Pai da médica Capitã Cloroquina morre de complicações da Covid


Morreu na manhã desta terça (5), em hospital particular de Fortaleza (CE), o servidor aposentado da prefeitura de Fortaleza César Pinheiro, 77 anos, pai da médica Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”. Ele estava enfrentando períodos longos de internação há cinco meses para tratar das consequências da Covid, agravadas por um quadro de câncer de próstata e asma.

Mayra Pinheiro é secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde e grande defensora do tratamento precoce contra o coronavírus, mesmo que, comprovadamente, não possua eficácia contra a doença. Essa defesa a levou a ser conhecida como “Capitã Cloroquina”.

Em depoimento na CPI da Covid no Senado, em 25 de maio deste ano, a médica confirmou que o pai, quando adoeceu de Covid-19, se tratou com hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.

Esses medicamentos foram criados para tratar outras doenças, como a malária, mas foram testados contra o coronavírus e não conseguiram provar nenhuma evidência de eficácia.

Casos de sífilis no Brasil somam 783 mil em uma década

De 2010 a 2020, o Brasil registrou 783 mil casos de sífilis adquirida, com crescimento significativo da doença. Em 2010, foram 3,925 mil ocorrências dessa infecção e, uma década depois, o número subiu para 152,9 mil, total 39 vezes maior.

Quase no mesmo ritmo, a taxa de detecção cresceu 34 vezes. Em 2010, foram 2,1 registros por grupo de 100 mil habitantes e, em 2019, 72,8. As informações foram levantadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com base em dados do Ministério da Saúde.

Entre janeiro de 2018 e junho de 2020, o Brasil acumulou mais de 360 mil casos de sífilis. Segundo a SBD, tal quadro pode não retratar a realidade do país, uma vez que a pandemia de covid-19 tem impacto negativo na realização de consultas e exames de prevenção para esta e outras doenças. Com isso, diz a SBD, milhares de pacientes não procuraram os serviços de saúde ao manifestar sinais e sintomas de sífilis. De acordo com a entidade, o quadro de subnotificação compromete as estratégias de enfrentamento desse problema de saúde pública.

“Muita gente não tem conseguido fazer uma consulta ou exames em caso de suspeita da doença. Também não são poucos os que têm receio de ir a um posto de saúde ou hospital por medo de maior exposição ao vírus da covid-19. Um exemplo desse impacto no comportamento aparece na diminuição da participação das mulheres no pré-natal”, afirmou o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, confirmando que a pandemia de covid-19 afetou as notificações de sífilis no país. Ele disse à Agência Brasil que, com isso, deixaram de ser detectados muitos casos, o que deve impactar no aumento dos casos de sífilis congênita, ou seja, quando a criança já nasce com a doença. “A pandemia também tem atrapalhado o processo de busca ativa de contactantes no Brasil”, acrescentou.

Segundo Gonçalves, a covid-19 fragilizou estratégias de prevenção e combate à sífilis, bem como a procura de tratamento para outras doenças. “Cabe aos gestores, médicos e à população recuperar o terreno perdido e reativar as baterias para que essa doença seja diagnosticada e tratada de forma precoce”, afirmou o médico, ao destacar a dificuldade de acesso a serviços de saúde públicos e privados durante a pandemia, porque muitas unidades passaram a se dedicar apenas ao tratamento da covid-19. Para ele, isso contribuiu para reduzir a assistência à doença, os diagnósticos e as notificações. “Temos, no mínimo, cerca de 30% de abstenção de notificação: o que era 100 passou a ser notificado só 70. Como resultado, as pessoas continuam doentes, não iniciam o tratamento e continuam transmitindo”, o que poderá resultar, mais à frente, em descontrole da sífilis, com grande aumento dos índices de transmissão.

Conforme dados do Ministério da Saúde, de janeiro a junho de 2020, foram registradas 49 mil ocorrências de sífilis adquirida, o que corresponde à média de 8,2 mil casos por mês,sinalizando queda de 36% em comparação com o que foi informado, a cada 30 dias, em 2019. Entre janeiro e dezembro de 2019, o sistema de vigilância epidemiológica informou a ocorrência de152,9 mil casos de sífilis adquirida, o que equivale à média mensal de 12,8 mil registros. Em 2018, foram 158,9 mil ocorrências, ou 13,2 mil por mês. Segundo a SBD, apesar da constatação de uma tendência de queda de um ano para outro, a variação não chegou a 4% no período pré-pandemia (2018-2019).
Recém-nascidos

De acordo com o Ministério da Saúde, a sífilis afeta principalmente a população masculina. Dos 783 mil casos registrados entre 2010 e 2020, 59,8% eram de homens e 40,2%, de mulheres. A SBD ressaltou, entretanto, que muitas mulheres revelam sintomas durante a gestação, o que acarreta alto risco de contaminação dos recém-nascidos, originando a sífilis congênita.

Para Heitor Gonçalves, o maior número de casos de sífilis registrado entre homens reflete aspectos culturais e sociais arraigados na sociedade, que estimulam neste grupo determinados comportamentos de risco, inclusive no campo da sexualidade. O médico observou, porém, que, nesse contexto, a situação da mulher preocupa, porque ela fica vulnerável, e não são raras as vezes em que é atingida pela doença e nem sabe de que forma.

Gonçalves explicou que a transmissão vertical ocorre quando a criança é infectada por alguma infecção sexualmente transmissível (IST) durante a gestação, o parto e, em alguns casos, durante toda a amamentação. Todas as gestantes e suas parcerias sexuais devem ser investigadas para IST durante o pré-natal e no momento do parto, especialmente para o HIV, sífilis e hepatites virais B e C. Ao mesmo tempo, devem ser informadas e orientadas sobre a prevenção e sobre os riscos da transmissão vertical para a criança, quando a gestante é infectada, especialmente de HIV/aids, sífilis e hepatites virais B e C.

A presença de IST na gestação pode afetar a criança e causar complicações, como abortamento ou natimortalidade, parto prematuro, doenças congênitas ou morte do recém-nascido.

Em 2016, foram estimados 661 mil casos de sífilis congênita no mundo. No Brasil, a partir de 2014, aumentaram as notificações de casos de sífilis adquirida na população adulta, sífilis em gestantes e sífilis congênita. Isso demonstra que há um sistema importante de prevenção e controle que precisa ser preservado para que tais indicadores caiam de modo consistente, disse Gonçalves.
Escolaridade

Conforme a pesquisa da SBD, de 2010 a 2020, 357,1 mil mulheres foram diagnosticadas com sífilis adquirida durante a gravidez, a maioria delas na faixa etária de 20 a 29 anos (53% dos casos). Em seguida, estavam pacientes de 15 a 19 anos (25%) e de 30 a 39 anos (19%). A maior parte das infectadas tinha baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo. Segundo a sondagem, do total de mulheres grávidas com sífilis, 29% tinham ensino fundamental incompleto, o que sugere a maior prevalência em populações socioeconomicamente mais vulneráveis. Em seguida, vinham grupos com ensino médio completo (17%); médio incompleto (14%); e fundamental completo (10%). As mulheres com ensino superior representavam 2% do total e as analfabetas, 1%. Já 27% não informaram o nível de escolaridade.

Segundo Gonçalves, a baixa escolaridade indica menor capacidade de conhecer alterações no organismo e de reconhecê-las como anormais e indicadoras de uma patologia, bem como não procurar assistência médica imediata. O médico enfatizou que educação sexual também faz parte da escolaridade e citou outro dado preocupante: mais da metade (55,9%) das mulheres com sífilis adquirida entre 2010 e 2020 eram pardas e 9,9%, pretas. As grávidas da cor branca somavam 23,7% dos registros; enquanto as amarelas e indígenas, juntas, eram apenas 0,4% do total. Não fizeram declaração de cor ou raça 9,7%.

Na opinião do especialista, os dados oficiais deixam ver de forma clara que a sífilis congênita, relacionada diretamente à contaminação de mulheres, é um problema em crescimento. No primeiro semestre de 2020, o Brasil teve 8,9 mil diagnósticos da doença em recém-nascidos, ou seja, 1,5 mil pacientes a cada mês. Onze anos antes, em 2010, a média girava em torno de 579 registros mensais. No período de 2010 a 2019, os casos tiveram expansão de 6.946 para 24.130 diagnósticos por ano.
Subnotificação

O coordenador do Departamento de IST & Aids da SBD, Márcio Soares Serra, destacou que o quadro de subnotificação deve ser observado atentamente, porque pode agravar a situação no médio e longo prazos.

“Muita gente não tem conseguido, ou tem receio de agendar consultas por causa da covid-19. Há, por exemplo, a diminuição de pré-natal entre as mulheres. Outro ponto é que não temos uma busca ativa de contactantes no Brasil. Além disso, apesar da sífilis ser uma doença de notificação obrigatória, nem sempre isso é feito. Somados, todos esses fatores podem complicar ainda mais nossa situação epidemiológica”, afirmou Serra.

Ele defendeu o diagnóstico precoce, que dá ao paciente chances de não desenvolver formas mais graves da doença. “A sífilis primária e a secundária podem evoluir sem tratamento. Caso o paciente permaneça com síndrome latente por muito tempo, vai continuar transmitindo. Este é um dos fatores que podem agravar ainda mais o que temos visto atualmente”, disse Serra, alertando sobre a falta de campanhas de conscientização de doenças sexualmente transmissíveis, que fazem falta em época de festas, principalmente, como o carnaval, e que costumavam ocorrer anteriormente no país.

A tendência de elevação de casos dessa infecção sexualmente transmissível é observada também em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde, na última década, a sífilis se consolidou como um problema de saúde pública. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do nome em inglês Centers for Disease Control and Prevention) foram notificados naquele país em 2019 cerca de 129.813 casos da doença. Após uma baixa histórica em 2000 e 2001, a taxa de sífilis entre os norte-americanos vem aumentando a cada ano, com variação de crescimento de 11% entre 2018 e 2019, de acordo com a SBD. Esses são os últimos dados disponíveis.

“É uma tendência internacional, e o Brasil faz parte do grupo de nações com números alarmantes. Por ser uma doença com evolução grave, até mesmo fatal, se não tratada adequada e precocemente. É fundamental que médicos e autoridades públicas permaneçam em alerta, atuando em ações educativas de prevenção e apoiando as fases de diagnóstico e tratamento”, afirmou Gonçalves.
Sintomas

A sífilis é uma IST com diferentes estágios de evolução e variados sintomas clínicos, entre eles, manifestações dermatológicas. A doença é causada pela bactéria Treponema pallidum. Apesar de ainda altamente prevalente, a sífilis tem tratamento simples e eficaz, por meio do uso de penicilina benzatina, que é administrada de acordo com o estágio clínico do paciente.

A doença pode ser classificada como sífilis primária, secundária, latente ou terciária. No estágio primário, geralmente se apresenta como uma pequena ferida, no local de entrada da bactéria, que pode ser o pênis, a vagina, o colo uterino, o ânus ou a boca. A ferida aparece alguns dias após o contágio, é normalmente indolor e desaparece sozinha, em poucas semanas.

A SBD ressalta que, quando a infecção não é tratada, a bactéria permanece no organismo e a doença evolui para os estágios de sífilis secundária (quando podem ocorrer manchas, pápulas e outras lesões no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas) ou então sífilis latente (fase assintomática, quando não aparece mais nenhum sinal ou sintoma). Após o período de latência, que dura de dois a 40 anos, a doença evolui para a sífilis terciária, uma condição grave que leva à disfunção de vários órgãos e pode provocar a morte do paciente. Costuma apresentar lesões ulceradas na pele, além de complicações ósseas, cardiovasculares e neurológicas.

Além da sífilis adquirida, outra forma de manifestação dessa IST é a sífilis congênita, transmitida por via placentária da mãe para o filho. Com isso, o recém-nascido pode apresentar sintomas que incluem baixo peso ao nascer ou dificuldade de ganhar peso, sequelas neurológicas, inflamação articular, dores nos ossos, perda visual e audição reduzida ou surdez, entre outros. A doença comumente é responsável por abortos espontâneos, prematuridade e óbito neonatal.
Prevenção

A forma mais segura de prevenção contra a sífilis é o uso do preservativo masculino ou feminino durante a relação sexual, diz a SBD. Todo paciente que mantém atividades sexuais de risco ou se expõe a relações desprotegidas deve procurar, o mais rápido possível,uma unidade de saúde para fazer o teste rápido de detecção da sífilis, que é gratuito na rede pública.

De acordo com o vice-presidente da SBD, a prevenção e o tratamento da sífilis passam por diferentes vias. “Em primeiro lugar, a população deve estar consciente dos riscos inerentes à doença e evitar comportamentos que a exponham à contaminação. Da mesma forma, deve estar informada e atenta aos sinais e sintomas, procurando ajuda médica o mais cedo possível. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, mais rápido começa o tratamento. Isso significa a cura e a recuperação do estado de saúde”.

Gonçalves recomendou que os homens, em especial, adotem um comportamento sexual seguro, sem promiscuidade, com uso de preservativo. “Isso é fundamental”. O segundo ponto é a educação em saúde nas escolas, nas igrejas e associações de moradores, para que as pessoas conheçam a doença e saibam se prevenir.

A SBD aconselha que as gestantes também fazem testes para a sífilis. Se a grávida receber o diagnóstico e realizar tratamento adequado, é possível prevenir a transmissão para a criança. “Por isso, é de suma importância insistir na testagem de pacientes com vida sexual ativa. Aos dermatologistas, a recomendação da SBD é para que redobrem a atenção, uma vez que as manifestações na pele são sinais relevantes e recorrentes neste tipo de infecção”, concluiu Sá Gonçalves.

Fonte Agência Brasil

Comitê Científico recomenda retorno pleno às aulas no município do Rio

 O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 da prefeitura do Rio de Janeiro recomendou hoje (5) o retorno pleno das aulas presenciais em todas as unidades de ensino públicas ou particulares, nos diferentes níveis de educação. Na decisão, os especialistas consideraram a melhora do cenário epidemiológico na capital, com menor taxa de transmissão e de hospitalizações por covid-19, e o avanço da cobertura vacinal da população.

Fica mantido para o retorno seguro das crianças às salas de aula, o uso obrigatório de máscaras de proteção e a maior ventilação possível nos ambientes. “As salas de aula poderão retornar às suas configurações iniciais, recuperando a capacidade de estudantes que acolhia no período anterior à pandemia. Casos de evasão escolar devem ser apurados por busca ativa dos alunos, atraindo-os novamente à rotina de estudos”, informa a nota.

O Comitê Científico também deliberou sobre a realização de festas de final de ano e de grandes eventos em 2022. Na avaliação do comitê, “com avanço do cenário epidemiológico favorável e da continuidade da adesão do carioca à vacinação, festas como o Réveillon e o carnaval poderão ocorrer sem medidas restritivas como distanciamento e uso de máscaras”.

O uso de máscaras em ambientes ao ar livre, sem aglomeração, poderá ser desobrigado na cidade do Rio de Janeiro no próximo dia 15, e no dia 15 de novembro, será a vez da capital suspender também em ambientes fechados. Em Duque de Caxias, na baixada fluminense, o uso do acessório deixou de ser obrigatório hoje.

Fonte Agência Brasil

Nova remessa de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

 Uma nova remessa de vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech, com 1.140.750 doses, chegou ao país no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na noite de hoje (5).

Esse é um dos lotes que a farmacêutica planejou entregar ao Ministério da Saúde entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, mas que precisou ser reprogramado para hoje por questões logísticas, segundo a Pfizer. São ao todo 10,5 milhões de doses no período.

Com a finalização dessas entregas, foram enviadas ao país todas as doses do primeiro contrato de fornecimento da vacina, assinado em 19 de março, que corresponde a mais de 100 milhões de vacinas. Já o segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de mais 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.

Fonte Agência Brasil

 

TSE derruba inelegibilidade de Marcelo Crivella

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) confirmar o afastamento da inelegibilidade do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. Na mesma decisão, por unanimidade, os ministros aplicaram multa de R$ 15 mil ao ex-prefeito.

Crivella foi considerado inelegível por oito anos, em setembro do ano passado, em um julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Ele foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, em 2018, mas não se elegeu.

A inelegibilidade estava afastada desde outubro de 2020, quando o ministro Mauro Campbell Marques, por meio de uma liminar, concedeu pedido feito pela defesa.   Marcelo Crivella       disputou as eleições do ano passado, mas foi derrotado pelo atual prefeito, Eduardo Paes (DEM).

Fonte Agência Brasil

Zuckenberg perde R$ 35 bilhões


A fortuna pessoal do empresário Mark Zuckerberg diminuiu em quase US$ 7 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões), em poucas horas. Isso fez com que o famoso proprietário do Facebook caísse de posição da Bloomberg Billionaires de pessoas mais ricas do mundo, ficando abaixo de Bill Gates.

O valor da fortuna de Zuckerberg, então, caiu para US$ 120,9 bilhões. Desde 13 de setembro, segundo a agência, o CEO do Facebook perdeu cerca de US$ 19 bilhões em riqueza. Naquela data, a fortuna era avaliada em US$ 140 bilhões, de acordo com o índice.

O dia de Mark começou nesta segunda (04), com uma denúncia de uma ex-funcionário contra o Facebook, que acusou a plataforma de colocar o “lucro acima da segurança”. Ela também contatou autoridades reguladoras do setor financeiro americano, acusando a rede social de ter enganado investidores. Durante toda tarde de hoje, as redes sociais da companhia ficaram fora do ar.

Twitter ironiza demais redes sociais


Das grandes redes sociais utilizadas, o Twitter foi a única que escapou da pane generalizada que tirou do ar o Instagram, Facebook e WhatsApp. A pane aconteceu às 12h45 e, em mais de duas horas, esses canais continuaram fora do ar.

A direção do Twitter aproveitou para tirar um sarro das demais. A empresa usou sua própria conta para brincar com o fato que todo mundo estava conectado na rede neste momento. “Olá, literalmente a todos”

Homem morre espancado após reclamar do preço da carne


Um homem morreu no domingo (3) após ser espancado na frente de um açougue em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Dois suspeitos foram presos. Testemunhas afirmam que as agressões teriam iniciado após Wagner de Oliveira Lovato, de 40 anos, reclamar do preço da carne.

A agressão aconteceu no sábado (2). Lovato vendia salgados e, após encerrar o trabalho, foi até o açougue comprar carne. No estabelecimento, teria feito comentários sobre o preço, de acordo com testemunhas.

Pelo relato, um homem, que não trabalha no açougue, teria começado a agredir Lovato, no lado de fora. Ele estaria acompanhado de um gerente do local, que estava de folga.

Segundo o açougue Shopping das Carnes, o funcionário foi afastado. A empresa também diz que colabora com as investigações e que está prestando suporte à família. Leia a manifestação na íntegra abaixo.

O boletim de ocorrência dá conta de que Wagner levou chutes na cabeça.

A Brigada Militar foi chamada por pessoas que passavam por ali. Os dois homens foram presos.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos apresentavam sinais de embriaguez. O delegado do caso, Edimar de Souza, diz que, na versão dos suspeitos, Lovato entrou no local e saiu sem comprar nada.

O gerente teria perguntado o porquê. Lovato teria reclamado do preço e aí as agressões começaram, conforme o relato deles.

Ainda de acordo com o delegado, na esfera penal, o estabelecimento não será investigado, por não ter relação com o crime.

Câmeras de segurança vão ser analisadas pelos investigadores. Lovato foi levado para a UTI do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, com traumatismo craniano, e morreu na noite de domingo (3).

“O que a gente mais pede agora é justiça. Isso não pode passar impune”, diz Taiamanda Lovato, prima de Wagner.

A vítima deixa esposa e três filhos, entre os quais um bebê.

Nota do estabelecimento

Nós, do Shopping das Carnes, lamentamos profundamente a morte de Wagner de Oliveira Lovato, confirmada ontem, dia 3 de outubro.

Estamos adotando todas as medidas possíveis para auxiliar as autoridades na apuração das responsabilidades neste ato criminoso em frente ao estabelecimento em Alvorada. O funcionário envolvido neste episódio inaceitável, que não estava em atividade de trabalho no momento do crime, foi afastado pela empresa e está sob custódia da Polícia.

Desde o ocorrido, estamos buscando contato com a família da vítima para dar o suporte necessário. Compreendemos o momento de dor e de reserva e respeitamos o tempo dos familiares. Estamos à disposição para que esse diálogo aconteça.

Em respeito a Wagner de Oliveira Lovato e a sua família, a loja estará fechada nesta segunda-feira (04/10).

O Shopping das Carnes abriu as portas há apenas três meses e emprega 32 funcionários instruídos a atender com respeito e atenção ao cliente. Estamos profundamente consternados com este episódio inexplicável. Não toleramos, nem admitimos, nenhum tipo de violência.

Governo brasileiro libera cruzeiros


Uma portaria que autoriza o retorno dos cruzeiros à costa brasileira deve ser publicada nos próximos dias e dará sinal verde para a temporada 2021/2022. A novidade foi possível graças a aprovação dos ministérios da Saúde, Justiça, Infraestrutura, Turismo e Casa Civil. A próxima etapa consiste no detalhamento e definição dos protocolos sanitários por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que deverão ser anunciados em breve.

Com isso, os cruzeiros voltarão a navegar no país entre novembro de 2021 e abril de 2022, possibilitando que brasileiros se juntem às mais de 2 milhões de pessoas que já navegam pelo mundo desde que os cruzeiros retomaram suas operações com sucesso em cerca de 50 países. A retomada dos cruzeiros deverá gerar cerca de 35 mil empregos e injetar R$ 2,5 bilhões na economia nacional, número 11% maior do que o registrado na última estação, realizada em 2019/2020.

“Pessoal, estamos aqui em Dubai e aqui já começou a temporada de navios de cruzeiros. Em primeira mão, vou dar a notícia que teremos cruzeiros marítimos no Brasil este ano: a temporada está autorizada pelo governo. O presidente Bolsonaro determinou empenho total para que conseguíssemos liberar os navios, porque os cruzeiros geram em torno de 42 mil empregos diretos e indiretos no país. É isso aí, teremos cruzeiros marítimos este ano! Contem com o governo federal, contem com o Ministério do Turismo para o que for preciso”, comemorou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

Entre as principais medidas adotadas e que deverão ser definidas pela Anvisa no Brasil estão: testes de Covid-19 pré-embarque em todos os hóspedes, com triagem rigorosa; tripulantes vacinados, com três testes antes de entrar em serviço e quarentena; além de uso de máscaras, distanciamento, ocupação reduzida, ar fresco sem recirculação, desinfecção e higienização constantes. Outra importante medida é que as excursões seguirão os protocolos das Companhias Marítimas e dos municípios, para que as pessoas possam desfrutar ao máximo do lazer com muita segurança.

“Somos gratos por todo trabalho e empenho do governo federal nesse processo, além do apoio e parceria de todos os estados e municípios que fazem parte da temporada. O retorno bem-sucedido da navegação é resultado de um trabalho conjunto extremamente técnico e criterioso da CLIA e da indústria de cruzeiros para a implementação de protocolos criados por médicos, cientistas e especialistas, colocando a segurança dos hóspedes, tripulantes e das cidades visitadas em primeiro lugar. Estamos prontos para navegar e para atender à demanda reprimida de pessoas apaixonadas por cruzeiros”, avaliou o presidente da CLIA Brasil, Marco Ferraz.

Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Carlos Brito, a notícia vem em boa hora. “Já há algum tempo a Embratur vem acompanhando a necessidade dessa demanda. O setor do turismo de cruzeiros é essencial para o desenvolvimento do turismo náutico e da nossa atividade como um todo. A notícia nos deixa muito felizes. Congratulamos com todos os parceiros mais essa vitória”, finalizou.

Para a temporada 2021/2022, estão previstas sete embarcações, responsáveis por ofertar mais de 566 mil leitos, maior oferta dos últimos quatro anos. São cerca de 35 mil leitos a mais do que a última temporada de 2019/2020. Além disso, estão previstos cerca de 130 roteiros e 570 escalas em destinos nacionais muito queridos e procurados pelos brasileiros, como Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Angra dos Reis, Balneário Camboriú, Búzios, Cabo Frio, Fortaleza, Ilha Grande, Ilhabela, Ilhéus, Itajaí, Maceió, Porto Belo, Recife e Ubatuba.

Prefeito do Rio confirma carnaval sem restrições em 2022

O Rio de Janeiro terá os festejos de carnaval em 2022 sem medidas restritivas ou distanciamento social impostos para evitar a disseminação da Covid-19. A informação foi confirmada pelo prefeito da cidade carioca, Eduardo Paes (PSD), em entrevista .

“A única certeza que a gente tem é que estamos vacinando todo mundo e, com todo mundo vacinado, a vida volta ao normal. Quem vai ficar fazendo distanciamento no Carnaval? Fica até ridículo, pedindo um metro de distância. Se tivesse, seria o primeiro a desrespeitar”, declarou o prefeito.