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Planos Unimed Norte-Nordeste e de Manaus são suspensos pela ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (3) uma lista com 11 planos de saúde que serão suspensos. Oito pertencem à operadora Unimed Norte-Nordeste. Os outros três são da Unimed de Manaus. Com a suspensão, que vale a partir de 10 de setembro, esses planos não poderão ser comercializados para novos clientes.

A medida é decorrente das 14,9 mil reclamações enviadas pelos consumidores nos meses de abril, maio de junho. Foram relatadas negativas de cobertura e descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias.

A análise das queixas se dá dentro do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, cujo objetivo é proteger os consumidores. Os resultados são divulgados trimestralmente.
Para que a comercialização possa ser retomada, será preciso melhorar a qualidade do serviço para as 25,7 mil pessoas vinculadas atualmente aos 11 planos.

Agência Brasil.

Seis milicianos são presos extorquindo comerciantes em Campo Grande

Policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam seis homens , em flagrante, nesta quarta-feira,. Michel Cunha de Carvalho, Renan Ribeiro Vieira, Allander Santos Luxemburgo, Natan Rocette de Albuquerque, Elionai dos Santos de Oliveira e o ex-PM Clauber Batista da Conceição estavam com armas e uma granada, além de coletes à prova de balas e roupas camufladas. Todos são acusados de extorquir dinheiro de comerciantes em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Os seis são apontados como integrantes da milícia que atua na região da Carobinha, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Entre os presos, está um policial militar e dois homens que saíram da cadeia nesta semana.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu após investigação do grupo. Eles estariam intimidando moradores e realizando a cobrança de taxas por todo comércio da região. “Estávamos com informações de que haviam milicianos realizando cobranças nesse horário, em dias alternados. Após investigação, uma equipe fez a abordagem e foram apreendidos três carros roubados, duas pistolas, vários carregadores, lanternas táticas, granadas, rádios, dois coletes, facas, roupas camufladas e muitas anotações”, informou o delegado Luís Maurício Armond.

Ainda segundo os agentes, durante a ação, os criminosos tentaram fugir mas logo foram detidos. Todos foram encaminhados para a 35ª DP (Campo Grande), onde a ocorrência foi registrada.

Flamengo vence o Bahia por 5×3

Após um início de Brasileiro que deixou seu torcedor cheio de desconfiança, o Flamengo goleou o Bahia por 5 a 3 nesta quarta (2), em atuação que cria a expectativa de que o Rubro-Negro volte a apresentar o futebol dominante da última temporada, mas agora sob o comando do técnico espanhol Domènec Torrent, e não mais do português Jorge Jesus.

Jogando no estádio de Pituaçu, a equipe carioca foi muito favorecida ao conseguir abrir o placar logo no primeiro minuto do confronto, o que lhe garantiu tranquilidade para o restante do jogo. O zagueiro Lucas Fonseca recuou mal para o goleiro Anderson, e Pedro aproveitou para marcar de carrinho.

A equipe da Gávea continuou pressionando, criando boas oportunidades. E em uma delas, aos 16 minutos, Pedro voltou a marcar, agora após boa trama coletiva que terminou com finalização colocada.

Aos 31 o Bahia ensaia uma reação, quando desconta com Rodriguinho, que marcou após receber passe de Gilberto.

Porém, seis minutos depois o Flamengo chegou ao terceiro. Everton Ribeiro cruza para o uruguaio Arrascaeta fazer um belo gol de peixinho.

O jogo continua movimentado, e o Bahia chegou ao segundo um pouco antes do intervalo. Élber aproveitou falha de Gabriel Batista para deixar o seu. 3 a 2 para os visitantes ao final da etapa inicial.

Se no primeiro tempo o Bahia ainda tentou equilibrar a partida, na segunda o Flamengo foi muito dominante, e chegou ao quarto logo aos 2 minutos com Everton Ribeiro, com chute que encobriu o goleiro Anderson.

Porém, o Flamengo de 2020 jogava como o de 2019 e queria mais. E o quinto gol saiu aos 5 minutos. Arrascaeta marcou mais uma vez, agora após tabelar com Pedro Rocha.

Contudo, no finalzinho, aos 44, Daniel marcou o terceiro gol da equipe da casa.

Importante vitória de goleada para o Flamengo, que dá mais tranquilidade para o técnico Domènec Torrent trabalhar.
Igualdade na Arena da Baixada

O Athletico-PR recebeu o Bragantino na Arena da Baixada, e o jogo terminou com empate de 1 a 1.
O time da casa abriu o placar aos 16 do primeiro tempo com Geuvânio, mas o Massa Bruta deixou tudo igual aos 29 com Claudinho.

Um bom resultado para o time paulista, que anunciou nesta quarta a contratação do técnico Maurício Barbieri para o lugar de Felipe Conceição.
Empate no Nilton Santos

Na outra partida desta quarta da sétima rodada do Brasileiro que começou às 20h30, o Botafogo empatou sem gols com o Coritiba no estádio Nilton Santos.

Fonte Agência Brasil

 

Praias do Rio de Janeiro tem aglomeração no fim de semana

Sol forte, céu azul e muito calor são motivos suficientes para encher as praias do Rio de Janeiro em condições normais, mas durante a pandemia da covid-19 não deveria ocorrer. Neste domingo (30), não foi diferente do que vem acontecendo nos fins de semana da cidade, apesar do decreto municipal que proíbe a permanência de frequentadores na areia.

Nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, na zona sul, e Barra da Tijuca, na zona oeste, o que se via era muita aglomeração. Pessoas que não respeitavam não só o distanciamento, mas também não usavam máscaras.

Os banhos de mar e os esportes marítimos estão permitidos na capital, no entanto, a prática de jogos na areia como a altinha ainda não. Isso também foi desrespeitado.

Os ambulantes podem trabalhar, sem oferecer o aluguel de cadeiras e de barracas e bebida alcoólica. Em alguns pontos da orla, o número de barracas parecia o de um dia como outro qualquer sem os efeitos da pandemia. O colorido se espalhou e em alguns espaços era difícil ver a faixa de areia.

Festa

Fora das praias, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), impediu, na tarde de hoje (30), uma rave que começou no início da manhã no sítio Espaço Verde Vila Festas e Eventos, na Ilha de Guaratiba, na zona oeste, e tinha muita aglomeração.

Na operação conjunta com a Polícia Militar, cerca de 150 pessoas que estavam no local foram retiradas.

Agência Brasil

Ronaldinho Gaúcho divulga teaser de filme biográfico


De volta ao Brasil após seis meses de prisão em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho divulgou o teaser de um filme autobiográfico sobre a carreira de jogador de futebol. Nas suas contas nas redes sociais, o astro agradeceu o apoio durante a “fase difícil” junto com a publicação do vídeo.
“Uma fase difícil chega ao fim, graças a Deus. Não tenho palavras para agradecer todo o carinho e apoio que recebi nesses últimos meses, vocês estão sempre no meu coração. Aproveitando esse momento de felicidade quero compartilhar com vocês o teaser do filme que conta minha história, que muito dela se deve ao apoio de vocês. Espero que vocês gostem e em breve estará aí para vocês assistirem”, afirmou.

Após receber autorização da Justiça do Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão e empresário Roberto Assis desembarcaram no Brasil na última segunda-feira (24). A dupla fechou um acordo com o Ministério Público, após serem flagrados tentando entrar no país com passaportes falsos. As investigações concluíram que os dois não sabiam que os documentos eram irregulares, mas foram condenados a pagar uma multa de R$ 1,1 milhão.

Revelado pelo Grêmio, Ronaldinho Gaúcho pendurou as chuteiras em 2018 aos 37 anos e seu último clube foi o Fluminense. Ele brilhou nos gramados sendo considerado um dos grandes dribladores do futebol. Depois do Tricolor gaúcho, chegou na Europa contratado pelo PSG e atingiu o auge da carreira com a camisa do Barcelona, sendo eleito o Melhor Jogador do Mundo da Fifa por duas vezes e ganhou um título da Liga dos Campeões. Pela Seleção Brasileira formou o trio de ataque com Ronaldo e Rivaldo na conquista do pentacampeonato da Copa do Mundo em 2002. Ele também defendeu o Milan antes de deixar o Velho Continente. De volta ao Brasil, jogou no Flamengo e teve uma passagem de sucesso no Atlético-MG rendendo o título da Libertadores. Antes de chegar ao Fluminense , ele também atuou no Querétaro, do México.

Teste de covid-19 da Unesp identifica assintomáticos pela saliva

Um teste de rastreamento de covid-19 por meio da saliva humana está sendo incorporada à rotina de trabalho do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), no interior de São Paulo, para evitar surtos da doença no local. O teste ajuda a identificar pacientes assintomáticos e, se aplicado de forma periódica, tem potencial para agilizar o retorno seguro às atividades presenciais.

A nova metodologia, realizada em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), já foi usada por algumas unidades da universidade e está sendo integrada ao plano de retomada das atividades presenciais da Unesp. De acordo com a universidades, o teste de rastreamento está baseado em estudos científicos internacionais que apontaram a saliva como material biológico de alta sensibilidade para indicar a presença do novo coronavírus e atestaram que as glândulas salivares também possuem o receptor para o Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19.

A partir destes achados científicos, publicados em periódicos de alto impacto como a revista The Lancet, uma equipe de professores da Unesp que trabalham no Hospital das Clínicas de Botucatu concebeu um teste de rastreamento para pacientes assintomáticos chamado por ora de pool de saliva, que consiste em coletar salivas de 8 a 15 pessoas aparentemente saudáveis, em frascos individuais, para identificar a presença do novo coronavírus.

O método de análise das amostras é o PCR-RT, já amplamente utilizado. A diferença é que o hospital está fazendo o teste através da saliva. “O método de detecção do coronavírus é o PCR-RT que é considerado a melhor escolha para diagnóstico, quando feito através de swab orofaríngeo. Para o rastreamento, estamos fazendo então o mesmo PCR-RT mas em saliva, através de pools de 15 pessoas. Quando o pool é negativo, todos são considerados negativos. Se um pool é positivo, o exame é repetido individualmente nessas 15 pessoas de um pool, e encontrado o indivíduo positivo. Essa pessoa será consultada e será colhido o swab orofaríngeo, que é o método diagnóstico”, explica a Diretora de Assistência do HCFMB, a médica Erika Ortolan.

Na opinião da médica, o teste tem potencial para ser comercializado. “Com o uso da saliva, que trouxe possibilidade de realizar em massa, pois é uma coleta simples, realizada pela própria pessoa, e com o processamento em pool, há uma economia de reagentes”.
Atividades presenciais

A análise é feita por grupos, o que amplia a escala da testagem. Se todos derem negativo para o vírus, as pessoas ficam liberadas para trabalhar até o próximo teste. Se houver identificação do Sars-CoV-2 em algum dos grupos que se submeteram ao teste de rastreamento, todas as salivas daquele grupo passarão por teste complementar para descobrir quem está infectado. Identificada a pessoa com a carga viral, ela é afastada do trabalho e seus colegas passam a ser alvos de um monitoramento mais rigoroso nos dias seguintes ao resultado.

O teste é feito quinzenalmente no hospital, explica a diretora. “Nas primeiras cinco semanas desse rastreamento, estamos fazendo quinzenalmente para áreas covid [em que são tratados pacientes com a doença] e mensalmente para áreas não covid [outras áreas do hospital como o administrativo]. Em setembro iniciaremos semanal para áreas covid e quinzenalmente para áreas não covid”, detalhou Erika.

A nova metodologia do pool de saliva foi apresentada à comunidade científica internacional no mês passado pela Unesp, durante um webinar sobre estratégias para impedir o surgimento de surtos da covid-19 em hospitais, que contou com a participação do professor Carlos Magno Fortaleza, da Faculdade de Medicina da Unesp e da comissão de controle de infecção hospitalar do Hospital das Clínicas de Botucatu.

O teste foi padronizado no Laboratório de Biologia Molecular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HC-FMB-Unesp), sob responsabilidade da professora Rejane Grotto. Os primeiros a realizarem os testes de rastreamento por pool de saliva foram os estudantes de internato da Faculdade de Medicina da Unesp, que estão no 5º ano e 6º ano da graduação e atuam dentro do hospital.
Fonte Agência Brasil

1,4 mil mortes por covid-19 foram em favelas do Rio de Janeiro

Levantamento feito no último dia 11 e divulgado hoje (13) pelo Painel Unificador Covid-19 nas Favelas mostra que, no mínimo, 1.402 mortes pela doença são de moradores de favelas. De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa elaborados com informações da Secretaria de Saúde (SES), 14.080 óbitos foram registrados no estado do Rio de Janeiro desde a chegada do novo coronavírus no Brasil, dos quais 8.612 ocorreram na capital.

“A subnotificação já é explícita (nas comunidades)”, disse à Agência Brasil a representante do coletivo Redes da Maré, que atua em 16 favelas do Complexo da Maré, na zona norte da capital, Daniele Moura. Ela lembrou que o Painel Unificador Covid-19 nas Favelas é alimentado por informações dos próprios moradores, repassadas pelos líderes comunitários. “O Estado não chega à favela”, ressaltou Daniele. A Redes da Maré não consegue ir de porta em porta. São 140 mil moradores no Complexo da Maré, em 47 mil domicílios. A negligência do Estado provoca, segundo Daniele, subnotificações de covid-19.

Em coletiva virtual promovida hoje pela organização não governamental (ONG) Comunidades Catalisadoras (ComCat), Daniele Moura anunciou uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outras organizações, para ultrapassar a questão do receptivo das informações. O coletivo está lançando a proposta Conexão Saúde, que consiste em um aplicativo divulgado nas 16 favelas locais para que os moradores tenham teleatendimento com médicos generalistas e psicólogos e as pessoas infectadas por covid-19 ou com suspeita da doença sejam indicadas para testagem pela Fiocruz.
Estimativa

Dados coletados na Maré como base estimada para favelas de modo geral, por exemplo, estimam um total de 15 mil moradores infectados por coronavírus em favelas da capital fluminense, o que pode ser um número mais próximo da realidade, disse Theresa Williamson, da ComCat. Esse número corresponderia a 20% dos casos de covid-19 no município do Rio de Janeiro. Theresa sublinhou que desde o lançamento do painel, em julho passado, houve significativa evolução, tanto do número de casos confirmados como de óbitos por covid-19, que eram, naquele momento, de 4.046 e 639, respectivamente. Afirmou também que as 1.402 mortes apontadas pelo painel ultrapassa os números de seis estados brasileiros (Mato Grosso do Sul com 509 óbitos, Amapá com 602, Tocantins com 547, Roraima com 547 e Acre com 561 mortos por covid-19”.

O painel foi criado para coletar e divulgar dados sobre o alcance da covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro, face à percepção das entidades envolvidas de que havia insuficiência de testes e dados públicos adequados. O instrumento tem como fontes uma rede de mobilizadores, organizações e comunicadores de favela, além de dados públicos. Os dados são atualizados semanalmente. Hoje, por exemplo, o maior número de casos confirmados foi identificado no painel no Complexo da Maré (1.486), mas o maior número de óbitos (189) foi registrado na Comunidade Sem Terra em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O objetivo do painel é contribuir para o processo de prevenção e mitigação da doença nas favelas do Rio de Janeiro. Até agora, o painel acompanha 41 favelas e complexos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que somam 154 comunidades individuais. Theresa Williamson lembrou, entretanto, que como os complexos são conjuntos de favelas, pode-se dizer que o Rio de Janeiro tem cerca de mil comunidades.
Fiocruz

A pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fiocruz, Renata Gracie, ressaltou, com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que dois terços dos aglomerados estão a menos de dois quilômetros de hospitais e que 20% dos lares de favelas se concentram nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. Renata destacou a dificuldade de acesso dos moradores de comunidades ao atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ausência de Código de Endereçamento Postal (CEP) que inviabiliza a localização dessas moradias, impactando também, de modo negativo, no atendimento à saúde.

A pesquisadora disse que a Fiocruz pretende incluir em suas estatísticas dados das unidades de família que atendem comunidades para “refinar os dados coletados”. Na avaliação de Renata Gracie, o painel é importante porque está reunindo informações que o “poder público não captura”. Ela acredita que essa visibilidade dada pelo painel pode ajudar a população das favelas a ter mais direitos na cidade.

Theresa Williamson, da ComCat, enumerou alguns obstáculos levantados até agora nas comunidades, ligados à covid-19. Entre eles, acentuou a falta de prevenção, com o não uso de equipamentos de segurança individual (EPIs), como máscaras; dificuldade de acesso a unidades de saúde; diminuição das doações; falta de testes.
Depoimentos

Diante da falta de informações das mortes pelo novo coronavírus em favelas nos boletins públicos, vários coletivos passaram a fazer essa contagem por iniciativa própria. É o caso da Associação de Mulheres de Itaguaí – Guerreiras e Articuladoras Sociais (A.M.I.G.A.S.). Anna Paula Salles, líder comunitária em Itaguai há 15 anos, vem realizando, junto com mais seis mulheres, um levantamento nas comunidades daquele município da região metropolitana do Rio de Janeiro, para ter uma visão mais objetiva do impacto da doença nessas localidades. As cinco favelas da região (Engenho, Sem Terra, Morro do Carvão, Chaperó e Brisamar) registram um total de 2.671 casos e 560 mortes pela covid-19.

O mesmo ocorreu em Rio das Pedras, favela situada em Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense. Douglas Heliodoro, do Coletivo Conexões Periféricas, abordou a dificuldade de se levantar a situação da covid-19 na comunidade, formada por mais de 100 mil habitantes, papel que deveria ser do Estado, segundo ele. No primeiro momento, o questionário distribuído teve grande adesão mas, a partir da divulgação de notícias que atribuíam o epicentro de contaminação da doença a uma determinada rua da favela, os moradores sofreram preconceito em seus trabalhos e não quiseram mais fornecer dados. Heliodoro informou que muitos moradores são trabalhadores autônomos e informais ou da área de serviços, que só começou a retornar à atividade recentemente, e foram objeto de discriminação.

Em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a líder comunitária Nill Santos relata que além da covid-19, a população das comunidades enfrenta falta de água encanada e de esgotamento sanitário. Nill salientou que os líderes comunitários têm de mostrar aos moradores de favelas que eles têm de cuidar de si próprios, indicando a importância do uso da máscara e do álcool gel.

Seimour Souza, do coletivo LabJaca, da comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, disse que por meio de uma webserie, que já se encontra no quarto episódio, o grupo fala dos efeitos da covid e da necessidade de prevenção. Analisou que o isolamento social é necessário e teve seus melhores resultados naquela comunidade no mês de abril mas agora, é grande o número de trabalhadores informais que têm de sair para trabalhar e poder manter suas famílias. “As políticas públicas não chegam ao espaço”, comentou.
Futuro

Após o primeiro momento da pandemia do novo coronavírus, traduzido em ações humanitárias, a maioria dos líderes comunitários indicou que o trabalho na fase pós-pandemia vai focar na economia solidária para diminuir os impactos da doença que provocaram alto nível de desemprego. A implantação de cooperativas de coleta seletiva, costura e alimentos está dentro desse contexto, disse Anna Paula Salles, da A.M.I.G.A.S. Um esforço está sendo feito também para divulgação do trabalho de mulheres artesãs e confeiteiras para fora das comunidades, em Duque de Caxias, visando a geração de renda, revelou Nill Santos.

Para Anna Paula, o maior desafio é conscientizar a população das favelas de que o normal como se conhecia antes não vai voltar mais. “A nossa palavra de ordem tem que ser informação, conscientização, sensibilização e mobilização social, porque a gente precisa esclarecer a população sobre a realidade”, manifestou.

A reportagem procurou a prefeitura do Rio de Janeiro pedindo um posicionamento sobre as declarações, porém não teve retorno até a publicação da matéria.
Prefeitura

Procurada pela reportagem, a prefeitura do Rio de Janeiro disse que no Painel Rio Covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde informa os casos confirmados para covid-19, com a distribuição dos casos por bairros oficiais. “São os dados oficiais do Sistema de Vigilância em Saúde, após as devidas confirmações técnicas necessárias, conforme protocolos do Ministério da Saúde”, disse em nota.

A nota diz que os dados dos territórios reunidos por ONGs ou instituições não oficiais não utilizam necessariamente essa metodologia, considerando, por exemplo, casos autodeclarados, sem confirmação laboratorial. “Os casos de óbitos também seguem o mesmo padrão e aqueles com confirmação para covid-19 são divulgados no Painel Rio Covid-19, por bairros oficiais, incluindo em cada um deles os dados das favelas, porém divulgados de acordo com os bairros oficiais dos quais fazem parte”.

Segundo a prefeitura, os casos também são disponibilizados por CEP, podendo ser mapeados de forma mais específica, e serem comparados com a base de favelas do município.” Portanto, não procede que tenha havido mudanças no recorte territorial da divulgação dos dados”.

Fonte Agência Brasil

Entregador vítima de preconceito ganha moto nova e R$ 125 mil

Apesar do episódio traumático vivido recentemente, após ter sido vítima de racismo durante uma entrega no interior de São Paulo, o motoboy Matheus Pires tem alguns motivos para sorrir.

Após a viralização do vídeo do incidente na internet, o entregador ganhou a simpatia e o apoio de anônimos e famosos, a exemplo do humorista Matheus Ceará, que resolveu presentear o xará com uma moto nova. “Aí Galera! Achamos o Matheus e já entregamos a Moto pra ele. A História está nos Stories só seguir lá e ver. Como disse anteriormente, não quero saber o que houve mas o vídeo me sensibilizou e me identifiquei”, escreveu o artista, junto com a foto do recebimento do presente.

A história sensibilizou tanta gente, que o grupo Razões para Acreditar resolveu ainda criar uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar R$ 150 mil para o entregador. “Vaquinha para motoboy humilhado em Valinhos (SP) dar a volta por cima e se manter nessa pandemia”, diz a campanha, que até então arrecadou R$ 125.358, com a ajuda de 2427 apoiadores.

Donald Trump bani TikTok dos Estados Unidos

“No que diz respeito ao TikTok, estamos banindo-o dos Estados Unidos”, disse o presidente.

De acordo com informações do G1, a declaração do presidente é uma reação à preocupação manifestada por autoridades americanas acerca da possibilidade de a plataforma ser usada como ferramenta para espionagem chinesa.

Sem antecipar que medidas serão adotadas, Trump disse apenas que poderá usar poderes econômicos emergenciais ou uma ordem executiva parar banir o aplicativo da empresa ByteDance. O The Wall Street Journal e a agência Bloomberg já haviam informado ainda na sexta que Trump determinou a venda das operações americanas do TikTok diante da possibilidade de uso do serviço pela inteligência chinesa.

Apesar de funcionários e membros do legislativo americano expressarem preocupação com o TikTok, a empresa responsável pelo aplicativo negou qualquer vínculo com o governo chinês.

Professores das escolas particulares do RJ mantêm greve

Professores das escolas particulares da cidade do Rio de Janeiro decidiram hoje (1º), em assembleia virtual, manter a greve iniciada no dia 6 de julho. Diante da possibilidade de retorno às aulas presenciais no município, os docentes dizem que não se sentem seguros para voltar às salas de aula em meio a pandemia do novo coronavírus. Os professores permanecem atuando no trabalho remoto.

“Decidimos manter a greve por ainda não visualizarmos segurança para esse retorno”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), Afonso Celso Teixeira. “Nenhum órgão de saúde que temos consultado nos assegura que o momento de retorno é esse. O número de casos de covid-19 tem aumentado. No Rio está estabilizado, mas estabilizado em uma alta”.

A assembleia, que ocorreu nesta tarde, teve a presença, segundo o Sinpro-Rio, de mais de 500 professores. A maioria, 98%, foi favorável a manutenção da greve.

“Mesmo o trabalho remoto sendo um trabalho estafante, extenuante, que tem causado muitos transtornos aos professores, mesmo assim, a preferência é por continuar nesse modelo até que a gente tenha uma segurança para o retorno das atividades presenciais”, diz Teixeira.

O Sinpro-RJ diz que vai acionar a Vigilância Sanitária do município para que o protocolo de saúde e segurança seja cumprido, assim como as regras municipais. A entidade estará de plantão esta semana para atender os professores.

Impasse

A prefeitura do Rio de Janeiro autorizou, no dia 20 de julho, o retorno às atividades presenciais nas escolas privadas a partir do dia 3 de agosto. A medida, conforme explicada pela prefeitura, vale para os 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental. O governo do estado, no entanto, que ainda não definiu data para o retorno das aulas, afirmou que cabe à Secretaria de Estado de Educação, e não ao município, a responsabilidade pela retomada das aulas nas escolas da rede privada, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

Neste sábado, a prefeitura disse que deu o aval apenas ao que lhe cabe, a parte da Vigilância Sanitária, para que escolas particulares reabram se os donos delas assim decidirem junto a seus respectivos sindicatos e representantes do setor e reforçou a data de 3 de agosto para a retomada. “Não cabe à prefeitura essa regulação sobre reabertura de escolas particulares nem creches privadas. A posição da prefeitura do Rio é apenas autorizativa quanto aos protocolos e ao cumprimento deles por parte Vigilância Sanitária”, informou a prefeitura.

A data não coincide com as medidas do estado. No estado do Rio de Janeiro estão em vigência medidas restritivas para evitar a propagação do novo coronavírus até, pelo menos, o dia 5 de agosto. Segundo o decreto, do dia 22 de julho, as aulas presenciais das redes de ensino estadual, municipal e privada permanecem suspensas em todo o estado.

A Secretaria de Estado de Educação, em nota, diz que, assim que a Secretaria de Saúde informar que há condições de voltar, será iniciado o protocolo de 15 dias para a retomada das aulas presenciais nas unidades escolares fluminenses. A secretaria afirma que trabalha, junto com um comitê de especialistas, desde o início do isolamento avaliando a volta às aulas presenciais.

Falta de clareza

Diante da falta de clareza, as escolas particulares da cidade do Rio aguardam uma definição da data para o retorno. “A escola particular está aguardando uma definição das autoridades para o retorno das atividade presenciais e está preparada para voltar dentro dos protocolos que foram criados pela autoridades”, disse o diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio), Frederico Venturini.

Segundo Venturini, o Sinepe-Rio não tem uma estimativa de quantas escolas devem retomar as aulas presenciais na segunda-feira.

Quanto à greve dos professores, o diretor diz que a relação da escola particular com os professores “sempre foi melhor possível”. “Estamos abertos ao diálogo. A escola não existe sem professor”, disse. “A gente entende que com a autorização da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Educação, as aulas presenciais terão que voltar. No início, com ensino híbrido, mesclando presencial com distância. Mas, estamos sempre dialogando com os professores”.

Recomendação

Nesta semana, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Defensoria Pública do Estado emitiram uma recomendação ao prefeito Marcelo Crivella para que mantenha as medidas restritivas de isolamento nas unidades de ensino da rede municipal e nas escolas e creches privadas. O documento diz que a reabertura não deve ocorrer até que haja evidências científicas, fornecidas por autoridade médica ou sanitária, de possível retomada segura das atividades.

Os órgãos consideram prematuro o retorno das atividades “na ausência de comprovação de requisitos mínimos de segurança e fundamenta sua recomendação em diversos fatores, como notas técnicas, a legislação vigente e estudos científicos”.

Agência Brasil