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Mortes no Brasil por Covid-19 voltam a passar de 2 mil por dia

Depois do pico em abril e uma queda em maio, a última semana registrou alta nos casos e nos óbitos por covid-19 no Brasil. Os dados do Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registraram, nessa quarta-feira (16), uma média móvel de sete dias para os óbitos pela doença de 2.025,43 pessoas. Desde 11 de maio, essa média estava abaixo de 2 mil.

O pico da segunda onda ocorreu entre 1º e 14 de abril, quando a média móvel registrou sete vezes números acima de 3 mil mortes. As maiores médias ocorreram nos dias 1º de abril, com 3.117,43 óbitos, e em 12 de abril: com 3.123,57. Uma queda acentuada foi verificada até o dia 6 de junho, quando a média móvel de óbitos ficou em 1.639 e desde então voltou a subir.

No ano passado, a média móvel de mortes por covid-19 ficou por volta de mil por dia entre 25 de maio e 25 de agosto. A redução ocorreu até novembro, quando, no dia 11, houve um mínimo de 323,86 óbitos na média móvel de sete dias.

Até o dia 9 de janeiro o aumento foi gradual, chegando ao patamar de mil mortes por dia até 21 de fevereiro, quando a curva passou por um aumento acentuado até o pico do início de abril.

No estado de São Paulo, a média móvel de óbitos ficou acima de 700 entre 3 e 21 de abril, com queda acentuada até 15 de maio, quando houve 478 mortes. Entre 4 e 10 de junho, a média ficou abaixo de 500 óbitos e ontem foram 563,57.

O Rio de Janeiro teve média acima de 200 mortes por dia entre 1º de abril de 25 de maio, chegou a um mínimo de 136,57 no dia 7 de junho e voltou a subir, atingindo 210,71 no dia 14. Ontem foram 197,43 óbitos na média móvel. No Distrito Federal, o pico de óbitos ocorreu no dia 4 de abril – 75,86 – e se mantém estável por volta de 20 mortes diárias desde o dia 22 de maio.
Casos

A curva de casos de covid-19 do monitoramento da Fiocruz aponta para uma média móvel acima de 60 mil por dia desde 6 de março, ficando acima de 70 mil entre 12 de março e 14 de abril, com poucos dias abaixo disso nesse período.

A queda nos registros ocorreu até o dia 25 de abril, com o mínimo de 56.816,57, passando por uma subida gradual até 26 de maio, nova queda até 9 de junho e, nos últimos dois dias, a média móvel voltou a passar de 70 mil casos, com 72.244,43 registrados ontem (16).

Na primeira onda da covid-19 no Brasil, o registro de casos ficou acima de 30 mil entre 20 de junho e 21 de setembro, com pico acima de 40 mil entre 24 de julho e 19 de agosto. A queda nos registros ocorreu até 6 de novembro com o mínimo de 16.727.

São Paulo registrou um pulo na curva, passando de 9.688,14 casos em 9 de junho para 18.217 ontem. No Rio de Janeiro, após o pico de 5.578,57 casos em 8 de maio, o estado teve queda até o dia 28 de maio e se mantém estável desde então entre 2.600 e 3.600 casos na média móvel de sete dias. O Distrito Federal mantém a média móvel por volta de 900 casos diários desde o dia 5 de maio.

O mapa da Fiocruz de tendência da doença no Brasil aponta crescimento de casos em Rondônia, Roraima, Amapá, Rio Grande do Norte, Goiás e São Paulo. Os demais estados estão com tendência de manutenção. Para óbitos, Paraná e Rondônia têm tendência de alta, os demais mantêm estáveis os níveis de óbitos.

Fonte Agência Brasil

Saque auxílio emergencial para trabalhadores nascidos em dezembro


A partir desta quinta-feira (17), os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em dezembro podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro estava previsto para ser depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 8 de julho.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de final 1 poderão sacar a terceira parcela do benefício. O recebimento do Auxílio Emergencial 2021 é realizado da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular para quem recebe o Bolsa Família.

Na terça-feira (15), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco estuda antecipar o pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial. O atual cronograma prevê que a Caixa comece a depositar os valores relativos à quarta parcela na conta social digital dos beneficiários nascidos em janeiro a partir de 23 de julho e que os depósitos da quarta fase se estendam até 22 de agosto, com o pagamento para os nascidos em dezembro.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

No dia 8 de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o auxílio emergencial será prorrogado por pelo menos mais dois meses. Previsto para terminar em julho, o benefício pode ser estendido até setembro, mas esse período ainda poderá ser ampliado, caso a vacinação da população adulta não esteja avançada.

“O presidente Jair Bolsonaro é quem vai decidir o prazo. Primeiro, esses dois ou três meses, e então devemos aterrissar em um novo programa social que vai substituir o Bolsa Família”, disse. Segundo Guedes, os recursos para a prorrogação do auxílio emergencial serão viabilizados por meio de abertura de crédito extraordinário. Atualmente, o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

Fonte Agência Brasil

Facebook proíbe Eduardo Bolsonaro de fazer postagens durante sete dias


O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi proibido pela rede social Facebook de publicar ou comentar em seu perfil durante sete dias após ele compartilhar um vídeo falso. O vídeo, que foi publicado pelo seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, dizia que o Tribunal de Contas da união (TCU) apontava que 50% das mortes por Covid-19 não aconteceram, de fato, pela doença. A informação foi desmentida em seguida pelo TCU e retratada pelo presidente na última semana.

Segundo a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, a punição do Facebook ocorreu porque a rede social afirma que não permite informações falsas que podem causar danos físicos, incluindo dados que “organizações de saúde reconhecidas afirmam poder induzir pessoas a acreditar em formas incorretas de cura ou prevenção de doenças ou que podem desencorajar a procura por tratamento médico”.
No entanto, ainda conforme a coluna, o deputado entrou com ação na Justiça para reverter as restrições impostas pela rede social. A defesa do parlamentar alega que o vídeo é “mera reprodução dos atos da vida pública” do presidente Bolsonaro e que o “castigo” da rede social foi aplicado “sem dar a este a possibilidade de defesa, cerceando direito alheio de maneira unilateral e autoritária”.

Apesar de ingressar na Justiça, Eduardo Bolsonaro teve a solicitação negada nesta segunda-feira (14) pelo juiz Caio Brucoli Sembongi, da 17ª Vara Cível de Brasília.

Polícias do DF e GO buscam por suspeito de matar 4 da mesma família

Um homem suspeito de matar uma família no Distrito Federal é procurado por várias forças de segurança neste domingo (13). Equipes das polícias civil e militar da capital federal e de Goiás, além da Polícia Federal, realizam buscas desde a noite de ontem até a noite de hoje numa região de matagal de Cocalzinho (GO), no Entorno de Brasília.

“As 17 fazendas locais estão ocupadas por forças policiais para garantir a segurança da população”, informou a Polícia Militar do DF na tarde de hoje. “As tropas estão no local fazendo o cerco.”

O procurado é Lázaro Barbosa Souza, 33 anos. A PM do DF informou  que ele disparou 15 tiros contra policiais militares de Goiás em Cocalzinho. Os policiais dizem que, antes disso, ele feriu três chacareiros e roubou armas dos moradores.

Lázaro chegou a furtar um carro no meio da tarde de hoje, ainda de acordo com a PM do DF. No início da noite, ele foi abordado por policiais, mas conseguiu escapar, fugindo para uma área de matagal próximo a Edilândia, um povoado de Cocalzinho.

Na madrugada de quarta-feira (9), o empresário Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, e os filhos dele, Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, e Gustavo Marques Vidal, 21, foram encontrados mortos em uma chácara na região conhecida como Incra 9, em Ceilândia, no Distrito Federal. A esposa de Vidal, Cleonice Marques, 43, foi sequestrada, e seu corpo foi encontrado na tarde de sábado.

O principal suspeito dos crimes é Lázaro Souza, de acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal. Antes de o corpo de Cleonice ser encontrado, a corporação divulgou sua foto como suspeito de triplo homicídio.

PM diz que suspeito fez refém no sábado

Segundo uma nota da PM do Distrito Federal divulgada na tarde deste domingo (13), Souza entrou na fazenda em Cocalzinho (GO), a cerca de 110 km da capital federal. O local pertencia à família de um soldado da PM de Brasília. “O criminoso (…) quebrou tudo na propriedade, bebeu e fumou maconha. Obrigou o caseiro a fumar também.”

A polícia diz que, quando o soldado chegou em casa, Souza fugiu, levando o caseiro como refém. Ele teria se escondido numa fazenda ao lado, a 700 metros dali. Lá, “baleou três homens” da propriedade rural, local em que também moravam “uma criança e uma senhora”.

Souza tentou incendiar residência, diz PM

“As testemunhas disseram que o criminoso ia colocar fogo na casa e não o fez por conta da mulher e de uma criança”, continua a nota da Polícia Militar.

Um grupo de policiais militares de Goiás, a Rotam, chegou à fazenda para abordar o suspeito. Mas “houve a reação com 15 disparos de arma de fogo na direção” dos agentes de segurança, contou a PM do DF na nota. Dali, Souza fugiu para uma mata nas proximidades.

A PM de Brasília afirmou que Souza roubou um revólver calibre 32, “além de outras outras armas e munições, furtadas das fazendas”.

Policiais seguem atrás do suspeito. A ação é coordenada pelos civis do Distrito Federal. Existem “inúmeras equipes” em busca do suspeito, segundo uma fonte da Secretaria de Segurança de Goiás. Apenas da PM de Brasília, foram deslocadas tropas da Polícia Ambiental, Patamo, Rotam e Gtop. Segundo a Polícia Militar, a Polícia Federal ajuda nas buscas.

EUA e Israel investigam se vacinas da Pfizer e da Moderna causam inflamação no coração

Autoridades de saúde dos EUA e de Israel investigam se o uso de vacinas contra a Covid-19 baseadas na tecnologia de RNA mensageiro, como os imunizantes da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, podem estar gerando casos raros e leves de miocardite, uma inflamação no músculo do coração.

No dia 17 de maio, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) afirmou em comunicado ter registrado alguns poucos casos brandos de miocardite que se seguiram à imunização com uma das vacinas de RNA mensageiro. Nos EUA, são usados dois imunizantes com a tecnologia (Pfizer/BioNTech e Moderna).
O comunicado diz que esse é considerado um potencial efeito adverso dessas vacinas. De acordo com o CDC, os casos ocorrem predominantemente em adolescentes e jovens adultos, é mais frequente em homens e acontecem tipicamente quatro dias após a vacinação com a segunda dose. No país, crianças a partir de 12 anos de idade podem ser vacinadas.

Segundo o CDC, 789 casos foram registrados nos EUA até o dia 31 de maio; 216 ocorreram após a primeira dose e 573, depois da segunda dose.

Em 2 de junho, o Ministério da Saúde de Israel publicou um comunicado afirmando que também investiga a ligação entre o uso da vacina da Pfizer e a ocorrência de miocardite em homens mais jovens.

Segundo a autoridade israelense, 148 casos de miocardite próximos da data de vacinação foram registrados entre dezembro de 2020 e maio de 2021. O comunicado diz que a inflamação acontece com maior frequência em jovens com idades entre 16 e 19 anos, e 95% dos casos são considerados leves.

“Existe alguma probabilidade de uma possível ligação entre a segunda dose da vacina e o surgimento da miocardite em homens com idades entre 16 e 30 anos”, afirma o Ministério da Saúde israelense no texto.

“A recomendação para vacinar adolescentes de 12 a 15 anos deve ser discutida pelo fórum da Força-Tarefa de Contenção da Pandemia e submetido à aprovação do diretor-geral do Ministério da Saúde”, diz o comunicado.

Segundo Jasvan Leite, cardiologista do hospital HCor, uma vez comprovada a ligação entre os imunizantes e a inflamação no coração, o efeito não seria exclusivo das novas vacinas.

O médico diz que em 80% a 90% dos casos de miocardite, alguma infecção viral atingiu o trato respiratório ou o trato gastrointestinal alguns dias antes. O que acontece nesses casos é que a resposta imunológica para combater o vírus pode ser exagerada e as substâncias inflamatórias liberadas pelo organismo chegam a outras partes do corpo e podem prejudicá-las.

“As vacina também pode gerar resposta inflamatória, pois traz a presença de um corpo estranho”, afirma Leite. “É por isso que muitas pessoas têm febre ou dores no corpo após a imunização, e isso é normal.”

Todas as vacinas carregam, de alguma forma, um antígeno -um pedaço do vírus, ou o vírus inteiro inativado, incapaz de gerar doença- que serve para acionar o sistema imunológico e produzir moléculas específicas para combater o patógeno e gerar proteção contra a infecção.

Quando a miocardite é um efeito adverso da vacina, os casos são predominantemente leves e se manifestam com uma dor no tórax, diz o médico. Leite estima que menos de 1% de todos esses casos evoluam para quadros mais graves, gerando arritmias ou insuficiência cardíaca.

Ainda não é possível dizer porque esse tipo de miocardite após a vacinação é mais comum em homens, mas sabe-se que a resposta imunológica é mais intensa em jovens do que em pessoas mais velhas, o que pode aumentar as chances de haver resposta inflamatória associada à resposta imunológica.

O Ministério da Saúde disse não havia nenhuma suspeita de miocardite relacionada à aplicação da vacina da Pfizer no Brasil até a última quarta-feira (9).

“É importante esclarecer que os eventos adversos são associados a qualquer reação após a vacinação, ou seja, não há, necessariamente, relação direta com a vacina. Todos são investigados detalhadamente pelas autoridades de vigilância locais, supervisionadas pelo Ministério da Saúde, com apoio de especialistas”, afirmou a pasta por email.

Para Leite, do HCor, os casos raros não devem trazer desconfiança sobre o uso dessas vacinas. “As vacinas são seguras, e os efeitos colaterais podem acontecer como em qualquer outro imunizante”, diz.

Empresário bancou campanha de Bolsonaro em 2018 sem declarar à Justiça

Um relatório da Polícia Federal indicou que um empresário de São Paulo bancou material de divulgação da campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República nas eleições em 2018 sem declarar à Justiça Eleitoral. Ao longo das investigações no inquérito dos atos antidemocráticos, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), a PF encontrou no computador de Otávio Fakhoury, apoiador de Bolsonaro, notas fiscais emitidas por duas gráficas sediadas na região Nordeste.

Segundo o Globo, os serviços, contratados pelo empresário, consistiram na impressão de 560 mil itens de propaganda eleitoral de Bolsonaro como panfletos e adesivos com foto do candidato, o número da chapa e a proposta de campanha.
Procurado, o empresário confirma a existência dos documentos, mas diz que eles se referem a “despesas de amigos que fazem parte de movimentos sociais”. “Por não se tratarem de doação à campanha do candidato, não comuniquei a ele, à coordenação da campanha ou a pessoas próximas a ele sobre esses pagamentos. No mais, reitero que todas as minhas contribuições de campanhas eleitorais foram regularmente declaradas aos órgãos eleitorais competentes”, afirma Fakhoury.

Usina Nuclear Angra 2 faz parada de 48 dias para troca de combustível


A Usina Nuclear Angra 2 iniciou parada de reabastecimento na madrugada de hoje (6) e ficará desligada cerca de 48 dias. Além da troca de combustível, serão realizados manutenções, testes e inspeções periódicas exigidos por especificações técnicas. A informação foi dada pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pela construção e operação das usinas nucleares no Brasil.

De acordo com o superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal, a empresa decidiu reduzir ao mínimo necessário o número de atividades em função da pandemia do novo coronavírus. Desse modo, serão realizadas 2.780 atividades, o correspondente a cerca de 60% das tarefas executadas nas paradas antes da pandemia. Foi reduzida também a contratação de pessoal. Foram contratados 770 profissionais brasileiros e 70 estrangeiros, volume inferior em 30% ao praticado numa parada normal.

Fabiano Portugal afirmou que a prioridade é fazer a parada seguindo os melhores padrões de segurança da indústria nuclear, sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores. “Cumpriremos todas as medidas de mitigação à covid-19, que serão controladas e fiscalizadas em campo, com equipes dedicadas a essa tarefa”, ressaltou.

Além da descarga e recarga do núcleo do reator, serão realizados testes e substituição de molas dos internos do vaso de pressão do reator; testes variados nos geradores de vapor; inspeção visual nos elementos combustíveis após o descarregamento do núcleo; testes de proteção no sistema de limitação do reator; e testes e manutenção preventiva nos transformadores de potência, entre outras atividades.

Segurança sanitária
Para minimizar o risco de contaminação dos profissionais envolvidos na parada, a Eletronuclear informou estar adotando uma série de medidas de segurança sanitária. Todos os contratados passaram por treinamento especial sobre os protocolos implementados pela companhia durante a pandemia e receberam uma cartilha com procedimentos de conduta a serem respeitados no período de parada.

Serão respeitadas também normas de distanciamento social nas entradas e nas saídas das guaritas de acesso, nos portais de monitoração, nos refeitórios e em outros recintos. Nos acessos a diversos pontos dentro de Angra 2 foram instalados tapetes de higienização e disponibilizados álcool em gel e máscaras descartáveis para todos os contratados. Postos de atendimento médico foram montados ainda dentro da usina.

(Fonte: Agência Brasil)

China liderou importações brasileiras em 2020

Principal origem das importações brasileiras desde 2019, a China continuou avançando sobre o comércio externo brasileiro em 2020. Segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país asiático foi responsável por 21,9% das compras externas brasileiras no ano passado, com avanços em produtos de tecnologia.

Nos últimos 15 anos, a China apresentou uma evolução considerável no comércio exterior. Em 2006, o país detinha 8,6% das importações brasileiras. Tradicionalmente o principal fornecedor de produtos para o Brasil, a União Europeia viu a participação cair de 20,3% em 2006 para 19,1% no ano passado.

No mesmo período, os Estados Unidos mantiveram uma participação relativamente estável nas importações brasileiras, com leve alta de 15,7% para 17,6%, mantendo a terceira posição. O principal perdedor na origem das importações brasileiras foi a América do Sul. De segundo lugar em 2006, responsável por 17,6% das compras externas do Brasil, o continente caiu para o quarto lugar, com 11,4% em 2020.

Indústria
Além de aumentar as exportações para o Brasil, a China também passou a vender produtos cada vez mais sofisticados, distanciando-se da imagem de exportador de bens industrializados de baixa complexidade. Ao analisar 15 setores da indústria, o levantamento constatou que as importações da China cresceram em 11, mantiveram-se em três e caíram apenas em um setor.

Entre os setores com maior avanço da China de 2006 a 2020, estão máquinas e equipamentos (de 10% para 23%); produtos químicos (de 10% para 29%) e materiais elétricos (de 24% para 50%). Até segmentos nos quais o país asiático tinha pouca tradição conquistaram fatias significativas de mercado: veículos e automóveis (de 2% para 11%) e química fina (de 1% para 14%).

No mesmo tempo, a indústria brasileira passou a comprar cada vez menos das outras regiões e dos demais países. Dos 15 setores pesquisados, 11 passaram a importar menos da União Europeia e do Japão e 13 passaram a comprar menos da América do Sul e dos Estados Unidos.

Propostas
Para o gerente de Políticas de Integração Nacional da CNI, Fabrizio Sardelli Panzini, o crescimento do comércio com a China tem criado uma dependência prejudicial para os setores mais desenvolvidos da economia brasileira. Com 75% das exportações ao país asiático concentradas em soja, minério de ferro e petróleo e importando bens cada vez mais complexos, o Brasil tem experimentado piora na qualidade do comércio exterior.

“Há vários anos esperamos a diversificação do comércio com a China, mas ela não vem. O máximo de espaço para ampliar o comércio com a China está na agroindústria, com mais exportações de carne e algum ganho de mercado”, diz.

O gerente da CNI defende a rápida aprovação e implementação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia para que a indústria brasileira recupere espaço nas exportações. Diferentemente da China, o Brasil tem um comércio mais equilibrado com os países europeus, exportando tanto produtos básicos como industrializados. O acordo tem potencial de ganhos porque prevê a queda mais rápida de tarifas e barreiras comerciais para os produtos do Mercosul no mercado europeu do que o dos produtos europeus aqui.

“A União Europeia é um parceiro tradicionalmente importante para o Brasil, com um comércio complementar e elevada participação da indústria dos dois lados. Quando a União Europeia perde mercado, o Brasil perde qualidade do comércio. Existem muitas empresas europeias que investem aqui e geram exportação para a Europa. Com a China, não existe a contrapartida do crescimento das exportações de bens industrializados brasileiros”, explica Panzini.

América Latina
Na avaliação de Panzini, a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia também é importante para restabelecer o comércio na América Latina. Ele ressalta que o Brasil tem acordos comerciais profundos com vários países da América Latina, mas as trocas dentro do continente estão diminuindo com o avanço do comércio com a China.

“Cada vez mais, os países latino-americanos vendem commodities (bens primários) a país asiático e menos entre si. O continente tem se reprimarizado na economia, daí a importância de viabilizar investimentos europeus aqui, com melhoria no ambiente de negócios, para o Brasil poder exportar para a América Latina”, diz.

O gerente da CNI recomenda ainda melhorias internas brasileiras, com a aprovação de reformas econômicas, principalmente a tributária, que reduza o custo Brasil e harmonize os impostos com os dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Se o Brasil fizer o dever de casa, vai melhorar a competitividade e aproveitar ainda mais os ganhos do acordo com a União Europeia”, acrescenta.

Missionário R.R Soares com Covid-19 é entubado


Internado desde sexta-feira (4) com Covid-19, o pastor evangélico R.R Soares, de 73 anos, foi intubado neste sábado (5). R.R Soares está internado no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio.

Além de pastor, R.R. Soares é dono da RIT TV, uma emissora UHF, e da Nossa R.RTV, além de apresentar o programa Show da Fé, exibido na Band e a Rede TV!.

Igreja Universal pede doação do auxílio emergencial dos fiéis


Líderes de congregações religiosas aliadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agem para convencer os fiéis a entregar valores em dízimo, o que inclui até pedidos do auxílio emergencial. Em um vídeo publicado em março no YouTube, por exemplo, o bispo da Universal Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, aparece pedindo contribuições para cobrir os custos da igreja, afetada pelo sumiço de fiéis durante restrições impostas pela pandemia da Covid.

Com a pergunta “vocês preferem o auxílio emergencial ou o auxílio providencial?”, o bispo estimula a doação do benefício concedido pelo governo para aqueles que perderam renda. Terceiro na hierarquia, Cardoso comanda a Universal no Brasil.

No vídeo, ele diz que não será possível devolver as ofertas, mas elas se multiplicarão da mesma forma como narrada no episódio bíblico em que Jesus Cristo fez proliferar pães e peixes durante uma peregrinação com milhares de seguidores no deserto.

”Aqui, dentro desse cesto [colocado no centro do púlpito do Templo de Salomão, sede da Universal, em São Paulo] está a sua palavra. A sua palavra não mudou. O que o Senhor fez no passado, faz hoje, e multiplica para todos aqueles que confiarem em ti [sic]”, diz.

“Eu quero ouvir testemunhos, meu Pai, nesta semana ainda, de pessoas que colocaram no cesto o seu pão e peixe, a sua oferta, o seu desafio de fé, e o Senhor multiplicou.”

Cardoso afirma que, mesmo para aqueles que estão sem emprego ou renda, ocorrerá um milagre caso depositem o que têm no cesto.

Na oração, o bispo menciona a situação de fiéis que não podem trabalhar. “Meu Deus, eu não posso trabalhar, minha renda foi cortada pelo governador”, diz, em crítica aos chefes de Executivo que decretaram medidas restritivas.

Um pouco antes dessa passagem, ele menciona que o governo mandou fechar os templos e cessar cultos, mas que não iria ajudá-los a pagar as contas.

Logo em seguida, pede aos fiéis que paguem o dízimo —algo que, segundo ele, tinha sido prometido na semana anterior— e se preparem para fazer doações a partir daquele culto.

O cesto, com uma Bíblia no fundo, foi uma das ideias para manter a frequência nas igrejas e, assim, abrir caminho para o recebimento de doações fora do horário de cerimônias, que, em muitos casos, foram suspensas por causa da pandemia.

Igrejas que apoiam Jair Bolsonaro pregam o fim da política de distanciamento imposta pelos governadores para resolver o problema da crise financeira, que, segundo seus dirigentes, ameaça a sobrevivência dos templos.

Nas redes sociais, pastores da Universal, da Igreja Internacional da Graça de Deus (fundada pelo missionário RR Soares) e da Associação Vitória em Cristo (de Silas Malafaia) pregam contra o distanciamento social, pedem dízimos, defendem o tratamento precoce contra a Covid com base na cloroquina e ivermectina (ambas sem eficácia comprovada), e contestam o efeito das vacinas.

Para aqueles que se contaminaram, orações e bênçãos enviadas a distância prometem a cura da moléstia.

De acordo com a Folha, apesae das críticas dos pastores, os templos não ficaram desamparados na pandemia. No decreto que instituiu o estado de calamidade pública, Bolsonaro incluiu as igrejas como atividade essencial.

Nos estados, no entanto, governadores impuseram restrições de funcionamento e até proibiram os cultos.