e grupo WK”.

Em outro vídeo, publicado na rede social de uma empresa envolvida na doação, é possível ver Renan caminhando no pátio de uma empresa de granito do grupo, no Espírito Santo. Ao fundo, aparece um carro como o que foi doado ao parceiro do filho do presidente.

A PF investiga se, em novembro do ano passado, Renan Bolsonaro atuou para que o grupo empresarial conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares.

À época da abertura do inquérito, o Ministério do Desenvolvimento Regional disse que as reuniões foram marcadas a pedido de Jair Fonseca, um assessor especial do presidente da República.

Renan Bolsonaro e o parceiro comercial dele, Allan Lucena, participaram pessoalmente das duas reuniões no ministério, ao lado de empresários — um deles da Gramazini — em novembro do ano passado.

Em uma dessas reuniões, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) estava presente. Na agenda pública, só o nome do assessor da presidência aparece — não há menções ao filho do presidente ou aos empresários.

Petrobras abre Concurso com salário inicial de R$ 11.716

Depois de três anos, a Petrobras abriu, nesta sexta-feira (17), inscrições para concurso público com 757 vagas para profissionais com nível superior, além da formação de cadastro de reserva.

Confira abaixo as principais dúvidas sobre o processo seletivo e como se inscrever.

Como fazer a inscrição?

As inscrições são feitas virtualmente, até o dia 5 de janeiro, no portal da organizadora do concurso, a Cebraspe, no site: www.cebraspe.org.br/concursos/petrobras_21_ns

Quanto custa a inscrição?

O valor da taxa de inscrição é de R$ 79,83.

Quem pode se inscrever?

É preciso ter nível superior para participar. Todas as vagas são para profissionais de nível superior júnior, para atuar nas seguintes áreas:

Ciência de Dados
Análise de Sistemas (engenharia de software, infraestrutura e processos de negócio)
Engenharia Ambiental
Engenharia de Petróleo
Engenharia de Equipamentos (elétrica, eletrônica, inspeção, mecânica, terminais e dutos)
Engenharia de Processamento
Engenharia Civil
Engenharia de Segurança de Processo
Engenharia de Segurança do Trabalho
Engenharia Naval
Análise de Comércio e Suprimento
Análise de Transporte Marítimo
Geofísica (Física, Geologia)
Geologia
Economia
Administração

Além disso, é preciso ter nacionalidade brasileira ou portuguesa, estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, ter idade mínima de 18 anos e não ter 75 anos de idade ou mais.

Quando e onde serão as provas?

As provas objetivas serão realizadas nas 26 capitais do país e no Distrito Federal no dia 20 de fevereiro. Ela terá duração de até 4 horas.

As vagas são para atuar em quais cidades?

A Petrobras não informou a localização das vagas, mas informou em comunicado que os convocados poderão trabalhar em qualquer área ou unidade, a depender da necessidade da empresa.

Qual a remuneração?

A remuneração mínima inicial é de R$ 11.716,82. A empresa oferece também previdência complementar, plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia), além de benefícios educacionais para dependentes.

Anvisa e Vigilâncias Sanitárias suspendem venda de 24 marcas de azeite de oliva

O governo federal suspendeu a venda de 24 marcas de azeite de oliva este ano a partir de uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No total, 151.449 mil garrafas foram retiradas de circulação em supermercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná e Santa Catarina (veja a lista completa abaixo).
Ainda durante as fiscalizações, foram encontradas três fábricas clandestinas que estavam envasando azeites que nada mais eram do que mistura de óleos vegetais de procedência desconhecida.

Também foi suspenso o registro de uma fábrica no interior de São Paulo, após a constatação de adulteração na fabricação de seus produtos durante o ano de 2021.

O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado.

Lista de marcas irregulares suspensas no mercado em 2021, segundo o Ministério da Agricultura:
Alcazar
Alentejano
Anna
Barcelona
Barcelona Vitrais
Castelo dos Mouros
Coroa Real
Da Oliva
Del Toro
Do Chefe
Épico
Fazenda Herdade
Figueira do Foz
llha da Madeira
Monsanto
Monte Ruivo
Porto Galo
Porto Real
Quinta da Beira
Quinta da Regaleira
Torre Galiza
Tradição
Tradição Brasileira
Valle Viejo

O dono da Valle Viejo, Robson de Freitas, disse  que as garrafas de azeite apreendidas com o nome da sua marca não foram fabricadas pela sua empresa e que, na verdade, tratam-se de uma falsificação do seu produto.

“O Ministério apreendeu uma carreta, levou para a análise e constatou que o produto era falsificado. É uma marca similar à nossa. Nós temos nosso registro todo correto e já entramos na Justiça para ratificar a denúncia”, afirmou Freitas.

Dicas para o consumidor

A fraude mais comum na fabricação de azeite de oliva é a mistura de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais. Também são encontrados casos de azeite de oliva refinado vendido como azeite extra virgem.

Para evitar comprar um azeite fora dos critérios de conformidade da classificação de azeite de oliva, confira algumas dicas a seguir:

Dicas para comprar um bom azeite
Tipos de azeite

O azeite de oliva virgem pode ser classificado em três tipos: o extra virgem (acidez menor que 0,8%), virgem (acidez entre 0,8% e 2%), lampante (acidez maior que 2%).

Os dois primeiros podem ser consumidos in natura, mantendo todos os aspectos benéficos ao organismo.

O terceiro, tipo lampante, deve ser refinado para ser consumido, quando passa a ser classificado como azeite de oliva refinado.

A análise é complexa, exige treinamento e equipamentos sofisticados. As fraudes dos produtos são confirmadas em laudos analíticos avaliados pela rede oficial de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA).

A fiscalização do azeite de oliva tem como base pela Lei nº 9.972/2000, regulamentada pelo Decreto Federal 6.268/2007, e pela Instrução Normativa do Mapa nº 1/2012, que estabelece o regulamento técnico do produto.

A operação contou com apoio da Anvisa, Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, Ministério Público e Polícia Civil. O trabalho conjunto se mostrou fundamental para um resultado mais efetivo da fiscalização no combate às fraudes.

TST reconhece vínculo empregatício de motorista com a Uber


O vínculo empregatício entre um motorista e a Uber, foi reconhecido pela 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Dois dos três ministros votaram a favor do vínculo empregatício, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vistas. Se for concluído dessa maneira sem alteração do voto dos ministros que já se posicionaram, a decisão da 3ª turma será a primeira do tribunal favorável aos motoristas.

Os ministros que votaram reconheceram que estão preenchidos os requisitos para enquadrar o motorista como empregado da empresa, que de acordo com a lei são: serviço prestado por pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, subordinação e onerosidade.

Quatro processos similares já foram avaliados pelas 4ª e 5ª turma do TST. Em todas as vezes a decisão foi favorável ao Uber, que não reconhece o vínculo empregatício. A plataforma os classifica como parceiros autônomos.

Como deve haver divergências entre as turmas da corte, o caso pode ser levado ao plenário do TST. Dependendo do resultado, também pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), de onde pode sair uma decisão definitiva que sirva de jurisprudência.

Luísa Sonza aparece como morta no ConecteSUS


Ao se preparar para a turnê de shows em Portugal, a cantora Luísa Sonza tomou um grande susto. O cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) a considerava morta.

A situação foi percebida quanto a artista tentou obter o comprovante de vacinação no aplicativo ConecteSUS, na semana passada.

Para conseguir viajar, Luísa Sonza precisou entrar na Justiça em caráter emergencial e provar ao SUS que está viva. O advogado da artista conseguiu reverter a situação a tempo, emitir o documento e poder embarcar.

Na última sexta-feira (10), o site do Ministério da Saúde e a plataforma ConecteSUS estiveram fora do ar após um ataque hacker.

Na ocasião, ao tentar acessar as plataformas digitais da pasta, foi possível visualizar uma mensagem afirmando que os dados do sistema haviam sido copiados e excluídos e estavam em posse dos invasores.

Fux proíbe soltura de condenados da Boate Kiss:

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, proibiu a soltura dos condenados pela tragédia que matou 242 pessoas na Boate Kiss, em 2013, atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul e sustou os efeitos de um eventual habeas corpus concedido pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS.

Na decisão, o ministro determina o imediato cumprimento das penas de Elissandro Spohr, o dono da boate, Mauro Hoffman, outro sócio da boate, Marcelo de Jesus dos Santos, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha Leão.

Na terça-feira (14), o ministro já havia derrubado uma liminar concedida pelo TJ do RS que impediu a execução imediata da pena imposta pelo tribunal do Júri – o que levou os réus a se entregarem.

A Primeira Câmara do TJ do RS então começou a julgar o mérito do habeas corpus preventivo.

Fux afirma que apenas o próprio Supremo poderia rever sua decisão e que o TJ estaria violando a competência da Corte.

“É cediço que a autoridade desse pronunciamento apenas pode ser alterada ou revogada no âmbito do próprio Supremo Tribunal Federal, pelas vias recursais próprias. Nesse sentido, nenhuma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ainda que em sede de julgamento de mérito do habeas corpus, teria o condão de sustar, direta ou indiretamente, os efeitos da decisão suspensiva prolatada pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de inadmissível inversão de instâncias”, escreveu.

O ministro afirmou que há conexão entre os fatos analisados no habeas corpus preventivo e os que estão em análise pela Primeira Câmara do tribunal local, o que justifica a suspensão.

“Ante a verificação da coincidência acima apontada e com vistas à preservação da autoridade da decisão liminar proferida nos autos do presente incidente de contracautela, faz-se necessário acolher o pedido de formulado pelo Ministério Público”, disse.
MP-RS tinha ingressado com pedido a Fux

O Ministério Público do estado (MP-RS) chegou a ingressar, na noite desta quinta-feira (16), com um novo pedido a Fux para que ele impedisse uma “eventual concessão de habeas corpus pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ-RS)” aos quatro condenados no julgamento.

Antes mesmo da publicação dos votos dos três desembargadores do 2° Juizado da 1ª Vara do Júri, em Porto Alegre, sobre o mérito do habeas corpus, o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, se antecipou caso eles decidam pela soltura dos quatro. O pedido se baseia na interpretação feita da liminar concedida na terça (14), que determinou a prisão de Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

“Ele não simplesmente suspendeu a liminar. Ele determinou a prisão. Então, o Tribunal daqui não poderia julgar o habeas. Diante do risco enorme de soltar eles amanhã, eu interpus o pedido para que o presidente do Supremo não permita isso”, disse o procurador-geral .

O advogado de Spohr, Jader Marques, criticou a movimentação do MP-RS nas redes sociais.

“É uma verdadeira afronta à Justiça do RS. É uma aberração jurídica inaceitável”, disse.

A petição também solicita informações ao TJ-RS, “a fim de que seja esclarecido quantos votos já foram proferidos até a data de hoje […], bem como o teor das respectivas deliberações”.

O TJ-RS assegura que a sessão foi aberta, mas ainda resta pendente o voto de um dos desembargadores, que ainda analisa o caso. Segundo o órgão, ela só será encerrada na sexta, quando todos tiverem se manifestado e examinado a questão.

Fux deve analisar o pedido somente na sexta. Se ele não atender ao pedido do MP antes de alguma decisão favorável aos réus pelo TJ-RS, o procurador-geral admite que eles possam ser soltos.

“Eu acredito que ele decida antes, mas pode, tanto que estão julgando. Por isso que eu interpus ainda hoje, para evitar que haja o prende e solta, porque é péssimo para o sistema, para tudo”, afirma.

Na manhã de quinta, o juiz Ulysses Louzada decidiu que Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos permanecerão no Presídio Estadual de São Vicente do Sul, na Região Central do RS. A decisão foi dada durante audiência de custódia.

Bonilha e Marcelo receberam 18 anos de pena por homicídio simples com dolo eventual. A prisão chegou a ser decretada, porém por força de um habeas corpus preventivo, eles ficaram livres. O Ministério Público do RS recorreu ao Supremo Tribunal Federal, e teve o recurso atendido pelo presidente da corte, ministro Luiz Fux.

Na quarta (15), o juiz esteve no presídio e avaliou as condições do local para permanência dos dois condenados. Bonilha e Marcelo foram ouvidos em separado. As audiências duraram cerca de 1h30.

Além de Bonilha e Marcelo, Elissandro Spohr foi condenado a 22 anos e seis meses, e Mauro Hoffmann, a 19 anos e meio.

Após a decisão de Fux na terça-feira (14), Marcelo se apresentou em São Vicente do Sul, onde reside. Bonilha se apresentou no dia seguinte.

Hoffmann foi preso em Santa Catarina e Elissandro, em Porto Alegre.

Supermercados europeus boicotam carne do Brasil

Cinco redes europeias de supermercados e uma fabricante de alimentos comunicaram nesta quarta-feira (15) que não vão mais vender carne bovina com origem no Brasil ou produtos de carne ligados à empresa brasileira JBS por causa de recentes denúncias de destruição da Floresta Amazônica.

As seis redes são o grupo holandês Ahold Delhaize (que inclui as marcas Delhaize e Albert Heijn), a também holandesa Lidl Netherlands (que pertence ao grupo alemão Lidl), a belga Carrefour Belgium (subsidiária do grupo francês de mesmo nome), a francesa Auchan e as britânicas Sainsbury’s e Princes Group.

Os compromissos assumidos variam de uma empresa para a outra. A Lidl se comprometeu a não vender mais carne com origem na América do Sul a partir de 2022. A Albert Heijn, maior rede de supermercados da Holanda, comunicou que vai parar de vender carne brasileira. Já a Delhaize e a Carrefour Belgium não vão mais vender salgadinhos de charque e outros produtos da marca Jack Link’s, associada à JBS.

A Albert Heijn esclareceu que tem em suas prateleiras apenas alguns poucos salgadinhos feitos com carne brasileira. A Sainsbury’s afirmou que pretende eliminar a carne do país da sua marca própria de corned-beef, mas acrescentou que 90% do produto já vêm do Reino Unido e da Irlanda.

Os boicotes foram anunciados depois de uma investigação das ONGs Repórter Brasil e Mighty Earth acusar a JBS de adquirir reses criadas em áreas desmatadas, dentro de um esquema conhecido como “lavagem de gado”.

Neste esquema, o gado criado em áreas desmatadas é transferido para uma fazenda regularizada e depois vendido para o abate. Dessa forma, a origem dele é mascarada.

“Esses não são compromissos vagos ou anúncios bonitinhos que ficam bem em comunicados de imprensa, mas uma série de ações comerciais concretas adotadas por algumas das maiores redes de supermercado da Europa para parar de comprar e vender carne bovina de uma empresa e de um país que fizeram muitas promessas, mas apresentaram poucos resultados”, afirmou o diretor para a Europa da Mighty Earth, Nico Muzi.

A JBS declarou à agência de notícias Reuters que mantém tolerância zero com o desmatamento ilegal e que bloqueou mais de 14 mil fornecedores por descumprirem suas normas.

A processadora de carne disse que o levantamento da Repórter Brasil mencionou somente cinco de 77 mil de seus fornecedores diretos e que estes fornecedores se adequavam às suas políticas na ocasião da compra.

A empresa acrescentou que monitorar fornecedores indiretos (que fornecem ao fornecedor final) é um desafio para todo o setor, mas que pretende criar um sistema para isso até 2025.

Os fornecedores indiretos são aqueles que vendem bezerros e boi magro para engordar em fazendas regulares e que não são fiscalizados por governos e empresas.

O desmatamento na Amazônia subiu no governo do presidente Jair Bolsonaro. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, atingiu 13.235 km², segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Número equivale a mais do dobro da área do Distrito Federal e é o maior desde 2006.

Em maio, grandes supermercados e produtores de alimentos europeus ameaçaram boicotar produtos do Brasil por causa do Projeto de Lei 510/21 que, afirmam, levaria a um desmatamento maior da floresta amazônica.

A proposta é, basicamente, uma reformulação do texto da MP 910 – que foi publicada em dezembro de 2019, mas perdeu validade por não ter sido votada dentro do prazo limite, até maio de 2020 – e do PL 2.633/2020, que foi aprovado na Câmara.

O grupo foi composto por grandes redes de supermercados britânicos como Tesco, J Sainsbury, Marks & Spencer, assim como a alemã Aldi.

Empresas de produção de alimentos como a National Pig Association, o fundo público de previdência sueco AP7 e outros gestores de investimentos também estão na lista.

Antonia Fontenelle é condenada a 1 ano de prisão por ligar Felipe e Luccas Neto à pedofilia


A atriz Antonia Fontenelle foi condenada a 1 ano de prisão por associar os irmãos Felipe e Luccas Neto à pedofilia. A pena foi comutada em serviços à comunidade. Além disso, ela deverá pagar multa de R$ 8 mil.

“Saber que ela tomou essa condenação, que vai ficar para sempre na ficha dela, dá uma felicidade muito grande, de justiça, não de vingança. Eu não quero ver ela na cadeia, eu quero que ela pague pelos crimes que cometeu”, disse Felipe à coluna. Ele chorou ao receber a notícia enquanto fazia uma live. “É a justiça sendo feita”, resumiu.

Antonia Fontenelle publicou um vídeo editado que associava os dois youtubers à incitação e à prática de pedofilia.

A atriz se defendeu alegando que não pretendia ofender os dois, mas sim “provocar a discussão e a readequação dos conteúdos produzidos”.

O juiz Ricardo Coronha Pinheiro, do TJ-RJ, que decidiu sobre o caso, discordou das alegações, afirmando que “a vontade de ofender é por demais nítida no caso tratado neste feito, muito longe de expressar a vontade de provocar uma mera discussão”.

É a terceira condenação de Fontenelle neste ano por ofender Felipe Neto. Somadas, as punições passam de R$ 200 mil.

Pastor Sérgio Brito é acusado de abuso sexual

O pastor Sérgio Brito, presidente de duas unidades da igreja Assembleia de Deus, em Duque de Caxias e em Magé, na Baixada Fluminense, foi preso por estupro de vulnerável nesta quinta-feira (16). Ao menos dez mulheres disseram ser vítima do pastor.

Além de ser líder religioso, Sérgio Brito também atua como psicanalista, sexólogo e terapeuta de adultos, casais e adolescentes. Ele também participa, semanalmente, de um programa na Rádio Melodia, uma das maiores rádios evangélicas do país.

Uma das possíveis vítimas de Sérgio Brito, contou que passou por uma sessão de hipnose e acordou nua na frente do pastor.
“Ele me abraça e acaba ali. Depois, eu estou deitada de novo com as minhas calças abertas e ele com a mão dentro da minha vagina”, revelou ela.

Para um parente da vítima, Sérgio Brito disse que utilizava uma técnica internacional de tratamento.

Sem revelar sua identidade, uma mulher de 21 anos contou que frequentava a igreja de Duque de Caxias com o ex-marido, local onde conheceu Sérgio Brito. Depois da separação, o pastor ligou para ela e ofereceu ajuda.

“Ele disse que poderia me ajudar, já que eu estava decidida a me separar. Ele disse que me dava total apoio e que ele atendia numa clínica em Piabetá. Eu disse a ele que estava com ansiedade, falta de atenção. Aí, ele me disse que poderia me ajudar nessa clínica”, disse a vítima.

Após pagar a consulta no valor de R$ 700, a jovem passou por uma sessão de hipnose. Segundo ela, o atendimento parecia um relaxamento mental.

“Ele manda você fechar o olho, deitar e começa a mexer na sua cabeça. Ele começa a falar e manda você repetir as coisas”, explicou.

Contudo, após esse primeiro momento de relaxamento, a vítima disse que perdeu a consciência por algum tempo e que quando acordou, o pastor estava com as mãos dentro de sua calça.

Quando acordou assustada com a situação, a mulher se levantou e saiu correndo do consultório do psicanalista.

Assim que souberam do abuso, os pais da jovem foram até a igreja para conversar com o pastor. Eles gravaram as explicações de Sérgio Brito, que afirmou utilizar uma técnica de terapia internacional.

“Eu até corro muito risco por usar algumas técnicas. Na verdade, eu trouxe essas técnicas. Essa técnica não é daqui do Brasil. Eu fiz pesquisas e trouxe algumas técnicas e há 17 anos eu só faço essa terapia quando a pessoa fica mais à vontade para fazer”, disse Sérgio Brito.

Uma outra vítima contou que conheceu o pastor na igreja de Magé, local que frequentou por três anos. Segundo ela, a confiança em Sérgio Brito era tão grande que ele foi escolhido para celebrar o casamento dela com o marido.
Porém, ao relatar um problema que estava afetando sua vida sexual, o pastor disse que sessões de terapia poderiam ajudar.
“A gente começou a fazer o tratamento na igreja e quando foi março, a gente começou a tratar na clínica”, disse ela.

Contudo, durante uma sessão, ele disse que a vítima precisava tratar a autoestima e, para isso, teria que tirar a roupa.

“Ele falou: ‘você vai tirar sua blusa, sua calça e vai deitar de calcinha e sutiã no sofá’. Eu falei: ‘mas é necessário?’ Eu sou muito tímida, tenho muita vergonha. Ele disse: ‘é necessário porque faz parte do tratamento'”, contou a mulher.

A vítima do pastor contou que deitou de olhos fechados e ficou repetindo algumas frases ditas por Sérgio Brito.

“Quando eu abri os olhos, ele estava só de cueca. Ele tinha tirado a roupa toda”, relatou.

As vítimas prestaram queixa na Delegacia de Piabetá, que está investigando o caso. Uma delas contou que a família tem recebido ligações com ameaças após ela ter relatado o caso à polícia.

“Ele usava de hipnose para poder abusar sexualmente dessas mulheres. Para cada crime de estupro de vulnerável ele está sujeito a uma pena de até 15 anos de reclusão”, disse o delegado Ângelo Lages, responsável pela prisão.

Com a prisão de Sérgio Brito nesta quinta-feira, uma das vítimas disse que espera que ele pague pelo crime que cometeu.

“Eu fui lá buscar ajuda de um psicanalista e de um pastor. Eu não fui para qualquer pessoa. Eu não achei ele em qualquer lugar. Eu achei ele na igreja. Uma pessoa que eu confiava, que eu achei que poderia confiar”

“Eu acredito hoje que a justiça possa ser feita e ela vai ser feita. E ele tem que pagar. Ele tem que pagar pelas coisas”, comentou.

Após as denúncias de assédio, duas reuniões foram marcadas na igreja Assembleia de Deus de Magé. O objetivo é definir o futuro do pastor.

Na delegacia, Sérgio Brito não quis comentar as acusações.