Arquivo da categoria: Esporte

Neymar é o único brasileiro indicado na lista de melhor jogador do ano

neymar_0

Depois de divulgar os candidatos a melhor técnico (no futebol feminino e masculino) e a melhor jogadora do mundo, a Fifa divulgou, nesta sexta-feira (04), a lista dos 23 selecionados para concorrer ao prêmio de melhor jogador do mundo. Apenas um brasileiro está na lista: o jogador Neymar. Novamente, aparecem entre os concorrentes os nomes do português Cristiano Ronaldo e do argentino Lionel Messi, que são favoritos ao prêmio.

Confira os nomes da lista (em ordem alfabética):

fifa_23_indicados_a_premio_de_melhor_do_mundo

Agüero (Argentina/Manchester City), Bale (País de Gales/Real Madrid), Buffon (Itália/Juventus), Cristiano Ronaldo (Portugal/Real Madrid), De Bruyne (Bélgica/Manchester City), Griezmann (França/Atlético Madrid), Ibrahimović (Suécia/Manchester United), Iniesta (Espanha/Barcelona), Kanté (França//Chelsea), Toni Kroos (Alemanha/Real Madrid), Lewandowski (Polônia/Bayern de Munique), Mahrez (Argélia/Leicester), Lionel Messi (Argentina/Barcelona), Modrić (Croácia/Real Madrid), Neuer (Alemanha/Bayern de Munique), Neymar (Brasil/Barcelona), Özil (Alemanha/Arsenal), Payet (França/West Ham), Pogba (França/Manchester United), Sergio Ramos (Espanha/Real Madrid), Sánchez (Chile/Arsenal), Luis Suárez (Uruguai/Barcelona) e Vardy (Inglaterra/Leicester City).

Todos os indicados jogam em clubes da Europa. Em termos de país, o que mais teve indicados foi a França (4), enquanto a Alemanha teve três. Argentina e Espanha concorrem com dois jogadores cada um. Dos 23 jogadores, 17 são europeus, cinco sul-americanos e um africano.

Entre os clubes, o Real Madrid é o que mais “cedeu” indicados à lista: ao todo cinco. O Barcelona tem quatro e Manchester City, Manchester United, Juventus, Bayern de Munique, Leicester e Arsenal têm dois concorrentes cada um.

A partir de agora, técnicos, capitães de seleções e jornalistas vão votar nos indicados. No dia 2 de dezembro, serão conhecidos os três nomes mais votados. O nome do melhor jogador do mundo será conhecido em cerimônia no dia 9 de janeiro de 2017.

 

(Fonte:Portal EBC)

Fifa multa CBF por causa de gritos homofóbicos em jogo do Brasil

fifa-e-cbf

A Fifa divulgou, na manhã desta terça-feira (4), que multou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 20 mil francos suíços (cerca de R$ 65 mil) por causa de gritos homofóbicos de torcedores durante a partida entre Brasil x Colômbia, na Arena Amazônia (Manaus), pelas eliminatórias da Copa do Mundo. No jogo, disputado no dia 6 de setembro, torcedores gritavam “bicha” quando o goleiro adversário iria cobrar um tiro de meta.

A punição faz parte de um programa da Federação Internacional de Futebol contra a discriminação racial e social no esporte. Com o apoio da OnG Fare Network, a Fifa monitora e tem multado confederações por atos racistas e homofóbicos. Esta foi a primeira vez que a entidade brasileira foi punida por homofobia.

“A Comissão Disciplinar da FIFA emitiu seu veredicto depois de analisar as circunstâncias específicas de cada caso, em particular, os processos de arbitragem, a posição da federação (se for o caso) e o relatório do grupo de observadores antidiscriminação e as evidências disponíveis. Em alguns casos, também levaram em conta alguns atenuantes, como os esforços feitos pelo membro para sensibilizar os espectadores e federações combater a discriminação”, apontou o comunicado.

Além da CBF, entidades de Honduras, Albânia, El Salvador, Itália, México, Peru, Paraguai, Argentina, Canadá e Chile levaram multas de 20 mil a 65 mil francos suíços. O Chile também perdeu um mando de jogo. A seleção não poderá jogar no Estádio Nacional na partida contra a Venezuela, em março de 2017.

A OnG Respeito Futebol Clube tem tentado, desde o início deste ano, conversar com torcedores para que os gritos de “bicha” cessem em estádios. No manifesto do movimento, a ação foi criticada.

“Os amantes do futebol podem fazer algo diferente. O mesmo esporte que serviu de difusor da democracia no país tem força e peito para fortalecer a defesa da diversidade, o meio-campo do diálogo e o ataque ao preconceito”, aponta.

Para a jornalista Ana Clara Ferrari, que coordena a OnG, ações como a da Fifa são exemplares, mas não são suficientes para acabar com a discriminação. “A punição aponta para uma diretriz de que a instituição não tolera mais homofobia. Mas para ações ter efeito mais prático, é preciso uma relação mais direta com a torcida. Por exemplo, se torcedores gritassem, por que não um jogador do time da casa pedir para parar com os gritos? Imagine o impacto se, por exemplo, o Neymar se posicionasse em relação a isso?”, diz.

A reportagem tentou entra em contato com a CBF, mas não conseguiu até o final desta matéria.

movimento discute racismo, machismo e homofobia no futebol

28/03/16

Com o intuito de tornar o estádio de futebol o “lugar mais democrático do mundo” e combater atos de racismo, machismo e homofobia no futebol brasileiro, um grupo de jornalistas se reuniu e resolveu criar o movimento Respeito Futebol Clube.

O movimento surgiu após a jornalista Ana Clara Ferrari presenciar torcedores hostilizarem o colega de profissão Mário Marra por ele ter feito críticas à apresentação de mulheres com roupas íntimas durante lançamento dos novos uniformes do Atlético (MG), em fevereiro deste ano. Também participam do movimento, os jornalistas Marco Aurélio Carvalho, Renata Mendonça, Wagner Prado e a ex-jogadora Juliana Cabral.

De acordo com Ferrari, uma das organizadoras do movimento, o futebol deveria ser utilizado para superar diferenças e não para acentuar preconceitos: “No Brasil, temos uma noção de que o futebol é democrático e a paixão pelo time cria um ambiente de superação de diferenças. Só que o que temos visto no nosso país é exatamente o contrário. É a propagação do preconceito, do racismo, da homofobia, do machismo”.

Ferrari aponta que a lógica do “pode tudo” beneficia a propagação de xingamentos preconceituosos em estádios, mas pune manifestações políticas. “Pode xingar o goleiro adversário ou gritar ‘tesão’ para uma mulher. Mas se uma torcida for fazer uma faixa contra a corrução ou questionar instituições como CBF ou Fifa, ela é sumariamente calada. O ‘pode tudo’ vale só para alguns”, afirma.

Para o jornalista Marco Aurélio Carvalho, é preciso que as pessoas se conscientizem do mal que o racismo, o machismo e a homofobia no futebol causam à sociedade e ao esporte. “O futebol é movido por paixão e é difícil acabar com o descontrole e o xingamento. Mas nós queremos o fim do racismo, do machismo e da homofobia. Com isso é possível acabar”, disse Carvalho durante entrevista para o programa Bate-Bola Nacional.

1ª reunião

Na última terça-feira (22), o grupo fez a 1ª reunião. Participaram cerca de 40 pessoas entre jornalistas e pesquisadores da área do esporte além de membros de entidades e organizações. “Tratamos dos três temas de forma mais geral neste primeiro encontro. Mas devemos realizar mais três encontros em São Paulo. Um sobre racismo, um sobre machismo e um sobre homofobia”, diz Ferrari.

O grupo também vai realizar encontros em outras capitais. Até o meio do ano, o Respeito Futebol Clube deve realizar debates em Belo Horizonte (no final de abril) e no Rio de Janeiro (sem data definida). No primeiro encontro foi assinado um manifesto, que pode ser lido abaixo:

RESPEITO FUTEBOL CLUBE: UM GOLAÇO DA DEMOCRACIA

Futebol é uma das maiores paixões do brasileiro. Nem sempre o melhor vence. Por mais talento que o jogador tenha, invariavelmente dependerá do trabalho coletivo. A baixinha e franzina pode ser mais útil taticamente que a jogadora alta e musculosa. Dois chinelos de dedo de cada lado e… Pronto! Cancha de jogo.

A paixão pelo time une gerações, credos, gênero, etnias e classes sociais. Há quem diga ser o maior exercício de democracia que a história conhece.

Futebol, do campo à arquibancada, é verve. “O gol é como um orgasmo”, dizia o Doutor Sócrates, talento da Seleção Brasileira. “É grito sufocado de um povo sofrido”, destacava Osmar Santos nas narrações dos gols em plena ditadura. É catarse.

Na arquibancada, o torcedor se sente livre. Com poder. Sente que pode tudo.

Todos podem tudo? O negro reclamar dos gritos de “macaco”, pode? Tornar as leis mais rigorosas contra o racismo no futebol, também pode ou fica “chato”? Há quem faça cara feia pra mulher que joga, apita, comenta, faz reportagens de campo, e muito mais. E reclamar do machismo no futebol, vale? As ofensas contra gays e lésbicas ainda são aceitas como naturais. Quando o coletivo não é sinônimo de diversidade, é mesmo coletivo?

O estádio, que muitos ainda chamam de “o lugar mais democrático do mundo”, tem se transformado num palco de intolerância e desrespeito.

Os preconceitos, muitas vezes reprimidos lá fora, são escancarados na arquibancada e nos bastidores do futebol. Que tipo de democracia é essa?

O “vai tomar…” contra a chefe de Estado na Copa do Mundo foi dito sorrindo, enquanto a faixa contra corrupção foi reprimida com violência.

Do barulho com as imitações de macaco para o goleiro Aranha aos gritos de “gostosa” ou de “volta para a cozinha” para a árbitra, a bandeirinha, a torcedora, a jogadora… Do grito de “oooo bicha…” no tiro-de-meta” à má vontade com as comentaristas…

Os amantes do futebol podem fazer algo diferente. O mesmo esporte que serviu de difusor da democracia no país tem força e peito para fortalecer a defesa da diversidade, o meio-campo do diálogo e o ataque ao preconceito. E estamos prontos para fazer, com vocês, belas jogadas nesse campo.

Nós do Respeito Futebol Clube – jogadores, jornalistas, torcedores, árbitros e amantes do futebol -, sem distinção de raça, gênero ou orientação sexual, estamos aqui para construir um novo time. Onde podem ser escalados milhares de jogadores. Não apenas onze.

Para quem acha que “o futebol está ficando chato” por causa da luta contra as diferentes formas de discriminação, um recado: chata é a arbitrariedade. Chato é o preconceito. Sem graça é a sua intolerância. Sem eles, o mundo fica muito mais digno, humano e divertido. Essa goleada pode e deve sair de lindos lances coletivos. Com golaços e vitória da democracia.

 

(Fonte:Portal EBC)

Arquivado processo que poderia impugnar Fla x Flu

arte
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Piacente, decidiu anular a ação que poderia  impugnar o Fla x Flu, disputado em 13 de outubro. Ele atendeu assim a um pedido do Procurador-Geral do tribunal, Felipe Bevilacqua. O comunicado foi feito no início da noite desta quinta (21). Ele considerou o pedido de Bevilacqua, para arquivar o processo, por causa da ausência de provas que sustentassem interferência externa em decisão da arbitragem no clássico.

Dessa forma, o Flamengo recuperou os três pontos do jogo em que havia vencido o Fluminense por 2 a 1 e agora volta a somar 60 pontos no Brasileiro, quatro atrás do líder Palmeiras.

Durante o dia, houve muita movimentação na sede do STJD, no centro do Rio, por causa do caso Fla-Flu. Havia a expectativa de que Piacente anunciasse nesta quinta o dia do julgamento do recurso do Tricolor. Mas a manifestação do procurador ganhou força e teve o apoio de vários auditores do tribunal.

“Resta provado nos autos a inexistência de um mínimo probatório necessário a configurar a referida interferência externa para o recebimento e regular processamento da presente medida”, registrou Piacente em seu despacho.

No clássico, o árbitro Sandro Ricci anulou gol do zagueiro Henrique, do Flu, após 13 minutos de paralisação. O jogador estava realmente em impedimento ao completar o lance. Mas a reclamação do Flu era quanto à suposta interferência externa, com imagens de TV, para não validar o gol. O STJD considerou nesta quinta que não foram apresentadas para sustentar a denúncia.

Roma desiste de sediar Jogos Olímpicos de 2024

Um ano depois de ter oficializado a candidatura a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024, Roma voltou atrás. Nesta quarta-feira (21), a prefeita Virginia Raggi anunciou a retirada da capital italiana da disputa. O abandono do projeto olímpico foi comunicado em entrevista no Campidoglio, sede da prefeitura, Virginia Raggi ter faltado a uma reunião com o presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò.

Segundo a Ansa Brasil, seria a última tentativa de Malagòi de reverter a decisão da prefeita, que já era prevista desde que ela foi eleita, em junho passado, apesar dos apelos de cartolas, atletas e do primeiro-ministro Matteo Renzi. O encontro estava marcado para 14h30 (horário local), mas, depois de uma espera de 35 minutos, a delegação do Coni deixou Campidoglio em protesto contra a atitude da prefeita.

“É irresponsável dizer sim a essa candidatura. Falamos isso com força em 2015, reiteramos na campanha eleitoral e dizemos agora. Nunca mudamos de ideia”, afirmou Virgina, ao lembrar que os romanos ainda pagam 1 bilhão de euros da dívida relativa aos Jogos de 1960, realizados na capital italiana.

“Sonho que se torna pesadelo”

A prefeita de Roma disse que não tem nada contra a Olimpíada, mas ressaltou que os Jogos viraram um negócio. “Não às Olimpíadas dos tijolos. Na prática, elas são uma espécie de cheque em branco assinado pelos países-sede. As Olimpíadas são um sonho que se torna pesadelo. É um negócio para os grandes lobbies, os grandes construtores.”

Virginia também citou o caso do Rio de Janeiro, que acaba de sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos: “Não temos dados do Rio, mas temos nos olhos as imagens dos habitantes do Rio.”

Com a confirmação da desistência de Roma, o gabinete da prefeita deve discutir na semana que vem uma moção para retirar formalmente o apoio do Campidoglio à candidatura, o que, na prática, enterrará o projeto olímpico da cidade.

Primeira prefeita eleita em Roma, Virginia tem 37 anos e representa o Movimento 5 Estrelas (M5S), partido populista antissistema que faz oposição ao governo de centro-esquerda de Renzi. O M5S sempre criticou a candidatura, e Virginia, durante a campanha eleitoral, chegou a dizer que era “criminoso” pensar em Olimpíadas enquanto a capital “morre afogada em trânsito e buracos”.

A candidatura da capital italiana havia sido oficializada em 11 de setembro do ano passado, quando o prefeito ainda era Ignazio Marino, de centro-esquerda, que foi derrubado meses mais tarde após ter perdido o apoio de seu próprio partido, o PD, liderado por Renzi. A queda de Marino fortaleceu o desencanto da população com as legendas tradicionais e deu combustível para a vitória de Virgina Raggi nas eleições antecipadas de junho deste ano, quando ela também proporcionou ao M5S o maior triunfo de sua história.

Com a saída de Roma, permanecem na disputa pelos Jogos de 2024 as cidades de Budapeste, Los Angeles e Paris. A prefeita da capital francesa última, Anne Hidalgo, já tentou aproveitar a ocasião para cobrar o apoio de todos os candidatos à Presidência à candidatura de Paris. “O consenso político é um elemento decisivo”, afirmou Anne Hidalgo.

A cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2024 será anunciada em setembro de 2017, em Lima.

 

 

Dez momentos marcantes da Paralimpíada 2016

Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 chegam ao fim neste domingo (18). Veja alguns momentos que vão ficar na lembrança de quem acompanhou a paralimpíada. Durante os Jogos, pudemos vibrar e nos emocionar com disputa das 23 modalidades em 11 dias de competição. Foram 528 provas valendo medalhas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas. Confira:

1) Márcia Malsar carrega a tocha na abertura da Paralimpíada

marcia_malsar_3

 

Na última quarta-feira (7), o mundo todo se emocionou com a imagem da ex-atleta paralímpica Márcia Malsar carregando a tocha na abertura da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Mas muita gente ainda não conhecia a história de Márcia, que foi a primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha de ouro em uma paralimpíada – em 1984, nos 200m rasos.

2) Equipe brasileira vence na bocha

1044348-1_12-09-2016_ffrz-0912

O Brasil conquistou um ouro inédito na classe BC3 da bocha adaptada. A medalha veio depois de uma partida muito disputada contra a Coreia do Sul. A torcida, que foi chegando aos poucos à Arena Carioca 2, cantou, gritou, vibrou e até brigou com o juiz, que puniu o time brasileiro após uma jogada na última parcial.

3) Público recorde

1043777-rj_10-09-2016_ffrz-3423

No sábado (19), cariocas aproveitaram o fim de semana para desfrutar do clima da Paralimpíada, torcer para o Brasil em várias modalidades e participar de um momento que ninguém sabe quando ocorrerá no país novamente. Foram 167 mil pessoas, segundo o comitê organizador dos Jogos, e São Pedro ajudou: depois de um clima instável e nublado nos últimos dias, o sol voltou a aparecer. Somando todas as praças esportivas, o público ultrapassou 250 mil pessoas. Nem na Olimpíada houve tanta movimentação em um só dia.

4) Susana Ribeiro na natação

equipe_de_natacao

Ex-piloto de Fórmula Indy e F-1, o italiano Alessandro Zanardi foi o campeão da prova de contrarrelógio H5 dos Jogos Paralímpicos no Rio, cidade que ficou marcada como o local de sua primeira pole position. Na Inglaterra, a prova foi disputada na pista do autódromo de Brands Hatch, onde Zanardi havia pilotado carros de corrida anos antes do grave acidente que o fez perder as duas pernas em uma corrida de Fórmula Indy, em 2001, na Alemanha. Como a competição está em seu sangue, ele reinventou sua carreira e, com sua nova condição física, adaptou-se às handbikes (bicicletas de mão) e investiu no esporte paralímpico.
6) Iraniano bate recorde mundial três vezes, levanta 310kg

zanardi

O halterofilista iraniano Siamand Rahman (+107kg) prometia romper a mítica barreira dos 300kg muito antes de começarem os Jogos. Chegou o dia, o momento, Siamand não decepcionou e ainda foi além. Ele bateu seu próprio recorde mundial (296kg) três vezes e estabeleceu uma nova marca- 310kg – que os amantes do esporte acreditam que vá durar muitos anos.

7) E todas as vezes que um atleta sacode a medalha para ouvir o som

siamand_rahman

8) Esgrima brasileira não passa das quartas de final

som_da_medalha

8) Esgrima brasileira não passa das quartas de final

1044705-rj_13-09-2016_tnrg-7307

O atleta gaúcho Jovane Guissone, esperança brasileira na espada individual na esgrima, perdeu a disputa nas quartas de final. Mas Jovane, o único brasileiro campeão paralímpico de esgrima, afirmou estar conformado com o resultado. Em Londres foi sua primeira participação e ganhou medalha de ouro. Nesta, Jovane não passou das quartas.

 

9) Judô brasileiro: Aos 45 anos, Antonio Tenorio conquista prata para o Brasil no judô até 100 kg

2016-09-10t225404z_1661221365_ht1ec9a1rlj8i_rtrmadp_3_paralympics-rio-judo

Aos 45 anos, o judoca brasileiro Antonio Tenorio conquistou a sexta medalha em Jogos Paralímpicos, ele levou a prata na categoria até 100 kg. Perdeu para o judoca Gwanggeun Choi, da Coreia do Sul, por ippon, que é o golpe perfeito no judô. O bronze ficou com o cubano Yordani Fernandez Sastre e com Shirin Sharipov, do Uzbequistão. Tenorio já acumulava quatro ouros e um bronze em Paralimpíada.

mesatenista_joga_com_a_boca

10) Egípcio mesatenista joga com a boca

Nascido no Egito, na cidade de Dumyat, em 1º de julho de 1973, Ibrahim Hamadtou perdeu os dois braços em um acidente de trem aos 10 anos. Três anos depois, ele deu início a um sonho que, para a maioria, parecia impossível: tornar-se um jogador de tênis de mesa. O primeiro passo foi tentar jogar com a raquete apoiada na axila. Sem sucesso e longe de desistir frente a um obstáculo que parecia ser a única chance de atingir seu objetivo, Ibrahim Hamadtou desenvolveu uma técnica que impressiona e inspira até mesmo seus colegas atletas paraolímpicos: aprendeu a jogar com a boca e isso lhe garantiu uma vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio.

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil e Portal EBC

Americanas vencem brasileiras e ficam com bronze no vôlei de praia

1038617-18.08.2016_ffz-4177

As brasileiras Larissa e Talita começaram bem a disputa pela medalha de bronze no vôlei de praia, mas não conseguiram superar a dupla norte-americana formada pela tricampeã olímpica Walsh e a medalha de prata em Londres, Ross.

De virada, as americanas, antes favoritas à medalha de ouro, venceram a partida e tiraram as brasileiras do pódio olímpico. No primeiro set, após 20 minutos de jogo, Larissa e Talita conseguiram superar Walsh e Ross fecharam por 21 a 17.

No segundo set, as norte-americanas devolveram o placar, em 21 minutos, e levaram a disputa pela medalha de bronze para o tie-breack. No set decisivo, as americanas mantiveram-se à frente do marcador e fecharam a partida por 15 a 9.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Milton Neves declara não gostar de futebol feminino e causa polêmica

T633QOaa

O apresentador Milton Neves causou polêmica no Twitter ao comentar sobre o jogo da seleção brasileira de futebol feminino contra a equipe da Suécia. As brasileiras perderam para as suecas nos pênaltis, depois de uma partida suada na tarde desta terça-feira (16) disputando a vaga para final na Rio-2016. Nas redes sociais, os tuíttes de Milton Neves sobre o futebol feminino não agradaram os internautas. O apresentador assumiu que não gosta de assistir mulheres jogando futebol e foi chamado de “machista”. Confira algumas declarações:

20160816175529917996i.png

Brasileiras vencem Rússia no vôlei

2016-08-15t020512z_974898816_rioec8f05sn50_rtrmadp_3_olympics-rio-volleyball-w

A seleção feminina de vôlei resolveu em três sets a partida contra a Rússia e encerrou invicta a primeira fase dos Jogos Olímpicos de 2016, garantindo o primeiro lugar no grupo A.

As russas, que até este domingo também não tinham perdido nenhuma partida, estiveram à frente das brasileiras em alguns momentos, mas o Brasil conseguiu alcançar o país adversário e virar os sets. Agora, o time do técnico José Roberto Guimarães enfrentará a China nas quartas de final. O jogo eliminatório será na terça-feira (16).

O time brasileiro fechou o primeiro set com um placar apertado, de 25 a 23. A Rússia começou melhor o segundo set, mas o Brasil deixou as adversárias para trás e chegou a abrir seis pontos de vantagem. As brasileiras encerraram o set por 25 a 21.

O terceiro set também começou com as russas abrindo o placar. O Brasil buscou o equilíbrio e conseguiu ficar oito pontos à frente. A  Rússia reagiu e pontuou seis vezes seguidas, diminuindo a diferença para dois pontos. O Brasil contra-atacou e finalizou a partida, novamente com um placar de 25 a 21. O técnico russo pediu desafio para confirmar o último ponto, mas a checagem oficializou a vitória brasileira.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Seleção feminina de vôlei do Brasil vence sem perder nenhum set

2016-08-13t025724z_1642403357_rioec8d087nf5_rtrmadp_3_olympics-rio-volleyball-w

Quatro jogos, quatro vitórias, 12 sets disputados nenhum perdido. Na caminhada rumo ao tricampeonato olímpico, a seleção feminina de vôlei não tem dado chaces para as adversarias e cada vez mais desponta como a favorita ao ouro na Rio 2016. Sem correr riscos, mesmo com as reservas em quadra em boa parte do jogo, o time do técnico José Roberto Guimarães atropelou a Coréia do Sul por 3 a 0.

Em 24 minutos, as brasileiras fecharam o primeiro por 25 a 17. Com excelentes atuações das ponteiras Natália e Fê Garay, o Brasil passou por cima das coreanas no segundo e, em 22 minutos, fechou em 25 a 13. Já com as reservas em quadra, as coreanas, que derrotaram o Brasil em Londres 2012, conseguiram equilibrar um pouco o jogo, mas não o suficiente para parar as brasileiras. Em 32 minutos, venceram o terceiro set por 27 a 25.

No último jogo da primeira fase, o Brasil terá pela frente as russas, adversário mais forte da chave, no domingo, às 22h35.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Brasil vence Austrália nos pênaltis e vai à semifinal do futebol feminino

2016-08-13t040453z_1348118745_rioec8d0bc3h3_rtrmadp_3_olympics-rio-soccer-w

Não podia ser mais tenso. Com direito a disputa de pênaltis e erro de Marta, a seleção brasileira de futebol feminino superou a Austrália no Mineirão na madrugada de hoje (13) e está nas semifinais das Olimpíadas de 2016. O Brasil dominou a partida, mas não conseguiu balançar as redes. Depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a torcida explodiu quando a goleira Bárbara defendeu a cobrança da australiana Kennedy, cravando o placar de 7 a 6 na disputa de pênaltis.

O Brasil enfrentará agora a Suécia, na próxima terça-feira (16), no Maracanã. As suecas superaram os Estados Unidos também nos pênaltis, após o empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

O estádio recebeu um bom público. Haviam sido vendidos 52.255 ingressos. Foi a primeira vez nas Olimpíadas que o anel superior do Mineirão recebeu torcedores para partida de futebol feminino. Nos outros quatro jogos, foram ocupados apenas assentos do anel inferior.

Espírito olímpico

Além de camisas da seleção brasileira, uniformes de Atlético-MG e Cruzeiro foram os trajes escolhidos por muitos torcedores. Para o analista de segurança da informação Plínio Devanier, a partida trouxe o espírito olímpico para a rivalidade dos dois maiores clubes de Minas Gerais. “As Olimpíadas favorecem a integração entre os povos. Estamos acolhendo e nos confraternizando com vários estrangeiros. E a integração entre torcedores rivais é também fundamental”, diz

Aguardando o início da partida nos arredores do Mineirão, Plínio, que é atleticano, tomava uma cerveja com o engenheiro civil e cruzeirense Paulo Henrique de Oliveira. Eles haviam acabado de se conhecer. “Na partida entre Estados Unidos e Nova Zelândia eu também vim para cá com um amigo cruzeirense de infância. Foi a primeira vez que viemos juntos a um jogo de futebol”, diz Plínio.

O engenheiro eletricista mineiro Rafael Lima veio de Fortaleza, onde mora atualmente, para prestigiar as jogadoras brasileiras. “Já que não consegui ver essa partida lá, peguei o avião para estar aqui hoje”.

Muitos torcedores vieram ao Mineirão munidos também de cartazes críticos ao presidente interino Michel Temer. Ao final do primeiro tempo, torcedores em todo o estádio se manifestaram sobre a situação política do país aos gritos do “Fora Temer”. Parte dos presentes vaiou o protesto.

Sem gols

2016-08-13t031534z_2119141682_rioec8d091xg2_rtrmadp_3_olympics-rio-soccer-w_0

Apesar do placar não ter se alterado, o primeiro tempo foi bastante disputado e as duas equipes poderiam ter saído com a vitória. O Brasil mostrou mais volume desde o início da partida, mas a Austrália encaixou boas jogadas. Foram as brasileiras que sofreram o primeiro susto. Aos 14 minutos, a lateral australiana Catley quase fez um gol sem querer. Em uma tentativa de cruzamento, a bola passou rente a trave.

A resposta veio rápido. Aos 15, a lateral esquerdo Tamires roubou a bola e passou para a atacante Debinha que chutou de fora da área obrigou a goleira australiana Lydia Willians a fazer a primeira boa defesa. O jogo seguia bem movimentado, e a torcida empurrava cantando, gritando o nome de Marta e fazendo “ola”.

Aos 20 minutos, o técnico australiano foi obrigado a fazer sua primeira substituição. A lateral Cathy saiu contundida e, em seu lugar, entrou Logarzo. Apesar do barulho, o público não intimidava as estrangeiras. Aos 21 minutos, em um vacilo da defesa brasileira, Simon recebeu pela esquerda e bateu cruzado para fora. Logo na sequência, a goleira brasileira Bárbara quase se enrolou ao tentar sair jogando com os pés e por muito pouco não foi desarmada.

Após dois sustos, o Brasil voltou a incomodar. Aos 29 minutos, o Brasil criou mais uma boa oportunidade de gol, após jogada de Formiga. Mesmo tendo a opção do chute, ela rolou para Thaisa que finalizou muito fraco nas maos da goleira. As brasileiras ainda perderiam mais uma chance aos 43. Debinha recebeu uma enfiada de Andressa Alves, cortou a zagueira australiana, mas chutou por cima do travessão.

Chances perdidas

2016-08-13t032605z_184297378_rioec8d09jfgb_rtrmadp_3_olympics-rio-soccer-w

O Brasil voltou para o segundo tempo com uma proposta ainda mais ofensiva, mas pecou nas finalizações. Logo aos três minutos, Andressa Alves arriscou na entrada da área e obrigou Lydia Willians a fazer uma boa defesa. Quatro minutos mais tarde, Bia não conseguiu aproveitar um cruzamento e perdeu um gol incrível. Na hora da finalização, a zagueira Kennedy chegou para cortar.

As brasileiras voltariam a chegar perto de abrir o placar em finalizações de Debinha, aos 14 minutos, e de Marta, aos 17. A primeira chutou por cima do gol e a segunda não superou a goleira adversária. O bom futebol, com dribles e boas tabelas, seguia contagiando os torcedores. Um festival de luzes de celular tomou conta do estádio.

A Austrália, que apenas se defendia, tentou mudar o panorama do jogo trocando a atacante Simon pela também ofensiva Heyman. O Brasil fez sua primeira substituição. A lateral direita Poliana entrou no lugar de Fabiana. O jogo pouco se alterou. As brasileiras seguiram pressionando e as australianas tentavam jogar no contragolpe.

Andressa Alves perdeu nova oportunidade aos 28 minutos, quando recebeu a bola livre na entrada da área mas chutou torto. O treinador australiano decidiu reforçar a defesa e fez mais uma alteração. Colocou a zagueira Polkinghorne no lugar da meio De Vanna.

Parte de estádio decidiu empurrar as brasileiras ao som de “eu acredito”. Outra parte reprovou a ideia com vaias, evidenciando a rivalidade entre atleticanos e cruzeirentes. O grito se tornou um marco da conquista do Atlético-MG na conquista da Libertadores de 2013.

Aos 38 minutos, Marta arrancou com a bola do campo de defesa e passou por três jogadores, mas mandou a bola pela linha de fundo. Como resposta, a Austrália finalmente conseguiu assustar. Logarzo soltou uma pancada da entrada da área e a bola foi no travessão.

O Brasil ainda teria duas boas chances antes do juiz encerrar a etapa complementar. Uma em cabeçada de Andressa Alves que resultado numa defesa milagrosa de Williams. A outra, em tabela entre Marta e Tamires, que tentou jogar a bola na pequena área e quase viu a australiana Kennedy cortar a bola para o próprio gol já nos acréscimos.

Tensão e alívio

2016-08-13t040313z_955226261_rioec8d0b9bh1_rtrmadp_3_olympics-rio-soccer-w

A prorrogação começou com boa chance australiana já aos 2 minutos. A volante Gorry chegou pela direita e mas mandou a bola na rede pelo lado de fora. A torcida voltava a entoar o grito de “eu acredito” e o Brasil continuava a pecar nas finalizações. Aos 4, Bia recebeu de Debinha na entrada da área, mas chutou fraco e a bola saiu na linha de fundo após desviar na defesa da Austrália. A jogadora brasileira perderia mais uma oportunidade em uma cabeçada para fora aos 12 minutos.

Ao fim do primeiro tempo da prorrogação, o técnico australiano fez sua quarta e última alteração, sacando Kerr e colocando Crummer. A Fifa está testando durante as Olimpíadas partidas de futebol com quatro substituições para cada time.

Os últimos 15 minutos da partida teve predominância do Brasil. Logo aos 2 minutos, Andressa Alves cobrou uma falta na entrada da área por cima do gol. No lance seguinte, Debinha foi prensada na hora de uma finalização no meio da área. E aos 5, Marta errou o alvo em novo chute de fora da área.

As melhores chance da Austrália vieram aos 8 e aos 9 minutos, com um falta que Egmond isolou e com um chute na entrada da área que passou a esquerda do gol de Bárbara. Arriscando uma última cartada, o técnico brasileiro Vadão pôs a meia Andressinha no lugar da volante Thaisa. Mas não foi suficiente. O Brasil seguiu pressionando e, aos 13, Marta fez grande jogada, driblando a zaga australiana na direita. Seu chute porém parou na goleira Willians.

A disputa de pênaltis repetiu a tensão do jogo. Marta, principal jogadora da equipe brasileira, errou o quinto pênalti e, se não fosse a goleira Bárbara, o Brasil teria sido eliminado. Ela saltou para defender a cobrança de Gorry. E depois mais uma vez pegou a tentativa de Kennedy, fazendo a torcida explodir. Os gols brasileiros foram marcados por Andressa Alves, Andressinha, Bia, Rafaelle, Debinha, Mônica e Tamires.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)