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MEC divulgou primeira lista de selecionados para o Prouni

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na manhã desta segunda-feira (20) a primeira lista de selecionados pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) com direito a bolsas de estudo no primeiro semestre de 2014. Os aprovados deverão apresentar a documentação nas universidades em que conseguiram a bolsa entre esta segunda e sexta-feira (24). Caso sobrem bolsas, o MEC fará uma segunda chamada no dia 3 de fevereiro.

Nesta edição, o Prouni recebeu 1.259.285 candidatos – um recorde –, segundo balanço divulgado pelo MEC no sábado (18). O número de inscrições chegou a 2.424.354, pois cada estudante poderia fazer até duas opções de instituição e curso. O prazo para manifestar interesse no programa federal terminou às 23h59 de sexta-feira (17).

O Prouni oferece bolsas de estudo de quase R$ 8 mil em faculdades particulares do país. Segundo o MEC, nesta edição, estão disponíveis 191.625 bolsas, sendo 131.636 integrais (o governo paga 100% da mensalidade) e 59.989 parciais (50%).

As bolsas integrais são colocadas à disposição dos candidatos com renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais, o valor da renda familiar deve ser de, no máximo, três salários mínimos.

Cursos de medicina
Os cursos de medicina têm as mensalidades mais altas com oferecimento de bolsas de estudo. O valor da bolsa pode chegar a quase R$ 8 mil, como é o caso da faculdade de medicina da Universidade de Marília (Unimar), no interior de São Paulo. A instituição terá 16 bolsas integrais para o curso, cuja mensalidade é de R$ 7.998,14.

Em seguida, entre as bolsas de instituições com as mensalidades mais caras, aparecem a Universidade do Ceuma (Uniceuma), de São Luís (MA), que tem cinco bolsas integrais e nove parciais para medicina, com mensalidade de R$ 6.036,90; a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), com 14 bolsas integrais e mensalidade de R$ 5.950,00; e a Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), que oferece três bolsas integrais e seis parciais em medicina, cuja mensalidade é de R$ 5.949,00.

Em todo o país, os cursos com o maior número de bolsas oferecidas são os de administração (21.252), pedagogia (14.773) e direito (13.794). Mais da metade das bolsas disponíveis está concentrada em São Paulo.

Opção ao Sisu
Para participar do Prouni, o aluno não pode ter tirado zero na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e precisa ter obtido nota superior a 450 pontos na prova. O programa é uma opção para quem não foi aprovado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), mas ainda quer fazer uma faculdade particular com mensalidade paga pelo governo federal.

No Prouni, pode participar o estudante brasileiro que ainda não tem diploma de curso superior, que tenha feito o Enem em 2013 e atenda a pelo menos uma das condições a seguir:

I – Tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
II – Tenha cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
III – Tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
IV – Seja pessoa com deficiência;
V – Seja professor da rede pública de ensino, no efetivo.

Para os concorrentes a uma bolsa parcial, há ainda os benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O candidato poderá fazer um empréstimo, a juros baixos, para custear os outros 50% da mensalidade do curso, sem a necessidade de ter um fiador. Para isso, é necessário que a instituição para a qual o estudante foi selecionado tenha firmado um termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

Além disso, é permitida às instituições a realização de um processo seletivo próprio para os candidatos pré-selecionados no Prouni. Essa informação deve ser fornecida no momento da inscrição. Nesses casos, as universidades que optarem por fazer um processo de seleção próprio deverão comunicar formalmente os estudantes – no prazo máximo de 24 horas após a divulgação dos resultados das chamadas – sobre a natureza e os critérios de aprovação. Esses pré-requisitos não poderão ser mais rigorosos que aqueles aplicados aos alunos selecionados em seus processos seletivos regulares (via vestibular). Também é vedada a cobrança de qualquer tipo de taxa para a realização de uma seleção própria.

MEC considera inconstitucional a federalização da Univercidade e Gama Filho

O Ministério da Educação considera inconstitucional a federalização da Universidade Gama Filh o e do Centro Universitário da Cidade (Univercidade), proposta por alunos e reitores de universidades federais do Rio como saída para a crise que resultou no descredenciamento das duas instituições. “Não existe nenhum amparo constitucional e legal para a contratação dos cerca de 1.600 professores e aproximadamente mil técnicos-administrativos das instituições sem concurso público, e não reconhecemos base jurídica para que os quase 12 mil estudantes possam ingressar em qualquer universidade pública desconsiderando o processo seletivo em curso, o Sisu, que teve mais de 2,5 milhões de inscritos no Brasil, sendo 479.496 nas universidades públicas do Rio”, informou o órgão. Os campi das duas universidades, mantidas pelo mesmo grupo, a Galileo Educacional, que acumula R$ 900 milhões em dívidas, estão fechados. Demandas como requisição de diplomas e validação de créditos para transferências só podem ser feitas pelo e-mail reitoria@ugf.br. Quinze funcionários foram destacados para triar as mensagens. Na terça-feira, 14, a Galileo informou que a procura ainda não é grande e que cada caso será analisado individualmente, sem que sejam estabelecidas prioridades. A Defensoria Pública do Rio prepara uma Ação Civil Pública que garanta que todos os alunos consigam retirar seus documentos e, num segundo momento, sejam indenizados pelos danos sofridos. O MEC deve publicar na semana que vem edital com critérios para a transferência para outras universidades. A meta é de que os estudantes consigam matrícula já para o início deste ano letivo. Quem conclui o curso em 2013 teme não conseguir ingressar no mercado de trabalho. “Paguei todas as mensalidades em dia, estudei e agora não tenho diploma. Eu me sinto traído, não só pelos gestores da Galileo, mas igualmente pelo MEC, que podia ter tomado uma atitude antes, e não fez nada”, disse Rodrigo Cruzati, de 35 anos, formado em marketing pela Univercidade. “Quero fazer uma pós-graduação, tenho uma oportunidade de emprego e não posso fazer nada.” Para os professores, que estão sem receber salários desde setembro, o descredenciamento resulta em ainda mais incerteza. “O MEC não atentou para as dificuldades da Galileo, que mostramos desde 2012, e agora anuncia o descredenciamento como fosse solução”, criticou o vice-presidente da Associação de Docentes da Gama Filho, Ronaldo Louro. Conforme relatos de alunos e professores das duas universidades, o atraso de contas deixou instalações sem luz, telefone e água no ano passado. Os serviços de limpeza e segurança pararam. Centenas de professores foram demitidos. Estudantes da Gama Filho fizeram diversos protestos (chegaram a ocupar a reitoria por 78 dias). Sem receber, parte dos professores deixou de trabalhar no segundo semestre. “Ficou tudo capenga”, lamenta a estudante do terceiro ano de Medicina Aline Prado, de 32 anos. “Fiz vestibular três anos até conseguir passar. Estamos no fundo do poço, mas sonho conseguir me formar em 2016.” Os alunos têm medo de perder bolsas do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (Prouni). Com mensalidades entre R$ 3.450 e R$ 4.100, o curso de Medicina, que atualmente estava com dois mil alunos, é o mais reconhecido da Gama Filho, e recebe estudantes de todo o País. A universidade tem Índice Geral de Cursos (IGC) três. O instrumento do MEC mede anualmente a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, e é usado como critério para processos de credenciamento e recredenciamento de instituições e de autorização para novos cursos. Vai de um a cinco, sendo três a média. O da Univercidade é dois.

Lei que propõe que escolas disponibilizem exemplares da Bíblia gera polêmica

biblia

Recentemente, duas grandes capitais brasileiras se tornaram palco para discussão a respeito da religião e da laicidade do Estado, devido a legislações municipais sobre o tema. Em Recife (PE), um projeto de lei propõe que exemplares da Bíblia sejam disponibilizados para consulta em todas as instituições de ensino da cidade; enquanto em Manaus (AM) uma resolução municipal estabeleceu normas para a disciplina de ensino religioso nas escolas.

De autoria da vereadora Aimée Carvalho (PSB), o projeto de lei 334/2013, deve ser votado em fevereiro na Câmara de Vereadores do Recife e estabelece que duas edições da Bíblia sejam disponibilizadas nas escolas, uma em português e outra em braile.

Em seu texto, a proposta justifica a obrigatoriedade afirmando que a Bíblia foi “o primeiro livro impresso do mundo, logo merece destaque entre os demais (…). Além, claro, de trazer ensinamentos importantíssimos para toda a sociedade, independentemente do credo religioso de quem a lê”.

“Irá enriquecer as bibliotecas, pois os ensinamentos norteiam as atitudes humanas e até servem para a consulta de cientistas. A violência diminui e a prosperidade aumenta”, afirma a vereadora.

Segundo o Diário de Pernambuco, mesmo antes de ser colocada em votação, a proposta motivou uma série de discussões na cidade a respeito à laicidade de Estado, e também sobre a presença de outras religiões nas escolas.

“O estado é laico, mas não é ateu. Sabemos que 98% da população brasileira admitem ter fé, segundo o IBGE. É interessante que tenhamos a Bíblia nas escolas, mas estudantes de outras religiões como a muçulmana e a hindu podem requisitar o mesmo direito. A Bíblia a ser adotada será católica ou evangélica?”, ponderou o diácono Aerton Carvalho, presidente da Comissão Arquidiocesana e Pastoral para a Educação da Arquidiocese de Olinda e Recife.

O professor de direito constitucional da Unicap, Marcelo Labanca, falou sobre o argumento usado por opositores da proposta que visam a desqualificar afirmando que a mesma fere o artigo 19 da Constituição, que veda à União, estados e municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas oficiais.

“Ele [o projeto] amplia o acesso à informação, um papel do Estado, mas não faz com que isso seja instrumento de pregação. Religião não pode ser um tabu para o conhecimento. O aluno pode ter acesso a diversos instrumentos religiosos para que possa escolher”, afirma o professor.

Já em Manaus, a polêmica é motivada por uma resolução do Conselho Municipal de Educação (CME) publicada em dezembro de 2013 no Diário Oficial do Município. A resolução estabelece normas para a contratação de professores de ensino religioso no município.

A professora Elaine Ramos da Silva, presidente do CME, explica que a resolução tem como base o Parecer nº 97/99, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que fala a respeito da autonomia dos sistemas de ensino na regulamentação dos conteúdos do ensino religioso e da contratação de docentes para tal disciplina.

Apesar de a Constituição brasileira, em seu artigo 210, parágrafo primeiro, prever a oferta de ensino religioso, tais propostas são alvo de diversas críticas, como a do sociólogo Marcelo Seráfico, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que afirma que o Estado se contradiz ao propor uma disciplina de ensino religioso.

De acordo com o UOL, a resolução do CME de Manaus define que os professores de ensino religioso devem ter formação em licenciatura plena em Ciências da Religião ou Ensino Religioso, dando abertura também a profissionais formados em Licenciatura Plena em Filosofia, História, Ciências Sociais ou Pedagogia, com curso de especialização Lato sensu ou Strictu sensu, em ensino religioso. Todos devem ter estudado em Instituições de Ensino Superior (IES) credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC).

A resolução define ainda que é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação (Semed) o atendimento à demanda da disciplina, garantindo a contratação de um número adequado de professores, e também estabelece que o docente não divulgar nas aulas conteúdos de uma doutrina específica.

(Gospel Mais)

Estudantes da Gama Filho e UniverCidade pedem apoio em Brasília

Estudantes da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) vão a gabinetes de deputados e senadores, no Congresso Nacional, em busca do apoio de parlamentares para enfrentarem a crise vivida com o descredenciamento das instituições.

Na programação da tarde de hoje (15), eles pretendem também ir ao Palácio do Planalto para uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff. “Queremos ver em que pé está o pedido que encaminhamos para uma audiência com a presidenta”, disse Ana Flávia Hissa, que é do Diretório Central dos Estudantes da Gama Filho.

Amanhã (16), os estudantes irão ao Ministério da Educação (MEC) participar de reunião da comissão criada para discutir a transferência assistida, destinada a encontrar universidades onde os alunos deverão concluir o curso.

Na segunda-feira (13) o MEC anunciou o descredenciamento da Gama Filho e da UniverCidade que vinham enfrentando problemas. Segundo o ministério, os motivos foram a baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira e a falta de um plano viável para superar os problemas. Os alunos das duas instituições serão todos transferidos para outas universidades.

(Agência Brasil)

Banco de talentos da Secretaria de Segurança inicia seleção para professores

A partir desta terça-feira (14/1), o Banco de Talentos da Secretaria de Segurança inicia o processo seletivo de docentes para as turmas de 2º e de 3º anos do Curso de Formação de Oficiais da Academia da Polícia Militar D. João VI. De acordo com a Subsecretaria de Educação Valorização e Prevenção, os interessados podem se cadastrar site bancodetalentos.seseg.rj.gov.br. Os cadastrados podem atualizar seus dados a qualquer momento. Somente serão aceitos os cadastros inseridos ou atualizados até as 23h55, do dia 13 de janeiro.

Para acessar os perfis dos docentes de cada disciplina e o cronograma da seleção, acesse o site do Banco de Talentos e em seguida clique em Lista de Escolas, Academia da Polícia Militar. Mais informações pelo telefone (21) 2334-9469, ou pelo e-mail ensino.ssepp@gmail.com.

Inscritos no ProUni já passam de 542 mil

College students

O Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 542.049 inscritos até o meio-dia de hoje (14). As inscrições somam 1.026.103, pois cada candidato pode fazer até duas opções de curso. O ProUni oferta bolsas integrais e parciais em instituições privadas de educação superior. As inscrições foram abertas ontem (13) e o prazo vai até as 23h59 de sexta-feira (17).

Na edição do primeiro semestre deste ano são 191.625 bolsas em 1.116 instituições, sendo 131.636 bolsas integrais e 59.989 parciais. Pode participar da seleção o estudante que tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter tirado zero na redação e precisa ter cursado o ensino médio na rede pública ou com bolsa integral na rede privada.

As bolsas integrais são para os estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, até um salário mínimo e meio. As parciais para os candidatos com renda bruta familiar até três salários mínimos por pessoa. O bolsista parcial poderá utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para custear o restante da mensalidade.

Nesta edição do ProUni, os cursos com maior oferta de vagas são administração (21.252), pedagogia (14.773), direito (13.794) e ciências contábeis (10.883). O estado de São Paulo é o que tem mais vagas disponíveis. São cerca de 64,3 mil, seguido de Minas Gerais, com 19,5 mil, e do Paraná, com 16,5 mil.

Veja abaixo o cronograma do Prouni:

Inscrições: de 13 a 17 de janeiro de 2014

Resultado da primeira chamada: 20 de janeiro

Comprovação de informações: de 20 a 24 de janeiro

Resultado da segunda chamada: 3 de fevereiro

Comprovação das informações: de 3 a 6 de fevereiro

Prazo para manifestar interesse em participar da lista de espera: 13 e 14 de fevereiro

Comprovação de informações dos participantes da lista de espera: 19 e 20 de fevereiro

(Agência Brasil) 

Estado do Rio investe na contratação de novos profissionais para a educação estadual

 

Aumentar a oferta de professores e profissionais de áreas estratégicas na rede estadual foi uma das estratégias da pasta em 2013. Desde 2007, mais de 40 mil novos professores ingressaram no sistema, por meio de concursos públicos. Isto representa, por dia, cerca de 20 novos docentes em sala de aula. Só em 2013, cerca de 5 mil professores foram convocados e diversos profissionais contratados para os cargos de diretor e diretor-adjunto, coordenador pedagógico e orientador educacional.

Um novo concurso está em andamento, com 1.400 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva, para professor de 16 e 30 horas semanais, em diversas disciplinas.

De acordo com o superintendente de Desenvolvimento de Pessoas da secretaria, Antoine Lousão, o processo de seleção dos novos gestores escolares prioriza a avaliação de perfil por competências, em consonância com os eixos estratégicos da secretaria. Os candidatos aprovados passam por um curso de formação de cinco dias, que contempla conhecimento sobre os processos de trabalho da secretaria e metodologia de gestão integrada das escolas.

– Os gestores são selecionados com base na competência e no mérito, e não mais por indicações. As etapas são as mesmas, obedecem ao molde de um concurso público, mas se diferenciam pela avaliação das competências. Não basta o candidato ter conhecimentos teóricos, ele precisa mostrar um perfil de liderança, habilidade de mediação de conflitos e visão sistêmica dos problemas – afirmou Antoine.

Para o superintendente, este perfil também é fundamental para garantir melhorias nas condições de trabalho dos docentes, além de impactar no aprendizado e rendimento dos estudantes.

– O diretor, que protagoniza as ações do ambiente escolar, tem a tarefa de criar um campo propício a estes avanços, por meio de uma boa gestão. Temos aperfeiçoado a ementa programática, propondo referencias no tema da gestão escolar, gestão geral e administração pública – disse o superintendente.

À frente do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco, em Mesquita, na Baixada Fluminense, a diretora Soraia Bastos, de 46 anos, aprova as novas diretrizes do processo seletivo. Há cerca de 30 anos na área educacional, agora Soraia se equilibra entre o trabalho de gestão escolar e as aulas que ministra em um curso de pós-graduação. A docente ficou em primeiro lugar no processo seletivo interno para o cargo de diretor geral, realizado em 2012.

– A atual seleção valoriza e leva em conta a experiência profissional, os títulos e o currículo. Se eu não tivesse passado pelo processo, que é imparcial, dificilmente eu chegaria ao posto – afirmou Soraia, que é formada em Matemática, Biologia e Direito e tem doutorado na área de gestão educacional.

Concurso para Inspetores 

Visando prover a escola com condições adequadas de trabalho e com equipes para desempenhar as funções educacionais, a Seduc também realizou este ano, concurso para 900 vagas de inspetor de alunos, carreira de apoio, que não era contemplada com seleção há 20 anos. Mais de 700 profissionais já foram nomeados e estão nas escolas para reforçar as equipes técnico-pedagógicas ao lado dos novos docentes.

– Temos feito pelo menos um processo seletivo por ano, para todas as funções estratégicas dentro das unidades, inclusive para agente de acompanhamento da gestão escolar, cargo regulamentado pela secretaria este ano – afirmou Antoine.

Inscrições para o Programa Inglês sem Fronteiras começam hoje

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A partir das 12h de hoje (9), estudantes do ensino superior podem se inscrever no Programa Inglês sem Fronteiras, do Ministério da Educação. Serão oferecidas 14.760 vagas em cursos presenciais gratuitos de inglês. As inscrições vão até 16 de dezembro. As aulas terão início em 13 de janeiro de 2014. Os cursos abordam o desenvolvimento de habilidades linguísticas e a preparação para exames internacionais de certificação de fluência em língua inglesa. A carga horária estabelece quatro aulas semanais de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros ao longo da semana, em locais e horários definidos pela própria universidade. A duração pode ser 30, 60, 90 ou 120 dias. As inscrições podem ser feitas no site do programa. Podem concorrer às vagas estudantes de graduação, de mestrado ou de doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas. Também podem participar estudantes ativos no Curso My English, online, níveis 2, 3, 4 ou 5 e estudantes que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso. O Inglês sem Fronteiras foi anunciado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em dezembro do ano passado, com o objetivo de melhorar o nível de inglês dos estudantes e aumentar a participação no Programa Ciência sem Fronteiras.  

Pré-Vestibular Social oferece 18 mil vagas para todo o estado do Rio de Janeiro

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Conheça o Pré-Vestibular Social

O que é?

Pré-Vestibular Social (PVS) é um curso preparatório para as provas de acesso às universidades, uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de sua Secretaria de Ciência e Tecnologia e da Fundação CECIERJ.

Para quem é?

PVS é dirigido a interessados que já concluíram ou estão frequentando o último ano do Ensino Médio ou equivalente e que desejam realizar as provas de acesso às universidades, mas que não têm condições de arcar com os custos dos cursos preparatórios particulares.

Quanto Custa?

PVS é totalmente gratuito, inclusive o material didático.

Como ingressar?

São abertos dois processos seletivos por ano. Para o Extensivo, com aulas de março a dezembro, as inscrições são abertas entre dezembro e fevereiro e para o Intensivo, com aulas de junho a dezembro, as inscrições são abertas em maio.

Quantas vagas oferece?

PVS disponibilizou, em 2012, 18.200 vagas para o Extensivo e 6.420 vagas para o Intensivo.

Onde são as aulas?

PVS abrange 39 municípios no estado do RJ e conta com 56 polos de aulas (veja a lista no Onde Estamos).

Quando ocorrem as aulas?

As aulas são aos sábados, na maioria dos pólos, das 8h às 17h. Em Campo Grande, Duque de Caxias e Nova Iguaçu são oferecidas turmas duas vezes por semana no período da tarde. No Centro do Rio há turmas no horário noturno, também duas vezes por semana, às segundas e quartas.

Quais são as disciplinas oferecidas?

Tanto no Extensivo quanto no Intensivo são oferecidas as disciplinas de Biologia, Espanhol, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Português, Química e Redação.

Quem são os professores?

Os professores passam por um rigoroso processo seletivo constando de provas de conteúdo e didática

Baixada Fluminense discute a cultura negra na educação

 

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A importância da cultura negra na educação é o tema da 3ª Jornada da Educação para Promoção da Igualdade Racial, que ocorre no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O objetivo é promover a igualdade racial, com debates e oficinas centradas na questão étnico-racial. Até sábado (30), a jornada ocorrerá em dois pontos do município: o Teatro Raul Cortez e o auditório da Secretaria Municipal de Duque de Caxias.

Desde segunda-feira (25), a jornada vem promovendo eventos ligados à valorização da cultura negra, com palestras e seminários, com convidados de vários municípios da região, além de avaliar se a Lei 10.639/2003, que determina a inclusão do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em escolas públicas e particulares, vem sendo cumprida.

A secretária de Educação de Duque de Caxias, Marluce Gomes, considera importante a promoção desse tipo de evento para combater o preconceito e tornar a educação mais igualitária. “Para promover essa igualdade na educação, temos que trabalhar de uma forma árdua. O preconceito é muito forte. Por isso a necessidade de dar palestras, formar grupos de leitura para que haja um estudo profundo e aperfeiçoamento por parte dos professores, para que tenham condições de levar mais conhecimento para os alunos, consequentemente para seus responsáveis”, disse.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Se Essa Rua Fosse Minha, que organiza a jornada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a prefeitura de Duque de Caxias, dos cerca de 3 milhões de habitantes da Baixada Fluminense, o percentual de negros chega a 60%. Na avaliação do secretário executivo da ONG, César Marques, grande parte dessas pessoas está dentro das salas de aula e deve aprender mais sobre a cultura negra.

“Desenvolvendo e ampliando conhecimento sobre essa questão, o tratamento da história da cultura negra é mantido. O Brasil se nega a falar da cultura negra, principalmente dentro das salas de aula. Esta jornada é vista como um espaço de convivência, de troca de conhecimento. As oficinas são boas oportunidades para se aprender, por meio de aulas sobre etnociência e etnomatemática, por exemplo. Isso alimenta o conhecimento sobre uma cultura tão rica, além de incentivar a aplicação destes ensinamentos nas escolas”, disse.

 

 (Agência Brasil)