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Universidade de Brasília adere ao Sisu

A partir do primeiro semestre de 2014, a Universidade de Brasília (UnB) vai aderir ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação (MEC). Com isso, o vestibular do início do ano será substituído pelo desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O Sisu seleciona os candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior. A seleção é feita com base na nota obtida pelo candidato no Enem. O Programa de Avaliação Seriada (PAS) será mantido, assim como o vestibular do meio do ano.

Segundo o MEC, 2.110 das 4.220 vagas dos 97 cursos de graduação da UnB serão reservadas ao Sisu. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe), nesta quinta-feira (11).

A universidade havia criado, em outubro do ano passado, uma comissão para discutir a proposta de adesão parcial. O edital para especificar as mudanças no vestibular e a adesão ao sistema do MEC será divulgado nos próximos meses.

Fonte Agência Brasil

MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores na área de exatas

 

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Preocupado com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia, o Ministério da Educação (MEC) elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair para essas áreas os estudantes que querem ser professores. A proposta, ainda em construção, prevê parceria com universidades e também a oferta de bolsas de auxílio, disse nesta quarta-feira (10) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

“É preciso estimular a vocação de professor. Temos o problema salarial, de carreira, mas há também o problema de despertar o interesse pela educação desde cedo e valorizar quem tem esse interesse. Precisamos estimular as ciências exatas, a demanda por ensino superior nessas áreas é muito baixa”, disse o ministro, ao participar de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

De acordo com Mercadante, a proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas. “Vamos fazer um programa para estimular desde o ensino médio, com bolsa, com parceria com as universidades, com laboratório, com cientista para dar palestras”.

O ministro citou como exemplo da falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas a baixa a procura por esses cursos na última edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Dados do relatório Escassez de Professores no Ensino Médio: Soluções Estruturais e Emergenciais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2007, apontam que as áreas mais carentes de professores eram as de física e química, seguidas das de matemática e biologia.

Mercadante adiantou ainda que o ministério estuda lançar um grande edital de cultura nas escolas públicas e também a criação de uma universidade das artes para aulas de música, cinema, teatro, dança e poesia. Essas ações deverão ser feitas em parceria com o Ministério da Cultura.

Fonte: Agência Brasil

Instituições particulares de pequeno e médio porte pedem mudanças em avaliações do ensino superior

Instituições de ensino superior particulares de pequeno e médio porte pedem mudanças nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) e uma maior participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Reunidos em Brasília nessa terça-feira (9), representantes dessas instituições apresentaram dados e discutiram problemas e avanços no setor.

Segundo dados divulgados pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), as instituições de ensino privado com até 2 mil alunos representam 59% do ensino superior no Brasil. “São instituições diferentes das de grande porte. A maioria está localizada no interior, nos locais aonde as grandes não chegam. Elas estão inseridas no contexto local e apresentam muitas vantagens tanto para os estudantes quanto para os contextos em que estão inseridas”, destacou a diretora acadêmica da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes).

De acordo com a diretora, essas instituições deveriam receber uma avaliação de qualidade de acordo com o contexto em que estão inseridas. “Muitas tem conceito 1 ou 2 no MEC [considerado insuficiente] por não cumprirem as exigências de formação do professor, que devem ser mestres ou doutores, e de dedicação mínima de 20 horas semanais dos docentes”. Segundo ela, isso não diminui a qualidade ou a importância da instituição.

A Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (Fatep), com cinco anos de existência, é a primeira voltada para o setor na cidade paulista. Na região, está instalada a fábrica de automóveis Hyundai Motor Brasil e, de acordo com o diretor e mantenedor da instituição, Marcos Antonio de Lima, muitos estudantes trabalham no setor. “Para mim seria melhor contratar professores que tivessem contato diário com o mercado, mesmo que não tenham títulos acadêmicos. Mas, para obter uma boa avaliação, tenho que ceder em alguns pontos.”

Ele disse que, em relação à carga horária, para cumprir as 20 horas semanais, professores têm que dar aulas além da disciplina principal, de outras relacionadas à competência. “Em vez disso, poderia ter duas jornadas parciais de professores especialistas nessas competências, ou mesmo horistas [pessoas que têm a remuneração calculada por hora de trabalho], que dividissem o tempo entre a sala de aula e o mercado de trabalho.”

Outra demanda das instituições é uma maior participação no Fies. A concessão do financiamento atrairia mais estudantes e tornaria as faculdades mais acessíveis. No entanto, para participar do programa, as instituições precisam de uma avaliação positiva, o que não ocorre com grande parte delas.

Outra situação enfrentada pelas pequenas instituições é a concorrência com as de grande porte. De acordo com os números divulgados pelo Semesp, em 2009, os estabelecimentos de pequeno porte somavam 1.363. Em 2011, o número caiu para 1.231.

“Temos que enfrentar o poder e a força política e econômica dos grandes grupos. A nossa faculdade já recebeu ofertas de compra mais de uma vez”, disse a diretora acadêmica da Faculdade Nobre de Feira de Santana (BA), Célia Chistina Silva Carvalho. A faculdade é destinada principalmente a cursos na área da saúde. “Foi feito um levantamento e esses cursos foram identificados como as maiores demandas.”

A instituição atende, na maioria, a jovens do entorno da região. “A faculdade representa um vetor de desenvolvimento inquestionável e contribui para a interiorização da educação”, diz Célia.

Fonte Agência Brasil

20% das crianças de 4 anos e 5 anos estão fora da escola

 

ABC

Quase 20% das crianças de 4 anos e 5 anos estão fora da escola, segundo análise feita pelo movimento Todos pela Educação a partir de uma combinação de dados do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cálculos mostram que faltam atualmente 1.050.560 vagas. De acordo com a Lei 12.796, publicada ontem (5) no Diário Oficial, estados e municípios têm até 2016 para oferecer vagas às crianças desta faixa etária. Segundo especialistas, essa é uma etapa que precisa de atenção especial e alguns cuidados devem ser tomados, tanto pelos professores quanto pelos pais, para que a criança tenha um bom aproveitamento, que contribua com a formação escolar.

“Nesta etapa do desenvolvimento deve ser priorizada a socialização. A criança que vai para a escola começa a partilhar espaços e a ter disciplina. Ela reconhece o professor como alguém a quem deve obedecer”, explica a presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, Carla Manzi. “Muitas crianças são filhas únicas ou convivem com o irmão ou irmã do mesmo sexo. É interessante para elas serem introduzidas em um novo contexto”, acrescenta.

Carla explica que não pode haver exagero nas exigências ou uma sobrecarga de conteúdo para essas crianças. Os pais devem estar atentos a qualquer sinal de estresse dos filhos. Segundo ela, as crianças não costumam falar, mas, por meio de atitudes, mostram que estão sofrendo com algum tipo de excesso.

“É preciso observar se a criança apresenta algum comportamento que não apresentava, como agressividade, ranger de dentes, sono inquieto e até mesmo voltar a fazer xixi na cama”. Nesses casos a escola deve ser procurada. Para Carla, a participação dos pais no dia a dia das crianças é importante para o desenvolvimento, e não deve ocorrer apenas quando acontecem problemas.

“Alguns pais acreditam que “colocou a criança na escola, acabou, dever cumprido”. Não é assim. É importante que os pais tenham paciência, que levem e busquem os filhos na escola, que perguntem sobre o dia deles. A criança está começando a introjetar o que é viver em sociedade. Nesse processo, até mesmo a participação dos pais em eventos na escola é importante”.

A professora de educação infantil Paola Aragão acredita que a obrigatoriedade do ensino a partir dos 4 anos vai trazer benefícios para as etapas posteriores da vida escolar. “Isso tira o grande gargalo na alfabetização. Quando o aluno chegava ao 1º ano [início do ciclo da alfabetização, aos 6 anos], nós tínhamos que começar tudo de novo, pois nem todos os alunos passavam pela educação infantil”. Com isso, diz a professora, “aqueles que tinham o aprendizado anterior, perdiam o interesse nas aulas”.

 Fonte  Agência Brasil

Justiça Federal volta a garantir apenas vista pedagógica das redações do Enem

 A Justiça deu mais uma decisão favorável à vista pedagógica da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Desta vez, foi a Justiça Federal no Ceará, que divulgou hoje (4) sentença referente a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em janeiro.

O MPF pedia, na ação, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) permitisse o acesso às imagens das redações do Enem 2012, acompanhadas de justificativas de pontuações e aos espelhos das provas, bem como abrisse prazo para interposição de recurso.

No entanto, a Justiça deu parecer favorável à Advocacia-Geral da União (AGU), que, representando o Inep e o Ministério da Educação, usou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em agosto de 2011 e homologado judicialmente, como justificativa para que fosse assegurada apenas a vista das provas aos participantes do Enem, para fins meramente pedagógicos. O acordo tem validade para as edições do exame a partir de 2012.

Nesta quinta, a AGU divulgou que uma das alegações que fez no processo foi o planejamento do Inep para permitir a vista das provas aos candidatos. Em 2012, 4,1 milhões de redações do Enem foram corrigidas. “Os órgãos desenvolveram uma solução tecnológica exclusiva para permitir o acesso individualizado do participante, em ambiente restrito e personalizado, após digitalização dos arquivos contendo as imagens das folhas de resposta e folhas de redação”.

No início deste ano, a AGU solicitou à Corregedoria Nacional do Ministério Público a abertura de sindicância para apurar a conduta do procurador que moveu a ação no Ceará, Oscar Costa Filho. Na ocasião, a AGU destacou que a maior parte das ações ajuizadas pelo procurador foi extinta, deferida ou remetida a juízos diversos. O procurador defendeu-se alegando que pedia apenas uma maior transparência no exame.

Em entrevista no mês passado, o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, disse que o Enem é um exame de grande dimensão e que a disponibilização de um espelho de correção com justificativas e marcações no texto seria inviável. A questão, segundo Costa, não será debatida para a elaboração do próximo edital do exame, que deve ser lançado em maio deste ano.

Além do MPF, desde a realização do exame, vários candidatos moveram ações pedindo o acesso irrestrito às correções da redação do Enem.

Fonte  Agência Brasil

Prazo para inscrições para Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas termina amanhã

 Termina amanhã (5) o prazo para estabelecimentos de ensino inscreverem os alunos na Olimpíada Brasileira da Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2013. As inscrições devem ser feitas no site www.obmep.org.br. A Obmep busca estimular o estudo da matemática e incentivar os alunos que se destacam na área.

Qualquer escola pública pode inscrever os estudantes no nível 1, para alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental, no nível 2, para quem cursa o 8º e o 9º anos, ou no nível 3, para os do candidatos do 1º ao 3º ano do ensino médio. A prova é formada por 20 problemas objetivos. No total, 6 mil alunos serão premiados com medalhas, sendo 500 de ouro, 900 de prata e 4,6 mil de bronze.

As provas da primeira fase da competição serão aplicadas no dia 4 de junho, em horário a ser definido pela própria escola. Os alunos com melhor desempenho serão classificados para a segunda etapa, que ocorrerá no dia 14 de setembro. A divulgação dos vencedores da olimpíada será feita no dia 29 de novembro.

A expectativa é que 20 milhões alunos participem da Obmep neste ano. Os dados mostram que o número de inscritos na olimpíada vem crescendo ao longo dos anos. Na primeira edição, em 2005, 10,5 milhões alunos se inscreveram na competição e 93,5% dos municípios brasileiros estiveram representados. Em 2012, cerca de 19,1 milhões de alunos se inscreveram, com representação de 99,2% dos municípios.

A olimpíada é um projeto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e existe desde 2005. É promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática.

Fonte Agência Brasil

Inscrições para o Jovens Talentos para a Ciência foram prorrogadas até 3 de abril

 

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Estudantes que ingressaram em universidades federais e institutos federais de educação no segundo semestre de 2012 e no primeiro semestre de 2013 podem participar do Programa Jovens Talentos para a Ciência. As inscrições, que se encerrariam hoje (28), foram prorrogadas até a próxima quarta-feira, 3 de abril.

A iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é destinada a estudantes de graduação de todas as áreas do conhecimento e tem o objetivo de inserir precocemente os estudantes no meio científico.

Ao todo serão disponibilizadas até 6 mil bolsas. Na primeira edição do programa, no ano passado, foi disponibilizada a mesma quantidade, mas a demanda não foi suficiente. Foram concedidas cerca de 5 mil bolsas, segundo a assessoria de imprensa da Capes.

Os estudantes devem ser inscritos pela instituição de ensino superior pelo preenchimento de formulário eletrônico. A seleção será feita por meio de prova de conhecimentos gerais, no dia 5 de maio. Os aprovados receberão bolsa no valor de R$ 400 por mês pelo período de 12 meses. O resultado será divulgado no dia 5 de julho de 2013.

A nota do teste poderá ser utilizada para futuras classificações no Programa Ciência sem Fronteiras.

Fonte Agência Brasil

Renovação de contratos do Fies é adiada para 30 de junho

 O Fundo Nacional de Desenvimento da Educação (FNDE) adiou para o dia 30 de junho o prazo para a renovação semestral dos contratos de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A resolução foi publicada hoje (28) no Diário Oficial da União.O novo prazo vale para os contratos do segundo semestre de 2010 até o primeiro semestre de 2013 e se extende também para a realização de transferência integral de curso ou de instituição de ensino e de solicitação de dilatação do prazo do financiamento.

As renovações devem ser feitas por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFIES), disponível nas páginas eletrônicas do Ministério da Educação (MEC) e do FNDE.

O Fies é destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores privados, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. O programa oferece  cobertura de 100% do valor da mensalidade e juros de 3,4% ao ano. O contratante só começa a quitar o financiamento 18 meses depois de formado.

Fonte  Agência Brasil

MEC divulga regras do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 2013

 O Ministério da Educação publicou hoje (28) no Diário Oficial da União portaria com as regras do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), marcado para o dia 24 de novembro.

O Enade tem o objetivo de medir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação quanto aos conteúdos programáticos, às suas habilidades e competências. Ele é usado para compor o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que mede a qualidade dos cursos em uma escala de 1 a 5. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios, o 3, razoável e o 4 e o 5, bons. A avaliação é feita a cada três anos.

Nesta ano, serão avaliados os cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. Também serão avaliados os cursos técnicos de agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

Devem fazer o exame, os estudantes que ingressaram no curso em 2013 e que tenham concluído até 25% da carga horária mínima do currículo do curso até o término do período. Também fazem a prova estudantes que tenham expectativa de conclusão do curso até julho de 2014, assim como aqueles que tiverem concluído mais de 80% da carga horária mínima do currículo do curso.

Para os cursos superiores de tecnologia, participam os estudantes que têm expectativa de conclusão em dezembro deste ano, assim como os que tiverem concluído mais de 75% da carga horária mínima do currículo.

Ficam dispensados do exame aqueles que colarem grau até o dia 31 de agosto de 2013 e os estudantes que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil na data de realização da prova, em instituição conveniada com a instituição de origem do estudante. A dispensa constará no histórico escolar do aluno.

Os dirigentes das instituições de ensino superior são os responsáveis pela inscrição de todos os estudantes habilitados, que devem ser feitas de 9 de julho a 16 de agosto pelo endereço eletrônico: http://enade.inep.gov.br. Cabe também às instituições a divulgação da lista de estudantes habilitados. Do dia 20 ao dia 30 de agosto, as instituições poderão fazer inclusões ou retificações, no mesmo endereço eletrônico.

Os estudantes farão a prova no município sede do curso, com exceção daqueles que cursam a modalidade de educação a distância. Esses poderão fazer a prova no município em que a instituição tenha um polo de apoio presencial.

As diretrizes para o exame serão divulgadas até o dia 31 de maio. Entre 22 de outubro e 24 de novembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizará o Questionário do Estudante, de preenchimento obrigatório, pelo site: http://portal.inep.gov.br. Somente depois do preenchimento do questionário, o estudante terá acesso ao local de prova e poderá imprimir o Cartão de Informação do Estudante.

 Fonte Agência Brasil

No Brasil 51,1% dos estudantes concluíram o ensino médio na idade adequada

Pouco mais da metade (51,1%) dos estudantes concluíram o ensino médio em idade considerada adequada, aos 19 anos. No ensino fundamental, 64,9% concluem aos 16 anos, segundo o quinto relatório de monitoramento das 5 Metas do movimento Todos pela Educação (TPE)* divulgado hoje (6). Anualmente, a entidade divulga estudo com os resultados da educação brasileira em relação a metas estipuladas para até 2022. Os resultados não atingiram a meta.

Com base na Constituição e em outros dispositivos legais, o TPE estabeleceu que até esse prazo, pelo menos 95% dos jovens brasileiros de 16 anos deverão ter completado o ensino fundamental e que 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o ensino médio. Os dados divulgados hoje (6) se referem a 2011. Para o período, a meta estipulada era 72,9% para o ensino fundamental e 53,6% para o ensino médio.

“As idades que consideramos são superiores àquelas que seriam corretas [14 anos para o ensino fundamental e 17 para o ensino médio]. Com 19 anos, metade concluiu o ensino médio, o fluxo ainda tem muito a melhorar”, diz a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.

No ensino fundamental, nove estados atingiram a meta. Mato Grosso superou a porcentagem, com 83% dos alunos com 16 anos concluindo essa etapa, enquanto em Alagoas 38,9% concluíram na idade adequada e mais 17 estados ficaram abaixo da meta. No ensino médio, a maior taxa foi de 69,8%, em Santa Catarina e a menor, 29,6% no Pará. Nas regiões, apenas o Centro-Oeste (74,3%) atingiu a meta para o ensino fundamental. Para o ensino médio, o Nordeste (41,4%) cumpriu a meta e o Centro-Oeste (58,4%) a superou. As demais regiões não cumpriram os números estabelecidos.

De acordo com o relatório, “diversos estudos vêm evidenciando o efeito perverso de sucessivas repetências na motivação do aluno; quanto mais defasado ele se encontra, menor será sua chance de concluir os estudos”. Consta também que para que a meta seja cumprida, “problemas como as altas taxas de repetência, a evasão escolar e a distorção idade-série precisam ser enfrentados pelos sistemas públicos de ensino”.

*Fundado em 2006, o Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil brasileira que tem a missão de contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens o direito a educação básica de qualidade.

 

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