Fiscalização da operação Rio+20 apreende mercadorias sem nota fiscal na Dutra

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal, em ações de fiscalização da operação Rio+20, pararam dois ônibus  de linha interestadual que vinham de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15-06).É diversos artigos de procedência duvidosa sem os documentos de comprovação de origem foram aprendidos no compartimento de bagagem, em Itatiaia, no Km 319 da Via Dutra (BR-116).O  conteúdo  eram 115 componentes eletrônicos 1.050 relógios,  diversos (40 baterias para celulares,30 chips de playstation,20 rádios am/fm, 5 caixas de som e 20 celulares) e 600 óculos de sol de marcas famosas falsificados.

Os policiais identificaram um passageiro que confirmou ser o proprietário dos artigos eletrônicos. O homem, de 66 anos, contou que adquiriu a mercadoria no Paraguai para revender no Rio de Janeiro. Ele não possuía os documentos fiscais que comprovassem a origem dos produtos. Não foi identificado o proprietário dos óculos falsificados.

O passageiro foi encaminhado para o registro da ocorrência na 99ª DP (Itatiaia). Ele deverá responder pelo crime de descaminho. As mercadorias foram apreendidas e os ônibus liberados.

Estado do Rio faz sindicância em licenças de professores

O Estado do Rio de Janeiro por meios da  Secretaria Estadual de Educação investiga afastamentos e faltas de professores por meio de atestados médicos, e também vai analisar todas as justificativas apresentadas pelos docentes que faltaram nos últimos meses. Em março, 7.871 professores indicaram algum motivo para se ausentar da sala de aula. O número é superior a fevereiro, que registrou 4.676 faltas justificadas. Caso a caso sera avaliado  e os professores que faltaram com a verdade podem sofrer descontos no contra-cheque. Os diretores de escola que forem coniventes com os faltosos também correm risco de sofrer punições.Problemas com a voz são uma das principais causas de afastamento .Durante a licença-médica, o professor recebe o seu salário integralmente, independente do período de afastamento.   De acordo com os dados apresentados pela Secretaria Educação, há redução de licenças nos períodos de férias, como janeiro e julho. Para suprir a licença-médica existem 7,8 mil professores fazendo hora-extra.

Já os professores que não apresentaram qualquer desculpa somaram 3.798 em março e 2.866 em fevereiro deste ano. Estes já tiveram os dias não trabalhados descontados de seus contracheques.

A Secretaria Estadual de Saúde será responsável por analisar os atestados. Não está descartada a convocação do médico para explicar, no Conselho Regional de Medicina (CRM), os motivos para concessão de tantos documentos. Já o professor poderá passar por sindicância para dar esclarecimentos. O mesmo procedimento pode ser adotado para o docente que apresenta sempre a mesma desculpa para faltar.

 

 

 

 

 

Brasil pode se apresentar como exemplo para outros países no uso de fontes renováveis de energia

 

 

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20,o  Brasil pode se apresentar como um exemplo do uso de fontes renováveis de energia. No ano passado, o país chegou a 44,1% de utilização de fontes como energia hidráulica, eólica, etanol e biomassa na sua matriz energética, enquanto a média mundial é 13,3%.

Além da combinação de recursos naturais favoráveis, como grande quantidade de rios, vento, sol e solo apropriados para a utilização de fontes renováveis, o Brasil ainda desenvolve tecnologias nacionais que favorecem, por exemplo, a construção de usinas hidrelétricas sem reservatórios e também o aumento da produção de etanol.

“O setor energético é uma vitrine para o país. Todo brasileiro pode se orgulhar de sua matriz energética porque realmente poucos países têm esse quadro, tanto na geração de energia elétrica como no setor de transportes”, avalia Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão público responsável por estudos e pesquisas que servem para subsidiar o planejamento do setor energético.

A participação da hidreletricidade é um dos destaques na matriz energética brasileira. O país tem o terceiro maior potencial hidráulico do mundo, atrás da China e da Rússia, e até agora só utilizou um terço desse potencial. “É claro que temos um desafio porque grande parte do que falta ser explorado está na região amazônica, que tem uma riqueza de biodiversidade que deve ser preservada. Mas não é incompatível o objetivo de preservação da Amazônia e a construção de hidrelétricas”, diz Tolmasquim.

Outra fonte com potencial de crescimento no país é a eólica, aquela que gera energia com a força dos ventos. O potencial instalado de geração eólica é 143 mil megawatts-hora (dez vezes mais que a geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu). Hoje, o país está em vigésimo lugar em geração de energia em termos mundiais e deve chegar ao fim deste ano em décimo lugar.

Os leilões de energia eólica que vêm sendo realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) têm contribuído para aumentar a participação dessa fonte na matriz energética, aumentando a escala de produção de equipamentos, o que acaba barateando o custo dessa energia. A estimativa da EPE é chegar ao final de 2012 com mais de 3 mil megawatts de potencial instalado de energia eólica e, ao final de 2014, o país deve chegar a a 7 mil megawatts.

Já o uso de energia solar é pequeno, pois essa fonte ainda é bastante cara no país. Mas Tolmasquim acredita que a aprovação da Aneel para a instalação de pequenos geradores residenciais de energia solar para a troca eletricidade com as distribuidoras poderá impulsionar o mercado. “As perspectivas são muito boas. A tendência é que ela [energia solar] rapidamente vá ficando mais competitiva”.

Nos próximos dez anos, a expectativa do governo é aumentar o percentual de participação do conjunto das fontes renováveis de energia. Segundo estimativas da EPE, a presença desses recursos vai passar dos atuais 44,1% para 46,3% em 2020. “O nosso maior desafio é garantir o desenvolvimento do país mantendo a participação de renováveis na produção de energia. E a resposta é sim, o Brasil pode crescer mantendo alto nível de renováveis seja nos recursos de rios, biomassa, vento e sol. Temos um grande potencial”, prevê Tolmasquim.

Apesar de reconhecer o avanço na diversificação da matriz energética desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92), realizada há 20 anos, o coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, avalia que o país poderia estar mais bem posicionado no desenvolvimento de outras fontes renováveis, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, que, na sua avaliação, estão sendo “desprestigiadas”.

Ele também critica os altos investimentos previstos no país para os próximos anos nos setores de petróleo e gás, incluindo a área do pré-sal, em detrimento de fontes renováveis. “Estamos bem avançados no desenvolvimento de fontes renováveis, mas, na hora de ver os investimentos, eles estão indo com maior intensidade para o petróleo”. Para o Greenpeace, a Rio+20 não vai resultar em avanços significativos em relação ao setor energético. “A gente ainda carece de uma política nacional para fontes renováveis”, diz Baitelo.

A matriz elétrica brasileira, que inclui apenas as fontes que servem para a geração de energia elétrica, tem uma participação de 88,8% de fontes renováveis. A média mundial é 19,5% e, entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é 18,3%.

 

INSS vai cobrar de agressores de mulheres valor dos benefícios pagos às vítimas

A partir de agosto, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a cobrar de agressores, na Justiça, o valor das indenizações pagas a mulheres vítimas de violência.

Ainda não há previsão de quantas ações serão protocoladas, mas já estão em análise 8 mil casos enviados pela Delegacia da Mulher do Distrito Federal, que foram os primeiros a enviar os processos. O INSS vai firmar convênio com ministérios públicos estaduais para que sejam enviados casos de vítimas de violência contra a mulher que tenham recebido pagamento de benefícios pelo INSS.

De acordo com o presidente do INSS, Mauro Hauschild, o objetivo principal da medida não é reaver o dinheiro, que é pago pelo contribuinte, e sim ajudar na repressão e na prevenção da violência contra a mulher.

“O dinheiro é consequência, não a causa. Nós estamos ajudando na repressão e também, de certa forma, na prevenção. Claro que, no afã do momento, as pessoas não param para pensar no reflexo daquela violência, que impactos vai causar. Mas quando a gente fala de ações premeditadas, a gente tem espaço para fazer quem está planejando um crime pensar que, agora, ele tem mais uma consequência”.

O primeiro caso que está sendo analisado é o de Maria da Penha, farmacêutica que dá nome à lei de combate à violência contra a mulher no âmbito doméstico ou familiar. A ação deve ser protocolada no dia 7 de agosto, quando a Lei Maria da Penha completa 6 anos.

Hauschild explica que a ideia das ações regressivas nos casos de violência contra a mulher veio do Instituto Maria da Penha, que mostrou a possibilidade como forma de ação afirmativa.

O presidente do INSS lembra que também está sendo trabalhada uma agenda de ações em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres e com a Secretaria de Direitos Humanos no combate à violência doméstica.

“Isso mostra que o Estado não está mais inerte em relação às questões importantes a que a sociedade está exposta”.

As ações regressivas começaram a ser adotadas pelo INSS em 1991 contra empresas responsáveis por acidentes de trabalho que levaram ao pagamento de benefícios a empregados ou pensão por morte aos familiares da vítima.

As ações passaram a ser protocoladas em massa a partir de 2008. De acordo com Hauschild, das 2 mil ações julgadas, 92% obtiveram sucesso. No ano passado, R$ 1 milhão foi restituído ao INSS. A expectativa é conseguir, ao todo, R$ 600 milhões.

O INSS também começou a entrar com ações regressivas em casos de acidentes de trânsito, mas ainda não há nenhum caso julgado.

Marcos Terena abre a Kari-Oca e diz que não existe política indigenista no Brasil

 

Na opinião  do líder indígena Marcos Terena ,o Brasil precisa ter uma política verdadeiramente indigenista, que dê poder aos índios, em cargos de comando no governo, principalmente na Fundação Nacional do Índio (Funai).  Marcos Terena é idealizador da Kari-Oca, encontro que reúne desde hoje (14) 400 índios, de 14 etnias brasileiras, e 20 representantes de tribos dos Estados Unidos, do Canadá, Japão, México e da Guatemala, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

“Na verdade, não existe política indigenista no Brasil. Nós esperamos que as nossas discussões aqui sirvam de política indigenista para o nosso país. Temos que construir isso para que o índio seja parte do processo. A Funai já teve todo tipo de presidente, militar, antropólogo, indigenista, representantes da igreja, menos índio. Se é para errar, deixa o índio mostrar se tem capacidade de exercer o poder, não só de ser considerado um problema. Exigimos esse reconhecimento.”

Durante a parte da manhã, a Kari-Oca será palco de palestras e debates em torno da Carta Indígena da Kari-Oca 2012 e, à tarde, haverá jogos e atividades culturais. No próximo domingo (17), Terena apresentará, juntamente com outras representações, o documento aos representantes dos líderes mundiais reunidos no Riocentro.

“Nós estamos participando da Rio+20 para servir de testemunhas e fazermos pressão para que os governos comecem a prestar atenção na gente. Não precisamos de uma política social de dependência. Precisamos aprender que nem tudo depende dos governos, mas também da articulação e capacidade da sociedade de construir o futuro.”

Terena denunciou a situação de violência vivida por diversos índios, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, por conta da expansão agrícola imposta por grandes produtores rurais sobre as terras indígenas. “Alguns povos vivem uma crise muito grande de violação de seus direitos, inclusive com pessoas assassinadas e sem nenhuma prisão ou resultado de proteção legal. A questão indígena não pode ser transformada em uma questão de polícia.”

Além dos atritos que ameaçam índios localizados próximos às regiões urbanas, Terena destacou o perigo iminente que o aumento das fazendas sobre as florestas poderão causar em comunidades até hoje isoladas.

A Kari-Oca está aberta à visitação pública das 9h às 19h, na antiga Colônia Juliano Moreira, na região da Taquara, no bairro de Jacarepaguá. Nesta quinta-feira, foram abertos os Jogos Verdes, com inúmeras competições típicas dos índios, como arco e flecha, cabo de força, corrida com tora e arremesso de lança.

Participam da Kari-Oca índios das etnias Kayapó, Karajá, Assurini, Xavante, Xerente, Guarani Kaiowá, Pataxó, Terena, Javaé, Bororo Boe, Kamayurá, Pareci, Manoki e Guarani.

Grávidas que consomem ácido fólico diminui risco de terem filhos com autismo

Brócolis 

Brócolis: alimento é uma das fontes ricas em ácido fólico (Thinkstock)

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.Mulheres que consomem quantidades adequadas de ácido fólico durante a gravidez reduzem as chances de seus filhos terem autismo. Esse nutriente, também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis e feijão e é indicado a gestantes para evitar má formação congênita. O estudo será publicado na edição do mês de julho do periódico The American Journal of Clinical Nutrition.

 

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ÁCIDO FÓLICO
Também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis, tomate, feijão, lentilha e cogumelo, em bebidas como a cerveja e em suplementos vitamínicos. Recomenda-se o consumo da vitamina a mulheres que estão pensando em engravidar — de preferência 90 dias antes da fecundação e durante toda a gestação. O ácido é associado a um menor risco de má formação congênita.

Segundo os autores do estudo, o ácido fólico protege o feto contra problemas no desenvolvimento do cérebro que podem acarretar reações no DNA capazes de alterar a maneira pela qual o material genético é lido. Suplementos da vitamina são recomendados — ao menos nos EUA e no Brasil — para que as mulheres grávidas garantam uma formação saudável de seus fetos.

Leia também: Ácido fólico na dieta materna reduz risco de câncer infantil

Participaram do estudo 837 mulheres grávidas e, durante seis anos, os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento de seus filhos. A equipe concluiu que tomar 600 microgramas de ácido fólico ao dia — tanto por meio de suplementos quanto de alimentos ricos no nutriente — durante o primeiro mês de gravidez é capaz de reduzir as chances de uma mulher ter um filho com autismo.

Os pesquisadores também concluíram que as mães das crianças que apresentaram desenvolvimento típico — ou seja, não demonstraram sintomas nem de autismo e nem de atraso no desenvolvimento — foram aquelas que mais ingeriram ácido fólico durante o primeiro mês de gravidez. Eles também indicaram que quanto mais ácido fólico uma grávida consumia, menor o risco de seu filho desenvolver a desordem.

Recomendações — “Essa pesquisa teve resultados semelhantes ao de outras que sugeriram o efeito protetor do ácido fólico em relação ao desenvolvimento neurológico do feto”, diz a coordenadora do estudo, Rebecca Schmidt. “Além disso, as conclusões apoiam as recomendações para mulheres em idade fértil em relação ao consumo de ácido fólico, que são de ao menos 600 microgramas de ácido fólico ao dia”.

Embora sejam essas as recomendações para gestantes nos Estados Unidos — estipuladas pelo órgão americano Food and Drug Administration (FDA), no Brasil elas são diferentes. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recomenda-se que adultos ingiram 240 microgramas de ácido fólico ao dia e gestantes, 355 microgramas. Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. No país, desde 2004, a Anvisa tornou obrigatória a inclusão de ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho e em seus subprodutos. A justificativa para a medida foi justamente a redução no risco de má formação do feto comprovada por diversos estudos.

Epidemia — Em março deste ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde americano, divulgou dados mostrando que, em 2008, uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos tinha autismo, uma incidência 23% maior do que em 2006. “O que é reconfortante é saber que medidas específicas em relação à ingestão de ácido fólico por meio de alimentos ou suplementos podem ajudar as mulheres a diminuírem as chances de seus filhos desenvolverem o problema”, afirma Irva Hertz-Picciotto, outra autora da pesquisa.

Brasil não apresentará texto alternativo na Rio+20

 

 A possibilidade de o Brasil apresentar um documento alternativo foi descartada  hoje (14)  pelo  secretário executivo da delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado,  ao que está em negociação. A sugestão foi feita por alguns negociadores por causa das divergências em torno de temas essenciais, como a definição de metas conjuntas e financiamentos para o desenvolvimento sustentável.

“O Brasil não apresentará novos textos”, disse o embaixador. “O texto que existe é o que está sendo negociado. Não é o caso de apresentar novos textos. O texto que há [ainda em fase de articulação na conferência] foi aquele submetido a várias rodadas de negociações”, acrescentou. “[Mas é] natural que busque sugerir opções e soluções.”

No segundo dia de reuniões da Rio+20, persistem divergências sobre seis aspectos considerados fundamentais para o documento final. Os aspectos sem consenso são a definição de metas comuns, a transferência de tecnologias, os financiamentos, a capacitação de pessoas para execução de programas relacionados ao desenvolvimento sustentável, a compreensão sobre o significado de economia verde e a criação de novas instituições.

Até o começo desta tarde, apenas um quarto do documento foi aprovado de forma consensual, segundo os negociadores. Mas Figueiredo Machado evitou confirmar as divergências. Ele disse que prefere mencionar os avanços e buscar um acordo global. Para ele, o Brasil deve se empenhar na busca do entendimento.

“Vamos fazer tudo o que for necessário para ajudar essa negociação e levá-la a cabo. Há, sim, uma retração forte por parte de alguns países [desenvolvidos], devido à crise interna [os impactos causados pela crise econômica internacional]”, admitiu o secretário executivo da delegação brasileira. “Mas estamos aqui para pensar [alternativas] a longo prazo.”

Por falta de consenso fundo de desenvolvimento sustentável deve ficar fora do texto final da Rio+20

 Em meio aos impactos da crise econômica internacional e das limitações financeiras dos países mais pobres, a proposta de criar um fundo de incentivo ao desenvolvimento sustentável, que conta com o apoio do Brasil, deve ser retirada do texto final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Pela proposta, o fundo começa com US$ 30 bilhões a partir de 2013, mas pode chegar a US$ 100 bilhões, em 2018.

Vários países, como o Canadá e os Estados Unidos – que estão em plena campanha presidencial e cujo presidente, Barack Obama, é ausência na Rio+20 – resistem à ideia. Esses países contam ainda com o apoio dos europeus, que argumentam que os efeitos da crise econômica internacional os impedem de avançar sobre propostas relativas às questões financeiras.

O secretário executivo da delegação brasileira na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, reconheceu hoje (14) que os países ricos adotaram um movimento de “retração forte” devido às questões internas que vivem. “Mas tudo isso faz parte da negociação”, definiu. O embaixador, no entanto, não acredita que seja definitiva a questão. “Não há rechaço de uma ou de outra [parte negociadora]. Vamos buscar a melhor condição possível. É fundamental que cada ação corresponda a meios de financiamento ou indicações para que isso seja possível”.

As negociações em busca de acordos para o texto final mobilizam os negociadores, pois a seis dias do encontro dos 115 chefes de Estado e de Governo, na Rio+20, apenas um quarto do documento está fechado. Há divergências em relação aos seguintes temas: metas comuns, transferência de tecnologias, financiamentos, capacitação de pessoas para a execução de programas relacionados ao desenvolvimento sustentável, compreensão sobre o significado de economia verde e criação de novas instituições.

Jornada de trabalho dos motoristas profissionais foi regulamentada pelo Contran

 

A  regulamentação da jornada de trabalho dos motoristas profissionais,foi publicada hoje (14-O6), no Diário Oficial da União.As resoluções 405 e 406 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) detalham como será feita a fiscalização sobre as horas de descanso obrigatórias, previstas na  Lei 12.619/2012.

As medidas alcançam os motoristas profissionais  dos veículos de transporte e de condução de escolares, de transporte de passageiros com mais de dez lugares e de carga com peso bruto total superior a 4.536 kg.

O controle do tempo de direção e descanso será feito pelo tacógrafo, registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo do veículo. O equipamento é obrigatório para veículos de transporte escolar, de passageiro e de carga e deve ter a certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de acordo com a Resolução 406, que tem vigência imediata à publicação.

A Resolução 405 estabelece que a fiscalização poderá ser feita também pelo registro manual da jornada, por meio de diário de bordo ou ficha de trabalho. O descumprimento da norma é uma infração grave, sujeita a multa e retenção do veículo. A lei estabelece um repouso de 11 horas por dia e descanso de 30 minutos a cada 4 horas trabalhadas.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a regulamentação é um avanço para a categoria e visa à redução de acidentes provocados por cansaço dos motoristas profissionais. A Resolução 405 entra em vigor em 45 dias. Até lá, os órgãos de trânsito devem orientar os condutores sobre as medidas e implantar campanhas educativas sobre o tema.

Emagrecer com semente de Chia é a nova descoberta

A chia é originária do México. Ela é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física. Entre os principais componentes está o ômega 3 – em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína. Ela age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento.

  • Desintoxica: “a fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes”;
  • Causa saciedade: “suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras, ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores”;
  • Combate inflamação: “a gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeita. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite”.

Além de ajudar o corpo a entrar em forma, a chia colabora na redução do colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce e melhora a imunidade do organismo.

Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. Logo, para emagrecer, coma apenas a quantidade indicada na matéria.

Pode ser encontrada de três formas – in natura (grãos), óleo e farinha. Mas independentemente do jeito que você prefere consumi-la, a chia deve ser ingerida 30 minutos antes de duas das suas principais refeições diárias (café da manhã, almoço ou jantar).

Será proposto um novo plano de carreira aos professores federais em greve

Uma nova proposta de plano de carreira será apresentado pelo Ministério do Planejamento  quese comprometeu a apresentar na próxima terça-feira aos professores das universidades federais. A categoria está em greve há quase um mês. Uma das possibilidades é que seja tomada com referência a estrutura de carreira dos servidores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que seria mais vantajosa do ponto de vista da progressão. Essa proposta já começou a ser discutida nesta terça-feira durante reunião do comando de greve com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. Entretanto, segundo o Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), foi apresentada de maneira muito superficial. O governo chegou a pedir que a categoria fizesse uma “trégua” de 20 dias para que o semestre letivo fosse concluído, o que foi rejeitado pelos grevistas.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a nova proposta de plano de carreira será baseada em “critérios de mérito acadêmico e valorização da dedicação ao ensino, à pesquisa e à extensão”. A possibilidade de migração dos docentes para a carreira do MCTI já está sendo discutida pelo comando de greve. Mas o movimento informou que vai aguardar a próxima reunião para conhecer a proposta concreta do governo. O MEC divulgou uma nota dizendo que “O governo federal espera contar com o compromisso e a compreensão dos docentes em greve e assegura que dará continuidade ao processo de modernização e expansão das universidades e dos institutos federais, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento social e para a inclusão de mais brasileiros no ensino superior”.