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No Rio aumenta número de mortes de idosos com duas doses de vacina


Estudo realizado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro constatou que houve aumento no número de mortes de idosos que tomaram as duas doses da vacina contra a covid-19. Sem divulgar os dados estatísticos, a secretaria verificou que aumentaram as mortes de idosos com esquema vacinal completo na semana epidemiológica 22 (de 30 de maio e 5 de junho de 2021).

O tipo de imunizante não foi relevante no resultado da análise, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo a secretaria, os técnicos estão avaliando se os óbitos estão ocorrendo devido à redução da imunidade provocada pelo tempo, já que os idosos foram os primeiros a serem vacinados, por isso, está sendo avaliada a necessidade de se aplicar uma terceira dose na população da faixa etária.

O órgão informou ainda que é preciso que haja vacinas suficientes para fazer o reforço vacinal de idosos.

“As vacinas aplicadas no Brasil são seguras e eficazes. Reflexo disso é que houve uma redução de 65% nos óbitos de pessoas com mais de 70 anos, quando comparados os meses de janeiro e julho deste ano. Em janeiro, foram 2.440 óbitos e em julho, 849. Embora os imunizantes tenham efetivamente reduzido os óbitos em idosos, pessoas nesta faixa etária apresentam mais comorbidades e condições de saúde mais fragilizadas devido à imunossenescência, deterioração natural do sistema imunológico provocada pelo envelhecimento”, explicou a secretaria, em nota.

Moraes proíbe investigados de chegar perto do STF e bloqueia vaquinha para ato de 7 de setembro


Na decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão contra o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor Sérgio Reis, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, proíbe que os dez alvos da operação da manhã desta sexta-feira (20) participem de qualquer evento em ruas e monumentos no Distrito Federal.

Os investigados estavam organizando um ato para o dia 7 de setembro em favor do impeachment dos ministros do Supremo e pelo voto impresso nas próximas eleições.

Moraes determinou ainda que eles não podem se aproximar, no raio de um quilômetro, da Praça dos Três Poderes, em Brasília, de integrantes do STF e de senadores.

Segundo a decisão, a medida tem o objetivo de “evitar a prática de infrações penais e preservação da integridade física e psicológica dos ministros, senadores, servidores ali lotados, bem como do público em geral que diariamente frequenta e transita nas imediações.”

A única exceção serve para o parlamentar, em razão da necessidade do exercício de suas funções.

O ministro do STF determinou ainda a imediata suspensão dos perfis dos investigados nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube) e decidiu bloquear a chave Pix que vinha recebendo dinheiro para bancar as manifestações do dia 7 de setembro.

Os dez alvos da operação também estão proibidos de se comunicar entre si.

Cantor Amado Batista convoca seguidores para ato contra o STF


Em vídeo que circula nas redes sociais, o cantor Amado Batista convocou a população a participar de um ato em apoio a Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) que acontecerá no dia 7 de setembro.

“Brasil, acorda! Estaremos juntos nas ruas em favor do Brasil, em favor da nossa liberdade, em favor do nosso capitão, presidente. Aliás, nós o elegemos para isso, para que ele pudesse dar um rumo novo a esse país, virasse um primeiro mundo, que é o que todos nós sonhamos”, disse.

A publicação foi divulgada na noite da última quinta-feira (19) no perfil da vice-presidente nacional do PTB, Graciela Nienov.

Nesta sexta (20), a Polícia Federal (PF) cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. Um deles ocorreu em um endereço do cantor Sérgio Reis, que também convocou, em vídeo, a população, em especial os caminhoneiros, para a manifestação do dia 7 de setembro.

A ação da polícia corresponde aos 29 mandados que foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar manifestações contra as instituições.

Coronavac é associada à paralisia facial em estudo chinês


A vacina chinesa contra a covid-19 produzida pela Sinovac, a Coronavac, como é chamada no Brasil, e a do consórcio Pfizer-BioNtech podem causar paralisia facial temporária, segundo estudo feito pela Universidade de Hong Kong, na China.

Como mostra o jornal britânico The Times, em Hong Kong foram registrados 28 casos confirmados de paralisia de Bell entre 451.939 pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac. E no caso do imunizante da Pfizer, foram 16 casos relatados em 537.205 chineses que receberam a primeira dose.
O estudo sobre a paralisia temporária causada pelas vacinas foi publicado no periódico científico The Lancet Infectious Diseases na última segunda (16).

De acordo com os cientistas, as taxas de prevalência no efeito adverso dos imunizantes é de 4,8 casos a cada 100.000 vacinados com Sinovac/Coronavac e dois casos por 100.000 com a vacina Pfizer-BioNTech.

“Nosso estudo mostra um risco geral aumentado de paralisia de Bell após a vacinação com Coronavac, mas não após a inoculação da Pfizer-BioNTech”, afirmam os autores, citados pelo The Times, que lembra ainda que são necessários novos estudos para confirmar o achado.

Claro que os benefícios da vacina desenvolvida pela Sinovac ainda superam os riscos. “A paralisia de Bell é um evento adverso raro e transitório após a imunização”, diz o estudo, citado pelo jornal britânico, acrescentando que mais de 90% dos casos apresentam melhora após nove meses de tratamento.

Conforme o The Times, a Sinovac vendeu mais de 600 milhões de doses de Coronavac para vários países. Na China, foram administradas mais de 1,8 bilhão de doses.

55% das prefeituras concordam com “passaporte” da vacina


Mais da metade dos 1.896 municípios ouvidos pela nova edição da pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre a pandemia manifestou concordância com a exigência de comprovação de vacinação para acesso a espaços públicos e coletivos, como shoppings, supermercados e estádios.

Das prefeituras ouvidas, 1.046 disseram estar de acordo com a medida, o correspondente a 55,2% da amostra. Outras 663 (35%) relataram discordância com esse condicionamento.

Do conjunto de cidades consultadas, 60 (3,2%) estão imunizando pessoas de 35 a 39 anos, 191 (10,1%) estão na faixa etária de 30 a 34 anos, 481 (25,4%) estão na faixa de 25 a 29 anos e 1.089 (57,4%) estão aplicando vacinas em pessoas de 18 a 24 anos.

Do total da amostra, 332 municípios disseram ter ficado sem vacina contra a covid-19, o equivalente a 17,5%. Outros 1.409 (74,3%%) não informaram ter passado pelo desabastecimento de imunizantes, enquanto 155 (8,2%) não responderam à pergunta. Na semana passada, o índice de cidades que relataram o problema era de 18,7%.
Casos e mortes

Segundo a pesquisa, em 582 municípios (30,7%) houve redução do número de casos de covid-19, em 267 (14,1%) não foram registrados novos casos, em 598 (31,5%) os casos se mantiveram estáveis e em 310 (16,4%) ocorreu aumento.

Quanto às mortes, em 1.144 (60,3%) não foram registrados novos óbitos, em 303 (16%) a situação se manteve estável, em 189 (10%) houve queda e em 120 (6,3%) foi detectado aumento das vidas perdidas.

Em 108 cidades (5,7%), já foram identificados casos da variante Delta. Em outras 1.608 (84,8%) não foram detectados casos com esse tipo de variação do novo coronavírus. Na semana passada, o índice de municípios com a nova cepa era de 3,7%.
Distanciamento e habitação

Ainda conforme o levantamento, 1.005 (53%) cidades mantêm alguma forma de medida de distanciamento ou restrição de horário das atividades não essenciais. Na semana anterior o índice era de 59,4%. Outras 748 (39,5%%) responderam não ter lançado mão deste recurso durante a pandemia.

Nesta edição, a CNM perguntou aos municípios sobre medidas emergenciais de melhoria das habitações em regiões mais vulneráveis. Das prefeituras ouvidas, 335 (17,7%) relataram ter adotado as providências, enquanto 1.359 (71,7%) não promoveram tais iniciativas.

 

Fonte Agência Brasil

MPRJ denuncia policial por torturar Garotinho na prisão

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou, nesta quinta-feira (19), um policial militar pela prática de tortura contra o ex-governador do estado, Anthony Garotinho. O policial é acusado de submeter o ex-governador a intenso sofrimento físico e mental, enquanto o político esteve preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

De acordo com a denúncia, na madrugada do dia 24 de novembro de 2017, o militar invadiu a cela ocupada por Garotinho e o agrediu com golpes de um bastão semelhante a um taco de beisebol, e o ameaçou de morte. O acusado é filho de um ex-subsecretário adjunto de Unidades Prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária do estado .

Segundo a denúncia, o policial ingressou na cela B4, ocupada por Garotinho, por volta de 1h50 da madrugada, com o objeto nas mãos e uma arma de fogo na cintura, ordenando que o ex-governador descesse da cama. Após dizer que o político “gostava de falar muito”, desferiu um golpe com o bastão no joelho de Garotinho. Após a agressão, o denunciado sacou a arma da cintura e disse: “Só não vou te matar para não sujar para o pessoal aqui do lado”, referindo-se a outros presos custodiados no local, em seguida, pisou no pé do ex-governador. O ex-secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, preso na mesma unidade, por ser médico, fez o primeiro atendimento a Garotinho.

As lesões provocadas pelo militar em Garotinho foram comprovadas por meio de um vasto acervo documental, disponibilizado no inquérito policial instaurado para apurar a agressão, em especial pelo exame de corpo de delito realizado no ex-governador e pelas fotografias anexadas aos autos.

O policial militar foi denunciado por submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. A pena prevista é de reclusão de dois a oito anos.

 

Fonte Agência Brasil

Prefeito do Rio vai recorrer ao STF para garantir mais doses de vacinas

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que a Procuradoria-Geral do Município do Rio vai encaminhar ainda hoje (20) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir doses extras de vacinas contra a covid-19, diante do aumento de casos da doença na cidade e do avanço da variante Delta.

Segundo o prefeito, essa é uma medida preventiva diante de declarações de autoridades sanitárias que apontam para diminuição de entrega de doses às unidades da federação que tenham atingido determinado percentual de vacinação.

“Nós entendemos que vivemos a nossa realidade. Por exemplo, nesse momento, a gente é o epicentro da variante Delta, e, portanto, queremos ter garantida a possibilidade, seguindo os parâmetros básicos do Programa Nacional de Imunização, mas tomar as decisões de acordo com a nossa realidade, que é a de aumento de casos, ao contrário do resto do Brasil”, disse durante a apresentação hoje (20) do 33° Boletim Epidemiológico da Covid-19, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O prefeito fez um apelo ao Ministério da Saúde para repetir no Rio o que já foi feito em outras cidades e estados, que receberam doses extras quando houve momentos de agravamento da doença.

“Toda vez que tinha uma crise em alguma cidade do Brasil ou em algum estado havia uma entrega maior de imunizante. O Rio é o epicentro dessa variante Delta no Brasil. O meu apelo ao Ministério da Saúde é que entenda isso e, portanto, acelere a entrega das doses aqui. Não vai aqui reclamação, tem aqui agradecimento ao ministro [da Saúde, Marcelo] Queiroga, ao governo federal, ao presidente da República, por estarem mandando as doses, mas a gente precisa acelerar isso no Rio”, destacou.
Máscaras e distanciamento

Na visão de Paes, o quadro epidemiológico do Rio mostra a eficiência da vacina. “Estamos vivendo o pico, lamento informar, não era nosso desejo, mas estamos vivendo o pico de casos. Isso mostra, mais uma vez, que a vacina funciona. Se tem o maior aumento de casos e isso não se reproduz no agravamento e nas mortes, mostra que a vacina funciona”.

O prefeito voltou a pedir a colaboração por parte população e a manutenção de medidas não farmacológicas de combate à covid-19, como o uso de máscaras e a não promoção de aglomerações. “Se a gente tiver que pedir sacrifícios absurdos, pediremos, mas dentro do que é possível, esses cuidados básicos, porque, infelizmente, a situação epidemiológica mudou nas duas, três últimas semanas. Essa variante Delta começou pelo Rio”, afirmou.
Terceira dose

Segundo Paes, o envio de mais imunizantes vai possibilitar também o reforço, com a terceira dose, para os idosos, que a prefeitura pretende começar a fazer a partir da semana que vem, caso seja aprovado pelo Comitê Científico do Município que se reúne na próxima segunda-feira(23). “Quanto antes a gente aplicar a terceira dose nas pessoas mais velhas, mais vidas podemos salvar. Precisamos reforçar, e a situação, nesse momento, é ainda mais crítica”, observou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, completou que a capital está com um número muito alto de casos, embora ainda sejam leves. O aumento nos números da doença não tem refletido do crescimento de casos de internação ou de óbito, mas, mesmo assim, segundo ele, o sistema de saúde permanece em alerta.
Busca ativa

Segundo o secretário, a prefeitura vai reforçar a busca ativa de quem ainda não recebeu a vacina. “Quem com mais de 30 anos ainda não tomou a primeira dose da vacina deve procurar um posto imediatamente para se vacinar. 286 idosos foram internados com covid-19 grave porque não tomaram a vacina quando estavam elegíveis. Isso é muito importante, a gente tem uma nova variante e um aumento de casos muito expressivo, mas a gente ainda vê pessoas que poderiam ter se vacinado e não se vacinaram”, comentou o secretário, lembrando que a prefeitura publicou um decreto esta semana que obriga que servidores do município e empregados de empresas prestadoras de serviços na administração da capital estejam vacinados contra a covid-19.

Hoje, a vacinação foi destinada a pessoas com 19 e 18 anos, completando a fase de imunização com primeira dose para adultos. “Antecipamos isso em dois meses. Inicialmente a previsão da conclusão dessa etapa de 18 anos ou mais era 23 de outubro e estamos atingindo essa meta hoje no dia 20 de agosto”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Garcia, também na apresentação do 33º Boletim Epidemiológico

Para amanhã, estava prevista a repescagem para as pessoas de 20 anos ou mais, mas essa vacinação depende da chegada de novas doses, o que pode ocorrer ainda hoje, segundo o prefeito. “Infelizmente, amanhã, se a gente não receber as doses de vacinas previstas para chegar no dia de hoje, a gente só vai ter a aplicação da segunda dose, que está garantida. Quase todas amanhã são da vacina AstraZeneca, que a gente tem em estoque e pode fazer a segunda dose amanhã sem problemas”.

Em dados atualizados nesta sexta-feira no início da manhã, 4.709.852 pessoas foram vacinadas com a primeira dose na capital, que representa 71,8% da população; 2.159.349 receberam a segunda, ou 34% da população, e 137.523 a dose única. A cobertura da população alvo (maiores de 18 anos) com a imunização completa (segunda dose ou dose única) atingiu 43,5%.
Futebol

Soranz afirmou ainda que, com o quadro epidemiológico enfrentado pelo Rio, é impossível pensar na volta de público aos estádios.

“A gente acabou de fazer uma coletiva falando que tem um aumento no número de casos, que tem uma situação preocupante, que a pandemia ainda não acabou. É impossível ficar discutindo público no estádio”, destacou.

“Acho que as pessoas têm que ter um mínimo de empatia e entender o que está acontecendo na cidade. É só o que faltava agora a gente ter uma discussão de ter ou não ter público quando há um aumento de casos”, disse, sugerindo que as torcidas se organizem em um movimento para verificar o percentual de pessoas vacinadas entre os torcedores e se os jogadores também já foram imunizados.

‘Esse é o movimento que a gente espera de uma sociedade que entende o momento em que a gente vive”, destacou o secretário.

Fonte Agência Brasil

Estudo identifica coronavírus em órgãos de um feto


Um estudo brasileiro demonstrou, pela primeira vez, a presença do novo coronavírus (Sars-CoV2) causador da covid-19, em diferentes órgãos de um feto, tais como coração, traqueia, rins, cérebro e fígado. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado vestígios do vírus no cordão umbilical e na placenta, mas é a primeira vez que ele é detectado em tecidos do feto. Também foi a primeira vez que foi possível observar que o Sars-CoV2 provocou uma infecção pulmonar no feto de uma mãe que estava infectada com o vírus.

“Nós conseguimos, de maneira inédita, demonstrar a presença do vírus nos tecidos fetais, através de técnicas sofisticadas. Esse vírus, quando acomete uma grávida, passa para o feto e pode circular nos tecidos fetais e, nesse caso específico que publicamos [em revista científica], a covid-19 acabou levando ao óbito esse feto, o que é uma coisa rara”, disse Arnaldo Prata, médico pediatra e pesquisador do IDOR – Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino, um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista à Agência Brasil.

O caso foi observado no feto de uma mulher de 33 anos, que estava entre a 33ª e 34ª semana de gravidez e que, em outubro do ano passado, teve diagnóstico positivo para a covid-19. Ela não apresentou quadro grave da doença: teve apenas uma febre leve, dores no corpo e na cabeça.

Quando foi diagnosticada com a doença, ela foi orientada a permanecer em isolamento social por 14 dias e procurar um médico em caso de alterações no quadro e piora. Seus exames feitos no dia da confirmação do diagnóstico para a covid-19 não mostraram quaisquer alterações ou problemas na gravidez. Naquela época, ainda não havia muito conhecimento sobre como a covid-19 se comportava com as grávidas e nem vacina. A orientação que existia até então é que, apresentando casos leves, a grávida deveria se manter em isolamento e só voltar ao médico após 14 dias, desde que o caso não se agravasse. Mas esse estudo apresenta mudanças para essa diretriz.
Após o isolamento

Passado o período de isolamento para a doença, essa gestante retornou ao médico. “Após 14 dias dessa consulta, ela percebeu que o bebê não estava mais se mexendo e aí ela retornou à maternidade. E então foi constatado o óbito do feto”, disse Prata. A família autorizou que os pesquisadores estudassem o caso.

Com esse estudo, os pesquisadores observaram que havia vestígios do novo coronavírus não só na placenta, mas em diversos órgãos desse feto, como o pulmão. Mas que essa infecção no pulmão não tinha sido responsável por sua morte. Segundo os pesquisadores, o feto morreu por causa de uma grave trombose na placenta materna, que interrompeu o fluxo de sangue e oxigênio para a criança.

“Só a presença do vírus nos tecidos fetais não necessariamente significaria que teria havido uma infecção do feto pelo vírus. Poderia significar que o vírus passou pela placenta e circulou pelo feto. Mas conseguimos identificar, através de um exame de imunohistoquímica, a presença de células de defesa, os linfócitos, no pulmão deste feto. Ele tinha uma pneumonia causada pela covid-19. Então o feto também teve uma doença causada por essa infecção. Mas essa não foi a causa morte”, explicou ele.

“Sabe-se que, durante a gravidez, acontece uma tendência maior à coagulação. A gestação propicia isso. Mas a própria covid-19 também tem uma tendência à coagulação. No caso dessa gestante, ela infelizmente, por conta da covid-19, teve um estado de coagulação muito alto. E essa coagulação aconteceu na placenta, que ficou obstruída por coágulos e impediu a passagem do sangue materno ao feto”, explicou.

Essa mãe, segundo ele, não sentiu quaisquer sintomas relacionados à trombose. “A trombose pode acontecer na placenta sem que a gestante sinta nada. Então, a grande mensagem desse artigo publicado é que a covid-19 costuma não ser grave para a gestante, mas precisa de atenção”, disse ele. “A grande lição é que, talvez para uma gestante com covid-19, ela precisa retornar [ao médico] antes dos 14 dias [de isolamento]. Ela precisa ter acompanhamento de seus marcadores de coagulação [como o dímero D] e de infecção”, alertou.

Quatro meses após a morte do feto, a mãe passou por novos exames para identificar se ela tinha alguma característica que possibilitava esse quadro de trombose, tal como a trombofilia, o que não foi identificado nos exames. Isso, segundo Prata, reforçou aos pesquisadores que o quadro de trombose decorreu da covid-19, que pode predispor a casos de coagulação.

Apesar desse caso, Prata alerta as gestantes que os casos de complicações na gravidez relacionados à covid-19 são extremamente raros. “A perda fetal de uma gestante que tenha contraído covid-19 é uma coisa rara. Não é comum. Existe, mas é rara”, disse ele. “A chance de perda do feto é pequena. Mas temos que estar atentos para essas situações onde isso pode acontecer”, destacou ele.

Além disso, hoje já há vacinas contra a covid-19 que são indicadas e estão sendo aplicadas em mulheres grávidas, tais como a Pfizer/BioNTech.

Passado tudo isso, essa mulher está novamente grávida e agora vacinada contra a covid-19. “Ela já tomou a vacina e está muito esperançosa”, falou Prata.
O estudo

O estudo foi realizado de forma conjunta por pesquisadores de diversos institutos e universidades como a Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Departamento de Pediatria do Instituto D’or de Pesquisa e Educação e a Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, e foi publicado esta semana na revista cieníifica Frontiers in Medicina.

Fonte Agência Brasil

Estado do Rio reduz números de homicídios


Os homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro caíram 9% nos sete primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. No total, foram 1.975 mortes, chegando ao menor número para os meses desde 1991, quando iniciou a série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP). Mesmo com esta queda, ainda há uma média de nove homicídios dolosos por dia no estado.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20), pelo ISP. Em julho, foram registrados 249 homicídios, o que representa uma redução de 3% se comparado com julho do ano passado. Este também foi o menor  número para o mês desde 1991.

O indicador crimes violentos letais intencionais, que agrega homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, teve queda de 8% entre janeiro e julho e de 4% em julho deste ano na comparação com 2020. Os dados são os mais baixos para o indicador desde 1999 tanto para o acumulado quanto para o mês.

Um dado que reforça os altos índices de homicídios no estado é a grande circulação de armas ilegais, principalmente fuzis, que têm um poder de letalidade muito maior do que armas curtas. Apenas no mês de julho, 560 armas foram apreendidas em todo o estado, sendo 24 fuzis. O número é 4% maior que o registrado no mesmo mês de 2020. Entre janeiro e julho, 4.248 armas foram retiradas de circulação, 240 delas, fuzis. Isso significa que, em média, mais de um fuzil foi apreendido por dia em 2021 no estado.

No combate à criminalidade, é grande o número de pessoas que perdem a vida em operações policiais, conhecido por morte por intervenção de agente do Estado. Foram 903 mortes nos sete primeiros meses de 2021 e 99 em julho. Na comparação com 2020, o indicador registrou aumento de 9% em relação ao acumulado do ano e aumento de 90% em relação a julho de 2020.

Fonte Agência Brasil

Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em fevereiro e março


Trabalhadores informais nascidos em fevereiro e março recebem hoje (21) a quinta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas no último dia 12. O pagamento da quinta parcela para o público geral começou ontem (20) e segue até o dia 31.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da quinta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou na quarta-feira (18) e segue até o dia 31. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

Fonte Agência Brasil