Município do Rio suspende vacinação de primeira dose contra covid -19

A prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu a aplicação da primeira dose contra a covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), faltam vacinas.

“A Secretaria Municipal de Saúde aguardou até o início da noite desta terça-feira que o Ministério da Saúde distribuísse as doses de vacinas contra a covid-19 recebidas desde o dia 4 de agosto. Como as doses não foram entregues, a SMS se vê mais uma vez obrigada a suspender a aplicação de primeiras doses (D1) no município do Rio. A segunda dose (D2) está mantida nos postos”, informou a secretaria em nota.

Mais cedo, o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, já havia adiantado a possibilidade de suspensão da aplicação da primeira dose caso uma nova remessa não chegasse à cidade.

Segundo a SMS, o Ministério da Saúde tem em estoque 5,8 milhões de doses da Pfizer, 3,4 milhões de Coronavac e 1,1 milhão de AstraZeneca.

“A cidade do Rio de Janeiro espera receber o proporcional da sua população para seguir com o calendário de D1, e reforça o pedido para que o ministério distribua as vacinas em, no máximo, 24 horas a partir da entrega dos produtores. Também considera fundamental que o ministério apresente um calendário de distribuição, visto que a Pfizer, a Fiocruz e o Butantan entregam as vacinas nas datas previstas em contrato”, declarou a secretaria.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, se manifestou em suas redes sociais.

“Infelizmente fomos informados que as vacinas previstas para hoje só chegarão nessa madrugada. Isso nos leva a ter que suspender a vacinação da primeira dose no dia de amanhã. Muito provavelmente retornamos na quinta.”

Ministério da Saúde

Procurado, o Ministério da Saúde informou que haverá uma compensação gradual dos quantitativos de vacinas enviados de modo complementar, de maneira que todos os estados deverão finalizar o processo de imunização sem que haja benefícios ou prejuízos a suas respectivas populações.

“Na última pauta de distribuição, elaborada no sábado (7), foram liberadas mais 4,5 milhões de doses aos estados e Distrito Federal. Destas, mais de 416 mil doses serão destinadas ao estado do Rio de Janeiro. A distribuição dessas vacinas ocorrerá nos próximos dias”, se pronunciou o ministério, por meio de sua assessoria.

Segundo a pasta, na última semana, foram entregues mais de 994 mil doses ao estado e, desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19, já foram enviadas mais de 15 milhões de doses para o estado do Rio.

Eduardo Paes
@eduardopaes
Infelizmente fomos informados que as vacinas previstas p hoje só chegarão nessa madrugada. Isso nos leva a ter que suspender a vacinação da primeira dose no dia de amanhã. Muito provavelmente retornamos na quinta. Em tempo: parte dessas 10Mi de doses estão lá desde 04/08!
5:43 PM · 10 de ago de 2021

Fonte Agência Brasil

Preso Eduardo Ramos ex-prefeito de Engenheiro Paulo de Frontin

 

O ex-prefeito do município Engenheiro Paulo de Frontin, na Região Centro Sul, Eduardo Ramos da Paixão foi preso, na tarde desta terça-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ele foi preso pelo crime de dispensa ilegal de licitação e deve cumprir quatro anos e dois meses de prisão.
Segundo as investigações da 6ª DP (Cidade Nova), em fevereiro de 2007, ele assinou um contrato de mais de R$ 90 mil para a realização de bailes da Carnaval no município. Entretanto, a negociação não foi feita por meio de licitação, como manda a lei. Ele foi prefeito do município entre os anos de 2005 a 2012.
Na época, a 98ª DP (Engenheiro Paulo de Frontin) instaurou um inquérito para investigar o caso, o que levou ao indiciamento de Eduardo Ramos da Paixão. Ele foi encaminhado para Administração Penitenciária e ficará à disposição da Justiça.
Na época, a 98ª DP (Engenheiro Paulo de Frontin) instaurou um inquérito para investigar o caso, o que levou ao indiciamento de Eduardo Ramos da Paixão. Ele foi encaminhado para Administração Penitenciária e ficará à disposição da Justiça.

Bebê recém-nascido é encontrado morto sem braços e pernas em Itaboraí

Um bebê recém-nascido foi encontrado morto sem as pernas e os braços, próximo a uma lixeira, na comunidade do Rato Molhado, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, nesta terça-feira (10). De acordo com a Polícia Militar, o 35º BPM (Itaboraí) foi acionado para a Rua Manoel Lopes de Oliveira, para verificar uma ocorrência de encontro de cadáver.
No local os policiais encontraram o bebê, sem os membros. O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) foi acionada. Segundo a PM, ainda não se sabe quem é o autor ou a motivação do crime. A perícia foi realizada no local e a remoção do corpo foi feita pelo Corpo de Bombeiros.
Em nota, a Polícia Civil informou que a DHNSG instaurou um inquérito para apurar o crime. “Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências sendo realizadas para esclarecer o caso”, afirmou a polícia.

Deputados Federais rejeitam PEC do voto impresso

Com ampla rejeição dos deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso foi derrotada pelo plenário da Câmara nesta terça-feira. Foram 218 votos pelo seu arquivamento e apenas 229 votos favoráveis. Para que ela fosse aprovada, era necessário o apoio de 308 deputados. Com o resultado, não foi preciso abrir o segundo turno de votações e o texto foi arquivado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Principal bandeira atual do presidente da República Jair Bolsonaro, a adoção da impressão do voto eletrônico foi rejeitada até mesmo por deputados que fazem parte da sua base no Congresso. A derrota foi um claro recado do Legislativo às pressões do chefe do Executivo e de seus apoiadores nas redes sociais.
O desfile de blindados do Corpo de Fuzileiros Navais na Esplanada dos Ministérios nesta manhã só piorou o cenário. Ao contrário do que o governo esperava, o movimento foi interpretado como uma afronta ao Legislativo e apenas serviu para aumentar a quantidade de parlamentares contrários ao texto. No Senado, também houve resposta, com a aprovação do projeto que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN), legislação da época da ditadura militar que vem sendo usada pelo governo para perseguir e processar críticos.
Para entrar em vigor em 2022, o voto impresso precisava vencer várias etapas no Legislativo. Por ser uma PEC, era preciso obter maioria qualificada – três quintos dos parlamentares, ou seja, no mínimo 308 deputados, em dois turnos de votação. Para derrotar a proposta, no entanto, a conta era menor: só era preciso alcançar 206 votos.

Senadores aprovam projeto que revoga Lei de Segurança Nacional

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10), em votação simbólica, o texto-base da lei que revoga a LSN (Lei de Segurança Nacional). Os destaques do texto foram rejeitados pelos senadores e matéria agora irá à sanção presidencial.

O PL 2.108/2021, que tem origem em lei proposta em 1991, também define crimes contra o Estado democrático ao acrescentar no Código Penal o Título XII (Dos Crimes Contra o Estado Democrático de Direito).
Este novo título prevê uma série de novas transgressões em seis capítulos diferentes, que tratam dos ataques contra à soberania nacional, instituições democráticas, processo eleitoral, serviços essenciais e cidadania.

Os crimes previstos na LSN voltaram a ser discutidos depois do governo Bolsonaro se basear na lei para investigar diversos críticos e outros que incitaram ataques ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A legislação, criada na época da ditadura militar, ainda ensejou determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) para tornar réu o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), depois que o parlamentar gravou vídeo com ameaças e xingamentos a ministros do Supremo.

A Lei de Segurança Nacional foi criada em 1983 para proteger a integridade e a soberania nacional. O texto da medida, porém, pode enquadrar críticos a presidentes do Congresso e o líder do Executivo por prever penas de até quatro anos por calúnias e difamação contra estas autoridades.

Augusto Aras não arquiva caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro

O procurador-geral da República Augusto Aras enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal contra o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro para arquivar as investigações sobre o esquema de rachadinha que o senador é acusado de ter liderado à época em que ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio.

No documento, o PGR disse não ver as ilegalidades e o constrangimento ilegal alegados pelo advogado de Flávio, Frederick Wassef.

O parecer foi encaminhado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes na última quinta-feira (5), no âmbito de habeas corpus impetrado por Wassef em maio. O caso corre sob sigilo no STF.

O processo foi apresentado à corte máxima dois meses depois de o Superior Tribunal de Justiça negar dois recursos da defesa de Flávio, um deles sobre o compartilhamento de informações do Coav (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com o Ministério Público do Rio no caso das “rachadinhas”.

Os relatórios apontaram movimentação atípica de R$ 1,2 milhão do ex-assessor Fabrício Queiroz e foram o ponto de partida das investigações, que já resultaram em uma primeira denúncia apresentada no caso. Segundo o MP fluminense, a organização criminosa comandada desviou R$ 6,1 milhões dos cofres da Alerj.

Caixas que apareceram em praias da Bahia são de navio nazista que afundou há 80 anos


As “caixas misteriosas” que apareceram em praias da Bahia são fardos de borracha de um navio nazista alemão, afundados no mar há 80 anos, segundo o oceanógrafo Carlos Teixeira, que é pesquisador no Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC) — relembre o caso aqui.

De acordo com o pesquisador, os fardos estavam dentro do navio alemão SS Rio Grande, que foi afundado pela frota americana em 1944 contra os nazistas, no fim da Segunda Guerra Mundial. O navio está há quase seis quilômetros de profundidade.

“Era um navio de carga nazista alemão. A ideia dele era ficar transportando cargas entre um lado do Atlântico e o outro. Além dessas caixas de borracha, ele carregava cargas de metais como cobalto, estanho, latão, titânio, vários metais que hoje são até bem valorizados”, explica.

Ainda de acordo com Carlos, o indício de que o material seria de um navio alemão afundado foi uma inscrição em um fardo encontrado em uma praia do Ceará há dois anos. Nele, estava escrito: “Produzido na Indochina Francesa”. A região, na época, era dominada pelos japoneses, que eram aliados dos alemães.

“As correntes estão para o norte e os ventos estão para o norte. Então não teria como estar trazendo uma caixa de Sergipe ou do norte da Bahia para Salvador para a Região Metropolitana de Salvador, como Stella Maris e Flamengo”, comenta.

“A gente ainda não sabe se existiam caixas enterradas ao sul de Salvador ou se isso está vindo do mar. Como elas chegaram em Salvador é um novo mistério”, ressalta.
Surgimento das ‘caixas’

De acordo com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), agentes foram acionados após duas novas “caixas misteriosas” serem encontradas na manhã desta terça-feira (3), na Praia do Flamengo e na Praia de Itapuã, em frente à Igreja da Vila Militar, em Salvador. Antes, na segunda-feira (2), ao menos duas caixas já haviam sido avistadas.

Ainda de acordo com a Limpurb, elas serão removidas da faixa de areia com o auxílio de um caminhão Munck, por causa do peso, e devem ser encaminhadas para a Capitania dos Portos.

Segundo a Limpurb, a Marinha também coletou uma amostra para avaliar o material junto com o Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O restante do material será pesado.

Por meio de nota, a Capitania dos Portos da Bahia informou que pacotes sem identificação estão sendo encontrados no litoral do Nordeste desde 2018 e que não foram registrados acidentes náuticos na região que justifiquem o aparecimento dessas caixas.
Disse ainda que um material semelhante foi encontrado no dia 26 de julho, na praia da Costa de Sauípe, em Mata de São João, cidade da região metropolitana de Salvador.

A instituição também detalhou que o material encontrado não apresenta características poluentes, e que será descartado pelas autoridades competentes.

‘Para de ficar postando coisa de gente preta de gay discursa mulher em igreja

O vídeo da pregação de uma mulher em uma igreja evangélica de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, repercutiu nas redes sociais nesta segunda-feira (2) por conter críticas feitas a fiéis que defendem causas políticas, raciais e LGBTQIA+ (assista ao vídeo acima).

A Polícia Civil abriu inquérito depois de analisar o discurso de Kakau Cordeiro, membro da Igreja Sara Nossa Terra. Após a repercussão do caso, a mulher disse que foi “infeliz nas palavras”.

Thank you for watching

“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira.

“Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”.

O delegado titular da 151ª DP, Henrique Pessoa, disse que há um “teor claramente racista e homofóbico, o que configura transgressão típica na forma do artigo 20 da Lei 7716/87”.

“De tal modo que a pena é de 3 a 5 anos com circunstâncias qualificadoras por ter sido feita em mídias sociais e através da imprensa. De tal modo que já foi instaurado inquérito policial pelo crime de intolerância racial e homofóbica, de acordo com a recente previsão do STF”, disse o delegado.

A Igreja Sara Nossa Terra informou que não irá se pronunciar. A igreja chegou a publicar o vídeo em seu perfil no Instagram, mas a página saiu do ar.

O compartilhamento feito pelo ex-deputado estadual Wanderson Nogueira (PDT) já teve mais de 18 mil visualizações e centenas de comentários com críticas ao discurso.

“Tenho certeza que esse não é o pensamento cristão. Machuca ouvir(…)”, disse o político em sua postagem.

A vereadora de Nova Friburgo Maiara Felício (PT) se manifestou em seus stories no Instagram.

“Um vídeo extremamente intolerante, dentro de uma instituição religiosa (…) A gente quer fazer um movimento gigante para mostrar que em Nova Friburgo a intolerância não vai reinar”, disse.

O Coletivo Negro de Nova Friburgo também divulgou nota repudiando a atitude. Veja íntegra.

“Nós do Coletivo Negro Lélia Gonzalez NF denunciamos, condenamos e repudiamos qualquer forma de discriminação contra a classe trabalhadora e realizada pela mesma reproduzindo a lógica da classe dominante que é racista, facista, lgbtfobica, eugenista, branca, heteronormativa, patrimonialista, patriarcal, branca, lascivos e cristãos. Não podemos dizer que todes cristãs tem comportamento e postura, como esta pessoa, porém não podemos ignorar que ela está expressando a hegemonia dominante. Não devemos naturalizar tais posturas, declarações sem que os órgão tomem devidas medidas, embora estes órgãos expressam interesses da classe dominante. Quando ela faz este ataque, e a todes que defendem o direito da classe trabalhadora que são majoritariamente negras, quando ela de forma superior, ela concorda com a morte da juventude negra, desaparecimento de nossas crianças, e naturaliza feminicídio incidentes nas mulheres negras trans e cia, ela naturaliza o primeiro lugar de morte de mulheres trans e travestis e nosso encarceramento em massa nas senzalas modernas. Racistas, genocidas, Eugenista, Lgbtfóbicos exploradores não passarão! Por uma sociedade onde a diversidade não seja instrumento de dominação e exploração”.

Filhos de Cid Moreira pedem prisão de madrasta

Os filhos de Cid Moreira, Rodrigo e Roger, conseguiram uma nova testemunha para atestar as acusações de agressões e maus tratos feitas contra a madrasta, Maria de Fátima Sampaio Moreira.

Um ex-caseiro que trabalhou 26 anos para o comunicador, confirmou a versão dos filhos, que lutam na Justiça pela prisão preventiva de Fátima.

De acordo com o site ‘Notícias da TV’, o profissional teria trabalhado com o casal de 1991 a 2017, quando foi demitido por Cid sem justa causa. O caseiro recebeu uma pequena bonificação e decidiu não entrar na Justiça por consideração ao jornalista.

“[A comida] era horrível. (…) A comida sai da geladeira, esquenta, vai para a mesa, passa duas horas na mesa, depois volta para a geladeira. (…) O coitado ficava igual um bicho preso na jaula, porque ali [na casa] tem que botar aquelas grades. Senão, entra bicho toda hora dentro de casa. (…) Ela sumia, só chegava à noite. Dizia que ia ao salão, que estava fazendo esse negócio de ginástica que ela faz”, disse em depoimento.

O ex-funcionário se junta a uma outra testemunha dos irmãos Moreira, que acusa o irmão de Fátima de ter aplicado um golpe na sogra idosa, deixando a sem dinheiro.

A semelhança entre os casos fez com que o Ministério Público do Rio de Janeiro pedisse uma investigação da família Sampaio por formação de quadrilha.

Angelo Carbone, advogado dos irmãos exige que o testemunho seja apurado.

“O caseiro que trabalhou para Cid Moreira por 26 anos noticia que Fátima o pôs para fora, que a comida que ela dava ao Cid era muito ruim, que ela manipulava tudo, que ela assinava os contratos por ele. (…) O declarante está à disposição da Justiça para narrar os bens, veículos e valores que ela dá para amigos, parentes ou suas amizades, e que não para em casa”.

Guedes diz que governo não tem capacidade para o pagamento de precatórios


O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta terça-feira (3) que o governo não tem capacidade para o pagamento de todos os precatórios programados para 2022 e por isso está propondo o parcelamento dos valores. “Devo, não nego; pagarei assim que puder”, afirmou.

Segundo ele, a medida em discussão com o Congresso não vai levar à falta de pagamento dos valores. “Não haverá calote”, afirmou, em evento virtual promovido pelo site Poder 360.

Guedes afirmou que o volume de quase R$ 90 bilhões consumiria todo o espaço extra no espaço do teto de gastos em 2022 (que era calculado pelo governo em torno de R$ 30 bilhões). “O número extrapolou qualquer possibilidade de reserva de nossa parte”, disse.

A solução via PEC (proposta de emenda à Constituição) foi sugerida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, segundo Guedes. “[Foi] sugestão do próprio ministro Gilmar Mendes, eu estava surpreso com o conteúdo e liguei para ele. Ele disse ‘olha, já aconteceu antes e há soluções’”, afirmou Guedes.

A proposta do governo tem como objetivo fazer os superprecatórios, acima de R$ 66 milhões, terem pagamento parcelado –com 15% de entrada e mais nove prestações anuais. A regra valerá também para novos precatórios a entrarem nas contas do governo a partir de 2022.