Polícia Civil do Rio determina sigilo de operações policiais por cinco anos

A secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro decidiu manter em sigilo por cinco anos todas as informações sobre operações policiais desencadeadas no estado. A decisão tem como base o despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de restringir operações policiais durante a pandemia da covid-19.

Entre as operações policiais sob sigilo, está a realizada contra o tráfico de drogas, na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da capital, no dia 6 deste mês. A operação resultou na morte de 28 pessoas, entre elas, o policial civil André Farias. Foi a operação com maior número de mortes em confronto entre policiais e traficantes no Rio. A ação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Conforme a Polícia Civil, a DPCA recebeu denúncias de que traficantes aliciavam crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território. De acordo com a Sepol, os criminosos exploravam práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, roubos a transeuntes, homicídios e sequestros de trens da Supervia, concessionária que opera o sistema de trens, entre outros crimes realizados na região.
STF

O Supremo Tribunal Federal começou, na última sexta-feira (21), o julgamento da medida cautelar referente à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das favelas. A ação tramita desde o ano passado e visa denunciar o estado do Rio de Janeiro pelas mortes durante operações policiais nas favelas e periferias.

Fonte Agência Brasil

Eclipse da Superlua ficará visível


A chamada Superlua, nome dado ao satélite natural quando alcança seu ponto de maior proximidade com a Terra. O evento astronômico será ainda mais interessante em algumas localidades, porque virá acompanhado do eclipse lunar que ocorrerá a partir das 5h47 desta quarta-feira (26), no horário de Brasília.

De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o eclipse será total no oeste dos Estados Unidos e do Canadá, em todo o México e na maior parte da América Central e do Equador, bem como no oeste do Peru e no sul do Chile e da Argentina.

Também poderá ser visto em sua totalidade no leste da Austrália e da Nova Zelândia e nas ilhas do Pacífico, incluindo o Havaí. No Brasil, o eclipse será penumbral ou parcial, muito difícil de ser observado porque começará no momento em que a Superlua já estará se pondo no horizonte.

“A boa notícia é que a Superlua desta noite, com apogeu às 22h50, poderá inspirar as pessoas a acordar cedo para acompanhar, ainda que de forma online, o eclipse total por meio da página do Observatório Nacional no YouTube”, disse à Agência Brasil a astrônoma e pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento.

“Quando a Lua entra na penumbra, temos um eclipse penumbral, quando entra em parte da umbra, temos um eclipse parcial e, quando entra totalmente na umbra, temos o eclipse total, quando a Lua fica ainda mais linda e avermelhada”, explicou a astrônoma.

Segundo Josina, o melhor ponto de visão do eclipse no Brasil será na parte a oeste do país, onde, por algum momento, ele será parcial. “Quanto mais a oeste, melhor será visto. No eclipse penumbral, não conseguimos perceber a diminuição da luminosidade da Lua a olho nu”, acrescentou.

De acordo com Josina, eclipses não são eventos astronômicos tão raros. “Tivemos um, inclusive recente, em 2019. O eclipse da Lua ocorre de uma a três vezes por ano, e todo eclipse da Lua ocorre em lua cheia, e a lua cheia de perigeu ocorre de 1 a 4 vezes por ano”. Segundo a Nasa, o último eclipse lunar ocorrido durante uma Superlua ocorreu há seis anos.

Fonte Agência Brasil

Justiça acusa sete pessoas por morte de Maradona

A Justiça da Argentina denunciou sete pessoas por homicídio simples e doloso contra o ex-jogador Diego Maradona. Segundo a agência EFE, as acusações envolvem o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, os enfermeiros Dahiana Madrid e Ricardo Almiron, o chefe dos enfermeiros Mariano Perroni, e Nancy Forlini, da equipe médica que tratou de Maradona.

Todos eles já teriam sido notificados para a prestação de declarações sobre o caso e não podem mais deixar o país. As penas para este tipo de crime são de oito a 25 anos.

Recentemente, a investigação havia concluído, em relatório, que Maradona foi “abandonado à própria sorte”, por isso do aprofundamento dos profissionais que estão atuando no caso.

O ídolo do futebol mundial morreu no dia 25 em novembro de 2020, aos 60 anos.

Bolsonaro é contra privatização da Eletrobras

Privatização da Eletrobras aumentará preço da conta de luz

Os governadores que integram Consórcio do Nordeste afirmam que a privatização da Eletrobras aumentará o preço da conta de luz e colocará em risco o desenvolvimento da região. “O Rio São Francisco é a principal fonte hídrica permanente para o Nordeste, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região. Além da geração de energia, o uso múltiplo das águas, beneficia a agricultura irrigada do Sertão”, assinalam em carta divulgada contra a operação, autorizada por meio de uma MP (medida provisória) aprovada na quarta-feira (19) na Câmara. Os deputados ainda votarão sugestões para alterar a proposta que, depois, seguirá para o Senado.

“Outra grave repercussão da proposta de privatização, diz respeito ao aumento do preço da energia elétrica, decorrente do fim do sistema de cotas, apontado pela Associação dos Engenheiros e Técnicos da Eletrobras e confirmado no relatório preliminar divulgado pela imprensa”, apontam os signatários do texto assinado por Wellington Dias, governador do Piauí.

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Os gestores estaduais dizem que a desestatização da companhia poderá resultar ainda na venda de outras hidrelétricas situadas em território nordestino, dentre as quais o Complexo de Paulo Afonso (na Bahia) e Xingó (entre Alagoas e Sergipe), administradas pela Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco).

“O Brasil enfrenta uma grave crise econômica e social, em que o aumento da pobreza e do desemprego caminham junto com a inflação, que está corroendo o poder de compra das famílias. Ressalte-se que a energia elétrica representa aproximadamente 40% dos custos industriais, ou seja, um aumento deve refletir sobre toda a cadeia produtiva”, avaliam.

Segundo eles, a venda da Eletrobras também está sob o risco de manipulação de mercado decorrente da concentração do setor de energia nas mãos de um único agente privado, já que serão transferidos 40% da transmissão, 30% da geração e 50% da energia armazenável pelos rios e bacias.

“A privatização da Chesf pode dificultar a consolidação do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que deve assegurar a oferta de água, até 2025, para pequenas, médias e grandes cidades do Semiárido dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde estão 12 milhões de nordestinos”, acrescentam.

Leia abaixo a íntegra da carta:

“Nós, governadores do Nordeste, vimos a público manifestar nosso posicionamento contrário em relação à MP 1031/2021, que dispõe sobre a desestatização da empresa Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras, em tramitação no Congresso Nacional. 

Em quase sessenta anos de história, a Eletrobras tornou-se uma ferramenta estruturante para o desenvolvimento nacional. Sua condição de empresa pública permitiu que os lucros aferidos pudessem ser direcionados à expansão e interiorização das redes de fornecimento de energia para os rincões do Brasil, assegurou o acesso à energia elétrica a um baixo custo aos consumidores, além de proporcionar massivo investimento em pesquisa e novas tecnologias. 

A venda da empresa causa enorme preocupação devido ao risco de manipulação de mercado decorrente da concentração do setor de energia nas mãos de um único agente privado, já que serão transferidos 40% da transmissão, 30% da geração e 50% da energia armazenável pelos rios e bacias. Outra grave repercussão da proposta de privatização, diz respeito ao aumento do preço da energia elétrica, decorrente do fim do sistema de cotas, apontado pela Associação dos Engenheiros e Técnicos da Eletrobras e confirmado no relatório preliminar divulgado pela imprensa.

O Brasil enfrenta uma grave crise econômica e social, em que o aumento da pobreza e do desemprego caminham junto com a inflação, que está corroendo o poder de compra das famílias. 

Ressalte-se que a energia elétrica representa aproximadamente 40% dos custos industriais, ou seja, um aumento deve refletir sobre toda a cadeia produtiva.
Por fim, a transferência do controle da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) para o controle privado coloca em risco o desenvolvimento da região. O Rio São Francisco é a principal fonte hídrica permanente para o Nordeste, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região. Além da geração de energia, o uso múltiplo das águas, beneficia a agricultura irrigada do Sertão.

Finalmente, a privatização da Chesf pode dificultar a consolidação do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que deve assegurar a oferta de água, até 2025, para pequenas, médias e grandes cidades do Semiárido dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde estão 12 milhões de nordestinos.

Pelo exposto, manifestamos nosso posicionamento contrário à privatização da Eletrobras e, sobretudo, em relação à Chesf. Sendo que, em caso de avanço da discussão no sentido da aprovação da MP 1031/2021, solicitamos a exclusão da Chesf do processo de privatização.

Na oportunidade, nos colocamos à disposição para o diálogo e construção de alternativas para a melhoria do setor elétrico brasileiro.

Nordeste do Brasil, 18 de maio de 2021.

Wellington Dias
Presidente do Consórcio Nordeste
Governador do Estado do Piauí”

 

Rita Lee vai iniciar tratamento contra o câncer no pulmão

Rita Lee, 73 anos, anunciou nesta quinta-feira (20), por meio de suas redes sociais, que descobriu um tumor no pulmão esquerdo. A assessoria da cantora usou o perfil no Instagram para informar aos fãs sobre a complicação e disse que ela vai iniciar o tratamento.

Os exames foram realizados no último dia quatro, segundo o boletim médico emitido pela assessoria do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

“Nossa Rita submeteu-se a um check-up no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Os exames apontaram um tumor primário no pulmão esquerdo. Bem assistida por uma junta médica, formada pelo Dr. Óren Smaletz, Prof. Dr. José Ribas M. de Campos, Dra. Carmen Silvia Valente Barbas e Dr. Ícaro Carvalho, já se encontra em casa, e dará sequência aos tratamentos de imuno e radioterapia. Agradecemos as orações e a Luz Divina”, publicou a equipe de comunicação

Polícia prende traficante do Complexo do Alemão

Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira, um suspeito de fazer parte do tráfico de drogas do Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte. Rafael Lourenço da Silva, vulgo Rafinha, 25 anos, teria participado de ataques contra policiais que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora da Fazendinha.
O criminoso estava sendo monitorado após receber informações do Disque Denúncia. Rafael foi preso em Ramos, na Zona Norte, quando ia a um encontro com a companheira. Contra ele, constava um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado.
A ocorrência foi conduzida para a 21° DP (Bonsucesso), onde foi cumprido o mandado de prisão e tomadas as medidas cabíveis. O preso foi encaminhado para uma unidade prisional e ficará à disposição da Justiça.
O Disque Denúncia recebe informações sobre caso nos seguintes canais de atendimento:

Zap do Portal dos Procurados: (21) 98849-6099
(21) 2253 1177 ou 0300-253-1177
APP “Disque Denúncia RJ”
Facebook/(inbox): https://www.facebook.com/procuradosrj/,
https://twitter.com/PProcurados (mensagens).

Operação policial em São Gonçalo deixa um morto e dois feridos

Uma operação realizada pelas polícias Civil e Militar no Morro da Viúva, em São Gonçalo, terminou com um suspeito morto, outros dois baleados e um preso, neste domingo (16). Um fuzil calibre 556 e um pistola foram apreendidos.
De acordo com a polícia, um dos feridos é apontado como chefe do tráfico de drogas na comunidade gonçalense. Ele e mais um comparsa seguem hospitalizado sob custódia. O preso, único encaminhado para a delegacia, é apontado como segundo na hierarquia do tráfico local.
A ação foi realizada pelo 7º BPM (São Gonçalo) e 73ª DP (Neves). A polícia conseguiu apurar que os criminosos do Morro da Viúva planejavam uma sequência de roubos de veículos com cargas na BR-101 (Rodovia Niterói-Manilha).

Pavilhão da Feira de São Cristóvão tem dívidas de R$ 40 milhões

Os fins de semana na Feira de São Cristóvão têm sido marcados por discussões em torno da administração da bilheteria. No último Dias das Mães, tradicionalmente a data de maior movimento no pavilhão, a PM foi chamada ao local e os envolvidos, conduzidos a 19ª DP. De um lado, representantes da LCV Comércio e Serviço Ltda, que ganhou na Justiça o direito de administrar o setor como forma de receber por dívida ajuizada em 2005. De outro, os gestores da feira, que exigiam a contagem dos ingressos antes da abertura do espaço. O caso foi registrado como injúria e seguiu para audiência no Juizado Especial Criminal (Jecrim).
O valor cobrado pela empresa LCV atinge o patamar de R$ 10 milhões, sendo parte de uma dívida total de cerca de R$ 40 milhões que, segundo a comissão que hoje é responsável pela Feira de São Cristóvão, foi deixada por administrações anteriores.
O processo, que é relatado no segundo capítulo da série ‘Alvoroço na Feira’, se refere a uma dívida por serviços de limpeza e manutenção do pavilhão de São Cristóvão, prestados pela LCV em 2004. A Justiça determinou, no dia 30 de março, que a empresa assumisse a administração da bilheteria para que pudesse retirar, por mês, o valor de R$ 67,5 mil como forma de quitar os débitos.
No entanto, no Dia das Mães, o cumprimento da decisão gerou uma desavença entre as partes.
“Imprimimos os ingressos e eles queriam que fizéssemos a contagem antes da venda. Mas a urna era deles e só eles tinham a chave. Disse que eles estavam sendo pouco inteligentes em atrasar a abertura da feira para a contagem, pois as vendas seriam verificadas por eles no final. Eles se sentiram ofendidos e chamaram a PM alegando injúria”, diz o advogado Alexandre Silva, que representa a empresa LCV:
“Nós queremos receber e, para isso, precisamos ter transparência na bilheteria. Criamos um grupo de feirantes, que se revezam a cada dia nos fins de semana para acompanhar a venda de ingressos. Isso nunca tinha acontecido antes”.

O processo da dívida com a LCV transitou em julgado em 2007. A dívida, à época, era de R$ 3 milhões. A empresa e a administração da feira fizeram acordos para o pagamento, até que a quitação dos débitos, segundo os atuais membros da comissão, foi suspensa após a Feira de São Cristóvão passar para a alçada da RioTur, em 2017.
“A administração da época fez acordo, parcelou, e estava pagando. Faltavam R$ 2 milhões. A RioTur assumiu o pavilhão e disse que não reconhecia o acordo e não iria pagar. Quando a RioTur saiu de jogada, a dívida voltou para a administração da feira, já com valores maiores. No ano passado, em março, nós fizemos novo acordo na Justiça, mas não conseguimos cumprir, pois a feira fechou logo em seguida devido à pandemia”, explica Davi Cavalcante dos Reis, um dos membros da comissão que administra a feira.

Segundo a comissão, foi feito acordo entre as partes:
“No fim do mês vamos pagar à empresa o que o juiz determinou. Caso ocorra a interrupção dos pagamentos, aí sim eles pedirão ao juiz novamente a administração da bilheteria”, diz Davi Reis.

O advogado da LCV rebate:
“A empresa vai continuar administrando a bilheteria nos fins de semana e prestando contas à comissão e aos feirantes. É a decisão da Justiça e ela precisa ser cumprida”, afirma Alexandre Silva.

Fornecimento de água e luz cortados
Outras dívidas da Feira de São Cristóvão são com as concessionárias Light e Cedae. Atualmente, segundo os membros da comissão, que afirmam serem os valores herdados de gestões anteriores, os débitos giram em torno de R$ 6 milhões e R$ 5 milhões, respectivamente.

Desde 2017, o fornecimento de luz e de água foi cortado pelas concessionárias. O abastecimento, atualmente, é feito por meio de geradores de energia e carros-pipa.
Há, ainda, inadimplência por parte dos feirantes. Segundo a comissão, de um total de 710 feirantes, apenas 91 estão em dia com os pagamentos mensais para custeio de serviços de manutenção e conservação da feira.

Procurada, a Light informou que desde o corte de energia por falta de pagamento houve várias tentativas de negociação, mas sem sucesso. A concessionária diz que segue à disposição para conversar com os responsáveis pela gestão da feira para resolver a questão.
Já Cedae informou que não pode comentar sobre dívidas de clientes, em cumprimento ao Código de Defesa do Consumidor.

Ataque de garimpeiros mata duas crianças Yanomami

Líderes indígenas afirmaram que duas crianças Yanomami, de 1 e 5 anos, teriam sido encontradas mortas na comunidade de Palimiú após o ataque armado de garimpeiros contra indígenas, na Terra Indígena Yanomami em Roraima, no dia 10. A informação foi divulgada em nota pública pela Associação Yanomami Hutukara. Há também relatos de novo ataque de garimpeiros na noite deste domingo (16).

Segundo a entidade, na segunda-feira passada (10), quando o ataque dos garimpeiros à comunidade começou, todos saíram correndo para se proteger dos tiros e muitas crianças acabaram se perdendo no mato e ficaram desaparecidas. No dia seguinte (11), algumas crianças foram encontradas, com a exceção de dois meninos.

Na quarta-feira (12), os indígenas teriam encontrado os corpos dos dois meninos na água, sem vida e, segundo relataram, as crianças estavam afogadas. “À tarde [no sábado], em reunião com o Ministério Público Federal [em Boa Vista], as lideranças puderam dar mais detalhes do que se passou na comunidade e relataram que duas crianças morreram após o tiroteio iniciado no dia 10”, diz o comunicado da Hutukara.

A entidade relatou que, “neste momento, a comunidade de Palimiú está sem nenhuma assistência de saúde: os profissionais de saúde foram removidos por conta dos tiroteios. Também não tem nenhuma força pública de segurança permanente no local, e os garimpeiros continuam diariamente amedrontando a comunidade”.

A Hutukara denunciou que ontem à noite que recebeu ligação da comunidade de Palimiú comunicando novo ataque de garimpeiros à comunidade, que está sem força de segurança permanente da União no local, conforme determinou a Justiça Federal na semana passada.

“Segundo disseram os Yanomami, eram 15 barcos de garimpeiros se aproximando contra a comunidade. Os Yanomami disseram que além dos tiros, havia muita fumaça e que seus olhos estavam ardendo, indicando o disparo de bombas de gás lacrimogênio contra os indígenas”, relatou a associação.

Decisão judicial

Decisão expedida pela Justiça Federal no dia 13 de maio determinou que a União mantenha efetivo armado de forma permanente na comunidade Palimiú para evitar novos conflitos e garantir a segurança de seus integrantes. Também foi determinada à Fundação Nacional do Índio (Funai) que auxiliasse as forças de segurança no contato com os indígenas e no gerenciamento das relações interculturais.

A Polícia Federal informou que uma equipe de policiais estava no local desde quinta-feira (13) cumprindo a decisão, mas que saiu de lá neste final de semana. Hoje (17) não há efetivo na PF fazendo a segurança da comunidade, conforme informou o órgão à Agência Brasil.

A Funai informou que segue acompanhando, junto às autoridades policiais, a apuração de supostos conflitos ocorridos recentemente nas terras Yanomami, em Roraima. O órgão afirmou que mantém equipes de forma ininterrupta dentro da terra indígena, por meio de suas Bases de Proteção Etnoambiental (BAPEs).

“A Funai conta com duas bases localizadas em pontos estratégicos da Terra Indígena Yanomami, que promovem ações contínuas e permanentes de vigilância, fiscalização e monitoramento territorial, a fim de combater ilícitos na região e impedir a entrada de não indígenas nas aldeias”, disse a Funai, em nota.
Ofício

A Hutukara emitiu ofício nesta segunda-feira (17) sobre a insegurança a que a comunidade está submetida. Assinado pelo vice-presidente da Hutukara, Dário Vitório Kopenawa Yanomami, o documento foi enviado à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal (MPF), ao Exército e à Funai.

No ofício, a entidade solicita a instalação de um posto avançado emergencial na comunidade de Palimiú, com o objetivo manter a segurança no local e no Rio Uraricoera, e que o Exército brasileiro, por meio da 1ª Brigada de Infantaria da Selva, promova apoio logístico imediato para ações dos demais órgãos públicos para garantir a manutenção da segurança no local.

Em 10 de maio, dia do ataque dos garimpeiros à comunidade, a Hutukara enviou ofício aos mesmos órgãos, pedindo que atuassem para “impedir a continuidade da espiral de violência no local e garantir a segurança para a comunidade Yanomami de Palimiú”.

O Ministério da Defesa disse, em nota, que “respondeu prontamente quanto ao envio de tropas para a região e ao apoio à Polícia Federal, após decisão judicial emitida à União” e que “tem colaborado com as ações necessárias ao cumprimento da decisão judicial”.

A Agência Brasil procurou o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Advocacia-Geral da União sobre o cumprimento da decisão judicial e o deslocamento de efetivo de segurança no local e aguarda retorno.
Histórico

A comunidade Palimiú, localizada dentro do território Yanomami em Roraima, foi alvo de ataque de garimpeiros com armas de fogo contra a comunidade Palimiú na última segunda-feira (10). De acordo com informações da Associação Yanomami Hutukara, ao menos cinco pessoas ficaram feridas, sendo quatro garimpeiros e um indígena.

Policiais federais também foram alvo de disparos no local, na terça-feira passada, quando estiveram na comunidade para apurar o ataque dos garimpeiros. No momento em que a equipe estava prestes a embarcar da comunidade com destino de volta a Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no Rio Uraricoera efetuando os disparos. A equipe se abrigou e respondeu à agressão. Não houve registro de atingidos de nenhum dos lados.
Risco aos indígenas

O MPF já alertou para os riscos dos indígenas na região. “Esse tipo de conflito tem sido alertado pelo MPF em diversos procedimentos, inclusive com ações na Justiça Federal pedindo um plano de retirada de garimpeiros, temendo possível genocídio. A Justiça já até decidiu a favor do MPF e da retirada do garimpo ilegal na TIY”, disse o MPF.

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami tem 9,6 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de 27 mil indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades. Essa terra indígena foi homologada em 1992 e a atividade de garimpo nela é ilegal.

Metade da população desse território – um total de 13.889 indígenas – mora em comunidades a menos de 5 quilômetros de uma zona de garimpo, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Socioambiental. A estimativa é que mais de 20 mil garimpeiros entram e saem dos territórios indígenas yanomami sem nenhum controle.

Fonte Agência Brasil

Joe Biden enviará 1º voo de brasileiros deportados


O governo Joe Biden decidiu enviar na quinta-feira (20) ao Brasil o primeiro voo de imigrantes brasileiros deportados, ou seja, pessoas que foram detidas na fronteira ao tentarem entrar nos Estados Unidos sem documento.

Segundo diplomatas envolvidos nas negociações, a previsão é que cerca de 130 brasileiros sejam mandados de volta no avião providenciado pelos americanos nesta semana, mas o número exato só deve ser fechado no dia do embarque.

Há alguns dias, brasileiros detidos na fronteira entre EUA e México começaram a relatar a autoridades consulares terem ouvido informações sobre o voo, pedindo mais detalhes, mas ainda não havia comprovação oficial.

Este tipo de voo fretado foi uma marca da política anti-imigração de Donald Trump. As aeronaves contratadas pelo governo americano sob o republicano chegaram a levar brasileiros algemados e em condições questionadas por autoridades diplomáticas e defensores de direitos humanos.

Durante a campanha, Biden prometeu um tratamento mais humanitário para os imigrantes que tentam entrar nos EUA sem documento, mas a imigração acabou se tornando a maior crise que o democrata enfrenta até agora.

Justamente por causa da sensação de portas abertas —que o governo americano insiste em dizer que é ilusória— o fluxo de pessoas que tentam entrar nos EUA sem documentos tem aumentado vertiginosamente, e já é o maior em 20 anos.

Entre os brasileiros, o número alcançou o pico entre outubro de 2018 e setembro de 2019, quando 18 mil pessoas tentaram entrar sem documentos nos EUA desde o Brasil.

Para tentar frear esse movimento, Trump lançou mão de várias medidas —inclusive restrições por causa da pandemia— e incluiu os brasileiros no programa que envia para o México os imigrantes que tentam entrar nos EUA de forma irregular, e os fazem esperar no país latino-americano pela análise de seus processos de pedido de asilo, entre outros.