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Organizações da sociedade civil questionam licitação do Maracanã

 

Com base na minuta do edital divulgado ontem (22), organizações da sociedade civil avaliam que o governo do Rio quer transformar o Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) em um espaço de consumo, beneficiando a iniciativa privada, em vez de assegurar o uso público, esportivo e cultural do Maracanã.

A preocupação será apresentada durante audiência pública marcada para novembro pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas.  Na audiência também serão questionadas a demolição de instalações que foram reformadas para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e a construção do Museu do Futebol, que consta da licitação para 35 anos de concessão. A outorga será de R$ 7 milhões por ano.

“O Museu do Futebol é um bom exemplo. É uma ideia importante, é algo que precisava ser feito há muito tempo. Mas será o empresariado quem definirá os itens do acervo, os fatos históricos narrados? Qual visão de futebol privilegiará? Será de baixo custo? ”, questionou Gustavo Mehl, da organização do comitê do Rio de Janeiro, pedindo mais clareza e participação popular.

Em entrevista sobre o edital, o secretário da Casa Civil Regis Fichtner disse que a meta é transformar o Complexo do Maracanã em uma área de entretenimento, atraindo frequentadores  com serviços de alimentação, lojas, bares e serviços de alto padrão. “ Em uma época de internet, televisão a cabo e 3D, tem que se dar algo para estimular a ida do torcedor ao estádio”.

Ao avaliar a reforma e a nova proposta de multiuso do Maracanã, o  professor visitante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFF), Chris Gaffney, vê uma mudança do papel do estádio na cultura carioca. Ele avalia que o programa popular  de ir ao estádio passará a ser privilégio de classes de renda mais altas.

“Comer, beber e comprar antes de assistir ao jogo faz os gastos com o passeio subirem e não faz parte do hábito do carioca, que vai da praia para o estádio”, disse Gaffney, em entrevista à Rádio Nacional do Rio. “Poucas pessoas podem dar R$ 40 por jogo, como é no Engenhão [Estádio Olímpico João Havelange, que fica no Rio] e ficarão de fora”.

Professor da pós-graduação da UFF, Gaffney é autor do livro  Templos dos Deuses: Estádios nas Paisagens Culturais do Rio de Janeiro e de Buenos Aires, em que avalia as origens e as relação das arenas esportivas com a população local e as torcidas em ambas as cidades.

Gaffney também compartilha da mesma visão do mestre e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Erick Omena. Para ele, a tendência é aumento no preço de ingressos populares, conforme mostra levantamento feito desde a inauguração, em 1950, até o o fechamento para reformas, em 2010. No período, os preços em relação ao salário mínimo só inflaram.

“A relação entre o preço  e o salário mínimo ficou entre 0,5% e 2,1% entre 1950 e 2005, quando foi encerrada a geral [localpopular onde as pessoas ficavam em pé]. Antes de o estádio fechar, em 2010, o preço pula para  6% do salário mínimo”, disse na mesma entrevista à rádio. Na visão do pesquisador do Observatório das Metrópoles é preciso dar enfoque púbico às atividades no estádio.

Os especialistas e ativistas cobram retorno dos investimentos feitos nos últimos anos no estádio, que somente para as próximas competições chegam a R$ 860 milhões.

Fonte Agência Brasil

Governo vai financiar 1.623 bolsas de residência médica em 2013

 

O Ministério da Saúde vai financiar, no próximo ano, 1.623 bolsas de residência médica em 19 especialidades consideradas prioritárias e com carência de profissionais, como pediatria, anestesiologia e neurocirurgia. Serão financiadas também pela pasta 1.270 bolsas de residência multiprofissional, voltadas para áreas como enfermagem e psicologia.

As medidas fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), que visa a alinhar a formação de especialistas no país com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

A meta do governo é abrir 4 mil vagas de residência médica e 3,2 mil vagas de residência multiprofissional até 2014. Atualmente, o Brasil tem 10.434 profissionais na fase inicial da residência.

Não se garante atendimento com qualidade à população sem médicos e profissionais de saúde bem formados”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade, onde há maior demanda por especialidades médicas.

Padilha lembrou que a estratégia de investir em bolsas de residência pode funcionar como fator para a fixação do profissional nos estados com carência de médicos e demais profissionais de saúde. “Ao ampliarmos as vagas, há um forte movimento que busca induzir a fixação desses profissionais nessas regiões e reduzir a desigualdade no acesso à saúde.”

Dados do governo indicam que a Região Nordeste registra 1,09 médico para cada mil habitantes. No Norte, o índice é 0,9; no Sudeste, 2,4; no Centro-Oeste, 1,7; e no Sul, 1,9. A média nacional de médicos para cada mil habitantes é de apenas 1,8 – enquanto na Argentina, o índice é 3,2, e no Uruguai, 3,7.

Ao todo, a pasta vai aplicar R$ 82,7 milhões no financiamento das bolsas em 2013, sendo R$ 46,4 milhões para as de residência médica e R$ 36,3 milhões para as de residência multiprofissional. Os bolsistas vão receber R$ 2.861,79 ao mês.

Estão previstas a capacitação de supervisores (preceptores) e a destinação de R$ 80 milhões para infraestrutura dos hospitais e das unidades básicas de saúde que ampliarem o número de residentes. Os recursos devem ser utilizados na reforma e na estruturação de espaços, como bibliotecas, salas de estudo e laboratórios.

Os hospitais também vão receber, em 2013, valores mensais para a manutenção dos programas de residência e para o desenvolvimento da preceptoria. A previsão de recursos para essa ação é R$ 60 milhões.

Fonte  Agência Brasil

Conselho Consultivo do Rádio Digital avalia padrão a ser adotado no país

 

O Conselho Consultivo do Rádio Digital se reuniu hoje (23) pela primeira vez e criou três comissões técnicas destinadas a debater sobre qual padrão de rádio digital deve ser implantado no Brasil.

Desde 2010, o país vem testando dois padrões de rádio digital. O primeiro, norte-americano, é o Iboc (HD Rádio); e o segundo, europeu, é o DRM. As três comissões ficarão responsáveis por aprofundar discussões e decisões nas áreas de política industrial, inovação tecnológica e análise e acompanhamento dos testes técnicos.

Os sistemas foram testados, por meio de uma parceria entre o Ministério das Comunicações e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e no Rio de Janeiro. Os resultados dos testes serão apresentados na próxima reunião do conselho, no dia 28 de novembro.

Ainda nesta semana, esses relatórios serão disponibilizados no site do ministério para avaliação de emissoras e entidades representativas do setor de radiodifusão e da indústria que, junto com representantes do governo federal e do Poder Legislativo, totalizam os 19 integrantes do conselho.

Duas outras reuniões do conselho foram marcadas para dezembro. Na primeira, prevista para o dia 6, haverá um debate entre representantes dos dois sistemas avaliados. No dia 13, a reunião será dedicada à apresentação de um estudo sobre rádio no Brasil.

A atuação do conselho consultivo envolve ainda temas, como financiamento da transição do sistema e parâmetros internacionais.

Fonte Agência Brasil

Número de mortos em acidente de ônibus na Rio-Teresópolis sobe para 14

  Segundo a assessoria da BR-040, não há indícios de outro veículo envolvido no acidente (Foto: Reprodução / TV Globo)

A Viação 1001 informou na tarde desta terça-feira (23) que  Subiu para 14 o número de mortos em consequência do grave acidente com o ônibus da empresa ocorrido ontem (22) na Rodovia Rio-Teresópolis na altura do km 102 em Guapimirim, Região Metropolitana do Rio de Janeiro,  As três vítimas que morreram na manhã de hoje (23) estavam internadas no Hospital de Clínicas de Teresópolis.

Testemunhas contaram que o motorista do ônibus que vinha de Itaperuna, no Noroeste Fluminense do Rio,para a capital do estado,às 14h30 de segunda-feira (22), perdeu a direção do veículo e se chocou com um carro na contramão antes de cair na ribanceira. O casal que estava no carro não se machucou.

Segundo a 1001, o ônibus saiu de Itaperuna com 29 pessoas a bordo, às 9h de segunda-feira (22), mas, no momento do acidente, por volta de 14h30, 30 pessoas estavam no coletivo, já que houve paradas em outras cidades, como Miracema, Santo Antonio de Pádua, Pirapetinga e Além Paraíba.Dos  30 passageiros, 11 morreram na hora, entre eles o motorista.Dos dez corpos que foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro, oito foram identificados. Desse total, seis já foram liberados pelos parentes.

O acidente está sendo investigado pela Polícia Civil. A Viação 1001 informou que também apura se houve imprudência do motorista ou se o veículo apresentou problemas mecânicos.

Está marcado para esta tarde no Cemitério Vila Rosali, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o enterro de Edes Moraes da Silva, Ilma da Silva Florido e Lúcia Florido Turques da Silva. Os três são da mesma família.

Caixa Econômica Federal informa que são inverídicas as notícias divulgadas nas redes sociais

 

A Caixa Econômica Federal divulgou nota hoje (22) na qual informa que “são inverídicas” as notícias divulgadas em redes sociais e outros meios eletrônicos sobre suposto novo benefício social a ser pago aos trabalhadores.

A nota da Caixa reitera também que não solicita senhas, número de conta ou quaisquer outras informações confidenciais por redes sociais, e-mail ou SMS (serviço de mensagens curtas na sigla em inglês para short message service).

CAIXA ESCLARECE NOTÍCIAS VEICULADAS NAS REDES SOCIAIS

Brasilia, 18 de Outubro de 2012

NOTA DA CAIXA

A Caixa Econômica Federal informa que são inverídicas as notícias divulgadas nas redes sociais e outros meios eletrônicos sobre um suposto novo benefício social a ser pago aos trabalhadores.

A CAIXA reitera que não solicita senhas, número de conta ou quaisquer outras informações confidenciais por redes sociais, e-mail ou SMS.

Parceria com Banco Mundial visa melhorar as práticas pedagógicas no Estado

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado, a partir de novembro, a Secretaria de Estado de Educação dará início a um projeto-piloto, financiado pelo Banco Mundial, que tem como objetivo conhecer as melhores práticas pedagógicas em colégios estaduais. Inicialmente, a proposta será implementada em até 100 escolas. A meta é divulgar tais métodos e disseminá-los para as outras unidades da rede estadual.

O projeto conta com a parceria do Banco Mundial, que vai capacitar professores da rede para desenvolver o estudo. Esse trabalho, sem custo para a Seeduc, já foi realizado com sucesso em cerca de mil escolas de Minas Gerais, Pernambuco e da cidade do Rio de Janeiro. A ação vai identificar as melhores experiências e oportunizar a troca de informações entre os professores e gestores, colaborando com o trabalho de todos.

Segundo a economista-chefe do Banco Mundial para Educação na América Latina e na região do Caribe do Banco Mundial, Barbara Bruns, o trabalho vai registrar as atividades e os materiais utilizados em sala de aula, com as melhores técnicas didático-pedagógicas.

No Brasil, o projeto acontece desde 2009. Foram avaliadas 600 escolas de Minas Gerais; 300 de Pernambuco; e 100 do município do Rio. Os coordenadores pedagógicos capacitados pelos consultores do Banco Mundial atuarão como multiplicadores para as próximas fases de expansão do estudo. A metodologia utilizada contará com a colaboração dos professores de cada unidade escolar na identificação da melhores práticas aplicadas nas escolas, gerando um retorno importante para o trabalho de todos os docentes da rede.

Crianças diagnosticadas com sífilis aumenta em 34% no Brasil

Nos anos de  2010 a 2011, o número de crianças de até 1 ano de idade diagnosticadas com sífilis subiu 34% no Brasil. No ano passado, foram diagnosticados 9.374 casos de sífilis congênita em menores de 1 ano. A taxa de incidência no mesmo ano foi 3,3 casos para cada mil nascidos vivos.

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento reflete o crescimento na identificação dos casos, antes subnotificados, e não avanço da doença. Em crianças menores de 1 ano de idade, a sífilis é transmitida de mãe para filho durante a gravidez (chamada sífilis congênita) e pode causar aborto, má formação do feto ou morte do bebê no nascimento.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, o tratamento da sífilis congênita é fácil, desde que a mãe receba o diagnóstico precoce. “O acesso precoce à testagem é essencial ao tratamento, não só para o recém-nascido, mas também para a gestante durante o pré-natal”. Nordeste é a região com a maior taxa, com 3,8 casos a cada mil nascidos vivos, seguido do Sudeste, com índice de 3,6 casos. Em 2011, o Centro-Oeste apresentou a menor incidência da doença – com 1,8 por mil crianças nascidas vivas.

É recomendado a gestante fazer o teste na primeira consulta do pré-natal, no terceiro trimestre da gestação e no momento do parto. A grávida com a doença deve ter cuidado especial durante o parto para evitar sequelas ao bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental. Com o objetivo de reduzir os casos de sífilis até 2015, o governo federal ampliou a distribuição de testes rápidos de sífilis no Programa Rede Cegonha, que atende gestantes. O resultado do exame sai em apenas 30 minutos, durante a consulta de pré-natal.

Até setembro deste ano, foram distribuídos 237 mil exames, número sete vezes maior do que todo o ano de 2011 (31,5 mil). Na avaliação de Jarbas Barbosa, o maior desafio para interromper a transmissão da sífilis é tratar também o parceiro das mulheres, já que se trata de uma doença sexualmente transmissível. “Os homens resistem mais em cuidar da saúde, fato que acaba causando impacto na família. É que a parceira pode ser reinfectada, mesmo que a mulher tome corretamente a medicação,” explicou.

No Dia Nacional do Combate à Sífilis, celebrado no dia 20 de outubro, o governo federal anunciou investimento de cerca de R$ 172 milhões para a compra de testes rápidos e preservativos masculinos e femininos.

Dívida pública federal aumenta em setembro

Segundo números divulgados nesta segunda feria (22/10) pelo Tesouro Nacional, o estoque da DPF encerrou o mês passado em R$ 1,904 trilhão, valor 2,02% maior que o montante de R$ 1,867 trilhão, em agosto. A emissão de títulos superior ao resgate fez a Dívida Pública Federal (DPF) apresentar alta em setembro.  O motivo foi que o Tesouro emitiu R$ 61,87 bilhões em títulos, enquanto os resgates ficaram em R$ 38,35 bilhões.

A Dívida Pública Externa cresceu a um ritmo mais moderado em comparação à interna. No mês passado, a dívida do governo brasileiro no exterior totalizou R$ 88,93 bilhões, valor 0,57% maior que os R$ 88,43 bilhões registrados em agosto.

A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF ampliou-se de 37,37% em agosto para 38,77%, em setembro. Já a participação dos títulos indexados a índices de preços, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou aumento de 33,35%, em agosto, para 33,91% em setembro. Em contrapartida, os títulos remunerados por taxas flutuantes, como a Selic (taxa básica de juros da economia) tiveram a participação reduzida de 24,68% para 22,79% no mesmo período.

Com taxas definidas com antecedência, os títulos prefixados são preferíveis para o Tesouro Nacional porque dão maior previsibilidade à administração da dívida pública. No entanto, os papéis vinculados à Selic representam mais risco, pois pressionam a dívida para cima, em ciclos de alta dos juros básicos. O prazo médio da DPF manteve-se estável – em 4,05 anos – de agosto para setembro. O aumento do prazo médio indica uma melhora no perfil da dívida. Prazos mais longos são favoráveis para o Tesouro porque dão ao governo mais tempo para planejar e executar as operações de renegociação (rolagem) da dívida pública. O Tesouro Nacional não divulga o resultado em meses, apenas em anos.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado recursos com investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência (no caso dos títulos prefixados) ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Fonte: Agencia Brasil

Maracanãzinho será modernizado

 

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, já de cara nova, o Maracanãzinho será modernizado e transformado em uma arena multiuso para receber grandes eventos e shows. Estão previstos o tratamento acústico da cobertura, a construção de arquibancadas retráteis, melhoria nos acessos e a construção de duas quadras de aquecimento para possibilitar a realização de jogos de vôlei nas Olimpíadas 2016. A capacidade do ginásio será reduzida de 11.424 para 9.914 lugares para garantir mais conforto aos frequentadores.

 

 

Foi publicado no diário oficial a convocação para a audiência pública para a concessão do Maracanã

 

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, o projeto para transformar o Maracanã em um grande complexo esportivo e de entretenimento deu mais um passo nesta segunda-feira (22/10). O Governo do Estado publicou no Diário Oficial a convocação para a audiência pública que vai discutir o modelo de concessão. O contrato terá duração de 35 anos e deverá ser assinado no início de 2013. O investimento previsto para o futuro concessionário é de R$ 469 milhões, que não poderá mudar o nome do estádio. Para garantir a utilização do complexo por todos os times, o edital proíbe a participação de clubes de futebol.

As intervenções no Complexo do Maracanã incluem a instalação de duas mil vagas de estacionamento; criação de área com bares, restaurantes e lojas; a modernização do Maracanãzinho; e a construção do Museu do Futebol. Para garantir a readequação da área, o edital prevê também a demolição do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio de Lamare e a reconstrução dos dois centros de treinamento em área próxima; e a demolição do antigo Museu do Índio.

– As intervenções de obras estão colocando o Maracanã em um padrão internacional exigidos pela Fifa em relação à visibilidade, conforto, acessos e tempo de evacuação do estádio. Ele foi construído numa concepção de mais de 50 anos atrás. Hoje em dia, os grandes estádios do mundo inteiro não são apenas estádios de futebol, eles são grandes complexos de entretenimento, em que se agrega lazer para os frequentadores, lojas, e espaços de alimentação de qualidade – explicou o secretário da Casa Civil, Regis Fitchner.

Além dos investimentos, o consórcio vencedor da licitação deverá pagar outorga anual de cerca de R$ 7 milhões para o Governo do Estado. As obras deverão ser iniciadas depois da disputa da Copa das Confederações, em junho do ano que vem. Para isso, a audiência pública está marcada para o dia 8 de novembro, no Galpão da Cidadania, na Saúde. Depois, o Governo aguarda os dez dias úteis previstos pela lei para então publicar o edital de licitação.

Os novos centros de treinamento de atletismo e esportes aquáticos serão construídos em um terreno do Exército do outro lado da linha do trem, em frente ao complexo, até 2014. Eles contarão com salas de ginástica, vestiários, e ambulatórios médicos. A previsão é que os estacionamentos e praças de lazer do Maracanã estejam prontos para a Copa do Mundo. Todas as intervenções devem ser concluídas em 2015.

O secretário da Casa Civil destacou que as cadeiras cativas do Maracanã serão mantidas, mas lembrou que, como o estádio foi completamente repaginado, não é possível garantir a localização exata anterior. Por isso, os donos serão convocados em breve para conhecer os novos espaços destinados às cadeiras. – Para manter o conceito de igualdade entre todos os proprietários, faremos um sorteio das cadeiras cativas. Para isso, contaremos com o apoio da Loterj e logo divulgaremos como essa definição será feita – garantiu.