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Presidente da Fifa diz que Brasil pode ter sido escolha errada para sede da Copa

 

Parece que os protestos na Copa das Confederações não deixaram o chefão da Fifa muito feliz. Depois de dizer que “o futebol é mais forte que a insatisfação do povo”, Joseph Blatter, presidente da entidade, disse que o Brasil pode ter sido a escolha errada como país-sede da Copa do Mundo de 2014 se o torneio for afetado por protestos sociais semelhantes aos que aconteceram no mês passado. Blatter disse à agência de notícias alemã DPA que, se os protestos acontecerem novamente, podem questionar se tomaram a decisão errada ao dar os direitos de sede ao Brasil. Segundo informações da Folha, após a Copa das Confederações, a Fifa falou com o governo brasileiro sobre as manifestações. Blatter diz que, agora, está ciente de que no próximo ano a Copa do Mundo não deveria ser atrapalhada. O presidente da Fifa ainda disse que vai discutir o assunto com a presidente Dilma Rousseff (PT), em setembro, no Brasil.

Brasil vence Espanha por 3 a 0 e conquista Copa das Confederações

 


O Brasil venceu a Espanha por 3 a 0 na noite de hoje (30), no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, e levou o título da Copa das Confederações 2013. Com a vitória, o Brasil tornou-se tetracampeão do torneio, que reúne o atual campeão do mundo e os campeões de cada confederação continental. Os brasileiros foram campeões em 1997, 2005 e 2009.

Fred fez dois gols e Neymar fez o outro. Com os gols de hoje, o atacante do Fluminense dividiu a artilharia do torneio com o espanhol Fernando Torres, ambos marcaram cinco gols.

Cerca de 73.500 assistiram à partida final no Maracanã. O estádio também será palco da final da Copa do Mundo da Federação Internacional de Futebol (Fifa) no ano que vem.
 

Esquema de policiamento para o jogo entre Brasil e Espanha e divulgado pela PM

 

 

 

 

A Polícia Militar divulga esquema de policiamento para a final da Copa das Confederações, que acontece neste domingo (30/06), às 19h, no Maracanã. Seis mil policiais militares serão distribuídos no interior do estádio, no entorno e no controle de acesso dos torcedores, além de 100 viaturas.Os policiais vão atuar com pontos de bloqueio ao estádio, no controle de chegada dos torcedores, onde só terá acesso quem tiver ingresso. Haverá também reforço nos hotéis onde as delegações se concentram para o jogo, no deslocamento das seleções, em aeroportos, pontos turísticos e locais previstos para a concentração de manifestantes.Toda a região metropolitana também receberá reforço no policiamento.

Vândalo que participou de confronto no centro do Rio tem pedido de prisão negado pela justiça

Segundo informação divulgada neste domingo (23/06) pela Polícia Civil, a Justiça negou o pedido de prisão temporária do administrador de empresas Gabriel Campos Pessoa de Mello, de 29 anos, por envolvimento na confusão que marcou o início dos confrontos e atos de vandalismo, na noite da última quinta-feira (20/06), em frente ao prédio da Prefeitura do Rio. 

O pedido de prisão foi feito no plantão judiciário, no início da madrugada deste domingo, pelo delegado-adjunto da 5ª DP (Mém de Sá), Antônio Bonfim. Ao inquérito encaminhado ao Ministério Público e à Justiça foram anexadas fotos que mostram Gabriel em várias situações: armado com pedaço de ferro na mão, em luta corporal com outros homens e também afrontando policiais militares a cavalo que faziam a proteção do prédio.

O administrador foi indiciado pela Civil pelos crimes de lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio, incitação ao crime e formação de quadrilha. Na noite deste sábado, acompanhado de seis advogados, Gabriel prestou depoimento na delegacia e alegou que se envolveu em brigas para se defender.

Este é o sétimo pedido de prisão temporária de cinco dias negado pela Justiça desde quarta-feira (19/06). O único pedido concedido foi o de Arthur dos Anjos Nunes de 21 anos, por participação nos atos de vandalismo durante a manifestação de segunda-feira (17/06). Ele foi indiciado e teve a prisão decretada pela Justiça por formação de quadrilha e dano ao patrimônio depois de ser identificado pela polícia em imagens tentando invadir o prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Não dá muito bem para entender o porque desse procedimento da justiça aceitar um pedido e negar tantos outros. Será que alguns estão sendo privilegiados e outros não?

Existe algo de errado nesta situação!

Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff na íntegra

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A presidenta Dilma Rousseff fez na noite de hoje (21) um pronunciamento à nação em cadeia nacional de rádio e TV para falar sobre as manifestações e protestos que ocorrem pelo país. Na mensagem, Dilma reconheceu a legitimidade dos protestos, criticou a violência e o vandalismo de alguns e disse que o governo vai tomar medidas para levar reivindicações adiante.Confira a íntegra do pronunciamento de Dilma à nação:”Minhas amigas e meus amigos, todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita a coisa a perder.Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia. O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo.

Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia – o poder cidadão e os poderes da república.

Os manifestantes têm o direito e  a liberdade de questionar e criticar tudo. De propor e exigir mudanças. De lutar por mais qualidade de vida. De defender com paixão suas idéias e propostas. Mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira.

O governo e sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos.

Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência  que envergonha o Brasil.Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública devem coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo. Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.

Brasileiras e brasileiros, as manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.

A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada. E ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros. Sou a presidenta de todos os brasileiros. Dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão.

Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.

Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que priviligie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS.

Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente.

Brasileiras e brasileiros, precisamos oxigenar o nosso velho sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico,  quem deve ser ouvido em primeiro lugar.

Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático.

Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes. Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos poderes da república e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. A melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor.

Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação.

Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com saúde e educação. E vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação.

Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte.

Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacifica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa.

Minhas amigas e meus amigos, eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês que foram, pacificamente, às ruas: Eu estou ouvindo vocês. E não vou transigir com a violência e a arruaça. Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país”.

Marcha da Maconha: manifestantes fecham ruas em São Paulo e pedem legalização da droga

 

 

Intervenções artísticas e palestras abriram a Marcha da Maconha, que reuniu na tarde de hoje (8) manifestantes favoráveis à legalização da droga no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região central da cidade. Carregando um cigarro de maconha gigante, o grupo fechou três faixas da Avenida Paulista e apenas uma ficou livre para deixar passar os ônibus. Aos gritos de “Ei polícia, maconha é uma delícia”, o protesto seguiu em direção à Praça da República, onde está prevista uma extensa programação musical durante a noite.

A organização da marcha calcula que até 5 mil pessoas devem ter participado nos momentos de maior concentração, enquanto o major Élcio Góes, responsável pelos 150 homens da Polícia Militar que acompanharam a manifestação, disse que só faria uma estimativa de público ao final do protesto. Ao fechar ruas e avenidas importantes, como a Augusta e a Consolação, a marcha consegue, na opinião de Marcos Magri, atingir um de seus objetivos. “A manifestação de rua tem como objetivo principal causar impacto na sociedade”, disse.

As discussões levantadas pelo protesto foram representadas por diversos blocos de organização autônoma, como  o antimanicomial,  o religioso, o medicinal, o  psicodélico e o contra a internação compulsória. O panfleto distribuído pela organização do ato coloca entre os problemas causados pela ilegalidade da droga o encarceramento em massa, a violência do Estado e a corrupção.

O modelo segue a ideia de que a política de drogas no Brasil passa por diversos temas, explica uma das representantes do bloco feminista, Gabriela Moncau. “A gente acredita que o Estado faz uma ingerência indevida sobre o corpo dos cidadãos”, diz ao fazer um paralelo entre o direito ao uso de entorpecentes e o direito ao aborto, uma das bandeiras do feminismo. Gabriela destaca ainda que o tráfico é a maior causa da prisão de mulheres, que encarceradas, muitas vezes, enfrentam situações piores do que os homens. “Muitas estão em presídios que eram masculinos e não foram adaptados, tem mictórios no banheiro”, exemplifica.

A dona de casa Ellen Yamada levou o filho Caio, de apenas 2 meses, para participar da manifestação. “Estou aqui para demonstrar minha revolta pela ilegalidade da maconha e a legalidade de coisas que fazem muito mais mal e são vendidas normalmente, como o cigarro e a bebida”, disse ao destacar que acha esse tipo de contradição uma hipocrisia da sociedade.

As estudantes de história Lívia Filoso e Rhana Nunes foram ao protesto principalmente para ver a palestra do professor Henrique Carneiro, que leciona para ambas e falou no início no evento. Apesar da motivação comum, as duas têm opiniões diferentes sobre o ideal da marcha, que neste ano teve o lema A proibição mata: legalize a vida. Rhana não acredita que a venda legal de drogas vá reduzir o tráfico. “Se as pessoas pudessem plantar, eu era a favor. Mas dá muito trabalho, elas vão continuar indo ao morro, porque vai ser mais barato”, disse ao comparar a venda de drogas com a de produtos falsificados.

 

 Fonte  Agência Brasil

Presidenta da Funai sai em meio a conflitos indígenas e mudanças nas regras de demarcação

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A presidenta da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo,  que pediu exoneração hoje (7), deixou o cargo em meio a uma onda de conflitos indígenas que se acirraram nos últimos dias e de mudanças nas regras para demarcação de terras indígenas que enfraqueceram a instituição. Primeira mulher a ocupar o cargo, a antropóloga Marta Azevedo estava à frente da Funai desde abril de 2012, quando substituiu Márcio Meira no comando da instituição.

Em Mato Grosso do Sul, uma tentativa de reintegração de posse contra indígenas que ocupam uma fazenda no município de Sidrolândia terminou com a morte do terena Osiel Gabriel, no último dia 30. Na terça-feira (4), outro índio foi baleado na região. O acirramento da tensão levou o governo estadual a pedir o envio da Força Nacional de Segurança para a área. Desde quarta-feira (5), 110 homens da tropa federal estão na região.

A situação dos indígenas mundurukus, que estão em Brasília desde o começo da semana em manifestações contrárias à construção de usinas hidrelétricas na Amazônia, também aumentou a tensão entre governo e índios nos últimos dias. Depois de oito dias ocupando o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, um grupo de 140 mundurukus veio a Brasília negociar com o governo, mas, após uma semana de peregrinação e protestos, ainda não chegaram a consensos.

Marta também teve que aceitar recentemente a decisão do governo de ampliar o número de instituições às quais os processos de demarcação de terras indígenas serão submetidos. A Funai é responsável pela elaboração dos laudos antropológicos que determinam a criação de novas reservas.  No entanto, o governo quer que esses processos sejam submetidos a pareceres da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A Casa Civil já suspendeu novas demarcações no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Segundo nota oficial, Marta deixou a Funai por razões de saúde que a levarão a se submeter a tratamento médico “incompatível com a agenda de presidenta. Ela será substituída pela atual diretora de Promoção ao Desenvolvimento da Funai. Maria Augusta Assirati, que assumirá o cargo interinamente.

Presidenta da Funai deixa o cargo

A assessoria da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou, nesta tarde, que Marta Azevedo não está mais à frente da instituição. Marta deixou o cargo alegando problemas de saúde.

Segundo a assessoria da Funai, ela entregou seu pedido de exoneração ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dizendo que precisa de tempo para fazer um tratamento médico, “incompatível com a agenda de presidenta”.

A diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Maria Augusta Assirati, assumirá o cargo de forma provisória. “Maria Augusta e os demais diretores darão continuidade à missão da instituição na promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas, com o compromisso de fortalecimento da Funai, mantendo o amplo diálogo com os povos indígenas, servidores e demais setores do governo”,diz nota da assessoria.

A Funai tem estado em evidência com as frequentes manifestações indígenas em na região paraense onde está sendo construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e em Mato Grosso do Sul.

No fim do mês passado, o índio Oziel Gabriel foi morto durante operação para desocupar uma fazenda no ocupada por indígenas no município sul-mato-grossense de Sidrolândia. Na última terça-feira (4), o índio Josiel Gabriel Alves foi baleado durante tentativa de ocupação de uma fazenda da região.

 

Fonte Agência Brasil

Amistoso no Maracanã foi suspenso pela justiça

A juíza Adriana Costa dos Santos, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu hoje (30) suspender a partida amistosa entre Brasil e Inglaterra, agendada para o próximo domingo (2), que marcará a reinauguração oficial do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

A juíza decidiu acolher pedido de liminar do Ministério Público (MP), requerendo a proibição dos jogos no local, até a apresentação dos laudos técnicos que comprovem que o espaço está em condições de sediar eventos com segurança e higiene.

Na decisão, ela frisou que “a não concessão da liminar requerida se afiguraria bem mais gravosa do que seu deferimento, já que o jogo seria realizado sem se averiguar se há condições satisfatórias nos quesitos de segurança e higiene, podendo colocar em risco a segurança dos que lá estiverem. Frise-se ainda que em sendo comprovada tal garantia de segurança e de higiene do local, até a data do evento agendado para o próximo dia 2 de junho, a liminar perderá sua fundamentação, podendo ser revogada, realizando-se, então, o evento como já noticiado na mídia.”

A magistrada definiu que é preciso haver apresentação de laudos técnicos para a liberação do Maracanã e estipulou multa de R$ 1 milhão por evento, caso a decisão não seja cumprida.

“Ante tais considerações, defiro o pedido de liminar formulado, na inicial, pelo Ministério Público para determinar a suspensão de competições/jogos/eventos, inclusive a agendada inauguração para o próximo dia 2 de junho de 2013, até que sejam apresentados laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes para vistoria das condições de segurança, ou seja, a apresentação de laudo de vistoria de engenharia; de prevenção e combate de incêndio; de condições sanitárias e de higiene, que comprovem a viabilidade da reinauguração do estádio do Maracanã, sob pena de multa de R$ 1 milhão por jogo/evento, irregularmente realizado.”

O governo do estado se manifestou em nota, informando que vai recorrer da decisão. Sustentou que “todos os requisitos de segurança para o amistoso Brasil e Inglaterra foram cumpridos e, por uma falha burocrática, o laudo da PM que comprova o cumprimento das regras de segurança no Maracanã não havia sido entregue à Suderj [Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro]. O laudo será encaminhado com o recurso do estado ao plantão judiciário.”

 

Fonte  Agência Brasil

Salmos 1

paisagem-sobre-as-nuvens-sol-35c59Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

Prefeito de Duque de Caxias investiga como empresa atingida por incêndio voltou a operar após interdição

O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, busca informações para verificar quem permitiu que a empresa Petrogold, instalada no Jardim Primavera, voltasse a funcionar depois de ter sido interditada, em julho do ano passado, durante uma ação da Polícia Federal com a Secretaria de Estado do Ambiente.

“A desinterdição cabia à ANP [ Agência Nacional do Petróleo] ou a uma liminar da Justiça. Eu, na verdade, não tenho a informação processual neste momento. Mas essa empresa, já se tem informação que, armazenou indevidamente 750 mil litros de álcool. Tem uma série de denúncias, estamos tomando as medidas para deixar isso transparente. Quero saber quem desinterditou esta empresa”, disse em entrevista .

Um incêndio de grandes proporções destrói as instalações da distribuidora, localizada próximo da Rodovia Rio-Teresópolis. Desde a manhã de hoje (23), bombeiros de seis quartéis estão no local para combater o fogo e evitar novas explosões de tanques de combustíveis.

Segundo o prefeito, a liberação para o funcionamento da empresa em uma área residencial e perto de uma escola é irresponsabilidade. Para Alexandre Cardoso, a prefeitura tem o poder de fiscalização limitado, quando a questão é ligada à Agência Nacional do Petróleo.

De acordo com ele, nos últimos 20 anos, não houve concurso público para seleção de fiscal do meio ambiente no município. “Não temos fiscais. Estou encaminhando para a Câmara para criar concurso para fiscal. Imagine uma cidade onde tem uma máfia de combustíveis funcionando sem fiscalização. Temos que fazer uma blitz, governo municipal, estadual e federal e caçar esses alvarás. Chamar, inclusive, o Judiciário para ver se está dando alguma liminar. Essa liminar tem que ser bem analisada, porque não pode ter uma bomba-relógio do lado da casa de um morador de Duque de Caxias. Vamos enfrentar esta máfia”, disse o prefeito.

A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse que a fiscalização feita em empresas de distribuição de combustíveis tem sido correta e efetiva. “Nós temos uma força-tarefa junto com a DDSD [Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados], o Inmetro [Instituto Nacional de Pesos e Medidas], a Secretaria da Fazenda, o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público. Nossa fiscalização é inteligente e foi responsável por baixar significativamente a não conformidade [adulteração] de gasolina no Rio de Janeiro.” Ela anunciou ainda um reforço na fiscalização, com o ingresso de 152 aprovados em concurso público – que estão em treinamento.

A Polícia Federal informou que, depois da ação conjunta com a Secretaria Estadual do Ambiente, foi instaurado um inquérito no dia 4 de julho do ano passado para apurar crimes ambientais cometidos pela empresa, previstos nos Artigos 54, 56 e 60 da Lei 9.605/1998, que tratam de poluição, armazenamento e comercialização indevidos de substâncias tóxicas e funcionamento sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes. No dia 6 de agosto de 2012, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal em Duque de Caxias, com pedido de remessa à Justiça Estadual.

De acordo com o prefeito de Duque de Caxias, o governo municipal montou um gabinete de crise próximo ao local da empresa, com serviços da Secretaria Municipal de Defesa Civil, reservou dois leitos do Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Moacir do Carmo e criou um programa de assistência social para atender possíveis vítimas e moradores da região.

O inquérito instaurado para apurar os crimes de poluição ambiental, uso de substâncias nocivas à saúde e instalação e serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais reguladores, foi encaminhado em agosto do mesmo ano para o Ministério Público Federal em São João de Meriti.

A ação foi realizada em conjunto com a Secretaria de Proteção do Meio Ambiente, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para apuração de possíveis irregularidades em empresas da região.

‘Depósito não tinha licença estadual para funcionar’, diz Carlos Minc

O secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a distribuidora Petrogold, que pegou fogo na tarde desta quinta-feira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estava funcionando sem licença estadual. Minc disse que a empresa possui apenas uma licença do município, mas que não é reconhecida pelo secretário.

Em entrevista   , o secretário acrescentou que o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, vai verificar a situação da transportadora. Ainda de acordo com Minc, a Petrogold stava fazendo adulteração de combustível e jogando óleo na rede pluvial.

Em um embargo feito há um ano atrás, foi descoberto que o combustível era adulterado com álcool anidro. Segundo o coronel José Maurício Padrone, coordenador de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) da Secretaria de Estado do Ambiente, cerca de 500 mil litros de combustível foram apreendidos, uma pessoa foi presa e dois caminhões foram lacrados.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já havia rejeitado o pedido de análise de risco da transportadora para obter uma licença estadual. “Eles estão funcionando agarrados a uma licença municipal que o prefeito também julga ilegal”. “Estão funcionando com base em liminares, em uma licença dada ilegalmente”, conclui Carlos Minc.

No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão regulador federal, afirma que a empresa está com a situação regular.

 

Depósito corre risco de novas explosões

O incêndio começou no bairro Maria Helena, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por volta de 12h30 desta quinta-feira e as chamas já chegam a 50 metros de altura. Ainda não há informações de como o fogo começou. O coronel do Corpo de Bombeiros Jerri Pires disse que novas explosões ainda podem acontecer por conta do fogo nos tonéis.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio, que antes era restrito a seis tanques, se espalhou em torno do local. Pelo menos quatro quarteirões foram evacuados. A Defesa Civil está está ajuda o Corpo de Bombeiros para isolar o perímetro que tem casas, escolas e hospitais. Pelo menos três casas foram incediadas. Todo o comércio da área foi fechado.

Ainda não se sabe se as pessoas que foram retiradas de suas casas vão precisar de um abrigo, nem quantas pessoas foram desalojadas pelo incêndio. Por volta de 13h a Secretaria de Estado de Assistência Social enviou um comunicado dizendo que ainda não havia recebido um pedido da Prefeitura de Duque de Caxias para prestar auxílio às pessoas que tiveram suas casas atingidas. O órgão afirmou também que assim que a prefeitura acioná-lo, o aluguel social no valor de R$ 400 será distribuído.

Segundo testemunhas, uma pessoa que estava perto do depósito no momento da explosão ficou ferida e foi levada para o hospital.

O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, montou um gabinete de crise e pediu para que as pessoas denunciem se souberem de alguma irregularidade. “Eu me comprometo a fiscalizar em 24 horas qualquer denúncia”, afirmou.

Trânsito

A concessionária CRT responsável pela rodovia Rio-Teresópolis, que fica próxima ao local do incêndio, disse que o tráfego está normal. Segundo a CRT o trânsito não foi afetado pelas chamas do depósito e nem pela movimentação das equipes.

 

Funcionário morre em incêndio de depósito de combustível em Duque de Caxias


 

Um homem morreu no incêndio da distribuidora Petrogold, em Duque de Caxias. A informação é do subsecretário de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Jerri Pires. “Tivemos um óbito, por queimadura, de um funcionário que foi removido para o Hospital de Saracuruna [na Baixada Fluminense], mas não resistiu às queimaduras. Ele teve 90% do corpo queimados”, disse em entrevista.

Segundo o subsecretário, quando começou o incêndio, durante a manhã de hoje (23), mais dez empregados trabalhavam na empresa e conseguiram escapar.

De acordo com o coronel Jerri Pires, ainda há fogo no local e 120 homens de nove quartéis do Corpo de Bombeiros tentam controlar as chamas, com resfriamento líquido com espuma. Ele informou que a área próxima ao local do incêndio foi evacuada. Enquanto os trabalhos dos bombeiros não terminarem, os moradores não estão autorizados a voltar para casa.

“A gente está trabalhando para voltarem o mais rápido possível e para as pessoas poderem passar a noite em casa, mas ainda existe um pouco de fogo no local. Tão logo o fogo seja extinto e as condições de segurança permitam, a população poderá voltar, mas o comandante do socorro no local é quem vai determinar”, explicou.

O coronel disse que não há mais risco de explosão. “A estrutura dos tanques foi bastante resfriada. Tem pouco fogo neste momento, mas não há mais este risco”, esclareceu.

O subsecretário contou que os bombeiros conseguiram resgatar uma moradora pouco antes da explosão de um tanque. “Um bombeiro ajudou uma senhora com dificuldade de andar, ela usava um andador, e os bombeiros a tiraram do local e a levaram para uma kombi. Cinco ou 10 minutos depois houve uma explosão em um tanque e a região ficou em chamas. O trabalho de evacuação dos bombeiros foi muito eficiente”, lembrou.

Segundo o coronel, o Corpo de Bombeiros está fazendo um levantamento sobre situação da licença da empresa. “O Corpo de Bombeiros fiscaliza a segurança contra incêndio em um estabelecimento, que para abrir tem que constituir uma firma, ir buscar autorização no município para funcionamento e tem que tirar licenças ambientais e também do Corpo de Bombeiros. Nosso inspetor de engenharia está apurando se esta empresa tinha toda a documentação junto ao Corpo de Bombeiros. Não tem confirmação até o momento se a empresa estava operando legalmente ou ilegalmente”, disse.

O coronel informou que a Defesa Civil do estado e do município abriu um ponto de apoio para atender a população que teve de deixar a moradia por causa do incêndio. As pessoas recebem orientação para procurar abrigo na casa de parentes.

O advogado da Petrogold, Fábio Kallil, disse que a empresa não teve licença ambiental cassada em 2012 e que toda a documentação está em ordem.

Da Agência Brasil