Policia Federal descobre que Wizard foi para o México

 


Na tentativa de executar a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para depor à CPI da Covid, a Polícia Federal acabou descobrindo que foi para a Cidade do México, no México, em 30 de março, e não retornou mais ao Brasil. A informação foi revelada em reportagem do portal UOL, que teve acesso ao relatório da investigação.

Bilionário fundador de uma rede de escolas de inglês, Wizard é alvo de apuração da CPI da Covid sob suspeita de integrar um gabinete paralelo que priorizou medidas não científicas no combate à pandemia, em dissonância com a OMS (Organização Mundial da Saúde), e desprezou a priorização de compra de vacinas.

Wizard informou à comissão que está fora do país e que, por isso, pediu para ser ouvido virtualmente, o que foi negado pelo colegiado. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), então, determinou a condução coercitiva do empresário.

No relatório sobre a ação, a PF informa que ninguém atendeu no endereço de Wizard, em Campinas, no interior de São Paulo. Os agentes verificaram que a última movimentarão dele foi a saída do Brasil, no dia 30 de março deste ano, às 8h33, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo com destino à Cidade do México.

De acordo com a PF, não consta movimento migratório de retorno. “Motivo pelo qual as informações obtidas nos locais objeto de diligência são verossímeis”, aponta.

O depoimento do bilionário estava marcado para ontem. Antes disso, o empresário havia conseguido um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para permanecesse em silêncio durante o depoimento.

Três dias antes da data do depoimento, a defesa de Wizard informou que o empresário foi aos Estados Unidos para acompanhar o tratamento médico de um familiar e pediu para ser ouvido por videoconferência. A ida ao México seria para cumprir quarentena obrigatória.

4ª parcela do auxílio emergencial 2021 será antecipada

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou na última terça-feira (15), que o banco irá antecipar a 4ª parcela do auxílio emergencial 2021. Nesta semana o calendário da 3ª parcela foi antecipada.

A antecipação da 4ª parcela do auxílio emergencial 2021 deve acontecer assim como ocorreu com as outras três. Porém, as novas datas serão anunciadas daqui a algumas semanas, confirmou Guimarães.

O atual calendário prevê que os depósitos iniciem a partir do dia 23 de julho. Com isso, os pagamentos se estenderão até o dia 22 de agosto. Os saques estão previstos para acontecer entre os dias 13 de agosto a 10 de setembro.

Guimarães afirmou que as antecipações dos calendários do auxílio emergencial 2021 têm como objetivo acelerar os pagamentos e diminuir as aglomerações. Por esse motivo, é possível que a 4ª parcela também seja antecipada.

Antecipação da 3ª parcela do auxílio emergencial 2021

Na última segunda-feira (14), a Caixa anunciou a antecipação do calendário de pagamento da 3ª parcela do auxílio emergencial 2021. Com isso, o valor será depositado no mês de junho, entre os dias18 e 30. A antecipação é para os depósitos na conta Poupança Social Digital.

Com isso, os beneficiários podem movimentar o valor pelo aplicativo Caixa TEM. O app permite fazer compras e pagamentos usando o cartão de débito virtual. Além disso, é possível fazer transferências bancárias.

Os saques também serão antecipados. Com isso, todos os beneficiários poderão ter acesso ao valor no mês de junho. De acordo com o calendário divulgado pela Caixa, os beneficiários irão sacar a 3ª parcela entre os dias 1º e 19 de julho. (FDR)
Calendário de depósito da 3ª parcela do auxílio emergencial 2021
Mês de nascimento Nova data Data antiga
Janeiro 18 de junho 20 de junho
Fevereiro 19 de junho 23 de junho
Março 20 de junho 25 de junho
Abril 22 de junho 27 de junho
Maio 23 de junho 30 de junho
Junho 24 de junho 4 de julho
Julho 25 de junho 6 de julho
Agosto 26 de junho 9 de julho
Setembro 27 de junho 11 de julho
Outubro 29 de junho 14 de julho
Novembro 30 de junho 18 de julho
Dezembro 30 de junho 21 de julho
Calendário de saque da 3ª parcela do auxílio emergencial 2021
Mês de nascimento Antes Agora
Janeiro 13 de julho 1º de julho
Fevereiro 15 de julho 2 de julho
Março 16 de julho 5 de julho
Abril 20 de julho 6 de julho
Maio 22 de julho 8 de julho
Junho 27 de julho 9 de julho
Julho 29 de julho 12 de julho
Agosto 30 de julho 13 de julho
Setembro 4 de agosto 14 de julho
Outubro 6 de agosto 15 de julho
Novembro 10 de agosto 16 de julho
Dezembro 12 de agosto 19 de julho

Uefa pede para jogadores não removerem garrafas de patrocinadores


Sem esconder o incômodo com a atitude incomum dos jogadores nesta Eurocopa, a Uefa pediu nesta quinta-feira (17) que eles parem de remover as garrafas dos patrocinadores das bancadas das entrevistas coletivas do torneio. Os itens das empresas que apoiam a competição já foram tirados do local por três jogadores, incluindo Cristiano Ronaldo.

“A Uefa lembrou às seleções participantes que os patrocinadores são essenciais para a realização do torneio e para garantir o desenvolvimento do futebol em toda a Europa, incluindo para jovens e mulheres”, disse a entidade, em comunicado. Martin Kallen, diretor desta Eurocopa, disse que todas as equipes foram informadas sobre o assunto.
A polêmica teve início na segunda-feira, quando Cristiano Ronaldo removeu duas garrafas de Coca-Cola da bancada. Em seguida, levantou uma garrafa de água, sugerindo que indica apenas o líquido incolor como bebida e colocou o item à sua frente na bancada da coletiva.

O vídeo mostrando o ato do português viralizou rapidamente e virou meme. No mesmo dia, as ações da Coca-Cola na bolsa oscilaram para baixo, mas se recuperaram rapidamente. No dia seguinte, o volante francês Paul Pogba fez o mesmo com uma garrafa de Heineken. A cerveja era sem álcool, mesmo assim o jogador muçulmano acabou removendo o item da bancada.

Por fim, na quarta, o italiano Manuel Locatelli repetiu o gesto de Ronaldo e tirou o refrigerante diante de si, para não aparecer na sua frente enquanto concedia coletiva. Nesta quinta, o atacante ucraniano Yarmolenko brincou com a situação e colocou todas as garrafas diante de si na entrevista e ainda pediu aos patrocinadores para ligarem para ele.

Martin Kallen disse que a Uefa só poderia abrir uma exceção no caso de conteúdo alcoólico diante de jogadores que não consomem este tipo de bebida por motivos de religião. “Não precisamos ter uma garrafa ali (nestes casos”, declarou o dirigente da Uefa.

A Coca-Cola e a Heineken estão entre os 12 patrocinadores masters da Eurocopa deste ano. Com estes apoios, o campeonato deve levantar uma receita de 2 bilhões de euros (R$ 12 bilhões) para a Uefa. Os valores individuais de cada patrocinador não são revelados, mas a entidade arrecadou com as empresas apoiadoras 483 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) na última edição da Eurocopa, em 2016.

INSS paga segunda parcela do 13° salário na próxima semana

O INSS confirmou antecipação da segunda parcela do 13º salário. Na próxima semana, os aposentados e pensionistas da previdência social federal terão acesso aos valores do abono natalino. Normalmente ofertado em dezembro, o benefício foi antecipado como medida de contenção do novo coronavírus.

A liberação previa do 13º salário do INSS vem acontecendo desde o mês de maio. Após decisão em conjunto com o governo federal, o órgão passou a liberar 50% do abono natalino para todos os aposentados acima e na base do salário mínimo. A segunda rodada, no entanto, será iniciada na próxima quinta-feira (24).Calendário do 13° salário do INSS

Como de costume, para garantir a organização nos fluxos de pagamento, o INSS estará fazendo os depósitos primeiro daqueles cujo salário está fixado no piso nacional.

Na sequência, dará permissão para o envio de quem chega até o teto previdenciário de R$ 6.444. Confira: (FDR)

Benefícios de até um salário mínimo
Final do nº do benefício 1ª parcela (competência maio) 2ª parcela (competência junho)
1 25/mai 24/jun
2 26/mai 25/jun
3 27/mai 28/jun
4 28/mai 29/jun
5 31/mai 30/jun
6 01/jun 01/jul
7 02/jun 02/jul
8 04/jun 05/jul
9 07/jun 06/jul
0 08/jun 07/jul

Benefícios acima de um salário mínimo
Final do nº do benefício 1ª parcela (competência maio) 2ª parcela (competência junho)
1 e 6 01/jun 01/jul
2 e 7 02/jun 02/jul
3 e 8 04/jun 05/jul
4 e 9 07/jun 06/jul
5 e 0 08/jun 07/jul

Novo apagão atinge o Amapá

Por volta das 16h desta quarta feira  (16), um novo apagão elétrico afetou algumas cidades do Amapá, incluindo a capital Macapá. Não foram informados o total de municípios afetados.

Em nota, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) informou que a falta de energia desta quarta-feira “foi provocada pela saída da Linha de Transmissão de 230 KV entre Jurupari e Laranjal do Jari”, que fica na região sul do estado.

A distribuidora que atende a capital, a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) informou que houve desligamento momentâneo, que a causa “está sendo apurada” e o retorno do fornecimento foi imediato. “A LMTE disponibilizou no tempo de 1 minuto o transporte da energia nas linhas de transmissão Laranjal-Macapá 1 e 2”.

O Ministério de Minas e Energia também se manifestou em nota e confirmou que, às 16h05, houve o desligamento do sistema de 230 KV que atende Macapá.

“Em consequência, houve o desligamento de toda a carga atendida pela Subestação Macapá, de cerca de 250 MW [megawatts]. O início da retomada do fornecimento de energia iniciou às 16h21, com o religamento de um circuito da linha de transmissão. O reestabelecimento do fornecimento está sendo realizado de forma coordenada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). As causas do desligamento deverão ser identificadas no Relatório de Análise de Perturbação”, disse a pasta, em nota.

O ONS informou que, após o apagão, a energia foi completamente restabelecida no estado por volta das 18h.

“O ONS reitera que, assim que identificou o problema, atuou prontamente para iniciar a recomposição do sistema e para que o completo fornecimento de energia fosse restabelecido o mais rápido possível. O ONS avaliará as causas da ocorrência junto aos agentes envolvidos e, posteriormente, fará um Relatório de Análise da Perturbação (RAP)”.

Este é o quinto apagão elétrico registrado no Amapá este ano. Em novembro do ano passado, mais de 90% da população do estado passaram mais de 20 dias com fornecimento limitado em esquema de rodízio de energia elétrica.

Fonte Agência Brasil –

Crianças vítimas de acidente de trabalho cresceu 30% em 2020

O número de crianças brasileiras de 5 a 13 anos de idade que sofreram acidentes graves enquanto desempenhavam alguma atividade que pode ser classificada como trabalho infantil aumentou em 30% entre 2019 e 2020.

Dados atualizados do Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, divulgados hoje (17), apontam que as ocorrências registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, saltaram de 83, em 2019, para 108 notificações em 2020.

O resultado do ano passado é o pior registrado desde 2007, superando as 104 notificações de 2011.

O mais preocupante, na avaliação de especialistas, é que o resultado não representa a real dimensão do problema, já que a subnotificação é um dos aspectos inerentes ao trabalho infantil, destacou o subsecretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Pesquisa e Análise de Informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Luis Fabiano de Assis.

“A necessidade de políticas públicas baseadas em evidências é clara. Nosso [do Observatório] objetivo é maximizar a possibilidade de uma decisão de política pública de alocação de recursos, priorização, enfrentamento, combate, prisões, atuação do Estado e da sociedade civil, e de todas estas ações serem efetivas”, disse Assis ao justificar a importância dos dados reunidos pelo projeto conjunto do MPT e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mais de 30% das denúncias de trabalho infantil que chegam ao conhecimento das autoridades públicas por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100) dizem respeito ao trabalho infantil doméstico. Cerca de 15% tratam do aliciamento de crianças e adolescentes pelo narcotráfico.

Já a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indica que, entre 2012 e 2018, houve uma média de 6.459 protocolos de denúncias anuais de exploração do trabalho infantil. Em 2019, este número caiu para 4.246. Em 2020, mais uma queda e o registro de 2.371 denúncias.

“É necessária uma avaliação mais profunda. Talvez, tenhamos aqui uma tendência à subnotificação, como está acontecendo em relação aos casos de violência em geral contra crianças e adolescentes, considerando o distanciamento que esta criança teve da escola devido à pandemia”, afirmou o secretário dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha.

Jovens

Entre adolescentes de 14 a 17 anos com vínculo empregatício, foram registradas, em 2020, 556 notificações de acidentes de trabalho em geral (e não apenas graves), de acordo com o Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil,. Menos da metade das 1.202 ocorrências de 2019.

Para Assis, contudo, a redução não é resultado de medidas para assegurar a integridade dos aprendizes.

“Com o fechamento de empresas [devido à pandemia], houve uma redução do número de postos de trabalho. Talvez o número destas notificações tenha diminuído devido à redução [dos postos de trabalho em] que os adolescentes se expõem [aos riscos]”, disse o subsecretário, afirmando que, no geral, os resultados compilados pelo observatório em 2020 são piores que os de 2019.

“Não podemos esperar que quase nenhum dos dados tenha melhorado [em 2020] durante a pandemia, com exceção, talvez, dos de acidentes de trabalho [gerais] no setor formal”.

As informações compiladas pelo observatório também revelam que, entre 2012 e 2020, ao menos 46 adolescentes regularmente contratados morreram em consequência de acidentes de trabalho. Três destes óbitos ocorreram em 2020. Um, em 2019. O pior resultado do período, no entanto, ocorreu em 2012, quando 12 adolescentes perderam a vida trabalhando.

Um em cada cinco dos 18,8 mil acidentes envolvendo jovens de 14 a 17 anos com vínculo empregatício entre 2012 e 2020 foi causado por veículos de transporte (21% do total). Em seguida, vem a operação de máquinas e equipamentos (18%), tombos (13%), mobiliário e acessórios (10%), agente químico (9%), ferramentas manuais (8%), quedas de altura (7%), motocicleta (6%), entre outras causas.

Entre as atividades econômicas que mais causaram acidentes entre adolescentes figuravam o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (21%), restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (9%) e serviços de assistência social sem alojamento (4%).

As informações podem ser consultados na plataforma SmartLab.
Prejuízos

Durante o seminário digital que o MPT realizou esta manhã para apresentar os resultados, o secretário Nacional dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha, afirmou que o ingresso precoce no mercado de trabalho de forma indevida, sem acompanhamento, oferece consequências que vão além dos riscos à integridade física.

“Além de reproduzir o ciclo de pobreza familiar, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem, quando não a tira [a criança ou o adolescente] da escola e a torna vulnerável, em diversos aspectos, incluindo saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes, entre outros. Quanto mais precoce a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da vida adulta”, comentou o representante do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmando que o trabalho infantil perpetua “os altos níveis de desigualdade social”.

No mesmo sentido, a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, falou sobre o desafio de o Estado brasileiro oferecer às famílias condições de manter as crianças estudando e em segurança integral “em meio a um cenário nada otimista”.

“Além do desafio de incluir as crianças que já não estavam [matriculadas] nas escolas, temos agora que [resgatar] aquelas que se afastaram em consequência da exclusão digital e das dificuldades familiares. Esta será uma estratégia importante para enfrentarmos o trabalho infantil”, destacou Isa, enfatizando que a pobreza é uma causa estrutural do trabalho infantil que só pode ser enfrentada com políticas de proteção social à população.

“Temos que estabelecer um patamar de compreensão e de consenso de que o trabalho infantil e seu aumento não acontecem por acaso. Isso resulta de decisões políticas, de omissões, que levam e motivam o agravamento desta violação aos direitos humanos e fundamentais de crianças e adolescentes. É necessário exigir a efetiva implementação de políticas públicas [de assistência]”, disse a secretária.

Fonte Agência Brasil

Funcionários de estatal aposentados devem deixar os empregos

O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nessa quarta-feira (16) a tese segundo a qual os empregados públicos de empresas estatais que se aposentaram após a reforma da Previdência de 2019 perdem o vínculo empregatício e não podem seguir trabalhando e recebendo salário.

O entendimento foi alcançado no julgamento de um recurso da União e dos Correios que pediam a reversão de uma decisão da Justiça Federal. A estatal teria que readmitir empregados que haviam sido desligados ao se aposentar, porém antes da Emenda Constitucional (EC) 103/2019.

O Supremo confirmou, em 12 de março, a decisão de readmissão dos funcionários. No julgamento, prevaleceu o entendimento que considerou constitucional o artigo 6 da reforma da Previdência, que expressamente isentou os empregados públicos aposentados antes da EC 103/2019 de terem de deixar o emprego, no caso das aposentadorias pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Repercussão geral

Nessa quarta-feira (16), os ministros fixaram uma tese de repercussão geral para o assunto, que de agora em diante serve de parâmetro para casos similares envolvendo empregados dos Correios e de outras empresas estatais. O enunciado deve ser usado para destravar cerca de 1,7 mil processos espalhados pelo país que aguardavam o entendimento do Supremo.

Na tese, além de afirmar que a aposentadoria inviabiliza a permanência no emprego público somente após o advento da EC 103/2019, os ministros também fixaram que as disputas sobre o assunto são de natureza administrativa, e portanto de competência da Justiça Federal comum, e não da trabalhista.

“A natureza do ato de demissão de empregado público é constitucional -administrativa e não trabalhista, o que atrai a competência da Justiça comum para julgar a questão. A concessão de aposentadoria aos empregados públicos inviabiliza a permanência no emprego, nos termos do artigo 37, parágrafo 14, da Constituição Federal, salvo para as aposentadorias concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social até a data de entrada em vigor da Emenda Constitucional 103/2019, nos termos do que dispõe seu artigo 6º “, diz a nova tese de repercussão geral.

Fonte Agência Brasil

Mortes no Brasil por Covid-19 voltam a passar de 2 mil por dia

Depois do pico em abril e uma queda em maio, a última semana registrou alta nos casos e nos óbitos por covid-19 no Brasil. Os dados do Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registraram, nessa quarta-feira (16), uma média móvel de sete dias para os óbitos pela doença de 2.025,43 pessoas. Desde 11 de maio, essa média estava abaixo de 2 mil.

O pico da segunda onda ocorreu entre 1º e 14 de abril, quando a média móvel registrou sete vezes números acima de 3 mil mortes. As maiores médias ocorreram nos dias 1º de abril, com 3.117,43 óbitos, e em 12 de abril: com 3.123,57. Uma queda acentuada foi verificada até o dia 6 de junho, quando a média móvel de óbitos ficou em 1.639 e desde então voltou a subir.

No ano passado, a média móvel de mortes por covid-19 ficou por volta de mil por dia entre 25 de maio e 25 de agosto. A redução ocorreu até novembro, quando, no dia 11, houve um mínimo de 323,86 óbitos na média móvel de sete dias.

Até o dia 9 de janeiro o aumento foi gradual, chegando ao patamar de mil mortes por dia até 21 de fevereiro, quando a curva passou por um aumento acentuado até o pico do início de abril.

No estado de São Paulo, a média móvel de óbitos ficou acima de 700 entre 3 e 21 de abril, com queda acentuada até 15 de maio, quando houve 478 mortes. Entre 4 e 10 de junho, a média ficou abaixo de 500 óbitos e ontem foram 563,57.

O Rio de Janeiro teve média acima de 200 mortes por dia entre 1º de abril de 25 de maio, chegou a um mínimo de 136,57 no dia 7 de junho e voltou a subir, atingindo 210,71 no dia 14. Ontem foram 197,43 óbitos na média móvel. No Distrito Federal, o pico de óbitos ocorreu no dia 4 de abril – 75,86 – e se mantém estável por volta de 20 mortes diárias desde o dia 22 de maio.
Casos

A curva de casos de covid-19 do monitoramento da Fiocruz aponta para uma média móvel acima de 60 mil por dia desde 6 de março, ficando acima de 70 mil entre 12 de março e 14 de abril, com poucos dias abaixo disso nesse período.

A queda nos registros ocorreu até o dia 25 de abril, com o mínimo de 56.816,57, passando por uma subida gradual até 26 de maio, nova queda até 9 de junho e, nos últimos dois dias, a média móvel voltou a passar de 70 mil casos, com 72.244,43 registrados ontem (16).

Na primeira onda da covid-19 no Brasil, o registro de casos ficou acima de 30 mil entre 20 de junho e 21 de setembro, com pico acima de 40 mil entre 24 de julho e 19 de agosto. A queda nos registros ocorreu até 6 de novembro com o mínimo de 16.727.

São Paulo registrou um pulo na curva, passando de 9.688,14 casos em 9 de junho para 18.217 ontem. No Rio de Janeiro, após o pico de 5.578,57 casos em 8 de maio, o estado teve queda até o dia 28 de maio e se mantém estável desde então entre 2.600 e 3.600 casos na média móvel de sete dias. O Distrito Federal mantém a média móvel por volta de 900 casos diários desde o dia 5 de maio.

O mapa da Fiocruz de tendência da doença no Brasil aponta crescimento de casos em Rondônia, Roraima, Amapá, Rio Grande do Norte, Goiás e São Paulo. Os demais estados estão com tendência de manutenção. Para óbitos, Paraná e Rondônia têm tendência de alta, os demais mantêm estáveis os níveis de óbitos.

Fonte Agência Brasil

Saque auxílio emergencial para trabalhadores nascidos em dezembro


A partir desta quinta-feira (17), os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em dezembro podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro estava previsto para ser depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 8 de julho.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de final 1 poderão sacar a terceira parcela do benefício. O recebimento do Auxílio Emergencial 2021 é realizado da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular para quem recebe o Bolsa Família.

Na terça-feira (15), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco estuda antecipar o pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial. O atual cronograma prevê que a Caixa comece a depositar os valores relativos à quarta parcela na conta social digital dos beneficiários nascidos em janeiro a partir de 23 de julho e que os depósitos da quarta fase se estendam até 22 de agosto, com o pagamento para os nascidos em dezembro.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

No dia 8 de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o auxílio emergencial será prorrogado por pelo menos mais dois meses. Previsto para terminar em julho, o benefício pode ser estendido até setembro, mas esse período ainda poderá ser ampliado, caso a vacinação da população adulta não esteja avançada.

“O presidente Jair Bolsonaro é quem vai decidir o prazo. Primeiro, esses dois ou três meses, e então devemos aterrissar em um novo programa social que vai substituir o Bolsa Família”, disse. Segundo Guedes, os recursos para a prorrogação do auxílio emergencial serão viabilizados por meio de abertura de crédito extraordinário. Atualmente, o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

Fonte Agência Brasil

Facebook proíbe Eduardo Bolsonaro de fazer postagens durante sete dias


O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi proibido pela rede social Facebook de publicar ou comentar em seu perfil durante sete dias após ele compartilhar um vídeo falso. O vídeo, que foi publicado pelo seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, dizia que o Tribunal de Contas da união (TCU) apontava que 50% das mortes por Covid-19 não aconteceram, de fato, pela doença. A informação foi desmentida em seguida pelo TCU e retratada pelo presidente na última semana.

Segundo a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, a punição do Facebook ocorreu porque a rede social afirma que não permite informações falsas que podem causar danos físicos, incluindo dados que “organizações de saúde reconhecidas afirmam poder induzir pessoas a acreditar em formas incorretas de cura ou prevenção de doenças ou que podem desencorajar a procura por tratamento médico”.
No entanto, ainda conforme a coluna, o deputado entrou com ação na Justiça para reverter as restrições impostas pela rede social. A defesa do parlamentar alega que o vídeo é “mera reprodução dos atos da vida pública” do presidente Bolsonaro e que o “castigo” da rede social foi aplicado “sem dar a este a possibilidade de defesa, cerceando direito alheio de maneira unilateral e autoritária”.

Apesar de ingressar na Justiça, Eduardo Bolsonaro teve a solicitação negada nesta segunda-feira (14) pelo juiz Caio Brucoli Sembongi, da 17ª Vara Cível de Brasília.