Atrasos fazem Petrobrás declarar “guerra”

Graça Foster,  presidenta da Petrobras disse nesta segunda feira (29/10),  que a Petrobras está em “guerra” contra atrasos para evitar a perda de receitas importantes nos próximos anos. Ela citou como exemplos de atrasos as novas sondas contratadas, montadas no exterior e que demoraram cerca de dois anos para ficarem prontas. Mesmo período que atrasou a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a qual só deve ser concluída em 2014.

“O pessoal que trabalha comigo sabe que eu odeio atraso. Se os navios, plataformas e sondas não entrar em operação do jeito que está previsto, não consigo atender à curva de produção. Virou uma guerra, uma catástrofe na Petrobras atrasar projeto. Se você atrasou, você não produz, não gera receita”, disse.

Em palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Foster disse que o preço do diesel e da gasolina no Brasil ainda está defasado. Segundo a presidenta, a Petrobras não pretende aumentar o preço da gasolina todo dia ou todo mês e que a empresa deve manter a política de reajuste de médio e longo prazo, para evitar a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional.

“Aumentar a gasolina todo dia, todo mês, todo trimestre não favorece à Petrobras, porque somos uma empresa de investimentos de médio e longo prazo. Hoje, os preços do diesel e da gasolina estão defasados (em relação ao preço internacional). Mas evidentemente quem investe, como a Petrobras, não pode passar longos tempos sem fazer uma recuperação de seus preços”, justificou.

Na palestra, Foster disse também que os desinvestimentos, ou seja, venda de ativos, continuarão no ano que vem, de forma a garantir os investimentos de US$ 236 bilhões previstos até 2016 em projetos prioritários, contraindo assim menos dívidas no mercado financeiro. De acordo com a presidenta, a empresa ainda está buscando reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência das unidades operacionais, em especial na Bacia de Campos, atualmente principal polo produtor de petróleo do país.

Fonte: Agencia Brasil

Inundações e secas nos Brasil causam uma série de doenças, alerta OMS

Foi divulgado nessa segunda feira (29/10) no Atlas da Saúde e do Clima, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que no Brasil as temporadas de inundações e de seca geram a curto, médio e longo prazos uma série de doenças. Em 68 páginas, o estudo mostra que as preocupações se concentram no Sul em decorrência das inundações e dos deslizamentos de terras, considerados constantes, e no Norte devido à seca.

Uma série de problemas de saúde, segundo o estudo, são gerados pelas mudanças no clima atingem milhões de brasileiros e provocam surtos epidêmicos de doenças, como diarreia, malária, dengue e meningite. Nas páginas de 27 a 30, o relatório informa que de 2000 a 2010 foram registrados 1.320 casos de inundações. O período apontado como a “pior seca dos últimos 60 anos” foi de 2004 a 2010, na Amazônia.

O estudo revela que as doenças mais comuns causadas pelas alterações climáticas têm relação direta com uma série de fatores, como poluição e infraestrutura local. A maior parte das mortes, segundo o relatório, é entre bebês recém-nascidos. Há registros também de levados número de casos, nem sempre fatais, de pneumonia, diarreia e malária.

Os especialistas advertem ainda para que as pessoas redobrem os cuidados com a exposição ao sol, pois há estudos que demonstram que as elevadas temperaturas e os raios de sol podem causar problemas à saúde. O alerta é para limitar a exposição ao sol, procurar lugares à sombra, usar roupas que protejam, chapéus e óculos. Também é recomendado o uso de protetor solar.

Fonte: Agencia Brasil

Cientistas desenvolvem exame mais barato para identificar aids e câncer

 Pesquisadores britânicos desenvolveram um novo exame, mais barato, que pode detectar diferentes vírus e também alguns tipos de câncer. O exame ainda é um protótipo e revela uma doença ou um vírus – mesmo em pequena quantidade no corpo – usando um sistema de cores. A pesquisa do Imperial College de Londres foi divulgada na revista especializada Nature Nanotechnology.

Um reagente químico desenvolvido pelos cientistas muda de cor quando entra em contato com o sangue do paciente. Caso um determinado componente da doença ou vírus esteja presente no organismo, o reagente químico fica azul. Se não houver doença ou vírus, o líquido fica vermelho. São necessários testes mais amplos antes que o novo exame possa ser usado. Os pesquisadores do Imperial College de Londres esperam que o novo exame custe dez vezes menos que os testes já disponíveis.

O pesquisador Molly Stevens, do Imperial College, disse que o novo método “deve ser usado quando a presença de uma molécula-alvo em uma concentração ultrabaixa puder melhorar o diagnóstico da doença”. “Por exemplo, é importante detectar algumas moléculas em concentrações ultrabaixas para verificar a reincidência de câncer depois da retirada de um tumor”, destacou.

Segundo Stevens, o exame em desenvolvimento também pode ajudar no diagnóstico de pacientes infectados com o vírus HIV cujas cargas virais são baixas demais para serem detectadas com os métodos atuais. Os primeiros testes do novo exame mostraram a presença dos marcadores para HIV e câncer de próstata.

“O exame pode ser significativamente mais barato, o que pode abrir caminho para um uso maior de exames de HIV em regiões mais pobres do mundo”, disse Roberto de la Rica, pesquisador que participou do desenvolvimento do novo teste.

Fonte: Agencia Brasil

Cerca de 5,7 milhões de pessoas irão participar do Enem 2012

No próximos dias 03 e 04 de novembro, cerca de 5.791.290 estudantes brasileiros farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. O teste é a oportunidade para estudantes que querem ingressar em universidades federais ou faculdades particulares do país.

O Enem foi criado em 1999 e passou a ganhar mais importância há três anos, com a criação do Sistema Único de Seleção Unificada (Sisu). Por meio desse sistema, a nota obtida no exame passou ser usada por instituições públicas de ensino superior para ingresso de estudantes em substituição aos vestibulares tradicionais. No caso das faculdades particulares, a nota no Enem é um dos critérios para obtenção de bolsas de estudo parciais ou integrais por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Pelo menos 45 universidades federais,  já adotam o Enem para ingresso de alunos. Cada instituição tem autonomia para escolher a forma de aproveitamento das notas do Enem: como fase única, em substituição ao vestibular; como primeira fase ou para o preenchimento de vagas remanescentes, não ocupadas com o vestibular tradicional. Em algumas instituições, a nota do Enem é somada ao resultado do vestibular, e a média é usada para ingresso nos cursos superiores.

A participação no exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

No sábado (03/11), primeiro dia de provas do Enem, os candidatos vão responder a questões de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. No domingo (04/11), serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias e de matemática e suas tecnologias. Além disso, no último dia do exame, o aluno fará a redação, que está no topo das preocupações dos participantes por representar 50% da nota total.

A previsão é que os gabaritos do Enem sejam divulgados no dia 7 de novembro e os resultados gerais saiam no dia 28 de dezembro.

Fonte: Agencia Brasil

Fundo Soberano é negocia com o governo para se capitalizar BNDES

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi rrigado este ano com R$ 40 bilhões em empréstimos do Tesouro Nacional começou a negociar com o governo uma capitalização efetiva para o início de 2013. Ao contrário dos recursos repassados como financiamento de longo prazo pelo Tesouro – R$ 285 bilhões autorizados desde 2009, dos quais R$ 270 bilhões já repassados -, o banco de fomento pleiteia o repasse de ações de estatais do Fundo Soberano Brasileiro (FSB).

Os papéis ingressariam no BNDES como capital efetivo, elevando o patrimônio de referência, usado como parâmetro para definição do limite de empréstimo a cada empresa ou projeto. No último balanço divulgado, o patrimônio de referência do BNDES é de R$ 94,041 bilhões. O banco pode correr o risco de emprestar até 25% desse valor (R$ 23,5 bilhões) para apenas um projeto ou grupo empresarial. O governo já abriu exceções a esses limites, nos empréstimos aos setores de petróleo, mineração e elétrico, permitindo financiamentos maiores a Petrobrás, Vale e grupo Eletrobrás.

O BNDES também já recebeu recursos de forma semelhante. No início do mês, o banco incorporou no estatuto social um aumento de capital de R$ 6,783 bilhões, em operações de 2010 e 2011, com repasse de ações da Petrobrás. O capital social do BNDES é de R$ 36,340 bilhões.

Administrado pelo Tesouro, o FSB detém ações de empresas como Eletrobrás, Petrobrás e Banco do Brasil. No caso do BNDES, o repasse de ações do BB seria de pouca serventia, pois não podem ser incluídas no patrimônio de referência, por ser tratar de instituição financeira. A reivindicação do BNDES não é vista como urgente. Na verdade, a diretoria do banco tem negociação permanente pela capitalização. Nos últimos três anos, o Tesouro, único acionista do banco, repassa os empréstimos, mas não resolve em definitivo as necessidades do banco.

As operações do Tesouro com BNDES, Caixa e Banco do Brasil tiveram início como medida de exceção, no auge da crise internacional, mas se tornaram tática recorrente. Com a estratégia, o Tesouro capta recursos com emissão de títulos de dívida, em vez de retirá-los do Orçamento. Assim, aumenta a capacidade de emprestar dos bancos sem afetar o superávit primário (sem levar em conta juros da dívida) das contas públicas. O aumento de capital com ações da Petrobrás também preserva o superávit.

Porém, a estratégia gera custos: como a taxa paga pelo governo nos títulos é superior à cobrada pelo BNDES nos financiamentos, o governo sai perdendo na operação. Por isso, têm sido alvo de críticas de economistas. Há duas semanas, em palestra no Rio, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco chamou a atenção para “um exagero de criatividade” do governo e classificou os artifícios contábeis de “quase pornográficos”.

Segundo o economista Mansueto Almeida Jr., especialista em contas públicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estoque de dívida repassada aos bancos públicos chega a R$ 400 bilhões desde 2007 e já virou uma “bola de neve”. Ao “transformar parte da dívida em receita primária”, a estratégia não deixa claro o cálculo de custos e benefícios. “É mais fácil no Brasil construir o trem-bala do que aumentar os gastos com saúde e educação.”

Fonte: Estadão

Prazo de inquérito do banco Cruzeiro do Sul é ampliado

Foi publicado pelo Banco Central desta segunda-feira, no Diário Oficial da União, a decisão que prorroga prazo da investigação sobre as contas do Banco Cruzeiro do Sul, liquidado em setembro. O prazo do inquérito foi prorrogado em 120 dias a partir de 28 de outubro. O BC também nomeou Paulo Cesar Fernandes da Silva, analista da instituição, como relator do processo.

A Polícia Federal prendeu na semana passada, o ex-presidente do Cruzeiro do Sul por crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro.