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Rio vai ganhar nono dígito no celular

Em um evento em São Paulo,nesta quarta-feira (26)   o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou    que os telefones celulares no Rio de Janeiro terão o nono dígito a partir de 2013. Essa será a segunda região do país a implementar o 9 à frente dos números, como fez São Paulo no final de julho.

Segundo a assessoria de comunicação da agência, a diretoria deve se reunir no período de 15 dias para definir o cronograma de implementação do novo dígito em outras cidades do país.

O acréscimo de um dígito virou uma necessidade considerando o crescimento da base de linhas móveis. Em São Paulo, por exemplo, as linhas telefônicas estavam chegando perto do limite de combinações possíveis com oito dígitos: 44 milhões. Com o nono dígito, esse limite sobe para 90 milhões. A mudança na região com DDD 11 afetou os usuários de São Paulo e mais 63 municípios.

Funcionários dos Correios terão um aumento de 6,5%

 

 

A sessão de julgamento sobre a greve dos Correios  foi transmitida, ao vivo, pela página do Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Facebook, a partir das 13h:30 desta quinta-feira (27).Os ministros decidiram  que os trabalhadores terão um aumento de 6,5% retroativo a agosto, e determinou que os funcionários dos Correios voltem ao trabalho a partir da 0h desta sexta-feira.

A estimativa da empresa é que o impacto do reajuste será de R$ 602 milhões por ano,a entrega das correspondências em atraso  deve ser normalizada com o trabalho de amanhã (28) e um mutirão previsto para o próximo fim de semana. Na tarde de hoje (27),

“Um dia de trabalho com a sexta-feira e o mutirão previsto para o fim de semana vão colocar todas as correspondências em dia”, garantiu o vice-presidente jurídico dos Correios, Jefferson Carús Guedes. Os Correios estimam que 21 milhões de cartas e correspondências podem estar atrasadas por causa da greve.

O secretário-geral da  Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Edson Dorta, disse que, apesar da decisão judicial, a retomada do trabalho ainda será levada para análise dos empregados em assembleias. “Temos que seguir a autonomia dos sindicatos, temos que aguardar os trabalhadores tomarem suas posições”, disse.

Segundo ele, os trabalhadores não ficaram satisfeitos com a decisão do TST, mesmo sendo acima do que a empresa estava oferecendo, que era um percentual de 5,2%. “O nosso salário é de R$ 942, o reajuste é muito baixo para a categoria, neste período que estamos vendo que a inflação do país não é de apenas 5%. Quem vai no supermercado sabe disso”, disse.

Os trabalhadores deverão compensar os dias parados com trabalho extra em até seis meses. O presidente do TST, João Oreste Dalazen, explicou que os dias em greve não serão descontados porque os salários dos trabalhadores dos Correios já são baixos. “Pareceu mais justa e mais pudente para o tribunal a solução de determinar a compensação dos dias não trabalhados em virtude da greve”

Comissão vai pedir retificação dos registros de óbitos de vítimas da ditadura

Um dia depois do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinar a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975 em São Paulo, e reconhecer que a morte ocorreu devido a “lesões e maus-tratos sofridos em dependência do 2º Exército – SP [DOI-Codi – Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna]”; a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) vai oficiar cartórios em diversas partes do país para pedir a retificação dos registros de óbitos de pessoas vítimas da ditadura.

O pedido de retificação deverá ser feito ainda este ano (a data não está fechada) e foi decidido em reunião ordinária ocorrida hoje (26) em Brasília, na sede da Secretaria de Direitos Humanos (SDH).

A decisão é “coerente” com o mandato da CEMDP, disse Maria do Rosário, ministra da SDH. Segundo ela, a comissão reconheceu desde 1995 a “responsabilidade do Estado” nas mortes dos perseguidos políticos durante a ditadura militar (1964-1985) – 339 pessoas até o momento. Conforme a Lei 9.140/1995, é atribuição da comissão “proceder ao reconhecimento de pessoas (…) que, por terem participado, ou por terem sido acusadas de participação, em atividades políticas, tenham falecido por causas não naturais, em dependências policiais ou assemelhadas”.

“Consideramos a decisão [da Justiça no caso Herzog] uma vitória no trabalho de elucidação”, disse à Agência Brasil Diva Santana, conselheira da CEMDP. Segundo Amparo Araújo, também conselheira, a determinação judicial “abre portas” e “vai desencadear procedimento padrão para todo o Brasil”. As duas conselheiras lembram que até hoje em alguns atestados de óbito no espaço para descrição da causa morte está escrito “Lei nº 9.140/1995” ou “…” [reticências] em vez de apontar a agressão que levou à morte.

Ainda não se sabe quais termos serão usados nas certidões de óbito. Na opinião do coordenador-geral da Comissão de Mortos e Desaparecidos, Gilles Gomes, é fundamental que o atestado reconheça que a pessoa foi “morta sob a guarda do Estado”.

A não elucidação e a impunidade de crimes contra os direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar levaram o Brasil a ser condenado há cerca de dois anos pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), em processo relacionado à violação de garantias fundamentais de 62 pessoas desaparecidas na Guerrilha do Araguaia (1972-1975).

Após a decisão negativa, o governo brasileiro divulgou nota relatando que o país já havia reconhecido as mortes e a responsabilidade pelas perseguições ocorridas durante a ditadura militar. A condenação da OEA serviu como estímulo para que fosse criada a Comissão Nacional da Verdade.

Fonte Agência Brasil

Frente fria chega ao Rio com ventos de 75 km/h

Uma frente fria, vinda do Sul do país, chegou  nesta quarta feira (26) à capital fluminense trazendo ventos fortes e chuva, que causaram transtornos nos aeroportos e no trânsito. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram a temperatura mínima de 14,4 graus Celsius (ºC), no Alto da Boa Vista.

Os aeroportos Internacional Galeão-Tom Jobim, na Ilha do Governador e o Santos Dumont, no centro, operam por instrumentos. Até as 17h de hoje (26), dos 117 voos previstos para o Santos Dumont, 48 atrasaram e 30 foram cancelados. No Galeão, dos 102 voos domésticos programados, 23 atrasaram e seis foram cancelados. Dos 21 voos internacionais previstos, cinco atrasaram e dois foram cancelados.

Por causa da chuva e dos ventos, que em alguns pontos da cidade registraram 75 quilômetros por hora, foi decretado estado de atenção no município. De acordo com o Centro de Operações da prefeitura carioca, o estado de atenção é o segundo nível de uma escala de quatro, e significa possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.

O Centro de Hidrografia e Navegação da Marinha informou que ondas na direção Sudeste, com até 3,5 metros, devem atingir a orla do Rio das 9h de amanhã (27) até as 9h de sábado (29).

A Defesa Civil registrou 66 ocorrências nas últimas 24 horas, mas nenhum caso grave. A ventania provocou o fechamento de uma das pistas da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na zona sul, em função da grande quantidade de areia da praia levada pelos ventos para o asfalto. Equipes de emergência da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) da prefeitura trabalham agora à noite na limpeza da via.

Fonte Agência Brasil

Administradores de cemitério são presos por irregularidades

A “Operação Dignidade II”, foi realizada nesta quarta feria (26/09) em conjunto com integrantes do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança (SESEG) e com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA). Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) prenderam, Washington da Silva, 53 anos, e Lourival Domingos da Silva, 40 anos anos, acusados de irregularidades ambientais,  como armazenamento e cremação de ossos, e a existência de um “lixão” nos fundos do cemitério do Caju, Zona Norte. A perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) constatou que havia lançamento  de resíduos na galeria pluvial do local. .

Taxa de desemprego cresce no mês de agosto

Após quatro meses consecutivos em que a taxa de desemprego manteve-se estável, o indicador cresceu no mês de agosto. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta feira (26/09) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), revela que a taxa passou de 10,7%, em julho, para 11,1%, em agosto, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal.

De julho a agosto deste ano, o número absoluto de desempregados aumentou em 100 mil. Na comparação com agosto de 2011, houve acréscimo de 120 mil desempregados, uma variação de 5%. No mesmo período do ano passado, o número absoluto de desocupados era 2,399 milhões. No último mês, houve pequena elevação no número de postos de trabalho – com 35 mil novas vagas – mas que não foram suficientes para absorver as 135 mil pessoas que passaram a ser contabilizadas como população economicamente ativa.

Nas regiões metropolitanas analisadas, a taxa de desemprego total elevou-se, de julho a agosto. No Recife, passou de 11,6% para 12,3%, em Salvador subiu de 17,8% para 18,8% e  em São Paulo, de 11,1% para 11,6%. A taxa manteve-se em relativa estabilidade em Porto Alegre (7% para 6,9%), no Distrito Federal (12,7% para 12,6%) e em Belo Horizonte (5% para 5,2%). Apenas em Fortaleza, o indicador caiu, passando de 9,7% para 9,4%. Assim como o Dieese e a Fundação Seade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga levantamento mensal sobre o desemprego no país. No entanto, as taxas apresentadas nas duas pesquisas costumam ser diferentes devido aos conceitos e metodologia usados.

Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. A PED, feita pelo Dieese e pela Fundação Seade, não engloba o número de desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, não está incluída as regiões de Fortaleza e do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

Governo de Dilma Rousseff sobe em pesquisa

Pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta feira (26/09) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que o percentual de brasileiros que confiam na presidenta chega a 73%. O percentual de pessoas que consideram o governo da presidenta Dilma Rousseff bom ou ótimo subiu de 59% para 62% em setembro, na comparação com junho deste ano.  As áreas de atuação do governo que receberam maior aprovação foram o combate à fome e à pobreza (60%), combate ao desemprego (57%) e meio ambiente (54%). A saúde, impostos e segurança pública foram as áreas mais criticadas, com 65% de desaprovação para a saúde e 57% para os tributos e para a segurança pública.

Entre as notícias mais lembradas no mês foram o julgamento do chamado mensalão, citado por 16% dos entrevistados, e o anúncio da redução de até 28% nas tarifas de energia elétrica, lembrado por 11% dos participantes. Um total de 57% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual ao governo Lula, e 62% têm expectativa de que o restante da gestão da presidenta (ou seja, os próximos anos do mandato) será ótimo ou bom.

A aprovação da política para educação do governo subiu 3 pontos percentuais em relação a junho, de 44% para 47%. Outra área na qual a aprovação cresceu foi o combate à inflação, com elevação de 46% para 50% no período. A aprovação com relação às políticas de juros manteve-se inalterada, no patamar de 49%.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Saúde buscará melhoras para o atendimento à pessoas com síndrome de Down

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (26/09) as Diretrizes de Atenção a Pessoa com Síndrome de Down. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresentou o documento no Rio de Janeiro, o objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde acerca da doença, a fim de melhorar o atendimento médico a pacientes que tenham a síndrome.

“É como se fosse um protocolo, um manual para que os profissionais de saúde saibam como diagnosticar, lidar e acompanhar pessoas que têm síndrome de Down. Eles passam a ter uma orientação clara do Ministério da Saúde. É muito importante que os profissionais de saúde saibam, por exemplo, que às vezes [os portadores da síndrome] são pessoas que têm tendência à obesidade, que são pessoas que têm mais propensão a ter problemas do coração”, disse Padilha.

As diretrizes, cujo documento pode ser baixado do site do ministério, contêm informações sobre os efeitos da síndrome desde a infância até a idade adulta, os cuidados necessários em cada fase da pessoa, o histórico da doença e até a melhor forma de lidar com os pais e os pacientes.

Além das diretrizes, ainda foi lançada uma cartilha voltada às próprias pessoas com síndrome de Down, também disponível no site do Ministério da Saúde. Em linguagem simples, a cartilha apresenta a síndrome e mostra os efeitos que ela tem na vida de cada um.

“Antigamente, tratavam a gente como mongolóide. A gente não quer isso. A gente quer se igual a todos. Ter um cromossomo a mais não nos impede de sermos iguais aos outros”, afirma o ator Breno Viola, de 31 anos, que tem síndrome de Down e atuou em Colegas, escolhido melhor filme do Festival de Gramado deste ano, que trata, justamente, da síndrome.

O ministro Alexandre Padilha informou que o ministério divulgará também diretrizes para outros tipos de deficiência, como paralisia cerebral, autismo e deficiências físicas decorrentes de traumas. Segundo ele, há um esforço do governo, através do Plano Viver sem Limites, de melhorar as redes de saúde e assistência social para atender a essas pessoas.

Médicos sem Fronteiras pede mais investimento para combate a doenças negligenciadas

Documento lançado hoje (26) pela organização humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF)relata que cerca de 500 mil pessoas, quase todas muito pobres, morrem anualmente de 17 tipos de doenças tropicais negligenciadas pelas autoridades nacionais e internacionais e pela indústria farmacêutica. A informação faz parte do relatório Combatendo a Negligência . Segundo o documento, é possível reverter esse quadro com estratégias inovadoras de diagnóstico e controle, desenvolvidas ao longo dos 25 anos de trabalho da organização na América Latina, África Subsaariana, Sul da Ásia e no Cáucaso.

O estudo foi apresentado durante o 18º Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária e teve como foco o combate a três das enfermidades com menos investimentos por parte de doadores internacionais e dos países afetados: doença de Chagas, doença do sono e calazar, enfermidades altamente tratáveis e curáveis e causadas por parasitas Tritryps.

Para a consultora do MSF para doenças negligenciadas, Gemma Ortiz Genovese, que coordenou a produção do relatório, não há desculpas para que os governos não implementem e aumentem os programas e investimentos em pesquisas para essas doenças que têm tratamentos obsoletos e ainda não têm vacinas comercialmente disponíveis.

“Essas três enfermidades são sempre excluídas de financiamento para pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, porque alegam que é muito caro e difícil tratar e que faltam ferramentas”, disse a especialista.

“Nós demonstramos que essas três doenças matam as populações mais pobres e podem ser tratadas. Esperamos, com esse relatório, que a Organização Mundial da Saúde [OMS] reveja sua posição e influencie os doadores a investirem mais em programas nacionais e em pesquisas para combater essas doenças”, completou.
Das três doenças, a de Chagas é a única endêmica entre algumas das populações mais pobres da América do Sul, sobretudo, na Bolívia e no Paraguai. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 5 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da infecção causada pelo parasita que é transmitido pelos mosquitos barbeiros. Cerca de 2 milhões de brasileiros estão infectados com a doença de Chagas, embora 90% desse total não tenham sido diagnosticados.

A técnica em doenças emergentes da MSF, Lucia Brum, explicou que o governo brasileiro é pioneiro em pesquisa de doenças tropicais. Entretanto, quando o assunto é diagnóstico e tratamento da doença de Chagas, a atuação brasileira ainda é muito tímida.

“No Brasil só é obrigatória a notificação de casos agudos e o protocolo nacional, do ponto de vista de saúde pública, diz que o tratamento só deve ser oferecido a pessoas com infecção até 12 anos. Achamos que é um direito humano ter acesso ao diagnóstico a esse tratamento, apesar das limitações, efeitos adversos, complicações durante o tratamento que é longo e com efeitos adversos”, disse a médica.

Segundo Lucia Brum, o Brasil enfrenta agora um novo desafio que é a infecção por alimentos. “Houve uma transição epidemiológica. A infecção dentro das casas está controlada, mas o barbeiro passa a invadir fontes alimentares, como o açaí e a cana-de-açúcar, por exemplo. E ainda existe a transmissão congênita e por transfusão de sangue e transplante de órgãos.”

Os medicamentos usados para o tratamento da doença de Chagas foram desenvolvidos nas décadas de 60 e 70. Até o ano passado, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco era o único fabricante de Benzonidazol, principal medicamento para tratamento da doença de Chagas. Recentemente, a Argentina passou a produzir o medicamento e o Brasil começou a fabricar a versão pediátrica.

Segundo a Médicos sem Fronteiras, os Estados Unidos e a Europa recentemente se opuseram, na OMS, à tentativa de dar às inovações médicas para doenças negligenciadas um novo caráter, que priorize os pacientes nos países pobres.

“Não há interesse por parte da indústria de insumos médicos, pois essa população afetada não tem poder aquisitivo para comprar esses remédios. Cerca de 90% dos investimentos em pesquisa são em cosméticos e apenas 0,1% vão para as doenças negligenciadas que afetam 80% da população mundial. Quando falamos de doenças negligenciadas, falamos de pessoas negligenciadas. Por isso os governos precisam atuar mais para amplificar os programas de prevenção e combate às doenças tropicais”, disse Lucia Brum.

Fonte Agência Brasil

BNDES Amplia para R$ 2 bilhões orçamento destinado a projetos de reforma ou construção de hotéis para a Copa

 

 

A dotação do Programa de Turismo para a Copa do Mundo de 2014 (ProCopa Turismo) dobrou de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. O anúncio foi feito hoje (26) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aprovou também a extensão do prazo de vigência do programa de financiamento do banco para modernização do parque hoteleiro brasileiro para 30 de junho de 2013. Originalmente, o prazo expiraria no dia 31 de dezembro deste ano.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, as mudanças foram feitas diante da elevada procura de empresários do setor hoteleiro pelos recursos. A carteira atual de pedidos de financiamento ao BNDES por meio do programa já superou o R$ 1 bilhão inicialmente disponibilizado. Há, até o momento, R$ 347 milhões em operações aprovadas. Outros R$ 680,1 milhões são de projetos que estão em fase de análise ou consulta no Banco, mas ainda não foram aprovados.O programa foi lançado em fevereiro de 2010. Ele condiciona o apoio ao setor à prática de ações voltadas à sustentabilidade. A certificação de eficiência energética, por exemplo, garante aos tomadores prazos mais longos de pagamento e juros mais baixos

Até agora, além da operação do Íbis Copacabana — inaugurado nesta quinta, 26, e que recebeu financiamento de R$ 11,6 milhões —, o BNDES ProCopa Turismo tem as seguintes operações aprovadas: R$ 20,3 milhões para construção do Íbis Botafogo; R$ 15,1 milhões para construção do Hotel Sotero Salvador; R$ 200 milhões para reforma do Hotel Glória; R$ 10 milhões para construção do Íbis Natal; R$ 32,5 milhões para construção de Hotel no Complexo Cidade do Romeiro de Aparecida; R$ 32 milhões modernização dos empreendimentos Mar Hotel, Atlante Plaza e Summerville, do grupo Pontes, em Pernambuco; R$ 9 milhões para reforma do Pestana Rio; e R$ 16,4 milhões modernização do Tívoli Ecoresort, em Mata de São João (BA).

Micro e pequenas empresas do setor também podem dispor do Cartão BNDES

Além do BNDES ProCopa Turismo, cujas características contemplam sobretudo empresas de perfil médio e grande, o BNDES dispõe de outros instrumentos de apoio ao setor, que são acessados majoritariamente por micro e pequenas empresas.
O instrumento financia a compra de máquinas e equipamentos, insumos e cursos de qualificação por meio do portal www.cartaobndes.gov.br. Desde 2012, o Cartão BNDES desembolsou R$ 131,2 milhões para hotéis e pousadas, em cerca de 10 mil operações.