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Denatran proíbe instalação de radares escondidos

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) definiu novas regras para instalação e operação de radares no Brasil. As normas entram em vigor em 1º de novembro.

Entre os novos parâmetros da resolução 798, publicada no último dia 2 de setembro, o Denatran proíbe a instalação de radares escondidos em “em árvores, marquises, passarelas, postes de energia elétrica, ou qualquer outra obra de engenharia”.

Além da proibição dos radares escondidos nas localidades citadas acima, o Denatran também estabelece que as rodovias com fiscalização devem ter placas de sinalização indicando a velocidade máxima.

Para a instalação de novos radares, a autoridade de trânsito ainda deverá apresentar um estudo técnico, válido por um ou dois anos, de acordo com o tipo de radar, mostrando o índice de acidentes daquele local para comprovar a necessidade da fiscalização.

Segundo o Denatran, os estudos devem ser refeitos quando houver mudança no limite de velocidade da via, no local do radar, na estrutura viária ou sentido do fluxo.

A resolução 798 também obriga os órgãos de trânsito a informar a localização dos radares para o público na sede da entidade e na internet, em seu site oficial.

Além disso, todos os radares devem registrar a imagem do veículo infrator, a velocidade em km/h, a contagem volumétrica de tráfego e latitude e longitude do local de operação. Os aparelhos ainda precisam ser certificados pelo Inmetro.

O Denatran classificou os radares em dois tipos: fixo ou portátil. Veja abaixo:

Fixo

Controlador: medidor de velocidade destinado a fiscalizar o limite máximo de velocidade da via ou de seu ponto específico, sinalizado por meio de placa
Redutor: medidor de velocidade, obrigatoriamente dotado de display, destinado a fiscalizar a redução pontual de velocidade estabelecida em relação à velocidade diretriz da via, por meio de sinalização com placa em trechos críticos e de vulnerabilidade dos usuários da via

Portátil

Medidor de velocidade com registro de imagem, podendo ser instalado em viatura caracterizada estacionada, em tripé, suporte fixo ou manual, usado ostensivamente como controlador em via ou em seu ponto específico, que apresente limite de velocidade igual ou superior a 60 km/h.

Corpo de grávida é encontrado na linha de trem em Deodoro


O corpo de uma mulher grávida foi encontrado na manhã desta quinta-feira na linha de trem em Deodoro, na Zona Norte do Rio. A família reconheceu que se trata de Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, desaparecida na última quinta-feira com oito meses de gestação. Os familiares foram informados do corpo por moradores da região.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado em avançado estado de putrefação na Estrada Marechal Alencastro, em Deodoro. A perícia foi  realizada no local e o corpo foi encaminhado ao IML para necropsia e identificação oficial. “Diligências estão em andamento para elucidar o caso”, diz a DHC.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que equipes do 14º BPM (Bangu) foram acionadas para checar a presença do corpo. Chegando ao local, os policiais constataram que tratava-se de uma mulher, em um córrego, às margens da linha férrea. A área foi isolada e a Delegacia de Homicídios da Capital acionada.
A SuperVia foi informada sobre a existência de um corpo em uma canaleta nas proximidades da estação Deodoro às 10h30. Imediatamente, a concessionária acionou o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) para as providências necessárias.
O caso estava andamento na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) para apurar os fatos. Os agentes ouviram testemunhas e buscavam informações que ajudassem a localizar a vítima. Na casa da manicure foram encontrados brindes, um berço com enxoval. Uma festa estava marcada para o último domingo, que não aconteceu por causa do desaparecimento da grávida.
A Secretaria de Estado de Vitimados (SEVIT) informa que ofereceu atendimento psicológico e social para a família de Thaysa Campos. A equipe psicossocial conversou com a família da jovem grávida e vai acompanhar o caso.
Thaysa Campos pode ter sido morta por traficantes da favela do Triângulo, segundo a delegada da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Elen Souto, responsável pelo caso.
Segundo a delegada, a família da vítima ficou sabendo, na madrugada de quinta para sexta-feira, que ela estava com traficantes. Segundo as investigações, ela morreu em uma favela dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), mas também frequentava, por vezes, comunidades que tem a criminalidade controlada pelos rivais do Comando Vermelho (CV).
“Essa atitude de frequentar comunidades controladas por facções rivais, pode ser interpretado por traficantes como informante, X9. E a gente sabe que essa desconfiança pode ser uma grande motivação para que esses criminosos cometam homicídios”, explicou a delegada Elen Souto.
Outra linha de investigação apurada pela DDPA é de que o pai da bebê e a esposa dele possam ter algum envolvimento com o assassinato de Thaysa. A Polícia Civil tem informações de que o casal também tinha conhecidos na comunidade do Triângulo. “O pai da criança era casado e nós sabemos que a mulher dele já havia dito categoricamente que essa criança não nasceria”, contou a delegada.
A delegacia especializada ainda apura uma terceira hipótese, de que ela possa ter sido morta por conta de uma discussão com a esposa de um miliciano, duas semanas antes de seu desaparecimento. Na ocasião, a mulher teria chegado a agredir a jovem grávida.
Thaysa já estava na reta final da gravidez e foi morta na quinta-feira, após ir na favela para pegar uma bolsa de maternidade. “Pode ter sido uma emboscada”, afirmou a delegada. “O chá de bebê seria no domingo. Apesar de se mãe solteira, ela queria essa criança. O enxoval e lembrancinhas da bebê já estavam prontos. A pessoa que matou ela tem plena consciência de que estava matando duas vidas”, finalizou Elen Souto.
Por conta do estado avançado de decomposição do corpo, a perícia da Polícia Civil não pode afirmar qual foi a causa da morte da jovem. No entanto, foi constatado que Thaysa não tinha sinais de aborto.

Leonardo DiCaprio faz campanha contra Jair Bolsonaro

Por meio do seu Twitter oficial, o ator Leonardo DiCaprio se manifestou na quarta-feira (9) a favor da campanha #DefundBolsonaro. A hashtag, em tradução livre, significa “desfinancie Bolsonaro” e foi iniciada por ativistas brasileiros; mas já tem ganhado prestígio internacional.
O astro ainda demonstrou estar a favor da causa ambiental mais uma vez; postando a tag #AmazonOrBolsonaro (Amazônia ou Bolsonaro) e #WichSideAreYouOn (De que lado você está). Leonardo DiCaprio também publicou um vídeo bem forte, voltado para a causa ambiental.

Na gravação, imagens de incêndios e cidades faziam relação direta com as queimadas na Floresta Amazônica. O vídeo é narrado por uma criança e fala da urgência em relação a essas queimadas. “Emergência! A Associação dos Povos Indígenas do Brasil pergunta a todos os cidadãos, governos e empresas ao redor do mundo. ‘De que lado vocês estão: Amazônia ou Bolsonaro?”.

CBF vai pagar diárias iguais para homens e mulheres nas seleções


Rogério Caboclo, presidente da CBF, anunciou nesta quarta-feira (2) que as diárias entre homens e mulheres na seleção brasileira serão iguais. Segundo o dirigente, não haverá mais diferença de gênero. A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa que também contou com a apresentação de Aline Pellegrino e Duda Luizelli, as novas coordenadoras de futebol feminino.

“Aquilo que os homens recebem por convocação diária, elas também recebem. O que elas vão ganhar de premiação pela conquista ou por etapas das Olimpíadas do ano que vem será o mesmo que os homens. Copa do Mundo será igual proporcionalmente ao que a Fifa oferece. Ou seja, não há mais diferença de gênero em relação à remuneração entre homens e mulheres”, disse Caboclo.

Aline Pellegrino, que estava na diretoria do futebol feminino da Federação Paulista de Futebol, agora vai ocupar o cargo de coordenadora de competições femininas. Segundo a ex-jogadora, “estar na casa máxima do futebol é uma honra”.
“Meu começo aqui foi em 2004 como atleta de uma seleção adulta, sem ter essa condição de passar por uma categoria de base. Hoje, estou num cargo que está sendo criado pelo presidente para dar essa atenção ao futebol feminino, que é também um pedido da técnica Pia. Essa mesa aqui está muito alinhada, são cargos específicos e que vão dar o seu melhor”, afirmou Pellegrino.

Já Duda Luizelli, foi anunciada como coordenadora de seleções femininas. “São 36 anos dentro do futebol feminino e nunca desisti desse esporte que eu sempre amei. Eu tenho muito a agradecer ao Internacional por estar aqui hoje. Foi lá onde passei a minha vida inteira. A gente sabe a importância das meninas menores para que o Brasil um dia seja o melhor do mundo no futebol feminino. É uma honra e sermos as primeiras mulheres a fazerem isso”, disse.

As apresentações dos novos cargos foram feitas durante a coletiva de Pia Sundhage. A técnica convocou 24 jogadoras para um período de treinos na Granja Comary visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021 por conta da pandemia di novo coronavírus. As atletas devem iniciar os trabalhos entre os dias 14 e 22 de setembro.

Ministro da Saúde retira covid-19 da lista de doenças de trabalho

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (2) traz a revogação de uma portaria do Ministério da Saúde, publicada ontem, que incluía a covid-19 na lista de enfermidades relacionadas ao trabalho. A norma fazia parte da atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A última versão é de setembro de 2017. Com o recuo do governo, todas as medidas ficam sem efeito.
A medida revogada pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, facilitaria que trabalhadores de setores essenciais, afastados das atividades por mais de 15 dias em razão do novo coronavírus, pudessem ter acesso a benefícios como auxílio-doença.

No mês passado, o Supremo Tribunal Federal reconheceu que a contaminação pela covid-19 em ambiente de trabalho configura como doença ocupacional, podendo assim ser considerada acidente de trabalho. Na prática, o entendimento possibilita que esses trabalhadores tenham acesso a benefícios por meio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

PGR defende volta de Queiroz para a prisão

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, voltem a ser presos.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu no dia 14 de agosto um habeas corpus ao casal para que cumprissem prisão domiciliar desde então. Na época, Mendes derrubou a ordem do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que Queiroz e Márcia voltassem para a prisão.

O ex-assessor do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro, e sua esposa, são investigados pelo Ministério Público do Rio por suposta participação no esquema de rachadinha no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O caso tramita sob sigilo e não há detalhes dos argumentos da PGR para sustentar a necessidade de prisão do casal.

Operação contra a milícia prende 17 pessoas no Recreio dos Bandeirantes

Agentes de seis delegacias especializadas da Polícia Civil do Rio realizaram uma operação nesta terça-feira (1º) para “asfixiar” uma milícia que atua no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste. Ao todo, 17 pessoas foram presas e 5 toneladas de produtos foram apreendidos.

William de Medeiros, delegado titular da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, a Draco, explicou que o objetivo da ação era combater o fluxo financeiro da organização criminosa que age na região.

“Não necessariamente os comércios pertencem à milícia, mas a financiam com as extorsões, o que torna importante ações desse tipo. A ação também serviu para mapeamento da área”, explicou o delegado.

As 5 toneladas de mercadorias falsificadas apreendidas pelos agentes eram vendidas em sete lojas do Terreirão que comercializavam peças de roupas, equipamentos eletrônicos e sapatos. A polícia estima que toda a apreensão deva valer cerca de R$ 5 milhões.

Além da Draco, participaram da operação equipes das seguintes delegacias:

Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD);
Delegacia de Roubos e Furtos (DRF);
Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA);
Delegacia do Consumidor (Decon);
Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPim).

Durante as diligências, os agentes receberam a informação de que um homem de apelido “Sombra ” estaria à frente da milícia no Terreirão.

A polícia pediu que denúncias envolvendo essa pessoa e outras envolvidas na organização criminosa sejam comunicadas à unidade especializada.

As denúncias podem ser feitas por telefone ao Disque Denúncia ou à Ouvidoria da Polícia Civil nos números: 2253-1177, (21) 2276-6497/2276-6577, (21) 2334-8823/2334-8835.

Milicianos são presos na Baixada Fluminense

Policiais da 62ª DP (Imbariê) prenderam, nesta segunda-feira, os milicianos André Messias Santiago Soares, conhecido como Pardal, de 45 anos, e Josinaldo Santos Aguiar, o Ronaldo, 52. Josinaldo é apontado como líder de um grupo paramilitar que age em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com o delegado Marcos Santana Gomes, titular da 62ª DP, Pardal e Ronaldo foram capturados após inquérito da distrital investigar a expulsão de uma moradora de sua residência no bairro Taquara, em janeiro deste ano. Contra os dois, havia mandados de prisão preventiva em aberto pelos crimes de milícia armada e roubo, expedidos pela 3º Vara Criminal de Duque de Caxias.


A investigação apontou que Pardal e Ronaldo foram contratados pelo casal de milicianos Sílvio César Lage da Costa, o Grilo, 47, e Sílvia Helena Fonseca Lopes, 41, para expulsarem a moradora, que era inquilina do primeiro. Um terceiro miliciano, Cássio Agostinho Siqueira da Silva, o Bracinho, 30, também foi contratado. Sílvio, Sílvia e Cássio foram presos em flagrante na época.
Ainda segundo o delegado, o motivo que levou a contratação foi que a vítima não cedia a investidas amorosas de Sílvio. Ela passou a ser perseguida por ele, sendo avisada para deixar o imóvel. Pardal, Ronaldo e Cássio foram até sua casa, após Sílvia se revoltar ao descobrir as reais intenções do marido com a moradora.

Ao chegarem na casa da vítima, os três encontraram a mulher saindo nua do banheiro. Ela pegou uma faca para se defender, mas eles apontaram uma arma, exigindo que ela entregasse o celular aos gritos de “entrega o telefone, se não eu te estupro aqui mesmo”.
A vítima entregou o aparelho e foi trancada no banheiro, enquanto os três esvaziavam a residência jogando os pertences dela na rua. Sílvio e Sílvia acompanhavam tudo de fora do imóvel, com ela ameaçando os vizinhos. “Quem chamar a polícia irá se ver comigo”, alertava.
Com o grupo distraído, a moradora conseguiu fugir e pedir socorro na delegacia. Ela e os vizinhos se mudaram do município com medo deles.
Sílvia, Sílvio e Cássio foram presos em flagrante no mesmo dia, mas Pardal e Ronaldo fugiram. Ontem, Pardal foi capturado em Jardim Rotsen e Ronaldo em Santa Cruz da Serra.
Durante as investigações, a distrital descobriu, ainda, que a irmã de Sílvio, Silvana Fortunado da Costa, ameaçava a moradora e testemunhas para impedir que eles denunciassem o grupo. Ela foi atuada por coação e vai responder pelo crime em liberdade, já que a Justiça não decretou sua prisão.
Nas últimas eleições, Sílvio concorreu a uma vaga de deputado estadual pelo PSD como Gryllo do Som. Ele, no entanto, teve apenas 903 votos (0,01% dos válidos)

 

Marcelo Crivella paga funcionários públicos para impedir denúncias em hospitais


Funcionários públicos da prefeitura do Rio de Janeiro estão sendo usados como seguranças para impedir que a população e a imprensa entrem em hospitais da cidade e façam denúncias sobre os problemas dos locais. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, em reportagem do RJTV 2, da TV Globo.
Segundo a denúncia, os funcionários da prefeitura, sob a orientação do gabinete do prefeito Marcelo Crivella, fazem plantão na frente das unidades de saúde e atuam como seguranças. A organização do esquema conta com escalas diárias, horários rígidos e até ameaças de demissão dos servidores que descumprirem as ordens.

Com muita hostilidade, funcionários fazem ameaças e impedem jornalistas de realizarem reportagens sobre a saúde pública do município. A população que também denunciava as problemas da saúde no município foram hostilizadas pelos servidores.
O nome da ação dos funcionários públicos tem o nome de “guardiões do Crivella”. Segundo a denúncia, os servidores contratados recebem mais de R$ 3,000 mil para ficar na porta dos hospitais e não na prefeitura do município.

Foi revelado também um grupo no Whatsapp com este mesmo nome, em que os servidores recebem as escalas de trabalho e mantém contato com membros do governo municipal.

Na rotina dos servidores utilizados para hostilizar quem faça denúncias ou fale mal do sistema de saúde municipal está a função também de relatar tudo nos grupos do Whatsapp, por meio de fotos e vídeos.

Polícia Civil investiga crime de funcionários da prefeitura do Rio contra jornalistas

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou hoje (1) a Operação Freedom, contra funcionários públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro suspeitos de crimes contra jornalistas no exercício da função. O caso também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que apura se o prefeito Marcelo Crivella montou e manteve um serviço ilegal para cercear a atividade jornalística na porta de hospitais municipais.

Segundo nota da Polícia Civil, foram realizadas buscas e apreensões contra nove pessoas, com o objetivo de auxiliar inquérito que apura os crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa.

O inquérito está sendo conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados e Inquéritos Especiais (Draco-IE), e os mandados foram expedidos pelo plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O caso também está sob investigação da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Segundo a assessoria de imprensa do MP-RJ, foi instaurado nesta terça-feira um procedimento preparatório criminal para investigar crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito.

O Ministério Público afirma que partiu de uma denúncia exibida pela TV Globo na noite de ontem (31), com uma reportagem que apontava a atuação de funcionários da prefeitura na porta de hospitais municipais, no sentido de impedir denúncias da imprensa e de dificultar reclamações por parte dos cidadãos. Segundo a reportagem, os funcionários públicos se articulavam em um grupo de Whatsapp chamado “Guardiões do Crivella”.

“Além dos crimes de associação criminosa e constrangimento ilegal, previstos nos artigos 288 e 146 do Código Penal, será avaliada a prática da conduta criminosa do artigo 1º, inciso II do decreto lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos”, diz o texto do MP-RJ.

A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital também deve atuar para apurar possíveis irregularidades cometidas no âmbito da improbidade administrativa.

Em nota, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma que funcionários ficavam nas portas dos hospitais para esclarecer a população.

Fonte Agência Brasil