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Setor de infraestrutura prevê conclusão de obras e leilões para 2013

No setor de infraestrutura, o ano de 2013 será marcado pela concessão à iniciativa privada de rodovias, ferrovias e aeroportos, além do início do funcionamento de importantes empreendimentos. Na área de geração de energia, deve entrar em operação, no primeiro trimestre, a primeira das 50 turbinas da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), com capacidade de 75 megawatts (MW).

A conclusão das obras da usina, que terá capacidade instalada total de 3,75 mil MW, está prevista para 2016. A Usina Hidrelétrica Santo Antônio, também no Rio Madeira, iniciou a geração comercial de energia no final de março do ano passado. Ao todo, nove turbinas já estão em funcionamento.

Segundo o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado no dia 19 de novembro, 38,5% das ações previstas para o período 2011-2014 já foram concluídas.

No setor de transportes, está prevista para janeiro a realização dos leilões de concessão das rodovias BR-040, entre Brasília e Juiz de Fora (MG), e BR-116, em Minas Gerais. O pedágio nas duas rodovias só poderá ser cobrado depois que forem duplicados pelo menos 10% dos trechos concedidos, além da realização de melhoria das condições de segurança e trafegabilidade das pistas.

A licitação de outros sete trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada deve ser feita em abril. Em todos os casos, os vencedores dos leilões serão os consórcios que oferecerem a menor tarifa de pedágio a ser cobrada dos usuários. O governo também quer licitar, entre abril e junho de 2013, 10 mil quilômetros de ferrovias, com o modelo de parceria público-privada.

Para setembro, está marcado o leilão que irá definir a empresa que vai fornecer a tecnologia e será a operadora do trem de alta velocidade, que ligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). O trem-bala só deve começar a operar comercialmente em 2020.

Também deve ser em setembro a licitação para a concessão à iniciativa privada dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ). Para participar do processo, as empresas precisam ter experiência em aeroportos com capacidade de circulação anual de pelo menos 35 milhões de passageiros.

De acordo com o acompanhamento das obras do PAC, entre os empreendimentos que devem ser concluídos em 2013 também estão plataformas de exploração e petróleo, a reforma de terminais de passageiros dos aeroportos de Manaus (AM) e Confins (MG) e parte da linha de transmissão que levará a energia produzida nas usinas do Rio Madeira até as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 Fonte Agência Brasil

Prefeitura de Angra dos Reis mantém festa de comemoração dos 511 anos da cidade

 

Depois de quase uma semana com chuva forte, o município de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, amanheceu com céu aberto e sol forte. Não chove na cidade há mais de 24 horas e a prefeitura decidiu manter os preparativos para comemorar, a partir da noite de hoje (5) o aniversário da cidade, que amanhã (6) completa 511 anos de fundação.

As comemorações terão início às 21h, com uma sessão solene na Câmara de Vereadores. Em seguida começam as festividades. A programação foi definida pela Fundação Municipal de Cultura de Angra dos Reis (CultuAr).

Estão previstas atividades nas áreas de esporte, música e teatro. A prefeitura optou por uma comemoração em que as atrações são artistas e músicos da própria cidade. De acordo com o presidente da CultuAr, Zequinha Miguel, a organização do evento está seguindo à risca a orientação da prefeita Conceição Rabha (PT) de reduzir as despesas da cidade neste início do governo. Em 2012, foram gastos cerca de R$ 300 mil com a programação e, este ano, a despesa total não deve chegar a R$ 60 mil.

A única alteração no programa inicial traçado pela CultuAr é o adiamento da tradicional Corrida dos Santos Reis, cuja largada estava prevista para as 19h de hoje. A competição foi remarcada para o próximo sábado (12), às 19h.

Hoje à noite, às 21h, na Praça Nilo Peçanha (em frente à sede da prefeitura), haverá apresentação da banda de música Jardim Sarmento e em seguida do Coral da Cidade, às 22h. Mais tarde, às 22h45, grupos de Folia de Reis, uma antiga tradição da cidade, apresentam-se até a meia-noite, quando a prefeita abrirá as portas da sede do Executivo municipal para o tradicional “corte do bolo”.

Para encerrar a noite, haverá uma queima de fogos e nova apresentação da banda Jardim Sarmento. Na Praça do Porto, a festa continua com shows das bandas Sereno e Camália, cujo repertório e composto de reggae e rock.

Amanhã, dia do aniversário da cidade, haverá a alvorada festiva pelas ruas do centro, às 6h. Na Praça 6 de Janeiro, no Morro do Carmo, a prefeita e demais autoridades participam de um café comunitário, a partir das 8h. Às 9h, será celebrada uma missa, na Igreja Matriz. A programação religiosa inclui também um culto de ação de graças na igreja Assembleia de Deus – Ministério de Madureira.

Fechando a programação, na Praça do Porto, às 20h, haverá apresentação do espetáculo teatral Viagem à Baía dos Reis, que conta um pouco da longa história de Angra de forma lúdica e poética. Em seguida o grupo Nós Três, do músico Cláudio Bocca, encerra a festa com muita música popular brasileira.

Fonte Agência Brasil

 

Prefeita de Angra dos Reis vai encaminhar relatório com necessidades do município ao governo federal


A prefeitura de Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, deve encaminhar ao governo federal, na próxima semana, um relatório detalhado de todas as ações adotadas pelo Executivo municipal em decorrência da chuva que atingiu a cidade neste início de ano. O documento também vai indicar as medidas a serem adotadas e as necessidades do município. A prefeitura quer que o governo federal libere R$ 77 milhões para que Angra conclua as obras de contenção de encostas na cidade.

A prefeita Conceição Rabha determinou a todos os secretários municipais que façam um relatório “minucioso” com todas as intervenções, obras, prejuízos e despesas que o município teve em consequência dos temporais.

Conceição Rabha participou ontem (4) de reunião, no Palácio Guanabara, entre o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e prefeitos dos municípios fluminenses mais atingidos pela chuva, que provocou duas mortes e afetou mais de 200 mil pessoas em todo o estado. A reunião contou também com a presença do governador Sérgio Cabral.

“O ministro nos disse que todos os anos sobram recursos para a realização de obras de contenção de encostas no país por absoluta falta de projetos adequados. Nossa administração não permitirá que isso ocorra aqui em Angra dos Reis. Vamos acelerar a elaboração de projetos e vamos atrás destes recursos onde quer que eles estejam”, disse a prefeita Conceição Rabha.

Segundo a prefeita, a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), que vem realizando as obras de contenção de encostas em Angra, alegou que os recursos liberados após as chuvas de 1º de janeiro de 2010 – que causaram 52 mortes na cidade – não foram suficientes para a conclusão dos trabalhos.

Na ocasião, foram liberados na conta do estado, para repasse ao município, R$ 80 milhões, dos quais R$ 50 milhões eram para a construção de casas populares no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida. O restante, R$ 30 milhões, destinava-se a obras de contenção de encostas nos morros da Carioca, onde 21 pessoas morreram em consequência das chuvas de 2010, Carmo, Tatu e da Glória – todos no centro de Angra.

Segundo a prefeitura, a administração anterior não concluiu os trabalhos, porque ainda faltam, de acordo com o Emop, mais R$ 32 milhões. Além desse total, a prefeitura quer mais R$ 45 milhões para intervenções imediatas nas 77 áreas que oferecem riscos de deslizamentos de pedras e terra em caso de chuva forte.

A prefeitura de Angra dos Reis quer ainda que o governo federal assuma os cerca de 50 aluguéis sociais que terão que ser pagos as famílias que ficaram desabrigadas e que beneficiarão um total de aproximadamente 160 pessoas.

 Fonte Agência Brasil

Abastecimento de àgua fica comprometido na Região dos Lagos devido a uma falta de energia

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a Prolagos – Concessionária de Serviços Públicos de Água e Esgoto – informa que devido a falta de energia elétrica na subestação da Ampla, que atende a Estação de Tratamento de Água Juturnaíba e as principais Casas de Bomba e Reservatório da Prolagos, localizados em São Vicente de Paulo (Araruama), a produção e distribuição de água estão prejudicadas desde o início da noite de quinta-feira (03/01), comprometendo o abastecimento de água nas cidades de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande.

Assim que foi detectado o problema, a Prolagos acionou os seus geradores e trabalha com 50% da sua capacidade, mas devido ao alto consumo nessa época do ano, poderá ter reflexos no abastecimento em todas as cidades atendidas pela concessionária.

Segundo a Ampla, a interrupção de energia elétrica foi causada pela queda de raios na sua subestação. Durante toda a madrugada equipes operacionais da Ampla e da Prolagos trabalharam para solucionar o problema, mas a energia elétrica ainda não foi completamente restabelecida. A Ampla não deu previsão para a conclusão do serviço.

A Prolagos solicita a compreensão da população e pede para que aos usuários economizem água, principalmente nesse período no qual o abastecimento está sendo feito parcial. Caso necessite de contato com a Prolagos, o cliente pode acessar o SAC pelos telefones 0800 7020 195 ou (22) 2621-5095.

Projeto EcoBuffet abre inscrições para suas primeiras turmas

 

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a Superintendência de Território e Cidadania (STC), da Secretaria de Estado do Ambiente, está abrindo inscrições para o Projeto EcoBuffet, que oferece cursos de aproveitamento integral de alimentos, culinária, empreendedorismo e educação ambiental. Serão oferecidas 100 vagas, nos turnos da manhã ou da tarde.

Além das capacitações técnicas, o projeto irá promover orientações e suporte para formação de uma cooperativa que ofereça serviços de buffet sustentável. Ao longo do curso, os alunos receberão bolsa-auxílio de R$ 120,00.

As fichas para preenchimento das vagas estão disponíveis nas sedes das UPPs nas comunidades do Salgueiro e do Turano, nas associações de moradores das comunidades da Chacrinha e do Salgueiro e pelo emailstc.ambiente@gmail.com.

Além do EcoBuffet, a STC coordena também o Projeto Fábrica Verde, no Complexo do Alemão e na comunidade da Rocinha. O projeto tem o objetivo de transformar lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para jovens moradores de comunidades pacificadas pelo Governo do Estado, com a implantação de UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras). As duas unidades da Fábrica Verde também estão com inscrições abertas para novos alunos.

Mais informações: www.stcambiente.com

Locais das inscrição:

EcoBuffet: Rua General Roca, 43, no Salgueiro, e Rua Haroldo Teixeira Valadão, 220, no Turano.

Fábrica Verde: Av. Itaóca, 1961, Bonsucesso, tels. 33181-4366 e 3882-3012; e na Estrada da Gávea, 486, bloco 20 (Rua da Casa da Paz), tel. 2239-1777.

Danos causados pelas chuvas no Rio são avaliados pelo Estado e pela União

 

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, o governador Sérgio Cabral participou, nesta sexta-feira, de uma reunião no Palácio Guanabara com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para avaliar a situação das chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro. Estiveram presentes no encontro o Secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, o secretário de Desenvolvimento Econômico Julio Bueno, o secretário de Ambiente, Carlos Minc, dentre outros representantes do estado.

Durante a reunião, foram apresentados os diagnósticos da Defesa Civil sobre os municípios afetados pelos temporais e foi acertado o apoio do governo federal para ações emergenciais de apoio à população atingida.

– Temos duas ações de emergência importantes que serão colocadas em prática com o apoio do Ministério da Integração Nacional, que são recursos para pagar aluguel social às famílias desalojadas e também para limpar rios, remover entulhos das ruas e normalizar os serviços públicos – afirmou Sérgio Cabral.

O ministro Fernando Bezerra disse que o Governo Federal oferecerá ao estado fluminense todo apoio necessário nessa situação de emergência.

– Vamos ajudar o estado do Rio de Janeiro e todas as prefeituras afetadas na assistência à população e na reconstrução dos cenários destruídos. A Força Nacional de Emergência já se encontra no estado. Já disponibilizamos 2 mil cestas básicas para o atendimento imediato às pessoas e já temos demandas para envio de colchonetes e medicamentos. O governador Sérgio Cabral também pediu presença maior da Força Nacional de Saúde nos municípios atingidos, principalmente naqueles que estavam sofrendo com a falta de coleta de lixo, e esse pedido será acatado. – explicou Bezerra, que destacou que o governo federal está investindo R$ 20 bilhões para obras de dragagens e contenção de encostas em todo o Brasil. O Rio de Janeiro recebe cerca de 20% desses recursos.

– A presidente Dilma Rousseff acredita que devemos investir cada vez mais na prevenção e menos na remediação. O Rio de Janeiro recebe R$ 4,3 bilhões de recursos do Governo Federal para obras de contenções de risco e reestruturação das áreas atingidas. Estamos acompanhando a evolução das obras e o balanço é positivo, apesar dos atrasos provocados por questões judiciais e procedimentos licitatórios. Nosso objetivo é reduzir o número de óbitos e mitigar os prejuízos materiais . Não podemos evitar os desastres naturais, mas temos que melhorar a capacidade de prevê-los e de alertar a população para que ela saia das regiões de risco. Estamos trabalhando para isso – afirmou Bezerra.

O governador Sérgio Cabral disse que, dos recursos para obras de infraestrutura, o estado fluminense já empregou R$ 1,5 bilhão em projetos que já estão em execução, R$ 1,5 bilhão em projetos já licitados e outros R$ 1,5 bilhão que ainda estão em trâmites legais. Cabral também destacou obras que já estão sendo realizadas para contribuir com a melhora da infraestrutura dos municípios:

– Em parceria com o governo federal, estamos fazendo obras de dragagens nos rios Muriaé e Pomba, que vêm de Minas Gerais e provocam inundações nos municípios fluminenses do entorno. Na Baixada Fluminense, só em termos de dragagem nos rios, já investimos R$ 450 milhões de reais. Duque de Caxias também será atendida por essas obras, que estão em fase de licitação. A Secretaria de Ambiente também tem um projeto de dragagem de rios que vai atender Xerém e Cidade dos Meninos. E entregaremos o primeiro lote de casas para as famílias desabrigadas na Região Serrana no desastre de 2011, no final do primeiro trimestre deste ano. Tivemos atrasos nessas obras devido a demora no processo de identificação de áreas para habitação, desapropriação e processos judiciais abertos por proprietários dessas áreas.

Cabral também destacou que o governo estadual não se priva de auxiliar as famílias vítimas de desalojamentos:

– Temos um gasto anual de R$ 60 milhões em Aluguel Social. O estado não desamparou nenhuma família, que continua recebendo o auxílio do governo. O problema é que ficamos 20 anos paralisados em termos de infraestrutura e com a população crescendo, indo morar em encostas e perto de rios, sem que o poder público oferecesse políticas habitacionais adequadas. Ainda temos muito trabalho pela frente mas estamos investindo muito em infraestrutura, macrodenagem, habitação e saneamento (só nesse quesito estamos investindo R$ 3 bilhões no momento).

O ministro da Integração Nacional ressaltou a necessidade de modificar a legislação para casos de obras emergenciais:

– As obras emergenciais precisam ser feitas com celeridade. Sabemos que o processo licitatório para obras, desapropriação e construção é demorado e queremos simplificar isso. Para isso, precisamos modificar a legislação, para que agilize o processo burocrático em casos de obras emergenciais.

Após a reunião, Sérgio Cabral e o ministro Fernando Bezerra seguiram para Duque de Caxias para averiguar, de perto, a situação do município e, principalmente, do distrito de Xerém, que foi uma das regiões mais castigadas pelas chuvas.

 

4.893 mil pessoas abandonaram as casas no Rio por causa da chuva

 

 

 

 

 

A forte chuva – que atinge o estado do Rio desde terça-feira (1º), com maior intensidade na madrugada de ontem (3) – forçou a saída de 4.893 pessoas de suas casas, segundo boletim divulgado na manhã de hoje (4) pela Defesa Civil Estadual.

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o Rio Capivari está acima do leito normal, o que impede o desague dos demais cursos d´água, e a grande quantidade de lixo que esta espalhada pela cidade ajudou a piorar a inundação,a maior gravidade é no distrito de Xerém, onde 45 casas foram destruídas e 200 danificadas. Uma pessoa morreu, mil estão desalojadas e 270 foram acolhidas em seis abrigos.Em Belford Roxo,municipio que faz divisa com Duque de Caxias,550 pessoas estão  desalojadas e oito desabrigados na cidade, que apresenta inundação em diversas ruas.

Em Angra dos Reis, no sul do estado, houve transbordamento do Rio Perequê, no distrito de Mambucaba, e do Rio Caputera. Nove casas foram destruídas e 38 ficaram danificadas. De acordo com a Defesa Civil Estadual, 320 pessoas ficaram desalojadas, 160 estão desabrigadas e 2.380 precisaram ser removidas.

Em Mangaratiba, na mesma região, houve rolamento de pedras na BR-101 e na Estrada Junqueira. Cinco imóveis foram danificados e um acabou destruído. Há 90 pessoas desalojadas.

O município de Seropédica, na região metropolitana, sofreu com o transbordamento do Rio dos Bois, o que provocou danos em 17 casas e deixou 35 moradores desalojados.

Na região serrana, o município de Teresópolis registra 50 pessoas desalojadas, depois do transbordamento do Rio Paquequer e de alagamentos nas localidades do Alto, Várzea, Vale da Revolta e Caxangá. Em Petrópolis, o transbordamento dos rios Bingen e Piabanha deixaram 30 desalojados. Três casas foram destruídas e quatro, danificadas. Foram registrados deslizamentos nos bairros Alto Independência, Siméria e São Sebastião.

  Fonte Agência Brasil

Desastre em Xerém é culpa do Poder Público,diz especialista



A destruição causada pelo temporal que atingiu na madrugada de hoje (3) o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, poderia ter sido evitada. Bastariam medidas de prevenção básicas, como a proibição pelo Poder Público de edificações nas margens dos rios e córregos, além de uma dragagem periódica. A opinião é do especialista em geotécnica do Departamento de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Alberto Sayão.

“Foi uma tragédia anunciada, um desastre previsto. Alguém tem que ser responsabilizado”, disse Sayão, que citou a falta de fiscalização pelo Executivo, a leniência do Judiciário em julgar crimes ambientais e o populismo de integrantes do Legislativo, que buscam se promover em troca da facilitação da ocupação de áreas irregulares.

“Deixar construir às margens de rios é crime ambiental. O rio vai sempre reconquistar o seu espaço. É possível prever com exatidão as áreas de inundação”, declarou o professor. Segundo ele, podem se passar muitos anos até que ocorra outra inundação, o que não significa que é seguro construir estruturas no local. Além de colocar em risco as famílias, o entulho das casas destruídas vai represar e assorear ainda mais o curso d´água, causando mais pressão rio abaixo, atingindo outras estruturas, principalmente pontes, como ocorreu em Xerém.

Sayão ressaltou que a estrutura geológica da serra, em Xerém, é a mesma encontrada em outras formações geológicas no estado do Rio, com maciços rochosos cobertos por camadas finas de solo e vegetação, o que favorece deslizamentos.

“Os escorregamentos acontecem por causa de três fatores: camada fina de solo, forte inclinação e grande quantidade de chuva”, disse o engenheiro. Segundo ele, outro fator que pode ter contribuído na tragédia de Xerém é a quantidade de lixo que deixou de ser recolhida nas últimas semanas pela gestão passada da prefeitura de Duque de Caxias e que acabou sendo carregada para dentro dos rios e riachos, ajudando a barrar o fluxo da água causando os transbordamentos.

Fonte Agência Brasil

 

 

Chuva em Xerém causa morte, destruição e deixa centenas de desabrigados

 A forte chuva que desabou sobre Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, provocou uma morte, levou muita destruição e deixou centenas de pessoas desabrigadas. O temporal começou por volta das 2h da madrugada de hoje (03/01) e fez os rios e córregos da região subirem rapidamente.

Grande número de moradores deixou as casas praticamente só com a roupa do corpo. A força da correnteza arrastou casas inteiras, deixou carros empilhados e destruiu quatro pontes. Segundo relatos, alguns dos imóveis ficaram com água até o teto. Um dos moradores relatou que ouviu um barulho muito forte, como se fosse uma avalanche, e depois o pessoal começou a gritar por socorro.

Parte dos desabrigados foi acolhida em igrejas da região, e as igrejas vão ficar com as portas abertas enquanto for preciso. Um casal que se mudou há pouco mais de três meses para um imóvel na margem do rio, disseram que não sabiam que ali era uma área de risco.

 O cantor Zeca Pagodinho percorreu ruas de Xerém desde às 6 horas da manhã desta quinta-feira (03/01), para ajudar as vítimas da chuva. Por volta das 10h, o cantor andava com a filha pelas ruas de Xerém. Zeca disse que sua casa foi não foi muito afetada pela chuva.

O cantor Zeca Pagodinho percorre ruas de Xerém, no município de Duque de Caxias, na manhã desta quinta-feira (3), para ajudar as vítimas da chuva. Por volta das 10h, o cantor andava com a filha pelas ruas de Xerém. (Foto: Cléber Júnior/ Agência O Globo)

Zeca Pagodinhos ainda disse que: Adora o bairro, e que seus filhos foram criados lá. E acrescentou: “Nunca vi algo parecido”. Está triste. Lá em cima a situação está muito ruim. Tem criança desaparecida, tem família soterrada. Tem casa que desceu rio abaixo. Ele pediu para que o socorro seja voltado para a parte mais atingida de Xerém. Ele possui um sítio e uma casa em Xerém, abrigou o casal vizinho Leonardo Oliveira, de 30 anos, e Raylua Cardoso, de 24 anos, e os dois filhos, uma menina de 1 ano e 2 meses e um menino de 5 anos.  A família perdeu a casa após o temporal. “A minha filha menor Maria Eduarda está chorando muito porque está preocupada com as amiguinhas que moram aqui e também perderam as casas. Eu ajudo como posso. Abriguei este casal de amigos aqui e tem várias crianças na minha sala”, contou Zeca. Disse também que acordou às 6 horas da manhã para distribuir cestas básicas e roupas nos abrigos instalados nas igrejas da região. “Passei o Natal e o Ano Novo aqui e vou embora ainda hoje. Mas, antes disso, a Defesa Civil precisa vir aqui para poder ajudar essas pessoas que perderam desde as casas até alimentos e móveis. Vou estar sempre por perto para ajudar o meu povo”, completou o cantor.

Zeca Pagodinho também teve perdas com efeitos da chuva. A casa dele não sofreu danos, mas alguns animais que tem no terreno morreram. “Foram dois cabritinhos e três coelhos. Quando eu acordei de manhã meus bois estavam só com o olhinho para fora. Quase morreram afogados”, comentou.

Uma pessoa morreu na manhã desta quinta em decorrência da chuva. A morte foi confirmada pelo secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, Marcelo Silva Costa. Segundo ele, o corpo de um homem foi encontrado sob escombros provocados por um desabamento. Até as 11h, a vítima não tinha sido identificada.

Segundo a Defesa Civil de Duque de Caxias, cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas em Xerém. Todas foram levadas para abrigos localizados no município. Um deles fica na Praça da Mantiqueira.

Bombeiros de três quartéis trabalham na região de Xerém. Segundo os bombeiros, oito casas desabaram. Três pontes também foram destruídas pela enchente. Devido à chuva, o Rio Saracuruna transbordou. Choveu 212 milímetros em 24 horas na localidade.

De acordo com a Defesa Civil do município, vários pontos de alagamentos se formaram. Pessoas ficaram ilhadas. Alguns moradores deixaram as casas com água na cintura, levando os pertences nas costas. Diversos veículos foram arrastados. O bairro da Mantiqueira é um dos locais mais atingidos.

O secretário de Defesa Civil disse que ainda não é possível confirmar o transbordamento de uma barragem na região. “Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado”, afirmou Marcelo Silva Costa. Segundo ele, a chuva foi bastante significativa para provocar a enchente na área.

“Chegamos à conclusão de que foi uma cabeça d’água, desencadeando uma enxurrada brusca que trouxe uma grande avalanche de terra, árvores, pedras até as casas que estavam no beira-rio”, disse Costa.

Um morador relatou que fazia aproximadamente uns 50 anos que não chovia desse jeito no bairro e que a água da chuva chegou a uma altura de 2 metros. “Na madrugada, vizinhos começaram a me ligar e avisar. Eu não tinha visto a água subir. Como minha casa tem dois andares, começamos a levar os móveis para o andar de cima. O térreo ficou submerso”, afirmou o morador 

O novo prefeito de Duque de Caxias, que assumiu na terça-feira (01/01), disse que foi um acidente que o lixo ajudou a piorar. Ele percorreu vários pontos da cidade e encontrou situações graves como uma lâmina de água de quatro metros na localidade de Cristóvão.

“São mil desabrigados. Tem uma ponte que temos que recuperar em quatro ou cinco dias”, disse ele, anunciando que na sexta-feira (4) se reunirá no município com o governador Sérgio Cabral e o ministro da Integração, Fernado Bezerra.

“Não é certo que vai chover, mas há possibilidade. A orientação é para todos os moradores abandonarem áreas de risco. Quem mora em beira de rio deve preservar sua vida e a de seus parentes, não devem ficar em área de risco nas próxmias 48 horas”, disse.

A Defesa Civil de Duque de Caxias já atendeu a mil pessoas até o início da tarde desta quinta-feira (3), informou o secretário Marcelo da Silva Costa. Os desabrigados, que o secretário ainda não pôde dizer quantos somarão até o fim do dia, ficarão em igrejas da cidade. Segundo o secretário, o Governo do Estado tem apoiado com a presença do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Samu.

“A integração com o estadual é excelente”, disse ele, pedindo calma à população, e orientado para deixarem locais de risco e darem abrigo a pessoas que tiveram de deixar suas casa.
Segundo o secretário, as localidades mais atingidas de Caxias são Pocilga, Pedreira, Cristóvão, Café Torrado, e Ponto  51.

Uma pessoa morreu em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região na madrugada. A morte foi confirmada pelo secretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, Marcelo Silva Costa. Segundo ele, o corpo de um homem foi encontrado sob escombros provocados por um desabamento. A vítima ainda não foi identificada.

Segundo a Defesa Civil de Duque de Caxias, cerca de 200 pessoas ficaram desalojadas em Xerém. Todas foram levadas para abrigos localizados no município. Um deles fica na Praça da Mantiqueira. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) emitiu alerta máximo para alguns rios da Baixada Fluminense por causa do alto nível das águas. Isso foi feito nos rios Sarapuí, Botas, Capivari, Iguaçu e Saracuruna.

De acordo com a Defesa Civil do município, vários pontos de alagamentos se formaram. Pessoas ficaram ilhadas. Alguns moradores deixaram as casas com água na cintura, levando os pertences nas costas. Diversos veículos foram arrastados. O bairro da Mantiqueira é um dos locais mais atingidos.

O secretário de Defesa Civil disse que ainda não é possível confirmar o transbordamento de uma barragem na região. “Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado”, afirmou Marcelo Silva Costa. Segundo ele, a chuva foi bastante significativa para provocar a enchente na área.

Ruas ficaram alagadas em Xerém depois da chuva forte que atingiu a região (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Passageiros voltam a reclamar do calor no Aeroporto Santos Dumont

 

Mesmo após a Agência Nacional de Aviação (Anac) anunciar uma multa de R$ 250 mil à Empesa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) pelas falhas no sistema de ar-condicionado do Aeroporto Santos Dumont, na região central da capital fluminense, passageiros que circulavam hoje (3) pelo terminal reclamavam do calor no local. Treze dias depois do primeiro problema, ventiladores instalados pela Infraero, pelas lojas e companhias aéreas em algumas partes do aeroporto ainda estavam em funcionamento.

Apesar das queixas dos passageiros, o superintendente do aeroporto, Aparecido Oliveira, disse que o problema não tinha relação com o funcionamento do sistema de ar-condicionado do terminal, mas com o calor atípico que tem atingido a cidade nas últimas semanas.

“Todo o sistema de ar condicionado está funcionando normalmente, nós não temos como expandir mais do que isso, o que ocorre é que têm feito um calor atípico na cidade do Rio de Janeiro . O terminal de embarque de passageiros é similar a um tubo semitransparente. Quando a temperatura aumenta, o local virá uma espécie de estufa. Todo espaço do aeroporto é coberto de vidro, as pessoas têm a sensação de estar mais quente, mas está tudo funcionando perfeitamente. E quanto aos ventiladores, nós já estamos providenciando a retirada deles, pois não são mais necessários”, disse.

Para o comerciante Arnaldo Rios, que foi ao terminal embarcar amigos para São Paulo, para embarcar, a situação no aeroporto ainda não é a ideal. “É um absurdo que os turistas, por exemplo, sejam recebidos na cidade com essas condições. Hoje está até razoável”, declarou.

A veterinária Cláudia Macedo, que voltava de Curitiba, também manifestou sua indignação com o calor no interior do aeroporto. “O Rio é uma cidade naturalmente quente, aí você chega aqui e não encontra nenhum sistema de ar-refrigerado funcionando. Como a cidade ainda quer trazer grandes eventos para cá, se nem ao menos consegue administrar de maneira competente um aeroporto?”

A primeira falha no sistema de ar-condicionado do Santos Dumont ocorreu no dia 21. No dia 26, os passageiros voltaram a sofrer com o calor. Na ocasião, a Infraero explicou que uma falha no gerador que alimenta o sistema de ar ocasionou o problema.