Polícia Civil estoura depósito de carros de luxo em Bangu

Polícia Civil estoura depósito de carros de luxo em Bangu, no Rio | Rio de  Janeiro | G1
A Polícia Civil estourou nesta quarta-feira (18) um depósito de desmanche de carros de luxo, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de receptação qualificada e associação criminosa.

Segundo a polícia, a quadrilha desmanchava os automóveis e revendia as peças.

Os agentes chegaram até os criminosos após trabalho de inteligência. Policiais da 33 ª DP (Realengo) seguiram uma Kombi que ia para o local.

No galpão, havia dezenas de portas, capôs, cabeçotes de motor, lanternas de automóveis, entre outras peças de carros de luxo.

Os policiais também encontraram peças de carros de concessionárias que prestam serviço público de energia, luz e telefone.

Uma perícia foi realizada no local e, até o momento, foram identificados três carros roubados recentemente, cujas peças estavam no galpão.

As investigações revelaram, ainda, que alguns veículos foram roubados por encomenda e as peças vendidas para outros estados, como São Paulo.

As diligências continuam para identificar os receptadores, além dos locais onde os carros estariam sendo cortados.

Polícia Ambiental fechar areal clandestino em Seropédica

Uma mulher foi presa em flagrante após agentes da Delegacia de Proteção ao Meio
Ambiente chegarem de forma repentina em um areal clandestino, em Seropédica, na Baixada Fluminense. No Rio de Janeiro, a extração ilegal de areia é um dos crimes ambientais mais comuns.

Carla de Lima foi presa em flagrante por operação irregular e extração de minério sem autorização legal, já que a empresa não tinha permissão para atuar no ramo da mineração. Além dela, dois suspeitos foram autuados, no entanto, foram liberados por falta de provas.

No local, os policiais encontraram o solo já desgastado pela ação dos criminosos, com máquinas para o garimpo em pleno funcionamento e caminhões aguardando para serem carregados. Geralmente o material é vendido para construção civil, rendendo um lucro alto aos exploradores.
“A atividade de extração ilegal de recursos minerais, ela é altamente poluidora do meio ambiente. Além do mais, ela gera grandes lucros para as pessoas que as exploram. No caso da nossa diligência, nós identificamos que essa atividade estava em andamento há cerca de dois anos e gerava um lucro mensal na casa dos 200 mil reais”, delegado Leandro Aquino.

Segundo denúncias de ambientalistas, 70% dos areais em Seropédica são clandestinos. Só o município retira diariamente cerca de 130 metros cúbicos de areia.

A prática de extração ilegal desse material traz prejuízos ao meio ambiente irreparáveis, segundo o ambientalista, Sérgio Ricardo. “Essa atividade, ela é altamente predatória, por que ela contamina o solo, lençol freático, e toda essa poluição acaba desaguando na baía de Sepetiba”.

Diversos órgãos ambientais participaram da operação. O local foi lacrado e o maquinário apreendido

Família de vítima do desabamento de ciclovia será indenizada em R$ 1,3 milhão

Familiares de uma das vítimas do desabamento da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, serão indenizados em mais de R$ 1,3 milhão. A Justiça aceitou o pedido da família de Eduardo Marinho de Albuquerque, que morreu na queda.

Um trecho da ciclovia desabou em 2016, três meses após a inauguração, deixando dois mortos.

O dinheiro deverá ser pago pelo Consórcio Contemat-Concrejato, empreiteiras responsáveis pela construção da ciclovia, e será divido entre a companheira, o filho, os pais e os irmãos da vítima.
A companheira e o filho da vítima receberão, cada um, R$ 330 mil. O valor equivale a 300 salários mínimos. Para os pais do engenheiro, os réus terão que pagar, a cada um deles, R$ 165 mil, correspondente a 150 salários mínimos. Os três irmãos de Marinho também serão indenizados no valor de R$110 mil cada um – equivalente a 100 salários mínimos.

Além da indenização, as empresas deverão pagar pensão alimentícia para a companheira de Eduardo até que ela complete 76 anos e para o filho dele até a idade de 25 anos. O valor será fixado com base nos rendimentos da vítima.

 

Usuários do Aplicativo UU sofreram golpe e dinheiro investido sumiu

Usuários do aplicativo UU, no qual pessoas depositavam dinheiro com a promessa de lucrar através de curtidas em publicações, relataram que sofreram golpes da plataforma. O aplicativo saiu do ar neste domingo (15). A Polícia Civil do Rio investiga o caso.

“Me sinto totalmente enganada, me sinto lesada. A questão financeira é ruim? É. Peguei empréstimo, vou passar 12 meses com a minha vida enrolada”, disse Viviane Malheiros, usuária da plataforma.

O golpe, de acordo com os usuários, funciona como uma espécie de pirâmide. Para começar a ganhar dinheiro, as pessoas precisam indicar outros usuários. Depois, é necessário depositar um valor para o aplicativo e cumprir algumas tarefas, como curtir publicações em diferentes redes sociais.

Algumas delas, conseguem sacar o dinheiro de volta para investir novamente. Só que depois, elas não conseguem fazer mais nenhum saque.”Quando eu comecei nesse aplicativo, eu comecei acreditando que era um aplicativo de tarefas, que seria uma nova maneira de trabalho. Nós fazíamos tarefas diárias, né? E mediante as tarefas era onde a gente ia acumulando o saldo no aplicativo pra depois poder resgatar”, contou Marcele Malheiros, vítima do golpe.

Algumas pessoas, inclusive, recorreram a empréstimos financeiros para ingressar na plataforma, como é o caso de Heloísa Sarmento, que perdeu mais de R$ 16 mil reais no golpe. “Eu entrei através de uma pessoa idônea que foi enganada também. Eu jamais pensei que fosse acontecer um negócio desse”, desabafou.

Já Marcelo Mendes perdeu R$ 3 mil reais e a esperança de ter o dinheiro de volta. “Houve relatos de pessoas que pedir empréstimos a bancos, hoje tão super endividados, alguns até com agiotas. Tô aqui pedindo às autoridades competentes que tomem providências em relação a isso”, ressaltou.

A Polícia Civil disse que está investigando o caso e que vai pedir a quebra dos sigilos telefônico e telemático do aplicativo.

Preso foragido que matou casal em Magé

 

Antonio Agustinho da Silva, conhecido como Toni Garrado — Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (18) um homem que estava foragido há 3 anos.

Segundo a polícia, Antonio Agustinho da Silva, conhecido como Toni Garrado, é acusado de ter matado a tiros um casal após uma briga em uma festa no distrito de Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense.

Contra ele, havia um mandado de prisão.

Toni Garrado foi preso no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, por policiais da 15ª DP (Gávea).

Ele será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Blogueira estelionatária que aplicava golpe do cartão de crédito no Rio se entrega

As estelionatárias Mariana Serrano, Gabriela Vieira, Rayane Sousa, Anna Carolinas  e Yasmin Navarro — Foto: Reprodução

A blogueira Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos, se entregou à Justiça na segunda-feira (16). Ela e outras quatro mulheres são acusadas pelo Ministério Público estadual (MPRJ) de estelionato por supostamente aplicarem o golpe do “motoboy” no Rio.

O advogado Renato Darlan, que representa Anna Carolina, informou que ela se apresentou em Benfica, na Zona Norte, para que fosse cumprido mandado de prisão contra ela, que estava em aberto desde quinta-feira da semana passada.

“Ela, ao contrário do alegado, respeita a Justiça e acredita na inocência dela”, disse Darlan sobre a decisão de se entregar antes de esperar a possível reconsideração do juízo.

Enquanto Anna se entregou, ainda estão em vigor os mandados contra Yasmin Navarro, de 25 anos, Mariana Serrano de Oliveira, 27, Rayane Silva Sousa, 28, e Gabriela Silva Vieira, 20. Ou seja, as jovens são consideradas foragidas da Justiça.

Por decisão do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada, as prisões preventivas delas foram decretadas de novo, inclusive das que moram em São Paulo.

No despacho, Rubioli citou inclusive a festa que Rayane Silva Sousa ganhou quando teve sua prisão relaxada por falta de denúncia do Ministério Público.

“Quando das suas solturas, em grande festa zombavam da Justiça dizendo frases ofensivas como: ‘Se você é minha amiga e for presa já sabe’, ‘A recepção vai ficando cada vez melhor’”, escreveu o magistrado.

Defesas tentam reconsideração do juiz

As defesas das acusadas entraram com um pedido de reconsideração da decisão do juiz alegando que apenas uma delas participou da festa, e que as demais seguem vida pacata participando de cursos, faculdade e entrevistas de emprego.

“Entramos com o pedido de reconsideração, mas ele só deve ser avaliado na próxima semana. Até lá, as meninas ficam nessa situação de serem consideradas foragidas”, disse  o advogado Norley Thomas Lauand.

“Minhas clientes, Mariana, Gabriela e Yasmin, todas de São Paulo, seguem com suas vidas e jamais zombaram da Justiça. Elas estão estudando, outra participando de entrevista de emprego. Só queremos resolver essa situação e, se a reconsideração não for possível, tentar amenizar o sofrimento delas fazendo com que se entreguem espontaneamente”, acrescentou.

Caso não consiga reverter a prisão, o advogado quer evitar que suas clientes passem novamente pelo processo de triagem e audiência de custódia.

Ele também quer que elas possam se apresentar com mantimentos e objetos de higiene, o que não tiveram da primeira vez que foram presas, já que as famílias eram de São Paulo e dependiam da confecção da carteirinha do sistema prisional do RJ.

Além de Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos, que se apresentava nas redes sociais como influenciadora e empreendedora , o perfil das outras mulheres presas, suspeitas de praticar o crime de estelionato (veja mais abaixo).

As investigações revelaram que o grupo roubava dados de cartões de crédito e tinha arquivos com dados de mais de 10 mil pessoas no Rio.

Elas foram presas em flagrante, por policiais da 40ª DP, de Honório Gurgel, no momento que tentavam enganar duas vítimas. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, e o grupo foi levado para o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Todas são jovens, bonitas e têm boa escolaridade. De acordo com as investigações, outro traço comum era o desprezo pelas vítimas, como mostram os prints em que elas combinavam o modo de atuação.

Veja quem eram as integrantes do grupo:

A blogueira

Nome completo: Anna Carolina de Sousa Santos
Idade: 32 anos
Escolaridade: superior completo
Formação: administração de empresas
Residência: Flamengo, Zona Sul do Rio

Histórico
Nas redes sociais, Carol se apresentava como uma pessoa muito bem-sucedida, dona de um comércio de bijuterias em prata. Frequentadora de boates e festas badaladas. Quando não estava na “social”, curtia sozinha passeios de lancha e hotéis caros. A polícia diz que tudo era obtido com o dinheiro do crime. Antes, ela chegou a trabalhar em uma empresa de telecomunicação da família. Mas segundo uma pessoa que a conheceu, “Carol não queria trabalhar, queria glamour”.

 

Anna Carolina curtição dia e noite — Foto: Reprodução/Redes sociais

Anna Carolina: luxo e riqueza nas redes — Foto: Reprodução/Redes sociais

A dona do apartamento

Yasmin Navarro: a dona do apê 302, onde aconteciam os golpes, segundo a polícia — Foto: Reprodução

Nome completo: Yasmin Navarro
Idade: 25 anos
Escolaridade: superior incompleto
Formação: administração de empresas
Residência: Vila Moreira, São Paulo

Histórico
Era no nome de Yasmin que estava o apartamento do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, que era a base operacional para a quadrilha aplicar os golpes de cartão de crédito, segundo a polícia. Além disso, registros de conversas em aplicativos de troca de mensagens, analisados pela polícia, mostram que Yasmin exercia uma espécie de liderança no grupo. Ela tem um filho, menor de idade, argumento que tentou usar para relaxar sua prisão.

Aprendiz de blogueira

Rayane Sousa: companhia frequente da blogueira Carol — Foto: Reprodução/Redes sociais

Nome completo: Rayane Sousa Silva
Idade: 28 anos
Escolaridade: superior incompleto
Formação: Não há menção
Residência: Vila Isabel, Zona Norte do Rio

Histórico
Por ser do Rio de Janeiro, era uma das companhias mais constantes de Carol, frequentando sempre os mesmos lugares e baladas. É ela quem aparece ao lado da blogueira fazendo uma dancinha em que as duas vestem a mesma roupa.

A caçula do grupo

Gaby Vieira: a mais nova do grupo, com 20 anos — Foto: Reprodução

Nome completo: Gabriela Silva Vieira
Idade: 20 anos
Escolaridade: superior incompleto
Formação: Relações Internacionais
Trabalhava como: assistente comercial
Residência: Jardim Morumbi, São Paulo

Histórico
Com apenas 20 anos, Gaby estava no último período do curso de Relações Internacionais, e tinha um comércio de lingerie que administrava nas redes sociais. A defesa de Gaby diz que ela não tem relação com a quadrilha de estelionatárias, que apenas veio passar uns dias nos Rio de Janeiro, se hospedou no apartamento de Yasmin, no Recreio, e foi surpreendida pela chegada da polícia.

A outra visitante de São Paulo

Mariana Serrano: mais uma paulista do grupo — Foto: Reprodução/Redes sociais

Nome completo: Mariana Serrano de Oliveira
Idade: 27 anos
Escolaridade: superior incompleto
Formação: administração de empresas
Trabalhava como: auxiliar administrativo
Residência: Osasco, na região metropolitana de São Paulo

Histórico
Ela também alega em sua defesa que veio passar apenas uns dias no Rio, e que deveria voltar na sexta-feira (9) para São Paulo. Assim como Gaby, ela diz ainda que apenas estava hospedada na casa de Yasmin quando a polícia chegou. Mas, segundo as investigações, um print de um aplicativo de troca de mensagem mostra que ela tentava aplicar golpes para roubar dados de cartões de crédito de vítimas.
Defesas entraram com pedido de revogação de prisão

As defesas de Anna Carolina, Yasmin, Rayane, Gabriela e Mariana entraram com um pedido de revogação da prisão preventiva e relaxamento da mesma na segunda-feira (12) na 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

O advogado Norley Thomaz Lauand, que representa Mariana e Gabriela, vai tentar ainda uma solicitação especial para que os pais das jovens possam visitá-las.

“Como elas são de outro estado, não moram aqui, é possível que a Justiça conceda esse benefício”, explicou.

Ele também falou sobre um print divulgado em que Mariana Serrano aparece interagindo com a quadrilha e que provaria seu envolvimento com ela, o que ele nega veementemente.

“Mariana não faz parte do grupo de Whatsapp e não tem qualquer dinheiro em sua conta que seja de origem ilícita. Há apenas uma pequena quantia com movimentação irrisória. Além disso, repudiamos os ataques à intimidade e à privacidade da Mariana e da Gabriela”, disse Norlay.
Como era o golpe

Na quarta-feira (7), policiais da da 40ª DP, de Honório Gurgel, prenderam Anna Carolina de Sousa Santos, Yasmin Navarro, Mariana Serrano de Oliveira, Rayane Silva Sousa e Gabriela Silva Vieira em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por estelionato.

No local funcionava uma “central de telemarketing”, que servia para aplicar golpes em suas vítimas. Elas entravam em contato fingindo ser da administradora do cartão de crédito, diziam quem havia sido detectada uma fraude nas compras feitas no cartão, e que a vítima deveria passar alguns dados para resolver o problema. Elas ainda mandavam um suposto motoboy até a casa da pessoa a ser lesada pegar o cartão.

Com todos os dados e o cartão das vítimas em mãos, elas faziam compras, saques em contas bancárias, pix a até empréstimos.

Golpe tinha central de telemarketing e script

Os agentes encontraram ainda arquivos de Excel com mais de 10 mil dados de vítimas em poder do grupo. Um caderno com anotações indicava ainda um pagamento de R$ 416.516,30 para um homem e folhas com a logo do Banco do Brasil, que deveriam ser apresentadas pelo falso motoboy para ajudar a enganar as vítimas.

Eles encontraram também uma espécie de “central de telemarketing” com uso de ferramenta de gravação eletrônica chamada URA, que é usada pelos bancos com mensagens pré-gravadas e que captam as senhas digitadas pelos clientes.

Além disso, os policiais acharam uma espécie de script, que deveria ser usado por elas para que nada levantasse as suspeitas das vítimas.

No computador que era utilizado por Rayane Sousa, os policiais acharam o seguinte texto:

“Boa tarde, por gentileza … Sr (a) … Aqui quem fala é Gabriela Cardoso, sou do setor de segurança do Banco do Brasil … Tudo bem com o Sr(a)? O motivo do meu contato é referente a uma transação que se encontra irregular no nosso sistema. Foi uma compra realizada agora há pouco nas Lojas Americanas da cidade de São Paulo (…)”

Os policiais acrescentaram no inquérito que, ao chegarem ao apartamento, Rayane e Anna Carolina estavam em ligações com as vítimas.
O que diz a defesa

A defesa de Mariana Serrano de Oliveira e Gabriela Silva Vieira negou envolvimento delas na quadrilha presa por estelionato e organização criminosa.

Segundo o advogado Norley Thomas Lauand, que representa as duas, elas são universitárias, moram em São Paulo e estavam hospedadas no apartamento, que pertencem a Yasmin Navarro.

“Elas estavam com passagem comprada para voltar hoje (sexta-feira) para São Paulo. Não têm nada a ver com isso. As famílias estão desesperadas”, disse Lauand.

A defesa de Anna Carolina de Sousa Santos também se manifestou dizendo que repudia veementemente as acusações que são feitas a sua cliente.

“Ao longo do instrução criminal, sua inocência será provada. A mesma possui ocupação lícita, residência fixa e bons antecedentes, razão pela qual será impetrado o recurso cabível para sua soltura”, disse o advogado Daniel Sad, que representa Anna Carolina.

Fósseis roubados no Ceará são encontrados com padre investigado no RN

Fósseis roubados do Cariri são encontrados na casa de padre do Rio Grande do Norte. — Foto: Reprodução

68 fósseis da região do Cariri, no Ceará, foram encontrados na casa de um padre investigado por roubo de artigos religiosos de uma igreja no Rio Grande do Norte. O material histórico estava com o pároco no município de Currais Novos, onde ele atuava na Capela Santa Tereza D’Ávila.
Os fósseis foram encontrados durante o cumprimento de mandados de prisão contra o padre, e encaminhados à Polícia Federal. A Universidade Regional do Cariri já emitiu ofício à PF solicitando a posse do material.
O padre, que pertencente à Diocese de Humaitá, no Amazonas, foi afastado das funções sacerdotais e administrativas, além de ter sido revogada a permissão para celebrar missas no Rio Grande do Norte. Além disso, a Polícia Civil potiguar, por meio da Delegacia de Currais Novos, instaurou um inquérito policial para apurar o desaparecimento dos objetos da igreja.
Sumiço de objetos religiosos

A Polícia Civil do RN informou que a administradora da capela, em março deste ano, percebeu a ausência de um crucifixo de duas faces e pediu que um dos funcionários realizasse uma busca. Durante a procura, foi constatado que outros objetos haviam sumido, dentre os quais:

Seis castiçais;
Dois jarros de prata;
Um missal em latim;
Um véu de ombro;
Quatro toalhas de altar.

Além da subtração dos objetos, outros foram substituídos por um de qualidade inferior, como três batinas e um ostensório. Com a apuração, foi constatado que um padre que costumava ir até o local realizar orações e tinha acesso às chaves não compareceu mais ao distrito após o desaparecimento dos objetos.

Até a prisão, o suspeito estava exercendo atividades em uma igreja em Natal, no Bairro Cidade Alta. Após o ocorrido, uma testemunha informou que, acompanhando as transmissões das missas desta nova paróquia do padre, percebeu que alguns objetos utilizados na celebração eram os que haviam sido levados da capela.

 

URCA solicitou à PF a posse dos fósseis encontrados na casa do padre. — Foto: Reprodução

Ministério da Defesa suspende desfile cívico-militar em 7 de setembro

Pelo segundo ano consecutivo, o governo federal não realizará o tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro, para celebrar o Dia da Independência. O evento costuma reunir populares e autoridades dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério da Defesa informou que a comemoração do 199º aniversário da Proclamação da Independência será no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, com restrição de público.

“A apresentação do tradicional desfile cívico está suspensa, ainda em razão da pandemia da covid-19”, informa a pasta, acrescentando que a programação geral da solenidade no Alvorada será coordenada pela Presidência da República, e que as Forças Armadas realizarão apenas uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional.
Ministro da Defesa

Esta manhã, ao participar de uma audiência conjunta na Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Braga Netto, disse não haver impedimento para a participação militar em eventos que venham a ocorrer em outras unidades da federação.

“[Em Brasília] a celebração será restrita apenas a convidados. Não haverá desfiles. Nada impede que, dependendo da situação de cada localidade, haja exposições e demonstrações feitas normalmente, mas desfiles não estão previstos”, disse Braga Netto.

Em 2020, mesmo com as restrições ao desfile cívico-militar devido à pandemia, a solenidade, que contou com exibição da Esquadrilha da Fumaça, do hasteamento da bandeira nacional e da execução do Hino Nacional, pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial, atraiu muitas pessoas até a frente do Palácio da Alvorada.

Na ocasião, uma portaria ministerial foi publicada no Diário Oficial da União, com quase um mês de antecedência, orientando às Forças Armadas a não participarem de desfiles, paradas, demonstrações ou outros eventos comemorativos que pudessem causar concentração de pessoas.
Agência Brasil

TRF2 determina prisão de cúpula da administração penitenciária do Rio

O desembargador federal Paulo Espirito Santo, da 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), determinou a prisão temporária, por cinco dias, do secretário de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, Raphael Montenegro Hirschfield, do subsecretário Wellington Nunes da Silva, e do superintendente operacional, Sandro Farias Gimenes.

A decisão do desembargador foi tomada por meio de representação da Polícia Federal (PF), que cumpriu os mandados de prisão dos três na Operação Simonia, deflagrada na manhã desta terça-feira (17), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). Além da prisão dos três envolvidos, a ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. Os agentes encontraram na casa do secretário cerca de R$ 250 mil, em espécie, sendo R$ 150 mil, em moeda nacional e, aproximadamente, R$ 100 mil, em moedas estrangeiras. Foram apreendidos ainda celulares, diversas mídias e documentos.

O objetivo foi desarticular esquema criminoso suspeito estabelecido na cúpula administrativa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (Seap). Ainda na decisão, o magistrado determinou buscas e apreensões em endereços dos acusados. O nome Simonia faz referência a uma prática medieval em que detentores de cargos trocavam benefícios ilegítimos por vantagens espúrias.
Exoneração

Raphael Montenegro foi exonerado pelo governador Cláudio Castro. Para o cargo de secretário, foi nomeado o delegado federal Vitor Hugo Poubel. De acordo com nota do governo estadual, a substituição “já havia sido decidida na semana passada e aguardava os trâmites da cessão do servidor público federal [delegado Vitor Hugo Poubel]”. O decreto de exoneração do secretário foi divulgado hoje, mas com data retroativa de ontem.

Ainda na nota, o governo do estado garantiu que vai ajudar nas investigações da Operação Simonia, deflagrada na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). O objetivo da operação é desarticular esquema criminoso estabelecido na cúpula administrativa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap).

“O governo se compromete a auxiliar no aprofundamento das apurações. Nesta manhã, o governador falou com o ministro da Justiça, Anderson Torres, colocando o Estado à disposição e reforçando que o governo é o maior interessado no esclarecimento dos fatos.”
Operação

Conforme a PF, a investigação desenvolvida em conjunto com o MPF e o Departamento Penitenciário Federal (Depen), “demonstrou a existência de negociações espúrias entre a cúpula da Seap/RJ e lideranças de facção criminosa de origem fluminense, mas com atuação internacional no tráfico de drogas”.

Segundo a polícia, os agentes públicos realizaram diversas diligências para viabilizar o retorno de criminosos custodiados na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para o estado do Rio de Janeiro. Os servidores franqueavam a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais estaduais, inclusive, realizando a soltura irregular de criminoso de altíssima periculosidade, contra quem havia sabidamente mandados de prisão pendentes de cumprimento. “A investigação aponta ainda que os desvios cometidos pelos investigados foram praticados em troca de influência sobre os locais de domínio destes traficantes e outras vantagens ilícitas.”

Cerca de 40 policiais federais participaram da ação de hoje. Além dos três mandados de prisão temporária transformada em preventiva pelo desembargador federal Paulo Espirito Santo, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. Todos foram expedidos pelo TRF2. Além da capital, os mandados foram cumpridos nos municípios de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

As investigações, segundo o TRF2, indicaram que a atuação de Raphael Montenegro e dos outros envolvidos possibilitava que os integrantes da facção criminosa “continuassem comandando (com maior facilidade) suas atividades criminosas de dentro da cadeia, ao passo que eles, os presos, dariam uma ‘trégua’ em determinadas atividades criminosas, a fim de que prevalecesse perante a sociedade e as autoridades de segurança pública uma falsa sensação de tranquilidade social”.

O tribunal informou que, conforme a PF, há também suspeita de que “os investigados supostamente negociassem pagamento de propinas, já que teriam realizado tratativas com a advogada do traficante Marcinho VP, mantido no presídio federal de Catanduvas (PR), e com defensores de outros custodiados, para transferi-los para a capital fluminense”.

Para o desembargador federal Paulo Espirito Santo, as buscas e apreensões eram necessárias para a reunião de provas dos crimes apontados, que incluem falsidade ideológica, prevaricação e advocacia administrativa.

“O aprofundamento das investigações, com a colheita da maior quantidade de elementos probatórios possíveis, faz-se absolutamente necessário para desbaratar possível estrutura criminosa enraizada no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, cujo objetivo, em tese, é facilitar a prática do crime que mais devastou a cidade nas últimas décadas, causando milhares de mortes ao logo de todos esses anos”, completou, no despacho.

Para o procurador regional da República, Carlos Aguiar, os órgãos responsáveis pela segurança pública agiram logo que foi identificado o movimento interno da cúpula da Administração Penitenciária para realizar acordos ilícitos com integrantes da organização criminosa.

“Os órgãos responsáveis pela persecução penal foram capazes de reagir, desde o momento da identificação desse movimento ilícito até a deflagração das medidas cautelares definidas pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. De certa forma, apesar da gravidade e da sensibilidade, eu diria que o poder público, os órgãos responsáveis pela segurança pública souberam lidar com o tema e reagir à altura para debelar essa prática ilícita”, afirmou hoje o procurador, em entrevista na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, na Praça Mauá, centro do Rio.

A Agência Brasil não conseguiu os contatos das defesas dos envolvidos. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária não respondeu à reportagem.

Fonte Agência Brasil

Polícia Civil faz operação contra milícia que atua na Baixada Fluminense

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro fizeram hoje (17) uma operação para cumprir 18 mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atua em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Entre os alvos da ação de hoje estão policiais militares.

Segundo informações da Polícia Civil, o grupo é suspeito de cobrar taxa de segurança de moradores, explorar sinal clandestino de TV a cabo e internet pirata. Eles atuavam em cinco condomínios localizados no bairro de Nossa Senhora do Carmo.

A ação é comandada pela Delegacia Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e, até 12h, tinha prendido 8 suspeitos, entre eles 4 PMs.

A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. As investigações revelaram que o grupo cobra taxas de segurança e impõe a aquisição de sinais de TV a cabo clandestino e serviços de internet de uma empresa indicada por eles.

Os crimes foram cometidos dentro de condomínios em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde vivem cerca de 8 mil pessoas.

Segundo os investigadores, a cobrança e intimidação acontecia na figura dos síndicos, que eram obrigados a incluir valores nos boletos do condomínio.

Os mandados estão sendo cumpridos em Duque de Caxias e na Região dos Lagos.

Fonte Agência Brasil