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Premiação incentiva escolas a alcançar metas

Além do sistema de metas baseado no resultado do Ideb, em que o objetivo de melhoria é calculado individualmente para cada escola da rede, a prefeitura do Rio de Janeiro instituiu em 2009 o Prêmio Anual de Desempenho – pago a todos os funcionários das escolas que alcançarem os objetivos de melhoria.

De acordo com a secretária de Educação, Claudia Costin, diferente de outros países que premiam professores, a opção foi por reconhecer o trabalho de equipe. “Se tem uma área em que o trabalho de equipe é decisivo é a educação. Então nós decidimos fazer um prêmio em que toda a comunidade escolar é reconhecida.”

O prêmio corresponde a um salário extra para toda a equipe e é pago para todas as escolas que ultrapassam as próprias metas, com o desempenho comparado apenas ao da própria escola.  Este ano, 595 escolas da rede receberão o décimo quarto salário no início do segundo semestre, o que corresponde a 62% da rede.

A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscilla Cruz, afirma que esse tipo iniciativa é muito válida. “É muito importante ter um incentivo para o trabalho coletivo da escola, o que também favorece a colaboração de todos os profissionais que trabalham na escola, você ter o trabalho coletivo valorizado.”

Uma das escolas premiadas é o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Pablo Neruda, na Taquara, zona oeste da cidade que superou, e muito, a meta de 2021 já em 2007: a média da escola estava em 5,3 em 2005, subiu para 5,7 em 2007, 7,2 em 2009 e alcançou 8,3 em 2011, nota bem acima do 6,0 que é considerada qualidade de país desenvolvido. Foi a segunda maior nota do município para o ensino fundamental um e a maior entre as Escolas do Amanhã.

A diretora da instituição, Maria Joselza Lins de Albuquerque, afirma que a premiação da prefeitura incentiva o trabalho de toda a equipe. “Todo ser humano é envolvido em trabalho e verba. Claro que a gente não vai dizer que o dinheiro não seja importante, claro que é. Ele [o professor] trabalha bem, ele chega lá no segundo lugar e ainda recebe uma verba de mais um salário e meio. É um prêmio.”

Além disso, a diretora conta que a escola recebeu mobiliário novo, mais computadores e as salas de aula vão ser climatizadas. Para ela, o diferencial da escola é o compromisso com a educação. “Vários professores passaram por aqui e alguns ficaram. Não é que os outros não tivessem compromisso, mas é um empenho maior. Para trabalhar no Ciep Pablo Neruda tem que ter um empenho com a educação, uma vontade de que a criança aprenda.”

O Ciep Pablo Neruda atende crianças a partir dos 2 anos de idade até o sexto ano experimental, com um professor dando todas as matérias, no lugar do modelo tradicional onde cada professor cuida de uma disciplina.

No Ciep Maestro Heitor Villa-Lobos, em Santa Cruz, também na zona oeste, o trabalho foi se recuperar de uma queda em 2009, depois de ter alcançado a meta em 2007. De acordo com a diretora, Luzinete Costa dos Santos, a solução foi trabalhar muito e pedir ajuda.

Também participante do Escolas do Amanhã, a diretora buscou projetos como o Líder em Mim, dos Estados Unidos, e conversou com os professores e pais dos alunos, para identificar as necessidades de cada criança. A premiação também serviu de incentivo.

Para ela, o segredo da educação de qualidade é a integração na equipe e o entendimento de todo o contexto da criança. “Uma coisa que ajudou muito foi os pais compreenderem que a escola tinha uma missão: vencer as dificuldades da região. E que eles precisavam ajudar, e eles então passaram a não deixar a criança faltar aula.”

Estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apontam que os bons resultados no Ideb são alcançados com as práticas que envolvem toda a comunidade escolar, como a valorização e formação dos professores, projetos de educação em tempo integral e atenção individual do aluno.

Fonte  Agência Brasil

Avaliações na educação não são feitas para punir, diz presidente do Inep

Além de um retrato da situação da qualidade da educação em todo o país, e em cada escola da rede pública, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2005, traçou metas a serem alcançadas ano a ano, até chegar ao nível de país desenvolvido em 2022, ano do bicentenário da independência.

Hoje (28), Dia Nacional da Educação, os resultados mostram que o trabalho tem dado resultado, de acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa. Ele destaca que as avaliações na educação não são feitas para punir nem para fazer um ranking das escolas ou estados, mas sim para induzir a melhoria na qualidade do ensino.

“[Serve para analisarmos] onde estamos, quais são as nossas fragilidades, quais são as nossas potencialidades, como é que a gente deve avançar. E a gente está percebendo que o Brasil incorporou essa cultura de avaliação, está tendo muito comprometimento das escolas, dos gestores de educação, da família e da sociedade para, a partir da avaliação, serem feitas intervenções pedagógicas que melhorem a qualidade dos nossos estudantes”, destacou.

Para 2022, a meta é chegar à nota 6,0. Atualmente, a média brasileira está em 5,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,1 nos anos finais e 3,7 no ensino médio. “A gente está caminhando bem em direção a ela [meta], temos avançado em todos os níveis, temos um desafio maior que é no ensino médio”, afirma Costa.

Ele lembra que as metas estão previstas no Plano Nacional da Educação e que alguns estados já alcançaram notas superiores. “Mas precisamos alcançar a meta como país. Temos diferenças, mas temos desafios em todo o país e temos pontos de excelência em todo o Brasil.”

A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscilla Cruz, também atribui grande parte do avanço na educação dos últimos anos ao Ideb. “Existe uma correlação muito grande desse avanço com a própria criação do Ideb. O próprio Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] fez esse estudo relacionando o Ideb e a melhoria da qualidade da educação, porque aí a escola e as redes passam a ter um parâmetro concreto para poder buscar essa melhoria constante.”

Em nota divulgada na época da divulgação dos resultados do Ideb, o Unicef afirma que “os números mostram que os esforços de governos e da sociedade brasileira estão permitindo que o país alcance as metas acordadas para os anos iniciais e finais do ensino fundamental e médio”.

A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirma que é fundamental usar os resultados do Ideb e das avaliações regionais para identificar as escolas que não estão conseguindo melhorar, dento de uma rede que melhorou muito como um todo. “Precisamos de equidade. É importante que a melhoria seja para todas [as escolas]. Tenho muito medo de ilhas de excelência, escolas que são ótimas e aí você investe em umas e aquelas serão ótimas e as outras são um horror.”

O município do Rio tem superado as metas do Ideb desde 2007. No ensino fundamental um, a nota passou de 4,2 em 2005 para 5,4 em 2011 e tem meta de 6,4 para 2021.

O Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Pablo Neruda, na Taquara, zona oeste da cidade, foi uma das escolas da rede municipal que superou as metas estabelecidas, chegando a 8,3 em 2011. A diretora da instituição, Maria Joselza Lins de Albuquerque, afirma que a nota do Ideb foi um grande incentivador para a melhoria.

“Não é que a educação estava falha o tempo todo, mas agora a gente tem um direcionamento, pela Secretaria de Educação, e para alcançar o IdeRio, para alcançar o Ideb, a gente sabe por onde caminhar”.

Por outro lado, o Ciep Maestro Heitor Villa-Lobos, em Santa Cruz, também na zona oeste, estava abaixo da média e trabalhou para superar os objetivos. A diretora Luzinete Costa dos Santos, diz que a nota 3,9 de 2009 estimulou toda a comunidade escolar a se empenhar. “A gente podia muito mais, apesar das dificuldades que a escola enfrenta. Estamos inseridos em uma região que tem uma carência muito grande, o nosso [índice de desenvolvimento humano] IDH aqui é muito baixo. Mas eu tenho uma equipe muito boa, uma equipe de professores que entenderam a situação e fomos para o trabalho arregaçamos as mangas.”

Em 2011, o resultado subiu para 6,6. Segundo a a diretora, para manter a boa média é necessário estimular os estudantes e oferecer oportunidades, envolvendo toda a comunidade escolar. “Este ano o nosso quinto ano vai fazer a prova. Já estamos com reforço escolar dentro de todas essas turmas, do primeiro ano em diante, já estamos com voluntários tentando ajudar, o Programa Bairro Educador também participando do dia a dia da escola, tudo isso para a gente manter essa média que tem hoje.”

 Fonte  Agência Brasil

Estudo em Portugal exige que alunos brasileiros dominem inglês

O governo federal resolveu remanejar os estudantes selecionados pelo Programa Ciência sem Fronteiras que se candidataram a universidades portuguesas para outros países. Esses alunos estão sendo reencaminhados para os Estados Unidos, o Canada, a Austrália, o Reino Unido, a Irlanda, a Alemanha, a França e a Itália.

 

Para o governo, a facilidade do mesmo idioma fez com que Portugal virasse o principal destino dos estudantes de graduação do Ciência sem Fronteiras no ano passado.

No entanto, há exemplos de diversos cursos em que é necessária a leitura e a fluência verbal em inglês, tanto na área de ciências exatas quanto na de humanas. “É preciso desmistificar que os alunos vão chegar aqui e ter todas as aulas em português. Boa parte da bibliografia é em inglês. Os livros na biblioteca, na maioria, estão em inglês. Na sala de aula, quando há um aluno [estrangeiro] que não fala português, a aula é ministrada em inglês”, explicou Francisco Alves Pinheiro, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

Segundo Sebastião Feyo de Azevedo, diretor da faculdade, há estudantes de 71 países na instituição, atraídos pela qualidade dos cursos. “A nossa política é ter cooperação internacional, particularmente com a Europa e com os países da lusofonia”, disse Azevedo à Agência Brasil dias antes da vinda do ministro Aloizio Mercadante a Portugal, em março. Enquanto o diretor dava entrevista, no auditório ao lado um estudante ensaiava a defesa de tese em inglês.

Além da Universidade do Porto, cuja Faculdade de Engenharia está entre as sete melhores no ranking oficial da União Europeia, há outros exemplos de internacionalização, como o Instituto Superior Técnico de Lisboa, com mil alunos estrangeiros, a Faculdade de Arquitetura e o Instituto Superior de Economia e Gestão (Iseg) da Universidade Técnica de Lisboa e o Instituto Universitário de Lisboa (Iscte).

Existem, inclusive, faculdades com o próprio nome em inglês, como a Aeronautical Sciences Academy da Universidade do Minho, a Global School of Law da Universidade Católica em Lisboa e a Nova School of Business and Economics (NBSE) da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, onde há 17 anos o ensino é em inglês.

Ter aulas em inglês ajudou a projeção internacional da NBSE, que está na lista das 30 melhores escolas de negócio da Europa, segundo a revista Financial Times. “Esta é a melhor maneira de trazer para o universo da língua portuguesa pessoas que, de outra maneira, nunca viriam. A base de escolha fica muito maior”, explica João Amaro de Matos, coordenador da School of Business and Economics, referindo-se à contratação de professores e à admissão de alunos estrangeiros. Um terço dos docentes e estudantes da NBSE é formado por estrangeiros.

A internacionalização das universidades de Portugal incrementa a exportação de serviços do país, fundamental neste período de crise econômica.“Em um país pequenino como Portugal, o número de empresas que podem empregar os alunos com alta capacidade é limitado. Cumprimos melhor o nosso papel na sociedade quanto mais alunos, quanto mais pessoas com competências conseguirmos colocar no mercado e quanto para mais empresas formos úteis”, disse Matos, defendendo a “abertura de espírito” quanto ao ensino em língua estrangeira.

Em Portugal, os alunos estudam dois idiomas estrangeiros desde o ensino fundamental e no ensino médio é facultado um terceiro idioma. Para Matos, a internacionalização dos cursos acadêmicos é vocação natural do país. “Não estamos no centro da Europa, mas no centro do mundo”.

Mercadante: Brasil quer estimular formação de pesquisadores do Programa Ciência sem Fronteiras

07/03/2013

O ministro da Educação Aloízio Mercadante disse hoje (7) em Lisboa que o governo quer estimular a formação de pesquisadores inscritos no Programa Ciência sem Fronteiras  para que tenham proficiência em idiomas estrangeiros, como inglês, alemão, mandarim e francês.

“Precisamos estimular os jovens a falar mais uma língua, a conhecer e ter competência específica em outras culturas”, disse Mercadante ao sair de reunião com o ministro da Educação e da Ciência de Portugal, Nuno Crato. “Se a gente deixar, vem muita gente para Portugal. Tem que continuar vindo, mas temos que estimular que tenham proficiência em outras línguas”, disse.

Pelo Programa Ciência sem Fronteiras, 9.691 candidatos da graduação que apresentaram pontuação acima de 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão escolher outros destinos para fazer parte dos créditos dos seus cursos nas áreas de engenharia, tecnologia e biomedicina nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Austrália, no Canadá, na França, na Alemanha, na Irlanda ou na Itália.

Para viabilizar a ida dos estudantes brasileiros a países em que não se fala português, o governo não está exigindo o nível de proficiência pedido nos editais anteriores e está fornecendo formação complementar (presencial ou não) em outros idiomas. Já está acessível a versão on-line do curso Inglês sem Fronteiras. Segundo Mercadante, nos dois primeiros dias de inscrição, 50 mil pessoas matricularam-se para fazer o curso a distância.

O ministro nega que a flexibilização das regras seja para compensar as deficiências de formação em língua estrangeira dos alunos brasileiros. “Não é verdade que os estudantes brasileiros tenham dificuldade extrema com língua estrangeira. Eles não tiveram oportunidade. Os bons alunos pobres estão aparecendo no Enem”, disse.

Embora seja comum em Portugal haver cursos integralmente em inglês (mesmo na graduação), na maioria das universidades portuguesas onde estão inscritos os alunos do Programa Ciência sem Fronteira não há testes de avaliação para língua estrangeira. Atualmente, Portugal é o principal destino do programa.

Paralelamente à orientação do governo federal em estimular estudantes brasileiros para procurar outros países que não Portugal para sua “graduação sanduíche” (modalidade de ensino superior na qual o estudante faz parte dos seus estudos em uma instituição estrangeira), foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo reportagem dizendo que sete de cada dez estudantes brasileiros em Portugal (total de 2.587 bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras) foram para universidades classificadas abaixo das principais universidades brasileiras (segundo ranking SCImago, que classifica locais para estudar na América Latina, Portugal e Espanha).

O ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato, disse à Agência Brasil que houve “exagero jornalístico” na notícia, que também repercutiu em Portugal. “Tivemos a oportunidade de ouvir o ministro Mercadante e observar que existe por parte do governo brasileiro e dos acadêmicos brasileiros um grande reconhecimento do ensino que é ministrado em Portugal. Não há reticências em relação a Portugal”.

Mercadante disse que Portugal tem oito universidades bem posicionadas nos rankings europeus de classificação e que também há projetos de excelência, como o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia na cidade de Braga (Norte de Portugal), onde ele assina amanhã acordo de cooperação para participação de pesquisadores brasileiros no centro, que com as dificuldades de Orçamento público de Portugal e da Espanha (parceira no laboratório), só tem previsão de funcionamento pleno em 2014.

Além de tratar do Programa Ciência sem Fronteiras e do laboratório de nanotecnologia, Mercadante e Crato acertaram fazer uma conferência em junho próximo para fechar outros projetos de cooperação permanente entre os dois países. Até lá, os dois ministros deverão se empenhar para resolver o problema de reconhecimento dos diplomas dos engenheiros portugueses que queiram trabalhar no Brasil .

Nuno Crato estará no Brasil nos dias 18, 19 e 20 de março para tratar do reconhecimento dos títulos dos engenheiros portugueses e também visitará a  Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz (Rio de Janeiro), o Parque de Ciência e Tecnologia (Campinas) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

  Da Agência Brasil/EBC

Portugal é principal destino de alunos de graduação do Ciência sem Fronteiras

Portugal é o principal destino dos estudantes brasileiros de graduação bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. Do total de 12.193 alunos incluídos no programa, praticamente um em cada cinco optou por cursar parte do ensino superior em uma instituição lusitana. Há em Portugal 2.343 alunos do Brasil – 20 a mais do que o número de bolsistas de graduação nos Estados Unidos, principal destino no programa se forem considerados também os pesquisadores (pós-graduandos). Os dados, referentes a setembro, são do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os 783 bolsistas da Capes estão matriculados em mais de uma dezena de cursos (desde a área de saúde à tecnologia espacial) de 41 universidades e institutos portugueses. O CNPq não informou à Agência Brasil a distribuição detalhada dos seus bolsistas. Além dos graduandos, Portugal recebe 329 doutorandos (84 fazendo curso integral no país, com duração de cerca de quatro anos) e mais 103 pós-doutorandos, por meio do programa.

O total de estudantes e pesquisadores brasileiros das áreas de tecnologia e biomédica em Portugal (2.775) é inferior apenas ao dos Estados Unidos (3.898). O número já supera o de destinos tradicionais de pesquisadores brasileiros como a França (2.478), Espanha (2.261), o Canadá (1.408), a Alemanha (1.111) e o Japão (680).

Entre os motivos para a escolha de Portugal está a inexistência de barreira linguística, uma vez que o país não exige exame de proficiência dos brasileiros, diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, que cobram de estudantes estrangeiros o Test Of English as a Foreign Language, Toefl. Outro fator que atrai estudantes brasileiros é a possibilidade de integração à produção científica na Comunidade Europeia. Além disso, Portugal, apesar da crise, mantém subvenções como a oferta de albergues para estudantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e tem custo de vida mais baixo que outros destinos da Europa com atividade econômica mais forte, como a Alemanha, Inglaterra e França.

Estudante de Química Industrial na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Aline Pacheco Albuquerque diz que a escolha de Portugal foi motivada pelo fato de o país não exigir fluência em nenhum outro idioma. “É uma universidade boa que não ia exigir domínio de outra língua no processo de seleção”, diz a estudante se referindo à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde é bolsista.

Para o vice-reitor da Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho, o estudante do Ciência sem Fronteiras tem a oportunidade de ter contato com a produção científica europeia. “Estamos muito empenhados para que os estudantes do Ciência sem Fronteiras não se limitem à presença em sala de aula, queremos que tenham interação com toda parte de inovação e transferência de saber e também com a nossa rede europeia de contatos e de projetos.”

A presença de tantos acadêmicos brasileiros em Portugal muda o patamar de cooperação dos dois países, avalia o Itamaraty. Juntamente com o Ano do Brasil em Portugal, o Programa Ciência sem Fronteiras tem sido citado pela diplomacia brasileira como um dos principais alavancadores da aproximação entre os dois países. “Não é só a celebração [cultural] que nos aproxima, mas também a modernidade dos dois países”, comentou o chanceler brasileiro Antonio Patriota ao receber em setembro, em Brasília, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas.

Para o embaixador do Brasil em Portugal, Mario Vilalva, os dois países vivem “um momento mágico das relações bilaterais” e “há uma enorme convergência de interesses”, como na área de cooperação científica.

Segundo o edital da Capes e do CNPq, o Programa Ciência sem Fronteiras visa a “propiciar a formação de recursos humanos altamente qualificados nas melhores universidades e instituições de pesquisa estrangeiras”. O objetivo é promover a internacionalização da ciência e tecnologia nacional, estimulando estudos e pesquisas de brasileiros no exterior, com a expansão do intercâmbio de graduandos e graduados.

 Da EBC em Portugal

 

Professores promovem atos por melhorias educacionais

Durante a semana passada, profissionais de educação e entidades da sociedade civil que atuam no setor em todo o país promoveram atos, marchas, paralisações, seminários, além de audiências com parlamentares e governo. Hoje (28), no Dia da Educação, as atividades terminam, mas o debate da valorização do setor continua.

Os eixos das reivindicações são três: o piso, a remuneração e carreira dos docentes, a formação inicial e continuada dos profissionais em educação e boas condições de trabalho. Sobre o último tema, na cartilha distribuída pela Campanha Nacional pelo Direto a Educação – articulação de mais de 200 movimentos e organizações da sociedade civil –, das escolas públicas que responderam o Censo Escolar 2011 (99,8% das instituições), 46,8% têm sala dos professores, 27,4% biblioteca e 14,8%, salas para leitura. Além disso, 14,3% não oferecem água filtrada e 17,5% não têm sanitário dentro do prédio da escola.

Segundo levantamento feito pela entidade, o salário dos professores é 38% menor do que o dos demais profissionais com nível superior completo ou incompleto. Entre 47 profissões, a de professor de ensino fundamental das séries iniciais figura na 31ª posição, com média salarial de R$ 1.454, menos do que ganhavam, em média, os corretores de imóveis (R$ 2.291), caixas de bancos (R$ 1.709) e cabos e soldados da polícia militar (R$ 1.744).

O salário é protegido pela Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública. Pela norma vigente, o piso salarial nacional do magistério da educação básica é R$ 1.567 e deve ser pago em forma de vencimento. No entanto, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), apenas o Distrito Federal e quatro estados (Acre, Ceará, Pernambuco e Tocantins) cumprem integralmente a lei.

O cumprimento da lei, entre outros pedidos, levou 22 estados a aderirem a paralisação proposta pela CNTE. Do dia 23 ao dia 25 de abril, professores da rede pública estadual e municipal de ensino em todo o país cruzaram os braços por melhores condições de trabalho. Dois estados: São Paulo e Maranhão continuam em greve.

Toda a movimentação teve resultado, um deles, a instalação de uma Comissão Mista de Fiscalização e Acompanhamento de Políticas Públicas, que terá a educação como primeiro item da pauta. Assumiram o compromisso os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Renan Calheiros declarou também que vai cuidar pessoalmente do calendário de discussão e votação do Plano Nacional de Educação (PNE), que está no Senado.

“Os professores e os demais profissionais de educação são elementos fundamentais para o cumprimento do direito constitucional da educação de qualidade no país. Com a desvalorização que vem se efetivando, a desvalorização social e salarial, aqueles que se formam em pedagogia terminam não querendo seguir a carreira de docente”, diz a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento.

Já o presidente da CNTE, Roberto Leão diz que a carreira de docente não é atrativa à juventude. “Os professores trabalham muito e não têm uma jornada respeitada para poder viver com razoável dignidade”. Em nota divulgada à imprensa, a CNTE informa que mais greves vão ocorrer em todo o país em função do descumprimento da Lei do Piso.

 Fonte  Agência Brasil

Estudantes da Região Amazônica farão iniciação científica em outros estados nas férias

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está desenvolvendo um projeto para levar estudantes de graduação da Região Amazônica para atuarem em projetos de iniciação científica em universidades de outras regiões do país. Segundo o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o projeto funciona no período de férias dos estudantes e tem o objetivo de despertar o interesse desses alunos para que sigam os estudos e se titulem mestres e doutores. A intenção é que o projeto comece até, no máximo, as férias do fim deste ano.

“Estaremos treinando os próximos mestres e doutores. Eles já começam a ter interesse. O estudante que fizer isso duas, três, quatro vezes durante a graduação, já sabe o que vai fazer no mestrado dele”, explica Guimarães. A intenção é que mesmo quem se titule em outros estados, volte e se fixe na própria região.  “Fixar profissionais de outros estados na Região Amazônica é uma grande dificuldade. Queremos aperfeiçoar os programas das universidades na região para que tenhamos mais alunos de lá”.

O estudo Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira, divulgado hoje (22), informa que, de 1996 a 2009, foram concedidos na Região Norte, 7.778 títulos de mestre. O número é o menor do Brasil. A Região Sudeste, concentra o maior número de títulos, com 196.220 no mesmo período.

Em relação aos programas de mestrado, a região também apresenta o menor número. Em 2009, eram 119 programas, contra 1.346 na Região Sudeste. Apesar de ter apresentado o maior crescimento desde 1996, 341%, em números absolutos, a região ainda tem poucos programas.

Com o intercâmbio institucional, os estudantes de graduação terão a oportunidade de conhecer outras universidades do país. A Capes fará um levantamento dos alunos interessados e em quais áreas atuam. A partir daí, buscará institutos de educação superior para receberem esses estudantes. Não existe uma região ou estado prioritário. Os estudantes devem receber uma bolsa para que possam passar o período em outra cidade. O valor deve ser o de uma iniciação científica, em torno de R$ 400.

Além dessa iniciativa, a Capes incentiva a fixação de pós-graduandos na região por bolsas de estudo e por associação de cursos mais qualificados com outros com uma qualificação menor, para que o de mais baixa qualificação possa se aprimorar com a troca de conhecimento, o chamado mestrado e doutorado interinstitucional.

Fonte Agência Brasil

Historia da Chechênia:

Em 1991, se declara independente da União Soviética
1994-1996:Guerra. A Federação Russa tenta tomar o controle, 30.000 civis fofam mortos
Acordo de paz temporário
1996: A federação russa se retira
1999:Segunda guerra da Chechênia
A ocupação da Chechênia pela Federação Russa
Dentro os conflitos étnicos ou de nacionalidades nos países do CEI, merece destaque o caso dos movimentos separatistas da Checheno-Inguchétia, uma das ex-repúblicas que compunham a estinta URSS, composta de população muçulmana e que reunia os povos que lhes davam o nome.
Ninguém opos maior resistência à conquista do Cáucaso pelos russos do que os chechenos. Essa corajosa luta de oposição não é recente- remonta de 1918. No entanto, aprofundou-se em 1991, na ocasião da conturbada implosão da União Soviética
Em setembro daquele ano, o general Djokar dudaiev ( militar de origem chechena) chegou ao poder na Chechênia e, alguns meses mai tarde, quando a URSS não mais existia, ele liderou um movimento que proclamou a independência dessa rep´´ublica, recusando-se a assinar o tratado de adesão à Federação Russa. Os ingushes, por  sua vez, apesar de ter formado sua própria república, aderiram à Federação Russa.
Pouco mais de três anos depois, em dezembro de 1994, tropas russas invadiram a Chechênia com o objetivo de contornar a situação . Mas um tanto desorganizado e enfrentando dura resistência dos chechenos, os russos foram derrotados nessa primeira guerra, que se prolongou até agosto de 1996.
Em 1999, tropas chechenas invadem o Daguestão, república russa de religião muçulmana que foi atribuida pelos russos como terrorismo.
Objetivo dessa invasão:  Criar um Estado islâmico. Essa invasão teve como consequência uma nova guerra entre russos e chechenos. que durou até 2000

Inscrições para o Prêmio Jovem Cientista começam dia 6 de maio

 

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Jovens cientistas começam a ser convocados em todo o país para o Prêmio Jovem Cientista, premiação organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com Fundação Roberto Marinho, Gerdau e General Eletric. O prêmio tem objetivo de promover a reflexão e a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução de desafios brasileiros.

As inscrições poderão ser feitas de 6 de maio ao dia 30 de agosto pelo site do Prêmio Jovem Cientista. Para participar é preciso ter menos de 40 anos e estar ligado a instituição de ensino. As categorias são estudantes de ensino médio – que inclui estudantes de ensino técnico e profissionalizante -, estudantes de ensino superior e mestre doutor.

Haverá prêmio de mérito científico para a instituição de ensino médio e para a de ensino superior que apresentarem o maior número de inscrições de trabalhos com mérito científico. Será premiado também um pesquisador doutor que tenha dedicado a carreira ao tema abordado pelo prêmio. O  deste ano é Água: Desafios da Sociedade.

Antes da abertura das inscrições, uma equipe começou, esta semana, a percorrer cidades brasileiras para divulgar a premiação para secretarias de Educação e escolas de ensino médio. Hoje (18) as visitas foram feitas em Brasília. “O prêmio incentiva a pesquisa e é importante para que tenhamos jovens que se motivem a trabalhar com inovação, o que não é muito incentivado nas escolas”, diz Marlise Levorsse de Almeida, uma das donas de escola visitada esta manhã. A proposta foi apresentada aos professores e deve chegar na semana que vem às salas de aula.

Os professores, na etapa, ocupam um papel importante, explica a gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho, Andrea Margit. “São eles que vão acompanhar e orientar os projetos”. Por isso, é oferecido a esses profissionais um kit que contém um caderno conteúdo, com sugestões de planos de aula e fichas de exercícios para serem desenvolvidos pelos estudantes.

Além das visitas, em maio, ocorrerão oficinas para estudantes do ensino médio para que tenham contato com o método científico, que será empregado nos projetos. Elas terão a duração de quatro horas e serão feitas em dez capitais: Belém, Campo Grande, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Brasília. As inscrições para as oficinas podem ser feitas a partir da semana que vem, também pelo portal do prêmio.

Os prêmios vão de R$ 15 mil a R$ 30 mil para a categoria de mestre e doutor e de R$ 10 mil a R$ 15 mil para nível superior. No ensino médio, os três primeiros lugares recebem laptops. As instituições premiadas recebem R$ 35 mil cada e o pesquisador doutor premiado recebe R$ 20 mil. Os vencedores também são contemplados com bolsas de estudo do CNPq, além da publicação dos trabalhos. As empresas parceiras, Gerdau e General Eletric, oferecerão visitas aos laboratórios globais de pesquisa.

A estudante Ana Gabriela Person foi a vencedora do prêmio em 2011 na categoria de estudante de ensino médio. Ela foi incentivada pela professora a inscrever o projeto que desenvolvia na instituição de ensino técnico onde estudava. Ana Gariela propôs a utilização de materiais orgânicos para armazenar e transportar mudas de plantas no lugar dos saquinhos pretos de polietileno usados atualmente.

“O prêmio foi importante para que eu pudesse divulgar o meu trabalho. Cheguei a apresentá-lo em mais duas feiras de ciência de nível nacional e ele foi muito bem aceito. Ganhei mais uma premiação pelo projeto”, diz.

 

Fonte Agência Brasil

Ministro da Educação chileno é destituído por denúncia de omissão

 

 

O ministro da Educação do Chile, Harald Beyer, foi destituído do cargo ontem (18) por denúncia de omissão. A saída dele foi aprovada no Senado por 20 votos a 18. Segundo a legislação chilena, a aprovação leva à destituição do cargo e Beyer fica impedido de exercer funções públicas por cinco anos.

O que pesou contra Beyer foram denúncias de lucro envolvendo o ensino superior no Chile. De acordo com as acusações, o Ministério da Educação não investigou as denúncias e por isso houve a interpretação de omissão por parte do Parlamento. Para Andrés Allamand – que concorre à Presidência da República do Chile, nas eleições de novembro de 2013, a decisão foi “muito injusta”.

A sociedade civil chilena vêm se mobilizando em defesa do ensino superior público e de qualidade. Em maio houve protestos e manifestações no país, que provocaram, inclusive, confrontos entre participantes e forças policiais.

Com a voz embargada, Beyer disse ontem que seguirá “trabalhando pela educação”. “Infelizmente venceu o que há de pior na cena política”, ressaltou ele acompanhado por parlamentares da base aliada e pela porta-voz do governo, Cecilia Pérez.

“Quero que aqueles que me acusam mostrem suas caras, pois essa denúncia ficará na história como injusta”, disse o ex-ministro. “O que houve foi uma operação política que faz mal para a educação”, ressaltou.

Fonte Agência Brasil

UniverCidade suspende greve e aulas recomeçam nesta segunda(15)

Os professores da UniverCidade que estavam em greve desde o dia 11 de março decidiram nesta sexta-feira (12) suspender a greve. As atividades acadêmicas serão retomadas em sua totalidade na próxima segunda-feira (15). A informação foi confirmada pela Galileo Educacional, empresa mantenedora das faculdades. 

Os professores  aceitaram  a proposta  que promete  criar uma associação de docentes, além de manter a estabilidade dos professores até junho de 2014. Os docentes tinham entrado em greve alegando salários atrasados.

O calendário de reposição das aulas na UniverCidade será divulgado até quarta-feira (17), sem prejuízo do conteúdo a ser ministrado no semestre letivo.

Na Universidade Gama Filho, que já retornou às aulas, o semestre letivo será estendido até 3 de agosto.

O grupo Galileo informa ainda que manteve o cronograma mensal de pagamento dos salários de professores. Nesta sexta-feira (12), o salário de todos os funcionários administrativos da UGF e da UniverCidade referente ao mês de março foi depositado.