Arquivo da categoria: Esporte

Chile vence a Argentina nos pênaltis e é campeão da Copa América

cjggsmpwgaa1mdj

O jogo tinha como favorita a poderosa Argentina, mas do outro lado o surpreendente Chile e sua torcida, anfitriões da Copa América 2015. A final histórica para o Chile trouxe uma seleção coletiva que permitia momentos de destaque a Sánchez e Medél. Se, por um lado, a superioridade técnica na final não permitiu que os chilenos gritassem “é campeão” no tempo normal e na prorrogação, a persistência garantiu a conversão de 100% dos chutes de pênaltis no fim do jogo.

Messi, melhor jogador do mundo por quatro vezes, não errou, mas se movimentou menos do que o habitual durante toda a partida. No primeiro tempo, deu Chile e alguns sustos dos “hermanos”. O jogo, bastante pegado, não permitiu grandes lances de perigo aos goleiros Bravo (Chile) e Romero (Argentina).

O argentino Di Maria sentiu as pernas logo aos 28 minutos do primeiro tempo. Com uma contusão, foi substituído por Lavezzi. Aos poucos, a Argentina trocou Pastore por Banega e Agüero por Higuaín.

Sim, Higuaín foi um dos nomes do jogo. Jogador forte, calibrou mal a sua cobrança de pênalti e isolou a bola. Mas não carregou a culpa sozinho pela derrota da Argentina. Banega, ao contrário, chutou fraco nas mãos de Bravo. Bastava Sánchez converter o próximo pênalti para gritar campeão.

E ele converteu. O Chile terminou a Copa América na sua casa com o título de campeão. Placar de 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação; 4 a 1 nos pênaltis – reforçando que o 1 foi convertido por Messi, eficiente mesmo com uma Argentina não tão parecida com o Barcelona. Para a torcida chilena, a seleção colorada goleou todos os adversários.

E Medél? Não bateu pênalti, não fez gol na final, mas esteve presente em praticamente todos os grandes lances do Chile e até esqueceu das cãibras na decisão final.

Placar:

Tempo normal

Chile 0 x 0 Argentina

Prorrogação

Chile 0 x 0 Argentina

Pênaltis (conversões)

Chile 4 x 1 Argentina

 

Valdívia (Chile) – SIM

Messi (Argentina) – SIM

Vidal (Chile) – SIM

Higuaín (Argentina) – NÃO; isolou a bola.

Aranguíz (Chile) – SIM

Banega (Argentina) – NÃO; Bravo defende.

Sánchez (Chile) – SIM

 

Flamengo vence o Joinville por 1 a 0

fla-comemoracao-2

Uma vitória suada em cima do Joinville tirou o Flamengo da zona de rebaixamento. O Fla foi até a Arena Joinville e venceu pelo placar de 1 a 0, em partida realizada nesta quarta-feira (1º), pela décima rodada da Série A. O atacante Emerson Sheik garantiu o resultado ao balançar as redes aos 9 minutos do segundo tempo. Os três pontos fizeram o Flamengo saltar três posições na tabela e aparecer, provisoriamente, em 14º lugar, com dez pontos – assim como o Cruzeiro e o Santos, que enfrenta o Fluminense nesta quinta-feira (2).

Flamengo e Joinville fizeram um primeiro tempo corrido, mas com poucas chances de gol. O Flamengo sofreu uma baixa prematura logo no início do jogo: o zagueiro Samir acusou lesão com apenas três minutos de jogo e teve que deixar o jogo. Marcelo entrou para substituí-lo. Os donos da casa imprimiram uma pressão inicial que resultou em suas melhores finalizações a gol. Aos dois minutos, Mário Sérgio escapou em velocidade e cruzou a bola para o meio da área. Kempes finalizou, mas a bola desviou na zaga e saiu pela linha de fundo.

O goleiro César contribuiu com a oportunidade mais clara do JEC abrir o placar, aos sete minutos: o substituto de Paulo Victor saiu mal do gol em cobrança de escanteio e Douglas Silva resvalou de cabeça. Ayrton tirou em cima da linha. No rebote, Dankler ainda chutou de primeira, mas pegou mal na bola e a zaga conseguiu afastar o perigo.

Aos poucos, o Flamengo foi contornando o nervosismo e entrando no jogo, equilibrando as ações e pressionando a saída de bola do Joinville. Marcelo Cirino apareceu duas vezes para tentar abrir o placar: na primeira, aos 20, ele recebeu bola rolada por Gabriel, e, sozinho, chutou fraco, facilitando a boa defesa de Agenor. Na segunda, já nos acréscimos, o atacante, da intermediária, encheu o pé e acertou um chutaço. O goleiro do Joinville caiu no canto direito para defender.

O Flamengo voltou para o segundo tempo mais organizado e mostrou serviço com dois minutos: Sheik recebeu bom passe de Cirino e invadiu a grande área. O problema foi a demora no arremate, o que fez com que ele perdesse ângulo e batesse em cima de Agenor. E não demorou muito para que o único gol da partida saísse – e na base da insistência do ataque rubro-negro.

A jogada começou com cruzamento de Cirino, que viu Sheik chegar livre na entrada da pequena área. Dankler acertou um carrinho preciso, que travou a finalização. A defesa do Joinville tentou sair jogando, mas Everton roubou a bola e tentou levantá-la para Sheik cabecear. A sobra ficou com Gabriel, que limpou a jogada e cruzou pela esquerda. Sheik antecipou-se e bateu de chapa, da linha da pequena área, colocando a bola no fundo das redes. Este foi o primeiro gol do atacante desde que ele acertou sua volta ao Flamengo.

Com limitações técnicas, errando demais e preso na marcação flamenguista, o Joinville encontrou dificuldade para se articular. Um chute de fora da área de Niltinho, que passou perto do travessão, foi a única resposta do tricolor catarinense. Na reta final do jogo, o Flamengo se fechou em seu campo defensivo – o que chamou o Joinville para o ataque -, e trabalhou para suportar as investidas do adversário, apesar do cansaço dos jogadores. Nada, no entanto, que levasse perigo real ao gol defendido por César.

Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Figueirense, no Maracanã. O jogo está marcado para o domingo (5), às 18h30. O Joinville, que segue afundado na última posição do campeonato, com apenas quatro pontos em dez jogos, visita o Coritiba no sábado (4), às 15h.

Flamengo 1 x 0 Joinville

Gol

Emerson Sheik (Flamengo), aos 9 minutos do segundo tempo

Flamengo

César; Ayrton, Wallace, Samir (Marcelo) e Jorge; Jonas (Márcio Araújo), Canteros, Gabriel e Everton; Marcelo Cirino (Paulinho) e Emerson Sheik

Técnico: Cristóvão Borges

Joinville

Agenor; Dankler, Douglas Silva, Guti (Marcelinho Paraíba) e Diego (Fabrício); Mário Sérgio, Anselmo, Danrlei (Niltinho), Lucas Crispim e William Popp; Kempes

Técnico: Adilson Batista

Cartões amarelos

Joinville – Douglas Silva, Guti, Anselmo e Marcelinho Paraíba

Flamengo – Jonas e Canteros

 

Árbitro

Leandro Pedro Vuaden (RS)

 

Auxiliares

Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Marcelo Bertanha Barison (RS)

 

Público pagante

15.731 espectadores

 

Renda

R$ 426.230

 

Tribos se preparam para os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas


964688-23062015-dsc_6232

A quatro meses para a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, as comunidades estão na reta final para a escolha dos atletas. Os jovens treinam pelo menos três vezes por semana e recebem alimentação especial. “Os atletas não podem comer qualquer coisa. Eles têm que tomar cuidado com o local onde sentam. Não podem sentar no mesmo lugar onde velhos sentaram, por exemplo”, explica o líder Jakuri Pep Krakete, da etnia Gavião Parkatêjê, do Pará.

A comunidade Gavião deve decidir, nas próximas semanas, os seus representantes nos Jogos Mundiais. Os treinos ocorrem três vezes por semana e envolvem as oito aldeias do território. Entre as modalidades que estão sendo desenvolvidas estão corrida de tora, arco e flecha, canoagem e futebol.

Na canoagem, Krakete diz que está a maior dificuldade. A maior facilidade, no futebol. É deles a primeira seleção indígena profissional: Gavião Kyikatejê Futebol Clube. Para os que estão participando dos treinos, ele detalha que a alimentação é à base de berarubu, como é chamada a mandioca, e carne de caça, principalmente de veado, porco e paca. Estão incluídos na alimentação ainda milho, inhame, batata, açaí e castanha-do-pará.

A liderança foi uma das que participou hoje (23) do lançamento dos primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Brasília. Os jogos serão de 20 de outubro a 1º de novembro, em Palmas, Tocantins. Cada país poderá inscrever até 50 participantes, totalizando 2,2 mil indígenas de 1,1 mil etnias nacionais e outro tanto de etnias internacionais. Os representantes dos povos indígenas continuam em Brasília, participando de congresso técnico até a próxima quinta-feira (25).

Além dos povos Gavião, o pueblo Kariña, da Venezuela, também treina. A seleção dos atletas venezuelanos será e julho, nos jogos indígenas nacionais. “No país são 42 povos,e  apenas 50 delegados serão selecionados. Queremos trazer também documentos tradicionais do que são os povos indígenas. Trazer o conhecimento de nossos irmãos”, diz Raul Tempo, que representava o país na cerimônia de lançamento dos Jogos Mundiais.

Jailson Azanezakemae, 27 anos, é um dos atletas que está sendo preparado entre os parecis, etnia de Mato Grosso. Ele joga futebol. Para ganhar, segundo ele, o segredo é simples: “Entrar no campo, jogar melhor que o adversário para ganhar”. O avô, o cacique Narciso Kazoizase explica que os atletas têm mais responsabilidades, além de fazer um bom jogo. Tudo que aprenderem terão que repassar aos demais jovens. “É a mesma coisa que escola, tem que preparar para já aprender e depois passar para os outros jovens”, diz.

Além do Brasil, 22 países participam do congresso técnico, indicando intenção de participar dos jogos.

Para o idealizador, o líder indígena, Marcos Terena, é a realização literal de um sonho. Quando jovem, sonhou com irmãos de várias etnias, de vários países, se encontrando. Foi ele quem buscou apoio junto ao governo para a realização do mundial.

Junto com os jogos, em outubro, o Fórum Social Indígena deverá formar a Comissão Internacional Indígena, que funcionará como o Comitê Olímpico Internacional, responsável pela organização dos Jogos Olímpicos. Também será definida a frequência dos jogos.

“Nós estamos cumprindo uma primeira etapa, de envolver outros ministérios e a Organização das Nações Unidas (ONU), não para fortalecer em termos de recusos financeiros, mas sobretudo o compromisso com a questão indígena e com o nosso projeto de realizarmos os jogos com equilíbrio ambiental, para que a gente mostre o verdadeiro espírito de atletismo, onde a medalha é uma referência, mas não é o principal, o pricipal é a celebração”, segundo Terena.

Participaram do lançamento, além dos representantes indígenas, a presidenta Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, George Hilton, e ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo; da Agricultura, Kátia Abreu; da Cultura, Juca Ferreira; da Integração Nacional, Gilberto Occhi; do Turismo, Henrique Alves; e das Políticas Públicas para Mulheres, Eleonora Menicucci; além de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil e dos governos do Distrito Federal, de Tocantins e da prefeitura de Palmas.

Suspenso por 4 jogos Neymar está fora da Copa América

172771

Neymar está, a princípio, fora da Copa América. A Conmebol anunciou no começo da noite desta sexta-feira a suspensão de quatro jogos ao atacante. Após o apito final do chileno Enrique Osses, no jogo entre Brasil e Colômbia, ele agrediu o zagueiro Murillo com uma cabeçada, mas o que agravou sua situação foi o fato de ter esperado pelo árbitro no túnel que dá acesso ao vestiário. Houve insultos e, de acordo com um relatório do delegado da partida, não considerado no julgamento, Neymar chegou a puxar a manga da camisa de Osses enquanto o xingava. O craque brasileiro, também multado em 10 mil dólares, está fora da partida deste domingo, contra a Venezuela, e também das quartas, semifinal e final do torneio (ou decisão do terceiro lugar), caso a equipe avance. Neste sábado, os fundamentos da decisão serão publicados e, a partir disso, a CBF poderá recorrer. No entanto, na melhor das hipóteses, a suspensão de Neymar cairá para três jogos, pena mínima que o faria voltar apenas na final, se o Brasil chegar até lá. Como se trata de um torneio de prazos curtos, o recurso será avaliado por apenas uma pessoa, o equatoriano Guillermo Saltos, presidente da Câmara de Apelações da Conmebol. Caso a seleção brasileira seja eliminada da Copa América antes que Neymar termine de cumprir sua pena, ela será transferida para a próxima edição do torneio. Ou seja, se o atacante continuar suspenso por quatro jogos e o Brasil for eliminado nas quartas de final, por exemplo, ele não poderá entrar em campo nas duas primeiras partidas da Copa América do ano que vem, edição especial do centenário do torneio, que será disputada nos Estados Unidos.

Joseph Blatter renuncia à presidência da Fifa

blater

O suíço Joseph Blatter, 79 anos, renunciou hoje (2) à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Desde o último dia 27, quando as autoridades de Justiça dos Estados Unidos e da Suíça deflagaram uma grande operação internacional contra a corrupção no futebol, a entidade tem sido obrigada a explicar as denúncias de que seus principais dirigentes cobravam propina para negociar contratos de marketing, transmissão de jogos e a escolha dos países-sede da Copa do Mundo.

A renúncia foi anunciada há pouco, pelo próprio Blatter, durante entrevista coletiva concedida em Zurique, na Suíça. Uma nova eleição para escolher o sucessor do suíço será agendada. Até lá, Blatter continuará no comando da entidade.

Ainda durante o anúncio, Blatter anunciou um programa de reformas significativas na entidade. As mudanças serão conduzidas pelo presidente independente do Comitê de Auditoria da Fifa, Domenico Scala.

Blatter tinha sido reeleito presidente da Fifa na última sexta-feira (29), depois que seu adversário na disputa, o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, 30 anos, desistiu da candidatura sem maiores explicações. Seria o quinto mandato de Blatter à frente da entidade, que ele comanda desde 1998.

Na manhã da última quarta-feira (27), policiais suíços prenderam, em Zurique, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, e mais seis dirigentes esportivos: Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. No final da tarde do mesmo dia, o ex-vice-presidente da Fifa Jack Warner entregou-se às autoridades de Trinidad e Tobago, na América Central, mas foi liberado após pagar fiança de US$ 400 mil.

Nove dirigentes da Fifa e cinco empresários esportivos de várias nacionalidades – entre eles os sete já presos – foram denunciados à Justiça norte-americana devido às denúncias da Promotoria de Nova York. As autoridades norte-americanas também investigam indícios de fraude na escolha dos países-sede das duas próximas copas do Mundo (Rússia, 2018, e Catar, 2022). Segundo a Promotoria de Justiça de Nova York e o FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos), o esquema pode ter movimentado mais de US$ 150 milhões em mais de duas décadas.

 

(Fonte Agência Brasil)

 

Fluminense vence flamengo por 3 x 2 no Maracanã


FF

Em dia inspirado de Fred, que marca dois gols e se torna o artilheiro na história dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro com 107 gols marcados, o Fluminense vence o Flamemgo por 3 x 2 no Maracanã.

Aos 6 minutos de jogo, Gerson crua na área e o juiz marca pênalti para o Fluminense na disputa entre Vinícius e Pará. Fred marca para o Fluminense e se torna o artilheiro na história dos pontos corridos ao lado de Paulo Baier com 106 gols marcados. A torcida do Flamengo reclamou da marcação do juiz.

Aos 32 minutos, Pará tenta interceptar o passe rasteiro de Gerson para Fred dentro da área e marca contra ampliando o placar para o FLuminense. Ainda no primeiro
tempo o Flamengo diminui a vantagem com gol de cabeça de Alecsandro, que recebeu cruzamento de Armero.

No começo do segundo tempo o Fluminense marca logo no primeiro minuto e aumenta a vantagem com outro gol de Fred, que bateu cruzado após receber o passe de Gerson em jogada que começou com Vinicius. Aos 5 minutos Giovanni é expulso por falta em Cirino. Com um jogador a mais o Flamengo diminui o placar aos 40 minutos do segunto tempo em cabeçada de Eduardo Silva em cruzamento de Cirino.

Após o gol torcedores do Flamengo que criticavam o time entram em confronto contra aqueles que ainda tentavam apoiar o time e a Polícia Militar intervem. Aos 46 minutos do segundo tempo Canteros é expulso por reclamação e o jogo termina com 10 homens em cada time.

 

 

(Portal EBC)

 

Sport e Flamengo empatam em 2 a 2 nos minutos finais

Índicezxcvbn

 

O Maracanã recebeu aproximadamente 34,5 mil pessoas para assistir Flamengo e Sport pela segunda rodada do Brasileirão Série A. Mesmo na casa rubro-negra, o Sport liderou maior parte do jogo, mas viu a vitória escapar após a lesão no ombro do goleiro Magrão. Empatados em 2 a 2, Flamengo fica temporariamente na 9º colocação enquanto o Sport, que poderia ter assumido a liderança, assume o 5º lugar na classificação.(A posição final da 2ª rodada será definida após os três jogos da noite Ponte Preta x São Paulo, Internacional x Avaí e Joinville x Palmeiras).

O atacante Diego Souza esteve presente em dois momentos essenciais da partida. No primeiro tempo, cobrou pênalti para o Sport e balançou a rede do Urubu aos 46 minutos do 2º tempo.

O técnico flamenguista Wanderlei Luxemburgo teve que mudar a estratégia de jogo no vestiário. Mesmo voltando-se mais para o ataque, o Flamengo esteve impotente diante da força tática do Sport e de Joelinton, responsável por 95% do segundo gol do Leão. Seu lance deixou Elber cara a cara com o goleiro Paulo Victor. Bastou completar os 5% do lance, balançando a rede aos 23 minutos do 2º tempo.

Mas quem esperava um milagre carioca no estádio, teve que se contentar com cabeçada divina do argentino Canteros. Magrão não pode fazer nada para o time pernambucano durante o cruzamento do Flamengo e o posiconamento correto do “hermano” Canteros aos 28 minutos do 2º tempo.

O Sport já tinha feito três substituições e teve o azar de ver o seu goleiro se lesionar no ombro. Sem condições de Magrão continuar e sem chance de novas substituições, o autor do primeiro gol do Leão vestiu a camisa de goleiro. E, algumas jogadas depois, amargou o empate rubro-negro.

Aos 51 minutos do segundo tempo de cronometro rodando, Everton deu um chute no ângulo de Diego Souza, que, talvez, nem se fosse goleiro de verdade conseguiria defender. Jogando na casa do adversário, o Sport conseguiu superar a torcida do Flamengo, mas não foi o suficiente para arrancar uma vitória.

Confronto histórico

Os clubes se enfrentaram com a tradicional rivalidade iniciada em 1987. As equipes fariam a final do Campeonato Nacional daquele ano, quando os maiores clubes do país se juntaram para realizar uma liga independente – a Copa União (ou módulo verde) e o módulo amarelo organizado pela CBF com outros 16 clubes nacionais.

Como o Flamengo e Internacional (campeão e vice do módulo verde) se negaram a disputar um quadrangular final contra o Sport e Guarani (campeão e vice do módulo amarelo), a equipe pernambucana ficou com o título após vencer a equipe paulista, taça que é alvo de disputa judicial até os dias de hoje.

Gols da partida

46` – 1º tempo: Diego Souza de pênalti

23` – 2º tempo: Elber (lance de Joelinton)

28` – 2º tempo: Canteros de cabeça

51` – 2º tempo: Everton com chute no ângulo

Flamengo 2 x 2 Sport

2ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Maracanã
Horário: 16h
Data: 17/05/2015
Transmissão: Rádio Nacional do RJ AM

Flamengo: Paulo Victor; Pará, Bressan, Wallace e Anderson Pico (Eduardo da Silva); Jonas (Márcio Araújo), Canteros, Almir (Paulinho), Gabriel e Everton; Alecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Sport: Magrão; Samuel Xavier (Vitor), Matheus Ferraz, Durval e Renê; Wendell, Rithely, Élber e Diego Souza; Mike (Rodrigo Mancha) e Samuel (Joelinton). Técnico: Eduardo Baptista

 

 

 

 

 

 

 

(Fonte:Portal EBC)

 

 

 

Boca Juniors é eliminado da Libertadores

cabj

O time argentino Boca Juniors foi eliminado da Copa Libertadores e terá que pagar uma multa de US$ 200 mil pela agressão aos jogadores do River Plate, seu rival histórico. A decisão foi anunciada neste sábado (16) pela Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), com sede no Paraguai.

O incidente ocorreu na quinta-feira (14), no estádio do Boca, La Bombonera. O primeiro tempo tinha terminado em 0 a 0, resultado que classificaria o River para disputar as quartas-de-final com o Cruzeiro. Depois do intervalo, quando o time visitante voltava ao campo, torcedores do Boca perfuraram o túnel que dá acesso ao estádio e lançaram um spray de gás de pimenta nos jogadores. Seis atletas do River foram atingidos – quatro deles hospitalizados, com vômitos, queimaduras na pele e olhos irritados. Depois de mais de uma hora de deliberações, a partida foi suspensa.

No sábado, o Boca fez sua defesa perante a Conmebol, na tentativa de conseguir uma pena menor. Por ser o anfitrião do jogo, o Boca deveria ter garantido a segurança do público e dos jogadores no seu estádio. Como isso não aconteceu, o Boca foi declarado perdedor nas oitavas de final e o River disputará com o Cruzeiro as quartas de final na quinta-feira (21).

A pena da Conmebol foi menor do que muitos esperavam, já que o Boca não foi excluído de futuras competições internacionais. Em compensação, terá que disputar os próximas quatro jogos em partidas fechadas ao público. Além disso, quando for jogar como time visitante, não poderá vender entradas para sua torcida.

A imprensa argentina criticou duramente a incapacidade das autoridades de clubes, associações de futebol e políticos de combater o fenômeno dos barras bravas (torcidas organizadas com comportamento violento), responsáveis por incidentes como o que aconteceu na quinta-feira passada.

 

(Fonte Agência Brasil/EBC)

15 campeões estaduais do fim de semana

bota-vasco

Foram quase quatro meses de jogos de norte a sul, abrindo a temporada do futebol nacional. Os estaduais estão na reta final, mas, em várias partes do país, já tem time levantando a taça de campeão.

Neste fim de semana, 15 estados conheceram seus campeões: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A lista abaixo traz a relação dos vencedores dos torneios estaduais, e será atualizada à medida que os campeonatos forem chegando ao fim.

Em alguns estados, ser o melhor time do estado é critério classificatório para competições nacionais, como a última divisão do Campeonato Brasileiro – a Série D – ou a Copa do Brasil do ano que vem. As federações também podem conferir premiações às equipes que levantarem o caneco, embora isto não seja regra: no caso do Campeonato Paulista, por exemplo, o campeão vai levar R$ 3 milhões.

Confira os campeões:

 

Bahia

O Bahia goleou o Vitória da Conquista por 6 a 0 e conquistou seu 46º título estadual. Com apoio da torcida, o tricolor conseguiu reverter a derrota de 3 a 0 no jogo de ida. O time não se abateu com a perda da Copa Nordeste para o Ceará na última quarta e venceu com os gols dois gols de Kieza e Souza cada, além de Bruno Paulista e Robson.

Ceará

O Fortaleza emapatou com o rival Ceará por 2 a 2 e conquistou o título estadual no Castelão. Palco do título do Vozão na Copa do Nordeste na última quarta, o estádio voltou a lotar para assistir o 40º título do tricolor. O gol da conquista foi de Daniel Sobralense. Na partida de ida, o Leão havia vencido por 2 a 1. O título quebrou o jejum do Fortaleza de quatro anos sem títulos cearenses.

Distrito Federal

O Gama foi campeão candango depois de vencer o Brasília na grande decisão. No primeiro jogo, disputado no Mané Garrincha, o Periquito venceu por 3 a 0. Na volta, também na arena da capital federal, o alviverde venceu por 1 a 0 e ficou com o título, quebrando um jejum de 12 anos sem conquistas. Foi 11º título do Gama, que é o maior campeão do Distrito Federal

Goiás

O Goiás empatou com a Aparecidense por 1 a 1 no Serra Dourada e conquistou o seu 25º título estadual. Felipe Menezes marcou para o esmeraldino e Washington para o camaleão. O Goiás havia vencido por 2 a 0 a partida de ida.

Maranhão

O Imperatriz conquistou seu segundo título estadual ao vencer o Sampaio Correia por 3 a 1. Jogando em casa, o Cavalo de Aço levantou o caneco após 10 anos. Os gols da equipe foram marcados por Júnior Chicão, Rubens e Diego Valderrama, a Bolívia Querida descontou com Cleitinho. No primeiro jogo em São Luiz, a equipe imperatrizense havia perdido por 2 a 1.

Mato Grosso do Sul

O Comercial venceu o Ivinhema por 3 a 2 e conquistou seu 9º título sul-mato-grossense. Um gol de pênalti aos 47 minutos do segundo tempo garantiu a conquista colorada no estádio do adversário. O título quebra o jejum de 4 anos sem conquistas do Comercial.

Minas Gerais

O Atlético venceu a Caldense por 2 a 1 em Varginha e faturou seu 43º título mineiro. O Galo venceu o time sensação de Poços de Caldas, até então invicto, com gols de Thiago Ribeiro e Jô. Washington marcou o gol da Veterana. Na partida de ida, os clubes haviam empatado por 0 a 0 no Mineirão.

Pará

O Remo venceu o Independente por 2 a 0 é conquistou seu 44º título paraense. Jogando no Mangueirão, o Leão venceu com dois gols de Rafael Paty. A equipe de Tucuruí havia vencido o primeiro turno do campeonato e o Remo o segundo, sendo que a final foi realizado em um único jogo.

Paraná

O Operário Ferroviário conquistou o título inédito do campeonato paranaense ao vencer o Curitiba por 3 a 0 no Couto Pereira. O centenário clube de Ponta Grossa conquistou o título com gol do atacante Juba. Na partida de ida, o Fantasma já havia vencido o Coxa por 2 a 1. A equipe conseguiu o feito após 14 vice-campeonatos, sendo o último em 1961.

Pernambuco

O Santa Cruz venceu o Salgueiro por 1 a 0 no estádio do Arruda e conquistou o título pernambucano . O tricolor conquistou seu 28º título estadual. No jogo de ida, a Cobra Coral tinha empatado por 0 a 0 com o Carcará. O atacante Anderson Aquino marcou o gol da conquista.

Rio de Janeiro

O Vasco venceu o Botafogo por 2 a 1 no Maracanã e conquistou seu 23º título estadual. O cruzmaltino quebrou a sequência de 12 anos sem títulos estaduais. Rafael Silva e Gilberto marcaram para o Vasco e Diego Jardel para o Botafogo. No jogo de ida, o Vasco havia vencido por 1 a 0.

Rio Grande do Norte

O América conquistou o bicampeonato potiguar após vencer o ABC por 1 a 0 em pleno Frasqueirão. O zagueiro Flávio Boaventura marcou o gol do 35º título estadual do Dragão. Na partida de ida, na Arena das Dunas, o clássico havia ficado empatado em 1 a 1.

Rio Grande do Sul

O Internacional consagrou-se pentacampeão gaúcho ao vencer o rival Grêmio por 2 a 1. Com apoio da torcida no Beira-Rio, os colorados conquistaram seu 44º título estadual. Pelo Inter, Nilmar e Valdívia marcaram, pelo tricolor Giuliano descontou. No primeiro jogo, na Arena do Grêmio, o clássico ficou em 0 a 0.

Santa Catarina

Joinville e Figueirense empataram novamente em 0 a 0 e a equipe do interior catarinense conquistou o título estadual. Apesar da comemoração, o campeonato ainda será decidido no tapetão. A Justiça Desportiva julgará a denúncia de irregularidade no registro do jogador André Krobel do JEC. Este poderá ser o 12º campeonato estadual do Joinville.

São Paulo

O Santos venceu o Palmeiras nos pênaltis e conquistou seu 21º título estadual. O Peixe ganhou por 2 a 1 no tempo normal e converteu todas as suas penalidades. O Verdão perdeu dois penâltis e mesmo com a vitória no jogo de ida não conseguiu dar a volta olímpica.

 

(Portal EBC)

Vasco é o campeão carioca de 2015

vasco_4

Depois de amargar um jejum de doze anos, o Vasco soltou de novo o grito de campeão carioca. Diante do público recorde do futebol brasileiro no ano – público presente de 66.156 torcedores -, o cruzmaltino venceu o Botafogo por 2 a 1 e ficou com o título estadual, algo que não acontecia desde 2003.

Este foi o 23° carioca da história do Vasco, que, nos últimos anos, enfrentou má fases, rebaixamentos, crises financeira e política e pode comemorar apenas a Série B de 2009 e a Copa do Brasil de 2011. De volta à Série A depois de assegurar o acesso no ano passado, o cruzmaltino, que terminou a primeira fase em terceiro lugar, eliminou o Flamengo nas semifinais e venceu o Botafogo nos dois jogos da final. A trajetória levou o presidente do clube, Eurico Miranda, a cunhar uma frase que embalou a campanha vitoriosa: “o respeito voltou”. O Vasco termina o campeonato com 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 35 gols marcados e 14 sofridos.

O resultado é particularmente histórico para o técnico Doriva. Ele se tornou o primeiro técnico a vencer, de maneira consecutiva, o campeonato de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em 2014, Doriva conduziu o Ituano à conquista do título. Agora, foi a vez de levar o Vasco à vitória.

Precisando de dois gols para reverter a vantagem conseguida pelo Vasco no jogo de ida, o Botafogo já contabilizava duas chegadas ao gol com menos de cinco minutos de jogo: a primeira com Luis Ricardo, no primeiro minuto de jogo, e depois com Bill, aos quatro, em chute que acabou prensado por Martín Silva. O ataque botafoguense tentava escapar principalmente pelos lados do campo, mas esbarrava na dificuldade em centrar a bola, mesmo tendo Bill como referência na grande área.

O Vasco apostava nos contra-ataques, mas teve sua primeira chance de marcar em uma jogada de bola parada: em cobrança de falta ensaiada, aos 18 minutos, Luan sobrou sozinho na pequena área e chegou sozinho na segunda trave, quase conseguindo desviar para o gol.

“A partir daí, o jogo começou a mudar de panorama. O Vasco começou a oferecer mais perigo que o Botafogo”, analisou o comentarista da Rádio Nacional, Marco Aurélio.

Na metade do primeiro tempo, o técnico René Simões perdeu Willian Arão, com fortes dores na coxa direita, e precisou mexer no time, colocando Fernandes no jogo. O número de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro Wagner dos Nascimento Magalhães também chamou atenção: só na etapa inicial, foram sete cartões – quatro para jogadores do Botafogo e três para atletas do Vasco, em 45 minutos com 20 faltas marcadas.

O Botafogo voltou a levar perigo em um chute de fora da área de Rodrigo Pimpão, que, da esquerda, cortou e bateu. A bola desviou em Madson e forçou Martín Silva a ir buscar no ângulo, colocando para escanteio.

Aos 44 minutos do primeiro tempo, Rafael Silva deixou o Vasco ainda mais perto do título, abrindo o placar no Maracanã. A jogada do gol cruzmaltino começou quando Marcelo Mattos se atrapalhou e perdeu a bola para Gilberto. O atacante rolou para Guiñazu, que acertou belo lançamento para Rafael Silva. O talismã vascaíno bateu cruzado, de primeira, no canto esquerdo de Renan.

A conta para o Botafogo vencer o campeonato indicava que o clube da Estrela Solitária precisava da virada para levar a decisão para os pênaltis. Uma vitória por dois gols de diferença garantiria o título para o Bota. Em caso de empate, o Vasco seria o campeão.

Com isso, René Simões mexeu no time: Diego Jardel veio para o jogo, no lugar de Tomas Jardel. Mantendo a bola em seu campo de ataque, o Botafogo forçou o Vasco a se fechar e tentar achar uma bola que pudesse definir a partida. A melhor oportunidade nesta blitz alvinegra foi aos 13 minutos, em cobrança de falta perigosa, salva por Martín Silva, que deu um tapa na bola.

O jogo continuou pegado – no total, foram 12 cartões amarelos -, e mais corrido. O Botafogo chegou ao empate aos 29, graças à insistência de Gilberto, brigou pela bola na entrada da grande área e tocou para Diego Jardel, nas costas da defesa, que ficou parada. Desmarcado e na cara do gol, ele teve a tranquilidade de tocar, com categoria, para o fundo das redes de Martín Silva.

O empate incendiou a partida, e o Botafogo partiu para o ataque, tentando o resultado que poderia mudar o destino da taça. Mas a expulsão de Fernandes, aos 38, complicou a vida do Botafogo. E se o Botafogo ainda tinha alguma pretensão de tirar o título do Vasco, ela foi reduzida a pó depois que Gilberto marcou o segundo, já nos acréscimos, aos 48 minutos do segundo tempo.

O gol que confirmou o título começou em uma cobrança de lateral pela direita, que alcançou Lucas. Em um passe, ele encobriu o marcador e alcançou Gilberto na grande área. O artilheiro dominou e bateu cruzado, sacramentando a conquista cruzmaltina.

 Botafogo 1 x 2 Vasco

Botafogo

Renan; Gilberto, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Thiago Carleto; Marcelo Mattos, Willian Arão (Fernandes), Luis Ricardo (Sassá) e Tomas Bastos (Diego Jardel); Rodrigo Pimpão e Bill
Técnico: René Simões

Vasco

Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Christiano; Guiñazu, Serginho e Julio dos Santos (Lucas); Rafael Silva (Marcinho), Dagoberto (Bernardo) e Gilberto
Técnico: Doriva

 

Gols

Rafael Silva (Vasco), aos 44min do primeiro tempo; Diego Jardel (Botafogo), aos 29 minutos e Gilberto (Vasco), aos 48 minutos do segundo tempo

 

Cartões amarelos

Vasco
Serginho, Júlio dos Santos, Christiano, Dagoberto e Rodrigo
Botafogo
Willian Arão, Gilberto, Marcelo Mattos, Fernandes, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Diego Jardel

Cartão vermelho

Botafogo
Fernandes

 

Árbitro

Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Assistentes

Rodrigo Figueiredo Corrêa (RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)

 

Público pagante

58.446 pagantes

 

Público presente

66.156 espectadores

 

Renda

R$ 3.286.580