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Ex-jogador Robinho é preso por estupro e cumprirá pena no Brasil

A Polícia Federal prendeu o ex-jogador de futebol Robinho no início da noite desta quinta-feira (21/2). O ex-atleta foi preso no prédio onde mora, em Santos, no litoral de São Paulo.

O mandado de prisão contra Robinho foi emitido pela Justiça Federal em Santos após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar o último recurso da defesa do ex-atleta.
Robinho deve cumprir no Brasil a pena de prisão por estupro coletivo, proferida pela justiça italiana em 2017.

Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão pelo estupro de uma mulher junto com outros homens em uma boate em Milão em 2013.

O ex-jogador estava no Brasil quando todas as possibilidades de recurso se esgotaram na Justiça italiana, no ano passado.
Como a legislação do Brasil não permite a extradição de cidadãos brasileiros, o governo italiano pediu que ele cumprisse sua pena por aqui.

Na quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o pedido por nove votos a dois e determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

A defesa de Robinho recorreu da decisão no STF, mas o recurso foi negado pelo ministro Luiz Fux.

O caso de Robinho foi a julgamento no STJ pouco tempo depois de outro jogador de futebol brasileiro de renome internacional, Daniel Alves, ser condenado à prisão por estupro.

No início do julgamento da quarta, o advogado José Eduardo Rangel de Alckmin, responsável pela defesa do ex-jogador, pediu que, em vez do cumprimento da pena determinada pela Justiça italiana, o Brasil julgue aqui o crime cometido na Europa.

“Isso não representa de forma alguma impunidade. Ele terá direito, como qualquer brasileiro, a responder na Justiça brasileira pelos atos imputados”, defendeu.

Robinho, ex-jogador da seleção brasileira, foi condenado na Itália por ter abusado sexualmente de uma jovem albanesa em uma boate de Milão em conjunto com outros cinco homens em 2013.

Na época, ele jogava pelo Milan, um dos principais times da cidade italiana.

A vítima tinha 23 anos na época e não teve o nome divulgado no processo.

O jogador negou as acusações, mas escutas feitas em seu carro, autorizadas e confirmadas pela Justiça italiana, validaram a versão da vítima, segundo disse uma das juízas ao longo do processo.

Em uma das gravações, divulgadas pelo site Globoesporte.com em 2020, o jogador diz: “Estou rindo, porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”.

A sentença foi confirmada em outras instâncias e deixou de ter possibilidade de recurso em janeiro de 2023, quando foi confirmada definitivamente pela Justiça italiana. No jargão jurídico, a decisão transitou em julgado.

Robinho disse nas redes sociais que a Justiça italiana “cometeu erros gritantes e gravíssimos” no julgamento e negou que tenha havido estupro.

O ex-jogador também disse ser vítima de racismo. “Tenho absoluta certeza que se fosse com um europeu, se fosse com um branco, com certeza meu julgamento teria sido totalmente diferente.”

Em uma entrevista na TV também no domingo, o ex-jogador disse que seu caso é “totalmente diferente” do caso de Daniel Alves, que foi condenado a quatro anos e meio de prisão por estuprar uma jovem no banheiro de uma boate na Espanha em 2022.

“Pelo pouco que vi, a vítima foi buscar seus direitos logo após. No meu caso, a mulher que me acusou foi depois de quatro meses procurar a Justiça”, disse Robinho à emissora Record.

A Itália chegou a pedir a extradição do jogador para a Europa. Mas a Constituição do Brasil não permite que cidadãos do país sejam extraditados.

Foi emitido então, em fevereiro de 2023, um pedido de prisão internacional do jogador. Isso significa que, caso saia do Brasil, ele pode ser preso e enviado para a Itália.

O governo italiano também solicitou ao Ministério da Justiça brasileiro a homologação da sentença.

Ou seja, que a condenação fosse reconhecida pela Justiça brasileira e que a pena fosse cumprida no Brasil.

O pedido foi encaminhado pelo ministério ao STJ, a quem compete analisar casos assim, que acatou a demanda.

O relator do caso, o ministro Francisco Falcão, fez a leitura de seu voto a favor do cumprimento da pena no Brasil, porque apontou que o caso cumpre todas as medidas recomendadas pela legislação brasileira para isso.

Para que a transferência da execução de uma pena seja aceita, são necessários alguns requisitos previstos na Lei de Imigração:

ser cidadão brasileiro ou residente no Brasil;
ser uma decisão final (trânsito em julgado);
pena maior que 1 ano;
a atitude também deve ser considerada crime também no Brasil;
haver tratado ou promessa de reciprocidade (significando que a Itália se compromete a executar uma pena a italiano condenado no Brasil).

O MPF disse que o caso de Robinho cumpre tais requisitos e citou o entendimento de Davi Tangerino, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que defende que a Lei de Imigração não impede que o brasileiro seja submetido à execução de pena privativa de liberdade estrangeira.

O MPF também defendeu que a medida está de acordo com os direitos constitucionais e afirmou que aceitar os argumentos de Robinho levaria à “impunidade”.

A maioria dos ministros do STJ concordou com essa visão.

Falcão afirmou que a extradição de Robinho é inviável — o que resta é a “execução de pena” no Brasil.

“Diante da negativa de extradição”, disse Falcão, “o compromisso do Brasil com o governo da Itália é a transferência da execução” para que Robinho cumpra a pena no Brasil.

Caso contrário, apontou Falcão, o Estado brasileiro estaria colaborando para a impunidade do caso, que segundo ele cumpriu todos os procedimentos corretos na justiça italiana.

O relator reforçou que “defender que não se cumpra” a pena no Brasil “é o mesmo que defender a impunidade do requerido, o que não se pode admitir”, principalmente com base em acordos internacionais.

Ainda que passasse por um novo processo, julgamento e condenação no Brasil, segundo Falcão, Robinho ainda precisaria cumprir a pena italiana.

Se não ocorrer a homologação da pena italiana, afirmou o relator, a vítima do estupro terá a sua “dignidade novamente ultrajada”, em razão da impunidade.

Ao concluir o voto pela homologação da sentença italiana, o relator pediu urgência para a Justiça Federal de Santos na execução da pena de Robinho, que deverá ser inicialmente em regime fechado.

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Humberto Martins, Herman Benjamin, Luís Felipe Salomão, Mauro Campbell Marques, Isabel Gallotti, Ricardo Villas Boas, Antonio Carlos Ferreira e Sebastião Reis.

Já o ministro Raul Araújo se manifestou contra a homologação da pena italiana no Brasil. Ele afirmou que não estava discutindo sobre o crime em si, mas sim sobre o cumprimento da condenação italiana em solo brasileiro.

Araújo argumentou que o pedido da justiça italiana não pode ser atendido no Brasil por ausência de requisitos legais. Segundo ele, isso não significa impunidade, pois aponta que o caso deve ser processado e julgado no Brasil.

Durante o debate sobre o cumprimento da punição estrangeira, Araújo se manifestou contra a execução logo após a votação do STJ, pois argumentou que a Corte não possui essa prerrogativa.

O ministro Benedito Gonçalves acompanhou Araújo e também votou contra a homologação da pena de Robinho no Brasil.

Em um vídeo publicado nas suas redes sociais no domingo (17), Robinho afirmou ser inocente e ter sido condenado injustamente.

“Estou comprometido em provar minha inocência e lutar pela justiça verdadeira”, disse o ex-jogador.

Prefeito do Rio proíbe recipientes de vidro nas praias

O prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) sancionou um decreto que proíbe a comercialização e fornecimento de comida e bebida em recipientes de vidro nas praias cariocas.

A decisão medida está publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (20) e vem um dia após o fim do verão.

A medida vale para quiosques, barraqueiros, ambulantes, e entregadores. Ainda segundo a decisão, fiscais poderão apreender recipientes de vidro que não estiverem em conformidade com a lei com comerciantes e banhistas.

No decreto, Paes explica que o objetivo é preservar o meio ambiente, garantir a limpeza e a qualidade da areia e da água das praias da capital fluminense.

A decisão medida está publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (20) e vem um dia após o fim do verão.

A medida vale para quiosques, barraqueiros, ambulantes, e entregadores. Ainda segundo a decisão, fiscais poderão apreender recipientes de vidro que não estiverem em conformidade com a lei com comerciantes e banhistas.

No decreto, Paes explica que o objetivo é preservar o meio ambiente, garantir a limpeza e a qualidade da areia e da água das praias da capital fluminense.
lei destaca que “os recipientes de vidro podem causar lesões físicas às pessoas e o tempo de degradação dos resíduos sólidos de vidro na natureza é indeterminado”.

No entanto, a lei destaca que, “os quiosques e demais estabelecimentos comerciais localizados na orla da praia poderão utilizar alimentos e bebidas em recipiente de vidro nas suas atividades, sendo vedada a entrega desses recipientes aos seus clientes”.
Prestadores de serviços que realizem entregas de bebidas e alimentos também estão proibidos de fazê-lo na faixa de areia da praia ou no raio de 50 metros dela, caso o produto esteja acondicionado em recipiente de vidro.
Será atribuição da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) fiscalizar o decreto.

Mulher de 86 anos permanece grávida por 56 anos

Uma mulher de 86 anos foi ao hospital reclamando de (dores abdominais” e se surpreendeu com o motivo da enfermidade: um feto mumificado há 56 anos no útero. A idosa passou por uma cirurgia para a retirada da “massa”, mas morreu dias depois na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Segundo o portal Campo Grande News, a suspeita é de que seja um caso de feto papiráceo, quando o feto é calcificado. Essas situações acontecem quando a mulher estava grávida de dois bebês, mas apenas um nasce.
O último parto da idosa aconteceu quando ela tinha 20 anos. Ou seja: os restos mortais estão lá há 56 anos.

Quando um deles morre, pode haver involução uterina, ou seja, o organismo rapidamente absorve os fluídos fetais, fazendo com que haja reabsorção total daquele formação.

Em entrevista ao Whitecast, o o ginecologista e obstetra formado pela Universidade Estadual de Londrina, João Marcelo Coluna, deu mais detalhes sobre o que também é conhecida como Síndrome do Gêmeo Desaparecido.
Ele conta que cerca de 50% das gestações gemelares chegam ao fim com apenas um dos bebês. Quando não há o desaparecimento por completo, pode haver formação do feto papiráceo.

O secretário de Saúde de Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul onde ocorreu o caso, Patrick Derzi, confirmou o caso em entrevista ao Campo Grande News.

“Conversei com o médico hoje. Ele deu entrada no hospital por outro motivo, alguma infecção e dores abdominais. Antes disso, nunca teve queixa”.

Ministério da Agricultura determina recolhimento de dez marcas de azeite

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Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou na sexta-feira, 15, o recolhimento de dez marcas de azeites de oliva extravirgem dos mercados. A medida é cautelar e faz parte dos desdobramentos da Operação Getsêmani, que identificou esquema ilícito de importação, adulteração e distribuição de produtos fraudados.

As marcas são:

*Terra de Óbidos;

*Serra Morena;

*De Alcântara;
*Vincenzo; Az Azeite;

*Almazara;

*Escarpas das Oliveiras;

*Don Alejandro; Mezzano; e

*Uberaba.

Consumidores que tenham adquirido esses produtos devem deixar de consumi-los e podem solicitar a substituição nos moldes do Código de Defesa do Consumidor.

A Operação Getsêmani ocorreu nos dias 6, 7 e 8 de março nos municípios de?Saquarema (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE) e Natal (RN), com a participação das Polícias?Civis dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Foram apreendidos 104.363 litros de azeite de oliva fraudados.

“Teste Paladar: quais são as 3 melhores marcas de azeite extra virgem do mercado?

“Além da composição desconhecida, foram identificadas produção e comercialização em condições higiênico sanitárias inadequadas em estabelecimento clandestino, ocasionando risco à saúde pública e concorrência desleal”, informou o Mapa.

Dicas ao consumidor

Segundo o Mapa, o azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo. Por isso, o ministério separou alguns cuidados que o consumidor deve levar em consideração:

*Desconfie de preços muito abaixo da média do mercado;

*Confira sempre a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa;

*Não compre azeite a granel;

*É importante estar atento à data de validade e aos ingredientes contidos; e

*Opte por produtos com a data de envase mais recente.

Banco Central alerta 46 mil chaves Pix vazaram


O Banco Central do Brasil (BC) informou, nesta terça-feira (19), que dados de 46 mil chaves Pix foram vazados após uma falha de segurança no sistema da instituição de crédito Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor.

Segundo o BC, não foram vazados dados sensíveis, como senhas, movimentações ou saldo. Foram expostas informações como nomes, CPFs, agência, número e tipo de conta. O Banco Central ressalta que esses dados não permitem movimentações financeiras.
O BC notificou ainda que o caso será apurado e que serão aplicadas as sanções previstas em lei. Os afetados serão notificados pelo aplicativo ou internet banking da instituição. Não haverá comunicação por aplicativos de mensagem, telefone, SMS ou e-mail. Esse é o sexto vazamento de dados cadastrais desde 2021.

Estudantes inscritos no CadÚnico vão receber chips para acessar internet

Estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) irão receber chips para acesso à internet por meio do programa Internet Brasil, dos ministérios das Comunicações e da Educação. O programa atende alunos da educação básica da rede pública de ensino e que são de famílias inscritas no CadÚnico.

Segundo o Ministério das Comunicações, o objetivo do programa é proporcionar o acesso à informação de forma mais democrática, contribuindo com a retenção escolar e favorecendo a implementação de outros formatos de ensino.
Inicialmente, foram atendidos, pelo Internet Brasil, estudantes de escolas públicas que integram o Programa Nordeste Conectado. Foram contempladas unidades de ensino de Caicó (RN), Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Juazeiro (BA), Mossoró (RN) e Petrolina (PE). Em outra etapa, a iniciativa foi expandida para atender alunos de outros seis municípios de Minas Gerais: Araguari, Conceição das Alagoas, Nova Serrana, Prata, Uberaba e Uberlândia.

O programa foi ampliado na última terça-feira (12), passando a atender estudantes das redes estaduais de ensino do Amapá, da Bahia, do Maranhão, do Pará e do Rio Grande do Norte.

Março Azul enfatiza prevenção e combate do câncer colorretal


O número estimado de novos casos de câncer colorretal para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023-2025, é de 45.630, sendo 21.970 a serem diagnosticados em homens e 23.660 em mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este tipo de tumor ocupa a terceira posição entre os mais frequentes no país. Nas Regiões Nordeste e Norte, é o quarto mais prevalente. Em 2020, a doença matou 20.245 brasileiros. Esses dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam a importância da Campanha Março Azul de prevenção e combate à doença, cuja incidência tem aumentado de forma significativa nos últimos anos.

Segundo o coloproctologista Ramon Mendes, este crescimento deve-se principalmente ao diagnóstico mais precoce, facilitado pelas consultas com coloproctologistas e exames mais frequentes. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda a realização de exame de colonoscopia a partir dos 45 anos em pacientes assintomáticos com objetivo de rastreamento e prevenção da doença. Se o paciente apresentar sintomas antes dessa idade, a realização do exame deve ser antecipada. “Quanto mais cedo o tumor é descoberto e tratado, maiores são as chances de sucesso do tratamento”, destacou o especialista, chefe do serviço de coloproctologia do Hospital Santa Izabel, preceptor da residência em coloproctologia do Hospital Geral Roberto Santos e diretor do núcleo de coloproctologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).

Sintomas e fatores de risco – O câncer colorretal pode ser assintomático, mas diante de qualquer indício, é essencial consultar um coloproctologista ou gastroenterologista. As manifestações mais comuns incluem diarreia ou constipação, presença de sangue nas fezes, sensação de esvaziamento incompleto do intestino, dor abdominal tipo cólica, inchaço abdominal, fadiga, perda de peso inexplicada e presença de massa palpável no abdômen. A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser o primeiro passo para investigação, mas a colonoscopia e a biópsia são determinantes para o diagnóstico final.

Servidoras do DF passam a ter direito a licença menstrual


A partir desta quarta-feira (6), servidoras públicas do Distrito Federal que sofrem com dores intensas durante o período menstrual passam a ter direito a licença de até 3 dias, a cada mês, do trabalho.

O afastamento está previsto na Lei Complementar 1.032/2024, promulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, e foi incluído na legislação que rege os servidores públicos civis, das autarquias e das fundações públicas locais.

Pela lei, a licença é concedida após ser atestada por um médico do trabalho ou ocupacional. As funcionárias não terão desconto salarial.

Para a maioria das mulheres, os sintomas do período menstrual são de intensidade leve a mediana. Estima-se que para aproximadamente 15% delas a menstruação apresenta sintomas graves, como dores abdominais, fortes cólicas, endometriose e enxaqueca, que afetam o desempenho profissional.

Autor da lei, o deputado distrital Max Maciel (PSOL) ressalta que a nova norma vem para acolher essa parcela da população. O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a aprovar licença menstrual remunerada, segundo a assessoria do parlamentar.

“A promulgação da lei é um primeiro passo para que a gente comece a discutir a saúde menstrual. Além de reconhecer e tratar as mulheres que têm sintomas graves associados ao fluxo menstrual, é uma oportunidade para difundir informações a toda a população. Assim como em outros países, esperamos que a nossa lei seja semente para adoção da licença para todas as pessoas que menstruam”, disse o parlamentar.

Caberá ao governo do Distrito Federal definir a aplicação da lei nos órgãos por meio de regulamentação.
Brasil

Atualmente, não existe lei nacional a respeito do tema. Na Câmara dos Deputados, tramita proposta que prevê três dias consecutivos de licença às mulheres que comprovem enfrentar fortes dores com o fluxo menstrual, sem prejuízo salarial.

No Pará, projeto semelhante foi analisado, mas acabou vetado pelo governo estadual.
Outros países

A maioria dos países que garante algum tipo de afastamento remunerado para mulheres durante a menstruação ficam na Ásia, entre eles, Japão, Taiwan, Indonésia e Coreia do Sul.

Em fevereiro de 2023, a Espanha tornou-se a primeira nação europeia a autorizar a ausência do trabalho das mulheres com fortes cólicas menstruais. A lei espanhola não estipula o número de dias de afastamento e considera a cólica menstrual como “incapacidade temporária”.

Em abril, a França começou a avaliar a possibilidade de estabelecer uma licença menstrual indenizada no país.

Fonte Agência Brasil

Tribunal decide que assassinato de Johnatha em Manguinhos foi homicídio culposo

Depois de dez anos de espera e dois dias de julgamento, o 3º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, decidiu que o assassinato de Johnatha de Oliveira Lima em 2014, na favela de Manguinhos, deve ser tipificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A decisão representa uma classificação inferior à pedida pela acusação, para quem o crime cometido pelo policial militar Alessandro Marcelino de Souza foi um homicídio doloso (com intenção de matar).

Com a decisão, há um declínio de competência e o caso vai ser transferido para julgamento no Tribunal Militar. O processo e as investigações recomeçarão e a pena vai ser decidida efetivamente pelos juízes militares. Ainda cabe recurso pelo Ministério Público.

Johnatha tinha 19 anos de idade em 14 de maio de 2014, quando cruzou com um tumulto entre policiais e moradores da favela de Manguinhos. Um tiro disparado pelo agente da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), Alessandro Marcelino, atingiu as costas do jovem. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e morreu no local. A família prestou queixa na delegacia e começou a pressionar pelo andamento das investigações.

A mãe de Johnatha, Ana Paula Oliveira, criou o grupo Mães de Manguinhos, ao lado de Fátima Pinho, que também perdeu o filho assassinado. Elas passaram a acolher outras vítimas e a cobrar respostas das autoridades para crimes cometidos por agentes do Estado. Em entrevista à Agência Brasil no dia 9 de fevereiro, Ana Paula falou da expectativa pelo julgamento. Ela desejava que a condenação do policial se tornasse uma referência para outras mães que passaram por dores semelhantes.
Tribunal do Júri

O júri começou na tarde de terça-feira (5) e foi encerrado no início da noite desta quarta (6), com nove testemunhas ouvidas, sendo cinco de acusação e quatro de defesa. A primeira testemunha a depor foi Glicélia Souza, vizinha e amiga de infância de Johnatha. Ela relatou que ouviu barulho de tiros e se escondeu com o filho dentro de uma loja. Não conseguiu ver de onde o disparo foi feito, mas viu Johnatha desarmado, caído no chão com ferimento, sendo socorrido por outras pessoas. Os moradores comentavam que os disparos partiram dos policiais.

Fátima dos Santos foi a segunda a depor e disse ter visto três policiais no momento do crime, mas não testemunhou o disparo. Ela estava acompanhada do filho, que disse ter visto Johnatha baleado no chão. Em seguida, viu pessoas andando na direção dos policiais militares jogando pedras neles.

A perita da Polícia Civil Izabel Solange de Santana disse que das 12 armas recolhidas para perícia técnica (9 pistolas e 3 fuzis), uma era compatível com a que atingiu Johnatha.

A tia de Johnatha, Patrícia de Oliveira, contou que ficou sabendo do crime pelo primo.

“Foi tudo muito rápido. Recebemos a informação que ele foi baleado nas costas, fui à UPA e disseram que estava morto, sendo que vi policiais circulando no interior da UPA e não haviam socorrido meu sobrinho. Quando fui na delegacia registrar boletim de ocorrência, descobri que policiais que teriam participado da ação prestavam depoimento como auto de resistência”, disse Patrícia.

O julgamento teve ainda depoimentos das testemunhas de defesa, o interrogatório do réu, além dos debates entre acusação e defesa. Foi a partir desses procedimentos que o Tribunal do Júri decidiu pela classificação de homicídio culposo para o crime cometido pelo policial militar Alessandro Marcelino de Souza.

Fonte Agência Brasil

 

Pessoas que tiveram dengue só podem doar sangue após um mês


Pessoas que tiveram dengue ou se vacinaram contra a doença devem aguardar pelo menos um mês antes de doar sangue. Segundo o Ministério da Saúde, evidências científicas mostram que a transfusão sanguínea pode transmitir o vírus, com risco de infecção de 38% pelo paciente que recebe o sangue contaminado.

Diante do aumento dos casos de dengue no país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nota técnica com orientações aos serviços de hemoterapia. O Brasil já registrou 1.253.919 casos prováveis e 299 óbitos confirmados pela doença desde o início do ano.
A restrição também vale para pessoas que tiveram relação sexual com alguém que teve dengue há menos de um mês. Nesse caso, o doador deve esperar 30 dias após o último contato sexual antes da doação

No caso de pacientes que tiveram dengue grave, o prazo para a doação segura sobe para 180 dias após recuperação completa.

Doadores devem informar o banco de sangue caso tenham sintomas ou diagnóstico confirmado da doença em até 14 dias após doação. Segundo a Anvisa, a informação é necessária para que os serviços possam resgatar hemocomponentes em estoque e acompanhar pacientes que tenham recebido transfusão.
A agência também recomenda que pacientes em tratamento com imunoglobinas ou hemo componentes que as contêm (como sangue ou plasma) devem esperar no mínimo seis semanas após término do tratamento para se vacinar, e modo a não comprometer a eficácia dos imunizantes.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos têm que ter termo de consentimento assinado pelo responsável), pesar mais de 50 kg, estar saudável, alimentado, e não ter tido nenhuma doença grave ou que possa passar pelo sangue.