Na Copa das Confederações na fase de grupos ingresso de menor preço custará R$ 57

 

 

Na fase de grupos da Copa das Confederações, a partir de 15 de junho de 2013 no Brasil, o ingresso de menor preço vai custar R$ 57, e poderá ser adquirido por estudantes, pessoas com mais de 60 anos de idade e beneficiários do Programa Bolsa Família, com desconto de 50% (R$ 28,50). Para o jogo de abertura e e as partidas da fase semifinais, o menor valor será R$ 76 (meia R$ 38) e a final, R$ 95 (meia R$ 47,5).

Os ingressos darão acesso aos acentos de categoria 4, que só serão vendidos aos residentes no Brasil. Apenas idosos (acima de 60 anos), que moram no país, terão direito a 50% de desconto nos ingressos das categorias 1 a 3 (melhor localizados). Os preços e locais onde serão realizados os jogos foram divulgados hoje (8), em São Paulo, pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). As sedes serão no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Salvador e no Recife.

O jogo de abertura da competição será na capital federal, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, no dia 15 de junho. A final ocorrerá no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 30 de junho. No dia 1º de dezembro, a Fifa fará o sorteio dos jogos no Anhembi, na cidade de São Paulo.

Cerca de 830 mil ingressos estarão disponíveis para compra. A venda dos primeiros bilhetes começará no dia 21 de novembro de 2012, Para  titulares de cartões Visa em todo o mundo  em uma pré-venda com duração de dez dias (de 21 a 30 de novembro) antes do sorteio oficial dos grupos. Durante a fase de pré-venda, quem tiver cartão Visa poderá comprar ingressos das categorias 1 a 3 por ordem de encomenda.

A partir de 3 de dezembro de 2012, estarão à venda ingressos de todas as categorias, inclusive a 4, reservada apenas a pessoas que residem no Brasil. Os interessados poderão então solicitar ingressos até 15 de janeiro de 2013. O dia e a hora da solicitação durante esse período não terão relevância para a aceitação do pedido. Todos os pedidos serão reunidos e, se necessário, um sorteio será feito ao final da fase de venda. Na fase de venda de última hora, os ingressos estarão disponíveis para compra apenas por ordem de encomenda, até o último dia do torneio.

Pelo menos 1% da quantidade total de ingressos será disponibilizado para pessoas com deficiência, que terão acesso aos lugares de categoria 3. Elas terão a opção de solicitar um ingresso cortesia para um acompanhante.

A venda dos ingressos será feita pela internet, no site www.fifa.com .“A inclusão digital tem avançado enormemente no Brasil, mas ainda há setores, sobretudo entre a população idosa e a de baixa renda, com restrições no acesso regular à internet. Por isso, disponibilizaremos pontos públicos de acesso em 7,6 mil escolas públicas Brasil”, disse Luís Fernandes, secretário executivo do Ministério do Esporte. O site www.copa2014.gov.br traz mais detalhes sobre os pontos de acesso. 

 

Educar criança para a rotina do trânsito, é o objetivo do projeto laçado pelo DER-RJ e BPRV

Segundo a Subsecretaria de Cominicação Social do Estado do Rio, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) está à frente da construção da instrutiva Cidade do Trânsito, espaço que serve de cenário para aulas lúdicas e educativas voltada às crianças. O projeto será implantado no pátio do Batalhão de Policia Rodoviária do Rio de Janeiro, localizado no município de Niterói.

Apelidado de Transitôlandia, o projeto está em processo de licitação e tem início previsto para meados de novembro, num investimento de R$ 149 mil, sendo mais uma ação que se alinha aos projetos especiais de educação no trânsito desenvolvida pelo DER-RJ nos últimos anos.

A Transitolândia é uma espécie de cidade mirim, com ruas, praças, postos de gasolina, semáforos e veículos (bicicletas e velocípedes), destinada a educar e preparar as crianças em idade escolar para a rotina diária no trânsito. O público é formado, em média, por crianças de 4 a 12 anos, que recebem orientações de conduta como pedestres, ciclistas e passageiros de veículos coletivos e de passeio.

Educar para formar cidadãos conscientes das relações de trânsito é uma das maiores preocupações do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ). O objetivo desse projeto, que já foi bem aceito e com resultados reais em outros estados, é ensinar às crianças do ensino fundamental (de escolas públicas e particulares) como ser um bom pedestre, que colabora com o trânsito e que não põe sua vida em risco.

Depois de aprender como atravessar a faixa de pedestre, como utilizar o semáforo e o cinto de segurança, os estudantes vivenciam na prática as situações reais dentro de uma mini-cidade, projetada para impactá-las. As crianças são estimuladas com todo aparato e absorvem os ensinamentos de como um bom motorista e pedestre deve se portar.

O mais impressionante é a propagação desses ideais dentro da própria família, quando as crianças levam o que aprenderam de forma divertida para pais e parentes, criando um ciclo do bem voltado para segurança e educação no trânsito. O comandante do BPRv, o tenente-coronel Oderlei dos Santos Alves de Souza, salientou a capacidade de aprendizado com a mini-cidade e como essa relação direta com os policiais e as crianças auxiliam na conscientização desde cedo:

– As outras experiências com educação no trânsito desenvolvidas com a equipe do DER-RJ já deram um retorno incrível, com as crianças realmente integradas como amigos do trânsito e da polícia rodoviária. Agora com a Mini-Cidade aqui no Batalhão os resultados serão ainda mais visíveis – explicou.

Através de excursões promovidas pelas escolas até o BPRV de Niterói, as crianças na Transitolândia receberam de forma inteligente e dinâmica os primeiros ensinamentos de como atravessar ruas, do conceito de mão e contramão, do significado dos sinais de trânsito, dos sinais e apitos dos guardas, das placas de sinalização e outros, participando ativamente nas aulas descontraídas e soltas ministradas pelos policiais-militares do BPRv.

Dilma e Obama prometem ampliar relação entre os países

 

 

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversaram  nesta quinta-feira (8) sobre o potencial de expansão da relação comercial e do investimento entre os dois países para o segundo mandato do líder norte-americano.

Durante telefonema para cumprimentar Obama pela vitória nas eleições da última terça-feira (6), Dilma manifestou interesse em reencontrar o líder norte-americano em breve. Obama disse que também pretende rever a presidenta brasileira “assim que possível”, segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Dilma disse a Obama que a reeleição foi importante para o Brasil e para o mundo e que os dois terão oportunidade de trabalhar pela ampliação das relações entre Brasil e Estados Unidos, principalmente nas áreas comercial e de investimento.

Por sua vez, Obama disse que gostaria de fortalecer as relações com o Brasil e concordou que há grande potencial para expansão do comércio e dos investimentos entre os dois países, nos próximos anos.

A presidenta havia tentado falar com Obama desde ontem (7) para cumprimentá-lo pela reeleição, mas o norte-americano havia tirado o dia para descansar da corrida eleitoral. A ligação foi realizada hoje às 14h e os dois conversaram por cerca de 10 minutos. 

Fonte  Agência Brasil

Aloizio Mercadante quer que recursos dos royalties do petróleo sejam investidos em educação

 

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou hoje (8), em entrevista ao final da solenidade de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que vai continuar “lutando” para que os recursos provenientes dos royalties do petróleo sejam completamente investidos em educação.

“A Câmara [dos Deputados] aprovou o Plano Nacional de Educação [PNE], em que está previsto dobrar o investimento em educação nos próximos dez anos, mas não definiu nenhuma fonte concreta para que isto ocorra. Não basta dizer onde nós devemos chegar, tem que dizer como chegaremos lá, qual a fonte do orçamento que vai aumentar a fonte para educação. A presidenta Dilma propôs um caminho, que todo os royalties do petróleo dos estados, dos municípios e da União fossem para a educação. Nós vamos continuar perseguindo essa meta”, defendeu Mercadante.

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (6), sem alterações, o projeto de lei do Senado que trata da nova distribuição dos royalties do petróleo. O texto está em análise da presidenta Dilma Rousseff e não prevê recursos para a educação. Mais cedo, por meio de sua assessoria, a presidenta informou que faria uma análise “exaustiva” antes de decidir o que fará: se vetará o texto de forma total ou parcial ou se o sancionará na integralidade.

O ministro ressaltou que vai dialogar com senadores, prefeitos e governadores para garantir apoio no Senado para que os royalties sejam direcionados para a educação. “Vamos sentar com os senadores e discutir a matéria. É imprescindível que royalties do petróleo, que é uma riqueza não renovável e temporária [sejam investidos em Educação]. Ela não pode ser destinada ao inchaço da máquina pública. Temos que pensar o Brasil pós-petróleo, com educação de qualidade, universal e para todos para permitir o desenvolvimento futuro do país quando as reservas de petróleo já não estiverem mas aí para os nossos netos. Esse é o sentido verdadeiro dos royalties”, disse.

Fonte  Agência Brasil

Atuação das igrejas na ditadura militar começa ser analisada pela Comissão da Verdade

  

 

A Comissão Nacional da Verdade fez hoje (8) a primeira reunião do grupo de trabalho que vai investigar o papel das igrejas na ditadura militar. Durante o encontro, especialistas e membros da comissão analisaram estudos acadêmicos existentes sobre o tema. “Estamos fazendo um primeiro balanço do estado da arte com especialistas e teremos que definir prioridades, porque não podemos tratar de todos os temas que envolvem essa questão”, apontou o professor Paulo Sérgio Pinheiro, coordenador do grupo.

Entre os casos que devem ser analisados está o do jornalista e ex-preso político Anivaldo Pereira Padilha. Ele foi delatado, no início da década de 1970, pelo pastor e pelo bispo da igreja a qual fazia parte. “Fui denunciado por minha atuação dentro da própria igreja. Na época, ocupava os cargos de diretor do Departamento Nacional de Juventude e editor de uma revista da igreja dirigida a esse público”, explicou. Padilha foi torturado e exilado, tendo retornado ao Brasil somente após a Lei de Anistia, em 1979.

A criação do grupo foi proposta pela sociedade civil em audiências públicas promovidas pela comissão, informou a assessoria de imprensa do órgão. “As igrejas são instituições da maior relevância na sociedade e é evidente que, ao lado das Forças Armadas, do empresariado, dos organismos do Estado, ela deve ser investigada”, reforçou Paulo Sérgio Pinheiro. Ele ressaltou que serão igualmente analisados fatos ligados à colaboração das igrejas ao regime e também relacionados à resistência.

“É importante resgatar essa memória para compreender melhor o presente e o futuro e para que essas instituições deem conta do quão nefasto isso foi para a sociedade brasileira em termos de atraso para a construção de uma sociedade democrática. O não esclarecimento desses crimes contribui para que a tortura continue a existir na sociedade brasileira”, avaliou Anivaldo Padilha.

A comissão ouvirá testemunhas e irá analisar documentos nos próximos meses. O material servirá de base para um relatório, com primeira versão prevista para janeiro de 2013. “Não vamos privilegiar nenhuma igreja. Isso vai ser mapeado pela documentação e pelos casos que nós vamos levantar”, disse o coordenador.

A comissão é formada por pesquisadores que estudam diversas igrejas, como a metodista, presbiteriana, luterana, batista e Católica.

Para Anivaldo Padilha, que atualmente é líder ecumênico metodista, alguns setores das igrejas não devem reagir bem às investigações, mas descarta empecilhos às pesquisas. “Setores mais conservadores ou que são remanescentes de grupos que apoiaram a ditadura, esses setores não vão estar muito contentes”, avaliou.

O coordenador do grupo, no entanto, destaca que não houve manifestação formal de nenhum grupo religioso. 

Fonte  Agência Brasil

Unificação do ICMS é proposta por Mantega para acabar com a guerra fiscal

Foi proposto nesta quarta feira (07/11), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega,  a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual para acabar com a guerra fiscal entre os estados. A alíquota seria unificada em 4% para todas as mercadorias que passam de uma unidade da Federação para outra. Atualmente, o imposto é 7% ou 12%, dependendo do estado de origem da mercadoria.

Em contrapartida, o governo federal criaria dois fundos para compensar os estados perdedores, que são justamente os que mais produzem mercadorias. Um fundo de desenvolvimento regional, que funcionaria por 16 anos, destinaria R$ 12 bilhões ao ano para os estados perdedores – R$ 9 bilhões em financiamentos de bancos oficiais e R$ 3 bilhões do Orçamento Geral da União. Haveria ainda um segundo fundo, que compensaria as perdas a cada ano, mas os recursos ainda não estão previstos.

O ministro também propôs a revisão do indexador da dívida dos estados com a União. Atualmente, essa dívida é corrigida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais 6% ou 7,5% ao ano. A equipe econômica acenou com a substituição deste índice pela taxa Selic, que mede os juros básicos da economia.

A proposta dividiu os governadores. Alguns elogiaram o fim da guerra fiscal, mas pediram que os repasses da União para os estados perdedores sejam automáticos e definidos em lei. Outros governadores, principalmente de estados do Norte e do Nordeste, pediram a fixação de duas alíquotas: 2% para os estados mais ricos e 7% para os menos desenvolvidos, que teriam espaço para a concessão de incentivos fiscais a indústrias.

“A proposta provoca perdas, principalmente para grandes estados produtores, como São Paulo. Não se pode ter duas alíquotas diferentes porque a guerra fiscal nasce justamente da diferença de alíquotas do ICMS”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O governador do Ceará, Cid Gomes, insistiu na proposta de duas alíquotas diferenciadas. “Não é razoável um país, com as desigualdades regionais que tem, ter uma unificação de alíquota. A diferença de alíquotas é importante para gerar os empregos necessários nas regiões mais deprimidas”, declarou.

Para o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o mais importante é que as compensações sejam automáticas, sem serem negociadas a cada ano, como ocorre com a Lei Kandir, que desonerou as exportações de bens agrícolas e minerais no fim dos anos 1990 e provocou perdas para estados com economias baseadas na agricultura.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, também disse que seu estado terá perdas com a reforma do ICMS interestadual. Ele apoia a proposta do governo federal, mas diz que a mudança no indexador das dívidas é insuficiente para compensar as perdas do estado. “Vários estados, inclusive o nosso, estão com dificuldades de recursos por causa da Emenda 29 [que estabeleceu piso de investimentos em saúde], do Piso Nacional do Magistério e da redução dos repasses do Fundo de Participação dos Estados”, reclamou.

Perillo e Casagrande reivindicaram que, além da troca do indexador, o governo federal reduza o percentual da receita corrente líquida (RCL) que os estados são obrigados a pagar todos os meses para a União. Atualmente, os estados destinam 13% da RCL para a alíquota.

Para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, pela primeira vez, o governo federal está trabalhando para eliminar a guerra fiscal. “Há uma proposta viável, concreta. Quem tem perda será compensado generosamente. Nas regiões com poucas indústrias, vai ser criado um programa de desenvolvimento regional para manter estímulos e atrair empresas. A alíquota de 4% é extraordinária. Vai haver perdas pontuais, mas a arrecadação crescerá em nível nacional e o custo operacional diminuirá.”

Em abril, o Senado aprovou a unificação do ICMS interestadual em 4% para mercadorias importadas. A medida entra em vigor em janeiro. O governo federal agora quer estender a unificação para as mercadorias nacionais que passam de um estado para outro.

Fonte: Agencia Brasil

PEC que amplia os direitos do empregado doméstico é aprovada por Comissão Especial da Câmara

 A Comissão Especial da Câmara dos Deputados nesta quarta feira (07/11), simbolicamente, o parecer da relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia os direitos do trabalhador doméstico. A proposta estabelece que os empregados domésticos tenham os mesmos direitos trabalhistas dos empregados de demais categorias.

A PEC precisa ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara, para depois seguir para análise do Senado. “No Brasil, foram poucas as normas que resguardaram os direitos das trabalhadoras domésticas, tendo em vista que a Lei do Empregador Doméstico é de1972,” disse Benedita da Silva.

Fonte: Agencia Brasil

Sérgio Cabral disse: “Sem os Royalties o Estado quebra e não se faz nem Copa e nem Olímpiadas”

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, o governador Sérgio Cabral viajou para Brasília nesta quarta-feira para uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Antes do compromisso, porém, ele comentou sobre novo texto dos royalties, aprovado pela Câmara, e diz que vai esperar o veto da presidenta Dilma Rousseff.

– Estou aguardando o veto da presidenta Dilma. Essa lei é inconstitucional e ela não vai aprovar. Ela já disse que vetaria. Isso representa uma perda de R$ 4 bilhões para o Estado só em 2013. Sem esse dinheiro o Estado quebra e não se faz nem Copa e nem Olimpíadas. O Estado não vai entrar na Justiça enquanto isso for um projeto de lei. A gente só entra na Justiça com algo materializado. O Supremo não acata nenhum questionamento sobre projeto de lei.  Os 4 bi são da receitas previstas para o ano que vem dos contratos já firmados.  Se há um ente público que gere os recursos dos royalties e da participação especial com extrema responsabilidade, é o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Nós abatemos a dívida com Governo Federal, pagamos os aposentados e ainda colocamos recursos em um fundo ambiental. Retirar esse recurso em 2013 é o colapso financeiro do Estado. Além da parte prática, tem as questões que se destacam nessa votação. Uma é que a presidente Dilma já ressaltou que, qualquer coisa que invada o já contratado, ela vetaria e tem outra questão que é ignorar o artigo 20 da Constituição, que prevê indenização para estados produtores, quando o projeto de lei iguala todos os estados. Isso é inconstitucional. O Rio de janeiro está aberto à discussão e nunca e negou a discutir sobre a nova legislação, nova divisão. O que não pode e olhar para trás. O próprio Governo Federal ao mandar a mensagem ao congresso mudando o marco legal do pré-sal, teve a preocupação de dizer que estava valendo para os novos campos. Então, se o próprio congresso aprovou as novas regras do pré-sal para os novos campos, porque que na hora da divisão das receitas invade-se o já leiloado, o já contratado? Há uma contradição – disse o Governador.

Na noite da última quarta-feira, o governador já havia emitido um comunicado oficial sobre o assunto.

“Estou tranquilo porque a Presidenta Dilma já anunciou publicamente que vetará qualquer projeto de lei que venha a alterar a distribuição dos royalties e da participação especial dos campos de petróleo já leiloados, de contratos já assinados, e receitas comprometidas em função do ato jurídico perfeito. O projeto aprovado, além de violar o direito adquirido e o ato jurídico perfeito, é inconstitucional também por não dar aos Estados e Municípios produtores a compensação prevista no artigo 20, parágrafo 4, da Constituição Federal. 

A própria modificação feita pelo Governo federal foi no marco regulatório, nos campos que serão leiloados. O Governo federal teve a preocupação de não alterar contratos já celebrados, porque isso fere a Constituição. O projeto aprovado, caso se torne Lei, levará as finanças públicas do Governo do Estado ao colapso. O mesmo acontecerá com muitas prefeituras do Estado do Rio”.

Fonte: Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio

Empréstimo para investimento em infraestrutura tem juros reduzido

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu os juros da linha de crédito com recursos totais de R$ 20 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estados e Distrito Federal. A resolução nº 4.156, divulgada hoje (07/11), foi definida ontem em reunião extraordinária do CMN.

Os recursos do BNDES serão repassados com a cobrança da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 5,5% ao ano, mais 0,55% ao ano, em operações com garantia da União. Anteriormente, o custo era TJLP mais 1,1%. Para o caso de operações sem garantia da União, será cobrada TJLP mais 1% ao ano. A resolução anterior estabelecia TJLP mais 2%. No último dia 1º, outra resolução do CMN autorizou o BNDES a transferir os R$ 20 bilhões aos bancos públicos federais, que emprestarão os recursos aos governos estaduais. A linha financiará obras de infraestrutura incluídas no Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinvest).

O Ministério da Fazenda informou, no dia 1º, que a execução da linha de crédito diretamente pelos bancos federais acelerará a liberação dos recursos. Os bancos públicos federais terão de cumprir uma série de condições para emprestar os recursos. Uma exigência é que os bancos federais não poderão repassar os montantes a outras instituições financeiras. Além disso, deverão assumir a responsabilidade pelo risco das operações, caso alguma unidade da Federação não pague os empréstimos. O monitoramento das operações de crédito também caberá às instituições financeiras.

Anunciada em junho como medida para estimular a economia em meio à crise, a linha de crédito para os estados visa a manter os investimentos dos governos estaduais. No início de julho, o CMN detalhou a repartição dos R$ 20 bilhões entre as unidades da Federação. Os recursos foram distribuídos da seguinte forma: 40% segundo os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE), 40% conforme a população e 20% divididos igualmente.

Fonte: Agencia Brasil

Inflação oficial de outubro registra aumento de quase 20% para carne e arroz

 

No mês de outubro deste ano, os alimentos registraram inflação de 1,36% , segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É a maior alta de preços registrada em um mês, desde novembro de 2010, quando a taxa ficou em 2,2%. O arroz e a carne foram os principais responsáveis, com aumentos de 9,88% e de 2,04%, respectivamente.

Juntos, os dois produtos responderam por quase 20% do IPCA de outubro, que chegou a 0,59%. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina dos Santos, a alta do preço dos alimentos se acentuou no segundo semestre deste ano, influenciada pela baixa oferta no mercado.

“A oferta diminuiu como resultado de problemas climáticos, não só no Brasil, como nos Estados Unidos, grande produtor de grãos, que têm tido as lavouras afetadas pela seca. Além disso, aqui no Brasil, algumas lavouras como o arroz, que não remunerou bem os produtores no ano passado, tiveram sua área plantada reduzida neste ano. Ou seja, a oferta diminuiu”, disse.

Segundo ela, a queda na oferta de grãos e o consequente aumento de preços também têm impacto na inflação das carnes, já que produtos como o milho e a soja são usados como ração animal. “Com a ração subindo, o custo dos produtores fica mais alto e isso ocasiona repasse ao consumidor”, disse Eulina.

Além dos alimentos, cuja taxa passou de 1,26% em setembro para 1,36% em outubro, neste mesmo período foram registradas altas nos grupos de despesa transportes (que passaram de uma queda de preços de 0,08%, em setembro, para uma inflação de 0,24%, em outubro), vestuário (de 0,89% para 1,09%), artigos de residência (de 0,18% para 0,37%), saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,48%) e comunicação (de 0,03% para 0,31%).

Em sentido oposto, as despesas com habitação funcionaram como o principal freio para a inflação no período, já que a taxa passou de 0,71% em setembro para 0,38% em outubro. Entre os destaques desse grupo de despesas está a energia elétrica residencial, que teve queda de preços de 0,24% no mês passado. Também contribuíram para evitar uma alta maior da inflação os grupos despesas pessoais (que passou de uma taxa de 0,73% em setembro para a de 0,1% em outubro) e educação (de 0,1% para 0,05%).

Entre as capitais pesquisadas pelo IBGE, Belém apresentou a maior inflação em outubro: 1,02%, taxa influenciada principalmente pelos alimentos, que tiveram alta de 3,05% na capital paraense. Já Curitiba teve a menor taxa: 0,39%. No ano, a cidade de São Paulo, que tem um peso de 32% no cálculo da inflação nacional, tem a menor taxa de inflação, 3,54%, bem abaixo da média nacional, 4,38%. Isso, segundo o IBGE, tem contribuído para conter a inflação oficial do país no ano. A taxa de 4,38% acumulada de janeiro a outubro, no país, já está bem próxima ao centro da meta de inflação do governo, 4,5% ao ano (que pode variar 2 pontos percentuais para cima ou para baixo).

Fonte: Agencia Brasil