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PF desarticula quadrilha especializada em distribuir cédulas falsas

 Uma organização criminosa especializada na fabricação, comercialização e distribuição de cédulas falsas, além de lavagem de dinheiro, foi desarticulada pela Operação J029, da Polícia Federal nesta quinta-feira (7).

Na ação, foram cumpridos seis mandados de prisão e 18 de busca, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também foram apreendidos veículos e executado o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos.

“A investigação apurou que a organização atua desde 2012. Nesse período, foram apreendidas 75 mil cédulas produzidas pelo grupo, totalizando R$ 6,7 milhões falsos colocados em circulação. Nos últimos anos, o grupo se utilizava da compra de mercadorias, principalmente celulares e eletrônicos, em plataformas de negociação de produtos usados, para repassar o dinheiro falso”, detalhou a PF.

O líder da organização, que não teve a identidade revelada, é considerado um dos principais falsificadores de moeda do Brasil, estava foragido desde 2016 e foi preso no final de julho pela Polícia Federal. Ele já havia sido condenado pela Justiça Federal pelo mesmo crime, após ser preso e indiciado pela PF.

Fonte Agência Brasil

STF autoriza PF a marcar depoimento do Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje (7) a Polícia Federal (PF) a agendar o depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre a suposta interferência política na corporação. Moraes é o relator do caso.

A decisão foi tomada após a Advocacia-Geral da União (AGU) informar que o presidente pretende depor presencialmente. O dia e o local do depoimento serão escolhidos por Bolsonaro.

“Determino, ainda, à Polícia Federal que proceda, mediante comparecimento pessoal e prévio ajuste de local, dia e hora, à oitiva do presidente Jair Messias Bolsonaro, no prazo máximo de 30 dias”, decidiu.

Ontem (6), o Supremo julgaria se o depoimento seria presencial ou por escrito, mas o relator solicitou a retirada da questão de pauta para analisar se o caso ainda poderia ser julgado. Com a decisão do presidente de prestar depoimento presencial, Moraes julgou prejudicada a discussão sobre o tipo de oitiva.

No ano passado, a AGU recorreu para solicitar que o depoimento fosse realizado por escrito, como ocorreu no caso do ex-presidente Michel Temer.

A abertura do inquérito sobre a suposta interferência na PF foi autorizada em abril do ano passado, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O objetivo é apurar declarações do ex-juiz Sergio Moro, que ao se demitir do cargo de ministro da Justiça, naquele mês, acusou o presidente de tentar interferir na PF por meio da troca do diretor-geral da instituição.

Desde que o ex-juiz fez as acusações, o presidente Jair Bolsonaro tem afirmado que não interferiu na PF e que são “levianas todas as afirmações em sentido contrário”.
Fonte Agência Brasil

Polícia Civil encontra Nego do Borel em motel em Vila Isabel

Após a mãe comunicar o seu desaparecimento à polícia, Nego do Borel foi encontrado em um motel em Vila Isabel na Zona Norte do Rio, no início da tarde desta terça-feira (5). A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Segundo o g1, o cantor estava  em um quarto do Hotel Corinto.

A mãe de Nego do Borel registrou um boletim de ocorrência no início da noite desta segunda-feira (4), após o cantor desaparecer pouco antes do meio-dia desta segunda-feira (4). O boletim de ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia Policial do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O cantor foi expulso de ‘A Fazenda’ após ser acusado de supostamente estuprar a peoa Dayane Melo dentro do reality show .

Dias após deixar o programa, ele divulgou um vídeo em suas redes sociais afirmando que não era estuprador e acabaria ‘tirando a vida’ .

Segundo informações , Roseli Viana disse aos policiais que foi alertada por amigos da família que o cantor andava bem depressivo nos últimos dias e tinha ligado para algumas pessoas se despedindo. Ela teria ido até a casa do funkeiro e ao chegar lá estranhou o comportamento do filho, que dizia frases sem nexo.

Ainda de acordo com informações  ,Nego do Borel pegou as chaves do carro e foi em direção a garagem sem camisa e descalço, disse que a amava e precisava fazer uma coisa muito importante. Roseli teria tentado segurá-lo, mas não adiantou.

Ela disse aos policiais que achou uma mensagem do filho em um caderno: ‘A Fazenda vai me pagar porque fez a minha mãe chorar’.

Validade da Carteira de Habilitação muda com nova lei de trânsito


Em abril deste ano, entraram em vigor as alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sancionadas em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Uma das mudanças mais polêmicas à época da discussão sobre a lei no Congresso foi a que aumentou o período de renovação e o limite de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As novas regras estão na Lei nº 14.071, de 13 de outubro de 2020. Veja o que muda.

VALIDADE DA CARTEIRA DE MOTORISTA

Pelas novas regras, a renovação da CNH é feita da seguinte forma:

Condutores com menos de 50 anos de idade renovam a cada 10 anos;
Condutores com idade entre 50 e 70 anos renovam a cada 5 anos;
Condutores com mais de 70 anos de idade renovam a cada 3 anos.

A lei também exige que, para a renovação, condutores das categorias C, D e E comprovem resultado negativo em exame toxicológico.
EXAME TOXICOLÓGICO

Independentemente da validade da CNH, condutores das categorias C, D e E também têm de se submeter a exames toxicológicos a cada 2 anos e 6 meses. Se o exame não for feito pelo menos 30 dias antes do prazo, o condutor terá cometido infração gravíssima, podendo pagar multa multiplicada por 5 e ter suspenso o direito de dirigir por 3 meses.
LIMITE DE PONTOS NA CNH

O limite de pontos para ter a CNH suspensa subiu de 20 para 40 na nova lei. Porém, há regras para garantir a disponibilidade dessa pontuação:

Se o condutor cometer uma infração gravíssima em um ano, a CNH dele vai ter 30 pontos;
Se o condutor cometer duas infrações gravíssimas em um ano, a CNH dele vai ter 20 pontos;
Se o condutor não cometer nenhuma infração gravíssima em um ano, a CNH dele vai ter 40 pontos.

São exemplos de infrações gravíssimas:

Dirigir sem possuir CNH;
Entregar o veículo a alguém sem habilitação;
Transportar crianças inadequadamente.

Estão isentos dessa norma em específico apenas os motoristas profissionais, que têm os 40 pontos garantidos, independentemente das infrações cometidas.

OMS diz que nova pandemia é “questão de tempo”

Diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão afirmou que o órgão prepara um “tratado internacional sobre pandemias” e que é “questão de tempo” para surgirem novas crises sanitárias mundiais. De acordo com a médica brasileira, em entrevista ao canal português RFI, uma nova pandemia é “inevitável”.

O tratado sobre pandemias ainda não foi aprovado, mas circula na OMS para que seja reforçado o papel do órgão em situações de emergência como a vivida nos últimos anos com o novo coronavírus. Mariângela diz que o tratado cria uma série de formalidades que os países e o setor privado teriam que acatar no caso de uma pandemia mundial.

“Esta pandemia, depois da gripe espanhola, foi a mais impactante e é também uma constatação: acho que o mundo precisa acordar porque a gente vê que não foram apenas os países em desenvolvimento que fora afetados. Afetou o mundo todo, ninguém estava preparado. A Assembleia Mundial de Saúde, agora em novembro, estará discutindo a possibilidade de desenvolver um tratado para pandemias”, explicou Mariângela.

A diretora da OMS defende a ampliação da vacinação contra a covid-19 em todo o mundo (“equidade vacinal”) para evitar o surgimento de novas variantes e diz que adolescentes (12 a 15 anos) devem ser vacinados com a Pfizer, única com recomendação de uso a esta população na bula, mas apenas depois da vacinação de jovens com comorbidades. Simão ainda diz que não há vacinas aprovadas para aplicação em crianças.

Sobre a vacina anticovid anual, “é possível que isso aconteça”.

Sobre os medicamentos para tratar a Covid-19, Mariângela diz que “A OMS já recomendou a utilização de betametazona para pacientes graves em ambientes hospitalares. Em julho, a OMS fez uma recomendação para o que a gente chama de anticorpos monoclonais”, afirma, citando o coquetel Regeneron, que fornece anticorpos contra a infecção pelo coronavírus.

Pai da médica Capitã Cloroquina morre de complicações da Covid


Morreu na manhã desta terça (5), em hospital particular de Fortaleza (CE), o servidor aposentado da prefeitura de Fortaleza César Pinheiro, 77 anos, pai da médica Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”. Ele estava enfrentando períodos longos de internação há cinco meses para tratar das consequências da Covid, agravadas por um quadro de câncer de próstata e asma.

Mayra Pinheiro é secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde e grande defensora do tratamento precoce contra o coronavírus, mesmo que, comprovadamente, não possua eficácia contra a doença. Essa defesa a levou a ser conhecida como “Capitã Cloroquina”.

Em depoimento na CPI da Covid no Senado, em 25 de maio deste ano, a médica confirmou que o pai, quando adoeceu de Covid-19, se tratou com hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.

Esses medicamentos foram criados para tratar outras doenças, como a malária, mas foram testados contra o coronavírus e não conseguiram provar nenhuma evidência de eficácia.

Casos de sífilis no Brasil somam 783 mil em uma década

De 2010 a 2020, o Brasil registrou 783 mil casos de sífilis adquirida, com crescimento significativo da doença. Em 2010, foram 3,925 mil ocorrências dessa infecção e, uma década depois, o número subiu para 152,9 mil, total 39 vezes maior.

Quase no mesmo ritmo, a taxa de detecção cresceu 34 vezes. Em 2010, foram 2,1 registros por grupo de 100 mil habitantes e, em 2019, 72,8. As informações foram levantadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com base em dados do Ministério da Saúde.

Entre janeiro de 2018 e junho de 2020, o Brasil acumulou mais de 360 mil casos de sífilis. Segundo a SBD, tal quadro pode não retratar a realidade do país, uma vez que a pandemia de covid-19 tem impacto negativo na realização de consultas e exames de prevenção para esta e outras doenças. Com isso, diz a SBD, milhares de pacientes não procuraram os serviços de saúde ao manifestar sinais e sintomas de sífilis. De acordo com a entidade, o quadro de subnotificação compromete as estratégias de enfrentamento desse problema de saúde pública.

“Muita gente não tem conseguido fazer uma consulta ou exames em caso de suspeita da doença. Também não são poucos os que têm receio de ir a um posto de saúde ou hospital por medo de maior exposição ao vírus da covid-19. Um exemplo desse impacto no comportamento aparece na diminuição da participação das mulheres no pré-natal”, afirmou o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, confirmando que a pandemia de covid-19 afetou as notificações de sífilis no país. Ele disse à Agência Brasil que, com isso, deixaram de ser detectados muitos casos, o que deve impactar no aumento dos casos de sífilis congênita, ou seja, quando a criança já nasce com a doença. “A pandemia também tem atrapalhado o processo de busca ativa de contactantes no Brasil”, acrescentou.

Segundo Gonçalves, a covid-19 fragilizou estratégias de prevenção e combate à sífilis, bem como a procura de tratamento para outras doenças. “Cabe aos gestores, médicos e à população recuperar o terreno perdido e reativar as baterias para que essa doença seja diagnosticada e tratada de forma precoce”, afirmou o médico, ao destacar a dificuldade de acesso a serviços de saúde públicos e privados durante a pandemia, porque muitas unidades passaram a se dedicar apenas ao tratamento da covid-19. Para ele, isso contribuiu para reduzir a assistência à doença, os diagnósticos e as notificações. “Temos, no mínimo, cerca de 30% de abstenção de notificação: o que era 100 passou a ser notificado só 70. Como resultado, as pessoas continuam doentes, não iniciam o tratamento e continuam transmitindo”, o que poderá resultar, mais à frente, em descontrole da sífilis, com grande aumento dos índices de transmissão.

Conforme dados do Ministério da Saúde, de janeiro a junho de 2020, foram registradas 49 mil ocorrências de sífilis adquirida, o que corresponde à média de 8,2 mil casos por mês,sinalizando queda de 36% em comparação com o que foi informado, a cada 30 dias, em 2019. Entre janeiro e dezembro de 2019, o sistema de vigilância epidemiológica informou a ocorrência de152,9 mil casos de sífilis adquirida, o que equivale à média mensal de 12,8 mil registros. Em 2018, foram 158,9 mil ocorrências, ou 13,2 mil por mês. Segundo a SBD, apesar da constatação de uma tendência de queda de um ano para outro, a variação não chegou a 4% no período pré-pandemia (2018-2019).
Recém-nascidos

De acordo com o Ministério da Saúde, a sífilis afeta principalmente a população masculina. Dos 783 mil casos registrados entre 2010 e 2020, 59,8% eram de homens e 40,2%, de mulheres. A SBD ressaltou, entretanto, que muitas mulheres revelam sintomas durante a gestação, o que acarreta alto risco de contaminação dos recém-nascidos, originando a sífilis congênita.

Para Heitor Gonçalves, o maior número de casos de sífilis registrado entre homens reflete aspectos culturais e sociais arraigados na sociedade, que estimulam neste grupo determinados comportamentos de risco, inclusive no campo da sexualidade. O médico observou, porém, que, nesse contexto, a situação da mulher preocupa, porque ela fica vulnerável, e não são raras as vezes em que é atingida pela doença e nem sabe de que forma.

Gonçalves explicou que a transmissão vertical ocorre quando a criança é infectada por alguma infecção sexualmente transmissível (IST) durante a gestação, o parto e, em alguns casos, durante toda a amamentação. Todas as gestantes e suas parcerias sexuais devem ser investigadas para IST durante o pré-natal e no momento do parto, especialmente para o HIV, sífilis e hepatites virais B e C. Ao mesmo tempo, devem ser informadas e orientadas sobre a prevenção e sobre os riscos da transmissão vertical para a criança, quando a gestante é infectada, especialmente de HIV/aids, sífilis e hepatites virais B e C.

A presença de IST na gestação pode afetar a criança e causar complicações, como abortamento ou natimortalidade, parto prematuro, doenças congênitas ou morte do recém-nascido.

Em 2016, foram estimados 661 mil casos de sífilis congênita no mundo. No Brasil, a partir de 2014, aumentaram as notificações de casos de sífilis adquirida na população adulta, sífilis em gestantes e sífilis congênita. Isso demonstra que há um sistema importante de prevenção e controle que precisa ser preservado para que tais indicadores caiam de modo consistente, disse Gonçalves.
Escolaridade

Conforme a pesquisa da SBD, de 2010 a 2020, 357,1 mil mulheres foram diagnosticadas com sífilis adquirida durante a gravidez, a maioria delas na faixa etária de 20 a 29 anos (53% dos casos). Em seguida, estavam pacientes de 15 a 19 anos (25%) e de 30 a 39 anos (19%). A maior parte das infectadas tinha baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo. Segundo a sondagem, do total de mulheres grávidas com sífilis, 29% tinham ensino fundamental incompleto, o que sugere a maior prevalência em populações socioeconomicamente mais vulneráveis. Em seguida, vinham grupos com ensino médio completo (17%); médio incompleto (14%); e fundamental completo (10%). As mulheres com ensino superior representavam 2% do total e as analfabetas, 1%. Já 27% não informaram o nível de escolaridade.

Segundo Gonçalves, a baixa escolaridade indica menor capacidade de conhecer alterações no organismo e de reconhecê-las como anormais e indicadoras de uma patologia, bem como não procurar assistência médica imediata. O médico enfatizou que educação sexual também faz parte da escolaridade e citou outro dado preocupante: mais da metade (55,9%) das mulheres com sífilis adquirida entre 2010 e 2020 eram pardas e 9,9%, pretas. As grávidas da cor branca somavam 23,7% dos registros; enquanto as amarelas e indígenas, juntas, eram apenas 0,4% do total. Não fizeram declaração de cor ou raça 9,7%.

Na opinião do especialista, os dados oficiais deixam ver de forma clara que a sífilis congênita, relacionada diretamente à contaminação de mulheres, é um problema em crescimento. No primeiro semestre de 2020, o Brasil teve 8,9 mil diagnósticos da doença em recém-nascidos, ou seja, 1,5 mil pacientes a cada mês. Onze anos antes, em 2010, a média girava em torno de 579 registros mensais. No período de 2010 a 2019, os casos tiveram expansão de 6.946 para 24.130 diagnósticos por ano.
Subnotificação

O coordenador do Departamento de IST & Aids da SBD, Márcio Soares Serra, destacou que o quadro de subnotificação deve ser observado atentamente, porque pode agravar a situação no médio e longo prazos.

“Muita gente não tem conseguido, ou tem receio de agendar consultas por causa da covid-19. Há, por exemplo, a diminuição de pré-natal entre as mulheres. Outro ponto é que não temos uma busca ativa de contactantes no Brasil. Além disso, apesar da sífilis ser uma doença de notificação obrigatória, nem sempre isso é feito. Somados, todos esses fatores podem complicar ainda mais nossa situação epidemiológica”, afirmou Serra.

Ele defendeu o diagnóstico precoce, que dá ao paciente chances de não desenvolver formas mais graves da doença. “A sífilis primária e a secundária podem evoluir sem tratamento. Caso o paciente permaneça com síndrome latente por muito tempo, vai continuar transmitindo. Este é um dos fatores que podem agravar ainda mais o que temos visto atualmente”, disse Serra, alertando sobre a falta de campanhas de conscientização de doenças sexualmente transmissíveis, que fazem falta em época de festas, principalmente, como o carnaval, e que costumavam ocorrer anteriormente no país.

A tendência de elevação de casos dessa infecção sexualmente transmissível é observada também em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde, na última década, a sífilis se consolidou como um problema de saúde pública. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do nome em inglês Centers for Disease Control and Prevention) foram notificados naquele país em 2019 cerca de 129.813 casos da doença. Após uma baixa histórica em 2000 e 2001, a taxa de sífilis entre os norte-americanos vem aumentando a cada ano, com variação de crescimento de 11% entre 2018 e 2019, de acordo com a SBD. Esses são os últimos dados disponíveis.

“É uma tendência internacional, e o Brasil faz parte do grupo de nações com números alarmantes. Por ser uma doença com evolução grave, até mesmo fatal, se não tratada adequada e precocemente. É fundamental que médicos e autoridades públicas permaneçam em alerta, atuando em ações educativas de prevenção e apoiando as fases de diagnóstico e tratamento”, afirmou Gonçalves.
Sintomas

A sífilis é uma IST com diferentes estágios de evolução e variados sintomas clínicos, entre eles, manifestações dermatológicas. A doença é causada pela bactéria Treponema pallidum. Apesar de ainda altamente prevalente, a sífilis tem tratamento simples e eficaz, por meio do uso de penicilina benzatina, que é administrada de acordo com o estágio clínico do paciente.

A doença pode ser classificada como sífilis primária, secundária, latente ou terciária. No estágio primário, geralmente se apresenta como uma pequena ferida, no local de entrada da bactéria, que pode ser o pênis, a vagina, o colo uterino, o ânus ou a boca. A ferida aparece alguns dias após o contágio, é normalmente indolor e desaparece sozinha, em poucas semanas.

A SBD ressalta que, quando a infecção não é tratada, a bactéria permanece no organismo e a doença evolui para os estágios de sífilis secundária (quando podem ocorrer manchas, pápulas e outras lesões no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas) ou então sífilis latente (fase assintomática, quando não aparece mais nenhum sinal ou sintoma). Após o período de latência, que dura de dois a 40 anos, a doença evolui para a sífilis terciária, uma condição grave que leva à disfunção de vários órgãos e pode provocar a morte do paciente. Costuma apresentar lesões ulceradas na pele, além de complicações ósseas, cardiovasculares e neurológicas.

Além da sífilis adquirida, outra forma de manifestação dessa IST é a sífilis congênita, transmitida por via placentária da mãe para o filho. Com isso, o recém-nascido pode apresentar sintomas que incluem baixo peso ao nascer ou dificuldade de ganhar peso, sequelas neurológicas, inflamação articular, dores nos ossos, perda visual e audição reduzida ou surdez, entre outros. A doença comumente é responsável por abortos espontâneos, prematuridade e óbito neonatal.
Prevenção

A forma mais segura de prevenção contra a sífilis é o uso do preservativo masculino ou feminino durante a relação sexual, diz a SBD. Todo paciente que mantém atividades sexuais de risco ou se expõe a relações desprotegidas deve procurar, o mais rápido possível,uma unidade de saúde para fazer o teste rápido de detecção da sífilis, que é gratuito na rede pública.

De acordo com o vice-presidente da SBD, a prevenção e o tratamento da sífilis passam por diferentes vias. “Em primeiro lugar, a população deve estar consciente dos riscos inerentes à doença e evitar comportamentos que a exponham à contaminação. Da mesma forma, deve estar informada e atenta aos sinais e sintomas, procurando ajuda médica o mais cedo possível. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, mais rápido começa o tratamento. Isso significa a cura e a recuperação do estado de saúde”.

Gonçalves recomendou que os homens, em especial, adotem um comportamento sexual seguro, sem promiscuidade, com uso de preservativo. “Isso é fundamental”. O segundo ponto é a educação em saúde nas escolas, nas igrejas e associações de moradores, para que as pessoas conheçam a doença e saibam se prevenir.

A SBD aconselha que as gestantes também fazem testes para a sífilis. Se a grávida receber o diagnóstico e realizar tratamento adequado, é possível prevenir a transmissão para a criança. “Por isso, é de suma importância insistir na testagem de pacientes com vida sexual ativa. Aos dermatologistas, a recomendação da SBD é para que redobrem a atenção, uma vez que as manifestações na pele são sinais relevantes e recorrentes neste tipo de infecção”, concluiu Sá Gonçalves.

Fonte Agência Brasil

Comitê Científico recomenda retorno pleno às aulas no município do Rio

 O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 da prefeitura do Rio de Janeiro recomendou hoje (5) o retorno pleno das aulas presenciais em todas as unidades de ensino públicas ou particulares, nos diferentes níveis de educação. Na decisão, os especialistas consideraram a melhora do cenário epidemiológico na capital, com menor taxa de transmissão e de hospitalizações por covid-19, e o avanço da cobertura vacinal da população.

Fica mantido para o retorno seguro das crianças às salas de aula, o uso obrigatório de máscaras de proteção e a maior ventilação possível nos ambientes. “As salas de aula poderão retornar às suas configurações iniciais, recuperando a capacidade de estudantes que acolhia no período anterior à pandemia. Casos de evasão escolar devem ser apurados por busca ativa dos alunos, atraindo-os novamente à rotina de estudos”, informa a nota.

O Comitê Científico também deliberou sobre a realização de festas de final de ano e de grandes eventos em 2022. Na avaliação do comitê, “com avanço do cenário epidemiológico favorável e da continuidade da adesão do carioca à vacinação, festas como o Réveillon e o carnaval poderão ocorrer sem medidas restritivas como distanciamento e uso de máscaras”.

O uso de máscaras em ambientes ao ar livre, sem aglomeração, poderá ser desobrigado na cidade do Rio de Janeiro no próximo dia 15, e no dia 15 de novembro, será a vez da capital suspender também em ambientes fechados. Em Duque de Caxias, na baixada fluminense, o uso do acessório deixou de ser obrigatório hoje.

Fonte Agência Brasil

Nova remessa de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

 Uma nova remessa de vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech, com 1.140.750 doses, chegou ao país no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), na noite de hoje (5).

Esse é um dos lotes que a farmacêutica planejou entregar ao Ministério da Saúde entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, mas que precisou ser reprogramado para hoje por questões logísticas, segundo a Pfizer. São ao todo 10,5 milhões de doses no período.

Com a finalização dessas entregas, foram enviadas ao país todas as doses do primeiro contrato de fornecimento da vacina, assinado em 19 de março, que corresponde a mais de 100 milhões de vacinas. Já o segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de mais 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.

Fonte Agência Brasil

 

TSE derruba inelegibilidade de Marcelo Crivella

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) confirmar o afastamento da inelegibilidade do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. Na mesma decisão, por unanimidade, os ministros aplicaram multa de R$ 15 mil ao ex-prefeito.

Crivella foi considerado inelegível por oito anos, em setembro do ano passado, em um julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Ele foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, em 2018, mas não se elegeu.

A inelegibilidade estava afastada desde outubro de 2020, quando o ministro Mauro Campbell Marques, por meio de uma liminar, concedeu pedido feito pela defesa.   Marcelo Crivella       disputou as eleições do ano passado, mas foi derrotado pelo atual prefeito, Eduardo Paes (DEM).

Fonte Agência Brasil