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Ciência sem Fronteiras aceita exame de inglês em nível intermediário de universidade inglesa

O Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) passa a aceitar o exame de proficiência First Certificate in English (FCE, Primeiro Certificado em Inglês), da Cambridge English, departamento da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O FCE é um exame de nível intermediário superior. Antes, o Ciência sem Fronteiras aceitava apenas o Certificate in Advanced English (CAE) – Certificado em Ingês Avançado – um nível acima do FCE.

A mudança, explica o gerente de desenvolvimento da Cambridge Language Assessment, Rone Costa, foi feita para atrair mais estudantes para o programa. “A redução foi feita porque os países que estão recebendo os alunos perceberam que o nível que estava sendo exigido era muito alto. Com o FCE, o estudante já consegue acompanhar as aulas, desenvolver atividades acadêmicas e inclusive trabalhar [nos estágios oferecidos pelo CsF]”.

Ainda segundo o departamento, o índice de aprovação no FCE é maior que no CAE. No ano passado, 68,4% dos que prestaram o exame para nível avançado foram aprovados, enquanto 76,9% dos que o fizeram para nível intermediário receberam o certificado. “Um aluno com FCE domina as quatro habilidades do idioma: ler, escrever, falar e ouvir. Comunica-se com facilidade. A diferença para um aluno com CAE é um maior conhecimento linguístico, mas nada que atrapalhe no desenvolvimento das atividades do CsF”, ressalta Costa.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) diz que o nível de inglês é exigência de cada universidade. São elas que definem o que será exigido no edital. O FCE já é aceito em edital para a Irlanda.

Segundo a Cambridge English, que trabalha junto com as universidades pela adequação da exigência, a intenção é que todos os editais que aceitam o exame de Cambridge passem a aceitar o FCE, e não mais o CAE. Costa adianta que, para os estudantes que comprovarem que querem a certificação para o CsF, haverá um desconto no valor do exame, que deve ficar entre 30% e 40%, valor ainda em negociação. O valor cobrado é, em média, R$ 400, variando de acordo com a escola. Serão aceitos os exames feito depois de agosto de 2010.

Esta não é a primeira flexibilização do nível de inglês. No começo do ano, um edital para a Inglaterra permitia de estudantes com pontuações inferiores às exigidas anteriormente se inscrevessem no programa. Eles deveriam fazer um curso de seis meses no exterior para depois prestar novamente o exame de proficiência.

O aprendizado da língua inglesa tem tido destaque no governo federal. Este ano, o governo lançou o Programa Inglês sem Fronteiras para auxiliar os candidatos do Programa Ciência sem Fronteiras a garantir bolsas em universidades no exterior.

O objetivo do CsF é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores e incentivar a visita de jovens pesquisadores qualificados e professores experientes ao Brasil. As áreas prioritárias são: ciências exatas (matemática e química), engenharias, tecnologias e ciências da saúde. O Ciência sem Fronteiras mantém parcerias em 35 países. Até o mês de junho, o programa implementou 29.192 bolsas em todas as modalidades de graduação, doutorado e pós-doutorado.

O Ciência sem Fronteiras prevê a distribuição de até 101 mil bolsas, ao longo de quatro anos, para que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior. O objetivo é promover a interação dos estudantes brasileiros com sistemas educacionais competitivos em relação a tecnologia e inovação.

O programa também visa a atrair pesquisadores do exterior que pretendam se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa.

Estudantes já podem se inscrever no Programa Inglês sem Fronteiras

Os estudantes de graduação e pós-graduação interessados em estudar inglês podem se inscrever na plataforma de ensino online do Programa Inglês sem Fronteiras. Hoje (5), a plataforma na internet entrou no ar e, na própria página, é possível preencher um formulário. Ao todo, na primeira etapa do programa serão distribuídas 2 milhões de senhas de acesso.

As aulas são uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o objetivo desenvolverem o nível de proficiência dos estudantes para ingressar no Programa Ciência sem Fronteiras.

Podem concorrer estudantes de universidades públicas e particulares que tenham alcançado no mínimo 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em alguma edição posterior a 2009. Assim o perfil do inscrito for comprovado pela Capes, eles receberão a senha para acesso ao curso. Alguns estudantes já têm senha, porque participaram da fase de testes do sistema.

O programa oferece diferentes tipos de apoio à aprendizagem do idioma inglês. O módulo online é elaborado pelo setor educacional da National Geographic Learning em parceria com a Cengage Learning.

O Inglês sem Fronteiras foi anunciado pelo ministro Aloizio Mercadante em dezembro do ano passado. O ministro disse que a ideia é ampliar a oferta do curso de inglês pela internet aos estudantes do ensino médio e, posteriormente, incluir alunos do ensino fundamental. De acordo com o MEC, a meta é distribuir cerca de 5 milhões de senhas.

Segundo o MEC, a Mastertest, empresa credenciada no Brasil pela Educational Testing Service (ETS), fará a aplicação de 500 mil testes para verificar o nível de inglês dos alunos das universidades brasileiras. No Brasil, existem 250 mil testes prontos. Eles aguardam a finalização do sistema de inscrição para serem aplicados.

A partir do diagnóstico do nível de conhecimento do idioma, feito pela Mastertest, os alunos que alcançarem melhor resultado podem ser selecionados para cursos presenciais. Para auxiliar nesta etapa, o MEC prevê a vinda de 200 professores americanos de várias regiões dos Estados Unidos. A expectativa é que, em um primeiro momento, 20 mil alunos sejam atendidos.

A barreira do idioma é um dos motivos pelos quais os estudantes preferem Portugal a outros países. Conforme dados divulgados no fim de 2012, Portugal é o principal destino dos estudantes brasileiros de graduação, bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras. Do total de 12.193 alunos incluídos no programa, praticamente 20 % optaram por cursar parte do ensino superior em uma instituição lusitana.

Da Agência Brasil

MEC publica portarias para criação de faculdades de medicina e abertura de vagas em cursos particulares

O Ministério da Educação (MEC) publicou hoje (10) no Diário Oficinal da União duas portarias para a criação de faculdades de medicina e abertura de vagas em cursos particulares já existentes. Como adiantado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nessa segunda-feira (8), no lançamento do Programa Mais Médicos, serão priorizados municípios onde há necessidade de oferta de curso de medicina e que ofereçam estrutura para tal. O governo estima que com o programa serão abertas 7.832 novas matrículas em medicina nos institutos privados.

A Portaria Normativa nº 13 estabelece os procedimentos para a pré-seleção de município para que seja autorizado o funcionamento de um curso de medicina de instituição privada. Os primeiros aspectos a serem analisados são: a demanda social por médicos na região, além da demanda por vagas na graduação em medicina, o impacto esperado com a atuação da escola e a coerência com as políticas públicas da saúde na região.

O município deverá ter pelo menos cinco leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) por aluno, ter serviço de urgência e emergência e ter pelo menos três programas de residência médica nas especialidades prioritárias, que são clínica médica, cirurgia, gineologia-obstetrícia, pediatria e medicina de família e comunidade.

A Portaria Normativa nº 14 dispõe sobre os procedimentos de adesão das instituições federais de educação superior ao Programa Mais Médicos. As instituições devem apresentar um termo de pré-adesão em modelo definido pelo Ministério da Educação. A escolha será de acordo com as necessidades do programa. A portaria estabelece também que, caso mais de uma instituição manifeste interesse por unidade da federação, a preferência será da instituição sediada na capital e, caso persista o empate, ganhará aquela que ofertar curso de medicina há mais tempo.

Na ocasião de lançamento, Mercadante disse que a intenção não era formar médicos, mas bons médicos e para isso é necessária uma estrutura adequada.

No entanto, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), critica as portarias e diz que as medidas não resolverão os problemas das carências nos municípios brasileiros. “Ao mesmo tempo que se quer priorizar municípios carentes, exige-se estrutura e equipamentos públicos. Esses municípios têm a estrutura necessária? Não têm. E para que ofereçam os equipamentos e possam ter um curso de medicina, até que formem os médicos, tudo isso leva muito tempo”, explica o diretor executivo da Abmes, Sólon Caldas.

Caldas também diz que as medidas podem não solucionar a má distribuição de médicos no território nacional. “O curso de medicina é um curso muito concorrido. Abrir um curso no interior no país não vai garantir que o profissional que se forme ali, fixe-se no local”.

 Da Agência Brasil

Marta Suplicy quer apoio dos ministérios de Educação e do Trabalho para projetos de comunidades negras

 

 

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, vai procurar os ministros da Educação, Aloizio Mercadante; e do Trabalho, Manoel Dias, para organizar um encontro, em Brasília, com lideranças do movimento negro. A intenção da ministra é discutir políticas para a comunidade negra que possam ser desenvolvidas pelas três pastas. “Para que assim como a Cultura fez essa reunião, eles possam ouvir as comunidades negras nas suas respectivas áreas e ver o que pode ser feito para as comunidades terem maior inserção social”, explicou.

A decisão de Marta Suplicy foi tomada durante um debate de quase duas horas com lideranças do movimento, artistas e agentes culturais hoje (9) no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A ministra orientou as lideranças que apresentem demandas concretas. “Todos têm demandas, mas basta focar e ter alguma coisa estruturada”, disse.

No encontro, a ministra acertou, ainda, analisar os patrocínios de todas as estatais para verificar como os recursos estão sendo aplicados e qual a parcela destinada a projetos culturais da comunidade afrodescendente. Ela explicou que a ideia surgiu durante uma reunião na Petrobras em que ela participou nesta terça-feira. Marta Suplicy prometeu ainda adotar o sistema de cotas na distribuição dos recursos.

“O ministério está pensando em fazer um levantamento dos investimentos de todas as estatais na área da cultura, por que cada uma investe no que acha e de repente nós conseguimos ter uma política de Estado da Cultura. Esta foi uma orientação da presidenta Dilma e, agora, acho que chegou o momento de chamar as estatais e ter uma conversa, primeiro, no que para eles é importante, depois no que nós podemos unificar como política de Estado e aí veio a demanda de que eles gostariam de ter uma inserção grande de cota para questão de cultura negra. Acho que neste modelo nós acreditamos poder fazer. Já fazemos os editais, agora vamos poder pensar nesta nova situação”, disse.

Durante os debates, a ministra ouviu propostas e pedido de respeito às tradições da comunidade negra. Uma delas foi em relação aos terreiros de candomblé, que sofrem violações por questões religiosas e também ações da bancada evangélica contra as manifestações de cultura negra. A ministra respondeu que os terreiros têm que ser fortalecidos como entidades. Na área política, Marta Suplicy adiantou que o ministério está buscando o andamento de vários projetos que estão em tramitação no Congresso. “Tem várias coisas no Congresso que a gente vai trabalhar que sabe que afeta toda a Cultura, mas a comunidade negra em especial”, informou.

A baiana Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Yemanjá, do terreiro Ilê Omi Oju Aro, em Nova Iguaçu, abriu os debates. Ela concordou com o fortalecimento dos terreiros para evitar a discriminação religiosa. “Precisamos de mais união. Ninguém sabe mais do que ninguém. A gente nasce aprendendo e morre aprendendo. Todos nós somos irmãos. A gente só cobra respeito quando a gente dá respeito. É isso que devemos fazer. Isso chamasse fortalecimento. Empoderamento é assim. É você dizer eu sou e não ter medo de dizer, eu sou do Candomblé. Sou negra. Sou yalorixá, sou mãe de santo”, no fim da apresentação da proposta dela, Mãe Beata entoou um canto a Oxalá e foi seguida por toda a plateia.

A situação dos editais de projetos culturais que tiveram a suspensão determinada por um juiz da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão foi outro tema discutido no encontro. A Justiça Federal decidiu dar continuidade aos editais, mas o pagamento dos prêmios permanece suspenso até o julgamento final do processo. De acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), transmitidas no encontro, isso deve ocorrer em agosto. Se o processo não andar, a intenção é fazer uma reunião com desembargadores para analisar o que poderá ser feito para resolver a situação.

A ministra saiu satisfeita com os resultados da reunião. “Foi muito dinâmica, muito viva, muito clara na questão de maior participação e respeito às comunidades negras na área da Cultura. Tirei duas possibilidades concretas que podemos incrementa”, avaliou.

Da Agência Brasil

Tempo para análise de financiamentos na Finep vai ser diminuído

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou hoje (8) na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que pretende “matar” a burocracia na concessão de financiamento às empresas, dentro do Plano Inova Empresa, do governo federal. A meta é diminuir o prazo de análise de financiamento da Finep (Agência Brasileira da Inovação, antiga Financiadora de Estudos e Projetos do ministério) dos atuais seis meses a um ano para 30 dias.

“Vamos procurar fazer um esforço sobre-humano para vencer a burocracia. Nós vamos responder em um mês se tem condições de financiamento ou não às empresas”. Segundo Raupp, isto deverá ocorrer a partir de 1º de agosto próximo.

O ministro afiançou que os empresários podem ficar confiantes nos 30 dias. “É um compromisso de gestão que o presidente da Finep está assinando comigo amanhã (9). Evidentemente que eu estou dando meios para ele, porque ele exige isso. Nós queremos fazer assim, porque chega de burocracia”.

A demanda da maioria dos setores industriais brasileiros por recursos do Plano Inova Empresa “é bem maior que a oferta”, disse Raupp na Firjan.

O ministro reconheceu, entretanto, que “tem algumas áreas que não estão ainda claras, como a de petróleo e gás, que têm recursos sobrando”, informou. “A gente vai ter que fazer adaptações aí, transferir recursos de um lado para outro, até encontrar o ponto de equilíbrio. Mas isso faz parte. Seria uma coisa seríssima se a gente acertasse na primeira aproximação”, completou. O Programa Inova Petro tem ofertados recursos no montante de R$ 2,9 bilhões, mas a demanda alcançou até agora R$ 490 milhões.

De acordo com Raupp, a solução para o Inova Petro está relacionada aos realinhamentos da Petrobras, para que o programa possa ser retomado. “Porque esta é uma área essencial para o desenvolvimento do país. E nós não podemos deixar de financiar as empresas que estão na cadeia. Quem define para onde vai a tecnologia que vai ser utilizada são os projetos da Petrobras. Então, é fundamental a gente fazer tudo a partir dessas definições da Petrobras”. A solução tem de ser encontrada este ano, assegurou. “Tudo é questão de meses”.

No sentido inverso, o ministro considerou surpreendente a procura por recursos na área de tecnologia da informação. Diante disso, Raupp declarou que existe a possibilidade de realocar mais verbas para o programa. “Eu mesmo estou falando que tem que dar um jeito de buscar dinheiro em outros locais para atender a essa demanda, porque é uma demanda genuína de inovação. São empresas pequenas querendo se instalar e desenvolver negócios com empresas maiores e mais experientes em um ambiente de mercado. Então, são projetos quentes”.

Marco Antonio Raupp admitiu que há chance de parte dos recursos do Inova Petro vir a ser distribuída para outros programas do plano.”Claro que há (chance). Depende da proposta que a gente vai ter efetivamente. Teria que fazer um novo programa Inova Petro, adaptado aos novos paradigmas e, aí, a gente vê o que tem ou não disponível. Também não vamos jogar para o alto a questão da tecnologia na área de óleo e gás, que é crucial, importantíssima para o desenvolvimento do país. Não tem que zerar nada”.

Deixou claro que a questão não é zerar um programa e colocar os recursos no outro. “É questão de dividir a coisa”, frisou.

Lançado em março deste ano, o Plano Inova Empresa tem recursos de R$ 32,9 bilhões para financiar projetos que ampliem a produtividade e a competitividade de empresas nacionais nas áreas de agropecuária, agroindústria, energia, petróleo e gás, saúde, defesa, tecnologia da informação e comunicação e sustentabilidade socioambiental. De todos os editais, apenas um, de sustentabilidade socioambiental, ainda não foi lançado. O ministro espera, contudo, que isso ocorra até o início do mês que vem.

Da Agência Brasil

Projeto Rondon leva universitários ao Pará e ao Maranhão

 Com 30 municípios inscritos – 26 do Pará e quatro do Maranhão – o Projeto Rondon iniciou neste domingo (7) a Operação Forte do Presépio, que mobilizará 600 pessoas, entre estudantes e professores universitários, para levar às comunidades carentes ações de educação, saúde, cultura, comunicação, tecnologia e produção, meio ambiente e trabalho, direitos humanos e Justiça.

De acordo com os critérios do Projeto Rondon, os municípios escolhidos são considerados de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e, durante 15 dias, até o próximo dia 22, receberão equipes multidisciplinares de 60 instituições universitárias, formadas por dois professores e oito alunos, de forma a possibilitar a realização das diversas ações previstas.

As 60 equipes vão trabalhar divididas em dois grupos para cada município. As cidades escolhidas fazem parte dos programas Brasil sem Miséria e Território da Cidadania. Conforme os objetivos do projeto, funcionários das prefeituras, professores, profissionais de saúde e educação, além de líderes locais, atuarão como agentes multiplicadores dos conhecimentos difundidos pelos rondonistas.

Transporte, segurança, alimentação e hospedagem dos participantes estão a cargo do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar, unidade militar da Marinha, e do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, quartel do Exército. O projeto é realizado em parceria pelo Ministério da Defesa, com instituições de ensino superior selecionadas por meio de inscrição aberta na página do Rondon na internet.

Dois navios da Marinha realizarão ação cívico-social e de assistência hospitalar em comunidades ribeirinhas dos estados do Pará e do Amazonas, com a participação voluntária de 35 estudantes e professores universitários.

Os 30 municípios que recebem a operação do Rondon no Pará, são: Augusto Corrêa; Aurora do Pará; Bonito; Capitão Poço; Colares; Concórdia do Pará; Garrafão do Norte; Igarapé-Açu; Ipixuna do Pará; Irituia; Mãe do Rio; Maracanã; Marapanim; Nova Timboteua; Ourém; Santa Maria do Pará; Santo Antônio do Tauá; São Caetano de Odivela

Da Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

; São Domingos do Capim; São Francisco do Pará; São João da Ponta; São João de Pirabas; São Miguel do Guamá; Tomé-Açu; Tracuateua e  Vigia de Nazaré.

No Maranhão, os rodonistas estão presentes nos municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Nunes Freire, Maracaçumé e Maranhãozinho.

Cerca de 64 professores serão convocados pela Secretaria de Educação

 

 

A Secretaria de Educação publicou, no Diário Oficial da ultima sexta-feira (28/6), a convocação de 64 aprovados nos concursos para professor, realizados em 2009 e 2011.

Os candidatos devem comparecer ao local designado, de acordo com a escala de convocação, munidos de documento de Identidade, CPF, Pis/Pasep, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista, diploma de conclusão, histórico escolar e comprovante de residência.

Os habilitados pela Equipe de Acompanhamento e Avaliação da Regional serão encaminhados à Superintendência de Perícia Médica e Saúde Ocupacional, para exame médico pré-admissional.

 

USP aprova bônus para elevar a nota em até 5% para pretos, pardos e indígenas

O Conselho de Graduação (CG) da Universidade de São Paulo (USP) aprovou a criação de um bônus que pode elevar a nota em até 5% – a depender do resultado obtido na prova – dos vestibulandos que se declararem pretos, pardos ou indígena e tenham cursado integralmente o ensino básico em escolas públicas. Atualmente, o grupo não tem bônus para o ingresso na universidade.

Para entrar em vigor, a decisão, tomada ontem (28), precisa da aprovação do Conselho Universitário. A assessoria de imprensa da Reitoria da USP não soube informar quando ocorrerá a próxima reunião.

O Conselho de Graduação ainda aumentou de 8% para 12% a bonificação dos alunos que tenham cursado o ensino médio em escola pública; elevou de 8% para 15% a bonificação dos candidatos que fizeram o ensino fundamental e integralmente o ensino médio na rede pública. Também aumentou de 15% para 20% o bônus para o aluno que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e o segundo e terceiro anos do ensino médio em escolas públicas.

Assim, o aluno preto, pardo e indígena que tiver cursado integralmente o ensino fundamental na rede pública e o segundo e terceiro anos do ensino médio em escolas públicas pode chegar a ter até 25% de sua nota do vestibular aumentada pelos bônus recebidos.

O Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em abril, decidiu ser favorável ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), proposto pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

De acordo com o Pimesp, ao menos 50% das matrículas em cada curso e em cada turno deverão ser ocupadas por alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa meta, o percentual de pretos, pardos e indígenas deverá ser, também, no mínimo, 35%, percentual verificado para a população do estado de São Paulo no Censo Demográfico de 2010 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As metas deverão ser atendidas ao longo de três anos a partir de 2014.

A Unesp informou, por meio da assessoria de imprensa, que para o Pimesp ser implementado na universidade ainda é necessária uma aprovação definitiva pelo Conselho Universitário, o que ainda não ocorreu. A assessoria não soube dizer quando ocorrerá a próxima reunião do conselho.

Procurada, a assessoria de imprensa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não respondeu aos pedidos de informação sobre as mudanças no processo seletivo de seu vestibular. No entanto, informou que as modificações no vestibular devem ser feitas até a segunda dezena de agosto, quando geralmente o edital do vestibular é publicado.

Da Agência Brasil

Projetos de cinco municípios venceram Prêmio Rio Sociocultural

Os cinco projetos vencedores da quarta edição do Projeto Rio Sociocultural foram anunciados hoje (25), em cerimônia no Teatro João Caetano, no centro do Rio de Janeiro. Os escolhidos foram os projetos Agência de Redes para Juventude, do Rio de Janeiro; Jurujuba – Pescando Sonhos, de Niterói; Luar de Dança, de Duque de Caxias; Idosos com Amor, de Cabo Frio; e Trem Cultural, de Casimiro de Abreu.

Selecionados entre os dez finalistas por um júri composto por representantes das instituições patrocinadoras e apoiadoras do prêmio, os cinco projetos receberão R$ 10 mil cada. A verba vai se somar aos R$ 5 mil que cada projeto havia recebido, juntamente com os demais finalistas.

Iniciado em 1990 em uma igreja de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com a participação de 16 adolescentes, o projeto Luar de Dança conta hoje com 1.500 alunos, entre crianças, jovens e adultos. Além das aulas de ballet clássico e dança moderna, eles recebem reforço escolar, oficinas de cultivo de horta familiar e de alimentação saudável. “Trouxemos a arte como elemento fortalecedor e transformador da realidade, mas nosso maior resultado será a influência desse trabalho na vida adulta desses jovens”, disse o coordenador do projeto, Deco Batista.

Com atuação há três anos em 17 favelas do município do Rio, o projeto Agência de Redes para Juventude agrega jovens que são incentivados a criar, implementar e manter ações em suas comunidades. A cada ciclo do projeto, 300 jovens ganham uma bolsa de criação no valor de R$ 100, para desenvolver suas ideias por um período de quatro meses. As melhores propostas recebem R$ 10 mil para serem implementadas nas comunidades.

Do outro lado da Baía de Guanabara, o projeto Jurujuba – Pescando Sonhos envolve 100 crianças e adolescentes, em sua maior parte filhos de pescadores da colônia de Jurujuba, em Niterói. O objetivo é melhorar o rendimento escolar e diminuir a taxa de evasão, por meio de oficinas de reforço, dança e artesanato.

Na Região dos Lagos, o projeto Idosos com Amor há 13 anos atende a 110 idosos carentes de Cabo Frio, tendo como foco a inclusão e o resgate da cidadania. Além de receberem atendimento médico e psicológico, eles participam de atividades como o projeto literário Caderno de Contar Histórias, em que relatam suas memórias.

Na mesma região, o projeto Trem Cultural, do município de Casimiro de Abreu, se inspirou nos famosos Doutores da Alegria para levar o humor às crianças internadas nos hospitais da região, por meio da distribuição de livros e da contação de histórias. Mais de 500 crianças são assistidas a cada mês pelo projeto.

Criado em 2009 com objetivo de contemplar ações que contribuam para o crescimento social e o aumento da autoestima das comunidades, o Prêmio Rio Sociocultural bateu nesta edição o recorde de inscrições, com 387 projetos de 69 municípios fluminenses.

 Da Agência Brasil
 

Câmara aprova 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde

A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, projeto de lei do Executivo que destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação pública, com prioridade para a educação básica, e 25% para a saúde. O governo queria que todos os recursos fossem destinados à educação. Mas, para a aprovação do projeto, as lideranças partidárias fizeram um acordo destinando parte dos recursos para a saúde.

O texto aprovado estabelece que será obrigatória a aplicação dos recursos dos royalties na educação e na saúde pela União, estados e municípios. A proposta também determina que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam aplicados na educação até que se atinja o percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

A maioria dos destaques que visava a alterar o texto foi retirada pelos seus autores e os que chegaram a ser votados foram rejeitados pelo plenário da Câmara. Com a conclusão da votação, o projeto segue agora para apreciação do Senado, em regime de urgência.

Concluída a votação do projeto dos royalties, os deputados aprovaram requerimento para votação em regime de urgência do projeto de lei que estabelece novas regras para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

 

 Da Agência Brasil

 

ProUni encerra suas inscrições hoje (25/06)

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Prazo para as inscrições no Programa Universidade para Todos (ProUni) termina nesta terça feira (25/06) o , destinado a estudantes que queiram concorrer a bolsa de estudo em instituições particulares de educação superior. As inscrições devem ser feitas no site do ProUni até as 23h59 de hoje.

O número de bolsas ofertadas aumentou em relação ao número divulgado primeiramente (90.010). Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidas 90.045 bolsas – dessas, 55.693 integrais e 34.352 parciais, no valor de 50% da mensalidade.

As bolsas integrais do ProUni são para os estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas aos candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Segundo o último balanço divulgado pelo MEC, até as 18h de ontem (24/06), cerca de 244.874 candidatos se inscreveram, totalizando 470.393 – cada estudante pode fazer até duas opções de curso.

Pode se inscrever no ProUni o estudante brasileiro que não tenha diploma de curso superior. É preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter zerado a redação e deve ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou ter tido bolsa integral em escola particular.

O processo terá duas chamadas. O resultado da primeira será divulgado no dia 28, pela internet. Desse dia até 5 de julho, o estudante pré-selecionado deverá comparecer à instituição de ensino para comprovar as informações prestadas no momento da inscrição, providenciar a matrícula e, se for o caso, participar de seleção própria da escola.

O resultado da segunda chamada está previsto para 13 de julho. O estudante terá de 15 a 19 de julho para comprovar as informações e providenciar a matrícula.

Os candidatos não selecionados nessas etapas podem aderir à lista de espera de 26 a 29 de julho. Eles começarão a ser convocados a partir do dia 2 de agosto.

 

 

Fonte: Agência Brasil