Desabamento na Feira Brasil Rural provoca uma morte e deixa três feridos

 

 

O desabamento de uma estrutura metálica ocorrido na 8ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, na Marina da Glória, zona sul, provocou a morte de Adriana Ribeiro de Jesus, de 64 anos, além de ferimentos em dois homens e uma jovem.

O local vem recebendo milhares de pessoas nos últimos quatro dias e foi evacuado pelos organizadores, que não repassaram informações mais detalhadas sobre o acidente. O desabamento ocorreu na saída da Praça da Alimentação, que fica às margens da Baía de Guanabara.

A estrutura metálica caiu sobre algumas pessoas e pelo menos cinco delas foram levadas para o hospital. A assessoria de imprensa do evento não informa as condições em que os feridos foram levados para a unidade hospitalar.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) divulgou nota agora à noite confirmando a morte em consequência da queda da estrutura metálica que fazia parte do portal de saída da feira. Na nota, o MDA se solidariza com as famílias das vítimas e garante que todas foram prontamente atendidas. O ministério aguarda os trabalhos da perícia para identificar as causas do acidente. A programação da feira está suspensa até a verificação completa das instalações.

Segundo contou à Agência Brasil o paraibano Evanildo Oliveira Araújo, a jovem ficou gravemente ferida, mas foi levada com vida para o Hospital Souza Aguiar. Ele é expositor e vende castanha de caju e também teve que sair às pressas do local, abandonando todo o produto. A organização do evento também não explicou nada para os expositores.

“Estavam todos distraídos quando um arrocho de vento [rajada] arrancou a estrutura metálica que servia de portal de saída da feira e o jogou sobre as três pessoas que estavam passando pelo local. Uma mulher que tentou ajudar desmaiou, causando ainda mais confusão. Houve muito corre corre, o que tumultuou a área e dificultou o socorro às vítimas. As três pessoas atingidas ficaram sobre a estrutura metálica e foi preciso pelo menos uns trinta voluntários para retirá-las debaixo da estrutura para serem levadas pelos bombeiros para o hospital. A impressão que eu tive era que a jovem estava ferida gravemente”.

Depois do acidente os organizadores evacuaram a feira e cancelaram os eventos previstos para hoje, fechando o local ao público. Em consequência houve grande tumulto, porque as pessoas começaram a exigir de volta o dinheiro pago pela entrada. Os organizadores ainda não sabem se a Feira Brasil Rural Contemporâneo voltará a abrir as portas no domingo (25), dia previsto para o encerramento do evento.

Em nota, a assessoria de imprensa do evento limitou-se a informar que a organização “ainda está apurando as causas do acidente”.

Leia a íntegra da nota:

“A organização do evento está apurando as causas do acidente ocorrido na tarde deste sábado, dia 24. A equipe médica de plantão do evento prestou os primeiros socorros e os feridos foram encaminhados imediatamente ao hospital. Assim que a organização obtiver outras informações, passará novo informativo”.

Antes do acidente, os organizadores da edição da 8a Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo esperavam encerrar o evento, amanhã (25) à noite com o fechamento de negócios da ordem de R$ 15 milhões em negócios – R$ 6 milhões a mais do que a última edição na cidade, em 2009.

A estimativa é que, nos cinco dias do evento, cerca de 150 mil pessoas passem pela feira – 30 mil a mais que na edição de 2009. Promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Feira Brasil Rural Contemporâneo registrou, nos três primeiros dias, cerca de 30 mil pessoas.

Participam da exposição 650 empreendedores da agricultura familiar. A feira incentivou este ano a realização de negócios com representantes do setores de supermercados, atacadistas, hotelaria, lojas de conveniência e produtos naturais, indústria de alimentos e bares e restaurantes. Somente a Central de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa) convidou cerca de 150 empresas para visitar o estande do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas.
Fonte Agência Brasil

Nazistas tinham orgulho em cumprir ordens, diz pesquisa

Um grupo de pesquisadores contestou os estudos que afirmam que nazistas que chefiavam campos de concentração estavam apenas “cumprindo ordens”, e disse que os seguidores de Adolf Hitler realmente acreditavam e se orgulhavam do que estavam fazendo.

Entre os anos 1960 e 1970, pesquisas sobre o comportamento humano se tornaram referência com a teoria de que essas pessoas praticaram atos de maldade porque naturalmente seguiram ordens de figuras de autoridade. Criminosos nazistas utilizaram a tese em própria defesa em vários julgamentos na corte de Nuremberg, na Alemanha.

Porém, psicólogos reexaminaram os experimentos originais e desafiaram os resultados de 50 anos atrás. O professor Stephen Reicher, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, e o professor Alex Haslam, da Universidade de Queensland, na Austrália, iniciaram os estudos há 10 anos. Eles descobriram que voluntários que trabalharam como guardas em campos de concentração só agiram com brutalidade quando se identificaram com seu papel e acreditavam que suas ações eram necessárias para manter o controle.

Adolf Eichmann, criminoso nazista morto em 1962, é um dos ex-oficiais que se orgulhavam do Holocausto

Em uma série de experimentos mais recentes, os pesquisadores descobriram que as pessoas só se curvam à autoridade quando elas acreditam que isso é necessário para atingir um objetivo maior. “Nossa pesquisa mostra que a tirania não resulta de uma conformidade cega às regras, é um ato criativo de seguimento que flui da identificação com autoridades que representam atos tanto cruéis como virtuosos”, disse o professor Haslam.

Os dois professores afirmaram que “uma série de profundas análises históricas têm desafiado a ideia de que burocratas nazistas estivessem apenas seguindo ordens”. “Essa pode ter sido a defesa que eles alegaram ao buscar minimizar a culpa, mas provas sugerem que funcionários como (Adolf) Eichmann (enforcado em 1962 por seu papel na organização do Holocausto) tinham um entendimento muito bom do que eles estavam fazendo e se orgulhavam da enérgica aplicação que tinham em seus trabalhos”, disseram os pesquisadores.

 

Fonte: Terra e Daily Mail

Na divisão dos Royalties, a população do Rio de Janeiro deveria apoiar o governo federal, pois o petróleo é do Brasil e não do Rio de Janeiro!

Na divisão dos Royalties do petróleo a população do Rio de Janeiro deveria apoiar o governo federal pois o petróleo e do Brasil e não do Rio de Janeiro,o dinheiro dos Royalties do petróleo pertence ao povo Brasileiro,e deveria ser usado para construir hospitais e escolas para a atual e futuras gerações do Brasil pois o  petróleo não e uma riqueza renovável é limitado e em algum momento ira termina,e na realidade os Royalties  do petróleo pagos ao governo do Rio de Janeiro não são bem aplicados pois os hospitais do Rio de Janeiro parecem hospitais de um pais em guerra onde o povo recebe tratamento desumano  muitas das vezes os pacientes morre na fila do hospitais  onde esperam por horas ate que não suportam mais e falecem  e quando são atendidos ficam nos corredores dos hospitais muitas das vezes internados dormindo no chão,as escolas não tem a infraestrutura que deveriam, ter a pobreza e miséria e o que se ver no Rio de Janeiro onde vai parar  todo esse dinheiro  dos Royalties do petróleo?

Saiba mais sobre o Royalties do Pré-sal

A descoberta de petróleo na camada pré-sal, localizada a 7 mil metros abaixo do nível do mar em uma área de 200 quilômetros de largura e 800 quilômetros de extensão, abrangendo desde o Espírito Santo até Santa Catarina, pode colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo.

Antes mesmo de se estabelecer a quantidade exata de petróleo na camada pré-sal, os impactos ambientais, além das regras para a exploração desse petróleo, a distribuição dos royalties vem sendo um dos assuntos mais discutidos sobre o pré-sal.

O termo “royalties” originou-se na Inglaterra, no século XV. Ele foi criado como uma forma de compensação (pagamento) à realeza em virtude de disponibilizar suas terras à exploração de minério. Atualmente, esse termo é utilizado para definir o pagamento ao dono de uma patente.

No Brasil, o valor arrecadado pelos royalties do petróleo é dividido ente a União, estados e municípios produtores ou com instalações de refino e de auxílio à produção. As empresas petrolíferas pagam 10% do valor de cada barril extraído pelo direito de explorar o produto. Hoje em dia, esses 10% dos royalties do petróleo são divididos da seguinte forma:

– Estados produtores: 22,5%
– Municípios produtores: 30%
– União: 47,5%

No entanto, alegando que o petróleo é uma riqueza nacional, uma Proposta de Lei do Deputado Federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) determina uma nova divisão dos royalties do petróleo. A distribuição ficaria assim determinada:

– Todos os estados: 30%
– Todos os municípios: 30%
– União: 40%

Essa nova divisão dos royalties tem por objetivo, além da camada pré-sal (cuja produção em larga escala está prevista para 2020), as jazidas e campos já licitados e explorados, como, por exemplo, a Bacia de Campos.

A “Emenda Ibsen”, de autoria dos deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), foi aprovada na Câmara dos Deputados com 329 votos a favor e 72 contra. No entanto, para que essa emenda passe a vigorar, ela tem que ser aprovada pelo Senado e pelo Presidente da República.

Caso aprovada, o Rio de Janeiro, maior produtor nacional de petróleo (83% da produção nacional), deixaria de receber aproximadamente 7,3 bilhões de reais por ano em royalties. O Espírito Santo seria outro estado bastante prejudicado. Porém, a “Emenda Ibsen” propõe que a União pague o montante que os estados e municípios deixarem de receber, em decorrência da nova lei de divisão dos royalties.

 Fonte R7

Royalties: governantes decretam ponto facultativo no dia 26

Governo convoca a população do Rio de Janeiro para participar do ato contra projeto de lei que altera a distribuição dos royalties do petróleo

Decreto publicado nesta quinta-feira (22), no Diário Oficial do Rio de Janeiro, determina ponto facultativo nas repartições municipais a partir das 14h da próxima segunda-feira (26).

A medida visa apoiar a mobilização “Contra a Injustiça, em Defesa do Rio”, contrária à aprovação pelo Congresso Nacional da nova lei de distribuição dos royalties do petróleo.

O governador Sérgio Cabral publicou decreto semelhante no Diário Oficial do Estado, determinando ponto facultativo nas repartições púbicas estaduais no mesmo dia.

Navio com capacidade para transportar metade da produção diária de petróleo do país é lançado ao mar

 

 A Transpetro, braço logístico da Petrobras para a área de transporte, lançou hoje (23) o segundo navio encomendado no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A embarcação, batizada de Zumbi dos Palmares, foi construída pelo Estaleiro Atlântico Sul, na Região Nordeste.

O navio lançado ao mar nesta sexta é do tipo suezmax – com calado capaz de navegar no Canal de Suez – e tem capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção diária nacional.

O lançamento ao mar é o penúltimo marco na construção de um navio, antes da entrega ao armador para operação. Após o lançamento, a embarcação passa pelos acabamentos finais no estaleiro e pela prova de mar, que verifica o seu desempenho em uma viagem de curta distância.

Outro navio será lançado ao mar na próxima terça-feira (27). Construído pelo Estaleiro Mauá (RJ), o navio Anita Garibaldi é primeiro de uma série de quatro petroleiros panamax (com calado para navegar no Canal do Panamá).

O Promef integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem o objetivo de modernizar a frota da Transpetro e, indiretamente, levar ao incremento da indústria naval brasileira. No âmbito do programa, foram encomendados a estaleiros 49 navios navios de grande porte, com investimento de R$ 10,8 bilhões.

Desse total, 19 estão sendo construídos no estado do Rio de Janeiro, pelos estaleiros Mauá, Eisa e Superpesa; e 30 em Pernambuco, pelos estaleiros Atlântico Sul e Promar. Atualmente, a Transpetro tem 58 navios. Com o programa, a expectativa é a de que a frota da companhia chegue a mais de 110 navios em 2016.

Mais de 15 mil empregos diretos foram criados nos estaleiros do país desde a criação do programa, e estima-se que serão abertas mais 40 mil vagas diretas e 160 mil indiretas nos próximos anos, apenas com a construção de navios para a Petrobras.

Segundo a Transpetro, atualmente, três embarcações do Promef estão em operação: os navios de produtos Celso Furtado e Sérgio Buarque de Holanda, entregues pelo Estaleiro Mauá (RJ), e o petroleiro da classe suezmax João Cândido, pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco.

Fonte  Agência Brasil

Desembargador do caso Cachoeira diz que juiz quer confrontar decisões superiores

 

 

O desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) rebateu hoje (23) as contestações feitas pelo juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelos desdobramentos da Operação Monte Carlo na Justiça Federal em Goiás. Segundo o desembargador, o juiz está confrontando decisões do TRF1 sem motivos.

“Ele quer confrontar. Já pensou se eu fosse confrontar com o STF [Supremo Tribunal Federal]? Vira desequilíbrio total na Justiça. Não pode o juiz de instância inferior criticar de forma insolente o juiz de instância superior”, disse Tourinho Neto, em conversa com jornalistas no início desta noite.

Desde a deflagração da Operação Monte Carlo, que apurou esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste sob o comando do contraventor Carlinhos Cachoeira, a Justiça Federal em Goiás cuida do processo em primeira instância. Depois de alguns meses de trabalho, o primeiro juiz do caso pediu afastamento alegando sofrer pressões do grupo de Cachoeira, assumindo em seu lugar o juiz Alderico Rocha Santos.

Em ofício, encaminhado ao TRF1, Santos questiona a atuação de Tourinho no caso Cachoeira, alegando que o desembargador “têm imposto constrangimento e elevada carga de estresse aos juízes que atuaram no processo” e despertado receio, nos juízes substitutos, de “serem publicamente ridicularizados” por ele. O documento foi uma resposta à reclamação da indústria farmacêutica Vitapan, ligada à família de Cachoeira, protocolada no TRF1. A empresa alegou que os juízes de primeira instância desobedeceram decisões do tribunal. Tourinho solicitou, então, explicações ao juiz Alderico Santos.

Segundo Tourinho, Santos desrespeitou o TRF1 ao bloquear recentemente as contas da Vitapan. Em junho, a Segunda Seção do Tribunal entendeu que os valores deveriam ser liberados porque a empresa não tinha ligação com os fatos e pessoas investigadas na Monte Carlo. Para o desembargador, não há motivo novo que justifique a derrubada da decisão do TRF1.

No documento, Santos ainda argumenta que Tourinho adotou rito processual diferente para o caso Cachoeira, não prestou informações a um colega de tribunal e desrespeitou decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na maioria de seus votos e liminares, Tourinho vem derrubando decisões de primeira instância contra Cachoeira.

Tourinho Neto se declara adepto da tese de que nenhum réu deve ser punido enquanto não houver julgamento definitivo. Também defende que a prisão preventiva só deve ser aplicada se houver risco de perturbação da ordem pública, o que não ocorre mais no caso Cachoeira porque os fatos e nomes já foram expostos.

Em liberdade desde a última terça-feira (20), Cachoeira pode voltar à prisão caso a Terceira Turma do TRF1,da qual Tourinho faz parte, decida revogar a liminar concedida pelo magistrado no último dia 15 de outubro. Na época, Cachoeira continuou preso porque havia outro mandado de prisão contra ele, relativo à Operação Saint-Michel. O caso deve ser julgado no dia 3 de dezembro.

A tramitação do processo da Operação Monte Carlo está na fase final na primeira instância. Após o cumprimento de algumas diligências pendentes, haverá as alegações finais dos 79 réus e do Ministério Público e, em seguida, a decisão do juiz, em que ainda cabe recurso ao TRF1.

Fonte Agência Brasil

Índios prometem resistir e lutar contra demolição do Museu do Índio

 

A possível demolição do prédio do antigo Museu do Índio para as obras da Copa do Mundo de 2014 vai encontrar resistência e luta, ainda que pacífica, por parte dos 35 índios que ocupam o local desde 2006. A advertência foi feita nesta sexta feira (23) pelo cacique Carlos Tukano, que se recusa a deixar o imóvel, construído há mais de 100 anos. O local também foi sede do antigo Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo marechal Cândido Rondon.

O cacique criticou a decisão do governo do estado de demolir o prédio como parte das obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. “A tensão é grande. Vai haver resistência, sim. Nós não queremos derramamento de sangue. [Isso] vai partir deles [os policiais]. Porque nós estamos acostumados a ver no dia a dia a polícia truculenta, que não quer diálogo e desconhece a política indígena. Nós não vamos sair. Vamos resistir pacificamente”, disse Carlos Tukano.

Ele explicou que a manutenção do antigo prédio é importante pelo sentido histórico e simbólico do imóvel. “Para nós este pedaço é muito importante, porque aqui é de toda a sociedade indígena do Brasil. O índio não tem mais nada para perder. Este é o único espaço que nós temos agora. E eles querem nos tirar à força”, declarou.

Carlos Tukano disse que estão sendo feitos contatos com outros povos indígenas para que eles entrem nesta luta. “Nós estamos articulando com vários grupos indígenas, como os guaranis kaiowás [de Mato Grosso do Sul], do Xingu, e outras entidades indígenas, para que venham aqui ajudar. Vai ser uma luta pacífica, de resistência e de consciência”, ressaltou.

A iminente desocupação e demolição do prédio pelo governo do estado, que deseja fazer ali estacionamento de carros e um museu do futebol, motivou a convocação de uma coletiva de imprensa na tarde de hoje. Além do cacique, participaram o antropólogo e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) Mércio Gomes, Arão da Providência Araújo Filho, advogado e integrante do Conselho Nacional dos Direitos Indígenas, o arquiteto Roberto Anderson Magalhães e o defensor público federal Daniel Macedo.

O defensor ingressou com um recurso na presidência do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, responsável pela cassação das duas liminares que garantiam a permanência dos índios no prédio. Ele rebateu a tese de que a demolição do imóvel é necessária para permitir maior segurança na dispersão de público após os jogos no estádio durante a Copa do Mundo.

“Pelo fato de existir um grande evento esportivo, a gente não pode virar as costas para um patrimônio histórico de 1910. Este prédio não traz nenhuma dificuldade para a livre circulação de pessoas. Na Copa do Mundo de 1950, 200 mil pessoas passaram por aqui e não houve qualquer impedimento. Por que hoje, quando o Maracanã vai encolher quanto ao número de pessoas [para 80 mil], ele vai atrapalhar?”

O ex-presidente da Funai Mércio Gomes criticou a possível demolição do antigo Museu do Índio, onde trabalharam, além do marechal Rondon, pessoas como Darcy Ribeiro, Noel Nutels e Orlando Villas-Boas. “A importância é por ser um local simbólico da busca histórica por uma conciliação entre índios e não-indígenas no Brasil. Queremos que o governo federal interfira nisso, para podermos ter melhores condições de preservar o prédio”, disse Mércio, que amanhã (24) vai lançar no local o livro Os Índios e O Brasil: Passado, Presente e Futuro. Também será hasteada uma bandeira do Brasil em uma das torres do imóvel, como sinal de resistência pacífica.

Fonte Agência Brasil

Relembrando do começo

Prédio histórico é ameaçado de demolição para ceder lugar a obras do Maracanã Relembrando do começo

museudoindio  Prédio histórico é ameaçado de demolição para ceder lugar a obras do Maracanã

Representantes da Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU/RJ), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA/RJ) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) realizaram, nesta quinta-feira (20), uma vistoria no antigo Museu do Índio, localizado à Rua Mata Machado na zona norte do Rio de Janeiro, próximo ao estádio Maracanã. A intenção era verificar a estrutura do prédio para dar prosseguimento na tentativa de tombamento do edifício, evitando a sua demolição .

Por causa das obras de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, o prédio, que pertence à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,está ameaçada de demolição para obras de urbanização,e vem sendo negociado com o governo do estado do Rio, que pretende demolir o imóvel para que o terreno seja transformado em área de estacionamento e dispersão de público do estádio.

Apesar de centenário, o prédio não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois que o museu foi transferido para outra sede, a construção foi ocupada e preservada por índios. Atualmente, cerca de 20 índios de diversas etnias se abrigam no local.  Desde agosto, com o anúncio das negociações para transferência do prédio ao governo estadual, a DPU-RJ se movimenta para tentar impedir a demolição.

Para o defensor público federal André Ordacgy, o imóvel, erguido há cerca de 150 anos, deve ser preservado e no local construído uma grande área cultural indígena. Ordacgy, que desde 2010 busca junto aos órgãos de preservação o tombamento do prédio, afirmou que estudos realizados no local apontam que é possível fazer a restauração.

“Estamos reunidos aqui lutando em primeiro lugar pela preservação do prédio. É possível preservar. Em termos culturais indígenas, eles [os índios] têm uma grande associação a esse local. Então, por conta disso, eles [os índios] merecem uma atenção”, explicou. Em 2006, o prédio abandonado foi ocupado por cerca de 20 índios das etnias Guajajara, Apurinã, Fulni-ô, Kaingang e Guarani e passou a ser chamado de Aldeia Maracanã.

Atualmente, a Defensoria está tentando impedir a demolição do prédio histórico por meio de uma notificação extrajudicial. O defensor público federal explicou que, caso os órgãos responsáveis pela manutenção do local não acatem o pedido, será proposta ação na Justiça Federal com pedido de liminar para o imóvel não seja derrubado.

O presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, que acompanhou a vistoria, defende que o local seja preservado e transformado em uma área cultural, independente das obras que estão sendo feitas no entorno. “Eu acho que tudo é compatível, desde que exista o espírito do reconhecimento da história do Rio. O problema é que a história do Rio vem sendo sistematicamente destruída”, ressaltou.

Agostinho Guerreiro lembrou que, em virtude das grandes construções imobiliárias nas grandes capitais, prédios antigos têm sido demolidos para dar espaço a imóveis novos e modernos. “Aqui é uma área importante. Então, se vai ter um estacionamento ou um shopping, isso é uma outra discussão. Existem mecanismos da engenharia, da arquitetura, dos historiadores, de integrar tudo isso e preservar um prédio histórico como esse”.

A índia Twry Pataxó, 41 anos, moradora da comunidade da Maré, zona norte da cidade, que visita com frequência o antigo Museu do Índio, disse se sentir “agredida” com a possível demolição. “Talvez o Brasil seja o único país que não tenha interesse em preservar a sua memória. Nós fazemos parte dessa história. Isso aqui não é apenas para preservar a cultura indígena. Isso aqui é para preservar a cultura do Brasil”, enfatizou.

O  prédio já foi sede do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado pelo Marechal Rondon,que deu origem à Fundação Nacional do Índio (Funai), também serviu de sede ao primeiro Museu do Índio,órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio (Funai),o museu do Indio foi criado por Darcy Ribeiro,em 1953. É a única instituição oficial no país exclusivamente dedicada às culturas indígenas.
Em 1978, o Museu do Índio mudou-se do casarão, na Rua Mata Machado, para o espaço atual, na Rua das Palmeiras, em Botafogo

Procurado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou por meio de sua assessoria que, por se tratar de um prédio não tombado, o órgão não pode se pronunciar sobre o assunto.

Defensoria Pública da União tenta impedir derrubada do antigo Museu do Índio do Rio de Janeiro

 

museudoindio 1 Defensoria Pública da União tenta impedir derrubada do antigo Museu do Índio do Rio de Janeiro

A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública pedindo a preservação e recuperação do prédio histórico onde funcionou o Museu do Índio, na região do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

O pedido de liminar, feito ontem (24) à Justiça Federal, contempla tanto a preservação do edifício e quanto o cumprimento da missão do museu, que é divulgar a cultura indígena. O governo estadual anunciou que o prédio será demolido para melhorar a dispersão do público e a circulação de pessoas nos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O historiador Milton Teixeira defende a preservação do espaço, tanto pelo valor histórico quanto cultural. “O prédio onde funcionou, até 1976, o Museu do Índio, foi erguido por volta de 1905 pelo Ministério da Agricultura para sediar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) [que deu origem à Fundação Nacional do Índio], comandado pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que funcionou no local até 1972, quando Darcy Ribeiro instalou ali o Museu do Índio”.

Apesar do valor artístico, Teixeira lembra que o prédio, feito de pedra, ficou abandonado muito tempo. “Quando o Museu do Índio foi para Botafogo, em 1976, o edifício ficou abandonado, foi invadido e saqueado, roubaram todas as coisas de valor que tinha dentro, os degraus, arcos, a escadaria, portas, janelas, esquadrias. É uma pena, mas o prédio pode ser recuperado.”

Autor da ação, o defensor público federal André Ordacgy afirma que o local foi retomado em 2006, quando índios de diversas etnias montaram o que chamam de “Aldeia Maracanã”, uma referência nacional para indígenas que visitam a cidade. Cerca de 20 índios moram  em casas de barro e ocas, construídas no terreno ao redor do prédio, e reivindicam a criação de um polo cultural indígena no local. A região, considerada solo sagrado, era habitada pela tribo Maracanã, que deu origem ao nome do rio e do estádio.

Foi publicado no diário oficial a convocação para a audiência pública para a concessão do Maracanã

 marAca1 Foi publicado no diário oficial a convocação para a audiência pública para a concessão do Maracanã

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, o projeto para transformar o Maracanã em um grande complexo esportivo e de entretenimento deu mais um passo nesta segunda-feira (22/10). O Governo do Estado publicou no Diário Oficial a convocação para a audiência pública que vai discutir o modelo de concessão. O contrato terá duração de 35 anos e deverá ser assinado no início de 2013. O investimento previsto para o futuro concessionário é de R$ 469 milhões, que não poderá mudar o nome do estádio. Para garantir a utilização do complexo por todos os times, o edital proíbe a participação de clubes de futebol.

As intervenções no Complexo do Maracanã incluem a instalação de duas mil vagas de estacionamento; criação de área com bares, restaurantes e lojas; a modernização do Maracanãzinho; e a construção do Museu do Futebol. Para garantir a readequação da área, o edital prevê também a demolição do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio de Lamare e a reconstrução dos dois centros de treinamento em área próxima; e a demolição do antigo Museu do Índio.

– As intervenções de obras estão colocando o Maracanã em um padrão internacional exigidos pela Fifa em relação à visibilidade, conforto, acessos e tempo de evacuação do estádio. Ele foi construído numa concepção de mais de 50 anos atrás. Hoje em dia, os grandes estádios do mundo inteiro não são apenas estádios de futebol, eles são grandes complexos de entretenimento, em que se agrega lazer para os frequentadores, lojas, e espaços de alimentação de qualidade – explicou o secretário da Casa Civil, Regis Fitchner.

Além dos investimentos, o consórcio vencedor da licitação deverá pagar outorga anual de cerca de R$ 7 milhões para o Governo do Estado. As obras deverão ser iniciadas depois da disputa da Copa das Confederações, em junho do ano que vem. Para isso, a audiência pública está marcada para o dia 8 de novembro, no Galpão da Cidadania, na Saúde. Depois, o Governo aguarda os dez dias úteis previstos pela lei para então publicar o edital de licitação.

Os novos centros de treinamento de atletismo e esportes aquáticos serão construídos em um terreno do Exército do outro lado da linha do trem, em frente ao complexo, até 2014. Eles contarão com salas de ginástica, vestiários, e ambulatórios médicos. A previsão é que os estacionamentos e praças de lazer do Maracanã estejam prontos para a Copa do Mundo. Todas as intervenções devem ser concluídas em 2015.

O secretário da Casa Civil destacou que as cadeiras cativas do Maracanã serão mantidas, mas lembrou que, como o estádio foi completamente repaginado, não é possível garantir a localização exata anterior. Por isso, os donos serão convocados em breve para conhecer os novos espaços destinados às cadeiras. – Para manter o conceito de igualdade entre todos os proprietários, faremos um sorteio das cadeiras cativas. Para isso, contaremos com o apoio da Loterj e logo divulgaremos como essa definição será feita – garantiu.

Laudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) já atestou que o prédio não corre o risco de cair e pode ser recuperado apenas com obras de arquitetura, sem necessidade de intervenções estruturais. O Crea também informou que é possível fazer a reforma no entorno do Maracanã para melhorar a circulação de pessoas sem derrubar o prédio.

Apesar da insistência do governo estadual em alegar que a demolição é uma necessidade para cumprir as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa de 2014, a própria Fifa já negou que tenha pedido a derrubada do espaço.

Mano Menezes foi demitido pela CBF

   

 

Mano Menezes não é mais o treinador da seleção brasileira. Hoje (23) a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), após reunião em São Paulo, decidiu dissolver a atual comissão técnica da seleção.

Mano Menezes assumiu o cargo de treinador em julho de 2010. De acordo com a CBF, foram 40 jogos, com 27 vitórias, seis empates e sete derrotas. A nova comissão deve ser anunciada em janeiro.

Fonte Agência Brasil

Média geral dos alunos no Enem 2011 piorou em comparação com os anos de 2010 e 2009

A média geral dos estudantes concluintes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 piorou em comparação com os anos de 2010 e 2009. O desempenho dos alunos também caiu nas áreas de ciências da natureza e humanas. Ao todo, 1.137.813 estudantes concluintes fizeram o exame em 2011.

Os participantes que estavam concluindo o ensino médio tiveram uma média de 494,6 na edição de 2011. No exame anterior, as médias ficaram em 511,22 pontos. A diferença é quase 17 pontos em um ano. Em relação à 2009, a queda foi quase 7 pontos (média de 501,58).

A atuação dos estudantes em ciências da natureza (que inclui questões de biologia, química e física), que teve em 2011 média de 465,56, caiu quase 37 pontos em relação ao exame de 2009, quando a pontuação foi 465,56 de um total de mil. Em relação à 2010, houve uma queda de pouco mais de 20 pontos.

Já na área de ciências humanas (história, geografia e atualidades), o comportamento dos alunos foi diferente. Apesar da nota ter caído na edição do ano anterior, em 2010, a mesma média registrou um aumento de 16 pontos em relação à nota de 2009.

As áreas de português e matemática mantiveram a tendência de aumento na edição de 2011, com a média de 519,35 e 521,07 respectivamente. O desempenho superou cerca de 10 pontos em cada área em relação ao ano anterior. Em comparação com 2009, o aumento foi de cerca de 19 e 21 pontos, respectivamente.

Para o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luis Cláudio Costa, ainda é “prematuro” avaliar a situação neste momento. A autarquia vai analisar os dados e comparar com informações socioeconômicas, idade e a distribuição das notas nas faixas de desempenho para dar um diagnóstico da situação.

“Temos de pegar a distribuição dos alunos pelas faixas de desempenho para conferir o que ocorreu. Falar em média é ruim, porque ela é muito influenciada pelos extremos. Precisamos de análises mais detalhadas para ver as razões pedagógicas para essa queda”, explicou o presidente do Inep.

Costa afirmou ainda que o nível de dificuldade das provas é semelhante entre as edições do exame devido ao uso da Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo que possibilita a comparação das questões e níveis do exame.

As três escolas que obtiveram as melhores notas no Enem de 2011 são: Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo/SP, com média 737,15; Colégio Elite Vale do Aço, de Ipatinga/MG, com média 718,88 e Colégio Bernoulli – Unidade Lourdes, de Belo Horizonte/MG, com média 718,18. As três são privadas.

No outro extremo, registraram as menores notas no exame de 2011 apenas escolas estaduais: Colégio Estadual Aquiles Lisboa (São Domingos do Azeitão/MA) com a pior média: 383,71, Unidade Escolar João Pereira de Souza (Francisco Ayres/PI),  com média 391,39 e Colégio Estadual José Maria de Araújo – Anexo I (Olinda Nova/MA), com a média 393,52.

Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o Enem vai forçar uma reestruturação do currículo no ensino médio. “Há uma emergência social, uma demanda por mais educação. As escolas terão que dialogar com o Enem”, disse.

Mercadante também anunciou que a pasta planeja um seminário para troca de experiências com as melhores escolas do país, públicas e privadas, para estimular as demais escolas e contribuir com o conjunto da rede de ensino brasileira.

Fonte  Agência Brasil

Demitidos da Webjet terão prioridade de contratação na Gol Linhas Aéreas

  

 

O Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) informou hoje (23) que vai dar orientação jurídica aos funcionários da sua base de atuação que serão demitidos da companhia aérea Webjet, no caso de dispensas que não cumprirem a convenção coletiva de trabalho da categoria. A categoria também quer prioridade da Gol Linhas Aéreas para a recontratação dos demitidos.

De acordo com a presidenta do SNA, Selma Balbino, a entidade pediu um comprovante por escrito da Gol que garanta prioridade aos funcionários agora demitidos no caso de necessidade de futuras contratações.

Ainda segundo Selma Balbino, na base do sindicato, que abrange 23 unidades da Federação, serão demitidos 40 profissionais de operação, entre check in e balcão, e 40 mecânicos. O número de trabalhadores que atuam nesses dois setores é 510 e 150, respectivamente.

No total, 850 funcionários serão demitidos. O fim das atividades da Webjet foi anunciado nesta sexta-feira pela Gol, que havia comprado a empresa em julho de 2011. A operação foi aprovada, no entanto, somente em 10 de outubro passado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Eu acredito que o maior número de demissões ocorrerá em São Paulo, onde ficava o hub [centro de conexão] da Webjet”, disse Selma Balbino à Agência Brasil. O estado de São Paulo, assim como Pernambuco e Rio Grande do Sul, não integra a base do SNA.

A dirigente sindical informou ainda que há 20 dias enviou uma carta à direção do Gol cobrando informações sobre o encerramento das atividades da Webjet e o cumprimento da convenção coletiva no caso de demissões. Somente nesta sexta-feira, segundo a entidade, recebeu do diretor de recursos humanos da Gol, Jean Carlos Alves Nogueira, a confirmação das demissões.

Fonte  Agência Brasil

Operação vai retirar 53 carcaças de embarcações da Baía de Guanabara

 

 

Uma operação conjunta entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a secretaria estadual do Ambiente, iniciada hoje (23), vai retirar 53 carcaças de embarcações da Baía de Guanabara, que estão impedindo o funcionamento do Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), em Niterói. Localizado na região metropolitana do estado, o Cipar foi construído pelo governo federal para impulsionar o setor no município.

O trabalho de içamento das carcaças começou nesta madrugada, com mergulhadores que auxiliaram no bombeamento de água dos barcos que estavam submersos. A previsão é que pelo menos nove embarcações sejam retiradas ainda hoje.

A operação, que vai permitir o atracamento das embarcações no Cipar, vai custar R$ 18 milhões, sendo R$ 14 milhões do governo federal e os outros R$ 4 milhões do governo do estado, vindos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). Além da retirada das carcaças, será feita também a dragagem do local e a descontaminação do material retirado do fundo da baía.

“Nós estamos dando um passo importantíssimo. Estas embarcações estavam aqui há décadas e com o trabalho de articulação entre os governos federal e estadual conseguimos removê-las. É aqui [na Cipar] que o pescador artesanal vai conseguir comprar insumos para sua atividade, é aqui que ele vai vender seu peixe e esse foi o primeiro passo para que isso seja possível”, declarou o ministro da Pesca, Marcelo Crivella.

De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a intenção é expandir a ação para outras áreas da Baía de Guanabara. “Aproveitando a tecnologia e a parceria, logo em seguida vamos para outras áreas. Já temos identificados quatro pontos do lado de cá da baía [Niterói] e também outros perto dos portos do Caju e do Rio de Janeiro ”, disse.

De acordo com a secretaria do Ambiente, a eliminação do cemitério de embarcações de Niterói deve ser concluída em três meses. Sobre o início das atividades do Cipar, o Ministério da Pesca informa que em seis meses o local estará funcionando integralmente.

Fonte Agência Brasil